História Busan Asylum - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Amor, Asylum, Bts, Drama, Jihope, K-pop, Lágrimas De Sangue, Lemon, Romance, Surubangtan, Traição, Vampiros, Vhope, Wings Short Filmes, Yaoi
Visualizações 53
Palavras 4.415
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Hentai, Lemon, Musical (Songfic), Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


oiii meus anjos
esse é um dos caps que mostra um pouco -talvez mt- da insanidade q os pacientes de manicomios, mesmo que nao sejam loucos, passam a ter.
espero q gostem

obs: nao leiam em espaço publico
quem avisa amigo é kkkk
espero que gostem boa leitura

SEJAM BEM-VINDOS À BUSAN ASYLUM

Capítulo 5 - The Isolation Room


Fanfic / Fanfiction Busan Asylum - Capítulo 5 - The Isolation Room

24 Horas de Isolamento - 8:00 H do Primeiro Dia

 

Abri meus olhos com dificuldade, sentindo o inchaço em ambos se fazer presente. 

—Ah. —Gemi de dor. —Onde eu estou?

Olhei ao redor, vendo-me sozinho entre paredes, teto e chão brancos. Tentei me mexer, mas era difícil. Eu estava preso em uma camisa de força. 

—Não. Não. Não. —Gritei, desesperado. —A Solitária não.

Eu odeio esse lugar com todas as minhas forças. 

Subitamente lembrei-me da chave que eu possuía. Quis bater em mim mesmo quando percebi que de manhã, quando eu estava ocupado demais pensando em Hoseok, acabei esquecendo de pegar o objeto metálico e colocar em minha nova roupa. A chave que abriria a porta desta prisão solitária havia sido deixada em minha outra blusa. Que ódio! Que inferno!

“Todo o inferno está contido nesta única palavra: solidão”, minha mãe costumava dizer, citando Victor Hugo, um romancista francês do século XIX.

Eu não conseguiria refletir sobre nada, arrepender-me de nada, pois minha liberdade de pensamento não está na solidão da minha mente. Tenho medo das chuvas tempestivas, das grandes ventanias soltas, mas não da noite, pois sou também escuridão. Não uma chama de luz flamejante, mas a meia-luz do luar —discreta e mais escura do que clara, quase apagando-se, mas mantendo-se ali, iluminando fracamente os vultos pretos das madrugadas frias. Chego à conclusão de que sou apenas alguém perdido entre o bom e o ruim, a luz e a escuridão, a solidão e a sensação de estar sendo envolto por pessoas queridas. Nada mais que um elo, um enigma contraditório. Gostaria de poder ser o escritor da minha própria história para então eliminar todas as antíteses e paradoxos perturbadores. Eu tornaria minha história mais simples. Um romance, apenas. Eu me apaixonaria por alguém, que prontamente corresponderia. Viveríamos juntos e felizes, com boa situação financeira, seguindo nossos sonhos e vivendo alegremente. Mas o que faço aqui é diferente. Não vivo, sobrevivo. Não tenho qualquer controle sobre mim mesmo. Sonhos? Nem quando eu fecho meus olhos; tenho somente pesadelos. 

Ao contrário do que eu havia pensado antes, a solidão acabou ajudando-me a refletir sobre minha atual situação. Entretanto, essa pequena esperança inexistente de controlar as rédeas da minha própria vida não me levou a qualquer lugar. Continuo aqui preso em uma camisa de força, dentro da Sala Solitária, sendo controlado por quem desejar o fazer. Apenas um louco. Talvez eu seja apenas um louco como todos dizem.

O ruído da porta abrindo assustou-me. Cheguei para trás, batendo com as costas contra a parede, e tossindo em seguida pela dor que senti nas costelas. Eu havia sido agredido com toda certeza.

—Shh! Não faça barulho, Jimin. —Hoseok apareceu do outro lado, mexendo os lábios sem emitir som. —Não sei se há escutas aqui.

Esgueirou-se pelos cantos, encontrando seu alvo: uma câmara instalada no canto superior esquerdo do lugar. Procurou por escutas, mas não havia nenhuma. Agitou um frasco de spray —o qual eu não havia percebido até então— e borrifou a tinta preta na lente que filmava o local. Como ele tinha conseguido aquilo? Só pude pensar em poucas pessoas do nosso grupo que tinham acesso a qualquer tipo de manifestação artística, e Hoseok definitivamente não era uma delas. O garoto sempre conseguia pegar o que quisesse de uma forma que ninguém entendia ou questionava; talvez por medo da resposta.

—Hyung? O que está fazendo aqui? —Perguntei. 

—Vim devolver o que é seu. — Tirou a minha chave do próprio bolso, mostrando-a para mim. 

Instintivamente tentei levar minhas mãos até a mesma, sem sucesso. O aperto da camisa de força impediu-me. O menino de cabelos negros abaixou-se, me desamarrando por completo. 

Santa liberdade, mesmo que parcial era alguma liberdade e deveria ser admirada.

—Obrigado. —Sorri, sentindo os braços dormentes relaxarem. —Eles vão saber que algo aconteceu. 

—Então acho melhor fingir que tem super força também. —Comentou, rindo com sarcasmo. 

—É sério, hyung. O que vai acontecer quando checarem as câmeras de segurança ou resolverem vir aqui? —Indaguei. 

—Yoongi-hyung já cuidou disso. —Respondeu, simplista.

—Como assim? 

—Sobre a vigilância das câmeras, assim que eu as apaguei com o spray, ele copiou as imagens em que você estava apenas dormindo, colocando-as em reprodução repetitiva. Em outras palavras, vai dar a impressão de que você está dormindo... o tempo inteiro. —Explicou. 

—Wow. Genial. Yoongi-hyung é um gênio. —Exclamei, impressionado. —Mas como? 

—Geralmente, em casos assim, o Taehyung costuma ajudar com suas... habilidades. —Sua voz soou tremida e levemente irritada, com mágoa aparente. —Mas como ele não pôde, nós tivemos que invadir a Central de Vigilância de outra forma. 

—Meu Deus! —Arregalei os olhos. —Por favor, me diga que vocês não mataram o guarda de vigilância das câmeras. 

—Hm... Matar é uma palavra muito forte. Mas ele provavelmente não vai se lembrar nem do próprio nome quando acordar da “queda”. —Comentou, tentando suavizar seus atos com palavras menos agressivas. 

—Você o empurrou da escada? —Perguntei direto ao ponto.

—Quando ele já estava desacordado, sim. —É definitivamente pior do que eu pensava. —Mas isso não importa.  O que importa é que você pode ter alguns momentos de liberdade, mas eu não sairia vagando por aí se fosse você. Além disso, você terá 3 dias aqui. 

—3 dias? —Indaguei, assustado. 

Nunca havia ficado mais que uma noite na Solitária. E mesmo assim, parecia a eternidade. Agonizante como as mãos quentes de demônios puxando-me para baixo, mais para dentro do inferno propriamente dito. Eu delirava como um louco faria.

—Sim. A Jude proibiu qualquer pessoa de vir aqui durante esse tempo. Você não vai comer nem nada do tipo. É seu castigo. Eu ouvi ela ordenando aos funcionários que ninguém estaria autorizado a te visitar por 72 horas e que nenhum motivo para tal ato seria justificável. 

—Desgraçada! Ela sabe que eu odeio esse lugar! 

—Por isso mesmo você está aqui. —Concluiu. —Mas eu virei te visitar uma vez ao dia para te informar do que está acontecendo lá fora e trazer algo para você comer ou beber. 

Sentou-se ao meu lado, levantando a blusa, e retirando dali uma caixinha de suco escondida. Fiquei hipnotizado pela pele alva à mostra, mesmo que por poucos segundos. 

—O-Obrigado. —Gaguejei, colocando minha boca no canudo do suco e engoli o líquido de sabor cítrico rapidamente. 

O silêncio instaurou-se no local. Apenas era possível ouvir o som de nossas respirações, batimentos cardíacos e a sucção que eu fazia no canudo. Mais um ponto negativo e enlouquecedor deste local é seu isolamento total de ruídos. Se eu ficasse sozinho e parado, seria capaz de ouvir o sangue fluindo pelas minhas veias. Se eu falasse, ouviria minha voz ecoar na minha mente. Extremamente perturbador. Hoseok já demonstrava o desconforto em estar aqui me fazendo companhia. Ele tinha apenas 2 objetivos ao me visitar: 1-alimentar-me; 2- informar-me sobre o que estava acontecendo do lado de fora dessa sala. Então resolvi apressar mais o segundo objetivo para que ele pudesse ir embora. Queria poupar-lhe da punição agonizante que eu havia recebido sozinho. 

—E então... —Chamei sua atenção. —Antes de saber dos outros meninos, eu quero saber de você. O que há contigo? Por que me tratou mal? Por que tratou o Tae pior ainda?

—Ouvir você bebendo o suco era bem menos perturbador. —Comentou, cortando nosso contato visual com frieza.

Seus lábios contornaram-se para baixo, formando um bico irritado. Eu não conseguiria descrever sua feição no momento, mas ela representava por si só todos os sentimentos negativos do garoto. Eram poucas as vezes que eu via sua boca receber esse tipo de contorno, mas quando o fazia, eu preferia não comentar mais nada e apenas deixava que ele falasse por si ou se calasse. 

—Desculpa por te incomodar com minha voz. Vou voltar a beber meu suco. —Falei, tentando soar magoado. 

Talvez eu estivesse mentindo quando disse que simplesmente o deixaria falar por si só. Na verdade, o induziria a fazê-lo com um pouquinho —talvez muito— de drama.

—Ah. —Suspirou, pesadamente. Retornou a olhar para mim com mais serenidade. —Não quis dizer que sua voz me incomoda. Eu só... não sei o que deu em mim. Eu estava só um pouco...cansado e isso me deixou irritado. 

OK! Meu drama o fez falar, mas não a verdade. 

—Só isso? 

—Eu precisava... me alimentar para não ficar fora de controle. —Respondeu. 

Dessa vez suas palavras possuíam verossimilhança, mas nenhum significado para mim. Alimentar-se? Ele estava tomando café da manhã, então não deveria estar bravo por não ter se alimentado. Não faz o menor sentido. 

—Ah... Sim... —Fingi ter entendido o motivo de sua maldade.

—Desculpa. —Falou baixo.

—Não se desculpe comigo. Você estava certo apesar de tudo. Eu fui o culpado por Seokjin-hyung ter gritado e chamado a atenção dos guardas. —Admiti com mágoa. —É ao Taehyung que você deve desculpas. Não deveria tê-lo tratado tão mal quando ele só queria falar com você com mais intimidade. 

Apesar de ser verdade, eu ainda sentia uma pontada quando pensava nessa suposta intimidade dos dois. Mesmo assim, eu não poderia deixar que essa sensação de incômodo desconhecida me impedisse de proteger meu melhor amigo. Taehyung não merecia ser tratado com tanta grosseria e não importa quem o magoasse, eu tentaria protegê-lo se estivesse ao meu alcance. E dessa vez estava. Ou pelo menos eu achava que sim.

Hoseok arregalou minimamente os olhos, engolindo em seco. 

—Ele... não deveria ter ignorado as boas maneiras. Continuo sendo mais velho. —Falou com covicção, culpando o mais novo. 

—Taehyung é um pouco impulsivo, você sabe. Deve ter se deixado levar pela emoção. Não use isso como um motivo para tratá-lo mal e justificar sua grosseria. No fundo você sabe que está errado, hyung. —Acusei-o sem pensar duas vezes. 

O menino levantou-se batendo os pés —o que causou um forte eco por toda a sala —e parou de costas para mim antes de abrir a porta. 

—Taehyung deve aprender a se comportar e não tocamos mais nesse assunto. Já que se importa tanto com ele, tente lembrar do que aconteceu por sua causa. Até amanhã, Park Jimin. —Falou, asperamente.

Abriu a porta e saiu, batendo-a fortemente atrás de si. Tampei os ouvidos com as mãos tentando evitar o eco da colisão.

Eu estava novamente sozinho e solitário.

“Tente lembrar do que aconteceu por sua causa.”

 

As imagens da manhã passada começaram a se formar em minha mente conforme eu me forçava a lembrar.

—Ao contrário do que você disse de manhã, é um prazer vê-lo, Park, ainda mais com os olhinhos tão marejados. Animou meu dia. —Jude falou, rindo com escárnio.

—Vadia desgraçada! —Cuspi em sua face, como no dia em que cheguei a esse lugar.

—GUARDAS! —Ordenou que os homens viessem com um grito. 

2 homens musculosos começaram a andar em minha direção, segurando seus cassetetes com firmeza. 

Jungkook e Taehyung perceberam e tentaram me ajudar. Cada um da sua maneira. 

—Não faça isso com ele! —Jungkook pediu para Jude. Sua aparência infantil não o ajudaria dessa vez já que sua voz saiu raivosa.

—Eu gosto de você, Kookie. —Ela respondeu. —Não disperdice isso por causa desse energúmeno. 

—Pare de tentar convencer essa puta a ser justa, Kookie-ah. Não adianta. —Taehyung falou, chamando a atenção da mulher para si. 

—GUARDAS! —A mulher loira reforçou seu grito, mas dessa vez eu não era o alvo e sim o Tae.

Mais 2 homens se juntaram ao mais novo esquadrão de captura. Taehyung e eu corremos dos mesmos que, para nossa infelicidade, eram mais velozes que nós. Tae entrou na minha frente quando eu estava prestes a receber um soco, sendo ferido em seu lábio superior, que pingou uma gota de sangue no chão. Chutei o guarda que o agrediu. Eu e ele... Nós tentamos lutar. De verdade. Mas éramos dois adolescentes contra quatro guardas musculosos. 

Taehyung desmaiou antes de mim. A última coisa que ouvi do menino caido aos meus pés foi sua voz fraca sussurrando “melhores amigos”. Entendi o que quis dizer no mesmo momento. Tudo que ele fez foi tentar me proteger. Mesmo que não estivesse ao seu alcance, ele aceitaria as consequências desde que havia feito um esforço para salvar seu melhor amigo, eu. Desculpa, Taetae, eu não deveria ter deixado você se arriscar dessa forma. Prometo que vou tentar te recompensar. Afinal, nós somos melhores amigos e isso significa que deveríamos proteger um ao outro.

Olhei para o lado, vendo Jungkook tendo seus braços segurados por um guarda, Hoseok e Yoongi presenciando a cena e logo tentando escapar da mesma sem serem vistos. Apesar de não terem participado de nada, Jungkook também não havia e estava preso por um guarda da mesma forma. A única diferença é que o mesmo não estava sendo machucado. Hoseok e Yoongi, eu não os culpo por tentarem fugir dessa confusão. Foi a última coisa que eu pude pensar antes de receber um último golpe nas costelas e tossir sangue, caindo no chão com a visão escurecendo. Desmaiei. 

 

As lembranças eram claras e justificavam os inchaços nos meus olhos e as dores nas minhas costelas, além do motivo de eu estar na Sala Solitária agora. Tirando o foco de mim mesmo, senti-me levemente culpado por ter envolvido, mesmo que indiretamente, Jungkook e Taehyung na minha confusão pessoal. Meu talento para criar problemas que afetavam não somente a mim como também as pessoas ao meu redor crescia de maneira significativa. 

“Já que se importa tanto com ele, tente lembrar do que aconteceu por sua causa.” As palavras duras de Hoseok ressoaram na minha cabeça, atormentando-me. Senti um aperto no coração e falta de ar. A culpa de ter causado problemas para Taehyung somado ao barulho irritante do meu sangue fluindo pelas veias e artérias ecoando pela sala começaram a me enlouquecer. As vozes confundiam-se na minha cabeça, as memórias embaçavam. 

—AH! —Gritei, me arrependendo logo e seguida quando as ondas sonoras bateram e voltaram fortemente, provocando um som estridente e ensurdecedor.

Levantei com raiva e chutei as paredes. Soquei-as com força. 

Jab, Direto, Jab, Direto, Jab, Direto. Mais um som para ecoar. Mais gotas de sangue manchando o chão branco. Jab, Direto, Jab. Desculpa, Taehyungie. Direto, Jab, Direto. O último golpe que dei não foi na parede e sim em meu próprio rosto, acertando meu lábio superior, cortando-o superficialmente. “melhores amigos" ressoou na minha cabeça várias vezes como se Taehyung estivesse sussurrando essas palavras agora mesmo. Mas eu estava sozinho, certo?

Joguei meu próprio corpo ao chão gélido, colidindo com o mesmo. 

Suspirei, sentindo a dor nas costelas, punhos e boca. 

—Agora eu estou tão machucado quanto você, Taehyungie, então você me perdoa, não é? —Sussurrei e fechei meus olhos, entregando-me à noite. 

 

48 Horas de Isolamento - 8:00 H do Segundo Dia

 

—O que é isso? Meu Deus! Quanto sangue, Jimin! —A voz estridente de Hoseok ao entrar no cômodo despertou-me. 

—Fale baixo, hyung. Eu estou com dor de cabeça. —Apelei. 

—Aposto que está com dor em outros lugares também. O que você fez? —Alfinetou, ignorando meu pedido de silêncio. 

Saí da minha posição atual —deitado— e sentei-me, encostando com cautela o corpo na parede. Hoseok rasgou um pedaço da manga da sua blusa e jogou um pouco da água que trouxera para eu beber no chão e na parede lateral, esfregando com o tecido por cima das manchas de sangue. 

—Eu acho que o Taetae vai me perdoar, Hobi-hyung. —Murmurei, sorrindo. 

—Aish. Do que você está falando? —Perguntou, terminando de limpar e vindo em minha direção com uma expressão confusa no rosto.

—Olha. —Apontei com os dedos cheios de sangue seco para minha boca, fazendo com que Hoseok visse o corte no meu lábio superior. —Igual ao machucado do Tae, neh? 

O menino sentou-se de frente para mim, mantendo grande distância entre nós. Parecia incomodado com algo. 

—Seu... idiota! Por que se machucou assim? Como isso vai cicatrizar até o fim da sua punição? Eu não deveria ter te desamarrado. —Repreendeu-me. —Seu cheiro... O cheiro do seu sangue está me sufocando.

O moreno tampou suas narinas com os dedos, arrastando as unhas curtas da outra mão no assoalho, provocando um barulho estridente. 

—Para com esse barulho, hyung! —Joguei-me por cima do menino. —Eles vão ouvir. 

Hoseok chegou para trás, afastando-me de si. 

—Eles quem? —Perguntou, confuso. 

—Os vampiros. —Sussurrei como em um segredo. —Eles vão te ouvir e chupar seu sangue... até você morrer. Shhh! Não conta para eles. Vão ficar bravos comigo e vir atrás da minha família. —Tentei colocar meu dedo indicador em sua boca para que fizesse silêncio mas ele me segurou e amarrou minhas mãos com o pano que havia usado para limpar o sangue das paredes.

—Cala a boca, Jimin! —Depois de atar minhas mãos, encostou-me na parede. —Você não faz ideia da merda que está falando. 

Não resisti. Seu toque morno na minha pele era diferente dessa vez. Eu sempre tinha a pele quente e ele, fria. Mas eu estava há tanto tempo deitado no chão gélido que as temperaturas haviam alterado em nossos toques. Estranho, porém agradável.

—Hyung, por que você está mais pálido que o normal? —Perguntei, vendo seu rosto descorado.

Ele me ignorou, tirando de sua cintura mais uma garrafa de água e um pacote com alguns bolinhos. 

—Abra a boca! Isso vai doer por causa da merda que você fez ontem. —Ordenou com raiva. 

Obedeci, sentindo meu lábio inchado arder conforme abria a boca. Hoseok deu-me um pedaço do bolo. Embora doesse, eu estava com uma fome desesperadora. Mastiguei rápido, logo recebendo outro pedaço até que eu tivesse devorado toda a comida que ele havia escondido para trazer para mim. Depois me deu água na boca já que minhas mãos estavam atadas, deixando derrubar um pouco pelo canto da minha boca. A fina gota desceu do queixo, percorrendo pelo pescoço e terminando seu curto percurso na minha blusa de manga comprida branca e fina, tornando o tecido levemente transparente. Hoseok ficou distraído e não parou de virar a garrafa, fazendo com que mais água saísse pelo canto dos meus lábios. Tossi, engasgado. 

—Quer me dar banho, hyung? —Perguntei, irônico por estar quase sendo afogado, quando ele percebeu o que estava fazendo e parou. 

—Ah... Er... Desculpa, Jimin-ah. —Prendeu a respiração e afastou-se de mim, virando de costas. Tirou seu casaco, deixando a pele branquinha como a neve exposta. —Toma. Tire seu casaco e coloque o meu.

—Eu não consigo. Minhas mãos. —Ele suspirou longamente e veio até mim. Perdi-me na visão de seu abdome magro, com poucos músculos. 

Aproximou-se, desatando meus pulsos. Puxou o tecido molhado do meu corpo, despindo-me parcialmente, e não olhou para o meu corpo. Sequer parecia estar respirando. Vestiu em seu próprio corpo o tecido cheio de água, deixando a vista ainda mais agradável. 

—O que está esperando para colocar meu casaco? Quer pegar um resfriado por acaso?  —Repreendeu-me. 

—Hope-hyung. —Chamei-o. 

—Hum? —Indagou, olhando para mim. 

—Eu queria muito passar as minhas mãos aqui. —Apontei para os poucos gominhos discretos do seu abdome. Pareciam tão tentadores por baixo do tecido semi-transparente do meu casaco encharcado.

Ele arregalou os olhos e foi quase correndo em direção à porta. 

—Vista-se logo. Eu acho melhor eu ir... Vou voltar de noite. Esteja com a mente sã, Jimin-ah. —Saiu às pressas, fechando a porta. 

Por que ele saiu? Tanto faz. Joguei um pouco da água em meu peitoral nu. Por algum motivo, eu estava fervendo. Deitei-me, sentindo o chão gélido nas minhas costas. Gemi com o choque de temperaturas, ouvindo o som manhoso ecoar como se fosse de outra pessoa, fazendo uma onda de calor passar pelo meu baixo-ventre. Levei minhas mãos ao meu pescoço, passando as pontas dos dedos na pele macia, descendo-os até meu abdome com 6 gominhos. A imagem do corpo de Hoseok surgiu em minha mente. Fingi que aquele não era meu abdome, mas o do mais velho. Mordi meu lábio inferior, sentindo dor pelo movimento, mas não dando a mínima importância para tal. Desci ainda mais meus dedos pequenos, repousando-os em cima do tecido da calça branca na minha coxa. Uma nova imagem surgiu na minha cabeça. As coxas fartas de Jungkook. Finquei minhas unhas no tecido, imaginando que fazia o mesmo com as pernas do mais novo. 

AH, eu estou ficando quente. Essa roupa está me esmagando. Subi as mãos até a barra da calça, puxando-a junto com a cueca box para baixo, livrando-me de todo aquele tecido apertado. Olhei para meu membro, que latejava, pulsando fortemente. Senti tentação de tocá-lo. Levei minha mão direita até ele. Apenas esse toque foi o suficiente para sentir um arrepio passar por minha espinha. O que acontece se eu mover? Agarrei o membro com os dedos pequenos, impossibilitados de cobrir toda a extensão, e fiz um movimento para cima e depois para baixo. Joguei minha cabeça para trás, arqueando as costas, com a dor das costelas misturando-se à alucinante sensação de masturbar-me pela primeira vez. 

Acelerei meus movimentos, gemendo e ouvindo os sons ecoarem como se eu não fosse o único no cômodo. Realmente eu queria não ser o único. Minha boca aberta deixava os sons manhosos escapar sem qualquer contenção. Só eu seria capaz de ouvi-los mesmo. Queria que Hoseok estivesse aqui ainda. Ou Jungkook. Acelerei os movimentos ainda mais, fazendo um sobe-desce frenético e apertado. Mordi o lábio, fazendo um pouco de sangue pingar no chão, junto com a lágrima que se formou em meus olhos pela dor misturada ao prazer. Mais rápido. Mais forte. Meus movimentos intensos enlouqueceram-me. Finquei as unhas da mão esquerda no chão, sentindo tremores involuntários percorrerem por todo meu corpo. Uma camada de calor emanava da minha pele, com grossas gotas de suor escorrendo por meu pescoço. Gemi fortemente quando uma sensação avassaladora de prazer deleitou-me completamente. Um líquido esbranquiçado e quente escorreu do meu membro, sujando minha mão direita. Respirei rapidamente, tentando recuperar alguma sanidade. Sanidade o caralho. Ela estava totalmente em falta. 

O cansaço tomou meu corpo, forçando-me a dormir mais uma vez. Esbocei um sorriso antes de cair no sono. 

 

60 Horas De Isolamento - 20:00 H do Segundo Dia

 

—QUE MERDA É ESSA? —O grito estridente do Hoseok quase estourou meus tímpanos. 

—Ah! Fala baixo, hyung. —Cobri meus ouvidos. Ele puxou minhas mãos com raiva, dando um tapa no meu braço. —Aiii. 

—Você perdeu a sanidade de vez? Veste logo essa merda antes que eu... 

—Antes que você o quê?  —Provoquei. 

—Antes que eu... te espanque por só fazer merda. 

Virei-me de costas para si, ignorando-o totalmente, e voltando a deitar. Alguns segundos de paz foram o máximo que tive. Água gelada foi jogada por cima do meu quadril, fazendo-me gritar e tremer de frio. 

—O que você está fazendo? —Movi-me, desesperado. 

—Estou te limpando. —Parou de jogar a água e virou-se para o outro lado, evitando me encarar. 

—Não precisa me dar banho. Não sou um bebê. —Exclamei, irritado.

—Então não aja como um. —Falou, sem olhar para mim. 

—Ah... Eu não parecia um bebê quando estava me tocando e gemen—Fui interrompido.

—Park Jimin, não ouse falar mais uma palavra. Você está insano por causa dessa sala estúpida. Agora vista-se. —Ordenou. 

Levantei-me, pegando seu casaco e minha roupa de baixo e vestindo-me por completo. Andei até parar em frente a si. 

—Melhor assim, hyung? —Perguntei, fitando seus olhos com intensidade.

—Beba isso. —Ignorou minha pergunta, desviando os olhos, e entregou-me uma garrafa com vitamina de frutas vermelhas. 

Sentei-me no chão e bebi o líquido rapidamente. Hoseok andou até o outro lado do cômodo, buscando a camisa de força e trazendo-a até mim. Levantei e corri. 

—Você não vai me prender nisso! —Gritei. 

—Jimin, eu preciso. Amanhã de manhã você será tirado daqui. Tudo precisa estar exatamente do jeito que estava antes. —Aproximou-se de mim a passos curtos. —Ninguém pode saber que eu te desamarrei e deixei você esfolar seus dedos na parede ou se mastur... Enfim, ninguém pode saber que alguém esteve aqui. 

—Sai! —Gritei, correndo para o outro canto, mas Hoseok me segurou antes que eu pudesse fugir. 

—Se não for por bem, vai por mal. —Prendeu-me rapidamente e colocou-me no chão. 

—Me tira dessa droga, Hoseok! —Ordenei.

—Eu sou seu hyung. —Falou entredentes, incomodado com a falta do sufixo formal. —Você vai ficar assim até virem te buscar e não vai dar um pio sobre tudo que aconteceu senão nós dois estamos ferrados. Yoongi vai cuidar para que as imagens atuais da câmera voltem a ser transmitidas em tempo real. Nós dissemos que vimos o guarda de vigilância caindo das escadas, então sem problemas quanto a isso. 

Engoli em seco. 

Hoseok secou o chão molhado por sangue, suor, lágrimas, água e mais um líquido.... Quando tudo —ou quase tudo— estava do jeito que havia sido deixado antes, Hoseok ajoelhou-se em frente a mim. 

—Jimin-ah, me escuta. Eu ia te contar o que aconteceu com os meninos enquanto você esteve aqui, mas no estado que você está não faria bem algum. —Falou.

—No estado que eu estou? 

—Sim. Você não está com uma sanida... energia muito boa agora para receber notícias. —Embolou-se com as palavras —Você vai ver tudo amanhã com seus próprios olhos quando te tirarem daqui, ok? 

—Ok. —Assenti com a cabeça. 

Hoseok me envolveu com seus braços, apertando meu corpo imóvel com força. Eu não conseguia respirar, mas não ousaria reclamar. Pode me apertar mais, então não escaparei do calor da sua pele. Aperte-me e me balance até que eu fique inconsciente, não ligo, não tentarei resistir à você. 

—Eu vou indo agora. —Levantou-se, indo até a câmera suja de spray e limpando-a. Logo dirigiu-se à porta de saída.

—Não, hyung! Fica! Por favor! —Pedi, exasperado.

—Desculpa. Tenho mesmo que ir. —Disse baixo e saiu, deixando-me sozinho. 

 

66 Horas de Isolamento - 2:00 h do Último Dia

—Você é sujo, Park Jimin. —Ouvi uma voz de alguém que não estava aqui. Eu sei que estou sozinho, então por que continuo ouvindo vozes? —Todos os monstros são humanos e você, Park Jimin, é da pior espécie. Eu deveria ter te matado quando tive a chance. 

Abri meus olhos com pressa, hiperventilando, e olhando em volta com desespero. 

Calma, não tem ninguém. Eu estou... sozinho... 

—Você não vai me matar porque você não está aqui agora. —Ri, achando graça da minha sensação de segurança. 

 

Mesmo que eu não seja louco, estou me tornando totalmente insano. 

 

“Meu sangue, suor e lágrimas

Minha respiração fria

Leve-os todos

(...)

Não importa o quanto doa,

Aperte-me mais para que eu não possa escapar

Abrace-me fortemente e me balance

Até que eu fique inconsciente.”

~BTS - Blood sweat & tears


Notas Finais


obs 0: o cap foi sendo dividido em quantas horas haviam passado desde que o jimin foi trancafiado na sala da solitaria e nao, ele nao chegou a usar a chave para sair dela nenhuma vez pq ou ele estava com o hoseok, ou estava dormindo, ou estava enlouquecendo... uma pessoa em sã consciencia pensaria em fugir acima de tudo... acontece que ele estava totalmente sem sanidade entao neh... cerebro nao funcionou mt bem kkk

obs1: jab é um soco frontal com o punho que está na frente da guarda (nos destros, seria a mão esquerda) e direto é o golpe frontal com o punho que está atrás (nos destros seria a mão direita)

obs 2:eu baseei a sala da solitaria na sala mais silenciosa do mundo criada pela microsoft, só que no caminho oposto. Enquanto na da microsoft, não é possível ouvir ecos, então vc enlouquece pelo proprio silencio (começa a ouvir o barulho do seu corpo funcionando e isso é agoniante), na sala solitaria da busan asylum, alem desse silencio absurdo e ouvir coisas absurdas ou o funcionamento do proprio corpo, qualquer barulhinho de nada bate e volta, fazendo eco. Entao é inspirado na sala da microsoft, só que mt pior

obs 3: e acabou q o jimin continuou sem saber de nada que estava acontecendo la fora

obs 4: MEU DEUSSSS NAO ME MATEM EU CORROMPI O JIMINIEEEE
a questao é: ele vai lembrar disso quando sair de lá e enfiar a cabeça num boeiro de vergonha ou vai ter uma "amnesia"?
to mt cansada para falar qq outra coisa
passei um bom tempo escrevendo esse cap e nem sequer revisei
cap passado nao teve mt repercussão entao sl... fiquei desanimada
desculpem qq erro

thats all folks
kissus de bombom


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