História Busca Implacável - Capítulo 24


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Categorias Naruto
Personagens Boruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sarada Uchiha, Sasuke Uchiha
Tags Adoção, Borusara, Família, Naruto, Policial, Romance, Sasusaku, Uchiha
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Palavras 6.105
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Festa, Luta, Mistério, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 24 - Ainda tenho chance


Fanfic / Fanfiction Busca Implacável - Capítulo 24 - Ainda tenho chance

Sarada desceu as escadas lentamente, sentindo-se bem, apesar das cenas que tinha vivido na tarde anterior ficarem passando como um filme em sua cabeça.

Quando chegou em casa, sua vó estranhou o rosto pálido e a pele suada, mas não fez perguntas. Apenas abriu um sorriso doce e, confiando na neta, a chamou para um lanche.

O sono da garota havia sido agitado. A noite inteira seus sonhos foram repletos de armas e perseguições e por isso havia acordado cedo, completamente desperta. Tomou um longo banho, se arrumou com capricho e agora chegava perto de sua avó, que já tomava seu café tranquilamente, ainda de pijama e coberta por um robe de seda branco.

– Bom dia minha menininha! – desejou Chyo, e Sarada abriu um pequeno sorriso para a avó.

– Bom dia vovó – desejou a morena abaixando-se e depositando um beijo quente no topo da cabeça da avó.

– Está muito bonita, querida – elogiou Chyo encarando a neta dos pés à cabeça.

O cabelo negro estava levemente cacheado, com um volume bonito e com cara de saudável. A maquiagem era sutil, quase inexistente, e apenas os cílios extensos recebiam destaque, adornando os grandes olhos brilhantes.

Sarada era uma moça linda. Magra, alta, com curvas no lugar certo e uma postura belíssima. Chyo tinha muito orgulho da neta, e sabia que a genética da menina deveria ser incrível, considerando sua beleza.

Sarada revirou os olhos, corando.

– Você diz isso todos os dias, vovó.

Chyo sorriu.

– É para que não se esqueça. A propósito, seu aniversário está chegando. Já pensou no tema da sua festa?

Sarada se engasgou com a própria saliva.

– Festa? – perguntou, assustada.

– Sim. Quero fazer uma coisa grande e escandalosa. Pensei até em alugarmos o clube Martine’s, o que acha?

Martine’s era um clube famoso em Konoha, e o mais badalado da região. Possuía um enorme salão de festas, luxuoso, com escadarias e dois andares. Era comentado por receber festas e comemoração da alta sociedade, inclusive famosos e empresários.

– Não acha um pouco caro, vovó? – perguntou Sarada delicadamente.

Chyo deixou os talheres caírem contra seu prato, fazendo um barulho alto soar pela casa, enquanto ela assumia uma expressão incomodada.

– Eu sou rica! – exclamou com uma voz irritada – Você é minha neta querida, e nunca teve uma festa decente na vida! Acha que vou deixar essa data passar em branco? Nunca! Vai ser uma festa de arromba! Inclusive já liguei para suas amigas. Elas vão me ajudar a organizar. Se quiser dar algum palpite, é melhor dizer logo.

Sarada segurou uma risada, e Chyo revirou os olhos sem conseguir conter um sorriso. Sua neta era uma pestinha.

– Tudo bem, vovó. Já entendi. Não precisa se alterar.

Chyo respirou fundo, e então suavizou a expressão, voltando a comer e a sorrir.

– Então? Tem alguma coisa em mente? – perguntou Chyo.

Sarada levou seu dedo indicador ao queixo, pensando.

– Hummm... Eu sempre achei legais aquelas festas temáticas. Preto e branco, ou algo assim.

– Aquelas onde as pessoas tem que ir vestidas de preto ou branco?

– Ou os dois.

– Então vamos fazer assim. Uma festa dourado e rosa!

Sarada riu.

– Dourado e rosa?

– Preto e branco é bem fraquinho, querida. Você está completando dezessete anos. Tem que ser alguma coisa muito animada!

– É, pode ser. Mas dourado e rosa não! O que acha de dourado e preto?

Chyo revirou os olhos.

– Ah, que coisa. Mas tudo bem. Vamos conversar com as outras duas organizadoras e ver o que elas acham.

A morena assentiu, rindo, e então se levantou.

– E eu preciso ir, ou então vou me atrasar.

– Já vai? Mas você nem comeu!

Sarada engoliu seco, encarando a comida disposta caprichosamente sobre a mesa. O suco, as torradas, as geleias, as frutas, o iogurte natural, o café... Tudo aquilo fazia seu estômago embrulhar.

– Não tenho fome.

Chyo levantou uma sobrancelha.

– Você? Sem fome?

A morena deu de ombros, rindo.

– Milagres acontecem.

A senhora olhou-a de canto de olho.

– Sarada... – começou em um tom de advertimento.

A morena deu um sorriso e um beijo estralado no rosto da avó.

– Pode me emprestar o motorista hoje?

– Claro, querida. Sabe que ele é seu todos os dias, se quiser.

Sarada assentiu.

– Então estou indo. Te adoro, vovó. Tchauzinho!

– Tchauzinho, querida.

Os olhos arroxeados observaram com serenidade a neta correr até a porta, sumindo logo em seguida.

 

 

(...)

 

 

Boruto estava visivelmente impaciente.

Sentado numa mesa no pátio da escola, mordia os lábios e batia os pés no chão, enquanto seus olhos não se desviavam do portão da escola.

Queria vê-la. Seu corpo estava agitado, seu peito queimava, e sua única vontade era vê-la. Meu Deus, o que seria isso? Algum tipo de doença?

Ele respirou fundo, forçando-se a desviar seus olhos da entrada e voltando a se concentrar em seus amigos que estavam na mesa consigo. Shikadai, Mitsuki e Inojin.

Não deixou de sentir falta de Hiro. Na noite anterior havia ligado para o amigo, perguntado como ele estava. Ficaram quase vinte minutos conversando por telefone, e ao final Boruto concluiu que ele estava realmente mal. Não era segredo pra ninguém o quanto Hiro e o avô eram próximos.

Voltando ao presente, começou a ouvir e entender o que seus amigos falavam. Pelo visto era sobre alguma viagem à praia ou coisa parecida.

– Tem festas pelos clubes da ilha todos os dias – contava Inojin, animado – E o clima lá agora é o melhor. Lagoas naturais e água quente.

Boruto franziu seu cenho.

– Do que estão falando?

Shikadai rolou seus olhos, enquanto Mitsuki apenas soltou uma risada anasalada.

– Fica aí brisando e perde as novidades – resmungou o Nara.

– Minha mãe ganhou alguns ingressos de uns patrocinadores para passar um final de semana num resort em uma ilha paradisíaca de Suna – contou Inojin – Estamos combinando de irmos todos juntos. Os B5 e talvez mais alguns caras da nossa sala. Pensei em Iwabe, Denki e Metal também.

Boruto assentiu.

– Quando isso?

– Esse final de semana, dias 17 e 18.

– Caraca, a gente já tá em março! – exclamou Shikadai – Esse ano tá voando.

– Tá mesmo – concluiu Mitsuki – Mas diz aí, Inojin... Vai só meninos nesse passeio?

O Yamanaka riu.

– Claro que não, tá louco? Entreguei alguns convites pra Himawari. Ela vai distribuir entre as amigas dela.

Boruto emburrou a cara.

– Quem disse pra você que minha irmã vai?

Inojin riu novamente, achando graça o ciúme do cunhado.

– Já falei com a minha sogra, Boruto. Tá tudo certo.

– Sogra uma ova.  Você nem pediu minha irmã em namoro ainda.

– E pra que você acha que é a viajem? – perguntou o loiro dando uma piscadinha marota para o amigo.

Boruto arregalou os olhos, abrindo e fechando a boca várias vezes, tentando assimilar a notícia.

Sua irmãzinha...

Shikadai jogou a cabeça para trás, gargalhando.

– Fecha a boca, Boruto, ou é capaz de comer um bicho.

O loiro rolou os olhos, bufando. Não adiantava espernear. Teria que acostumar com a ideia de ter Inojin Yamanaka como seu... cunhado.

– É melhor você não vacilar – resmungou o Uzumaki.

Inojin ficou sério.

– Não vou, eu juro.

Boruto suspirou, encarando o amigo, e então abriu um sorriso e deu três tapinhas camaradas nas costas do Yamanaka.

– Bem-vindo à família, cara.

Inojin riu.

– Obrigado.

 

 

(...)

 

 

Sarada desceu do carro bem em frente à escola, exatamente como havia pedido. Saiu cautelosa, olhando para todos os lados, tendo a certeza de que os perseguidores de ontem não estavam em lugar nenhum.

Assim que se aproximou do portão, encontrou Chocho também entrando na escola, acompanhada de Wasabi e Namida. Quando os olhos dourados caíram sobre ela, a ruiva abriu um sorriso, abraçando-a.

– Amiga mais linda do mundo! – exclamou Chocho apertando-a forte – Preparada para entrar na disputa?

Sarada franziu seu cenho e então Chocho a soltou.

– Que disputa?

A ruiva levantou uma sobrancelha e apoiou as mãos na cintura.

– Ué, não escutou o que a Himawari disse? A eleição da representante de turma para o concurso de Mais Bela Estudante é hoje!

Sarada arregalou os olhos.

– Puta merda! – exclamou a morena levando as mãos à cabeça.

Namida riu.

– Fica tranquila. Você já é uma candidata certa – contou a garota.

Wasabi concordou com a cabeça.

– Meu voto com certeza já é seu! – disse ela, sorrindo.

Sarada respirou fundo. Conforme entravam na escola várias pessoas que passavam por elas as cumprimentavam, e Sarada já estava achando aquilo muito estranho.

Encontraram com Himawari no pátio. Ela conversava com algumas garotas, mas assim que avistou suas amigas se despediu e aproximou-se delas.

– Meninaaass!! – veio ela gritando, animada, agitando alguns papéis em suas mãos.

– O que é isso, Hima? – perguntou Chocho, enquanto a azulada cumprimentava todas com beijinhos.

– Convites para uma viajem sensacional, e vocês estão mais do que convidadas, estão convocadas! – exclamou ela entregando uma espécie de folder para elas. Era azul marinho, e tinha o símbolo de um resort em dourado na frente.

– Esse é o resort Water Paradise, situado numa ilha paradisíaca em Suna e considerado um hotel de alto padrão e um dos mais caros de todo o continente.

– De onde você tem isso? – perguntou Sarada abrindo o folder, observando as imagens presentes ali.

Ela perdeu completamente o fôlego. O lugar era realmente um paraíso. As imagens mostravam um enorme e luxuoso hotel, totalmente branco, com alguns detalhes em dourado. Tinha um designer moderno, com uma fachada repleta de vidros espelhados. Haviam fontes jorrando sobre o jardim na entrada, que tinha um largo e enorme caminho de lajotas brancas, adornadas por coqueiros simétricos.

– A Ino-san ganhou de alguns patrocinadores, aparentemente da nova campanha. Ela não vai usar, então o Inojin teve a ideia de convidar alguns amigos para ir. Ele me deu seis convites, e pediu para eu convidar algumas amigas.

– Quando estão pensando em ir? – perguntou Namida encarando animada o folder.

– Nesse final de semana – comentou Himawari.

– Por falar nisso, preciso falar com vocês – disse Sarada – Dia 31 é meu aniversário, e... – foi interrompida por um grito de Namida.

– Ai. Meu. Deus! Festa de arromba! – gritou a garota animada.

Wasabi assentiu.

– Já tô louquinha por um convite. Quando vai ser?! – comentou a morena.

Sarada rolou os olhos, rindo.

– Bom, dia 31 é um domingo, mas eu queria fazer a festa num sábado. Então dia 30 de março.

– Estamos ajudando a organizar tudo – contou Chocho – Eu e a Hima vamos arrasar na produção.

– Pensei em fazer uma festa temática. Preto e dourado, o que acham? – perguntou Sarada.

– Incrível! – exclamou Namida – Coisa de famoso!

– Mas ela em breve vai ser – contou Himawari dando uma risadinha.

– Como assim? – perguntou Namida levantando uma sobrancelha.

Sarada empalideceu. Ninguém poderia saber sobre a campanha, pelo menos ainda não.

– Vamos pra sala?! – perguntou enfiando-se entre as duas garotas – Provavelmente a votação vai ser na primeira aula.

– Sarada tem razão – disse Chocho nem se tocando do que havia acontecido – Eles vão pegar os votos na primeira aula, e o resultado sai logo depois do recreio.

– Então vamos! – disse Sarada abraçando Chocho e Himawari, saindo dali com elas e também as outras meninas.

 

 

(...)

 

 

A aula já havia se iniciado há dez minutos. O professor de física explicava, com o auxílio do quadro de vidro, a nova matéria para aquele bimestre.

Sarada estava concentrada, afinal todos sabiam que física não era o seu forte. Ela tentava entender, para que no futuro pudesse ao menos ter esperanças de se dar bem na prova.

Num determinado momento alguns toques suaves são ouvidos na porta. O professor para suas atividades e vai até lá, abrindo-a, revelando a figura ilustre do diretor do colégio, Neji Hyuuga, acompanhado pela professora de Educação Física dos Segundos e Terceiros anos, Tenten Mitsashi.

– Com sua licença, professor Asuma, eu gostaria de conversar um pouco com a turma.

Sarada sentiu seu braço ser apertado com força. Himawari a encarava, animada, com um sorriso que rasgava seu rosto.

– É agora, é agora, é agora! – exclamou ela baixinho, afinando a voz a cada palavra.

Sarada riu para a amiga, e então voltou a prestar atenção na frente da sala.

– Claro, senhor diretor. Fique à vontade – disse Asuma com uma expressão divertida, dando passagem para que os dois passassem.

Enquanto se posicionavam no centro da sala, Sarada não pode deixar de reparar na distância segura que a professora Tenten mantinha do diretor. Pelo que havia ouvido, ela e ele haviam namorado no passado, mas foram separados por conta da diferença social exorbitante entre eles. Segundo Himawari, seu tio jamais amou outra como ela, e desde que sua esposa Tyanne – arranjada pelo pai do Hyuuga – morreu em um grave acidente de carro, há dois anos atrás, Tenten e o moreno haviam se reaproximado muito. Neji e Tyanne haviam tido um filho, Tomoe Hyuuga, um menininho que era uma verdadeira cópia do pai, diferenciando-se apenas por seus cabelos curtos, e tinha a mesma idade de Tatsuo.

Tenten por outro lado também havia se casado com seu melhor amigo, Rock Lee, e dessa relação surgiu Metal Lee, colega de sala de Sarada. Eles se separaram logo após o nascimento do garoto, quando ele tinha apenas alguns meses de vida, e desde então Tenten não havia se envolvido com mais ninguém, apesar de ainda ser uma belíssima mulher, o que apenas aumentava ainda mais as certezas de Himawari de que um dia eles ainda voltariam a se envolver.

– Turma 201, eu e a professora Mitsashi viemos até aqui para realizarmos uma votação, onde vocês elegerão a representante da turma para o concurso anual da escola, onde coroamos A Mais Bela Estudante do colégio. Escrevam apenas um nome em um pedaço de papel, dobrem e depositem na urna que a professora passará entre vocês. A votação será apurada durante o intervalo, com todos os professores presentes, e o resultado será divulgado no quarto período, logo após o intervalo– explicou Neji numa pose séria, com os braços para trás e expressão fechada.

Tenten por outro lado sorria, balançando uma caixa vermelha com o número “201” gravado em preto.

– Prontos? – perguntou ele, e sem esperar uma resposta, continuou – Comecem. Lembrando que os papéis rabiscados, rasgados ou com letra ilegível serão anulados.

O som das folhas de papel se rasgando pode ser ouvido por toda a sala. Sarada observou seus colegas, que em sua maioria a encaravam e sorriam. Ela ficou nervosa, então apenas abaixou sua cabeça e também rasgou um pedaço de folha, escrevendo numa letra folheada e perfeita o nome de Himawari, já que Chocho havia competido no ano anterior por sua sala.

Os papeis, como dito anteriormente, foram recolhidos pela professora.

– A eleita representará a turma e entrará na disputa, participando de uma votação a nível escolar – disse Neji, mas seus olhos pararam momentaneamente sobre Sarada, e ela sentiu seu coração falhar um batida, achando que ele falaria alguma coisa. Mas o momento passou, e ele voltou a olhar para ninguém em especial –Lembrem-se que o resultado será anunciado durante o baile de boas-vindas, que se realizará daqui há um mês. Desejo uma boa sorte à todas, e que vença a melhor.

Com um aceno simples, a dupla se despediu, sem esquecer-se de agradecer ao professor Asuma pelo tempo disponibilizado.

Após a saída dos dois, a aula voltou a transcorrer normalmente, e Sarada respirou fundo, finalmente se acalmando.

 

 

(...)

 

 

O pátio estava lotado naquele dia. O intervalo havia acabado de começar, e o assunto mais comentado com certeza era a votação que havia acabado de acontecer.

Sumire estava rodeada por várias e várias pessoas, destilando seu veneno e afirmando com próprias palavras o quanto era incrível e que a faixa de Mais Bela Estudante ainda era sua.

Sarada estava completamente alheia a tudo, conversando amistosamente com suas amigas, quando sentiu uma mão se apoiar em seu ombro direito. Ao se virar, deu de cara com os olhos negros e flamejantes de Hiro.

Ele estava com uma roupa comum, e não de uniforme, sinal que só havia vindo para, provavelmente, entregar algum tipo de atestado para poder se ausentar durante alguns dias.

– Hiro! – chamou ela, surpresa, levantando-se do banco onde estava sentada.

As pessoas que estavam em volta haviam parado de conversar, e agora encaravam os dois. Pareciam tensas, curiosas, apenas esperando para ver o que iria acontecer entre os dois.

O boato de que eles tinham algum envolvimento mais sério havia se espalhado rápido, como fogo em palha seca. Agora, vê-los ali juntos, no meio do pátio, apenas confirmava todos os rumores e teorias.

– Oi, gata. Será que a gente pode conversar?

Sarada abriu um pequeno sorriso, juntando as mãos em frente à seu corpo.

– Claro, Hiro. Como está o seu avô?

Ele abriu um sorriso triste, e então levou sua mão até a base da coluna da morena.

– Vamos conversar mais ali. Quero falar com você.

Sarada sentiu-se extremamente tensa, e seguiu o moreno com passos robóticos.

Eles se afastaram sob os olhares de metade da escola. Sentaram-se em um banco, embaixo de uma árvore. Hiro virou-se para a morena, com um olhar que parecia querer devorá-la, enquanto Sarada permaneceu reta para frente, evitando o contato visual.

– Quero te agradecer pela força que me deu lá no hospital – começou o moreno, sem desviar seu olhar dela.

Uma leve brisa correu pelo local, balançando os cabelos negros lentamente, trazendo até o Uchiha o cheiro bom que vinha dela.

Era algo como rosas e morango, que também o lembrava cereja. Doce, porém delicado e viciante.

Ela levantou a cabeça, encarando-o, e ele engoliu seco. Os olhos dela pareciam querer dizer alguma coisa...

– Imagina, Hiro. É isso que os amigos fazem. Eles apoiam uns aos outros – disse ela delicadamente.

Ele soltou uma risada amarga, anasalada, encarando o chão.

– É. Amigos. Muito bom.

Sarada respirou fundo. O moreno parecia estar amargurado, então ela apenas relevou seu comportamento estranho.

– E como está o seu avô?

– Está bem. O choque com o outro carro foi do lado do passageiro, e o airbag lateral amorteceu a maioria do impacto. Ele sofreu apenas escoriações leves e quebrou o braço direito.

A morena abriu um sorriso inteiro, verdadeiramente alegre.

– Que bom! – exclamou ela, animada – E porque você continua com essa cara de defunto?

Hiro riu, achando graça da inocência dela.

– Na verdade eu tô meio incomodado, e só você pode tirar isso de mim, já que a outra pessoa envolvida insiste em me ignorar quando o assunto é este.

Sarada franziu seu cenho.

– Do que você está falando?

– Sarada, eu vou ser bem sincero e direto, tudo bem? – perguntou ele, e vendo ela assentir lentamente com a cabeça, continuou – Eu gosto de você. É um sentimento que vai além de amizade ou carinho. Eu gosto de você como um homem gosta de uma mulher, como um namorado gosta de uma namorada. Começou devagar, inocente, e eu juro que achei que não daria em nada, mas você foi chegando de mansinho, e quando eu vi já tinha tomado conta de mim. Eu apenas... Não consigo controlar. Você entende?

Sarada encarava o moreno, completamente paralisada. Ela piscou os olhos inúmeras vezes e engoliu seco.

– Hiro, eu...

Ele a interrompeu.

– Não tô te pedindo em namoro, nem exigindo que seja recíproco. Apenas quero que você saiba o que eu sinto.

Sarada ainda permaneceu encarando-o por alguns segundos, e depois assentiu lentamente, com uma expressão dolorosa.

– Eu entendo.

– E eu apenas revelei isso pra você porque preciso saber uma coisa. Não foi na intenção de te confundir, ou te torturar. Apenas preciso entender... O que tem entre você e o Boruto?

Sarada passou ambas as mãos pelo rosto, num gesto nervoso, e depois correu-as pelo cabelo, tentando se acalmar. Respirou fundo pela centésima vez, e então voltou a olhar para Hiro.

– Eu sinceramente não posso te responder.

– Porque você não quer ou porque você não sabe?

– Por que eu não sei. Não faço ideia do que acontece entre a gente. Eu apenas... gosto de estar com ele. Eu... – ela se interrompeu, encarando o moreno à sua frente.

– Sinceridade, Sarada. Eu preciso saber a verdade.

– Eu gosto dele, Hiro. Gosto muito. Gosto além do que eu gostaria de gostar.

O moreno franziu seu cenho. A emoção contida na voz da morena quando falava de seu amigo o deixou tonto.

– Você ama ele? – perguntou ele de repente.

Sarada mordeu seu lábio inferior, encarando o chão, completamente corada, sentindo seu coração disparado. Era a primeira vez que falava de seus sentimentos por Boruto tão abertamente.

– Não sei. É possível amar sem ser correspondida?

– Você acha que não é correspondida?

A morena coçou sua cabeça, mostrando a total confusão em que estava metida.

– Não sei. O Boruto é uma incógnita pra mim. Não consigo desvendá-lo.

Hiro riu, balançando a cabeça.

– A maioria não consegue. Acredite, você não é a única.

– Eu vejo nos olhos dele que ele sente alguma coisa, mesmo que seja mínima, mas às vezes ele tem algumas atitudes que me deixam pensativa e confusa.

O Uchiha respirou fundo, assentindo.

– Entendo – sussurrou ele, encarando o céu. Depois voltou a olhá-la, abrindo então um pequeno sorriso – Então eu ainda tenho chances.

Sarada arregalou seus olhos.

– O que?!

– Te perguntei isso porque queria saber se eu ainda tinha chances. Achei que você tinha caído completamente na lábia do Uzumaki e já estava caidinha por ele. Se fosse assim, eu desistiria. Mas pelo visto você não deixa de me surpreender. É esperta o suficiente pra não cair no teatro dele.

Sarada estreitou seus olhos para o moreno.

– Teatro?

– É, você sabe... Joga um charminho, diz umas palavras bonitas e a garota já tá no papo.

Sarada abriu sua boca, completamente indignada, e então levantou-se num pulo.

– Isso é muito machista, Hiro, vai se ferrar! – disse ela, raivosa, e já ia sair dali, mas o moreno se levantou e segurou-a pelo braço.

– Ei, ei, ei! Calma aí, ferinha. Eu tô falando do meu amigo, não de mim.

– O Boruto não é assim!

– Ah, não? – perguntou ele abrindo um sorriso de canto sacana e levantando uma sobrancelha – Olha, gata, eu conheço ele a bem mais tempo do que você. Acredite: Uzumaki Boruto não se apaixona. Ele é de todas e de nenhuma. O cara não se contenta. Ele pode até tentar, mas nunca vai conseguir ser fiel a apenas uma.

– Ah, e por um acaso você conseguiria?!

– Por você sim – respondeu o moreno na lata, ficando sério – Eu gosto de verdade de você, e vou te provar isso. Você vai se apaixonar por mim quando perceber que eu sou a melhor opção.

A morena puxou seu braço com força, fazendo-o soltá-la.

– Se me conquistar é o que você quer, tá começando muito mal – disse ela se afastando um passo – Transmita meus votos de melhoras para o seu avô.

E dizendo isso, Sarada se virou, começando a se afastar sem nem mesmo olhar para trás.

Estava irritada, e não gostava de admitir, mas as palavras do Uchiha haviam mexido com ela.

Será que Boruto realmente era daquele jeito? Seu coração gritava que não, mas sua mente racional dizia que o melhor amigo do loiro provavelmente o conhecia melhor do que ela.

Bufou, enquanto se afastava sob os mesmos olhares, que haviam acompanhado toda a conversa.

 

 

(...)

 

 

– O que ele queria? – perguntou Himawari, afoita, assim que a morena voltou a se sentar na mesa com elas.

A morena estava vermelha, e parecia levemente raivosa. Himawari estava nervosa, pois sabia que se o irmão desse bobeira Hiro não era o único que queria tirar Sarada de seus braços. Vários garotos estavam apenas esperando uma oportunidade para jogar seu charme e tentar algo com ela.

Hiro era um candidato forte. Bonito, atlético, galante e extremamente convencido de seu charme. A azulada se preocupava, afinal, não queria que seu irmão sofresse, nem que Sarada ficasse com outro apenas por achar que não era correspondida.

– Bagunçar minha cabeça – disse ela passando as mãos pelo seu rosto – Não vamos falar sobre isso. Onde estão Wasabi e Namida?

– Estão com a turma delas – resmungou Chocho – Ou seja, com a cobra da Sumire.

Desde o episódio da quadra, Chocho havia garrado um ódio mortal da Kakei. Agora, qualquer coisa que se referisse à ela era tabu.

Himawari riu.

– Tudo bem, Chocho, já entendemos que você odeia ela – zombou a azulada.

– Odiar é apelido – disse Sarada, levantando-se quando o sinal bateu – Ela tem Odaiva.

– Odaiva? – perguntou Chocho, confusa.

– É. Uma mistura pura de ódio e raiva, que fervem e borbulham dentro de você.

As três caíram na gargalhada, enquanto seguiam juntas para dentro do colégio.

 

 

(...)

 

 

– Muito bem, alunos, prestem atenção! – pediu o diretor assim que retornou à sala, na metade da aula de português, no quarto período – A professora Mitsashi irá ler o nome da representante 2018 da turma 201.

Tenten deu um passo à frente, sorrindo com um envelope em mãos.

– E o nome da felizarda é.... – começou ela tirando um papel de dentro do envelope – Sarada Yakushi, com 96% dos votos.

A sala explodiu em uma salva de palmas alta e estridente, enquanto Sarada corava até seu último fio de cabelo. Abriu um sorriso gentil, agradecido, enquanto todos sorriam para ela.

– Parabéns, senhorita Yakushi, e boa sorte – disse o diretor, sucinto, e então virou-se saindo dali.

– Parabéns querida – desejou Tenten sorrindo para ela, e depois desvendando seus olhos para toda a turma – Vejo vocês na próxima aula.

 

(...)

 

 

– Vai ser incrível! – exclamou Chocho animada, enquanto andava pelo corredor com Sarada e Himawari – Um final de semana com os B5, dá pra acreditar?! Talvez eu consiga até fazer o Mitsuki me notar.

Elas já haviam trocado o uniforme tradicional pelo de educação física, que consistia-se de um short de tactel vermelho, com duas listras brancas dos lados, e uma regata de algodão da mesma cor, acompanhados de um tênis da escolha do aluno.

Sarada riu.

– Ah, então você desistiu do Shikadai? – perguntou a morena com uma expressão maliciosa.

Chocho apenas deu de ombros.

– Nunca nem tentei ficar com aquele idiota, ele que me perseguiu.

Himawari revirou seus olhos.

– Até parece, Chocho. Você tava adorando “secar o cabelo” dele que eu sei – provocou a azulada fazendo aspas com os dedos.

A ruiva corou, e Sarada e Himawari caíram na gargalhada.

De repente, Sarada trava no meio do corredor, batendo sua mão em sua testa.

– Ai, droga! Esqueci meu laço na sala!

– Vai ganhar ponto negativo se for fazer Educação Física com o cabelo solto – observou Himawari parando ao lado da amiga.

– Eu sei! – exclamou Sarada olhando o horário em seu celular – Ainda falta uns minutinhos. Vou correndo de volta lá.

– Quer que a gente vá junto com você? – perguntou Chocho.

– Não, podem ir indo na frente. Avisem pra professora onde eu estou.

As amigas assentiram, e então se separaram.

Sarada virou-se, saindo correndo pelos corredores, que estavam vazios por ainda ser o tempo de aulas.

Olhava incessantemente em seu celular, temendo se atrasar para a aula. Hoje jogariam vôlei, seu segundo jogo preferido, portanto não queria se atrasar.

 

Passou correndo pelo corredor do primeiro ano, alcançando as escadas que davam para o segundo andar. Quando estava prestes a subir, sentiu uma mão agarrar-lhe por trás, pela cintura, e outra tapar sua boca, impedindo-a de gritar. Seu coração disparou, e ela sentiu todo seu corpo entrar em alerta quando foi puxada para uma salinha que havia embaixo da grande escada.

A sala do zelador.

A porta foi fechada, e ela não pode enxergar nada. O cômodo estava escuro, e a única coisa que ela sentia era o forte cheiro de produto de limpeza que havia no local.

Sua boca ainda estava tampada, mas ela sentiu-se ser virada de frente para seu sequestrador, e então seu corpo foi puxado com firmeza, colando-se ao outro.

Não podia negar o quando aqueles braços que a seguravam eram fortes, firmes e quentes. Seu corpo estava dormente, e ela começou a se debater, gritando mesmo contra a mão, que abafava sua voz.

Num impulso, a mão foi tirada de sua boca, e ela rapidamente juntou ar para gritar. Antes que pudesse fazer isso, seus lábios foram tomados num beijo.

O ato era feroz, voraz, faminto. As bocas mesclavam-se com perfeição, e o hálito quente parecia aquecê-la por dentro.

Mas ela estava assustada. Não sabia quem estava beijando, e quando se deu conta disso agiu com seus instintos.

Levantou seu joelho com força, acertando as partes de seu sequestrador.

– Argh! – ouviu ele berrar, soltando-a, enquanto provavelmente se curvava de dor.

Sarada procurou por uma luz desesperadamente, e quando seus dedos encontraram o interruptor não hesitou. As luzes se acenderam, revelando um loiro pálido, curvado, abraçando a própria barriga.

Sarada estava ofegante, encostada contra a parede, apavorada. Seu coração estava disparado, e quando viu Boruto a única coisa que pôde sentir foi raiva.

– Seu idiota! – berrou, com raiva – Você ficou maluco?!

– Argh! – exclamou ele novamente, apoiando-se na parede com uma mão – Santo Deus, eu vou vomitar!

Sarada observou-o, ainda ofegante, mas aos poucos foi se acalmando. Realmente havia chutado com muita força.

– Boruto... – chamou ela, preocupada, se aproximando. Pôs uma mão nas costas dele e percebeu que ele estava soando – Meu Deus, me desculpa! Acho que eu chutei muito forte.

– Você acha?! – berrou ele, ainda curvado – Parece que você estourou todos os meus órgãos!

– Não tenho culpa se você me pegou desprevenida! Queria que eu te beijasse mesmo sem saber que era você?

Ele levantou a cabeça, mesmo ainda estando curvado, encarando-a com raiva.

– Você podia imaginar que era eu!

Sarada franziu seu cenho, irada.

– E como é que eu ia imaginar?!

Boruto se levantou de uma única vez, até esquecendo-se de sua dor.

– Por um acaso podia ser outra pessoa?! Você tem intimidade com outro que poderia ter feito isso?!

– Não! Mas eu também não iria imaginar que você...

Ela foi interrompida.

– Tava esperando que fosse o Hiro?!

Sarada arregalou seus olhos.

– O que?!

Boruto levou seus mãos à cintura. Sarada não pode deixar de notar que ele não conseguia ficar completamente de pé dentro do quartinho, por ser muito alto, então estava um pouco curvado.

– É isso mesmo! Vocês dois estão muito amiguinhos ultimamente.

– Ah meu Deus! – exclamou ela revirando os olhos e cruzando os braços – Ataque de ciúmes é o fim da picada.

– Eu não tô com ciúmes – comentou o loiro imediatamente, cruzando os braços – Só não gosto de ser feito de palhaço. Se você gosta dele me fala que eu já caio fora.

– Eu não tenho nada com o Hiro, do mesmo jeito que eu não tenho nada com você! – exclamou a morena irritada, ficando rubra de raiva – Nenhum dos dois tem o direito de me cobrar nada, e não vai ser você que vai fazer isso!

Boruto não pode deixar de reparar no quanto ela ficava atraente irritada. Os olhos brilhavam, as bochechas coravam e a expressão ficava selvagem, assustadora.

Sarada era uma garota incrivelmente sensual, sem nem mesmo se dar conta disso.

A morena virou-se para sair, mas ele passou seu braço pela cintura dela, enquanto respirava fundo.

Prensou-a na parede, prendendo as mãos dela para trás com uma das suas, enquanto a outra segurava-a pelo maxilar.

– Marrentinha – sussurrou ele contra o rosto dela. Os olhos azuis lentamente baixaram até os lábios avermelhados – Linda.

Boruto avançou, e o beijo que se iniciou foi mais intenso que o anterior. Eles pareciam discutir até mesmo entre o beijo, disputando quem dominaria mais.

Boruto soltou as mãos de Sarada, agarrando-a desesperadamente pela nuca, dando um passo à frente e colando completamente seu corpo ao dela. A morena sentiu seu corpo amolecer, totalmente flamejante, e agradeceu por ele estar colado à ela, prensando-a com força contra a parede, pois se não fosse isso sabia que desmoronaria.

Sarada soltou um gemido abafado quando Boruto apertou-a ainda mais. O loiro sentia seu corpo se consumir. Cada célula clamava por aquela morena, e ele sentia que se não tivesse mais dela iria enlouquecer.

Baixou seus beijos para o pescoço dela, sentindo ao mesmo tempo o perfume incrível que já era uma característica dela.  Sarada permaneceu de olhos fechados, com a respiração ofegante, apenas suspirando. Jogou sua cabeça para trás, apoiando-a na parede, sentindo os lábios quentes e macios percorrendo sua pele. Embrenhou seus dedos nos fios loiros, querendo trazê-lo mais para perto. Sentia a barba rala arranhar sua pele, causando-lhe arrepios por todo seu corpo.

A porta do quartinho foi aberta abruptamente, fazendo o casal parar o beijo e encarar, de olhos arregalados, o zelador furioso parado os observando.

– Meninos pervertidos! – ele gritou – O que pensam que estão fazendo?!

Sarada e Boruto permaneciam na mesma posição, abraçados, perplexos demais para se mexerem.

– Não vão me responder nada?! – voltou a perguntar o zelador.

Boruto pigarreou, soltando-se de Sarada apenas o suficiente para olhar melhor o grisalho parado na porta.

– Senhor Takeshi, nós só estávamos... – foi interrompido.

– Não interessa! Saiam logo daqui antes que eu conte pro diretor!

O casal se entreolhou, segurando o riso, e Boruto abaixou-se, pegando Sarada no colo como um saco de batatas. A morena não se aguentou, começando a rir desesperadamente.

– Valeu, senhor Takeshi! O senhor é o melhor! – exclamou Boruto ao passar por ele.

O grisalho rolou os olhos, balançando a cabeça.

– Esses jovens... – resmungou ele observando o loiro se afastar correndo pelo corredor com a morena sobre os ombros – Quem dera eu ter essa disposição...

 

 

(...)

 

 

– Me soltaaaa! – pedia Sarada em meio as gargalhadas – Eu tô atrasada pra aula de Educação Física!

O loiro foi parando aos poucos, e então pôs a morena no chão. Sarada tentou correr, mas ele agarrou-a novamente, dessa vez pela cintura, abraçando-a e fazendo-a rir novamente.

– Desculpa se eu tava protegendo a minha princesa em apuros – disse ele distribuindo vários beijos pelo rosto de Sarada.

A morena segurou-o pelas bochechas, depositando um selinho demorado sobre os lábios.

– Tenho que ir! – exclamou ela soltando-se dele, e então saindo correndo.

– Nós não terminamos nosso assunto! – berrou o loiro atrás dela.

– Tááááá! – respondeu ela de volta, enquanto corria pelo corredor.

Boruto observou-a até que a garota sumiu por entre as paredes.

Suspirou, passando as mãos pelos cabelos, sentindo seu corpo inteiro pulsar.

 

 

(...)

 

 

Sarada chegou correndo à quadra, percebendo que todos os seus colegas já faziam o aquecimento rotineiro.

– Sarada Yakushi – chamou Tenten assim que a viu – Está atrasada!

A morena aproximou-se com uma careta arrependida.

– Me desculpa, professora.

– E ainda de cabelo solto? Sabe que vai levar ponto negativo.

– Eu sei, mas eu não consegui achar nenhum laço na sala.

Tenten suspirou.

– Ok, vá para a quadra. Quatro voltas de punição pelo atraso. Depois pode entrar no jogo.

Sarada sorriu.

– Obrigada professora!

Tenten apenas assentiu, abrindo para ela um pequeno sorriso, e então Sarada se virou, saindo correndo.

Começou o exercício mandado, e logo Himawari e Chocho estavam ao seu lado.

– Castigo? – perguntou a azulada rindo.

– O estranho mesmo é ela voltar sem esse laço – observou Chocho com uma expressão maliciosa.

– E com a boca inchada! – exclamou Himawari travessa.

– Parem com isso vocês duas! – pediu Sarada rindo – Tenho mais três voltas, então deem um tempo!

As duas pararam, rindo, e Sarada revirou os olhos, continuando a correr.

Percebeu que seu estômago doía, já que não havia comido nada o dia inteiro. Sentiu um desconforto, uma fadiga, e resolveu que iria terminar as voltas e então pedir para ir tomar água. Na última volta estava com a boca seca, as pernas moles, mas não sentia-se tão mal assim.

Quando estava nos metros finais, já não viu mais nada.

 

 

(...)

 

 

 

Himawari conversava com Chocho sobre Sarada. As duas riam, jogando a bola de vôlei. Era óbvio que a morena havia se encontrado com Boruto.

A Uzumaki escutou um estouro na quadra, e sentiu seu sangue sumir do rosto ao ver Sarada desacordada no chão, pálida como um cadáver. Como estava perto, correu imediatamente até lá.

– Sarada! – gritou se aproximando como um raio.

Tenten também se aproximava, correndo como podia. Percebeu que a garota estava mais pálida do que o comum, mas achou que tinha sido pela corrida até a sala. Teria exagerado no castigo?

– Para trás! – pediu ela aos alunos, que já se aglomeravam em cima da moça.

Sarada estava pálida, com os lábios roxos e a pele gelada. O pulso estava fraco, e ela respirava com dificuldade. Precisava leva-la urgentemente para a enfermaria.

– Preciso leva-la agora pra enfermaria, alguém me ajude! – pediu Tenten.

– Eu levo ela professora – disse Iwabe dando um passo para frente e se ajoelhando sobre um joelho ao lado de Sarada.

– Rápido, Iwabe! Corre até a enfermaria!

O moreno passou um braço pelo pescoço e outro por trás dos joelhos da morena, erguendo-a com facilidade. Tinha uma expressão preocupada, assim como todos da sala.

Sarada havia desenvolvido uma grande amizade com todos, e vê-la assim deixava os amigos preocupados.

Iwabe saiu apressado da quadra, seguido por Tenten, Himawari e Chocho. Sentia a morena gelada e mole em seus braços, e isso lhe causou uma sensação ruim.

Ela realmente estava como morta.

 

 

Leiam as notas finais!

 


Notas Finais


Aviso Rápido!!
Há uns dias atrás eu fui adicionada num grupo de WhatsApp com mais duas meninas (lindas e maravilhosas). Um grupo especialmente voltados aos fãs de BoruSara. Uma das meninas é a Thais (que ainda tá criando coragem de postar a fic maravilhosa que ela TEM QUE SIM POSTAR) e a outra é a Lívia, autora da fic O Acordo, que também é BoruSara e uma das melhores que eu já li (super recomendo peoples). Então, se alguém quiser entrar no grupíneo, vou deixando aqui o link, beleza??
Obs1: LEMBRANDO QUE QUEM FOR ENTRANDO VAI SE APRESENTANDO, PLEASE!!
Obs2: eu e a Lívia (autora de o Acordo) aceitamos levar puxões de orelha por novos capítulos (sim Lívia, te botei na roda tbm pq eu sou demais)
SINTAM-SE TODOS CONVIDADOS PESSOAL!!
Link do grupo: https://chat.whatsapp.com/0rFgqgUWCK22YJOaTkkmhL


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Agora vamos para as notas finais do capítulo...


QUANTAS EMOÇÕES PESSOAL!!
Só eu que fico MEGA tensa com esses capítulos assim reveladores??
O que será que nossa Sarada-chan tem?? O.O
Borutenho cheio de ciúmes heuheuheu
O que acharam da declaração do Hiro?? E ele falando mal do amigo?? Acham que foi um sinal de mal caráter ou de desespero, hein??
Só acho que esse triângulo amoroso ainda vai dar oq falar kkkkk

Espero vcs nos comentários hein!!

Bjoooxxxx <3


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