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História Bússola - Capítulo 2


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Notas do Autor


Olaaaaaaaa pontinhos de luz, surpresos em me ver?????? Acreditem, não tanto quanto eu! Alguém poderia adivinhar o motivo deste capítulo em dia estranho?! Sim, ele mesmo o coronavírus! Minhas aulas foram suspensas pela faculdade, então terei mas tempo livre, porém não teremos capítulos todos os dias já que eu continuarei tendo GD's online pela faculdade e preciso estudar! Bem dados os avisos, espero que gostem deste entretenimento em meio a quarentena! Boa leitura e perdoem meus erros!
Amo vocês e nos vemos nas notas finais!
Enjoy!

Capítulo 2 - Capítulo 1 - Luna Valente resolve seu problema


- Bem, fizemos um bom trabalho hoje. – Disse fechando o livro. – Vou deixar como atividades extras, a elaboração do vídeo sobre a guerra de secessão e as atividades de genética.

- Sem atividades de matemática?! – Camila, uma das minhas tutoradas, arqueou as sobrancelhas.

- Sim, como eu disse fizemos um bom trabalho hoje. – Sorri para ela que franziu o cenho. – O que foi?!

- Eu preciso de boas notas a faculdade está batendo na porta. – Indicou torcendo as mãos de ansiedade e eu as toquei.

- Camila, você tem quatorze anos, só entrará no ensino médio no próximo ano, e quando começam as preparações sérias. Além disso, você já tem as tarefas da escola – Expliquei com paciência. – Então, agora relaxe e aproveite esse fim de semana de tranquilidade, porque na semana que vem nós voltamos com toda força.

- Obrigada. – Ela sorriu aliviada.

- De nada, esse é meu trabalho, te apoiar. – Indiquei e peguei a minha bolsa. – Sabe que estou no What’sApp para quando você precisar.

- Eu sei. – Camila começou a guardar as suas coisas.

- Tenha um bom fim de semana. – A cumprimentei com um beijo. – Fique tranquila.

-  Eu vou ficar, tenha um bom fim de semana também. – Desejou e eu me virei para sair. – Senhorita Valente! – Camila chamou e eu me virei depressa. – Acha que vou conseguir?! – Perguntou e eu me aproximei dela.

- Estamos trabalhando, não pense em conseguir ou não, apenas trabalhe e o resultado chegará sozinho. – Garanti e ela derramou uma lágrima. – Tudo vai dar certo, você vai encontrar seu caminho, eu encontrei o meu.

- Obrigada, senhorita Valente, muito obrigada. – Camila me abraçou, e eu pude sentir seu coração acelerado. Esse era um dos motivos pelos quais eu fazia aquilo, ajudar as crianças perdidas a encontrarem um caminho com tranquilidade.

Assim que minha hora com Camila acabou entrei em meu opala 78 e segui para o meu segundo compromisso do dia, não sem antes passar no drive-tru do Burguer King para comprar meu almoço. Essa era tradicionalmente a minha rotina, meus horários de trabalho começavam ao meio-dia e terminavam por volta da meia-noite, no momento eu tutorava 10 alunos, alguns por uma hora, outros por duas, mas em algumas vezes eu esticava o horário para dar a eles a atenção necessária. Minha próxima aluna era Maria Luz, ela era filha de um importante empresário, aquelas aulas correspondiam a maior parte do meu salário, mas eu sabia que àquilo estava acabado, já que em breve as universidades liberariam a lista de convocação e eu não tinha dúvidas que ela conseguiria. Estava parada no sinal comendo limpando o molho barbecue da boca quando meu celular.

- Bom dia, Luna Valente tutoria. – Atendi formalmente, apesar da minha recente ascensão com profissional da alta roda, eu ainda não tinha o suficiente para bancar uma secretária, então eu era a minha faz tudo, e meu escritório era a Dorotéia.

- Eu sabia que você atenderia nesse. – Minha mãe disse com expertise.

- Mãe, eu estou em horário de trabalho. – Falei de boca cheia.

- Comendo no carro de novo, filha?! – Minha mãe questionou retoricamente, para dona Mônica meus hábitos de vida pouco saudáveis eram um grande incomodo.

- Mãe a senhora sabe tão bem quanto eu que preciso trabalhar. – Indiquei e ela suspirou, a necessidade fazia com que ela fizesse vista grossa.

- Eu fui vê-lo hoje. – Minha mãe contou e meu coração apertou.

- E o que os médicos disseram?! – Perguntei com esperança, mesmo depois de cinco anos ela se mantinha intacta em mim.

- Está tudo na mesma. – Indicou e outra vez precisei reunir os pedaços do meu coração. Isso vem acontecendo há anos, desde que meu pai sofreu um acidente, acidente não, atropelamento e segundo as testemunhas o motorista que o atropelou e depois fugiu parecia bêbado. Mas, o mais importante de tudo aquilo foi a consequência, o antes editor de livros, marido e o melhor pai de todo mundo, agora era um paciente em estado vegetativo, e a cada dia as chances de tê-lo diminuíam, e por isso eu trabalhava, as despesas do hospital consumiam boa parte do nosso orçamento. – Mas, não podemos perder a esperança, enquanto há vida um milagre pode acontecer.

- Sim, nós não vamos desistir! – Falei com confiança, eu sentia que era possível, eu sabia que era. – Eu vou visita-lo amanhã de manhã.

- Vai chegar tarde hoje?! – Minha mãe questionou, eu não morava mais com eles antes do acidente, mas depois nós duas percebemos que não havia outra forma de passar por tudo àquilo sozinhas.

- Não, meus alunos depois das quatro remarcaram as aulas. – Contei e o sinal se abriu. – Final do campeonato. – Expliquei rápido. – Mãe vou desligar, estou dirigindo.

- Claro, querida. – Ela disse suave. – Te vejo mais tarde, amo você.

- Eu também te amo. – Falei e desliguei o telefone.

Voltei a me concentrar no trânsito, eu tinha adquirido alguns hábitos seguros para dirigir depois do que houve com meu pai: sempre usar a pista central, nunca falar ao telefone, sempre sair mais cedo para evitar dirigir apressada, nunca sair dos 90 km/h, e o principal nunca beber e depois dirigir. “Não faça com os outros o que de ruim te fizeram”, era o que meu pai sempre dizia e o que eu acho que ele gostaria que eu fizesse. Estacionei a Dorotéia em frente à residência moderna dos Cavalieri, desci do carro e já acostumado comigo o segurança da guarita abriu a porta, eu entrei e não perdi a oportunidade de babar outra vez, a casa possuía dois grandes andares, todas as portas eram de vidro, assim como as janelas gigantescas, as paredes do lado de fora eram de um tom de cinza escuro, mas não cansativo e o jardim totalmente gramado com várias árvores de médio porte.

- Senhorita Valente, a senhorita está sendo esperada nos fundos. – Indicou e eu segui para a área dos fundos, onde ficavam o lounge e a piscina. Quando cheguei vi Maria pular na piscina gargalhando enquanto sua mãe e seu pai tomavam um drinque, despreocupados.

- Maria, já cheguei quando quiser começar. – Falei com tranquilidade, apesar do meu espanto. Ela era uma das minhas alunas mais aplicadas e seus pais de longe os mais participativos, toda aquela postura descontraída de certa forma me desconcertava.

- Nós não vamos começar nunca mais! – Maria jogou a água da piscina para cima.

- O quê?! – Franzi o cenho apavorada. Eu fui demitida?!

- Fui aceita Lu! Fui aceita! – Maria gritou aos quatro ventos e eu sorri abertamente. – Gestão MIT aqui vou eu! – Ela dançou na piscina.

- É sério?! – Interroguei impressionada.

- Mas, é claro! – Tamara, a mãe de Maria se aproximou de mim, com um copo na mão. – Venha comigo, sente-se senhorita Valente, temos tanto o que conversar. – Ela me levou até o lugar onde estava sentada com o marido e logo uma empregada me trouxe um copo. – Estamos tão felizes com a aprovação da Maria, o esforço de uma vida foi recompensado.

- Eu sabia que ela conseguiria, sempre foi tão aplicada. – Disse sincera.

- Mas, sem sua ajuda isso não seria possível. – O pai de Maria falou sério. – Nós somos muito gratos a você por seu trabalho.

- Obrigada, eu não fiz nada demais. – Agradeci com os pés no chão.

- Ainda assim, meu marido e eu sabemos que esta conquista não seria possível sem os seus esforços, a melhor tutora desta cidade. – Tamara falou com orgulho.

- E com o melhor preço. – O senhor Cavalieri acrescentou e nós rimos. – E, é por isso que nós queremos que você aceite o bônus.

- Um bônus?! – Perguntei boquiaberta e Tamara assentiu.

- Nós tínhamos conversado sobre a possibilidade de um, não lembra?! – Interrogou e eu confirmei com a cabeça, logo que comecei a trabalhar com Maria eles me avisaram sobre o possível bônus caso a filha deles entrasse em uma boa universidade, mas eu pensei que fosse uma lenda, como eu já havia ouvido de várias famílias. – Já o depositamos para você, duzentos mil pesos. – Contou e eu não pude evitar arregalar os olhos.

- Nossa, muito obrigada. – Exprimi profundamente agradecida.

- Como dissemos é apenas uma pequena recompensa pelos seus serviços. – Tamara bebericou seu drink. – Outra coisa, amanhã teremos um bruch comemorativo, gostaríamos que viesse.

- Ah, justo amanhã?! – Mordi o lábio sem pensar em minhas palavras.

- Por que já tem compromisso?! – Tamara questionou e eu fiquei sem saber o que dizer, eu sempre blindei minha vida pessoal da profissional, e não queria mudar isso agora.

- Bem, eu tenho uma vista marcada. – Expliquei como pude.

- Pois cancele. – Tamara determinou. – Esse brunch é uma boa oportunidade para você ficar mais conhecida entre os pais, inclusive acho que tenho um cliente para você.

- Sério?! – Questionei e ela assentiu. Eu não poderia negar, agora que Maria havia passado, eu havia perdido meus melhores clientes e não deixaria de precisar do dinheiro. – Eu virei. – Garanti sabendo que não importava como eu não podia perder aquela oportunidade.

...

- Oiii! – Exclamei me aproximei da cama. – Como o senhor tem passado?! – Perguntei acariciando o cabelo do meu pai. – Mamãe disse que o senhor tem estado bem, eu sei que tenho vindo menos, mas é que estou ocupada com trabalho, mas não deixo de pensar no senhor um só minuto. – Me sentei na cadeira ao lado dele. – Eu vim rapidinho hoje, vou a um brunch de uma das minhas alunas, é uma ótima oportunidade de ter contatos, se eu conseguir clientes como eles vou poder trabalhar menos e vir mais. – Contei e o imaginei sorrindo para mim. – Pai, eu te amo, muito, eu não vou desistir, sei que é possível te ter de volta, e enquanto houver uma chance, seja ela qual for eu estarei aqui. – Garanti beijando sua testa. – Olha agora vou te mostrar minhas roupas. – Me levantei da cadeira. – Estou tão elegante, o senhor sempre disse que eu era meio destrambelhada, acho que estou disfarçando bem. – Fiz algumas poses e me aproximei dele. – Pai, eu preciso ir agora, eu voltarei amanhã para ficar mais tempo, continue lutando para voltar para nós, eu te amo.

Saí do hospital, e segui para a casa dos Cavalieri eu estava preocupada se estava devidamente apresentável para aquele evento, não era uma festa de uma amiga, eu estava ali como uma profissional, para estabelecer contatos. Desci do meu carro e usei a lataria perfeitamente lustrada da Dorotéia para analisar minha roupa. O vestido mídi marrom de mangas e com um leve decote V havia me caído bem, as sandálias pretas de tira também pareciam boas. Respirei fundo e entrei na casa, e logo de cara percebi que era uma festa gigantesca, tentei fingir que estava habituada a tudo aquilo e comecei a circular pelo local. Um empregado se aproximou de mim e eu peguei uma taça com suco de laranja, olhei ao redor e constatei que era a única a beber um suco, até mesmo os adolescentes estavam com champanhe nas mãos. Será que eles não pensam que vão dirigir depois?! Pensei me lembrando da quantidade de carros parados na porta casa. Ou talvez tenham motoristas. Dei os ombros decidida a não me incomodar com nada que envolvesse minha vida pessoal ali. Circulei mais um pouco e dei de cara com Maria, que estava animadíssima. Ah, se ela soubesse que a faculdade não é como os filmes..., pensei com preguiça.

- Luna!!!!! – Ela exclamou e me abraçou. – Meninas essa é minha super e exclusiva tutora, ela me ajudou com o MIT!

- Mas, você fez todo o trabalho duro. – Dei o mérito.

- Eu sei! – Maria deu um gritinho de felicidade e eu sorri. A inocência dos calouros. – Ah, minha mãe quer te falar com você, ela tem alguém para apresentar.

- Sério?! – Tentei conter meu interesse. Eu poderia tanto sair daqui com um cliente, tanto! Pensei empolgada. – Sabe onde ela está?!

- Eu acho que por ali. – Apontou para uma área mais arborizada do jardim, onde estavam concentradas algumas mulheres de meia idade. Ótimo, várias mães preocupadas! Atacar Luna! Atacar! Segurei um pouco a ansiedade e me dirigi sem pressa, e dando algumas voltas até o lugar, parei estrategicamente a uma distância nem curta, nem longa e aproveitei alguns canapés até que a Tamara me notasse.

- Luna! – Ela acenou para mim. Finalmente! Pensei e sorri para ela, então caminhei até ela de uma maneira que julguei elegante. – Que bom que veio. – Tamara me abraçou. – Já conheceu alguém?!

- Ainda não. – Dei um meio sorriso.

- Pois bem, eu vou apresenta-la àquele que tenho precisa muito dos seus serviços. – Ela pegou meu braço, e me afastou do grupo de mães. – Vou te apresentar para o meu afilhado, ele tem dois irmãos, mais novos, que seriam perfeitos para você. – Explicou e eu assenti. – Eles são um pouco difíceis, perderam os pais cedo, acidente de avião há quatro anos, uma coisa horrenda, mas você é tão paciente, tenho certeza que poderá ajuda-los.

- Farei o possível. – Abri um sorriso, já sentindo uma grande empatia por aquela família.

- Olha, ele está ali. – Tamara apontou para um homem um pouco de costas, na mão um copo com líquido transparente que julguei ser uma vodca, ele estava de terno, mas mesmo assim eu podia ver que ele era forte, mas não demais, era o meu tipo, o meu tipo. Eu estou com sorte! – Matteo, querido. – Ela chamou e o homem se virou, e eu congelei. Eu não estou com sorte nada! – Essa é a senhorita Valente, a tutora da Maria que eu falei para você. – Apresentou e eu fiquei em dúvida se respirava ou se saía correndo. Por um momento pensei que ele não se lembraria, mas ao ver seu olhar sugestivo e suas sobrancelhas arqueadas, não tive dúvidas: minhas chances estavam acabadas. – Acho que ela pode ser boa para Federico e Jazmín.

- É mesmo. – Ele falou e talvez fosse impressão minha, mas sua voz estava cheia de sarcasmo.

- Sim, é. – Tamara confirmou com a cabeça. – Vou deixa-los para que possam se conhecer melhor. – Falou, deu as costas e saiu.

- Bem, vamos ser práticos. – Matteo me encarou com seriedade. – Nós dois sabemos que a chance de você ser a tutora dos meus irmãos é nula.

- O quê?! – Franzi o cenho.

- A não ser que você tenha uma irmã gêmea, acho que sabe do que estou falando. – Ele continuou impassível. – Não faço ideia como a madrinha pode achar você boa.

- Olha, eu sou muito qualificada, e faço bem o meu trabalho. – Me defendi com orgulho.

- Imagino o quanto. – Disse sério. – Em todo caso passarei o assunto para que Tamara não exponha outros a você. – Avisou e eu pensei em armar uma confusão, mas me detive ao olhar para um enfeite fino em uma mesa ao nosso lado. Eu já estava queimada, se me portasse mal, tudo iria piorar.

- Amor, seu padrinho está te procurando. – Uma mulher loira se pendurou no pescoço dele.

- Vamos. – Ele a olhou e a beijou brevemente. – Eu já terminei por aqui. – Falou, e saiu me deixando parada ali congelada.

Só me mexi outra vez, porque tudo o que eu menos queria naquele momento era chamar a atenção. Eu conhecia o caminho do lavabo, então discretamente caminhei até o lugar onde eu poderia surtar de verdade. A porta estava fechada, não havia fila, então eu simplesmente coloquei a mão na maçaneta e a abri, morri de constrangimento quando constatei que havia alguém lá dentro, fechei a porta, no entanto quando iria me virar para sair, percebi que havia algo errado.

- Ei. – Bati na porta. – Está tudo bem?! – Perguntei e escutei um soluçar. – Você quer falar sobre isso?! Eu posso te ajudar. – Indiquei, mas não houve resposta. – Sabe, meu lema é: “Luna Valente, resolve o seu problema”, não quer tentar?! – Questionei, mas tudo o que tive foi o silêncio. – Bem, em todo o caso espero que fique bem, eu sei que as coisas podem ser difíceis, como para mim. Neste exato momento eu estou vendo a minha trajetória profissional desmoronar em câmera lenta. A vida tem dessas coisas, momentos em que tudo parece impossível, mas me deixe dizer uma coisa: todas as coisas são possíveis. – Abri um sorriso me lembrando de toda a minha jornada. – E eu vou trabalhar duro e reconstruir o que deu errado. Eu não vou parar porque sei que se eu me esforçar verei o resultado, então se esforce também, e não tenha medo de pedir ajuda e nem... – Parei minha frase por um segundo. – Nem desculpas, porque todos erram afinal de contas, e mesmo que os erros sejam grandes o importante é se arrepender e mudar. – Disse por fim, satisfeita com o que eu havia dito. – Bem, é isso, espero que isso tenha te ajudado nem que seja um pouquinho. – Suspirei e saí dali, sabendo o que tinha que fazer.

Andei pela casa procurando pelo afilhado de Tamara, até que o vi conversando com um casal. Ok, isso pode dar muito certo ou muito errado. Pensei aflita, ameacei ir até lá repetidas vezes, mas falhei. Tem que ser feito Luna, tem que ser feito. Resfolguei tomando coragem, encarei-o como um touro em tourada, e segui com toda a bravura que encontrei em mim, então o cutuquei devagar.

- Com licença. – Pedi com respeito. – Eu só queria dizer umas palavrinhas, já que não tive a oportunidade. – Meu coração estava na boca. – Não sei se te disseram, mas essa festa foi feita para comemorar a entrada da Maria no MIT, sim MIT, o maior instituto de ciências exatas do mundo, e sabe quem a tutorou desde o primeiro ano do ensino médio?! Eu, eu mesma, e eu considero isso, assim como meus diplomas em universidades conceituadas um indicativo que eu sou sim competente, e todos com quem já trabalhei podem atestar que o lema: “Luna Valente resolve seu problema” é verdadeiro.

- Era isso que queria dizer?! – Perguntou com cinismo. – Porque se for, isso não muda em nada meu conceito sobre a quão inadequada você é.

- Não, não era só isso. – Continuei com coragem. – Eu sei que o que fiz no estacionamento do supermercado foi errado, foi infantil, ridículo e injustificável, e eu quero me desculpar, independente do que isso significa para você. – Pontuei com firmeza. – Pedir perdão, é o meu primeiro passo para a reconstrução, então eu sinto muito pelo que houve, toma. – Entreguei meu cartão. – Me manda um e-mail com a conta dos pneus, eu vou pagar, parcelado, mas eu prometo que pago. – Garanti com sinceridade. – Bem, era isso que eu queria dizer, mais uma vez me perdoe. – Disse, dei as costas e saí andando me sentindo digna.

- Senhorita Valente. – Ouvi a voz de Matteo, eu me virei e ele se aproximou. – O que disse sobre reconstrução?!

- Pedir perdão é o primeiro passo para a reconstrução. – Repeti e ele me encarou por alguns segundos.

- Isso é um principio seu?! – Perguntou com o rosto tenso.

- Sim, acho que posso dizer que sim. – Confirmei com a cabeça, então ele olhou para o chão depois me encarou.

- Tome. – Ele me entregou um cartão, a princípio pensei que ele estava devolvendo o meu, mas quando li seu nome nele fiquei confusa. – Ligue para esse telefone e pegue o endereço com a secretária, que horário você tem na segunda?!

- Maria deixou de ter aulas, então tenho duas horas a começar do meio dia. – Respondi quase sem voz.

- Tudo bem. – Ele assentiu. – Então esteja ao meio-dia, em ponto, no endereço que a secretária te passar. – Indicou sério.

- E para que seria?! – Perguntei ainda confusa.

- Um teste oras. – Matteo deu os ombros. – Vamos ver se você se saí bem com meus irmãos.

- Ah, sim. – Assenti repetidas vezes. – Nossa, muito obrigada pela oportunidade. – Estendi a mão para cumprimenta-lo, mas ele não fez o mesmo, então, envergonhada recolhi minha mão. – Não vai se arrepender eu garanto. Eu juro, não é propaganda enganosa, eu vou resolver o seu problema.

- Espero. – Disse apenas. – Até segunda. – Indicou e se virou, então eu comemorei com uma dancinha contida, sem me importar com o redor, mas foi neste instante que Matteo voltou-se para mim novamente e eu parei minha comemoração imediatamente. – Seja pontual senhorita Valente, eu odeio atrasos.

- Pode deixar. – Abri um sorriso e desta vez eu me distanciei. Sim, eu vou resolver os problemas dele!


Notas Finais


E ai????? O que acharam desse primeiro capítulo real e oficial?! O que acharam de ver a Luna como tutora?! Gostariam de ser tutorados por ela?! E o que acharam da história da família dela?! Já vou avisando que isso vai ser desenvolvido aqui, então teorizem! O que acharam dela na festa de ricos?! Sentiram-se representados ou não?! E ela com o Matteo?! Esse reencontro mara, curtiram?! E essa cena do lavabo?! Quem será que estava no banheiro?! E o discurso da Luna para o Matteo?! E ele fazendo um teste com ela?! O que será que mudou?! E os irmãos do Matteo o que esperam deles?! Me contem tudo!
Por hoje é só meus amores!
Amo vocês demais e até a próxima!


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