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História BUSTED Ensaio para a Terceira Temporada - Capítulo 4


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Capítulo 4 - Maria Sem Vergonha


Os dois seguiam incomumente em silencio no carro. O jantar com o dr. Kim Tae Pyung não durara muito mais tempo depois que a jovem Pyo Ye Jin se retirou.

Ela contara ao líder da equipe sobre o que Kim Se Jeon falara ao telefone e a nova flor que recebera das mãos da misteriosa mulher e Yoo Jae Suk lhe atualizara sobre o que conversaram enquanto ela não estava presente na mesa.

-O doutor não foi muito claro sobre as personalidades. – ele havia comentado – Ao que parece um dos sintomas colaterais dos chips é o desenvolvimento de outra personalidade, além da perda de memória, algo assim. Uma das preocupações dele em relação ao tratamento do Lee Kwang Soo era o fato deles não terem certeza qual personalidade permaneceria.

-E as memórias? Alguma chance de serem recuperadas?

-Ele também não sabia dizer. Pelo menos não a partir apenas dos exames feitos com Kwang Soo. Perguntou se algum de nós se disponibilizaria para fazer os mesmos exames...

O silencio se instaurara logo após Min Young ponderar se eles também já sofriam com a alteração de personalidade, já que a perda de algumas memórias já era sabido que sim.

Ela soltou um longo suspiro enquanto observava o envelope de plástico com a flor seca em sua mão.

-Por que uma Maria-Sem-Vergonha? – questionou baixinho, dando som a pergunta que se repetia na sua mente.

-Já verificou o sentido dela?

-“Não me toque”. – respondeu balançando a cabeça negativamente – Parece um recado para não ir atrás dele. Mas não faz muito sentido já que ele quem veio atrás de nós.

-De nós...? – Jae Suk deu um sorriso – Não foi de nós que ele veio atrás... – ela fechou a cara para a insinuação e Jae Suk voltou a achar graça – Era notório o interesse dele por você, desde o começo, Min Young. Até Kim Jong Min percebeu.

A referência ao colega mais lerdo do grupo a fez lembrar do momento em que Kim Jong Min, movido pelo seu ciúmes que tinha até um “que” de graça, disse diretamente ao recém chegado Lee Seung Gi que ele não iria namora-la.

Ela tomou um susto tão grande diante do comentário que mal teve tempo de rubrar, ficou rindo como uma boba.

-Isso foi do nada. – disse aleatoriamente no meio da mini discussão que os dois travavam.

-Nem tive nem tempo de pensar nisso. – lembra de ter ouvido Lee Seung Gi comentar. – É o namorado dela ou o que? – ele perguntou entre risos, quase que como enfrentando o mais velho, que o mandou pensar o que quisesse em reposta.

Fora oppa Jea Suk quem interferira e acabara coma discussão, mudando rapidamente o assunto.

Aquela lembrança feliz lhe entristeceu o coração por um momento. Tanta coisa havia acontecido desde então. Tais momentos e sentimentos eram tão distantes e irreais agora.

O carro parou em frente ao condomínio onde morava.

-Foi um dia bastante movimentado. – disse Jae Suk – Vá descansar um pouco. Amanhã retomamos as investigações.

Ela obedeceu, certa que não teria uma noite tranquila de sono. Mas, ao contrário do esperado, seus pesadelos, dessa vez, a deixaram dormir sem sobressaltos. Talvez por que seu medo não fosse mais uma sobra sem rosto e inalcançável. Seung Gi estava próximo, sempre estivera e, por algum motivo torpe, lembrar disso a permitiu dormir tranquilamente dessa vez.

 

***

 

O grupo permanecia reduzido no dia seguinte e o sumiço de Ahn Jae Wook começou a incomoda-los.

-Não é normal ele desaparecer assim. – comentou a jovem Kim Se Jeong.

E não era mesmo, nos dois anos que já trabalhavam juntos, Ahn Jae Wook estava sempre presente nas reuniões. Era do tipo responsável e nunca deixará de responder uma ligação.

-Ashiii !! – reclamou o líder – Estamos com o número reduzido e temos muitos fios soltos para investigar, precisávamos dele aqui. – muito embora ele não dissesse a expressão demostrava a preocupação com o colega – Eu e Kim Jong Min vamos a casa dele. Vocês três vão tentar recuperar os arquivos hackeados do computador do doutor Kim Tae Pyung...

Os mais novos se entreolharam. Nenhum deles tinha tais habilidades e o ultimo hacker que conheciam havia sido morto durante o caso anterior.

Sabendo disso, Yoo Jae Suk lhes esticou um cartão de um profissional de TI.

-Pyo Ye Jin? – Park Min Young reconheceu na hora o nome escrito no pequeno pedaço de papel.

-O dr. Kim Tae Pyung só nos autorizou a vasculhar o aparelho, caso ela o faça. – comentou.

-Mas ela está junto com o Lee Seung Gi. – chiou Min Young.

-Que foi o responsável por invadir o computador. – Se Hun completou o raciocínio, num tom mais irritadiço que o normal.

-Não sabemos ao certo. – disse Jae Suk – Nem de uma coisa ... – apontou o dedo para ela, se referindo a afirmação que Min Young fizera, - nem de outra. – finalizou apontando o dedo para ele, com o mesmo intuito – A questão é que o doutor Kim Tae Pyung confia na garota, então vamos tentar esse caminho.

Os dois concordaram, muito a contragosto.

No carro, o clima era pesado.

Min Young ia na frente ao lado de Oh Se Hun que dirigia, enquanto uma calada Se Jeong seguia no banco traseiro a olhar de um para o outro, preocupada.

-Vocês não estão curiosos? – a mais nova perguntou, após sua eonni haver terminado a ligação para Pyo Ye Jin, marcando um encontro da profissional de TI no consultório do doutor Kim.

-Curiosos? Com o que? – Min Young perguntou.

Ela tinha a expressão perdida e um dos dedos no queixo, enquanto refletia.

-Qual o interesse do assassino das flores em tudo isso?

Park Min Young engoliu seco enquanto a expressão de Se Hun se anuviou mais ainda.

-Por que ele está tão interessado nesse caso? Será por causa dos nossos chips?

-Ele não está interessado em nossos chips, ele só quer a informação primeiro para barganhar. – concluiu Se Hun.

            Era o raciocínio logico a se fazer depois das informações que Min Young dera do encontro de ambos. Muito embora ela tivesse omitido para os rapazes o que Lee Seung Gi pedira em troca da informação.

-Não faz sentido. – voltou a dizer a outra – Pelo que sabemos, o objetivo dele tinha sido concluído quando ele matou o K. Ele só voltou a aparecer porque Kim Min Jae estava o imitando.

-O que isso importa, Se Jeong?

-Ele vive um passo a nossa frente. Saber a motivação dele nos ajudaria muito, eonni.

Park Min Young olhou para a rua que passava com certa rapidez diante dos seus olhos, conforme o carro seguia.

-Ele... – não sabia como colocar aquilo, ela mesma não acreditava muito no que iria falar – Ele queria um beijo meu em troca da informação que nos dera.

Oh Se Hun parou o carro abruptamente, encostando-o próximo ao meio fio.

-Ele o que?! – socou o volante - Por que você só nos contou isso agora? – reclamou.

-Não era importante. – ela disse, simplesmente – E só estou dizendo agora para que vocês estendam que a motivação dele... – fez uma pausa e respirou profundamente antes de continuar, nem ela acreditava naquelas palavras - ...sou eu. – e com uma voz quase inaudível, completou – não que isso faça algum sentido.

Kim Se Jeong Levou o corpo entre os dois bancos da frente.

-Por que não faz sentido?

-Ele é um assassino procurado. Nós detetives que estamos na cola dele... Não faz sentido ele se aproximar novamente. Não por algo que nunca aconteceu. Nós dois nunca tivemos nada.

-Ele é um psicopata. – ponderou Se Hun, ainda bastante irritado com a situação – Psicopatas não fazem sentido.

-Se tem alguém que faz algum sentido, é um psicopata. – disse ela discordando dele – Se Jeong está certa, se entendermos a motivação dele, podemos compreender as ações e, quem sabe, prevê-las. – se re-arrumou no banco, sentando de lado, para melhor encarar os dois – Não acho que o motivo dele seja querer algo romântico comigo, mas, existe uma motivação que, por algum motivo, passa por mim...

-E se ele também quiser as informações sobre o chip? – ponderou Se Jeong – Pelo que sabemos houveram outras cobaias além de nós.

-Isso explicaria o porque dele estar atrás das informações, mas não o porquê dele as entregar para nós. – Oh Se Hum ligou o carro enquanto falava, voltando ao trafego.

-Ele quer que nós descubramos algo, – Min Young disse – mas não tudo.

-Pegando a informação primeiro ele pode decidir o que vamos descobrir ou não. – concordou a mais jovem – Pensar nisso só me faz continuar achando que ele tem algum motivo pessoal a respeito dos chips também.

-E por que a Íris Amarela? – Oh Se Hun se referia ao recado que ele deixara para quem achasse o computador – Por que deixar uma recado sobre amizade?

-Ele estava deixando claro de que está do nosso lado dessa vez, apesar de não parecer... – disse Kim Se Jeong, feliz com seu próprio raciocínio.

-Ou... – a mais velha a interrompeu, incerta. Voltou o olhar para Se Hun – Talvez ele tivesse certeza que era você quem chegaria lá primeiro. O recado é diretamente para você.

Os três entendiam muito bem o que isso queria dizer. No pouco tempo que eles passaram juntos, Oh Se Hun chegara a considerar Lee Seung Gi um amigo. A flor, símbolo da amizade, provavelmente significava que o carinho era mutuo.

Pensar nisso só fez a raiva do outro aumentar pois, assim como Min Young, Oh Se Hun não acreditava que o assassino das flores pudesse suprir algum sentimento verdadeiro por alguém.

O carro seguiu silencioso o restante do caminho.

Quando chegaram ao consultório, foram prontamente recebidos pelo médico que os pediu que fossem sozinhos até sua sala, pois tinha uma cirurgia de urgência para atender.

-Pyo Ye Jin já está os esperando. Espero que dê tudo certo.

Com um aceno ele se foi e o grupo seguiu para o consultório conforme haviam sido instruídos.

Pyo Ye Jin já os aguardava. Ela estava totalmente diferente da mulher elegantemente vestida da noite anterior.

Calça jeans, tênis, uma blusa batida e um boné escuro. Lembrava bem mais a garçonete que Min Young vira limpando o bar Bulldog.

-Bem vindos, detetives. – ela disse em um tom quase debochado e, esticando um pendrive, concluiu – Nosso amigo em comum disse que vocês gostam de perder tempo. Então resolvi adiantar o serviço e colocar o que precisam aqui.

Oh Se Hum deu um passo irritado na direção da mulher, mas foi parado pela mão firme de Min Young em seu ombro.

-Teria nos poupado mais tempo se tivesse me entregue esse pendrive ontem, ao invés da flor. – comentou, aceitando o dispositivo e guardando-o em seu bolso.

Pyo Ye Jin deu de ombros.

-Eu sigo ordens.

-Por que diabos ele está brincando conosco? – chiou o homem.

A interlocutora o olhou com curiosidade.

-Não é ele quem está brincando por aqui. – ela concluiu – Se vocês estivessem levando isso mais a sério, já teria entendido o que está acontecendo. – levantou-se – Mas ao que parece vocês só olham para o próprio umbigo.

O celular de Kim Se Jeong tocou em meio a discussão e ela atendeu discretamente.

-O que?! – exclamou, fazendo o grupo voltar a atenção para o seu movimento – A casa do oppa Jae Wook está toda revirada. – ela informou os outros dois.

-E ele? – perguntou Min Young.

-Sumiu.

-Ele não sumiu. – disse Pyo Ye Jin sem paciência – Ele fugiu. - o grupo voltou a atenção para ela – A Maria-Sem-Vergonha não quer que ninguém a toque. – concluiu, se referindo ao mesmo tempo ao detetive desaparecido e a mensagem que Seung Gi mandara para Min Young na noite anterior.

Foi quando ela lembrou.

-Maria Sem Vergonha era a flor dele quando fomos atrás do Kim Min Jae! – bateu com a mão na testa. Não acreditando que deixara passar uma pista tão óbvia.

-Mas por que ele fugiria de nós? – perguntou uma quase chorosa Se Jeong.

-O chip dele começou a dar problemas. – disse Ye Jin, com um tom entristecido na voz – Vocês estão ficando sem tempo.

-Andaríamos mais rápido sem você e seu chefe nos atrapalhando. – gritou Se Hun.

-Atrapalhando? – ela riu – Se não fosse por nós vocês nem se quer saberiam o que o outro colega de vocês estava fazendo. – suspirou irritada – Eu não sei por que o senhor Lee perde tempo com vocês.

Fez menção de ir embora, mas foi parada por uma Park Min Young bastante assustadora.

-Você vai me levar ao seu chefe agora. – rosnou e, antes que a outra rejeitasse, concluiu – Isso não é um pedido.

Park Min Young era um pouco mais baixa que ela, mas o olhar que dava intimidaria o mais alto dos homens. A contragosto, Pyo Ye Jin puxou o celular e discou um número apenas.

-Sua rosa quer encontrar com você. – disse quando atenderam fazendo uma careta para o apertão mais forte que Min Young lhe dera ao escurar o próprio apelido – Ok, - desligou – ele disse para você ir vê-lo... sozinha.

-Você não vai sozinha. – ralhou Se Hun, sem efeito.

Ela já havia soltado o braço da outra e saído porta a fora do consultório. Os outros dois a acompanhariam, se não fossem parados pela outra.

-Se a seguirem ele não vai encontrá-la. – anunciou – Vai por mim, é melhor deixá-los se entenderem sozinhos.



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