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História But you can't buy love - Capítulo 1


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Notas do Autor


Os acontecimentos que seguem se passam até chegar ao ano de 2018.

Capítulo 1 - Capítulo 1


Doze anos atrás...

- Maddie – meu amigo chega eufórico ao meu apartamento

- Que foi, garoto? – ri do seu jeito – A roupa caiu bem em você – me referi ao traje social que eu havia comprado para ele comparecer a entrevista de emprego.

- Obrigado – disse ajeitando o paletó – Aliás, começarei a pagar tudo que devo para você e para Jaime.

Arqueei a sobrancelha

- Está olhando para o mais novo contratado da Motown Records.  

- Bruno! – o abracei – Parabéns! Finalmente vai realizar seu sonho.

Se separou do meu abraço e fez sinal com as mãos como se estivesse mostrando posters na parede – Imagina o meu nome ao lado dos grandes artistas da Motown? The Temptations, Diana Ross, Marvin Gaye, Steve Wonder... Michael - Bruno era fã desses caras desde criança e tínhamos gostos musicais favoritos

- Estou muito feliz por você – sorri

- Só tem um problema - disse - Alguns executivos não acham Bruno Hernandez um bom nome artístico.

- Parece um cantor de música latina? – ri e ele concordou – Seu nome de verdade nem pensar? - sugeri

- Passei a vida inteira sendo chamado de Bruno e quando finalmente terei sucesso será como Peter Hernandez?

- Tem razão, seria muito estranho começar a te chamar pelo nome verdadeiro – pensei um instante - Bem, Bruno já é um apelido, como você é criativo, logo chega a alguma conclusão. Deve estar até pensando nisso neste momento. Esta cabecinha não para um instante – bati de leve em seu inseparável chapéu

- Tenho algumas ideias – entortou os lábios, mas logo sorriu exibindo suas covinhas – Precisamos comemorar!

- Vou trabalhar hoje à noite – respondi desanimada

- Um de nós precisa ter um trabalho de verdade nesta relação.

Mostrei a língua. Bruno sempre brincava com esse assunto, mas nunca trocamos mais de que um ou dois beijos desde que nos conhecemos.

Ele é irmão de criação da minha amiga Jaime. Assim como ela, Bruno veio do Havaí atrás dos seus sonhos na grande Los Angeles.

Jaime me contou que o irmão já demonstrava afinidade com os palcos desde pequeno imitando Elvis Presley em um show em Honolulu. Era certo que Bruno, como foi apelidado pelo pai ainda criança graças ao lutador Bruno Sammartino, havia nascido para ser uma estrela.

Já Jaime veio para L.A com o marido Jesse e o filho Marley há alguns anos, minha amiga era atriz, modelo e cantora. O talento está no sangue dessa família, pois todos os irmãos tocam instrumentos e cantam.

Nos conhecemos no restaurante do meu pai. O lugar ainda era simples, eu servia as mesas e percebia que os três dividiam um prato de café da manhã. Depois de um tempo comecei a servir um prato a mais de graça até Jesse se estabelecer em um bom emprego. Simpatizamos logo de cara e nos tornamos boas amigas, mesmo eu tendo ficava fora da cidade por quase três anos.

Há poucos meses nasceu o segundo filho Jaimo. A razão pelo qual Bruno precisa sair da casa da irmã, onde mora desde que chegou à cidade e pelo qual volta e meia aparece por aqui.

- Hey, por que não vão todos para o restaurante?

- Eu serei um grande artista, mas ainda não tenho dinheiro para comer no restaurante do seu pai.

Meu pai vem investindo nos últimos dois anos e buscando qualificação para os funcionários. Então de uma simples lanchonete viramos um lugar mais refinado com cardápios mais elaborados.

- Por conta da casa. Quero dizer que Bruno comia no The Hills antes da fama.

- E ainda vou frequentar mesmo depois da fama.

Eu ri duvidando – Vocês famosos sempre dizem isso.

- Vou avisar o pessoal que hoje vamos comer de graça.

- Engraçadinho.

- Nos vemos mais tarde, Price?

- Nos vemos mais tarde, Hernandez.

...

- Soube que temos uma estrela da Motown entre nós.

- Ainda não, Jonathan – Bruno era uma das poucas pessoas que podia se referir ao meu pai pelo primeiro nome.

- Mas será. Tenho toda certeza disso - meu pai já tinha ouvindo Bruno tocar algumas vezes – Farei questão de preparar um jantar maravilho para vocês.

- Obrigada, Sr. Price –Jaime agradeceu sorrindo

- Que bebê mais lindo – minha mãe pegou Jaimo no colo

- Boa noite, Sra. Price – todas a cumprimentaram

- Ficou sabendo da novidade, Sra. Price? – Bruno perguntou empolgado

- Madeleine me contou. Meus parabéns. – respondeu sem muita animação. Minha mãe gostava dele, mas em sua opinião Bruno era mais um coitado tentando ser famoso em Los Angeles.  

Já era fim da noite, estávamos organizando a cozinha, quando meu amigo entra com duas taças.

- Sabe que não pode entrar aqui – o repreendi

- Seu pai te liberou um pouquinho. Vem cá – me puxou pela mão até os fundos do restaurante – Gosto do seu uniforme.

- Ainda  vou vestir uma doma de uma grande chefe de cozinha.

- Sei que sim... Bem, minha melhor amiga não brindou comigo ainda – me entregou uma das taças

- Fui promovida a melhor amiga por falta de opção de conhecidos em Los Angeles?

- Poderia ser promovida para outra coisa, mas...

- Para de bobeira ô tampinha!

- Diz isso como se fosse muito alta – disse com sarcasmo – Podemos fazer o brinde ou vai ficar me zoando?

- Ok, desculpa. Um brinde a sua primeira de muitas conquistas.

- Ao nosso sucesso, baby – encostamos as taças

- Madeleine – minha mãe me chamou

- De volta ao trabalho – respondi terminando minha bebida

- Tem certeza de que não quer continuar a comemoração em outro lugar? Eu e Ryan vamos para um bar depois daqui.

- Acordo cedo. Podemos sair no fim de semana, o que acha?

Ele assentiu

- Se cuida! Não faça nenhuma besteira.

- Sou um cara responsável, Price.

Virei os olhos como se acreditasse. Sabia bem o q Bruno fazia nessas saídas dele com o Ryan, o amigo que tinha trazido do Havaí.

Terminei meus afazeres e fui para casa, teria aula no dia seguinte. Não morava com meus pais desde que voltei de Nova York. O apartamento foi financiado pela vovó Catarine assim como o curso de gastronomia e a faculdade.

Minha família sempre teve dinheiro, mas eu e minha irmã Hazel sempre aprendemos a dar valor naquilo que tínhamos, tanto que trabalhamos nos negócios da família e  eu continuo no restaurante como qualquer outro funcionário. 

Quando voltei para casa depois da aula, encontrei Bruno deitado no meu sofá da sala.

- Por esses motivos eu me arrependo de ter dado minha chave para você – joguei uma almofada nele

- Mais cinco minutos – reclamou ainda de olhos fechados

- Nem vou perguntar se voltou para casa ontem à noite – ele vestia o mesmo jeans e camisa

- Jaime não me deixou entrar em casa – se sentou no sofá passando as mãos pelo rosto

- Ela tem um recém nascido e você cheira a álcool e a perfume feminino.

- Por isso vim para cá – riu – Posso tomar banho?

- Você entra na minha casa sem pedir e agora pergunta se pode tomar banho? – cruzei os braços

- Você me deu a chave para emergências... Essa foi uma emergência – se explicou indo para o banheiro

- Qual é o nome da iludida da vez?

- Carla...Paula - se esforçou para lembrar - E não é iludida, peguei até o número dela.

- Sempre pega e nunca liga para nenhuma, Bruno.

- Mas essa morena é diferente...

- Parece a quinta vez que te ouço falar isso só esse mês – parei – Parece não, foi a quinta vez.

- Cuida da sua vida, Price – gritou

- Falou o cara que invadiu meu apartamento - retruquei

- Não invadi, eu tenho a chave – ele apareceu sem camisa e veio até mim – Não precisarei mais disso quando estiver em minha mansão, baby!

Dei risada – Sua mente está sempre longe né?  

- Sempre dizem que não sou desse mundo.

Concordei – Vai ficar aqui ainda?

- Pensei em almoçar com a amiga - respondeu

- Eu almocei na rua.

- Vou me encontrar com o Phil e vejo se como alguma coisa, então.

- Beleza... Vou descansar um pouco. Fecha porta quando sair.

- Pode deixar – disse ele voltando para o banho

... Finalmente fim de semana, minha amiga Katy veio para nos arrumarmos juntas e perto das dez da noite, ouvi um barulho bem conhecido cruzando a rua.

- Dá para reconhecer o carro do Bruno vindo a quarteirões daqui – rimos

Descemos e lá estava ele com um rapaz de cabelos cumpridos. 

– Estão lindas, meninas! Katy, você está um espetáculo – Ryan a pegou pela mão e a fez dar uma voltinha 

- A Hazel vai nos encontrar lá? – Bruno perguntou e concordei – Ótimo! Vai atrás com a Katy, Ryan?

- Vou para qualquer lugar com essa mulher – disse babando pela loira

- Para, Ryan – minha amiga respondeu fingindo estar constrangida

Os dois se ajeitaram no banco de trás do carro e fui na frente com Bruno... O casalzinho cochichava e ria o tempo todo e apenas acompanhava pelo retrovisor.

- A Hazel deve estar lá dentro– deduzi assim que chegamos

- Preciso achar o Phil – Bruno pegou o celular

- Nos vemos lá – disse indo para a entrada

- Maddie, fica aqui comigo.

Katy e Ryan entraram e fiquei na calçada enquanto Bruno discava o número do amigo.

- Você está bonitinha também, Price

- Vai a merda.

Ele riu – E aí, cara, onde você está? Ah beleza, falou.

- E aí?

- Tá chegando. Mais uns cinco minutos – checou o relógio de pulso

- Aff! Eu poderia estar lá dentro começando a encher a cara.

- Para de reclamar, Price. Podemos aproveitar um tempo a sós.

- Hernandez, passamos a semana a sós na minha casa.

- Mas você não se produz tanto assim para ficar em casa.

- Não preciso andar maquiada e de salto o tempo todo.

- Tem razão... Você fica maravilhosa sem maquiagem e desfilando pela casa com aquele shorts jeans curtinho – ficou cutucando minha cintura

- Você não presta!

- Esse é meu charme – piscou – Ele chegou... Grande Philip Lawrence – os dois se cumprimentaram – Essa é a Madeleine.

- Pode me chamar de Maddie.

- E pode me chamar de Phil – me deu um beijo no rosto – A fila parece grande.

- Vamos para o camarote – respondi e Phil pareceu estranhar.

- Vamos festejar ao estilo Price, brow!

- Ao estilo Hazel, você quer dizer – ri

- Vamos para a festa!!! 



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