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História Butterbeer - Capítulo 4


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Notas do Autor


Preparem-se, pois isso aqui é o ápice da safadeza fetichista e pervertida da minha mente.

Mas eu juro que sou normal! kkkkkkkkkkkkkkk

Capítulo 4 - Tom


CAPÍTULO 4: TOM

A primeira vez que Harry usou uma calcinha foi por volta de seus 15 anos de idade.

Antes disso, ele tentou postergar ao máximo o uso de suas antigas cuecas e calças como uma espécie de protesto não-verbal em se negar em ser um ômega, em se recusar a ceder naquele cabo-de-guerra invisível contra um oponente que não tinha um rosto específico, mas que era forte suficiente para arrastá-lo.

Era Harry contra a sociedade, contra seu próprio corpo e até mesmo contra sua própria natureza – ou melhor, era apenas o drama de um adolescente de 15 anos que era orgulhoso e teimoso demais em aceitar ser o que era.

Mas por ser adolescente e por estar em fase de crescimento – mesmo que não em altura, pois ele ainda era e continuaria a ser baixinho - logo ele se vira incapaz de continuar em sua teimosia: suas antigas roupas, uniforme de Hogwarts e principalmente as roupas íntimas, não cabiam mais.

Era necessário novas.

Depois de uma excursão com sua mãe a Madame Malkin, a loja de vestimentas dos bruxos, Harry levara para casa sacolas e mais sacolas recheadas de roupas no qual tempos atrás ele nunca pensou que um dia fosse usar.

A primeira calcinha que ele vestiu – depois de um longo tempo em que a encarou a peça na privacidade de seu quarto - era relativamente simples: de algodão branco macio com pequeninos e discretos detalhes verdes em suas bordas e com suas inicias, H.P.J, bordados em floreios no cós. Era inocente e até mesmo virginal.

‘Confortável... Diga-se de passagem’ ele pensou com timidez.

Saias também não chegavam a ser um dragão rabo-córneo húngaro como ele imaginou.

Eram com certeza mais confortáveis e arejadas que suas antigas calças, permitindo-lhe mais liberdade ao se movimentar e caminhar, mas ao mesmo tempo eram inconvenientes, pois ao se sentar ele tinha de manter suas pernas fechadas, preservando assim sua “modéstia” e “castidade”.

Quase dois anos depois, Harry não usava mais calcinhas brancas de algodão e a razão disso tinha nome próprio.

Tom Marvolo Riddle.

 

Tom era um meio-sangue do sétimo ano, filho de um trouxa muito rico e de uma bruxa puro-sangue vinda de uma família um tanto quanto “duvidosa”.

Um alfa de 18 anos, Tom era o último descendente vivo da linhagem masculina de Salazar Sonserina e aquilo por si só era uma afronta, um soco na cara de todos os herdeiros puro-sangue racistas de Hogwarts, pois ali estava um alfa meio-sangue que era muito mais bonito, mais inteligente e magicamente mais poderoso que todos eles jamais poderiam sonhar.

Um aluno brilhante e frequentemente reverenciado por professores, Tom Riddle tinha apenas como rival a sua altura Cedrico Diggory, os dois sendo uma espécie de alunos-exemplos nos quais personificavam suas respectivas casas: enquanto Cedrico era o lufano perfeito com sua gentileza, trabalho duro e honestidade, Tom, por sua vez, era sonserino até sua última gota: ambicioso, aristocrático e manipulador.

Tom tinha muitos talentos, mas um no qual muitos desconheciam era o seu enorme expertise, seu fascínio que quase beirava a obsessão por... Lingeries.

Harry descobriu e literalmente experimentou na pele esse fetiche de Tom.

Tudo começou no momento em que o padrinho do ômega e também professor, Severo Snape, o ordenou que ele fosse tutorado por Tom por conta de suas notas pobres em Poções. Harry tentou protestar, mas Snape fora inflexível: ou ele fazia o que mandava, ou Lily iria receber uma coruja detalhando o desempenho fraco assim como possivelmente perderia sua posição de apanhador.

Sem escolha, Harry acatou.

Em todas as semanas, Harry se encontrava com Tom na sala vazia de Poções, o alfa pacientemente explicando para ele o passo a passo dos cálculos das tabelas de conversões e preparo dos ingredientes, a forma como ele devia manusear os béqueres, o controle exato da chama acesa ao aquecer um caldeirão, etc...

Harry naturalmente conhecia Tom de vista, tendo o visto várias vezes ao longo de seus anos em Hogwarts e sabia reconhecer sua figura de longe. Ele também o admirava, pois indiretamente se identificava com o alfa mais velho: ambos desafiavam, em suas próprias maneiras, o sistema elitista e preconceituoso do mundo bruxo.

Mas nada havia preparado Harry para o impacto de ficar na mesma sala que o sonserino: Harry sentia uma força quase que sobrenatural o puxando em direção ao alfa em todas as vezes em que estavam juntos, uma atração difícil de ignorar... Era como se um buraco negro estivesse atraindo uma estrela para depois devorá-la até não restar nada.

Um “buraco negro”, pois Harry pode sentir que por baixo daquela fina camada de verniz de “bom moço” e “estudante exemplar”, Tom possuía uma aura mágica escura, sombria e perigosa e aquilo fazia seu ômega interno ronronar ao imaginar tamanho poder, pensando na sensação de ter aquele homem o possuindo e o dominando ali mesmo, em plena sala de aula.

“Poder é atraente” Harry suspirou em prazer.

Harry ainda podia se lembrar de Tom atrás de si, seu corpos quase se tocando enquanto que sentia suas mãos grandes guiarem as dele enquanto mexia o caldeirão, a respiração calma e quente do rapaz mais alto próxima de seu pescoço, a voz grossa e aveludada o instruindo a maneira correta de mexer a poção com a colher... Harry institivamente pressionou seu corpo contra o dele, sentindo a ereção do mais velho contra sua coluna, deixando escapar um pequeno gemido.

O que se seguiu depois foi um beijo profundo no qual Tom segurara Harry pelos cabelos enquanto a outra mão tocava a parte interna das coxas, seus dedos longos acariciando a pele quente e macia enquanto subia mais e mais até tocar o traseiro do menor, coberto apenas por sua calcinha.

Harry achou que seria fodido ali mesmo, seu buraquinho começando a se contrair de antecipação e produzir seu lubrificante natural ao imaginar o pau de Tom dentro de si, mas quando Tom subiu sua saia plissada e viu sua calcinha, ele parou.

Parou de tocá-lo, parou de beijá-lo, parou por completo, ficando imóvel como uma estátua.

Harry ficou longos segundos sem entender o porque do mais velho ter parado de tocá-lo, tão aturdido que nem soube o que dizer.

Tom simplesmente fitava a calcinha branca de algodão de Harry, estalando sua língua de forma decepcionada e dizendo por fim em um tom blasé que aquilo – ele apontou para a peça íntima em um manejar de dedos - era “abominável”.

Harry piscou em choque ao ver o rapaz mais velho desamarrotar o próprio uniforme, e passando a mão em seus cabelos pretos impecáveis, dispensando ele da tutoria como se nada houvesse acontecido, como se não houvesse ali na sua frente um ômega atraente pronto para ser tomado.

O herdeiro dos Potter havia caminhado em direção a torre da Grifinória em choque, mas não chegara nem mesmo nas escadas para começar a sentir uma raiva quase assassina por Tom Riddle: como ele teve a audácia de rejeitá-lo e humilhá-lo daquela forma?

Ele tinha noção dos tantos outros alfas que praticamente se arrastavam por seus pés?

Ora, Harry sabia que ele era o ômega mais bonito de Hogwarts, todos sem exceção o dizia isso, ele foi até foi coroado como “Príncipe de Inverno” na porra do baile do Yule anterior...

Tom certamente sabia disso, não sabia?!

É lógico que o desgraçado sabia... Como não poderia saber?!

Malfoy praticamente beijava os pés dele, Cedrico, o garoto certinho traía a namorada por causa dele, Gui, literalmente o havia fodido horas antes de se casar, e Tom o havia rejeitado?!

Harry estava furioso, possesso, pois quando se tem 16 anos a vaidade e o orgulho próprio gritavam mais alto.

Mas a raiva não durou muito.

Tudo mudara na mesma semana, graças a uma elegante caixa preta com um único bilhete anexado, orientando-o a abrir quando estivesse sozinho.

E assim ele fez, sentado em sua cama com as cortinas divisórias fechadas e um tanto quanto entediado ao achar que se tratava de mais um presente – provavelmente caixas de doces, flores e afins - vindo de algum admirador no qual ele teria que ter o trabalho de escrever um bilhete educado com uma suave rejeição... Pelo menos Ron iria ganhar mais doces...

Mas não eram flores, doces ou qualquer coisa do tipo.

Embrulhada em papel seda que estavam perfumados com o odor de rosas, repousava uma delicada e pequena calcinha de cetim preto com detalhes em renda, acompanhadas por meias-calças de seda e cinta-liga para prendê-las assim como um sutiã de renda preta semi-transparente.

Uma lingerie.

Harry tocou a peça íntima com a ponta dos dedos, erguendo o sutiã pelas alças, corando até a raiz dos cabelos, sabendo imediatamente que se tratava de algo caro e de bom gosto – nunca e ninguém antes o havia presenteado com lingerie, ainda mais daquele tipo.

“Mas que porra...” ele pensou mortificado.

Olhando a caixa com cuidado, ele vira nela um bilhete escrito a mão com uma caligrafia elegante.

‘Coisas lindas e belas como você não devem usar abominações feitas de algodão branco, tão insípidas e que não inspiram minha imaginação e prazer.

Você deve se adornar nas mais belas rendas e cetins, da mesma forma que eu o adornarei você com beijos em suas coxas e naquilo que você tem dentro de sua calcinha – e no qual eu tomarei pra mim.

Use isso na próxima vez que nos encontrarmos.

Não use e eu o punirei.

T.M.R

“Filho da...” Harry respirou arfante, mordendo o lábio inferior ao ver a peça, seus dedos trêmulos e coração palpitante.

 

No dia seguinte, quando não havia mais ninguém no dormitório, Harry vestiu sua nova lingerie em um misto de curiosidade e luxúria e praticamente ronronou como um gato ao sentir a textura do cetim macio contra sua pele, suas bochechas ficando vermelhas ao olhar para baixo e ver como aquele pedacinho de tecido escuro e lustroso parecia contrastar ainda mais em suas pernas alvas ou do pequeno sutiã de renda preta em seu colo.

Respirando de forma entrecortada, ele vestiu as meias 7/8 que se agarraram como uma segunda pele em suas pernas e as prendeu com as ligas, e por fim se vestiu com o uniforme cinzento de Hogwarts.

Harry soltava a respiração pela boca, adrenalina correndo em suas veias ao começar a caminhar, sentindo a suas coxas fazerem suave fricção contra o tecido assim como a sensação estranha de usar sutiã, como se fosse um lembrete de que por baixo do modesto uniforme, ele estava usando algo provocativo, bonito e muito erótico.

“Desgraçado... desgraçado... desgraçado...” Harry xingava mentalmente ao continuar caminhando em direção a sala da tutoria com Tom, sorrindo e corando ao sentir sua nova lingerie contra pele, quase gozando ao pensar no fato de estar usando aquilo enquanto cruzava contra os outros pelos corredores.

Ele nunca cogitou em usar algo daquele tipo, nem em seus devaneios mais loucos, mas ali estava ele, usando rendas e cetins provocativos.

Porra... Era como se ele estivesse com um baita tesão por si mesmo, algo um tanto quanto bizarro mas que fazia muito sentido: se Harry se visse do jeito como estava vestido, ele mesmo se foderia sem nem cogitar.

E foi por um milagre ele não gozara em sua nova calcinha ao chegar na sala onde Riddle estava, este o aguardando com uma postura tão relaxada e casual que nem parecia que ele tinha orquestrado tudo aquilo.

Ele obviamente inspecionou a lingerie de Harry, seus olhos negros analíticos observando como as curvas do ômega preencheram de forma sensual a peça íntima, admirando como a cor parecia viva em contraste com a tez branco-rosada do grifinório.

Dessa vez Harry não viu um olhar de decepção no semblante do alfa e sim um de genuína admiração, seguido por um único elogio: “Divino...”, Tom o havia dito da mesma forma que diria ao ver uma bela obra de arte.

Naquela tarde, Tom fodeu Harry de forma bruta em cima da mesa, os dois parcialmente vestidos: ele ainda em suas calças e uniforme impecável e Harry com as saias pra cima, camisa desabotoada e calcinha de lado, sendo segurado firmemente pelos quadris e as vezes até pelos cabelos como se ele fosse uma rameira qualquer.

Naquela noite Harry voltara para a torre da Grifinória com um sorriso abobalhado no rosto, as pernas amolecidas enquanto tentava ao máximo evitar que a porra de Tom vazasse de sua cavidade e escorresse pelas coxas.

E a partir daquele dia, Tom dissera que sempre que eles estivessem a sós, ele iria inspecionar suas peças íntimas, devendo Harry estar não menos do que perfeito, ou em outras palavras, que Harry jogasse fora suas antigas roupas intimas.

E desde então, Harry nunca mais vestiu suas virginais calcinhas brancas de algodão.

...

...

Presente

 

Harry sorriu ao recobrar de suas memórias de meses atrás, voltando se encarar no espelho, incapaz de não admirar a imagem no qual via.

Naquele dia ele estava vestido com um novo conjunto que ele mesmo comprara na cor rosa-pêssego e que fazia sua pele parecer como um cremoso chantilly: doce e pronto pra ser devorado. Delicioso! O pensamento o fez sentir vontade de gargalhar, voltando a ajustar com suavidade suas meias bege e certificando que elas estavam seguras.

Tom iria gostar?

Ele iria elogiar?

Ele iria dizer como ele estava bonito? Com certeza ele iria dizer que ele estava bonito...

Harry sentia borboletas no estômago ao imaginar a expressão do alfa ao vê-lo e de seu sorriso malditamente charmoso e irresistível, sua voz grave e sedosa o elogiando, suas mãos grandes o tocando...

Se havia um alfa no qual Harry fazia questão de impressionar era Tom, pois Tom era um homem exigente, tinha bom gosto para essas coisas e parecia sempre estar no controle, sempre seguro de si... Quando começou a comprar suas próprias lingeries, Harry passava longos e longos minutos imaginando se Tom iria gostar ou não, se ele aprovaria ou não.

E quando ele se mostrava para Tom, ele sempre sentia o coração pular no peito, o sangue correr quente em suas veias e sua boca secar... Era tão ou até mais emocionante do que a primeira vez em que jogou quadribol em seu primeiro ano.

Por várias vezes Tom o fodia após sua “inspeção”, mas havia vezes em que o sonserino simplesmente colocava Harry em seu colo como se ele fosse uma boneca, seus olhos escuros atentos em um livro de Artes das Trevas, enquanto que Harry, com a cabeça encostada em seu ombro, acariciava a nuca dele e seus olhos verdes lia junto dele sobre diferentes tipos de maldições e contra-maldições.

De vez em quando os dois se beijavam de maneira lenta e até mesmo romântica, como se fossem um casal e depois prosseguiam com a leitura.

Harry gostava daqueles momentos.

Era um pouco estranho ler sobre magia negra sentado no colo de Tom, mas havia certa familiaridade naquilo, como se ele tivesse entrado em contato com o seu próprio lado sonserino, um lado no qual quase o colocou na mesma casa de Tom.

Harry balançou a cabeça enquanto bufava ao voltar pra realidade, expulsando os pensamentos com o remexer dos ombros.

“Ora, é quase como se eu estivesse apaixonado por ele!!!” ele se recriminou mentalmente, fazendo uma careta de indignação.

Harry voltou a se concentrar no seu objetivo, algo que parecia ser impossível: fazer com que Alfa Tom Riddle, o Herdeiro de Salazar Sonserina, estudante-modelo e fodidamente perfeito, declarasse seu amor por ele, que ficasse em seus pés.

Harry queria quebrar Tom, arruinar aquela aura de pretensão que o sonserino mantinha, queria fazer com que o mais velho fosse completamente escravizado por seus encantos.

E ele sabia que Tom desejava fazer a mesma coisa com ele.

Os dois eram jogadores ardilosos e manipuladores, e quando se encontravam era sempre travada uma espécie de xadrez mental onde qualquer palavra dita ou olhar dado era uma movimentação das peças pelo tabuleiro em um perigoso jogo de sedução e tensão sexual.

E se tinha uma coisa no qual Harry jamais admitia era perder.

Já propriamente vestido, Harry caminhou até o subsolo de Hogwarts onde ficava a sala particular de Tom próxima da entrada do salão comunal da Sonserina, um lugar onde ele recebia os estudantes de sua casa assim como atendia alunos de outras casas em busca de orientação estudantil.

- Entre... – a voz do alfa soou abafada após ter escutado batidas.

Harry respirou fundo, entrando na saleta e fechando a porta atrás de si.

Como de se esperar, Tom estava sentado atrás de sua mesa de ébano, escrevendo qualquer coisa com sua elegante pena verde-escuro.

Harry pigarreou, chamando-lhe atenção.

- Oh... – Tom disse ao vê-lo, um sorriso charmoso aparecendo em seu semblante – O que devo a honra de ter sua encantadora presença, meu doce... e adorado... Harry.

Harry sorriu ao ouvir seu nome, que soava como açúcar venenoso nos lábios do Rei dos Sonserinos. Ele caminhou até o alfa, mas ao invés de se sentar em uma das cadeiras da frente, ele se encostou na mesa, ficando ao lado do rapaz mais velho.

- Estava passando por perto... E resolvi te visitar. – Harry disse brincalhão.

Tom estreitou os olhos.

- Aqui... no subsolo? Nas dependências da Sonserina? – Tom ergueu a sobrancelha, não acreditando naquela desculpa.

- Ooops... – Harry piscou para ele de forma atrevida, erguendo as mãos em redenção – Pego no flagra!

Tom sorriu, balançando a cabeça e se recostando em sua imponente cadeira de couro-de-dragão em uma pose relaxada.

Os dois se olharam por longos segundos, o alfa umedecendo os lábios enquanto que Harry fitava com atenção.

Não havia melhor palavra pra descrever Tom do que deslumbrante.

Seu rosto parecia ter sido esculpido por algum grande mestre, com um maxilar forte e másculo, lábios rosados cheios, nariz aristocrático, olhos negros e cabelos sempre perfeitos. Tom era alto, forte, tinha uma pele branco-porcelana que o fazia parecer uma estátua de mármore de algum antigo deus pagão, forte e poderoso.

Talvez fosse Ares, deus da guerra e da violência... Ou Hades, o deus do submundo e da morte, sombrio e avesso aos mortais... Sim... Tom definitivamente seria um Hades... Um Hades sexy e perfeito.

- Cansado de quebrar corações por hoje, Harry? – Tom perguntou, tocando seu próprio queixo.

Harry piscou os olhos de maneira inocente e sorriu para ele.

- Não faço a menor ideia do que está falando... – Harry brincou.

“Sim, e quero fazer isso com o seu...” ele completou mentalmente.

Os dois riram alto, começando a sentir as primeiras pontadas de atração mútua.

Logo em seguida, Harry se sentou na mesa de Tom, cruzando as pernas ao ficar de frente para ele, apoiando-se com as duas mãos para trás em uma pose relaxada e natural.

Tom o observou com curiosidade e fascínio.

Olhando para o lado, Harry viu a cigarreira de prata de Tom no qual estava gravada com suas iniciais e com o desenho de uma cobra. Com um sorriso travesso, Harry pegou o objeto, abrindo-o e sacando um cigarro para si.

- Acende pra mim? – ele perguntou com doçura.

Tom sorriu ao se levantar da cadeira e pegando o isqueiro no bolso de seu paletó, acendendo o cigarro de Harry e vendo o ômega levar ele até seus lábios de maneira sensual.

- Você não deveria fazer isso... – Tom advertiu, se aproximando do menor.

Harry tragou o cigarro e vaporou a fumaça lentamente, de maneira quase desafiadora.

- Vai me punir? – ele perguntou, sua voz em sussurro quente e mordendo o lábio inferior.

Tom sorriu, se aproximando mais dele e pegando o cigarro aceso em seus dedos, tragando também.

Harry suspirou, seu ômega interno ronronando a ver o quão másculo Tom parecia ao fumar seu cigarro, como se fosse um verdadeiro bad boy.

- Eu deveria. – ele respondeu – Eu deveria punir você.

Harry sentiu seu coração bater mais forte, incapaz de controlar a excitação dentro de si.

- Isso é uma promessa? – Harry indagou de forma falsamente inocente.

- Você quer que seja? – Tom respondeu, colocando a mão na coxa e cintura do grifinório e apertando de maneira possessiva.

A porta da sala se abriu de supetão, fazendo com que Harry virasse a cabeça para ver quem os interrompera de forma tão rude.

- Milorde, eu... – a voz feminina estridente parou ao ver a cena em sua frente.

Era Bellatrix Black, prima do padrinho de Harry, Sirius.

Harry não fez menção de se mover, apenas encarou a ômega em sua frente de maneira fria.

Ele odiava Bellatrix. Achava ela irritante, detestável, arrogante, extremamente deplorável com seus comentários racistas e elitistas em relação aos outros alunos e até mesmo professores.

Mas havia outra razão pelo qual Harry repudiava a sonserina: Harry considerava Bellatrix a sua rival, ambos disputando a atenção de Tom - exceto que Harry tinha êxito, enquanto que ela não.

Todos sabiam que ela era loucamente apaixonada por Tom, seguindo-o com a mesma obediência e dependência que a de um filhote de cachorro carente por qualquer migalha de atenção.

Ás vezes Harry até sentia dó dela.

Ás vezes.

- Saia. – Harry ordenou em um tom frio. – Agora!

Ele viu o rosto dela ficar vermelho, a fúria visível em seus olhos enquanto os dedos acariciavam o cabo de sua varinha.

- Como ousa falar assim comigo, seu vira-lata mesti... – a voz aguda dela soou dolorosa nos seus ouvidos.

Tom, que ainda permanecia olhando para Harry de forma fascinada, ergueu os dedos em direção a ela.

- Você o ouviu, Bella. – ele disse, não se dando o trabalho de olhá-la. – Deixe a minha presença. Agora.

Harry assistiu a boca pequena de Bellatrix tremer, seus olhos ficando embargados de lágrimas furiosas e traídas.

- Você o ouviu. – Harry sussurrou na direção dela.

Em um movimento rápido, ela saíra e batera a porta atrás de si de forma dramática – ela sempre era dramática - fazendo revirar os olhos.

Olhando para frente, Harry levou sua mão até o colarinho da camisa de Tom, erguendo seu rosto  para cima ao ver o alfa mais alto... Tão alto e tão lindo...

- Acho que você quebrou o coração dela, Tom... – Harry disse, pegando o cigarro dos dedos de Tom e sugando a nicotina. – A pobre coitada vai encharcar o travesseiro de tanto chorar...

- E você se importa? – Tom sorriu de maneira cínica.

Harry sorriu para ele, seus dedos acariciando a gravata verde e prata do maior.

- Não... Eu não me importo. Por mim que aquela vaca desidrate de tanto chorar. – Harry respondeu friamente – Espero que ela não ouse querer me torturar quando eu estiver andando desprevenido...

O grifinório viu flashes vermelhos aparecerem nas írises escuras do alfa.

- Eu a mataria se ela ousasse erguer a varinha contra você. – ele respondeu.

Harry sentiu suas bochechas esquentarem, virando o rosto de lado por um segundo ao apreciar aquele lado protetor que Tom tinha.

- Bom saber... – ele concordou com a afirmativa – Por que você tolera ela? Ou eles todos?

Tom franziu a testa, sentindo-se confuso.

- Porque você se dá ao trabalho de ter que aguentar esses vermes? – Harry indagou – Você é tão melhor e superior do que eles...

Tom sorriu para ele de maneira galante e arrogante.

- Você acha?

- E não ‘acho’, eu sei. – Harry disse com honestidade. – Você, assim como eu, é um meio-sangue e não há nada de errado nisso... Você é certamente mais talentoso e poderoso do que esses filhotes de incesto que se acham superiores, mas são uns verdadeiros merdas.

Os olhos negros de Tom o fitaram com fascinação, suas mãos segurando a cintura.

- Oh Harry... – ele disse, encostando a testa na do ômega. – Você é cheio de surpresas, não?

Harry sorriu, suas mãos acariciando a nuca do rapaz mais velho.

- Olhe pra mim e diga que eu não sou a coisa mais maravilhosa no qual você colocou os olhos sobre... – Harry sussurrou com um sorriso, olhando nos olhos do alfa.

Tom o fitou intrigado, sorrindo aos poucos.

- É... – ele disse em um tom baixo, se afastando como se realizasse algo importante – Você definitivamente é...

Harry sorriu, tragando o cigarro.

- Você é único. – Tom disse, olhando atentamente para Harry. – Da mesma forma que eu sou único.

Tom pausou, erguendo sua mão até o rosto delicado do grifinório.

- Você é uma flor rara, Harry Potter... – ele sibilou o nome dele como se fosse uma cobra.

Harry deu um pequeno riso de escárnio.

- Sou tudo, exceto uma flor... – ele revirou os olhos.

O polegar de Tom acariciou a boca rosada de Harry, que por impulso abriu os lábios e lambeu o dedo como se lambesse um pirulito, olhando-o no fundo dos olhos.

Tom sentiu seu pau se contrair dentro da calça ao ver Harry chupando seu dedo.

- Você vai ser o meu ômega. – Tom disse de maneira resoluta e incontestável, voltando a segurar Harry pela cintura.

- Oh... – Harry fingiu surpresa. – É mesmo?

- Sim. Você vai ser o meu ômega, Harry Potter. – ele disse, aproximando-se dele como uma cobra – Meu e somente meu!

Harry respirou fundo.

- Eu não sirvo pra ser esposinha. – ele respondeu, esfregando a ponta do cigarro no cinzeiro para apagá-lo.

- E se não for para ser uma simples esposa? – Tom disse, sorrindo de lado, parecendo mais convencido do que falava. – E se você fosse algo mais do que isso...

- Como o quê exatamente?

- Meu consorte... – Tom se aproximou de Harry, encarando-o com intensidade – O consorte do futuro e mais poderoso Lorde das Trevas que o mundo bruxo já viu.

Harry deu um pequeno sorriso.

- Eu?

- Sim, você.

- Porque não Bellatrix ou os outros ômegas puro-sangue de sua casa? – ele disse – Tenho certeza que elas abririam as pernas e ofereciam os pescoços pra você em um segundo.

- Elas são inúteis para mim. Não estão a par de minha altura... Da minha grandeza... – ele disse em um tom baixo – Não estão a par da nossa grandeza.

Harry arregalou os olhos para ele.

- Sim, Harry... – Tom prosseguiu. – De nossa grandeza. Existe eles... Medíocres e comuns... E existe nós... Destinados a grandeza e a glória.

Tom acariciou a cintura fina  de Harry.

- Você é o meu par ideal... O único digno de ter meus filhotes... Meus descendentes... De carregar minha linhagem nobre. – ele sorriu, acariciando o ventre plano do ômega. – O único digno de ser meu companheiro.

“Oh... Intenso... Isso é muito intenso...” Harry arfou mentalmente.

- Não me diga que você é mais um alfa louco por casamento e por ter filhos, Riddle... Estou decepcionado. – Harry respondeu com a voz trêmula.

Tom riu, jogando a cabeça para trás com aquilo.

- Surpreendente não? – ele disse de maneira leve – Nem eu mesmo pensei nessa possibilidade até agora pouco.

- Sim. Você não é o tipo de homem que imagino sendo marido e pai, Tom. – Harry rebateu. – Eu nem imagino você gostar de crianças.

Tom fez uma careta.

- Bom ponto. Não gosto de crianças. – ele disse enojado, mas algo fez os olhos dele brilharem, como se visualizasse algo a sua frente – Mas devo confessar que a ideia de ter filhos com você é... Tentadora.

O sonserino sorriu ainda mais.

- Nossos filhos seriam poderosos e influentes... Líderes natos como nós dois somos.

Harry respirou fundo, engolindo o seco ao se concentrar nas suas palavras.

- A única vantagem que estou vendo é pra você! A única coisa que obteria com isso é ser sua cadela parideira!

Tom gargalhou, sua voz grave enchendo a pequena sala que parecia menor a cada instante que passava. Céus... Era impressão de Harry ou ali estava ficando mais quente que o normal?

Tom segurou a mão dele, beijando os nós de seus dedos de maneira cavalheiresca.

- Não, Harry... Você seria minha rainha. – ele sussurrou – E seria tratado assim por toda a ralé, desde os nascidos-trouxas até esses patifes puro-sangues que você mesmo despreza... Como eu mesmo os desprezo.

Harry sorriu ao sentir borboletas no estômago, mas ignorou a sensação.

“Foco” ele pensou de maneira prática.

- Oh Tom... Você não percebeu? Eu já sou uma rainha. – ele debochou ao dar de ombros de forma despreocupada, mas soando firme.

- O que me faz ser o par ideal para você... – Tom rebateu ao repetir seu ponto – Eu sou o seu rei. O seu alfa. E você sabe porquê?

Tom segurou Harry pela parte de trás de seus cabelos, fazendo o grifinório soltar um som de surpresa.

- Por que eu conheço você. – Tom disse com um sorriso maligno – Eu sei que dentro de você há escuridão assim como há em mim... Você consegue sentir não é? Sua magia consegue sentir a minha... Seu ômega deseja se submeter ao meu alfa e meu alfa deseja você, e sabe por que, doce Harry?

Tom apertou os dedos nos cabelos de Harry.

- Por que você no fundo deseja, você implora para ser tomado e dominado por um alfa como eu... – Tom beijou o pescoço de Harry, raspando seus caninos na pele delicada – Por um homem como eu... E não por aqueles meninos no qual você se diverte ao quebrar os corações deles... Você é tão cruel e insensível Harry... E tão delicioso...

Harry arfava rápido.

- VAI SE FUDER!!! – Harry rosnou e gemeu ao mesmo tempo, seus dedos apertando os ombros fortes do mais velho ao tentar empurrá-lo ao mesmo tempo em que queria o agarrar.

Tom estalou língua no céu da boca como se estivesse se divertindo.

- Não, não, não, Harry... O que você deseja dizer e que está na ponta da sua língua é ‘me foda, Tom...’ – ele sussurrou no ouvido – ‘Me coma aqui... Bem bruto e forte... Me encha com seu pauzão...’

Harry cerrou os dentes, mas logo teve de abrir a boca ao sentir a língua quente de Tom o beijando com avidez, as mãos dele o segurando com firmeza, impedindo-o de sair de sair.

Era uma ação inútil, pois não havia força humana ou mágica que fosse capaz de separá-lo naquele momento do beijo que o sonserino o dava. Tom se afastou do beijo aos poucos, mordiscando o lábio de Harry que gemeu ao se separar dele.

- Pede vai...

- Hã...?

- Pede pra que eu te foda... – Tom sussurrou.

Harry fechou os olhos com força.

- Pede pra que eu te possua aqui mesmo... – ele prosseguiu, beijando o pescoço dele, uma mão entrando por baixo de sua saia. – Pede pra mim...

Harry sentiu Tom afastar sua calcinha e enfiar a ponta de seus dois dedos dentro de sua entrada, movimentando eles em um movimento similar a de uma tesoura.

O grifinório abriu os olhos, encarando Tom por alguns segundos, vendo um brilho diferente no olhar dele.

Um brilho de ardoroso que parecia adoração.

- Você está apaixonado por mim... – Harry disse lentamente.

Tom piscou os olhos e ficou encabulado.

- Você está... – ele prosseguiu, incapaz de conter aquela sensação embriagante de vitória. – Você está apaixonado por mim!

- Eu se eu estiver? – Tom respondeu ao recobrar a voz, penetrando seus dedos mais fundo e fazendo com que o ômega gemesse. – O que você diria para mim?

Harry riu baixinho.

- Eu diria ‘coitado de você!!!’ – ele respondeu com honestidade, fazendo com que Tom desse um sorriso maior ainda.

- É por essa razão que você é o meu ômega. – ele disse.

Incapaz de resistir, Harry puxou Tom pela gravata beijando-o da forma mais lasciva possível.

Com um estalo de dedos, o alfa trancara a porta da sala, impedindo que alguém os interrompessem, e com um movimento da mão, ele jogou os objetos da mesa no chão, fazendo com que o tinteiro se quebrasse e sujasse o piso enquanto que rolos de pergaminho se espalhavam por todos os cantos.

Tom se afastara do beijo, fazendo com que Harry protestasse mas ficasse calado ao ver o que ele estava fazendo: se despindo.

Primero Tom tirara seu paletó de corte impecável e bordado com a insígnia da Sonserina... Depois desabotoara a camisa branca, desfazendo o nó da gravata verde-e-prata...  Por fim, tirou sua regata – Merlin, Harry tinha um tesão absurdo por alfas de regata... – e ficando nu da cintura pra cima.

“Porra de Deus grego!!!” Harry xingou ao ver o torso perfeito de Tom, o sonserino sorrindo de maneira arrogante ao saber que ele era impecável.

- Toque-me! – Tom ordenou.

Harry arfou trêmulo, erguendo sua mão e tocando o ombro largo do alfa, seus dedos acariciando a pele macia, quente e firme, assim como seus bíceps musculosos... O peitoral forte no qual crescia alguns pelinhos escuros fazendo parecer ainda mais viril... Oh, Harry adorava aquilo... As ondulações dos músculos do abdômen, assim como aquelas linhas em ‘v’ no qual abriam um caminho diretamente para o membro do alfa no qual ainda estava dentro da calça.

Harry suspirou ao tocar com a ponta dos dedos na borda da calça de Tom, que deu um sorriso de lado ao ver o olhar de desejo do mais novo. Se aproximando do outro, o herdeiro da Sonserina sussurrou no ouvido dele.

- Chupe o pau do seu alfa! – ele comandou, fazendo com que Harry ficasse vermelho e trêmulo como um virgem ao ser tocado pela primeira vez.

O grifinório engoliu o seco, sentindo a mão de Tom contra o seu ombro, obrigando ele a se ajoelhar.

E foi o que ele fez.

Em parte, Harry agradeceu poder ficar de joelhos, pois ele duvidava que conseguiria se manter em pé por muito tempo. Com as mãos instáveis, ele abriu a fivela do cinto de Tom, desabotoando a calça e abaixando o zíper.

Com a ajuda de Harry, Tom tirou a calça e os sapatos, ficando apenas de cueca, o volume generoso marcado no tecido, suas pernas separadas em uma pose dominadora.

- Adiante... – o sonserino ordenou ao erguer as sobrancelhas, olhando para o grifinório ajoelhado diante de si.

Engolindo a saliva, Harry foi abaixando a cueca e vendo o membro do outro balançar ao ser liberto da peça íntima e foi incapaz de conter um suspiro de admiração, pois não havia como não admirar.

Tom, como de se imaginar, tinha um pau que poderia ser descrito como magnífico: grande, grosso, com uma glande bonita e lustrosa como uma maçã e com veias rosadas ao longo do comprimento, levemente curvado pra cima como se fosse tão confidente e arrogante quanto o seu próprio dono.

Harry segurou a base do falo, ou melhor, ele tentou pois seus dedos mal conseguiam envolver toda a circunferência... E oh... Como era quente e pulsante em sua mão...

Tom sorriu de lado ao ver o olhar de desejo de Harry.

- Você ama o meu pau, não é? – ele disse.

- Não seja tão convencido... – Harry revirou os olhos ao soltar o sexo do alfa, mas sorriu para ele.

- Oh sim, você ama... Está estampado em seu rosto, Harry. – Tom afirmou, seus dedos se enrolando nos cabelos do menor enquanto a outra mão segurou seu pau e bateu o mesmo na bochecha de Harry  – Chupa! É seu.

Harry sorriu, lambendo a extensão do membro de Tom com a ponta de língua até abocanhar a glande, apreciando o gosto do pré-gozo no qual começava a ser expelido pelo alfa.

Tom colocou as mãos nos quadris e afastando mais suas pernas, deixando Harry em melhor posição para que continuasse a chupá-lo, hora e meia segurando ele pelos cabelos como seguraria as rédeas de potranca para o lembrar de sua posição submissa perante a ele.

Tom sorriu, sentindo uma onda de prazer se apoderar de seu corpo ao sentir a boca quente e os lábios macios de Harry percorrendo em seu pau, sugando-o de maneira faminta.

Harry parou de chupar o membro do sonserino, plantando beijos úmidos por toda extensão até chegar na base, inalando o leve cheiro de sabonete no qual emanava dos pelos púbicos de Tom... Ele amava aquilo, o fato de Tom ser sempre limpo e bem cuidado, como sua pele sempre cheirava a sabonete e o deixava ainda mais excitado. Harry chupou as bolas dele, uma de cada vez, olhando para cima e vendo que o alfa estava de olhos fechados, seus dedos apertando a superfície da mesa.

O grifinório continuaria a chupá-lo, se não fosse por Tom o ter afastado pelos cabelos, olhando para ele com olhos vermelhos, a verdadeira cor dos olhos de um alfa.

- Levante-se e desnude-se pra mim, ômega. – ele ordenou, sua voz parecendo mais grave.

Harry sorriu, sabendo que aquela era sua deixa de dar o xeque-mate em Tom.

Dando três passos para trás para que o outro o visse melhor, ele primeiro tirara suas sapatilhas, seguido do cardigã da Grifinória, a gravata vermelha-e-dourada, desabotoando a camisa branca e mostrando seu tronco nu.

Ou melhor, seu tronco quase nu, pois ele estava usando um sutiã de renda semi-transparente no qual não escondia e sim realçava seus mamilos rosados por debaixo do tecido. Era muito estranho usar sutiã, mas ele sabia que aquela frágil e delicada peça era capaz de derrubar Tom como se fosse um arranha-céu.

E bingo, lá estava Tom, com olhos arregalados e pupilas se dilatando como um tigre faminto.

“Strike nº1!” Harry pensou vitorioso.

Lentamente ele levou os dedos a lateral de sua saia plissada, abaixando o zíper que fez um suave zumbido metálico. Harry olhou para Tom, mexendo seus quadris e fazendo com que a peça caísse no chão e revelasse suas meias 7/8 presas pela cinta-liga e calcinha cor de rosa-pêssego.

Tom grunhiu, seus caninos crescendo enquanto seu pau pulsou com a visão em sua frente.

- Você gostou... – Harry perguntou com um sorriso doce, dedos acariciando a borda da calcinha - ...alfa?

Tom rosnou em aprovação, um fio de pré-gozo escorrendo da ponta de seu pau.

“Strike nº2!!!” o grifinório comemorou.

Tom segurou sua varinha, transfigurando a mesa e as cadeiras em uma cama de casal com dosséis que se assemelhavam a cobras, o colchão coberto por lençóis pretos e travesseiros macios.

- Meu!!! - ele grunhiu, avançando em direção a Harry que riu ao ser levantando pelos braços fortes de Tom e jogado na cama.

Harry colocou a mãos em cima de seu ventre de maneira recatada, olhando para Tom no qual parecia cada vez mais excitado, seu peitoral subindo e descendo a cada respiração profunda que dava, suas bochechas, antes pálidas, agora coradas pelo sangue, fazendo-o parecer mais como um homem ao invés de uma estátua pálida de um deus.

Ele gostou daquilo.

Ele gostou de ver que fizera Tom descer de seu pedestal, pois apesar de ser imponente e dominante, ele ainda era humano e vulnerável como qualquer outro alfa guiado pelo instinto.

Tom se sobrepusera em cima de Harry com facilidade, envolvendo o corpo do menor em um abraço apertado enquanto se enfiava entre as pernas deste, beijando e chupando seu pescoço e ombros.

- Meu!Tom repetiu.

- Seu? – Harry debochou, mordendo seu lábio inferior ao sentir o pau quente do alfa roçar entre suas coxas.

- Sim... Você... – Tom segurou o queixo de Harry, fazendo-o olhar para ele – Você é uma puta, Harry Potter!

Tom o beijou com força, sua língua explorando de forma quase faminta a boca do ômega no qual tinha seus gemidos presos na garganta, seus dedos longos enrolados no cabelo escuro e segurando-o com força.

- Mas você é a minha puta! – Tom completou ao se separar do beijo, com um sorriso sacana e possessivo. – Minha... Só minha...

Tom afastou a alça do sutiã, beijando a pele macia, descendo até os mamilos de Harry, sugando-os e ao fazendo-os enrijecer em seus lábios.

- Meu pra foder... – Tom sussurrou para ele – Pra marcar... Pra procriar... Pra arruinar.

Tom afastou a calcinha de Harry, introduzindo de forma quase impaciente o pau dentro da entrada escorregadia do ômega, que gemeu alto ao sentir aquela invasão.

- Ahhhh!!!!! – Harry mordeu o próprio punho, sentindo sua musculatura interna se reajustando ao sentir o pau grande do alfa dentro de si, uma parte sentido dor e outra aliviada por tê-lo dentro dele.

- Eu vou arruinar você!!! – Tom sussurrou no ouvido dele, seus dentes quase raspando no lóbulo da orelha, sua mão grande punhetando o pau de Harry dentro da calcinha – Eu vou foder essa sua bocetinha tão gostoso que você vai implorar pelo meu pau por todos os dias de sua vida!!!

Oh, ele não...

Oh...!

Harry poderia ter gozado ali mesmo, naquele exato momento pois Tom havia começado a fazer algo que o deixava louco: falar uma horda de baixarias e vulgaridades, dominando-o sem o menor esforço. Era por isso que ele gostava de Tom, era por isso que ele o tirava de fora de órbita: pois se os outros alfas no qual Harry se encontrava eram invariavelmente garotos – manipuláveis, presas ao invés de predadores -, Tom, por sua vez, já era um homem, um predador máximo.

Harry sentiu algo quebrar dentro de si ao constatar uma coisa que nem ele mesmo notara antes.

Tom era seu par ideal.

Seu companheiro, pois os dois eram feitos do mesmo barro podre, perverso e pervertido, dois lados de uma mesma moeda. Era por isso que Harry se sentira tão atraído por ele desde o início: pois ele se via em Tom e enxergava o sonserino exatamente como ele era, sem os artifícios...

E Tom também o vira, pois queria que ele fosse seu consorte, o único digno e poderoso o suficiente para estar do lado dele como seu legítimo companheiro e mãe de seus filhotes... O ômega de Harry ronronou em aprovação.

Poder atraia poder, e os dois viveriam em uma eterna batalha por controle em que poderia acabar tanto em um duelo ferrenho quanto a uma foda quente na cama.

Isso era amor?

Provavelmente não.

Era um sentimento ainda sem nome, único a eles dois, pois eles dois não eram como outros.

Harry gemia cada vez mais alto, fazendo ecoar sua voz por aquela saleta, assim como o som das estocadas de Tom e de seu saco batendo contra sua bunda, as mãos o segurando seus tornozelos com força, deixando-o de pernas abertas. Harry também não deixava barato, arranhando o peitoral de Tom e marcando sua pele com pequenas listras cor-de-rosa.

Em um movimento rápido, Tom tirou seu pau de dentro de Harry, e obrigando com que o grifinório ficasse de quatro no colchão.

Tom rasgou a bela calcinha que Harry usava a ponto de deixa-la em retalhos, deixando-o apenas com a cinta-liga e meias e sutiã, exibindo por completo entradinha avermelhada pelo atrito, o lubrificante natural de gosto e cheiro doce como cerveja amanteigada escorrendo pelas coxas.

- Tomm...!!! – Harry gemeu baixinho ao sentir-se vazio.

Tom sorriu ao ver a situação do outro, erguendo sua palma grande e dando tapa na bunda de Harry.

- IMPLORE!!! – ele rosnou em uma voz rouca.

Harry gemeu, sentindo seu canal se contrair involuntariamente.

- IMPLORE!!! – Tom outro tapa forte na bunda, deixando-a rosada.

- Ahhhh!!! – o grifinório gemeu mais pela surpresa do que pela dor.

Paft! Outro tapa.

- Implore pra que eu te foda como uma puta! Pra que eu goze dentro de você... – Tom praticamente riu como um insano – Implore pra que seu alfa goze dentro de você...

Harry cerrou os dentes, não querendo ceder aquele jogo de Tom.

- Implore pra que eu te engravide... – Tom sussurrou no ouvido dele, sua mão tocando a barriga de Harry de forma possessiva – Vamos Harry... Implore pra ter meu herdeiro...

FODA-SE!, Harry gritou mentalmente, arqueando sua coluna para trás e oferecendo-se para o sonserino, quase chorando de prazer... e de raiva.

Tom era um bastardo, um filho da puta pervertido desgraçado que o fazia se reduzir a uma coisinha pequena, necessitada e suplicante.

Harry tinha vontade de socá-lo com força, quebrar aquele nariz perfeito na base dos chutes até fazer jorrar sangue, mas ao mesmo tempo ele queria beijá-lo com força e sentar naquela rola até esquecer o próprio nome.

- Me fode, por favor... – Harry rosnou, seus olhos ficando dourados – Alfa!

Tom sorriu ao voltar a penetrá-lo, fodendo-o com tanta força, que Harry teve de ser segurado pelas ancas para que não fosse para frente tamanho o impacto no qual recebia o membro do adolescente mais velho.

Hora ou outra, Tom o segurava pelo cabelo ou colocava as mãos em seus próprios quadris, assistindo Harry rebolar em seu pau e se foder sozinho.

Inclinando-se pra frente, eles se beijaram de maneira apaixonada, como se dependessem de todo toque possível para que pudessem viver. Harry sentia como se fosse morrer de tanto prazer e a única forma de viver era tocar e ser tocado ainda mais pelo seu alfa, senti-lo cada vez mais fundo dentro de si até não existir mais nada a não ser Tom e ele.

Tom e Harry.

Alfa e ômega.

“Harry James Riddle…” seu ômega suspirou, repetindo seu nome mentalmente como um mantra.

Tom voltara a virá-lo de frente, se enfiando entre as pernas dele e penetrando-o com vigor, segurando-o pelas coxas enquanto que Harry o abraçava pelos ombros e o beijava.

Ao se separar do beijo, Tom se inclinou no pescoço de Harry, cravando seus dentes afiados na glândula odorífera do grifinório que gritou de surpresa, dor e prazer, enquanto que o sangue quente molhava a boca do sonserino, selando um ato que era mais sagrado que uma cerimônia de casamento.

Tom o havia reivindicado.

Tom o marcou com sua mordida, proclamando-o como seu ômega.

Harry agora era de Tom, ele sendo seu alfa.

O sonserino soltou o pescoço de Harry, lambendo a ferida ensanguentada que cicatrizava rapidamente.

Harry sentiu seu ômega uivar de felicidade em finalmente ter sido reivindicado pelo seu alfa, fazendo-o abrir mais as pernas como se quisesse garantir que Tom o engravidasse naquela mesma noite, que eles concebessem um herdeiro daquela nova linhagem.

O herdeiro dos Potter achou que sua parte racional iria se sentir furiosa com aquilo, mas ficou mais surpreso ao constatar que ele se sentia feliz.

Tão feliz e tão possesso por essa felicidade que ele segurou Tom pelo pescoço, cravando seus dentes na glândula do alfa.

Tom rugiu, pego pela surpresa em ter sido reivindicado por Harry, o pequeno segurando-o com seus dentes como um lobinho teimoso para depois lamber a ferida da mesma forma que fizera.

Ômegas reivindicarem alfas com mordidas era algo raríssimo de acontecer, quase um tabu social, pois a mordida era um sinal de submissão e por isso raramente acontecia  tal coisa durante o acasalamento.

Mas Harry não era um ômega comum.

Tom olhou para Harry com arregalados em choque, sua boca ainda manchada pelo sangue que se esticou em sorriso lindo e violento.

- Meu ômega. – ele grunhiu com olhos vermelhos.

- Meu alfa. Harry respondeu, beijando-o enquanto ambos sentiam o gosto do sangue misturado dos dois.

Não demorou muito para que Harry sentisse a base do membro de Tom inchar mais e mais, a musculatura interna da cavidade de Harry se esticando para comportar o nó massivo do alfa. Tom rosnara como um demônio, gozando fartamente dentro de Harry, apertando os quadris dele de forma dominadora.

Completamente suados, eles se beijavam lentamente, Tom cobrindo o corpo de Harry contra o seu enquanto ficavam engatados pelo nó, abraçando-o de maneira possessiva, beijando o pescoço no qual mordera enquanto dizia coisas românticas sem-sentido na sensual língua das cobras.

Estava feito.

Os dois haviam se tornado ômega e alfa, não havendo mais como voltar atrás.

Harry seria de Tom e Tom seria de Harry.

Tom estalara os dedos, invocando uma caixinha preta de veludo contida no bolso de seu paletó, abrindo a mesma na presença de seu ômega: confeccionado em prata e tendo uma pedra negra lapidada, o anel dos Gaunt, uma relíquia que havia sido passada por gerações e sendo usada pelos ômegas que contraíam noivado com os alfas da família de Tom.

Algumas vezes Tom exibia o anel publicamente no salão comunal da Sonserina, sorrindo ao ver o olhar de puro desejo e quase desespero das ômegas puro-sangue de sua casa, todas querendo ser reivindicadas por ele e usar aquele anel. Bellatrix por vezes parecia ser capaz de assassinar só para  ter aquele privilégio.

- Para o meu único e verdadeiro consorte. – Tom disse ao segurar o anel, olhando para Harry.

Harry sorriu enquanto que o alfa colocava o anel em seu dedo delicado, incapaz de admirar o quão bonito ficava em sua mão.

Eles se beijaram mais uma vez.

“Harry James Riddle...” Harry pensou ao abraçar e beijar Tom, seu alfa “É... Soa definitivamente bem!”

...

...

...

No dia seguinte a notícia da união de Harry e Tom caiu como uma bomba em Hogwarts.

Enquanto que o novo casal caminhava de forma imponente e majestosa pelos corredores – Tom guiando Harry com o braço de maneira afetuosa, este último usando o legendário anel de noivado dos Gaunts – os alunos reagiam de maneira adversa.

Muitos ficaram chocados ao ver o grifinório e o sonserino juntos, mas havia alguns que pareceram muito mais do que chocados.

Cedrico Diggory chorou como uma criança ao ver a cena, saindo da presença de todos e deixando sua namorada, Cho Chang sem entender nada.

Cómarco McLaggen parecia profundamente ofendido, esbravejando aos quatro ventos o quão era injusto.

Draco Malfoy parecia perdido e chocado e magoado.

Bellatrix ficara desolada, gritara em seu dormitório e se ameaçara se jogar da torre de astronomia.

Severo Snape, Sirius Black, Lily e James Potter pareciam consternados ao saberem da união súbita de Harry com Tom.

Ron e Hermione, seus amigos betas, ficaram aturdidos.

Não importava.

Harry sorria ao pressionar sua bochecha no braço de seu alfa, do seu glorioso e perfeito marido, o futuro Lorde das Trevas, no qual reinaria junto dele como sua rainha, ao lado dele e tendo seus filhotes, concebendo uma nova linhagem mágica poderosa... Talvez Harry já estivesse grávido naquele exato momento.

E, se Harry fosse esperto e usasse sabiamente seus poderes de manipulação e sedução, ele poderia até mesmo convencer Tom a deixá-lo manter seus “brinquedos”.

Afinal, como ele poderia ficar sem seu manipulável Draco, seu doce Cedrico, ou até mesmo o saco de músculos acéfalo que era Córmaco?

Harry era possessivo com seus pertences. Ele não queria perdê-los.

Oh não ... Definitivamente não.

E enquanto estava ao lado de Tom, com a mão na barriga em uma pose sugeria maternidade, Harry traçou esboços de planos nos quais ele trazia Draco, Córmaco e Cedrico para o lado dele, o lado das trevas, fazendo-os servir seu alfa e consequentemente ele.

Tom lideraria um exército de seguidores sendo estes movidos pelo medo, enquanto Harry teria mais três alfas que fariam qualquer coisa por ele puramente por amor.

Estava decidido. Como ele ainda não sabia, mas ele daria um jeito, afinal, ele fora o ômega que conquistou o coração de Tom Riddle.

Nada era impossível.


Notas Finais


Se você leu essa putaria pervertida até aqui, meus parabéns kkkkkkkkkk

Fato curioso: enquanto escrevia esse capítulo, ficou claro pra mim que seria impossível não fazer com que Tom e Harry não se reivindicassem. Eles tem uma energia e tensão sexual TÃO grande, que eu me senti verdadeiramente coagido por eles dois.

Eles são como Scarlett O'Hara e Rhett Butler (no qual indiretamente serviu de minha inspiração): cheios fogo, desejo, aversão, ódio e amor que se misturam em um só e o resultado é essa paixão violenta..

Obrigado Rainha Lana del Rey por suas músicas como 'Cola' (que deu origem a essa fic), 'Lolita' (que é basicamente a personalidade charmosa e piranhesca de Harry) e 'Burning Desire' (que seria a música tema desse capítulo).

Enfim gente, muito obrigado por lerem se puderem, por favor, comentem!

E caso queiram me seguir no Twitter: https://twitter.com/muffin_paradise.

FUI.


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