História Butterflies - Capítulo 10


Escrita por: e Sarangkor

Postado
Categorias Girls' Generation
Tags Taeny
Visualizações 603
Palavras 2.843
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), FemmeSlash, Fluffy, Literatura Feminina, Orange, Romance e Novela, Shoujo-Ai, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


minha cabeça tá doendo, desculpem a falta de papo!

Capítulo 10 - DR de cá... DR de lá...


Tiffany

 

Uma das coisas mais difíceis que já fiz foi me despedir de Taeyeon aquela manhã. Céus eu não imaginava que seria assim. Parecia que não nos veríamos por um mês inteiro, mas seriam apenas horas. Acho que foi por conta do grande tempo que ficamos separadas. Entrei no ônibus e suspirei. O tempo vai passar rápido, logo voltarei para ela.

 

Assim que cheguei no hospital bati o meu ponto e segui para o conforto médico para deixar minhas coisas. Tirei o jaleco da mochila quando escutei a porta se abrir novamente. Sooyoung estava com uma cara terrível.

 

— O que aconteceu com você? — Perguntei preocupada.

 

— Exagerei ontem. — Respondeu passando por mim.

 

Rolei os olhos.

 

— Te avisei para dormir cedo.

 

— Eu lembro. — Sooyoung bocejou. — O que teremos hoje?

 

— O dia cheio! Quando o Dr. Park ver sua cara eu não quero estar perto.

 

— Perto de quem? — Luna perguntou abrindo a porta.

 

— Só olhar a cara dela. — Respondi apontando para Sooyoung.

 

Luna riu.

 

— Você está terrível!

 

— Obrigada. — Sooyoung disse sarcástica. — Mas não sou a única.

 

Nesse momento Minho entrou na sala acompanhado de Seohyun. Os dois estavam com a mesma cara que Sooyoung. Talvez um pouco pior.

 

— Vocês foram para a balada e nem me chamaram?!

 

— A gente se encontrou lá sem querer. — Seohyun explicou com a mão na cabeça. — Bom dia.

 

— Temos que sair esse final de semana! Vamos todos, conheço um lugar ótimo! — Luna falou animada.

 

— Se conseguir convencer essa daí. — Sooyoung apontou para mim.

 

— Tiffany você tem que vir com a gente.

 

— Não, não, não. — Neguei prontamente. — Não gosto desse tipo de lugar.

 

— Vai ser divertido, Fany. — Minho se juntou a Luna. — Você pode aproveitar para levar sua gatinha. Assim a gente conhece ela.

 

— ISSO! — Luna concordou. — Oportunidade perfeita.

 

— Argh! gatinha não. — Resmunguei torcendo o nariz.

 

— Qual o problema? — Seohyun franziu a testa. — Não está mais com ela?

 

— Não! Quero dizer, sim estou com ela. — Me enrolei causando uma risada em Sooyoung.

 

— Ela não gosta do termo “gatinha”. — Explicou por mim.

 

Todos riram.

 

— Hey gata, vamos sair!

 

— Vai ser divertido, gatinha.

 

— Não acredito que vai deixar a gente na mão, gata.

 

— Vamos, gata.

 

Eles ficaram repetindo isso muitas vezes até que balancei a cabeça repetidas vezes querendo gritar com todos, mas não podia. Ainda estávamos em um hospital.

 

— Tá, tá, tá! Eu vou.

 

Eles bateram palmas comemorando até que a porta foi aberta e Amber entrou.

 

— O que eu perdi?

 

[...]

 

A manhã até que passou rápida. O plantão começou agitado com um acidente que ocorreu no centro. Os feridos foram enviados imediatamente para cá e ficamos ocupados com eles por bastante tempo. Perto do almoço me juntei aos outros no refeitório e comemos em um silêncio anormal, mas compreensível. As únicas dispostas naquela mesa eram eu, Amber e Luna.

 

O turno da tarde foi um pouquinho mais lento. Mas igualmente cansativo. Encontrava com Minho algumas vezes pelos corredores do segundo andar, mas não tínhamos tempo de trocar uma palavra. Seu orientador parecia irritado e poderia apostar que era por conta da farra de ontem à noite.

 

Agora à prova de fogo seria o turno noturno. Ele não era tão agitado quanto o dia, geralmente era bem calmo. Em Seoul costumava ser assim e Sooyoung odiava pois ficava com vontade de dormir. Nisso eu tinha que concordar com ela. Quase perto da meia noite havíamos nos dividido em três grupos para dormir. Eu havia ficado no segundo junto com Sooyoung, Amber e Luna foram primeiro. Troquei algumas mensagens com Taeyeon no tempo livre, mas não demorei muito já que estava tarde e ela precisava dormir. O resto tempo passou lentamente até que Amber e Luna voltaram e me despedi dos outros com Sooyoung.

 

— Eu estou morta! — Sooyoung disse se jogando na cama.

 

— Tira o tênis de cima da cama. — Bati na canela dela. — Vai dormir com o jaleco também? Vai amassar todo!

 

— Aish, que coisa chata. — Sooyoung se sentiu na cama. Puxou o jaleco e o jogou na cadeira ali próximo. Tirou os tênis em tempo recorde e voltou a deitar na cama. — Satisfeita?

 

— Muito. — Fui para a outra cama e deitei a cabeça no travesseiro. Fechei meus olhos pronta para dormir, mas escutei meu nome ser chamado. — O que?  

 

— Por que ainda não me deu uma resposta sobre minha proposta?

 

Franzi a testa.

 

— Que proposta? — Perguntei confusa. Entendam, era de madrugada o sono estava enorme e sempre ficava lenta nessa hora.

 

— Sobre dividir o apartamento comigo.

 

Aquela frase me despertou.

 

— Ah, eu. — Quis me estapear por demorar em achar uma resposta. — Cabeça cheia.

 

— Cabeça cheia? — Perguntou claramente desconfiada. — Foi a melhor desculpa que achou?

 

— Não é uma desculpa. — Disse rápido. Me sentei na cama e fitei ela do outro lado. — É só que…

 

— Não quer largar Taeyeon? — Desviei o olhar. — Estou certa.

 

— Não é bem assim, Soo.

 

— Como é então? — Ela também se sentou. — Tiffany era só dizer que não queria, custava falar?

 

— Eu não queria te magoar. — Encolhi os ombros. — Por que está tão irritada?

 

— Por que você prefere ficar com Taeyeon do que comigo, que te conheço a vida inteira.

 

Sooyoung cruzou os braços.

 

— Soo você não está entendendo.

 

— Eu já entendi. Até dois meses atrás você não tinha visto ela pessoalmente, agora já está morando no quarto dela.

 

— Essa escolha não é sua. — Respondi incomodada. Porque de repente ela estava falando nisso? — O que você tem?

 

— Estou tentando abrir seus olhos! — Sooyoung começou a gesticular, ela fazia isso quando estava irritada. — Você está indo rápido demais. Não é do seu feitio.

 

— Acho que já sou grandinha o suficiente para fazer minhas escolhas, Sooyoung.

 

— Foi ela que te disse para dizer não?

 

A olhei sem acreditar.

 

— Está tirando com a minha cara?

 

— Não.

 

— Quando no mundo faria algo porque alguém me disse para fazer?

 

— Quando você iria preferir ficar com ela do que comigo?

 

— O que diabos você tem?! — Perguntei irritada. — Pare de se comparar com ela!

 

— Por que? Taeyeon já está com mais espaço que eu? — Deu uma risada sarcástica. Suspirei e me levantei. Coloquei o tênis novamente e peguei o jaleco indo para a porta. — Onde vai?

 

— Trocar de lugar com alguém, você está insuportável.

 

Não fiquei para escutar a resposta que provavelmente ela iria retrucar. Bati a porta e fui em direção dos corredores.

 

[...]

 

Não havia dormido um minuto sequer. Sooyoung e eu nos evitamos o máximo que conseguimos durante o restante do plantão. Agora estava dentro do ônibus com o pior humor possível indo para o hotel. A viagem pareceu rápida, e quando menos esperei o veículo parou. Joguei a mochila no ombro e fui emburrada na direção da entrada.

 

— Fany-ah.

 

Só de ouvir aquela voz o meu humor melhorou um pouco. Ela veio animada ao meu encontro e tudo o que pude fazer foi me preparar para não cair. O abraço foi apertado, mas aos poucos foi diminuindo, pois não consegui retribuir.

 

— O que aconteceu?

 

— Estou cansada, com dor de cabeça e precisando dormir.

 

Taeyeon pareceu um pouco assustada com minha resposta rápida e direta. Não queria ser grossa com ela, então beijei a bochecha dela e segui direto para o elevador. A conversa que tive com Sooyoung ainda martelava minha cabeça. Ela sempre foi muito sentimental, mas não imaginei que reagiria daquele jeito. Fazendo aquele tipo de acusação. Levei minhas mãos até a cabeça e massageei as têmporas. Precisava dormir e então acordaria bem para resolver o problema.

 

Taeyeon

 

Alguma coisa não estava certa, eu podia sentir. Nunca vi Tiffany tão desanimada assim… Confesso que me senti um pouco chateada com sua atitude (ou falta dela).  A saudade que senti com sua ausência foi algo completamente novo e insuportável para mim.

 

Deve ter acontecido algo no hospital.

 

Mas e se não foi? Será que fiz algo de errado? Ela beijou minha bochecha, não deve ser isso…

 

Será que ela está interessada em alguém no hospital? Claro que não, sua boba.

 

Pensamentos como esses vagaram por minha cabeça a manhã inteira. Na hora do almoço, subi ao quarto para ver se ela já estava acordada, mas Tiffany dormia profundamente, como um anjo. Não tive coragem de acordá-la, apenas ajustei melhor o cobertor para que seu pescoço e ombros não ficassem expostos e desci para comer com o Heechul.

 

— Hm… Esse aqui é o melhor talharim do mundo! — disse meu amigo, ele tinha uma paixão especial pela cozinha italiana e um dos nossos chefs era italiano.

 

— É… — minha cabeça ainda estava presa ao assunto “Tiffany”.

 

— Que houve? — Heechul perguntou, observando bem o meu rosto.

 

— Nada. — respondi, simplesmente. — Por quê?

 

— Você elogiou a massa, mas nem provou ainda. Sua cara está bastante apropriada para um enterro.

 

— Eu só estou cansada. — repeti as mesmas palavras que ouvi mais cedo.

 

— Você não parecia nada cansada hoje pela manhã. Até mesmo trabalhou horas extras ontem para poder ficar a manhã de bobeira, mas acabou trabalhando mesmo. — sua expressão tornou-se pensativa e logo seus lábios formaram um “o”. — Deve ter brigado com a Fany.

 

— Não briguei com ninguém. — respondi prontamente.

 

— Aish, meu ship está afundando… — Heechul fez um beicinho de choro e eu tive vontade de dar na cara dele.

 

— Não aconteceu nada, tá bom? — falei, irritada. — Ela chegou estranha do hospital…

 

— Estranha como?

 

— Estranha, oras… Eu mal dormi com saudades dela… Aí quando ela me viu nem pareceu ter sentido minha falta. — falei, derrotada. Heechul fez uma cara de quem “compreendia tudo” e um longo suspiro.

 

— Não deve ser nada demais, Taeyeon-ah. Tenho certeza que ela sentiu sua falta sim.

 

— É…

 

[...]

 

Depois do almoço voltei a trabalhar, logo meu humor também ficou perigosamente ruim e eu me abstive de lidar com hóspedes. Hotéis são lugares que devem vender conforto, hospitalidade, ótimos serviços e atendimento. Um funcionário em “dia ruim” pode estragar toda uma “viagem de férias” de alguém, isso é muito sério. Por esta razão sempre peço para que os funcionários controlem seu humor quando forem lidar com os clientes. Como não dormi bem e trabalhei horas extras no dia anterior, tinha o direito de “sair mais cedo”.

 

Ao final da tarde, subi ao meu quarto para tomar um banho e descansar.  Quando entrei, encontrei a cama perfeitamente arrumada e, ao me dirigir ao banheiro, encontrei a porta trancada. Tiffany havia acordado e agora tomava banho. Ponderei sobre ficar ali ou simplesmente sair, ainda estava incomodada e meio “perdida” com o que aconteceu pela manhã.

 

Optei por sentar na cama, colocar os braços atrás da cabeça e deixar meu corpo cair sobre o colchão macio. Percebi então que passei muitas horas do dia anterior e o dia de hoje em pé e meu corpo estava pagando o preço por isso. Espreguicei-me um pouco, ouvi alguns estalos e fechei os olhos pelo que me pareceu dois segundos. Quando os abri novamente, ainda estava na mesma posição, mas não sabia dizer que horas eram. Estiquei o braço para tentar pegar meu telefone, tateei o colchão para tentar encontrá-lo e acabei encostando em algo extremamente macio e fofo. Em seguida, ouvi um riso abafado.

 

— Ah não, Boo! Sem cócegas. — a voz de Tiffany soou baixinho. Olhei na direção dela e a encontrei deitada de lado, a cabeça apoiada no braço, olhando atentamente para mim.

 

— Fany-ah… O que… Que horas são? — perguntei, confusa. É muito difícil acertar o horário corretamente dentro de um quarto de hotel com as cortinas fechadas.

 

— Você dormiu por uma hora, Boo. — disse, séria.  — Tava muito fofa, por sinal. Até fiz um vídeo.

 

— Yah! Vídeo não! — fiz menção de levantar, mas Tiffany colocou a mão sobre minha clavícula, impedindo meu movimento.

 

— Pra que a pressa, baby? — perguntou, inclinando seu corpo em minha direção e encostando os lábios nos meus.

 

Eu estava muito confusa. Primeiro ela me trata com certa “frieza” e agora passa uma hora me assistindo dormir e me beija? Sua  língua pediu passagem e eu simplesmente a concedi. Mesmo com toda aquela situação e confusão, eu era completamente dela. Não havia a menor possibilidade de eu negar qualquer coisa à Tiffany Hwang.

 

Ela me beijou de forma lenta, seus lábios praticamente se “arrastavam” sobre os meus e sua língua mal roçava a minha. Tudo isso me fazia querer acelerar mais as coisas, aprofundar mais o beijo, mas sempre que eu fazia qualquer movimento neste sentido, Tiffany afastava um pouco a cabeça, mordendo meu lábio inferior enquanto sorria. Ela estava me torturando. Fiz menção de levantar para tomar controle da situação, mas Tiffany me empurrou de volta para a cama e se posicionou em cima de mim, suas mãos dos lados da minha cabeça e minha cintura entre suas pernas.

 

— Eu te perguntei… — disse, inclinando-se, mas não o suficiente para encostar em meus lábios. — o motivo de tanta pressa.

 

Sua voz era rouca e eu estava em um transe, completamente seduzida por ela. Quando finalmente eu parei de lutar para tê-la, Tiffany voltou a me beijar devagar, aumentando o ritmo gradativamente. Eu queria fazer amor com ela ali, naquele momento, e estava prestes a perder completamente a razão quando um pequeno tremor em sua mão me lembrou de algo importante.

 

— Você não comeu… — falei em meio a um beijo e outro.

 

— Não estou com fome ainda. — ela tentou me enganar.

 

— Não? Hm… Mas eu estou. — insisti. Tiffany suspirou alto e deixou seu corpo cair ao meu lado na cama.

 

— Teimosa.

 

— Você. — falei, sorrindo. — Vamos jantar aqui hoje, o que acha?

 

— Maravilhoso. — ela se animou instantaneamente.

 

— Então pode pedir enquanto eu tomo um banho. — falei já me levantando.

 

— Okay.

 

Pensando bem, foi melhor mesmo não ter acontecido nada. O banho me ajudou a clarear a mente. Havia algo de errado sim… Tiffany normalmente não age assim, nosso relacionamento não é movido apenas pela atração física. A base de tudo são nossos diálogos, foi assim que tudo começou  e não fazia o menor sentido deixar isso de lado agora. Quando saí do banho, Tiffany zapeava entre os canais da Tv.

 

— Boo… — comecei, indo até ela na cama e sentando ao seu lado.

 

— Hm?  — ela parecia estar perdida em pensamentos também.

 

— Aconteceu alguma coisa? — repeti a pergunta feita durante a manhã. Tiffany desviou o olhar por um instante.

 

— Por que está perguntando isso? — ela disse. Sempre foi assim… Sempre que algo está errado ou ela não quer contar alguma coisa, ela me responde dessa forma, com outra pergunta.

 

[Flashback]

                      

Eu: Você esconderia ou mentiria sobre algo  pra não me magoar/chatear/me deixar  insegura?                      

 

Cheonsa <3: Por que está perguntando isso?

 

Eu: Curiosidade.

 

Cheonsa <3:  Depende da coisa em questão. Se fosse algo bobo eu talvez não contasse. Se for algo sério,       te contaria.

   

[Flashback off]

 

Eu sempre fui um pouco insegura em nossa relação, talvez por nunca ter estado em algo tão “sério” e, ainda mais, à distância… Quando eu achava que alguma coisa estava acontecendo e que estava ameaçando nosso relacionamento eu sempre chegava nela para conversar abertamente.

 

— Porque hoje cedo você estava um pouco estranha… E nem falamos sobre isso agora, achei que deveríamos.

 

— Eu estava cansada mesmo… E… — sempre tem um “e”. — Sooyoung e eu brigamos.

 

— O que houve? — perguntei, Tiffany realmente parecia muito preocupada.

 

— É a história de não ir morar com ela… Ela pensa que eu a estou trocando e que… — ela hesitou por um momento. — E que a gente está indo rápido demais.

 

— Você não a está trocando… Ela vai perceber isso com o tempo. — falei, mas a segunda parte me deixou um pouco pensativa.

 

— Acha que estamos indo rápido demais?

 

— Bem… Acho que, para o mundo, talvez estejamos sim indo “rápido demais”. Para eles a gente só se conhece há algumas semanas. Mas tem mais de um ano que namoramos e eu nunca tive tanta certeza sobre algo assim antes… — senti quando sua mão apertou a minha, em cima da cama.

 

— É assim que eu me sinto também… Mas não sei porque ela ficou tão brava por tão pouco… Não é como se a gente tivesse planejado morar aqui em Jeju há meses nem nada. — ela estava com cara de brava, mas eu podia perceber a tristeza em seus olhos. Sooyoung era sua amiga há tempo demais, brigar com ela deveria ser muito perturbador para Tiffany.

 

— Ela vai entender com o tempo, Fany-ah… Não fique assim. — com a mão livre, puxei sua cabeça para meu ombro e deixei que ela ficasse ali até a comida chegar.

 

[...]

 

Ficamos a maior parte do jantar em silêncio, Tiffany estava sem muito apetite, mas a fiz comer bastante. Ela não havia almoçado e era perigoso ficar tanto tempo assim sem comer. Quando estávamos quase terminando e depois de eu ter ficado um bom tempo pensando no que a Sooyoung disse, voltei a tocar no assunto.

 

— Fany-ah… Se você quiser, sabe… Desacelerar um pouco, a gente pode ir mais devagar. — falei, tentando soar imparcial e esconder a tristeza que isso me causaria.

 

— Você acha que deveríamos? — perguntou, surpresa.

 

— Eu acho que a gente deve fazer o que a gente quiser, sempre. Mas se por acaso for melhor para você se a gente…

 

— Não quero desacelerar, Taetae. — ela não esperou que eu terminasse e eu tive de sorrir com sua resposta.

 

— Ainda bem, porque eu também não quero.

 


Notas Finais


E aí, meus amigos?


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