História Butterflies And Hurricanes - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags Taegi
Visualizações 222
Palavras 1.097
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Romance e Novela, Violência
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Represália


Sexta-feira, 23h15min

Taehyung não gostava de ficar entre muitas pessoas.

Na verdade, odiava ficar entre as pessoas. Algumas vezes se irritava até com seus amigos próximos, então escapava para ficar sozinho em algum lugar.

E um desses lugares era um ônibus que ia até o centro da cidade e voltava. Naquela hora haviam apenas quatro pessoas, tirando o motorista, então Taehyung sentava-se em um dos últimos assentos, perto da janela, e ficava olhando o movimento da rua. Em seus fones de ouvido tocavam apenas músicas clássicas, porque eram as únicas que tinha paciência para ouvir sem que sua cabeça doesse.

A cidade passava-se pelos seus olhos que brilhavam pelas luzes noturnas. A noite era calma, mas vários jovens passeavam para festejar e aproveitar o início do fim de semana, quando não deveriam se ocupar com mais nada supostamente.

Taehyung nunca havia comparecido a uma festa. Achava estranho as pessoas gastarem tempo com aquilo porque não tinha certeza do que era até conseguir o contato com o mundo que deveria ter tido desde sua infância.

Mas sua infância havia sido complicada. Não apenas a dele, mas de todos os seus amigos. Eles, desde que se conheceram, passavam o tempo sempre juntos e arquitetando planos para saírem do lugar que estavam, enchendo-se de esperança pela felicidade que todos comentavam, mas que diziam que eles não poderiam ter.

E, quando escaparam, ainda sem encontrar a esperança ou felicidade, juraram vingança ao governo que os prenderem e os utilizaram como objetos de suas pesquisas. E juraram vingança também por todos as outras crianças e adolescentes que morreram nas mãos deles.

Suas vidas não estariam completas se eles não fizessem isso. Se era aquilo o que queriam para eles, então era isso o que seriam. Mas não para os motivos que queriam.

Taehyung ouviu dizer em um dos programas que viu Jimin assistindo que tudo o que desejam para outra pessoa volta em dobro no final. Talvez, por eles, o que desejaram estava voltando. E ele queria que aquilo acontecesse mais do que tudo. Daria sua vida para fazer com que eles sentissem metade do que havia sentido até aquele momento.

Jimin era a “cabeça do mal” do grupo. Ele quem planejava tudo, passando a maior parte do dia andando nas ruas e analisando os lugares e pessoas e montando na sua mente um plano.

Hoseok não tinha muitas coisas para fazer por ser o mais afetado pelos testes que o submeteram. Seus pensamentos eram tão rápidos que ele mesmo não conseguia acompanhar. Mas, ainda assim, era uma parte importante para o grupo. Quando Jimin passava as informações para ele, Hoseok ia até o local analisar por dentro. Fingia-se de alguém para poder entrar e observar a estrutura, segurança e quantidade de pessoas presentes em determinados horários.

Jungkook era responsável pela segurança deles. Os experimentos físicos o fizeram ter uma força maior do que seria o comum para um ser humano. Quando se tratava de corpo a corpo, Jungkook era quem liderava.

E Taehyung sempre fazia o que precisava fazer. Apesar de sua especialidade ser sua mente, arriscava-se com seu corpo também. Afinal, para isso que fora treinado todo aquele tempo.

Depois da explosão da bomba na terça-feira, os policiais estavam loucos tentando encontrá-los e decifrar o vídeo que haviam transmitido ao vivo para o país. Taehyung havia encontrado um jeito de fazer o mesmo entrar ao vivo em qualquer eletrônico que estivesse ligado.

A vingança havia finalmente começado. E eles haviam deixado isso explícito em um sinal com a bomba e a mensagem.

Todas as torturas, todos os testes, todos os sofrimentos e todas as melancolias que passaram e carregavam dentro de si seriam finalmente vingadas. Talvez a esperança existisse, mas a felicidade não.

Sabiam que fazer aquilo não traria felicidade para nenhum deles. Haviam aprendido que eles nunca poderiam se aproximar da mesma, então não se aproximariam.

Eram seres que não eram capazes de sentir emoções. Isso foi deixado claro nos últimos anos.

Desceu do ônibus quando ele parou novamente em um ponto perto da sua casa, andando em passos lentos até ela. Suas mãos estavam nos bolsos do casaco que, por mais que estivesse calor, ele ainda vestia.

Apenas Jungkook estava no apartamento. Estava sentado no sofá jogando um jogo que havia ganhado de Hoseok e, pelo o que Taehyung pode ver, ele apenas estava atirando nas pessoas dentro de um barco.

Quando pensava no quão malvado Jungkook era, tinha certeza dos seus pensamentos.

- Oh! Você já chegou – Jungkook se virou para ele e pausou seu jogo. – Onde você estava? – Taehyung sentou-se na cadeira vazia ao lado do sofá velho, voltando os olhos para Jungkook e dando de ombros. – Certo, você não vai falar. Eu já jantei, tem um pouco na geladeira da comida que Jimin deixou aqui.

Taehyung apenas balançou a cabeça e assistiu Jungkook jogar. Não sentia sono e também não queria dormir. Não queria ter pesadelos com lembranças do passado e, sempre que dormia, era algo relacionado a isso.

Os únicos sons que escutava era Jungkook xingando e os tiros na televisão e, mesmo assim, fechou seus olhos para que sua cabeça não doesse. Assim que Jungkook percebeu, desculpou-se e pausou o jogo, analisando o amigo.

O que ele havia passado não estava nem perto do que Taehyung e Hoseok haviam experimentado, principalmente por ter sido o último a ser recrutado para a base. Mas, mesmo por suas experiências, sabia o quão difícil era conviver com as lembranças.

Ele também sentia falta da voz de Taehyung. Ele não era muito de falar, mas não era do jeito que estava. Ele também sempre achava um jeito de ajudar Jungkook e, quando ele era chamado para passar por testes mais pesados, Taehyung não deixava que ele fosse e ia em seu lugar, fazendo-o submeter-se apenas com os testes mais leves.

Ele nunca soube o que acontecia, até ele ser a cobaia para uma das experiências que aconteceria com Taehyung.

Ainda lembrava-se do amigo preso, com vários fios conectados a sua cabeça, e sua expressão enquanto gritava para tirarem Jungkook dali. O mais novo não havia entendido nada até começarem a tortura.

Por um momento, Jungkook achou que morreria naquele dia.

- Eu vou dormir – Jungkook disse, se levantando e desligando o console do vídeo game. – Não durma tarde, tá bom?

Taehyung apenas balançou a cabeça e Jungkook sorriu, indo para sua cama.

Taehyung também lembrava-se da mesma coisa que Jungkook. Eles quase haviam matado o mais novo por sua culpa e nunca se perdoaria por isso.

- Que saco – Disse baixo antes de se jogar no sofá.


Notas Finais


obrigada pelos comentários no capítulo anterior ^~^


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