História Butterfly - marvel livro dois - Capítulo 17


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Categorias Capitão América, Gavião Arqueiro, Homem de Ferro (Iron Man), Homem-Aranha, O Incrível Hulk, Os Vingadores (The Avengers), S.H.I.E.L.D., Viúva-Negra (Black Widow)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Clint Barton, Dr. Bruce Banner (Hulk), Feiticeira Escarlate (Wanda Maximoff), James Buchanan "Bucky" Barnes, Maria Hill, Natasha Romanoff, Nick Fury, Pepper Potts, Personagens Originais, Peter Parker, Sam Wilson (Falcão), Steve Rogers, Visão
Tags Ação, Avengers, Capitão América, Clint Barton, Homem De Ferro, Marvel, Marvel Au, Natasha Romanoff, Steve Rogers, Tony Stark, Vingadores
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Palavras 7.296
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Dada às circunstâncias do capitulo passado vamos para as novas.
Que os jogos comecem.

Capítulo 17 - Did you miss me?


Brașov – Romênia

 

Os Vingadores não tinham muito tempo. Assim que terminaram de ler a carta misteriosa, todos foram vestir seus uniformes e juntar suas armas. A hora de conhecer a pessoa por trás de todos os atentados e provocações era agora. E agora estava mais do claro que, quem quer que esteja por trás disso, tinha Anya como seu principal alvo. E justamente por conta disto que Anya era a mais nervosa daquele quinjet.

Todos tinham expectativas diferentes sobre quem e o que eles encontrariam naquele lugar. Clint esperava encontrar Laura, Peter esperava encontrar May, Wanda esperava não entrar em curto novamente. Mas Anya não sabia o que esperar. Durante todo o caminho ela ficou tentando lembrar de todas as pessoas que passaram por sua vida, mas sempre se perdia no meio de memórias apagadas e de tantas pessoas desconhecidas.

Naquela altura, Anya desconfiava de qualquer um. Qualquer um do seu passado ou do seu presente poderia estar atrás daquilo. E ela estava cada vez mais paranoica com aquilo. Steve fez questão de se sentar ao lado dela, para que sempre que a respiração de Anya se acelerasse, ele segurasse sua mão transmitindo segurança. E por quase todo o trajeto, Steve e Anya permaneceram de mãos dadas, não se importando se alguém percebesse.

Assim que pousaram, exatamente as 4 horas e 15 minutos da manhã, a iluminação que vinha de alguns faróis implantados no quinjet fez com que Anya e Natasha percebessem que, aparentemente, nada havia mudado por fora. No interior da cidade, isolada de qualquer tipo de construção, havia uma pequena igreja católica, construída por volta do Século XIX. Mas aquilo era apenas uma fachada. As duas espiãs russas se entreolharam e então entraram na igreja primeiro.

“Uma Igreja? É isso?” Sam perguntou.

“Então... Nosso vilão é religioso? Agente Pavelöva, você tem algum tipo de desentendimento com o Papa?” Peter perguntou, tentando fazer uma piada na esperança que todo aquele clima tenso passasse por alguns segundos.

“Agora não é hora nem o lugar, Homem-Aranha.” Steve disse, fazendo o mesmo desfazer o sorriso por de baixo da máscara.

“Na verdade, eu tenho, mas isso não vem ao caso. E este lugar nunca foi uma Igreja.” Anya respondeu, guiando todos os outros da equipe para a parte de trás do altar.

Atrás de um enorme quadro da Virgem Maria havia uma porta secreta, que dava para um elevador muito mais moderno do que Anya e Natasha se lembravam. Com certeza aquele laboratório não estava inutilizado há décadas como eles pensavam. O elevador era grande e espaçoso, todos puderam usá-lo juntos. O que era um sinal claro de que vários agentes faziam uso daquele laboratório, caso contrário, um elevador comum já seria o suficiente.

“Esta Igreja foi construída no começo do Século XIX como fachada para que um grupo Anticristo pudesse se reunir em segredo. Durante décadas eles se reuniam e praticavam rituais numa pequena salinha no subsolo. Ninguém sabe como, mas aquele grupo depois de um tempo foi extinto e essa Igreja ficou abandonada. Até que a Hydra a encontrou e decidiu manter a tradição e se reunir em segredo no subsolo. A Sala Vermelha por vezes nos trazia para cá para podermos estudar a anatomia humana com corpos humanos de verdade. Isto rapazes, é um andar com três laboratórios diferentes de Anatomia.” Natasha disse assim que a porta do elevador se abriu.

Todas as luzes do local estavam acesas, e todas as mesas do laboratório estavam vazias. Não havia nada por ali, diferente dos outros laboratórios visitados por eles até agora. Haviam duas portas. Uma porta a direita e uma no final da sala onde eles estavam.

“Esta costumava ser a sala de dessecação. Nós separávamos e limpávamos os órgãos para prosseguirmos para as outras salas.” – Anya explicava. – “A sala da nossa direita é onde nós testávamos alguns venenos e ácidos nos órgãos para sabermos exatamente suas reações depois de ingeridos. Assim poderíamos decidir o que usar em nossos alvos. A sala na frente é onde nós estudávamos e praticávamos técnicas de tortura com corpos vivos.”

“Vi-vivos?” Wanda perguntou, um tanto quanto chocada.

“Misericórdia.” Sam disse.

“Tenho saudades dessas aulas.” Natasha disse, com um sorriso malicioso nos lábios.

“Acredite ou não, eu também.” Anya respondeu, com o mesmo sorriso.

Wanda, Clint e Peter se interessaram pela porta da direita. Enquanto os outros se dirigiam para a sala da frente, os dois ficaram um tanto quanto entretidos com dois quadros que estavam pendurados ao lado da porta. O primeiro quadro mostrava vinte e oito alunas e uma mulher vestida com um uniforme de soldado ao lado da Igreja. A foto datava em maio de 1940. Eles não sabiam, mas aquelas garotas foram as primeiras Viúvas Negras que a Hydra criou. Ou pelo menos tentou. A base onde a Sala Vermelha delas ficava acabou pegando fogo depois de uma explosão causada por uma experiência malsucedida.

O segundo quadro, porém, datava de agosto de 1956. Desta vez, os nomes das meninas estavam escritos abaixo da foto. Anya era a segunda na fileira de cima, Natasha estava bem ao meio da fileira de baixo, as duas com seus dez anos de idade. Todas as meninas vestiam a mesma roupa, e todas elas estavam com os cabelos presos da mesma forma e todas elas tinham um olhar sombrio, como se não dormissem há dias. Algumas delas, como Anya por exemplo, tinham alguns machucados em seus rostos.

Em seus uniformes o símbolo da Hydra era nitidamente visível. Mas havia apenas uma coisa que deixou Peter e Wanda intrigados. Em cima do rosto de Anya, que desde aquela época já esbanjava beleza, e apenas no rosto dela, havia uma mancha de sangue. Peter e Wanda se entreolharam e deram de ombros. Eles perguntariam sobre aquela foto num outro momento.

Wanda então abriu a porta e eles perceberam que as luzes daquela sala também estavam acesas. Ao adentrarem mais um pouco naquela sala, Wanda pode sentir a presença de mais duas pessoas naquela sala. Mas ela não se sentia mal com isso, aquela era uma sensação de que alguém estava em perigo. Ela correu até um pequeno armário, Clint e Peter corriam atrás dela.

Quando Wanda abriu o armário, eles mal podiam acreditar. Lá estavam Laura e May, desacordadas, amarradas com cordas, correntes e com fitas em suas bocas, impossibilitando que elas falassem. Automaticamente Clint e Peter começaram a desamarra-las em desespero, chamando por seus nomes e as tomando em seus colos.

“Elas estão vivas, posso sentir.” Wanda disse, acalmando-os.

“Temos que avisar os outros.” Peter disse, e Wanda começou a correr até a porta.

“Isso foi fácil demais...” Clint sussurrou, pensativo.

E não demorou nem um segundo, para que aporta da sala onde eles estavam se fechasse e um tipo de campo elétrico se formasse em volta de toda a sala. Wanda tentou quebrar aquele campo de algum jeito, mas era praticamente impossível. Parecia ser construído exclusivamente para ela. Uma televisão, que eles nem haviam percebido que existia, se acendeu e tudo o que ela reproduzia era uma imagem da sala onde os outros estavam.

A porta da sala onde os outros estavam também se fechou, e toda a sala foi envolvida com o mesmo tipo de campo. Nem mesmo Visão conseguia desfaze-lo. A única diferença entre os dois campos, é que Anya estava livre. O campo apenas separava os outros Vingadores de Anya. Steve imediatamente tentou tocar no campo, mas sua mão foi queimada. Era impossível desfazer o campo e também era impossível toca-lo. Foi naquele momento que Natasha percebeu que Wanda, Clint e Peter não estavam ali.

“Clint! Peter! Wanda!” – Ela chamou pelo comunicador. – “Onde vocês estão?”

“Estamos na sala da direita. Encontramos Laura e a tia do Peter, mas a porta fechou e tem um tipo de força em volta da sala.” Ele respondeu, fazendo com que todos ouvissem.

“Eu não consigo desfaze-lo.” Wanda acrescentou.

“Não se apavore, Wanda. Vou pensar em uma maneira de quebrar esta barreira. Apenas respire fundo.” Visão disse, tentando acalma-la.

“Onde está Pepper?” Anya perguntou

“Não está aqui.” Peter respondeu

“Vocês estão bem?” – Steve perguntou.

“Sim, mas estamos presos como vocês.” Clint respondeu.

“Nós conseguimos ver vocês. Tem uma televisão transmitindo a sala onde vocês estão. Conseguimos ver o que está havendo.” Peter respondeu.

“Fiquem calmos, cuidem de Laura e May. Vamos resolver isso de algum jeito.” Steve disse.

“Eu... Eu...” Anya começou a dizer, mas o medo tomou conta de si, e fez com que seus pulmões começassem a falhar.

“Anya, você é a única que não está presa. Consegue ver algum jeito de desabilitar esse campo?” Natasha perguntou.

“N-não sei...” -Ela respondeu desesperada enquanto procurava alguma coisa que pudesse desabilitar o campo do lado onde ela estava. – “Eu não vejo nada que possa ajudar...”

De repente, antes que Visão pudesse dizer algo, uma pequena claraboia foi aberta no canto da sala onde as luzes não funcionavam. Um barulho de helicóptero era ouvido e todo o laboratório foi tomado pela ventania que o mesmo produzia. Anya armou seu arco, mas foi pega de surpresa por braços de metais, que seguraram seus braços e pernas, e a deixaram presa, impossibilitada de se mover. Seu arco caiu no chão e ela podia ouvir Steve gritar seu nome. Mas não havia nada o que fazer.

Quando o vento parou, todos puderam ver alguém descendo escadas pela claraboia. O local estava mal iluminado, mas era possível ver sua silhueta. Era um homem. Não tão alto, mas também não tão baixo, aparentemente jovem. Sua postura era impecável e ele andava vagarosamente em direção a luz. Todos ficaram em silencio, tentando descobrir quem era o homem misterioso. Quando o homem estava a apenas um passo do lado claro do laboratório, ele parou.

“Olá, Anya.” Ele disse em uma voz extremamente animada. Nenhum dos Vingadores conseguiram identificar quem era. Mas assim que Anya ouviu aquelas palavras, tudo ficou ainda mais confuso.

“N-não pode ser...” Ela sussurrou para si, descrente.

O homem então voltou a andar, entrando na área iluminada da sala. Usando um conjunto de terno preto, uma blusa azul clara e uma gravata azul marinho. Cabelos curtos muito bem penteados e sapatos muito bem limpos, como se eles fossem comprados naquele momento. Nenhum dos outros Vingadores o conhecia. Natasha era a única que tinha a impressão de que ela já tinha o visto em algum lugar, mas mesmo assim, suas memorias eram vagas demais. Mas Anya o conhecia, e arregalou seus olhos quando o viu.

“Sentiu minha falta?”  O homem perguntou, sorrindo de orelha a orelha.

“Daniel?” Anya perguntou, ainda sem acreditar no que estava vendo.

“Quem é ele, Anya?” Steve perguntou, com ira em sua voz.

“Oh, deixe que eu mesmo me apresente, Capitão Rogers. Daniel Schmetterling ao seu dispor!” Ele disse fazendo sinal de continência, rindo logo depois.

“Schmetterling? Você é o líder da Entidade Borboleta!” Sam disse, ligando os pontos.

“Eu não sou apenas o ‘líder’, senhor Wilson. Eu sou o criador e dono da Borboleta. Ela e eu somos um só.” Daniel respondeu, orgulhoso.

“Eu... Eu não entendo.” – Anya disse. – “Você é Daniel Sinclair, meu vizinho em West End! Eu nunca lhe fiz nada, pelo contrário, eu te convidei para ir ao teatro e ao museu.” Ela disse, tentando entender o que estava acontecendo.

“Ela não é fofa, gente? Tão inocente!” – Daniel disse, dando um leve tapinha na cabeça de Anya. – “Às vezes é difícil de acredita que ela é uma espiã.”

“Nos conte logo o que você quer.” Natasha disse.

“É um prazer revela também, Natalia. Mas qual seria a graça se eu apenas dissesse logo o que eu quero sem me divertir antes? Não, não. Eu tenho planejado esse momento há anos. E eu vou aproveitar cada segundo.” Daniel respondeu, com um sorriso maléfico em seu rosto, deixando Natasha confusa. Poucas pessoas sabiam sobre seu nome.

“O que você vai fazer?” Steve perguntou.

“Ótima pergunta, Capitão Rogers. Senhoras e senhores, se acomodem em seus lugares, o show vai começar!” Daniel disse e então o outro lado da sala se iluminou.

Anya e Natasha arregalaram seus olhos quando perceberam que daquele lado, as paredes eram uma réplica exata das paredes da Sala da Morte. Cinza com várias manchas de sangue. O chão não era diferente. E encostado na parede, uma cama com uma algema em sua cabeceira. Em cima da cama, o primeiro arco e flecha que Anya usou em sua vida. Ela não sabia se aquilo era apenas uma réplica muito fiel da sua cama na Sala Vermelha, ou se aquela era realmente sua cama. Independentemente do que fosse, seu corpo todo foi tomado por arrepios.

“O-o que é isto?” Ela perguntou, se segurando para não chorar.

“Oh, isto? Onde nossa história juntos começa, meu anjo.” – Daniel disse, fazendo com que Anya expressasse dúvida em sua face. -  “Mas antes de chegarmos aqui, tenho uma coisa muito importante para dizer a todos vocês, inclusive vocês que estão nos assistindo pela câmera!” – Ele disse e olhou para a câmera, acenando logo depois. – “Tentem tocar no campo de força, e vocês morrem. Levantem o tom de suas vozes comigo, e vocês morrem com o gás que eu posso ativar a qualquer momento. Tentem alguma gracinha, e vocês morrem. Entenderam?” – Todos assentiram com a cabeça positivamente. – “Ótimo. Bom, vamos logo ao que interessa, sim? Anya, minha cara Anya. A sua vida é uma farsa.”

“O que?” Ela perguntou.

“Não só a sua vida é uma farsa, como você também é. Você não tem vergonha de mentir para seus amigos todos os dias?” Ele perguntou, fazendo uma voz que tentava passar inocência.

“Eu não sei do que está falando.” Anya respondeu, com ira em sua fala.

“É exatamente para isso que eu estou aqui, bobinha. Por que não começamos do início? Do princípio antes do princípio. Por que não começamos falando sobre Check e Evgenia?” Daniel perguntou, e Anya tremeu.

“Quem são esses?” Sam e Visão perguntaram quase ao mesmo tempo. Steve também estava interessado em saber a resposta.

“São os pais dela.” Natasha os respondeu.

“Você sabe quem eles são Anya?” Daniel perguntou, se aproximando dela.

“Sim.” Ela respondeu.

“Me responda então: quais eram suas profissões?” Daniel perguntou enquanto ligava um enorme telão.

“Minha mãe era enfermeira antes dar à luz a mim e meu irmão, meu pai era dono de um cinema.” Anya respondeu, mesmo contra sua vontade.

“Errado.” – Daniel disse, e então o telão se iluminou com uma foto de seu pai com o uniforme do exército americano. – “Check Matveev Pavelöv. Nascido em 1923, filho de pai russo e mãe americana, se mudou para os Estados Unidos quando tinha dezoito anos e um ano depois se alistou no exército americano para lutar na guerra. Ele e mais centenas de outros soldados foram capturados e mentidos presos, porém foram libertados pelo grande Capitão América aqui presente. Ele se juntou ao pequeno grupo de soldados do Capitão por cerca de um ano, e então voltou para seu país natal, a Rússia. Aposto que disto você não sabia. Quem diria! Que coincidência, não é verdade! Steve, Bucky, vocês se lembram dele?” Daniel perguntou, se aproximando do campo de força onde Steve e os outros estavam.

“Sim.” Steve respondeu surpreso, mas Bucky ficou em silencio.

“Olhem só. Você conheceu o pai da sua companheira e nem sabia. Engraçado, não é? Eu fico muito animado com essas coisas. Mas Bucky, não fique triste. Pode ter se esquecido de Check, mas eu tenho certeza que você se lembra de Evgenia.” Daniel disse, voltando sua atenção para Anya.

“Querida, qual era mesmo a profissão da sua mãe? Enfermeira? Bom, não está de todo errado.” – Daniel mudou a foto do telão para uma foto de Evgenia, vestida com um jaleco com um símbolo da Hydra. Anya arregalou seus olhos quando viu aquela imagem. – “Evgenia Yuryevna Petrova Pavelöva. Também nascida em 1923, foi recrutada pela Hydra ainda jovem, devido a suas habilidades com a ciência. Foi a primeira médica a ter contato direto com o corpo do nosso querido James Barnes aqui presente, depois que o mesmo foi levado a Sibéria. Se lembra dela, Bucky?” Daniel perguntou.

“NÃO! ISSO É MENTIRA! MENTIRA! MINHA MÃE NUNCA FARIA ISSO!” Anya gritava, desesperada tentando se libertar de alguma maneira.

“Responda, Barnes. Você se lembra dela, não lembra?” Daniel insistiu.

“S-sim.” Bucky respondeu, olhando para Anya com pesar.

“Não...” Anya começou a chorar e Daniel começou a rir.

“E-eu não sabia que ela era sua mãe, An! Eu juro!” Bucky disse, quase implorando para que Anya acreditasse nele, e ela acreditava. Nem ele nem nenhum dos outros tinham visto uma foto de seus pais.

“Ah, Anya. Sua mãe era uma de nós.” Daniel disse, forçando uma expressão de tristeza.

“Não faz sentido...” Ela respondeu, ainda não querendo acreditar.

“Mas vai fazer. Bom, Evgenia era a melhor médica da área. Mas assim que ela descobriu o verdadeiro propósito da Hydra ter resgatado o soldado Barnes, ela fugiu. Simplesmente, abandonou o navio. Mas, como você deve saber, Anya. Não se foge da Hydra sem que ela te encontre em algum momento.” – Daniel mudou a foto do telão para a única foto de família que Anya antes possuía. Seu pai e sua mãe, sorrindo felizes. Anya estava no colo de seu pai, e Ivo no colo de sua mãe. Aquele era um dos poucos momentos onde Anya estava plenamente feliz, e ela nem mesmo se lembrava daquele dia. – “Check e Evgenia se conheceram e se casaram em 1944. Até então a busca por Evgenia ainda não tinha resultados muito bons. Mas dois anos depois daquilo, eis que nossa queria Anya e seu irmão nasceram. E assim que seu pai deu a entrada no hospital, vocês foram descobertos. A Hydra deixou bem claro para sua mãe que, se ela não retornasse, você e Ivo seriam levados para lá de um jeito ou de outro. Me diga Anya, é verdade que sua família estava constantemente se mudando de casa e de cidade?”

“S-sim.” Anya respondeu.

“Você nunca se perguntou o porquê?” – Daniel perguntou e ela negou com a cabeça. – “Simples. Sua mãe não contou a seu pai sobre seu passado e muito menos que ela e seus filhos estavam sendo perseguidos por uma organização nazista. Mas oh, não pense que ela não tomou providencias, não, sua mãe era esperta. Ela mesma criou e aplicou um soro em vocês dois. Um que permitiu que vocês crescessem mais resistentes, mais fortes e de certa forma até mesmo mais espertos, mas nós vamos falar sobre isso daqui a pouco certo. Ok, nós temos um ex soldado russo-americano que lutou ao lado do Capitão América aqui presente, uma ex cientista da Hydra que cuidou do nosso querido James Barnes também aqui presente, que se casaram e dois anos depois, tiveram dois filhos. Mas acontece que tanto essa cientista nazista quanto seus filhos estavam em perigo, e ela não contou nada para seu marido. Isso eventualmente poderia causar uma tragédia, não concordam?” Daniel disse, e novamente mudou a foto no telão para um vídeo. O vídeo da noite do acidente dos pais de Anya.

Tanto Anya quanto os outros mantiveram seus olhos fixos no vídeo. Até mesmo Peter, Wanda e Clint conseguiam vê-lo da outra sala. Chovia muito, isso era nítido. Alguns raios iluminavam a estrada por vezes e nenhum carro passava por lá. Até que, de repente, um caminhão e um simples carro convencional se chocaram. Anya agradeceu pelo fato do vídeo não tem som, ela não queria ouvir seus pais agoniados novamente. Steve, depois da colisão, se recusou a continuar assistindo. Ele olhou para Anya, que mantinha seus olhos vidrados no telão, chorando sem nem perceber. Aquilo era uma tortura física e psicológica que Daniel estava fazendo. E ele não iria parar tão cedo.

“Anya, meu bem, você se lembra de a campainha ter tocado naquela noite antes dos seus pais saírem?” Daniel perguntou, assim que o vídeo acabou.

“Não me lembro.” Ela respondeu, olhando nos olhos dele, mostrando o quão quebrada ela estava.

“Pois, ela tocou. Naquela noite, uma agente da Hydra fez uma última ameaça. Ou sua mãe se entregava, ou você e Ivo seriam tomados a força. Mas de novo, sua mãe não disse nada. Até o caminho de volta. Anya, seus pais estavam discutindo na hora da batida. Eles discutiam o fato de sua mãe ser uma mentirosa e traidora.” Ele disse.

“NÃO!” Anya protestou.

“SIM! Anya, essa é a verdade.” – Daniel se aproximou de Anya mais uma vez e continuou. – “Mas acontece que, seu pai era um bom motorista, mesmo na chuva. E apenas aquela discussão não causaria o acidente. Justamente por isso que alguém interditou a estrada que seu pai costumava usar e, alguém mudou a rota daquele caminhão em especial.” – Daniel levou seus lábios até o ouvido de Anya e então disse – “A morte de seus pais não foi um acidente.”

“Não acredite nele, Anya!” – Natasha disse.

“Oh, vocês não acreditam em mim?” – Daniel se dirigiu até um pequeno armário e de lá retirou uma grande pasta. Ele jogou a pasta em cima da mesa, o que fez um barulho enorme. – “Vocês podem ler os relatórios com calma. Está tudo aí.”

“Você é um monstro!” Steve disse, se segurando para não esmurrar o campo de força.

“Não, Capitão. O monstro não sou eu.” – Daniel respondeu com seu sorriso macabro. – “Bom, depois do acidente, a pequena Anya e o pequeno Ivo foram levados para o orfanato, onde ficaram três anos. E Anya, meu bem, você nunca se perguntou porque você e seu irmão nunca ficaram doentes? No meio de várias crianças infectadas com doenças diferentes, em um ambiente sem higiene alguma, onde a comida e o lixo eram facilmente confundidos, você e Ivo nunca ficaram doentes. Por conta do soro que sua mãe aplicou em vocês. Olhe só como as coisas estão fazendo sentido agora! Anya, você e seu irmão não foram escolhidos pela Hydra ao acaso. Vocês estavam destinados a ela desde o momento em que nasceram.”  - Anya já estava chorando naquele momento. Perceber que desde o começo sua vida foi uma mentira era muito para que ela pudesse lidar. Daniel se virou para os outros e olhou profundamente para Natasha. – “Então, o pequeno Ivo foi levado para um grupo de treinamento de soldados enquanto Anya foi levada para a Sala Vermelha. Você tem saudades, Romanova?” Ele perguntou.

“Vai para o inferno.” Ela respondeu entre os dentes.

“Eu já fui. Mas isso não vem ao caso. O que vem ao caso é que no dia em que vocês chegaram, todas vocês foram vacinadas. Adivinhem por quem?” - Daniel perguntou, levantando suas mãos e apontando para si mesmo. – “Mas eu ainda não te odiava, Anya. Ah, não, como eu poderia? Você era só mais uma pirralha numa segunda tentativa de que a Operação Viúva Negra desse certo. E infelizmente deu.”

“Então você realmente me odeia. Tudo o que você está fazendo, é por puro ódio. Mas por que? Eu nunca lhe fiz nada!” Anya disse, sua voz já estava fraca e falha.

“Nunca me fez nada?” – Daniel fez uma expressão de raiva e se controlou para não gritar. – “Eu não tive raiva de você logo no começo. Mas então você começou a ganhar todas as competições, começou a mostrar ótimos resultados. Sinto muito em te informar, Natalia, mas você nunca foi a melhor. A Anya foi. Mas Strucker achou que seria melhor deixar que você levasse o crédito visto que seria justo pelo fato de que a Anya já era mais forte e resistente por causa do soro da mãe dela. Eu sinto muito, Natalia, você nunca foi tão boa assim.” Ele disse, e Natasha arregalou seus olhos. Ela não fazia questão de ser a melhor naquela época, tudo era uma questão de sobrevivência. Mas ela sempre desconfiou que Anya tinha algo a mais, e agora tudo fazia sentido.

“Eu... Eu não sabia.” Anya disse, olhando para Natasha como se estivesse de desculpando.

“Claro que não! Sua mãe mentiu para você. E de certa forma ela quase te matou. Quando você completou dezoito anos, foi aplicado em você um novo soro. Um soro o qual eu inventei. Era quase tão bom quanto o soro original do supersoldado. Apenas um pouco menos eficiente. E ao entrar em contato com o soro da sua mãe, aquilo quase te matou. Você se lembra Natalia? Mais de doze horas morta, e então ela simplesmente acordou. Mais um ato da grande Anya Pavelöva. Mas ela não parou por aí, senhoras e senhores. Anya foi a única Viúva Negra que continuou na Hydra. Todas as outras que fugiram foram mortas. Menos a Natalia, que foi para a KGB, na época parceira da Hydra. Mas então Anya tinha total atenção para si. E foi aí que meu verdadeiro ódio por você começou.” – Daniel disse, olhando fundo nos olhos de Anya. Ela podia ver a raiva e o ódio dentro de seu olhar intimidador. – “Eu fui por muitos anos o melhor cientista e inventor da Hydra. Eu e minhas invenções éramos aclamados por todos. Até que você roubou toda a atenção para si. Você era a melhor em tudo o que fazia, você não dava a mínima para os outros e mesmo assim todos te amavam. E quanto a mim? Fui jogado para escanteio. Minhas invenções não eram mais reconhecidas e Strucker estava de saco cheio de mim. Eu perdi tudo aquilo que eu conquistei por sua culpa.” Ele dizia, a raiva emanava de sua voz.

“Eu estava apenas tentando sobreviver mais um dia ali dentro. Eu não fiz de propósito, eu juro!” Anya disse, tentando se redimir.

“Desculpas a essa altura não vão adiantar. O que está feito está feito, Anya, e você é a culpada.” Daniel respondeu.

“Ela não tem culpa de nada, seu desgraçado!” Sam disse, irado.

“Ok, estou cansado de vocês.” Daniel disse e então desligou o som daquele lado. Agora ele e Anya não poderiam ouvi-los, mas eles continuavam ouvindo o que Daniel dizia.

“Você ganhou uma fama e tanto naquela época, não é mesmo, Anya? Você virou lenda. A assassina que matava suas vítimas com arco e flechas, as vezes com facas e raramente armas de fogo. A assassina que sempre deixava um bilhete com uma marca de beijo com batom vermelho. Livros foram escritos sobre você, músicas foram compostas em sua homenagem, existem até mesmo filmes baseados em você. Do que eles te chamavam mesmo?” Daniel perguntou, estalando os dedos tentando se lembrar.

“Miss Jackson.” Anya respondeu em um suspiro.

“Isso... Miss Jackson. Espalhando o caos e o medo entre as décadas de 60 e 80. Você estava com ela, não é mesmo James? Vocês dois formavam uma dupla e tanto. Você chegou a confiar nela, James?” – Bucky assentiu com a cabeça assim que Daniel olhou para ele. – “Uma pena. Ela mentiu para você também. Durante os últimos anos da Operação Viúva Negra, nosso caro amigo James e a senhorita Romanova tiveram um caso.” – Natasha e Bucky arregalaram os olhos e se entreolharam. Bucky olhou para Natasha se sentindo culpado por nunca ter dito nada a ela, e Natasha olhava para Bucky com surpresa. Aos poucos ela ia se lembrando. Todos os outros fizeram uma expressão de surpresa. – “Por várias noites Anya deu a vocês dois cobertura, mas infelizmente alguém os denunciou. Adivinhem quem foi.” Daniel apontou para Anya, que chorava olhando diretamente para os dois.

“Eu sinto muito...” – Ela disse entre soluços. – “Eu fui torturada naquela noite, eles me levaram para a sala de lavagem cerebral... Eles me fizeram dizer tudo o que eu sabia, eu não estava no meu estado normal... Nat, Buck, vocês têm que acreditar em mim!” Ela implorou. Bucky olhou para Anya com pesar. Ele queria perdoa-la, ele sabia que ela nunca faria aquilo de propósito. Mas por conta da sua denúncia, ele e Natasha sofreram consequências muito graves.

“Oh... Olhem só, que peninha. Acho que a amiga de vocês não é quem vocês realmente pensam que é.” Daniel disse.

“EU NÃO FIZ ISSO DE PROPÓSITO!” Anya retrucou, com toda a força que tinha em sua voz. De repente, alguns fios de seu cabelo começaram a perder a cor. Ao perceber isso, Daniel sorriu. Seu plano estava funcionando.

“Claro que não. Claro que não. Mas continuando minha história, quando você fugiu da Hydra, logo depois de ajudar a matar os pais do seu futuro amigo Tony Stark...” – Anya abriu a boca para protestar, mas Daniel fez um sinal para que ela se calasse e continuasse ouvindo. Assim ela o fez. – “Eu pensei que finalmente eu teria lugar ali novamente, mas eu fui rebaixado a espionar você, como se o meu trabalho dependesse apenas de você. Eu fui resumido a seu escravo, Anya. Me infiltrei na S.H.I.E.L.D. para manter você ao meu alcance. Enquanto eu mandava relatórios sobre você para a Hydra, secretamente eu criava minha Entidade. Até que a S.H.I.E.L.D. caiu e você matou seu irmão.”

“Do que você está falando?” Anya levantou uma sobrancelha, com dúvida.

“Você tinha apenas uma única missão Anya. Ficar de olho nos soldados em volta. Mas o que você fez? Você ignorou aquela ordem e não o avisou quando o Soldado Invernal apareceu. Ivo ter morrido foi culpa sua.” Daniel respondeu, sorrindo.

“NÃO! EU NÃO MATEI MEU IRMÃO!” Anya gritou enquanto as lagrimas voltavam a escorrer por seu rosto.

“SIM, VOCÊ O MATOU, SIM! Se você se mantivesse atenta como ele pediu, Ivo estaria vivo hoje.” – Daniel disse, e mais uma vez os pulmões de Anya começaram a falhar. – “E você sabe que isso é verdade, por isso resolveu sair da S.H.I.E.L.D. e se mudar para West End. E eu, como se fosse seu cachorrinho, tive que me mudar para a casa ao seu lado e me passar por seu vizinho. Ta dá!”

“Eu sempre fui simpática com você...” Anya disse, ainda chorando.

“Não, você fingia que era. Você sempre me ignorou, Anya. E apenas me convidou para sair algumas vezes pois queria se livrar logo de mim. E quando você se juntou aos Vingadores você pensou que finalmente estava livre de mim, não é? Doce inocência. Eu me mudei para Nova Iorque para ficar perto de você novamente, e àquela altura, minha Entidade já estava formada e em andamento, sem que ninguém soubesse. Eu só estava esperando o momento certo para pular fora da Hydra de uma vez por todas. E graças ao Zemo e seu vírus, eu consegui forjar minha morte e dar total atenção a minha Entidade. Eu recrutei aprimorados e soldados descartados e tratados como se fossem nada, dei a eles um motivo para lutar, dei a eles uma vida melhor. E com todos os dados que eu tinha sobre os Vingadores e sobre você, eu criei o plano perfeito. Mas tenho que te agradecer por antecipar esse meu plano quando você matou o Homem de Ferro.” Daniel sorriu e então colocou o vídeo de quando Anya atirou em Tony na batalha de Manhattan. Anya ficou completamente alterada com aquilo.

“JÁ CHEGA! CHEGA! EU NÃO O MATEI! ELE ESTAVA SOFRENDO E EU O AJUDEI. EU NÃO MATEI O TONY!” Ela gritava, chorando desesperadamente.

“Então é isso que você tem dito a si mesma para conseguir dormir à noite?” – Daniel riu. – “Antes de eu entrar nos detalhes de como você o matou, acho que está na hora de revelar meu plano.” – Daniel disse e se virou para encarar os outros. – “Vocês já ouviram falar em sexo seguro?” – Ele perguntou e todos fizeram uma expressão de surpresa e duvida. – “Creio que sim. Mas por algum motivo o Capitão de vocês e nossa querida Anya decidiram ignorar a regra.” – Todos arregalaram seus olhos. Steve e Anya se entreolharam surpresos e então ficaram levemente corados. Bucky sabia sobre o relacionamento dos dois, mas ele era o único. – “Ops. Acho que acabei de revelar o segredinho de vocês. Me diga Capitão, é muito mais prazeroso sem a camisinha, não é mesmo? E ah, qual o problema? Vocês são imunes a qualquer tipo de doença e Anya é incapaz de gravidar. O que poderia dar errado?” Daniel ficou bem na frente de Steve, apenas o campo de força os separava. Enquanto Daniel sorria, Steve desejava poder mata-lo.

“Onde você quer chegar com isso, Daniel?” Anya perguntou.

“Onde eu quero chegar?” – Daniel perguntou, se virando para encara-la. – “Me diga, querida, desde que você e o seu amado Steve Rogers começaram a se encontrar em segredo para transar completamente sem proteção alguma, você tem sentido mais forte? Mais ágil e mais disposta?”

“Sim...” Anya respondeu, sendo sincera.

“Bom, isso é porque quando se pratica sexo sem proteção, a fricção de ambos os corpos gera pequenas fissuras na pele. Microscópicas, mas que permitem que os sangues de vocês entre em contato. Seu sangue Anya possui uma mistura de dois soros diferentes. E o sangue do Steve possui o soro original. O soro no seu sangue, Anya, serviu como um ímã, e atraiu o soro do Capitão. Isso te deu mais força, mais agilidade e habilidades. Mas também gerou reações negativas no seu corpo. Você tem constantes faltas de ar, sua visão está mais turva, você tem dificuldades para ouvir o que os outros dizem, você tem alucinações, seu coração bate mais rápido e você sofre com insônia. Estou certo?” - Daniel perguntou e Anya assentiu. – “Sabe o que isso significa? Que, assim que eu der o empurrãozinho emocional certo, você vai perder tudo o que o soro te deu durante toda a sua vida, e todos os seus anos voltarão para você de uma só vez. Em questão de dias, você não será nada mais que uma senhora de setenta e um anos de idade.”

“Então... Todos aqueles ataques para me atingir... Todas as pessoas próximas de mim que você tirou a vida... Happy, os filhos de Tony, meu teatro... Você estava tentando ativar meu emocional.” Anya respondeu, ligando todos os pontos.

“Ding, ding, ding! Temos uma vencedora!” – Daniel começou a bater palmas. – “Infelizmente tudo aquilo não foi suficiente. É por isso que eu lhe contei toda a verdade sobre a sua vidinha medíocre, e é por isso que eu te expus. Para te preparar para a grande revelação, que com certeza vai fazer com que seu emocional seja ativado. Mas antes eu vou deixar bem claro o que eu quero. Eu quero o seu sangue. Seria muito fácil extrai-lo agora, mas eu gosto de torturar. Veja, não é possível separar o soro original do sangue do Capitão porque depois de tanto tempo, eles são um só, é impossível separa-los. Mas como agora você também tem um pouco do sangue original correndo nas suas veias, fica fácil separar. Seu corpo na verdade está tentando elimina-lo. Então eu vou fazer uma proposta: você tem uma semana para vir até mim, sozinha e de livre e espontânea vontade, para que eu tire algumas ampolas do seu sangue. Se você se recusar, e essa uma semana expirar, três ou mais bombas espalhadas por mim vão explodir a menos que vocês decifrem os enigmas. E além de se preocupar com as bombas, você tem que se preocupar com a sua vida. Se você se entregar, eu lhe dou um antídoto em troca do seu sangue.” Daniel explicou.

“Como você espera que eu acredite que você tem o antídoto?” Anya perguntou.

“É exatamente a resposta que vai ativar seu emocional. Então preciso saber se você está de acordo. Seu sangue em troca da sua vida e da vida de milhares de pessoas que vão explodir a menos que vocês sejam espertos o suficiente. O que eu duvido. Oh, e também Pepper. Sim, ela está viva e bem, por enquanto.” – Daniel perguntou e Anya olhou para o resto da equipe. Todos eles faziam gestos para que ela não aceitasse, mas ela não tinha outra escolha. – “Então, Anya, como vai ser?”

“Eu aceito.” Ela respondeu, fazendo Daniel sorrir.

Daniel então mudou a imagem do telão para um atestado de obtido de Tony Stark. Ele foi até o armário novamente e de lá ele tirou um grande tubo, maior até mesmo que ele, que estava coberto por um pano. Daniel também aproveitou e pegou uma pequena amostra da mesma ‘gema’ que eles haviam encontrado no Canadá. Ele posicionou tudo com cuidado em um lugar onde Anya e todos os outros da equipe, até os que estavam em outra sala, pudessem ver.

“Para começarmos sem cerimonias, indo direto ao ponto: Anya, você foi a única responsável pela morte de Tony Stark.” Daniel disse.

“Eu já disse que eu estava o ajudando!” Anya retrucou.

“Não, não estava. Vou lhe explicar o porquê. Pouco depois que Tony criou o reator arc, ele percebeu que aquilo estava o mantendo vivo e ao mesmo tempo o matando. O que ele fez? Criou um novo elemento da tabela periódica que resolveu o problema. Com um novo coração, Tony Stark viveu grandes aventuras. Entre elas, lutar contra uma invasão alienígena e parar a Operação Extremis. Acontece que, sem perceber, tanto o vírus extremis quanto o sangue daqueles alienígenas entraram em contato com a pele do nosso querido Homem de Ferro, e a mesma absorveu parte daquilo. Não teria acontecido nada se eles não tivessem entrado em contato com o novo elemento do reator. E elemento, o sangue chitauri e o extremis juntos, se transformaram num líquido vivo que se fixou no cérebro de Tony. O que isso fazia? Isso curava. Sempre que Tony se machucava, aquilo fazia com que ele se regenerasse mais rápido. Esse liquido até mesmo fez que alguns órgãos do Tony voltassem a funcionar com perfeição, mesmo depois de anos de bebida alcoólica. Esse liquido, mesmo que devagar, consegue criar ossos, tecidos e vasos sanguíneos do zero. E é aí que eu quero chegar, mas vamos guardar essas informações por enquanto.” – Daniel disse, e se sentou em cima da mesa. – “Existem dois motivos pelos quais você deixou Tony Stark morrer. O primeiro deles é que, o vírus 17 ao qual ele se expos, estava alterado. Zemo alterou aquele frasco para que o vírus durasse apenas meia hora. Depois de quanto tempo infectado você atirou, Anya? Está escrito nos relatórios dele, você poderia lê-los em voz alta?” Daniel perguntou. Anya, com os olhos marejados de lágrimas, olhou para o telão e então disse:

“Vinte e oito minutos e cinquenta segundos depois.”

“Quer dizer que, se você tivesse esperado apenas dois minutos e dez segundos a mais, Tony estaria vivo.” Daniel completou.

“Você está blefando!” Anya retrucou.

“Não acredita em mim? Então peça para que sua Inteligência Artificial avalie os dados. Estão todos à disposição dela.” Daniel respondeu.

“M-Monday? Avalie os dados.” – Anya chamou.

“Sim, senhorita Pavelöva.” - A Inteligência respondeu e começou a processá-los. - “Os dados conferem. Todas as informações são verdadeiras.” Ela respondeu, e Anya começou a chorar.

“O segundo motivo é que, lembra daquele liquido vivo que falamos agora a pouco? Ele seria capaz de fazer com que Tony não ficasse com nenhuma sequela. Mas acontece que, é muito demorado o processo de recriar ossos. E quando você, Anya Pavelöva, atirou uma flecha contra a testa do Homem de Ferro, você não apenas rachou o crânio do mesmo, você completamente o despedaçou. Demoraria anos para que o liquido reconstruísse o crânio de Stark, e o resto de seu corpo já estaria decomposto quando isso acontecesse. Se não fosse a sua flecha, Tony Stark estaria vivo. De um jeito ou de outro.” Daniel sorria. Aquilo para ele era a melhor diversão. Seu plano finalmente colocado em pratica.

“Não...” Anya disse, em negação. Todos os outros ficaram espantados e surpresos. Ninguém sabia o que dizer e nem mesmo qual reação deveriam mostrar.

“Sim.” – Daniel respondeu. – “E aqui vai a resposta para a sua pergunta de anteriormente. Eu sabia que Tony tinha aquele líquido com ele. Então, assim que ele foi mandado para o necrotério, fiz questão que o mandassem para o necrotério de um dos meus aliados. O legista, meu amigo, então realizou a autópsia como é padrão, e então cumpriu minhas ordens. Ele, cuidadosamente, removeu o cérebro de Tony, e rapidamente o colocou em um recipiente especial, que eu mesmo projetei, para que o líquido não evaporasse tão rápido. Eu então, criei essa capsula, e deixei que o líquido agisse no cérebro do Tony livremente.” – Daniel se dirigiu até o enorme tubo e então retirou o pano que o cobria. O tubo estava completo de agua, e lá dentro, um cérebro e algumas veias e artérias estavam formadas. Tudo ficou muito confuso e a cabeça de Anya começou a ficar pesada. Sua visão estava turva novamente e ela jurava que poderia desmaiar. – “Senhoras e senhores, apresento-lhes: Tony Stark! Bom, partes dele se regenerando. Acontece que, para que o líquido o regenere completamente, vai demorar cerca de vinte ou quinze anos. É inútil para mim e também para vocês. Eu tomei a liberdade de extrair um pouco do liquido vivo para fazer algumas experiências mas acontece que ao entrar em contato com o nosso ar, o ar que circula fora do nosso corpo, se não usado logo de imediato, ele endurece. Ele não perde a função, ele continua vivo e com poderes incríveis, por isso que a senhoria Maximoff ficou alterada ao entrar em contato com ele. Mas assim que ele se solidifica, é impossível quebra-lo, então ele fica inutilizado. Para mim, ele não tem valor algum. Mas para você Anya, servirá como antidoto. Vê onde estamos chegando? Se você der o seu sangue para mim, eu vou cura-la.” – De repente, o barulho do helicóptero e a ventania voltaram. Alguns soldados desceram pela claraboia e levaram para o helicóptero a capsula com o “corpo” de Tony, as pequenas gemas e colocaram em cima da mesa mais algumas pastas com relatórios de tudo o que havia sido dito ali. Daniel se direcionou até a escada e começou a subir, parando a poucos centímetros da saída. – “Quando você estiver pronta, estarei em casa esperando por você.” Ele disse e começou a rir.

De repente, Anya foi solta pelos braços robóticos que a seguravam, e ela caiu no chão. Ela correu até seu arco e flecha e tentou disparar uma flecha contra Daniel, mas ela apenas acertou o bilhete que o mesmo jogou pela claraboia antes de fecha-la. Anya se atirou ao chão assim que percebeu que suas pernas não aguentavam mais o seu peso, e ao mesmo tempo que ela gritou com toda a força que tinha em seus pulmões, seus cabelos ficaram completamente brancos, sua pele ficou um pouco enrugada e seus olhos mais pesados e fundos. Anya tremia e gritava de dor, e deixava que as lagrimas escorressem livremente, uma atrás da outra ou em conjunto. Ela se sentia traída, se sentia usada, e principalmente se sentia culpada. Afinal, tudo aquilo era sua culpa.

Sem mais nem menos, as barreiras que os campos de força formavam foram desligadas. No mesmo momento, todos correram em direção a Anya, que em poucos segundos desmaiou. Steve a segurou em seu colo e desesperadamente começou a chamar por seu nome, mas não conseguia respostas. Visão tentou encontrar Daniel e seu helicóptero, mas era tarde demais, ele já estava muito longe. Wanda, Peter e Clint, juntamente de Laura e May já acordadas, se juntaram aos outros naquela sala. Bucky correu para pegar o bilhete deixado por Daniel e então, por ordem de Steve, todos voltaram para o quinjet.

Todos pegaram seus lugares e Steve deixou que Anya ficasse deitada ao seu lado. Ela estava acordada, mas estava completamente fraca, sem voz e praticamente sem movimento. Todo o seu corpo tremia, ela chorava e bastava que Steve colocasse a mão em seus cabelos para que os mesmos caíssem. Em poucos segundos, Anya começou a envelhecer, assim como Daniel disse que aconteceria. Eles tinham menos tempo do que antes, e a vida de Pepper, de muitos inocentes, e principalmente de Anya corriam perigo.



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