História Butterfly - marvel au livro II - Capítulo 8


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Categorias Capitão América, Gavião Arqueiro, Homem de Ferro (Iron Man), Homem-Aranha, O Incrível Hulk, Os Vingadores (The Avengers), S.H.I.E.L.D., Viúva-Negra (Black Widow)
Personagens Anthony "Tony" Stark, Clint Barton, Dr. Bruce Banner (Hulk), Feiticeira Escarlate (Wanda Maximoff), James Buchanan "Bucky" Barnes, Maria Hill, Natasha Romanoff, Nick Fury, Pepper Potts, Personagens Originais, Peter Parker, Sam Wilson (Falcão), Steve Rogers, Visão
Tags Ação, Avengers, Capitão América, Clint Barton, Homem De Ferro, Marvel, Marvel Au, Natasha Romanoff, Steve Rogers, Tony Stark, Vingadores
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Palavras 3.746
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


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Capítulo 8 - Kiss of goodbye


Torre Vingadores – Nova Iorque

 

“Vingadores, quero que conheçam Fitzsimmons.” Nick disse, por fim. Ambos os jovens agentes acenaram e sorriram. Os heróis então, sorriram o máximo que puderam de volta.

“E qual o nome da garota?” Sam perguntou.

“Oh, na verdade..” O garoto começou a dizer, por cima da garota ao seu lado, que falava ao mesmo tempo que ele.

“Todo mundo comete o mesmo erro.” Ela dizia.

“Eu sou Fitz, ela é a Simmons.” O agente disse por fim, deixando os dois muito corados e sem jeito. Anya achou aquilo uma graça.

“São vocês que vão nos explicar tudo o que queremos saber?” Natasha perguntou, com uma expressão de muita dúvida.

“Na verdade, Romanoff...” – Um homem, já conhecido pela maioria daquela sala disse, ao entrar pela porta e fazer com que todos virassem em direção a ele. A expressão de choque na face de alguns deles se tornou muito nítida. – “Eu irei explicar tudo o que vocês querem saber.” 

Com seu clássico terno preto e blusa branca, sapatos de couro e um relógio no pulso, o homem fechou a porta atrás de si com classe, diga-se de passagem, muito estilo. Todos ali na sala o acompanhavam com o olhar, a maioria deles era assustado e extremamente surpreso. A expressão facial de Steve era a mais chocante e de certa forma, a mais indignada. O homem se dirigiu até Nick e os dois jovens agentes, que mantinham uma expressão calma e muito normal para o gosto dos outros ali presentes.

“Diretor.” Fury disse. Anya ficou confusa, afinal, o diretor não era Nick Fury?

“Olá, Senhor.” A Agente Simmons disse, animada.

“É bom vê-lo novamente, Senhor.” Foi a vez do Agente Fitz dizer.

“Senhor Fury, Fitz, Simmons.” – O homem disse. Ao se virar para os heróis na mesa, ele disse, com um enorme e largo sorriso. – “Olá, Vingadores. Sentiram minha falta?”

“Phil!” Anya disse ao se levantar de sua cadeira e ir em direção a ele para lhe dar um abraço.

“Olá, Pavelöva. É um prazer revê-la. “ O agente disse em resposta.

“Eu acho que estou um pouco perdida... Quem é ele?” Wanda perguntou, levantando uma sobrancelha. Visão, que estava ao seu lado, estava tentando lembrar como ele conhecia aquele homem.

“Este não é o Agente Phil Coulson?” O Android indagou.

“Espere um pouco. Phil Coulson? Você... Você não estava morto?” Steve perguntou, ainda incrédulo.

“Que p*rra é essa, Nick?” Natasha perguntou, aumentando o tom de sua voz.

“Vocês não sabiam que o agente Coulson sobreviveu ao ataque do Loki?” Anya perguntou, desta vez confusa.

“E você sabia e não disse nada por quê?” Steve retrucou

“Eu pensei que tínhamos que manter isso no sigilo, não?” Anya perguntou, olhando para Nick.

“Eu sei que vocês estão confusos e querem fazer muitas perguntas. Eu prometo explicar tudo a vocês.” O Agente Coulson disse.

“Mal posso esperar para ouvir.” O Falcão disse.

Num instante, todos se ajeitaram em suas cadeiras novamente, assim como Anya. Steve e Natasha sentiam-se extremamente confusos e muito furiosos. Eles precisariam de uma boa explicação para aquilo tudo antes que explodissem de raiva. Um silencio se estabeleceu na sala e então Phil começou a se explicar.

“Eu não tenho permissão para falar muito sobre o ocorrido comigo após ter sido morto pelo deus asgardiano Loki. Mas o que vocês precisam realmente saber é que eu sobrevivi, depois de alguns obstáculos é claro, mas eu estou vivo e bem. Eu continuei minha jornada como Agente da S.H.I.E.L.D. com minha equipe. Vocês já conheceram Fitz e Simmons, os outros estão em uma missão difere....”

“Um segundo, Coulson.” – Steve disse, interrompendo Phil. Ele olhou diretamente para Nick e então, com muita raiva em sua voz ele disse – “Você usou a morte do Phil para fazer-nos lutar em Nova Iorque? Você nos enganou! Nos deixou ridiculamente culpados pela morte dele e nos usou!”

“Capitão, eu entendo sua raiva, mas foi preciso. Naquela altura, Coulson estava realmente morto. Ele foi levado para uma sala hospitalar improvisada logo depois de ser atingido, mas ele estava morto. Vocês estavam separados, perdidos e sem esperança, precisavam de uma motivação para continuar lutando, e deu certo.” Nick respondeu, tentando manter a calma e não iniciar uma discussão ali mesmo.

“Você sabia disso também, Anya. Por que nunca nos disse nada?” Natasha perguntou.

“Eu sabia que ele estava vivo sim, eu ficava muito tempo na Base e o Phil as vezes aparecia por lá. Apenas agentes acima do nível 6 sabiam que ele não havia morrido. Phil me ajudou muito quando eu entrei para a S.H.I.E.L.D. e eu retribui a ajuda que ele me deu fornecendo apoio terrestre para a equipe dele algumas vezes. Eu nunca disse nada pois achei que vocês também soubessem e estavam quietos sobre o assunto por que também juraram sigilo.” Anya explicou. Ela não tinha culpa, como era suposto ela saber que nenhum deles fazia ideia de que Coulson estava vivo? Não era uma informação assim tão importante para a equipe.

“Estou começando a achar que você esconde coisas de mais da nossa equipe, Nick.” Sam disse, igualmente irritado

“Eu sei que tudo isso parece horrível. Mas acreditem, no momento precisamos nos concentrar no perigo que corremos. Vocês podem se desentender com Fury depois, mas eu realmente preciso da atenção de vocês agora.” – Todos se calaram e novamente, voltaram suas atenções para o agente. – “Como eu ia dizendo, o restante da minha equipe está em uma missão diferente. Fitz e Simmons vieram nos ajudar com o lado mais cientifico. O broche que você recebeu, Anya, e o que encontrou também é um símbolo da Entidade Borboleta. Creio eu que vocês sabem que a S.H.I.E.L.D. tinha uma categoria e uma lista especifica para pessoas aprimoradas, sejam seus poderes adquiridos pelo DNA ou introduzidos por terceiros. Quando a S.H.I.E.L.D. caiu, esta lista se espalhou pela internet, e mesmo criptografada, alguns membros da Entidade Borboleta conseguiram tomar posse da mesma. Sabemos disso pois há alguns anos nós nos deparamos com alguns de seus membros, e depois de neutralizados, eles nos deram algumas informações. Nada de muito relativo e realmente importante que nos permitisse erradica-la por completo, porem sabemos que eles trabalham com algum tipo muito avançado de ciência e tecnologia.”

Conforme Coulson explicava, todos os heróis tentavam mentalizar o inimigo e pensavam a todo instante, o que eles poderiam fazer para descobrir quem estava por trás daquela Entidade. Para Anya tudo aquilo fez sentido: apenas aprimorados conseguiriam destruir a Base Vingadores daquela forma e apenas um aprimorado poderia implantar bombas sem que ninguém perceba pelo Teatro.

“Eles possuem alguma ligação com a Hydra?” Natasha questionou.

“Aparentemente sim, mas não diretamente. Não sabemos até onde a ligação de ambas organizações vão, mas pelo o que sabemos e suspeitamos, se a Entidade não faz parte da Hydra então eles possuem algum tipo de aliança.” Phil respondeu.

“Você disse que eles trabalham com ciência e tecnologia. De que tipo de ciência e tecnologia estamos falando?” Visão perguntou.

“Nós não temos uma certeza absoluta sobre isso. Suas pesquisas são sempre muito secretas e é quase impossível descobrir quais são os interesses tecnológicos que eles possuem. Pode variar de tecnologia bélica até tecnologia da computação. Não temos certeza.” Fitz, com a voz carregada de nervosismo, respondeu.

“No entanto, acreditamos que os interesses científicos deles possam ser muito amplos. Eles estão não apenas recrutando pessoas aprimoradas, mas também as criando.” – Simmons disse e, instantaneamente, Wanda sentiu um arrepio muito grande por todo o seu corpo. Por vezes, ela esquecia que todo o poder que ela possuía havia sido implantado nela. – “Portanto, pode ser que eles tenham um grande interesse em ciência alienígena, criogenia, e basicamente tudo o mais que vocês possam imaginar.”

“Mas o que exatamente eles ganhariam nos atingindo?” Foi a vez de Anya perguntar. Qual a finalidade dos ataques era o que realmente importava para ela.

“Muita coisa, Pavelöva. Reconhecimento, fama, eles podem nos enfraquecer e então roubar de nós qualquer coisa que desejarem. Independente da razão, temos que detê-los.” Nick a respondeu enquanto pegava uma cadeira para se sentar. Aquela conversa seria longa.

“Vocês ao menos sabem por onde começar?” Sam perguntou.

“Infelizmente não. Achávamos que a Base central da Entidade Borboleta ficava em algum lugar pela Jamaica, mas nossos palpites estavam errados. Não temos absolutamente nada.” Phil respondeu, cabisbaixo.

“Pelo o que eu estou vendo, existe uma certa camada de poeira sobre o broche encontrado. Não é uma poeira comum de destroços, é diferente. Fitz e eu a analisaremos, pode ser que isso nos leve para algum lugar.” Simmons respondeu.

Naquele momento, Anya ficou completamente apavorada. Os Vingadores, e ao que parece principalmente ela, estavam sob ataque e ninguém tinha sequer uma pista de por onde começar. Seus pensamentos foram interrompidos quando seu celular vibrou em seu bolso. Todas as pessoas que poderiam eventualmente lhe mandar uma mensagem estavam naquela sala. Com muita curiosidade e um certo medo, ela desbloqueou seu celular e viu a mensagem:

“Chegou a hora de se despedir.

- I xx”

“Eu... Eu preciso ir.” Anya disse e então se levantou, fazendo com que todos ali presentes a seguissem com o olhar. Confusos, todos ficaram preocupados e imaginando o que estava acontecendo. Steve tentou chama-la, mas ela já havia saído da sala.

Anya pegou uma das motos da garagem e então, com pressa, mas não necessariamente dirigindo com muita velocidade, Anya foi até o outro lado da cidade. Seu coração não queria acreditar que aquilo estava realmente acontecendo e que ela teria que se despedir, mas sua mente já estava certa de que aquele dia chegaria, e não havia nada que ela pudesse fazer para evitar.

Durante todo o longo percurso, ela recebeu várias chamadas de ligação de Steve, Natasha e até mesmo de Wanda. Eles estavam preocupados com ela, porém Anya não tinha paciência para lhes explicar tudo naquele momento. Ela precisaria de um tempo sozinha e, revelar um de seus maiores segredos a sua equipe requeria um certo tempo e planejamento. Anya apenas não queria ser incomodada.

Assim que chegou ao seu destino, um pequeno sobrado de tijolos a vista, Anya guardou sua moto e os cães começaram a latir, indicando sua presença. Uma garota de óculos de grau e alguns lenços em sua mão atendeu a porta. Anya ficou, por um momento, paralisada. Era incrível como a garota era idêntica à sua avó, Abigail na época em que Anya a conheceu.

“Você deve ser a famosa Anya. Entre, por favor.” A garota disse. Anya entrou e então, a convite da garota ela se sentou no sofá.

“Seu pai, Ivo, está?” Anya perguntou

“Não, ele... A pedido da minha mãe ele foi para casa.” A garota disse e então Anya acenou com a cabeça.

“Você deve ser Caroline. É um prazer finalmente conhece-la. Você é igualzinha à sua avó quando ela tinha sua idade.” Anya disse, sorrindo o máximo que podia naquele momento.

Caroline tinha uma pele da cor do pecado, era uma moça de 19 anos negra de olhos cor de mel. Seus cabelos cacheados eram volumosos e iam até seus ombros. O óculos que ela usava deixavam o formato de seu rosto ainda mais definido e belo. Ela era, literalmente, uma cópia perfeita de sua avó. Por um momento, Anya sentiu-se novamente em 1966.

“Sim. O prazer é todo meu. Você é bem famosa por aqui. Aceita um café ou algo assim? Creio que minha mãe ainda está lá em cima.” Caroline disse, indo para a cozinha, que ficava bem em frente a sala.

“Sim, por favor. Famosa como?” Anya quis saber.

“Bom, desde que me conheço por gente vovó sempre nos contou sobre seu primeiro amor. Meu avô até ficava com ciúmes algumas vezes.” Caroline voltou para a sala com duas xícaras de café na mão e entregou uma para Anya.

“E como ele está? Seu avô?” Anya perguntou.

“Ele faleceu há cerca de um ano e meio... Foi quando ela piorou.”

“Eu queria dizer que sinto muito por ter ficado ausente por tanto tempo... Meu irmão morreu há quatro anos e há dois anos eu voltei a ativa e desde então eu não tenho tempo nem para respirar.”

“Tudo bem. Você agora é uma vingadora, não é? Minha avó ficou muito orgulhosa de ver você na televisão. Disse que você não mudou nadinha.”

“É eu...”

“Oh, Anya!” - Uma mulher, de por volta dos quarenta anos disse, descendo as escadas. Seu semblante era abatido e ela podia ver que a mesma havia chorado. Anya se levantou e deu um forte abraço na mesma. – “Ela vai ficar muito feliz em te ver. Ela está no quarto.”

“Obrigada, Mary.”

Anya a agradeceu e então começou a subir as escadas. Ela pode notar vários quadros pendurados nas paredes. Uma jovem Abigail, seguida por uma foto de Abigail e seu marido no dia de seu casamento, onde ela usava um longo vestido branco com mangas compridas e de renda. Logo ao lado, Abigail, Michael seu marido e Ivo, seu único filho. Quando o pequeno nasceu, por volta de 1972, Anya fez questão de visita-lo. Ela ficou completamente emocionada ao saber que ela havia dado o nome de seu irmão ao filho dela, como uma homenagem. Abigail e Ivo eram muito amigos e ambos se adoravam.

As fotos que se seguiam variavam entre a longa vida de Abigail e sua família e fotos de sua neta Caroline. No fundo, em um quadro pequeno e completamente mais discreto que os outros, havia uma foto onde era possível ver Anya e Abigail em um parque de diversões. As duas sorriam para a câmera enquanto seguravam seus enormes algodoes doces. Uma onda de dor no peito a invadiu e Anya pode sentir seu coração se quebrar em vários pedaços.

Assim que ela entrou, um cheiro de perfume de café invadiu suas narinas. Ela sempre usou aquele perfume, era seu preferido pois era um presente que Anya havia lhe dado. Abigail estava deitada em sua cama, com um pijama azul claro e vários travesseiros ao seu redor. Anya sentiu-se muito triste. A pele sedosa que Abigail costumava ter foi substituída por rugas e marcas de expressão. Os lindos cabelos cacheados e pretos como a noite caíram por conta do tratamento, e os lindos olhos cor de mel já não brilhavam mais.

“Anya?” Abigail perguntou assim que a viu parada na porta. Sua voz era fraca e muito baixa. Anya se aproximou dela e então sentou-se na cadeira ao seu lado.

“Olá, Abby... Sou eu.” Anya entrelaçou seus dedos nos dedos de Abigail e então, com lagrimas nos olhos ela a beijou.

“Oh meu deus! Já faz tanto tempo que eu não te vejo!” A senhora disse.

“Eu sei, Abby, eu sinto muito.” Foi tudo o que Anya conseguiu responder. Ela não tinha mais forças para formar frases muito elaboradas.

“Está tudo bem... Você está aqui agora. E olhe só para você! Continua do mesmo jeitinho... Quem me dera eu ainda fosse bonita como você...” Abigail falava, com longas pausas entre as frases para que ela conseguisse respirar.

“Mas você continua linda, Abby. Continua sendo a linda moça que eu conheci.” Anya a respondeu.

“Você não precisa mentir, meu amor... Mas conte-me, o que aconteceu com você?” Ao ser chamada de ‘meu amor’ por Abigail, Anya não conteve seu sorriso. Aquilo a deixou extremamente feliz, havia muito tempo desde a última vez.

“Bom... Ivo infelizmente faleceu em combate. Eu me aposentei e fiquei um bom tempo deprimida. Fui chamada para fazer parte dos Vingadores há pouco tempo e eu estava melhorando, fiz novos amigos. Até o fatídico dia em que um vírus se espalhou por Manhattan e eu tive que matar um deles. Minha vida tem sido uma loucura desde então...” Anya disse e suspirou logo em seguira.

“Ivo morreu? Eu queria tanto poder ter me despedido daquele russo egocêntrico...” – Abigail disse e então Anya riu. Ela e Ivo se adoravam mas entravam em grandes discussões muito frequentemente. Anya adorava aquela relação de amor e ódio que eles tinham entre si. – “E oh meu bem, eu vi tudinho pela televisão.... Você não tinha escolhas, meu amor.... Fez o que era necessário e tornou-se uma heroína.... Eu sempre lhe disse que você se tornaria alguém importante.... Eu apenas acumulei poeira.”

“Oh não fale isso, meu amor. Olhe todas as coisas incríveis que você fez! Abby, você fez tudo o que é impossível para mim, para nós.” – Naquela altura, Anya já estava chorando. – “Você se casou com um homem maravilhoso que te amava tanto quanto eu te amei e ainda te amo. Você teve um filho lindo que lhe deu uma neta maravilhosa, que é uma cópia perfeita da mulher que você era. E não é só isso! Você se tornou uma médica renomada e uma das melhores do estado! Abby, você viveu sua vida, coisa que eu nunca pude fazer.”

“Você ainda me ama?” Foi o que Abigail disse, começando a chorar logo em seguida.

“Como eu poderia não amar minha garota preferida?” Anya respondeu, olhando fundo nos olhos de Abigail. As duas sorriram e logo depois Abby começou a tossir. Anya ajeitou os travesseiros da mesma e lhe deu um copo de agua, a qual ela bebeu quase tudo.

“Vo-você se lembra do dia... Do dia que nos conhecemos?” Ela perguntou, com dificuldade.

“O homem em quem eu atirei foi parar no seu hospital. Eu fui atrás dele e lá estava você. Com seu uniforme rosa e branco, cabelos presos e com enormes óculos no rosto. Me apaixonei por você assim que eu te vi.” Anya respondeu, com detalhes que nem mesmo Abigail se recordava.

“Você me chamou para ir ao cinema... E tomar sorvete... Pensou qu-que eu não sentia nada por você, mas... Assim que eu te vi, com aquele conjunto de blusa e calça pretos... Eu soube que você era especial...” Abby dizia pausadamente, de olhos fechados e com um sorriso no rosto. Anya sabia que estava perdendo-a, sabia que ela não tinha mais tanta força e sabia que aqueles seriam seus últimos momentos junto de Abigail.

“Eu roubei um beijo seu pouco tempo depois...” Anya disse.

“E foi o melhor beijo da minha vida... Eu te amo tanto, An...” Ela disse. O som dos pulmões fazendo força em excesso podia ser ouvido.

“Eu te amo mais, meu amor...” Anya respondeu, como num sussurro.

“Lá em baixo... Tem um álbum azul escuro... Guardei todas nossas fotos ali... Quero que fique com ele, está bem?”

“Sim, meu amor. Tudo bem...”

“Uma vez eu disse... Que se eu morresse em seus braços, eu morreria feliz... Sou muito grata a Deus pelo fato de que seu rosto é a última coisa que eu verei neste mundo...” Abigail disse e então, logo em seguida, soltou seu ultimo suspiro. Seu corpo se relaxou e então Anya teve certeza de que ela havia ido.

Anya não conseguiu se conter e então, deixando as lagrimas rolarem por seu rosto, ela abraçou Abigail pela última vez, e despejou um terno beijo de despedida em sua testa. Assim que Anya desceu as escadas, ela encontrou Mary e Caroline em prantos. Elas sabiam que a morte de Abigail viria naquele momento. Ela, em consolo e também solidariedade, abraçou as duas e as agradeceu por terem cuidado tão bem de Abigail. Não demorou muito para o carro da funerária chegar, então Anya pegou o álbum azul e foi em bora.

Ela não sabia o que pensar, não sabia como agir. Ela havia perdido tanta coisa em tão pouco tempo, parecia estar amaldiçoada. Sua visão estava turva por conta das lagrimas e seus olhos ardiam. No meio do caminho, seu peito começou a ficar pesado e então mais uma vez Anya se viu sem conseguir respirar direito. Ela encostou sua moto em um pequeno beco deserto que havia por ali e tirou seu capacete para que pudesse respirar melhor.

Ela chorava, chorava a perda da primeira pessoa que Anya amou de verdade, chorava suas dores na caixa torácica e chorava o tempo perdido. Anya conhecia a dor de perder uma pessoa como ninguém, mas ela nunca sabia como reagir, como suportar aquela dor. Anya se sentia inútil, um desperdício e um lixo.

Depois de alguns minutos, Anya se recompôs e então, limpando suas lagrimas com a palma de sua mão, ela colocou o capacete novamente e voltou para a Torre. Ela tinha que se manter forte, não por ela, mas por Abby e pelos muitos outros que precisavam da ajuda de Anya. Quando ela chegou, estranhou o enorme número de ambulâncias e carros da polícia. Algo não estava certo.

Anya correu para o elevador e chegou até o andar desejado em pouco tempo. Vários agentes da S.H.I.E.L.D. estavam andando por todo o prédio. Sam, Wanda e Visão conversavam em um canto, Steve, Natasha e Fury em outro. Anya não sabia com quem falar, então ela apenas parou na frente da porta e disse:

“Eu saio por cinco minutos e essa Torre está uma zona. O que aconteceu?”

“Onde você estava? Não respondeu nenhuma das nossas mensagens e nem retornou nossas ligações!” Steve respondeu, completamente irritado.

“Não interessa, é bom que você esteja aqui, sã e salva.” Natasha disse, interrompendo a crise de nervos de Steve.

“O que houve?” Anya perguntou mais uma vez.

“Um prédio repleto de nossos agentes explodiu há alguns minutos no Queens. Um garoto não identificado de máscara e uniforme, aparentemente aprimorado, ajudou a salva-los. Coulson está lá dentro o interrogando.” Fury a respondeu.

“E ele tem habilidades muito boas, seria muito bom se ele pudesse entrar a equipe. Mas a decisão não é minha. Vocês podem entrar lá e falar com ele se quiserem, mas ele se recusa a tirar a máscara ou falar seu nome.” Coulson disse, saindo da sala de reuniões.  

“Posso falar com ele?” Anya perguntou, olhando para Coulson. O mesmo acenou e então Steve foi junto dela para a sala.

Mesmo de máscara, Anya conseguia ver que ele estava com medo e muito assustado. Ele estava sentado na última cadeira da mesa, com um copo de refrigerante e um hambúrguer a sua frente. Assim que ele viu o Capitão América e a arqueira Dragonfly entrando na sala, ele se ajeitou na cadeira, como se estivesse prestes a levar um sermão.

Anya achou o uniforme do garoto muito peculiar. Uma mistura de vermelho, azul e detalhes em preto, com uma aranha no centro de seu peito. Sua máscara também lembrava os olhos de uma aranha, Anya estava curiosa para saber o que aquele garoto tinha de especial.


Notas Finais


Muita coisa acontecendo, muitas revelações e ainda mais por vir! Antes que eu me esqueça de avisa-los, a fanfic tem um perfil próprio no twitter, @dragonflyreal ! Se vocês se interessarem, eu postarei pequenos spoilers e alguns enigmas para vocês desvendarem ou coisas do tipo para que vocês interajam um pouco com a fanfic.
Anyway, não deixem de comentar!


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