História Buzzcut Season - Capítulo 9


Escrita por: e Miss_Rimbaud

Postado
Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, Jinyoung, Mark, Personagens Originais, Youngjae, Yugyeom
Tags Got7 Jackson Wang
Visualizações 3
Palavras 2.477
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura <3

Capítulo 9 - 1901 - Birdy (Cover Phoenix)


Jinyoung é um rapaz bastante educado. Inteligente, também. Retiro tudo que pensei sobre ele. Só tinha um defeito: a cara de enjoado.  Jackson é uma pessoa legal também , ou era para mim. Tive uma decepção tão horrível... Prefiro nem pensar nisso. Só que às vezes Jackson, poxa, dizia algo tão irônico e bonito, na qual não entendia, mas ria. O meu ouvido era tão surdo que interpretava outra coisa.

Por favor, coração, não entenda mais errado os sinais. Digo para mim mesma.

Os gestos de Jin idênticos aos de Jackie, fez pensar em uma possibilidade de trocar de CRUSH PLATÔNICO. Até o modo de falar, ao sorrir.

Claro, eram irmãos, né?

VAMOS ANALISAR: Se não conseguir ter nada com Jackson pela minha falta de coragem, e com medo de perder amizade dele, imagina ter algo amoroso com irmão? Mesmo com essa cara de enjoado e metido? Não me importo! É do mesmo sangue. Claro, que pensava desse jeito como se algo estivesse bem. Porém não estava.

FATO utilitário:  falava muito bem o português.

Às vezes ele se perdia, mas falava em sílabas com muita paciência, e arrasava. O meu maior desejo era apenas chegar á minha residência e deitar, comer, tomar banho e chorar cantando You Belong With Me da Taylor Swift. Nunca pensei em passar por essa situação novamente. A última vez que passei por isso... Faz tempão, tinha 16 anos, e Gustavo até hoje nem sabe meu nome. A minha outra vontade era bater na cara de Larissa. Toda a simpatia que tinha por ela tornou puro pó de rancor que faria questão de soprar na cara dela, e vê-la agoniada com a poeira nos olhos. Apesar de Larissa não ter culpa. Ele sempre a queria.

OK.

- Você deve gostar muito do meu irmão. Olha só o caminho que percorreu? – Jinyoung perguntou ajeitando o próprio extenso colar, retornou ao assunto meio estranho. Apenas olhava para o retrovisor, e o motorista um senhor, retribuía com reprovação, assim como eu.  

- É.  – Respondi, encarando agora, os outros carros no tráfego parados ao nosso lado, nos encurralando como ratos.  – Ele é meu amigo. – Esquivei da resposta.

- Por que foi ver ele? – Perguntou mexendo no celular.  

- Eu sou amiga. Amigos fazem isso. – Corroborei dando de ombros.

- E se você sumisse? Será que ele faria isso? – BOA!   

- Ah, não gostaria de falar sobre isso. – Acho que se Jinyoung perguntasse mais coisas como essa, choraria ali, mostraria minha fraqueza.

- Gosta do meu irmão. Sei disso.

- Não. Não gosto.

- Já vi várias meninas percorrendo léguas somente para falar sobre os sentimentos que sentiam. Você não é a única.

- Qual é a sua, cara?! – Encarei-o com todo ódio. Eram perguntas íntimas que em questão de segundo Jackson saberia. Tentei fingir negação mais uma vez. Os boatos jamais poderia sair dali. – Já disse que ele é meu amigo. Era...

- Apenas fazendo você abrir seus olhos. – Respondeu sério.

- Não, está me humilhando. – Respondi objetiva.

- Jamais faria isto. – Ele respondeu sorrindo.

- Pense na sua última pergunta. Apenas repense!

- Só disse algo que acontecia em Xangai.

- Ah, é? – Cruzei meus braços.

- Sim.

- Pare! Eu vou descer. – Movimentei rapidamente tirando o cinto de segurança pronta para abrir a porta do carro.

- Pára! – Ele segurou meu pulso. Com olhos semicerrados, respirou, e maxilar completamente travado, sussurrou. – Não desça desse carro.

- Solta meu pulso. – Tentei puxar, mas ele foi mais rápido.

- NÃO! – Jin sorrindo disse mais alto.

- Solta! – Berrei.

Ele soltou. Puxei meus braços, abraçando meu corpo.

- Jackson é meu amigo. Só fui atrás dele para saber o porquê dele ter desaparecido misteriosamente. Ele incrivelmente, mandou um link da casa. Fez de palhaça. Prometo que nunca mais apareço na casa de vocês!

- Ah...

- Entende? Que ótimo! – Ele se aproximou de mim, fiquei completamente encurralada. Então, ele desceu as mãos até pegar o cinto de segurança no qual havia retirado no momento que ameacei sair do carro. Jin estava bastante próximo, e consegui sentir seu cheiro.

- Mas esse não foi todo motivo da sua vinda. – Fixou o olhar na janela. E observou pensativo, e próximo de mim. - Eu não gastaria meu dinheiro só para...

- Tá, e se eu disser que gosto um pouco do seu irmão. – Empurrei-o.

- Eu sabia!

- Cala boca.

- Tá. Não vou ajudá-lo a gostar de você.

- Quem aqui tá pedindo ajuda? - Perguntei.

- Só estou me prevenindo caso queira fazer contrato.

- Não. Eu não quero contrato. E nem quero que você fale com seu irmão sobre mim.

- Seria um desperdício de tempo já que ele só pensa nessa menina brasileira americana. Sinto muito por sentir algo por ele. Ao invés de tentar algo comigo.

- Eu também.  Sentindo-me poética agora... Que-que? Poderia tentar escrever uma canção para livrar desse jeito.

Ele riu.

- Nem ouse. Mas não se preocupe, quando minha mãe souber que ele está com uma garota estrangeira. Vai enlouquecer.

- Como assim?

- É. Nós podemos ficar com qualquer uma. Menos casar. Entende?

- Jackson disse que era família tradicional...

- Sim, somos. Mas não importo com a herança… Se é que entende.

- Ah, ok. Que horror. E se vocês ficarem apaixonados? – Perguntei, pois ninguém escolhe quem amar.

- Como agora? – Respondeu sério.

- Quê?

- Estou brincando. – Ele esboçou um sorriso tímido. Seus olhos eram tão pequenos, que ao rir criava rugas nos cantinhos do rosto.  

- Engraçadinho você, não?

- Não sei. Eu tento. Sou um príncipe.

- Oh, Príncipe Jinyoung, o que faço?

- Pegue na minha mão, senhorita. Prometo, tentar fazer-te feliz.

- Tentar?

- Nada é perfeito.

*

Pensei que choraria horrores, escreveria um álbum falando das coisas que deveria ter acontecido, e de como fui trouxa por evitar expectativas, e ter criados sem querer quando olhava para o nada. Mas não aconteceu nada, nenhuma lágrima. Pegava-me pensando na frase: “estou namorando Larissa”. Ficava triste. E respirava. Apenas fiquei de boas, decepcionada comigo por ter negado todos os sentimentos que estavam disponíveis. Fiz as coisas que prometi fazer ao chegar a minha casa. Desliguei a internet para não receber nenhuma mensagem. Menos chorar, não chorei. Dormir. E era um sono bastante anormal. Estava inquieta. E de repente minhas pernas e meus braços ficaram congelados, meu corpo parou de movimentar, estava completamente mobilizada. Fechei meus olhos tentando não ver a coisa que poderia aparecer, e o medo era real. E por mais que forçasse abrir a boca e gritar pela minha mãe, o nome do meu pai era o que mais aparecia em minha mente. E foi o nome dele no qual chamei. E não saía nenhum tipo de som. Os sussurros se aproximavam. Uma respiração acelerada me rondava fazendo barulho, como sussurros de várias vozes, causaram arrepios.

Era uma eternidade. Parecia que jamais acabaria. O que aconteceu comigo se chama paralisia do sono, algo que somente acontece com pessoas cansadas, estressadas, com depressão, ansiedade e outros casos mais bobos. E ao acordar dessa coisa horrível, chorei. Sentei-me. Encarei meu pequeno quarto. E só pensava no qual sozinha estava. Tentei buscar algo que trouxesse segurança, e imaginava meu pai. E era apenas o interruptor que ligaria a luz da esperança, e espantaria toda agonia. Mas tive medo de colocar os pés no chão, e algo segurar. Então me encolho. Fechei meus olhos deixando que o medo queimasse meu corpo, e me matasse dessa vez. Meu coração acelerou tão rapidamente, que minha respiração não acompanhava adrenalina,  e o choque. Percebi:

- Larissa está com ele por interesse! - Conclui.  Por que cheguei nessa merda de conclusão tão polêmica. Vejamos:

1- Ela não gostava dele, e dizia quais as formas de se livrar dele.

2- Não gosta de pobres, percebi por causa de formas incoerentes relacionadas à pessoas inferiores.

3- Depois que disse: Jackson é tipo, rico.

4- ELA TÁ COM ELE!

Nunca senti nojo de uma pessoa, além do meu pai, enfim, ela era de mais. Manipuladora? Seu rosto angelical no qual queria ter affair caso nada desse certo. Nossa. Não acredito. Mas quer saber? Eles se merecem. E ela nunca conhecerá a sua história como eu conheço.

Voltei a dormir.

Acordei 5 minutos depois.

Eu gostava dela, ao ponto de endeusar aquela piranha.

VOLTEI a dormir.

***

 

- Então, o que você vai fazer? – Rita era uma mulher esguia, e baixa, parecia ter 34 anos, e não 56 anos. Bem conservada. Usava brincos de bolinhas banhados a ouro. Anéis, e não era casada. Tentava sempre estar alta com seus sapatos plataformas. Minha psicóloga gentil tentava buscar algo melhor para mim. Usava vestidos longos e floridos. Sua sala era algo completamente desconfortante, pois não tinha tanta decoração. Apenas uma mesa de ferro, dois quadros de gatinhos siameses, e um jarro pequeno com duas flores de plásticos sujas de poeira. Quatro livros de Augusto Cury, e de um padre. As únicas coisas boas eram as cadeiras poltronas.

- Apenas vou ignorar eles. Principalmente ele. – Disse sobre Jackson.

- Jackson?

- Sim. Assim como ele me ignorou, vou fazer o mesmo. Não pretendo humilhar para uma pessoa que... Abandonou-me.

- Entendo. Mas perdoou?

- Já. – Menti.

- Está feito.  Janine, só quero que saiba da importância da sinceridade. Esclarecer para a pessoa, na qual lhe machucou todos os sentimentos guardados. Ficar nessa de fingir que está tudo bem, não dá. Isso piora sua situação, e aumenta minha vida financeira.

- Ok. Isso significa que movimento capital?

- Muito legal tê-la de volta.  A única coisa ruim, é que você sente a necessidade de querer alguém ao seu lado para suprir seu desejo. Mas ao invés disso, que tal cuidar, se amar mais?

- Eu me amo… - Ri.

- Não, você quer que todos te amem, você quer que todos entendam seus sinais. você acha que necessariamente precisa dele, mas não precisa dele. Você precisa se conhecer, se explorar. Permitir conhecer mais do mundo, e o mundo conhecer a ti.

***

 

Quase um mês e meio depois, me encontro no lugar totalmente inútil. Cheirando a óleo frito. Ao chegar na minha residência, minha cabeça latejava de tanta dor devido ao odor, no qual passo o dia inteiro respirando.

Vestindo uma camiseta totalmente laranja com as golas vermelhas e amarelas, e um hambúrguer feliz bordado no lado esquerdo do meu peito. Sim, eu trabalho na incrível lanchonete de meu pai. Isso não quer dizer que perdoo. Jamais. Depois desabafar com a Rita sobre o relacionamento distante e ausente, a psicóloga resolveu pegar no pé dele. Foi quase assim:

- Se você não quer a sua filha traumatizada para sempre com síndromes psíquicas, seja mais presente. Dê atenção relevante já que Janine é a sua única filha.

Rita é uma pessoa nada legal quando se encontra na menopausa.  

Terminando as explicações; Ele abriu este estabelecimento pouco tempo, era do colega chamado Augusto, o gutinho, no qual trabalharam juntos em uma pequena empresa de informática avançada. Gutinho vendeu, pois sua esposa grávida precisava se aposentar das frituras, e tudo mais, e ele tinha encontrado um bom emprego na indústria local, e a lanchonete estava fechada. Era um ótimo ponto de descanso para os universitários já que ficava localizado dentro da universidade, perto dos blocos de estudos. A namorada de meu pai, que é agora esposa, Fernanda, fez a cabeça, e meu pai comprou. Vendo que precisaria de empregados, uma luz super mega forte brilhou em mim, então estou aqui, servindo mesas.                

Sobre Jackson... Ainda escrevo nome dele sem querer nos guardanapos. Isso me deixa tensa, pois apesar de tudo, gosto dele. Não converso desde que Jackie assumiu na internet para todos verem seu novo status de relacionamento, ou seja, aquilo de família tradicional era uma farsa? – PENSO.

Percebi uma coisa importante, que nunca fui aquela na qual confiou.  Depois que apareci em sua casa, ele nunca mais puxou conversa, estava todo instante online. Mantive forte, pensava nele. Mas com a distância tudo estava mudando. Os sentimentos que sentia por Jackson já não eram tão fortes. E mesmo escrevendo, e admitindo, o gostar não era tão forte assim, era: Tá, gosto de você.  E sinto tanta sua falta, amigo!

Porém, às vezes, dele? Quero distância. Semana passada encontrei-me com Jin.

- O que faz aqui no meu bairro?

- Encontrando algo. - Ele alisa meu cabelo preso.

- Eu? - Aponto para mim, sorrindo.

- Não seja metida. - Fala enquanto continua a mexer no meu cabelo.

- Ah, o que então? - Pergunto afastando-se.

Ele deu de ombros, e me chamou para comer algo. Lógico, aceitei.

Sorridente,  empurrou novamente de leve enquanto caminhávamos para uma padaria logo na esquina, e disse que seu irmão falava enquanto dormia, e uma noite dessas mencionou meu nome.

- Ele nunca diria. Nem me quer como amiga mais. – Cerrei meus punhos.

- Ok.

Sorri envergonhada, e sai achando mentira. Até ele mostrar o áudio.  Apenas forcei um sorriso, e saí sem dizer “tchau”.

- Tchau! – Ele disse me deixando ir.

Rita estava certa em pensar somente em mim, porém minha mente não era tão madura… Eu acho. Mantinha nessas drogas de clichê, precisava treinar mais. O que sou?

Minha nota no Enem...

Tirei 500,09!

Na redação: 523,87.

Com a soma, não deu. No curso que queria, estava comendo poeira. Mesmo estando na cota com renda inferior a dois salários mínimos, que estudou em escola pública, e cor parda. Fiquei como suplente, e corri contra o tempo para adquirir o código no NIS, e histórico escolar, que NÃO ESTAVA PRONTO. Levei meus documentos, no último dia. E ninguém desistiu. Apenas perdi meu tempo e dinheiro autenticando e xerocando documento, e quase processando minha antiga escola por não agilizarem o histórico. A Larissa passou. Tirou 674,37. Como sei? Ela postou. Era uma Joana da vida. Jackson...

Prepare-se: 800,64!

Sim, uma nota altíssima! Daria para advocacia, medicina e engenharia... QUASE TODOS OS CURSOS!

Como sei? Jinyoung me disse.

Jinyoung não era meu amigo. Mas mantinha contato.  Conversava comigo até alta madrugada. Fingia ser chato. Havia momentos que parecia Jackson digitando. Ele errava muito na escrita. Cheguei à possibilidade de achar que era ele. Mas sem expectativas, por favor!

No encontro que tive, Jin, segurou na minha mão. Caminhamos como namorados pelo centro da cidade, ele sorria, evitava encarar, eu tentava soltar a mão, mas ele segurava mais forte.

Acho que estou gostando de você… - Ele disse. - Apesar de te odiar.

Se odeia, por que… Solta minha mão.

Não, é mentira…

Ok.

Ok.

“Passado e presente, eles não importam. Agora o futuro está resolvido. Vê-la se movendo em padrões elípticos, acho que não é o que você diz, o que você diz é muito complicado. Por um minuto eu pensei que não poderia dizer como cair fora”. – Birdy “1901” (a versão original é cantada pela banda Phoenix)



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