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História By A Thread. - Capítulo 51


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Notas do Autor


Olá 🙂
Esse capítulo é curto porque eu tô voltando aos poucos. Amanhã vou postar outro, não muito grande. E assim eu vou voltando, com calma.

Capítulo 51 - Conflito


Fanfic / Fanfiction By A Thread. - Capítulo 51 - Conflito

Tóquio 

Naquela manhã eu acordei motivada a ir embora da Espanha, precisávamos sair logo dali. Rio estava deitado comigo na cama, então sentei lentamente na cama. Eu levantei e fui até a sala e vi o Professor organizando algumas coisas na cozinha.

Tóquio: Porque não vamos embora agora? -Eu parei no meio da sala.

Professor: Bom dia, Tóquio. -Ele virou para mim.- Talvez porque eu ainda não saiba pra onde vamos.

Tóquio: Podemos ir pro Panama. Lá é seguro.

Professor: Era seguro. -Ele arrumou os óculos.- Precisamos pensar com cuidado. Temos tempo pra isso. 

Tóquio: Temos? -Eu levantei as sobrancelhas.- Você sabe que o tempo tá correndo. E você tá esperando porque não tem um plano. E eu só quero deixar bem claro que, -Eu fiz uma pausa e olhei dentro dos olhos dele.- Nem sempre podemos esperar por planos brilhantes, Sérgio. 

Professor: Você tem ideia da pressão que eu sinto? -Ele apoiou os braços na mesa.- O peso de salvar todos vocês tá nas minhas costas, e se der tudo errado, absolutamente tudo cai em cima de mim. Porque eu não fui esperto o bastante ou porque eu errei em alguma coisa. -Ele suspirou.

Tóquio: Você só pensa na pressão que você sente ou pensa na pressão que temos em cima de nós também? -Eu franzi a testa.

Professor: Eu... -Eu o interrompi.

Tóquio: Em todos os assaltos nós colocamos a vida em risco por você. E você sempre ficou em um buraco escondido. -Meus olhos marejaram de raiva.- Colocamos tudo a perder e você parece que não dá a mínima pra isso! Eu nunca ouvi um obrigada sair da porra da sua boca! Nunca! Entramos na Casa da Espanha pra salvar a Lisboa, que lembrando, é a sua mulher! Depois que você organizou o assalto para salvar o Rio quantas vezes eu te agradeci? Você não tem ideia do que eu tô falando, não é? Porque você sempre foi o Professor. O cara que dá as ordens e manda em todo mundo. Só quero lembrar que eu não te devo nada, e eu só tô aqui por causa dos meus amigos. 

Quando eu percebi, já estava gritando. Estava cedo e percebi todo mundo chegar na sala de pijama, observando o que estava acontecendo. Eu nem sabia decifrar o que saia da minha boca, eu só queria continuar falando e falando sem parar. Eu sentia algumas mãos tentando me puxar para trás, mas eu continuava no lugar, gritando igual uma louca.

Tóquio: Espero que um dia enxergue tudo o que fizemos por você, e tenha um pingo de gratidão. -Eu baixei a voz e limpei as lágrimas que escorriam pelo meu rosto.

Eu dei alguns passos para trás e vi todos me olhando com os olhos arregalados. E eu não queria ficar dentro daquela casa. Peguei um casaco meu que estava jogado em cima do sofá e sai para a rua, olhando para os lados. Como a casa do Berlim era distante da cidade, eu apenas caminhei. Caminhei durante alguns minutos, sem saber pra onde estava indo. Até que parei em uma ponte em cima de um rio. Ali eu olhei para cima e fechei os olhos, apenas sentindo o vento bater no meu rosto. 

Eu estava estressada há muitos dias, e acabei descontando no Professor. Minhas pernas estavam tremendo e meu coração batia forte, e eram a recém 07:30 da manhã. Eu fiquei um tempo na ponte, antes de perceber um carro preto passar em uma rua pouco distante da ponte e parar na minha reta. Eu o observei por alguns segundos, vi o vidro traseiro ser aberto e algo brilhante ser posto para fora do carro. Demorei alguns segundos para decifrar o que era, e quando percebi que era uma arma, virei as costas e corri em direção á casa novamente. Mas, obviamente, não foi o suficiente. Eu senti uma bala atravessar meu pé, mas tentei continuar correndo. Olhei para frente e vi Rio e Denver correndo em minha direção. 

Tóquio: Parem! -Eu gritei e fiz sinal para que não viessem.- Fiquem aí! Por favor! 

Eu senti outro tiro atravessar a minha mão. Percebi que eles não queriam me matar, queriam fazer com que eu sentisse dor. 

Aos poucos fui ficando mais lenta, e meu corpo foi perdendo as forças. Quando caí no chão, Rio chegou até mim e tentou me arrastar pelo chão. 

Tóquio: Rio... Volta para casa. -Minha voz estava fraca.- Por favor. 

Rio ainda me puxava, sem dizer uma palavra. Ao lado de Rio, Professor e Lisboa seguravam armas e atiravam no carro. Eu olhei para os atiradores e vi todos mortos, o que me surpreendeu. 

O Professor me pegou no colo e me levou o mais rápido que conseguiu até a casa. Quando chegamos, ele me colocou em cima da mesa de centro da sala. 

Professor: Você tá com dor? -Ele olhava para os buraco de bala.

Tóquio: Um pouco. -Eu falei baixo.

Professor: Morde a minha mão se sentir dor. -Ele colocou a mão dele na minha boca.

Eu senti o Professor colocar um dos dedos dele no ferimento do meu pé. 

Tóquio: Que caralho você tá fazendo? -Eu berrei.

Professor: Você precisa ficar alerta. Perdeu muito sangue. -Ele me pegou no colo.- E você não ia me falar todas aquelas merdas e sair impune. -Ele sorriu fraco.

Algumas horas depois

Depois de um tempo, eu acordei deitada na cama do meu quarto. Com alguns medicamentos espalhadas pelo quarto, faixas e soro. Eu ouvia algumas vozes do lado de fora do quarto, o que parecia ser uma discussão.

Professor: O alvo era a Tóquio, qual a dificuldade de entender? -Ele gritou.- Eles não queriam ferir a gente. 

Rio: E porque eles querem ferir a Tóquio? O que eles ganham com isso? 

Professor: A Tóquio é a mais agressiva de todos nós aqui, e assim a polícia vai eliminando um por um. Ela estava sozinha, você acha que isso não era a oportunidade perfeita? 

Rio: E qual seria a vantagem de não atirarem em todos nós? 

Professor: Nos deixar vulneráveis, fazer nós sofrermos. E quando estivermos fracos, acabar totalmente com a gente.

Tóquio: E pelo jeito eles vão conseguir isso, né? Vocês dois brigam já estão brigando igual dois idiotas. -Eu cheguei na sala de muleta. 





Notas Finais


Tóquio tá manca KKK anao


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