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História By Order Of John Shelby - Capítulo 9


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Notas do Autor


Me desculpem se houver algum erro, mas deu tempo de corrigir. Boa leitura.

Capítulo 9 - Duelo


Já não tinha mais noção de quanto tempo havia se passado, de vez enquando um homem vinha deixar e buscar uma bandeja com comida. Além de toda essa situação que eu não sabia quando - e se - chegaria ao fim, meus dias estavam atrasados, um filho de John era tudo que eu não precisava no momento. Conforme o tempo passava minha sanidade diminuía gradativamente, precisava sair daquele lugar a qualquer custo.

- Vamos! O mesmo homem que me trazia comida pôs algemas nos meus pulsos e me levou para fora do quarto escuro, meus olhos arderam com o contato dos raios solares e demorou um pouco para me acostumar.

- Onde vamos?

- Ver seu namoradinho e os irmãos dele, antes de mandá-los pro inferno. O de bigode falou alegremente.

Me forçaram a entrar em um carro e após algumas horas pude reconhecer o caminho que levava de volta a Birmingham, felicidade não era bem o que eu sentia no momento.

Tommy on

Faltavam dois dias para o duelo com os homens de Sabini, os negócios corriam muito bem e John havia se acalmado um pouco com as prostitutas da cidade.

- Tommy! Tommy! Reconheci a voz de Johnny Dogs e fui até a porta vê-lo.

- Tommy, graças a Deus. Ele se aproxima de mim e, cansado, apoia as mãos nos joelhos.

- O que houve Johnny?

- Aqueles miseráveis nos enganaram Tom, eles estão vindo agora mesmo.

- Merda. Arthur, John precisamos ir. Agora! Chamei meus irmãos e fomos até Charlie pegar as únicas armas pesadas que tínhamos.

- Quantos homens conseguiu encontrar? Pergunto a Johnny.

- Não muitos Tom, acha que daremos conta?

- Eu não sei Johnny, não sei mesmo.

Jeremiah, Curly, Charlie, Johnny, Arthur, John e eu. Os únicos soldados de guerra que haviam em Birmingham no momento em que cinco carros pretos chegam a nossa cidade banhada de cinza.

Tommy off

John on

Ao ver Sabini saindo do carro como se fosse um lorde, com a minha Alison aparentemente abatida em seus braços, minha vontade foi de socá-lo até deixar seu rosto deformado a ponto de nem sua própria mãe reconhecê-lo, mas pelo bem de Alison mantive a calma.

Tommy discutia com Sabini enquanto seus homens e os nossos apontavam armas uns contra os outros, não ouvia uma palavra do que diziam, tudo pareceu em câmera lenta para mim quando olhei Alison e ela retribuiu, medo e aflição permaneciam visivelmente em seu semblante, e quando um barulho de tiro me tirou desse transe, vi o corpo de Sabini pender para trás e não perdi tempo, corri até minha garota e a tomei em meus braços levando-a para o mais longe que pude dos tiros. Viramos uma esquina e a sentei no chão ali.

- Está ferida? Não obtive resposta.

- Alison, fale comigo! Ergui seu queixo e vi lágrimas em seus olhos.

- Está tudo bem. Prometo que ninguém lhe fará mal outra vez okay?

- Não pode me prometer isso. Ela me empurra e sai de meus braços.

- John! Era Arthur me chamando.

- Pode ir cuidar de seus irmãos, já estou bem.

- Eles podem se virar sem mim.

- John, porra Tommy levou um tiro.

- Caralho.

- Pode ir John, não precisa se preocupar comigo.

- Fique aqui, eu volto logo.

Tommy havia sido baleado no ombro por Sabini, que agora estava morto, não era nada grave, o levamos para casa e Pol cuidou dele. Quando voltei para levar Alison comigo ela havia sumido, não havia nenhum sinal dela em lugar nenhum das ruas, saí a sua procura e me disseram que ela havia sido vista no Garisson.

No pub Garisson...

Avistei a desaparecida em um canto bem afastado no bar, estava tomando litros de cerveja preta e fumando o quarto cigarro.

- Finalmente te encontrei. Ela ignora minha presença.

- Podia pelo menos ter me esperado. Sentei a seu lado e peguei um cigarro.

- Vai se foder.

- Foder você é bem mais gostoso.

- Não acha que já me fudeu o suficiente? Ela me olha com uma sobrancelha arqueada.

- Ah Alison, com você nada é demais. Aperto sua coxa mas ela me afasta.

- É a última vez que vamos nos ver John. Quando sair por aquela porta vou sumir da sua vida para sempre.

- Não pode fazer isso.

- Jura? Por acaso isso é uma ordem dos peaky blinders? Porque se for farei questão de desobedecer. Ela esvazia o copo meio cheio de uma única vez.

- Você não mudou nada, continua a mesma garota teimosa de 10 anos atrás.

- Mudei sim John, e você mudou mais ainda. O garotinho ingênuo de antes agora tira vidas junto de seus irmãos, não é isso que quero pra minha vida.

- É assim que você me vê? Como um assassino? Alison aqueles homens eram bandidos.

- E o que você é John? É tão diferente assim de bandidos?

- Você nunca toma cerveja preta, porque está bebendo agora?

- Porque me deu vontade. Mais um cigarro se foi.

- Sei que não é verdade, o que está havendo?

Ela levanta para ir embora mas seguro seu braço e faço-a sentar novamente. Dessa vez a de cabelos castanhos evita me olhar nos olhos e confirma minhas suspeitas de que há algo errado.

- Foi Sabini, ele fez algo com você? Por que se tiver feito Alison, juro que vou até o inferno pegar aqu...

- Foi você John, é sempre você.

- O que?

- Eu sempre tenho que esperar você, seus irmãos são sempre prioridade e eu nem pretendia te contar dessa criança.

- Criança? Você está grávida?

- Acho que sim. Ela continua fitando o chão.

- Jesus Cristo, isso é... bom, muito bom!

- Ah, vai a merda.

John off

Levanto e saio do bar antes que John pudesse me impedir mas sou seguida pelo mesmo.

- Quer me deixar em paz porra!

- Aonde pensa que vai? Está grávida de um filho meu, tem que ficar comigo.

- Eu nunca ficarei com você de novo John Shelby. Continuo caminhando com passos firmes até sentir meu pulso ser puxado para trás me fazendo virar. Dominada pela raiva acerto um tapa no rosto de John e ele me olha sem entender.

- Okay, não precisa ficar comigo. Mas vamos para casa por enquanto.

- Não John.

Ele chega mais perto e sussurra em meu ouvido me fazendo tremer na base.

- Por favor.

- Dormiremos em quartos separados. Respondo baixo.

- Não. Podem invadir de novo, temos que ficar juntos.

- Acha mesmo que vou confiar de passar a noite no mesmo quarto que você?

- Prometo que vou me comportar.

Reviro os olhos mas acabo concordando e vamos para a casa da família Shelby, que futuramente poderia ser também minha casa.



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