História By Your Side - Capítulo 1


Escrita por: , JiHEun e QueTopTaeTop

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS), EXO
Personagens D.O, Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kai, Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Kris Wu, Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais, Sehun, Tao
Tags _rei_chan, Brotp!jikook, Deuses, Drama, Inspirado Em Várias Obras, Jiheun, Menção Jikook, Menção Kaisoo, Menção Namjin, Menção Yoonseok, Mitologia Inventada, Personagens Originais, Quetoptaetop, Taegi, Taehyung!top, Universo Original, Yaoi, Yoongi!bottom
Visualizações 150
Palavras 3.885
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishounen, Crossover, Fantasia, Ficção, Lemon, LGBT, Luta, Magia, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


O aniversário é meu, mas quem ganha presente é as TaeGina kahakaj

Finalmente eu trouxe uma fic pro QueTopTaeTop (que é o project que eu participo rs) depois de muito enrolar!

A Ji não faz parte do projeto, mas ela ajuda muito com as minhas fics (EUAMOELACÊSNAOTEMNOÇÃO)

Eu tinha essa fanfic guardada a bastaaaante tempo, sempre amei a ideia do plot e depois de uns anos eu finalmente tirei ela da gaveta kshsk

Essa fanfic é em dedicação as TaeGinas, mas principalmente pra @AnnaCookie! Se não fosse por ela, essa fic continuaria engavetada por décadas!

Tenham uma boa leitura!

Nos vemos nas notas finais!

Capítulo 1 - 01.


— ... Aljana era o deus do céu, do universo. Ele é quem mandava nos deuses menores e nos outros seis deuses principais. Dizem que Aljana era apaixonado por Chikyu, a mãe terra, e então os dois tiveram dois filhos, More e Vind. Vind ficava junto ao pai nos céus e More ficava na terra com sua mãe. Alguém sabe me dizer o que Sunce era para Aljana e Lucxis era para Chikyu? — O professor perguntou e olhou para a sala, esperando que alguém respondesse sua pergunta.

Foi quando SooHyun levantou a mão e o professor lhe deu a palavra.

— Sunce era irmão de Aljana e Lucxis era irmã de Chikyu.

— Correto, senhorita, mas sabe me dizer por quê?

SooHyun abaixou a cabeça, negando.

— Lucxis era uma parte de Chikyu, mas que se separou da mesma e vive com Aljana e Sunce nos céus. Sunce por outro lado, não era apenas um vazio. Ele se tornou uma estrela que possui brilho e calor através da essência de Aljana. Existe uma antiga lenda sobre Lucxis e Sunce. Alguém conhece? — Ninguém ergueu a mão, então o professor suspirou antes de continuar. — Lucxis era apaixonada por Sunce, mas ele estava longe demais para ela poder alcançá-lo. Então, ela apenas o observa ao longe, sem poder tocá-lo ou falar com ele.

— Mas... E Sunce? Ele não sentia nada por Lucxis? — Perguntou MinSeok.

— Alguns dizem que sim, outros que não. Vária de local para local.

— Mas e Byeol? — Perguntou ChaeYoung.

— Kurayama e Byeol morreram. Houve uma guerra, onde Kurayama queria a todo o custo derrotar Aljana e tomar o seu lugar no comando do mundo. Como sabem, ele não conseguiu.

— E o que aconteceu? — Perguntou SooHyun.

— Bom... Kurayama e Byeol acabaram se destruindo de forma tão intensa que a essência deles não conseguia mais formar uma consciência para renascerem. Byeol já não se importava se morreria ou se viveria, então fez esse sacrifício. — O professor parou de falar. — TaeHyung, você sabe dizer quem partiu o coração de Byeol?

Naquele momento, todos na sala olharam o moreno que prestava atenção a cada mínimo detalhe da história. Se sentiu um pouco nervoso com todos aqueles olhares, mas resolveu responder o professor:

— Byeol estava triste e cansado de ver Lucxis somente tendo seus olhares para Sunce. Byeol amava Lucxis, estava sempre ao lado dela, mas a mesma só tinha sua atenção para o deus sol.

— Correto. Então, Byeol deu sua vida para que o universo inteiro não fosse destruído, mas, principalmente, para manter Lucxis viva.

— Mas, professor, os deuses não eram imortais?

— Eles eram, mas podiam morrer, sim, em um campo de batalha, mas na maioria das vezes renasciam. Bem, continuando, Byeol morreu e, com ele, levou Kurayama junto. O deus das estrelas matou somente o deus das trevas, seus filhos sobreviveram, mas retornaram às sombras. Dizem que Tenebris é cheia de Spectruns, no entanto, ninguém nunca viu ou retornou de Tenebris, então não se sabe se é real ou falso.

— Como os seres humanos passaram a existir? — Perguntou JongDae.

— Bem, dizem que quando Byeol morreu, sua essência se dispersou pelo mundo, dando origem aos seres humanos. Luxcis era muito sozinha, Sunce nunca estava a seu alcance, More até gostaria de se aproximar dela, mas nunca conseguia, Vind era apressado e estava sempre viajando pelo mundo todo, quase nunca parando nem por um momento e Aljana nem sempre estava no céu para lhe fazer companhia, mas sim com Chikyu. A irmã da deusa da lua também não conseguia se aproximar dela, por mais que amasse sua irmã mais nova.

O sinal tocou, indicando que a aula havia terminado. Então, o professor pegou suas coisas, mas antes de ir, ele falou:

— Na próxima aula, quero que façam um trabalho sobre como cada deus age e é, tipo uma biografia. 2,0 pontos estão em jogo, então, não façam de qualquer jeito.

— Mas são muitos deuses!

— Quero apenas os sete principais deuses, e, obrigatoriamente, mais sete para fechar com catorze.

O educador saiu de sala e todos suspiraram aliviados, começando a conversarem entre sí.

"— YiFan é muito duro com a gente, mas estou feliz que podemos escolher pelo menos sete deuses."

"— Você vai fazer este trabalho ridículo? Está na cara que ele só quer nos assustar dizendo que vale dois pontos quando na verdade, deve ser apenas meio."

"— YiFan é tão bonito, não é?"

"— Irei fazer esse trabalho apenas pelo YiFan!"

"— YiFan é muito sério e frio! Pelo menos a matéria dele é interessante."

"— Interessante? Você quis dizer 'chata', não é?"

Era assim todos os dias. As pessoas em suas devidas panelinhas e os excluídos apenas fazendo qualquer coisa para passar o tempo. TaeHyung era quase um excluído, não por ser feio ou alguém chato, pelo contrário, apenas preferia ficar no seu canto. Ele observava as pessoas. Era apenas um observador.

Ninguém na escola o tratava mal, mas também ninguém se importava com sua existência. Bom, talvez as garotas e uns pouquíssimos garotos se importassem. Kim tinha certo fascínio pelas estórias que seus ancestrais criaram, as considerava bonitas. E uma de suas matérias favoritas estava justamente abordando sobre esse tema.

A aula de história era uma das que mais gostava junto de artes, as outras matérias eram estudadas por mera obrigação para conseguir ingressar na sua sonhada faculdade de fotografia.

Ele via coisas estranhas quando era menor, mas com o passar dos tempos, foi ignorando e se fazendo acreditar que o que achava que via era apenas coisa da sua cabeça. Assim passou a viver sua vida, vendo coisas estranhas, ignorando elas, estudando para poder se sustentar algum dia e principalmente pesquidando sobre Lucxis. O moreno realmente se interessava pela estória dela desde que esse assunto na matéria de história foi abordado. Não entendia porque, apenas gostava.

A aula seguiu-se normalmente. Foi para casa assim que arrumou seu armário e depois de um bom banho, ficou em seu quarto para fazer o trabalho que o professor Wu pediu. Naquele dia era uma sexta-feira, ou seja, a boate em que trabalhava iria abrir. Trabalhava lá apenas para poder ajudar sua mãe com as contas da casa, já que ela tinha problemas de saúde e não podia trabalhar, não ía para aquele tipo de lugar para se divertir, sua ideia de diversão era outra.

Gostaria de um emprego que não envolvesse música nas alturas, bebidas alcoólicas, cigarros, drogas e outras coisas que se encontram em uma boate, mas foi inevitável. Aquela casa noturna pagava muito bem por um barman.

Terminou de fazer as coisas de casa e se arrumou para ir ao local de trabalho ganhar o dinheiro do seu pão de cada dia.

Kim TaeHyung era seu nome completo, tinha dezenove anos e estava no terceiro ano. Nasceu e viveu em Fengári, a cidade protegida da deusa lua, como gostava de chamar.

Foi andando pelas ruas banhadas pelas cores em tons de laranja do crepúsculo, estava um belo entardecer. Sua cidade era tranquila e gostava de viver alí. Algumas vezes no ano nevava, mas não de forma intensa como Tenebris. Lá era um lugar banhado pela neve e frio, ninguém que foi até lá retornou. Mesmo com toda a tecnologia atual, ainda não se sabia ao certo porque as coisas sumiam naquele lugar.

Estava andando a caminho da parada de ônibus até que ouviu um miado esganiçado de um gato. Garotos estavam atirando pedras em um pobre felino que tentava se esquivar ao máximo delas.

Sentiu raiva do que aquelas crianças estavam fazendo e não evitou de se intrometer.

— EI, O QUE ESTÃO FAZENDO?! — Falou, irado com os maus tratos ao pobre animalzinho.

— VAMOS EMBORA!! — Gritou o que parecia ser o líder das pestinhas.

Eles saíram correndo e o mais velho suspirou indo até o gato. Ele era branco, os olhos azuis como o céu e na coxa direita havia um sinal preto em forma de floco de neve. Arqueou as sobrancelhas, que tipo de gato tinha um desenho desses na pelagem?

— Está tudo bem com você? — Perguntou, mesmo sabendo que não receberia uma resposta, e se aproximou do gato devagar, vendo o mesmo se encolher. — Calma, não vou te machucar, pequeno.

O animalzinho pareceu relaxar, como se tivesse entendido o que o moreno disse, e o Kim pegou o felino no colo. O gato tinha uma das patas machucadas, consequência das pedradas que recebeu.

— Pobrezinho... Aquelas crianças malvadas machucaram você... Não se preocupe, vou cuidar de você até que fique melhor. — Fez carinho em sua cabeça, recebendo um ronronar satisfeito. — Você não tem coleira, mas parece muito limpo para um gato de rua, ainda mais tendo uma pelagem branca... Será que você tem um dono?

Recebeu um miado como resposta e o maior sorriu, pegou sua mochila e a abriu. Dentro só tinha um caderno e o estojo ficava em outro bolso.

— Vou te colocar aqui, ok? Vai ser melhor para mim e não vão me barrar por estar com algum animal.

O pegou com cuidado, ajeitou para deixar o gatinho confortável e voltou a caminhar em direção a parada de ônibus.

Assim que o veículo chegou, se sentou em algum lugar no ônibus e ficou com a mochila aberta em meu colo, apenas acariciando o bichano.

Quando chegou em seu local de trabalho, já estava mais escuro e o pessoal estava arrumando o local para abrir.

— Boa noite, TaeHyung! Como foi as aulas?

— Muito bem, KyungSoo! Como está indo?

— Seguindo em frente como sempre. — Sorriu.

Do KyungSoo era um dos funcionários do local, ele era amigável com o moreno alto e os outros também eram, mas o Do era como um irmão mais velho si. Ele era pequeno, tinha olhos grandes, cabelos pretos e quando sorria os lábios dele formavam um coração. KyungSoo era adoravelmente fofo, mas também sabia colocar ordem e ser assustador quando queria. 

Naquele exato momento, o gatinho em sua mochila miou, provavelmente queria ver o que acontecia fora da mochila ou queria sair daquele local que foi colocado.

— Trouxe um animal de estimação, TaeTae?

— Ah, não. Ele não me pertence. — Tirou o gatinho da mochila com cuidado e ele se ajeitou em seus braços enquanto fazia carinho nele. — Encontrei ele enquanto vinha pra cá, algumas pestes machucaram ele, jogando pedras no pobrezinho.

— Parece o JiMin... — Ele murmurou pensativo.

O gato miou novamente e KyungSoo arregalou seus olhos já naturalmente grandes.

— Tae, posso olhar ele? — Perguntou.

— Ah, claro... — Entregou o gato ao mais velho e o mesmo começou a analisar o pequeno animalzinho. — Sabe a quem pertence? Ele te parece familiar?

— É o JiMin, mesmo.

— Ah, então o nome dessa criaturinha fofa é JiMin? — Falou olhando o gato que mais uma vez miou, como se quisesse falar.

— JungKook vai ficar furioso! Ele esteve te procurando bastante, sabia? Ele até chegou a pensar em ir te procurar em Tenebris!

O gato miou como se dissesse "desculpa".

— Aliás, como você chegou aqui? — KyungSoo o acolheu em seu colo e começou a lhe fazer carinho.

— Deixe eu adivinhar, hyung. JungKook é o nome do dono dele, né?

KyungSoo pareceu hesitar antes de confirmar.

— Sim, podemos dizer que sim.

— Então, pode entregá-lo a ele? Espero que esse pequeno não fuja mais uma vez. Vai que eu acabo não estando por perto para salvá-lo de crianças malvadas?

O gato miou irritado.

— Ok, Tae, irei levá-lo ao seu dono quando der. Por enquanto, vamos abrir a boate.

— Será que Choa pode cuidar de JiMin enquanto trabalhamos?

— Acho que sim. Sabe como ela é coração mole, não sabe?

— Sim, eu sei. Já vou, tenho que me arrumar.

— Ok, nos esbarramos por aí.

Ao terminar sua conversa com o menor, foi pros fundos. Pegou seu uniforme do armário e se vestiu, guardou a roupa na mochila, de lá tirou um lápis e uma borracha junto com o caderno, ainda não tinha terminado seu trabalho de história e quando desse tempo, iria terminar. Faltava apenas escrever sobre Sunce e Lucxis. Trocou de roupa e foi para trás dos balcões verificar as coisas, os outros funcionários abriram a boate que já tinha uma fila do lado de fora para entrar.

O local encheu rapidamente. Algumas garotas ficaram o paquerando, mas resolveu não dar papo, não estava interessado naquele tipo de coisa no momento. Foi atendendo os clientes que vinham para pegar uma bebida e assim foi a noite. Recheada de bebidas alcoólicas, música alta e pessoas se comendo aqui e alí.

Conseguiu uma brecha e começou a escrever, primeiro sobre Sunce e então quando iria começar a escrever sobre Lucxis, um cliente se sentou na bancada. Rapidamente largou o lápis para atendê-lo.

— Vai querer o quê, senhor? — Perguntou.

— Apenas água, por favor.

Assentiu, antes de se virar para pegar um copo e colocar o que ele havia pedido. Quando voltou, o estranho estava olhando seu caderno com um sorriso.

— Estudando sobre os deuses?

— É meu trabalho de história. Esse ano estamos estudando sobre a religião dos nossos antepassados.

— Parece que você iria escrever sobre Lucxis... O que tem a me dizer sobre ele?

Arqueou as sobrancelhas. Afinal, até onde ele sabia, Lucxis era uma mulher e não um homem, mas resolveu ignorar.

— Bom... É a deusa da lua. Ela é fria, quieta e protetora da mesma forma que é neutra em relação a todos os outros deuses.

— Ele pode ajudar ou não ajudar. Depende do humor dele. Você acertou grande parte de tudo. — O estranho ingeriu um pouco do líquido transparente de seu copo antes de voltar a falar. — E sobre Vind? O que acha dele?

— Vind é o deus dos ventos, é irmão de More e filho de Chikyu e Aljana. Ele é apressado, as vezes calmo e bondoso, mas também pode ser forte e destruidor como também é impaciente.

O estranho sorriu.

— Me chamo Kim JongIn, e você meu jovem?

— Falando assim, até parece um velho. — Os dois riram. — Sou Kim TaeHyung, é um prazer.

— Ah, então você é o TaeHyung? KyungSoo já me contou sobre você.

— Ah, é mesmo? Vocês se conhecem?

— Sim, e por falar nele, sabe onde ele se encontra? Ele me chamou e estou procurando por ele.

— Deve estar atendendo os clientes, não sei onde ele pode estar. Eu sinto muito, mas não posso sair daqui.

— Eu entendo. Foi bom te conhecer, Kim TaeHyung.

Ele saiu e o mais novo voltou a prestar atenção nos clientes, as vezes escrevendo sobre seu trabalho quando tinha um pouco de tempo.

 

《☆》

 

Devia ser duas horas da manhã ou mais, seu turno não faltava muito para acabar. TaeHyung só tinha que esperar o próximo barman vir assumir o seu lugar. Quando o mesmo chegou, foi para a sala dos funcionários tirar o uniforme e colocar sua roupa normal. Guardou suas coisas na mochila e sentiu algo se esfregando em sua perna. Olhou para baixo, constatando que era JiMin que se encontrava alí.

— Oi... O que faz aqui, pequeno? Não deveria estar com KyungSoo? — Perguntou, o pegando no colo e se sentando em um banco que tinha alí.

JiMin ainda estava com a pata machucada, ele se ajeitou em seu colo e o moreno começou a fazer carinho em sua pelagem clara.

— Você tem um sinal preto que lembra um floco de neve... Como é possível isso? Nunca tinha visto um gato assim antes.

O bichano miou. Parecia até que ele entendia o que o maior dizia.

— Bom, JiMin, eu tenho que ir. Já está tarde, sabe? Eu estou cansado e imagino que você também esteja.

O gato ronronou e desceu de seu colo e entrou em sua mochila.

— Não, JiMin. KyungSoo vai te levar até seu dono, não posso levar você pra casa.

O gato começou a encará-lo com suplica, o maior suspirou.

— Não adianta me olhar com essa carinha que eu ainda vou te levar pro hyung, venha.

O gato se aproximou hesitante e o Kim o pegou no colo.

Tentou procurar KyungSoo pela boate ou então o tal JongIn, mas não conseguia ver nada além de rostos desconhecidos e corpos na pista de dança, tomando cuidado para não esbarrar em ninguém. Resolveu desistir de procurar o Do, por estar cansado e quase dormindo em pé. Levaria o gato consigo somente naquele dia e na manhã seguinte falaria com o mais velho para pegar o gato.

Saiu da boate e caminhou em direção ao ponto de ônibus, a rua estava extremamente deserta com pouquíssimos carros na rua. Não tinha uma alma viva além do moreno. Parecia estar em algum filme de terror, mas já estava acostumado com aquilo já que sempre voltava para casa tarde da madrugada, isso quando as vezes substituía alguns dos barmans e fazia hora extra.

Se sentou no banco e ficou aguardando um ônibus que o levasse de volta para casa. Se sentia observado e ouviu o gato em seu colo grunhir, como se tivesse algo o incomodando. JiMin parecia inquieto.

— O que foi pequeno? Aconteceu alguma coisa?

Não houve resposta como o esperado, o gato estava em posição de alerta e TaeHyung estava estranhando aquilo tudo. Até que o bichano fixou seu olhar em um ponto qualquer. Olhou na mesma direção e pôde constatar que havia uma sombra. A sombra tinha uma forma vagamente humanóide, mas com uma forma mais demoníaca e tinha, ao invés de dedos, garras afiadas, parecendo sorrir macabramente de forma eterna. O sorriso nunca vacilando, nunca mudando.

JiMin fez um barulho de silvo, fazendo seus pelos ficarem eretos para parecer maior e ameaçador. A coisa humanóide estava se aproximando de ambos os dois lentamente, mostrando suas garras pontudas, afiadas como facas, e negras como todo o seu corpo. Pegou JiMin no colo e começou a recuar, a coisa era assustadora e TaeHyung tentava se convencer de que era apenas a sua cabeça inventando coisas por conta do sono.

Quando o demônio ía pular para o ataque, algo o empurrou, tirando TaeHyung da linha de ataque do monstro e consequentemente o fazendo cair no chão. JiMin havia se soltado de seus braços e rosnava para o monstro.

Um rapaz de estatura baixa, cabelos cinzas, vestido de roupas de couro preto e armado com uma katana, estava com a mesma contra as garras da criatura. O demônio ficou encarando o rapaz, se esquecendo totalmente da presença do moreno e rosnou em ódio por ter sido atrapalhado. O de cabelos prateados atacou a sombra e o tinir entre as garras da criatura contra a espada do rapaz começou, sentiu alguém o ajudar a levantar e afastá-lo um pouco da confusão, era KyungSoo.

— Hyung?!

— Não é uma boa hora, Taehyung.

— O que é aquilo?

— Não posso te explicar. Não agora. Temos que ir pra sua casa.

KyungSoo tentou o tirar dalí, mas ouviu o som de alguém cair no chão, o que fez o Kim parar no lugar e ver o que tinha acontecido. A sombra tinha derrubado o cinzento no chão a poucos metros e gargalhou de forma assustadora, possuía uma voz duplicada e demoníaca, se aproximando do rapaz que recuava para trás. A espada dele havia sido cortada ao meio e estava jogada no chão.

Ele olhou na direção de TaeHyung e pareceu surpreso por um momento. A sombra mergulhou as garras na direção do menor, mas ele deslizou passando de raspão e passou a desviar da criatura que tentava o acertar. O cinzento conseguiu nocautear a sombra, dando uma brecha e gritou:

— Venha, Yuki!

Antes que o Kim conseguisse entender alguma coisa, Jimin se soltou de meus braços e correu o mais rápido que podia na direção do rapaz. Até tentou ir atrás dele, mas KyungSoo o impediu. Jimin mudou de forma, virando um par de facas que foi diretamente para as mãos habilidosas do rapaz, que rapidamente repeliu um golpe que iria receber da sombra.

— Sinto muito, JiMin, sei que está machucado e é contra as regras usar os Stings dos outros deuses, mas será rápido. — Ele afirmou antes de voltar a lutar com a criatura.

A criatura se desfez em um tipo de pó negro quando o cinzento conseguiu dar um golpe certeiro e mortal. O rapaz abaixou as facas que antes eram o felino de pelagem branca e olhou para elas, dando um leve sorriso.

— JungKook irá encher meu saco por ter te usado e ainda mais por você estar ferido... Obrigado.

As facas tremularam, brilhando, e voltaram a ser um gato. Jimin veio em direção ao moreno, mancando mais do que já estava. Taehyung o pegou no colo, lhe fazendo carinho.

O rapaz finalmente se virou mostrando seu belo rosto que, por conta de seus rápidos movimentos, o Kim não havia visto de uma forma clara. Pôde constatar que ele era lindo e tinha traços delicados atraentes.

— Não achei que estivesse aqui, JongIn.

Taehyung arregalou os olhos, olhando para trás, vendo que o moreno alto estava mesmo ao lado de KyungSoo.

— Eu não estaria aqui se o assunto não fosse importante.

— Você podia ter me ajudado, não? — Cruzou os braços, com uma sobrancelha arqueada.

— Se eu te ajudasse, você iria ficar irritado comigo e diria que não precisava de ajuda.

O platinado revirou os olhos.

— Deixe-me advinhar. JungKook e Jimin brigaram mais uma vez e Jimin resolveu se aventurar por aqui dessa vez? — Perguntou o cinzento, o tom banhado em deboche.

O gato rosnou, raivoso.

— Fico realmente impressionado que vocês não brigaram desta vez, mas você deveria voltar para Thale. JungKook deve estar arrancando os próprios cabelos em preocupação. — O olhar do rapaz desprendeu de Jimin para Taehyung. — E esse aí? É algum Sting novo seu, JongIn?

— Não, ele é um humano. — Respondeu KyungSoo.

— Eu não perguntei a você, Sting, perguntei ao seu mestre.

— YoonGi, não seja hostil. Não aceitarei que humilhe KyungSoo desse jeito.

O tal YoonGi revirou os olhos em impaciência.

— Se esse aí é um humano, então como ele consegue me ver? — Perguntou, cruzando os braços.

— Eu não sei... Kyung?

— Não é de meu conhecimento, Nini. Ele apenas... Vê. — O menor encolheu os ombros, como se estivesse se desculpando por não saber como responder à pergunta.

— Humanos não conseguem nos ver com tanta facilidade, é como se fôssemos invisíveis para eles. Você é o quê? Algum híbrido, por acaso? — Perguntou o platinado para o Kim. — Tenho certeza de que você não é um elfo ou anão.

— Eu... Acho que sou humano. — Respondeu, sincero e confuso.

— Você acha? — YoonGi arqueou as sobrancelhas.

— Deixe-o em paz, YoonGi. Não é um bom momento. — Falou KyungSoo.

O de cabelos prateados deu de ombros.

— Tudo bem. Se virem com esse aí, continuarei procurando por Spectruns em Fengári. Ah... Recomendo você voltar logo para Lon, JongIn. O movimento hoje está bem agitado.

 

 


Notas Finais


Os primeiros dois caps são beeem ruinzinhos, pq na época eu não escrevia direitinho (não que atualmente eu tenha melhorado muito, mas dá pro gasto)

Mas juro que lá pelos caps a partir do quarto as coisas ficam muuito melhores! E olha que é difícil eu gostar das minhas próprias fics!

Essa fic foi inspirada em bastante coisa como: Noragami, Magnus Chase, Percy Jackson e etc.

Espero que tenham gostado e não desistam de mim qwp

Os caps serão postados a cada duas semanas para eu ter tempo de escrever caps e OS, não precisam ficar impacientes, os caps vão sair, mas tudo no seu tempo ;)

Kissus de açúcar! ( ˘ ³˘)❤

Fui~

~foge pras montanhas~


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