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História Byou no mandai - Capítulo 1


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Notas do Autor


Aviso de possível gatilho: em Sasuke Retsuden, quando Sakura é soterrada após uma explosão, Sasuke tem um ataque de pânico. Ele é descrito aqui, então me perdoem se ficarem desconfortáveis :(

Essa one é um presente pra @Satu_rno que está fazendo aninhos hoje! parabénsssssssss, muitas felicidades, muitos anos de vida, oro pra que seja muito abençoada e espero que goste do seu presente, fiz com muito carinho ♥

Boa leituraaa

Capítulo 1 - Único


Os episódios de síndrome do pânico são marcados por crises de ansiedade quase que inexplicáveis, que podem estar associados a sintomas físicos semelhantes ao de um ataque cardíaco.

 

 

 

Deitado, sentindo seus cabelos curtos espalhados dentre meus dedos, que apoiam sua cabeça, finalmente consigo relaxar.

O teto de ripas de madeira tem vãos, e eu conto cada um deles, por mais que sejam quase imperceptíveis.

Estamos em nosso apartamento. Quando destruiu nossa casa com potente soco por indignação às especulações de Sarada, foi necessário morar nessa residência significativamente menor. A princípio, incomodei-me.

Nossa casa estava sendo reconstruída, eu passei alguns dias em casa e pude conhecer melhor minha filha, de quem passei tanto tempo longe, e me aproximar de minha esposa, de quem eu mais necessitava do apoio.

E por alguns dias tudo ficou na mais perfeita paz. Conversamos muito, nos aproximamos o tanto que merecemos nos aproximar. Então eu fui para outra viagem, prosseguir com a minha missão de manter a paz em Konoha, e deixei as duas pessoas mais importantes da minha vida em segurança por lá. 

Muitos eventos aconteceram posteriormente a isso. Naruto ficou doente, estava se sentindo cada vez mais fraco, e tínhamos medo de que apesar de ter enfrentado tudo na vida com uma força extraordinária, seu corpo não aguentasse essa misteriosa enfermidade.

Pesquisamos por meses uma solução para esse problema, no entanto, nada de consistente era encontrado.

Foi naquela época que descobrimos a primeira pista, o Instituto de Pesquisa e Astronomia, uma prisão que ficava em uma montanha a cinco mil metros do nível do mar, em Redaku.

A investigação naquela prisão foi uma das coisas mais difíceis que tive que fazer em toda a minha vida. Não por ter me infiltrado, fingido de criminoso, em busca de colher informações importantes que ajudasse a chegar em algum lugar, alguma esperança de como tratar a doença de um dos membros mais importantes da minha família, porque sim, o antigo Time Sete era como uma família.

A grande dificuldade chegou quando minha esposa teve de se juntar a mim, pois a missão havia ganho informações adicionais, e necessitei de uma parceira.

Começamos enfrentar problemas logo de cara. Em primeiro lugar sobre fingir que não a conhecia e ter que lidar com os sentimentos mais vergonhosos e humanos do mundo, como a raiva o ciúme, a frustração e a agonia de não poder tratá-la como merecia. Já passávamos tempo o suficiente longe um do outro, estar juntos na mesma instituição, nos vendo, conversando, e não poder tocar nela como meu coração implorava, era muito triste.

A medida que o tempo foi passando, acreditei que tinha aguentado cargas de pânico suficientes por toda minha vida: na morte dos meus pais juntos do clã inteiro, morte do meu próprio irmão, preocupação com Sakura enquanto viajávamos e ela estava esperando a nossa filha, ou quando ela foi sequestrada e, junto de Sarada, fomos salvá-la.

Então veio a doença de Naruto, e eu achei que a cota estava cheia, mas eu estava enganado.

 

Os escombros eram cinzentos e mal dava para identificar o contraste entre eles e o céu escurecido. Parecia se armar um tempo para uma tempestade.

Eu estava sujo, cansado, machucado, quase sem chakra, mas o meu doujutsu brilhava em heterocromia através da paisagem mórbida.

Procurava com todo o desespero desse mundo a única luz capaz de desanuviar minha escuridão. Eu não a encontrava.

Saí gritando seu nome como louco, a perspectiva real de que a tivesse perdido era arrasadora em meu peito. Nunca em toda a minha vida eu havia sentido um desespero tão grande quanto aquele. 

Mal percebi que estava em pânico, mas a compreensão chegou a mim quando puxei o ar, e ele não chegou até os meus pulmões. 

Gritei seu nome mais uma vez, e Sakura não me respondeu sinal algum. A minha percepção de tempo e espaço já não eram mais as mesmas, o medo congelante, diferente de tudo o que eu já havia experimentado, transpassou o meu corpo todo. 

Minha boca apenas sabia gritar pela sua localização, e a única coisa que recebia em troca era o silêncio.

Costumamos conhecer apenas parte de nós mesmos. O autoconhecimento é doloroso, geralmente precisamos passar por muitos processos para nos entender a fundo, e mesmo assim, até o fim da vida, você não teria conhecido nem metade do que há dentro de si.

Eu achei que sabia lidar com o medo até ter que enfrentar o maior deles de frente: a possibilidade real de perder Sakura.

Eu sabia que estava prestes a quebrar tudo, ou ser quebrado de forma irreversível. Logo eu, que era sempre acostumado a ser guiado pelo ódio, destruir tudo o que me machucava, sentia-me sem energia, pois parecia que a minha força havia abandonado meu corpo.

Meu sharingan sangrou, e o rinnegan girou em suas órbitas com força. Minha cabeça latejou, o braço começou a formigar, e a sensação em meu coração acelerado era que explodiria.

Então finalmente o sinal daquele anel, o bendito que eu havia feito emitiu um sinal, quase um pulsar. Finalmente a encontrei.

“Perdão, Sasuke-kun. Eu não faço nada de útil.”, ela disse. E aquelas palavras, mesmo que absurdas, trouxeram o ar, a luz e o equilíbrio de volta.

Sakura é meu epicentro. A menor chance de viver em um mundo onde ela não esteja, me deixa vazio por dentro.

 

Não me ouvirá agora, pois ressona tranquila em meu peito, e eu continuo a acariciar seus cabelos macios.

Sou grato por ter escolhido ficar comigo, apesar de todos dos pesares, e a situação em Redaku apenas reafirmou isso.

Cogitar por apenas um minuto perder você é o mesmo que pensar na destruição da existência, pois você, Sakura, ocupa cada pequeno pedaço do meu ser. Nunca fui bom em me abrir, expressar o que se passa em minha mente e coração, mas enquanto você dorme, gostaria que soubesse…

— Que eu te amo. Não suportaria te perder, pois se você se for, será como se eu também me fosse.


Notas Finais


Capa pela @Satu_rno


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