História C-X49: escolhidos para matar - Interativa - Capítulo 9


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Adolescentes, Experimento, Interativa
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Palavras 1.844
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Científica, Hentai, Luta, Policial, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 9 - Capítulo Sete


11 de novembro de 2025 — 20:42

Sarah Garlen

Só restava Jane, Maria e eu para descermos. Todos estavam — aparentemente — seguros lá embaixo. Talvez não seja tanto suicídio assim.

— Vocês vão primeiro. — Jane disse me empurrando para perto da abertura.

— Está com medo? — soei desafiadora.

— Não é medo. Só quero garantir que todos fiquem seguros.

— Se essa frescura for porque não quer passar pelo teletransporte, saiba que para mim, tanto faz. Você pode simplesmente pular e ficar do tamanho desse prédio inteiro. — Luna disse assim que apareceu de repente.

— Ouvi dizer que você é tipo um homem-formiga. — tentei amenizar a tensão com uma piada muito, muito ruim.

Maria permaneceu quieta, como nos outros dias. Não sorria como antes, não manifestava sua opinião sobre o assunto. Só estava vegetando, como minha avó costumava dizer.

— Certo. — Jane respondeu visivelmente irritada. Sei que nunca gostou de ser intimidada, principalmente depois que a ideia de "chefe" começou a se apoderar de sua cabeça.

— Luna, leve a Maria primeiro, por favor. — pedi.

— Pronto. Mais uma que acha que manda em alguma coisa. — ela respondeu e fez um sinal rápido para que Maria segurasse em seu braço.

Naturalmente, ignorei seu comentário. Pouco tempo depois que Luna partiu com Maria, alguém veio correndo em nossa direção. Era Dylan.

— Está atrasado. — Jane foi a primeira a se pronunciar.

Ele, assim como eu, preferiu não respondê-la, apenas indo em direção à abertura, para inspecioná-la, suponho.

— Não faço ideia do plano de vocês, mas temos que ir rápido. Dou menos de dois minutos para nos alcançarem.

— Você poderia ter mandado um "xabú" e iniciado uma tempestade lá dentro. Ganharíamos tempo. — Jane cruzou os braços.

— Não é assim que a banda toca, Jane. — coloquei minhas mãos nos bolsos posteriores do meu jeans antigo. — Aposto que Dylan já fez o bastante.

— Obrigada pelo reconhecimento. — ele deu um meio sorriso. Fiquei furiosa por dentro por ter correspondido ao ato sem sequer refletir sobre a situação.

Ele pode até ser atraente... Não. Sem chance. Apesar de meus hormônios estarem à flor da pele, ele não passa de um sociopata para mim.

— Quem é o próximo? — levei um susto quando Luna apareceu de repente bem atrás de mim. Essa garota deveria vir com uma coleira de sino inclusa.

— Dylan. — Jane se pronunciou antes que alguém pudesse dizer qualquer coisa. Claramente ela não gostava de tê-lo por perto.

— Certo. — Luna respondeu indiferente.

— Nos tornamos tão cruéis. — Jane disse para si mesma depois que a de cabelos azuis partiu com o sociopata. Eu quase que podia ver os pensamentos confusos dentro de sua cabeça.

— Por quê diz isso?

— Perdemos uma pessoa hoje. Consegue ver alguém ressentido por isso?

— Talvez estejamos todos preocupados demais em sair vivos daqui. — ela soltou um suspiro triste.

— E Jade?

Agora sim ela havia atingido um ponto específico dentro de mim. Que péssima amiga eu sou.

— Ela vai conseguir sair daqui. — Mentira. Isso é apenas no que eu quero acreditar.

— Era a única chance dela.

— Por quê resolveu ficar tão solidária agora?

Novamente Luna ressurgiu sem aviso prévio. Talvez eu já esteja me acostumando com isso.

— Sarinhaa... — disse provocativa. Ela estava adorando tudo aquilo.

— Nos vemos lá embaixo. — Jane disse acenando para mim. Deixando minha pergunta no ar.

Eu ainda não tinha me acostumado com a sensação da famosa viagem-de-meio-segundo. Meu estômago se revirou de uma forma assustadora. Talvez eu precisasse de um transplante de sistema digestório depois disso.

— Onde eles estão? — perguntei depois que minha visão havia se normalizado e pude ver somente uma extensa floresta temperada. Devemos estar em uma reserva florestal.

— Acha que ficariam expostos assim, prontos para serem pegos de novo?

— E por quê não estamos com eles?

— Olha — ela se recostou em uma árvore —, estou cansada. Teletransportei quase 20 pessoas em menos de 15 minutos. Mereço uma pausa.

— Como você mesma disse, estamos expostas a sermos pegas de novo. Não quero correr esse risco. Sei que vou parecer chata pedindo algo assim, mas, você não pode descansar agora.

— Quem decide isso, sou eu mesma. — arfei — Por quê você não deixa de ser chata e senta por dois minutos? Não sentiu falta de ar puro? O cheiro da chuva é a melhor sensação que existe.

— Está se ouvindo? — ela observava o além — Isso é uma fuga, não um observatório.

Ouvimos uma bomba perto demais. Fui jogada para cima de Luna com o impacto e ela pelo susto se teletransportou — junto à mim — para onde todos estavam.

— Se eu soubesse que uma bomba faria você acordar pra vida, eu mesma teria explodido uma.

— Por quê demoraram tanto? Onde está a Jane? — Mary veio rapidamente até nós.

— Tivemos um contratempo.

— Que tipo de contratempo?

— Nada relevante. — tentei controlar a situação.

— Então você deve ir buscá-la. — Mary disse para Luna.

— Eles ainda não cessaram os ataques. Ouvimos uma bomba muito próxima de onde descemos. Temos que continuar. — ela respondeu indiferente.

— Já perdemos muitas pessoas. — Maxwell se manifestou.

Desviei o olhar para evitar pensar nisso. Acho que Jane tinha razão sobre nós.

— Ei, espere um pouco — apertei os olhos quando vi Anabelle de costas abaixada, conversando com alguém —, aquele ali é o Creas?

— Aparentemente. — Luna respondeu.

— Como ele veio parar aqui?

— Não é óbvio? — Anabelle disse se virando para mim — Luna o resgatou, como fez com todos nós.

Ouvimos Hana arfar. Ela estava assustada, confusa.

— O que aconteceu com você? — Ana perguntou demonstrando pouco interesse.

— Jade. Precisamos ir atrás dela.

— Agora todo mundo resolveu bancar o amigo fiél? — Mia deixou de lado uma folha seca que estava em suas mãos.

— Vocês não entendem. Ela está em apuros. — Por um momento, Hana Bryant, uma das pessoas mais racionais que conheço, estava dando um piti. Quase não acreditei quando vi a cena. — Creas estava com ela.

— Como sabe disso? — foi a única coisa que ele disse. Sem demonstrar preocupação, remorso. Apenas curiosidade. E a parte mais interessante: nunca perde a postura.

Hana acelerou o passo para ir em sua direção e lhe acertou um soco. Doeu em mim.

— Anda! Levanta! Bata em mim! Seja um covarde, assim como você foi com ela!

— Não toque nele, sua maluca! — A íris de Anabelle não era mais humana. Os olhos de um felino cruel dominavam sua face.

— Acha que tenho medo dos seus olhinhos de gato de rua? — Ana rosnou. — Sabe a razão para que ela não esteja aqui, agora, conosco? — ela estava se referindo a Jade, mas seus olhos estavam em Creas. — Porque ela preferiu me salvar. Enquanto você, seu idiota, permaneceu egoísta até o final.

Creas estava sério. Eu diria que seu olhar era neutro, mas seu maxilar estava travado.

— E você Anabelle, é tão infantil. Isso me dá nojo.

12 de novembro de 2025 — 06:19

Jade Collins

Acordei incomodada com o frio. Quando me dei conta da situação, eu estava vestida com uma camisola de hospital, dentro de uma espécie de cela e com algemas nos pulsos.

Não. Eu não poderia estar passando por tudo isso de novo. Tentei me soltar das algemas, e o que consegui em troca foram vergões nos pulsos.

— Matthew? — tentei chamá-lo. Apesar de tudo, eu ainda não sabia o que havia acontecido com ele.

Quando não ouvi sua resposta, comecei a me sentir sozinha de novo. Abandonada, como no primeiro recrutamento. As paredes daquele lugar estavam se fechando contra mim. Deixando cada vez mais claro que não tenho chance contra eles.

Será que conseguiram? Estão livres e... ilesos?

Sarah, Jane, Maria, Maxwell, Mary, Creas. Hana. E todos os outros.

A imagem da perna ensanguentada da duplicata de Hana não saía da minha mente. Minhas glândulas lacrimais estavam ativas. Nunca pensei que fosse me sentir tão idiota por chorar.

— Há um tempo atrás, eu até que iria me comover ao presenciar seu sofrimento. — ouvi a voz da Dra. Allen e só consegui mover lentamente a minha cabeça para o lado. — Mas, depois de um tempo, a gente aprende que certas coisas não nos levam à lugar algum.

— Você sobreviveu. — foi só o que consegui dizer.

— E por quê não sobreviveria?

— Do jeito que é odiada, pensei que fosse a primeira que tentariam matar. — ela riu e se abaixou para ficar à minha altura.

— Estou aqui, não estou? Não vão se livrar de mim tão facilmente. — Christina levantou e seguiu adiante pelo corredor.

Em melhores condições, eu teria interpretado a ameaça e levado mais a sério.

Pouco tempo depois da saída cerimonial da Dra. Allen, dois guardas vieram e abriram a minha cela dizendo que 'estava na hora'.

Seguimos por um extenso corredor. Com certeza aquele não era o velho instituto. Eu reconheceria a estrutura.

Ouvíamos vozes. Algo importante estava acontecendo nesse momento. E pude ouvir com dificuldade o choro de uma criança.

— O que está havendo? — perguntei e paralisei no corredor.

— Continue andando.

— Por quê escuto crianças?

— Isso não é da sua conta. Continue andando. — Eles começaram a me empurrar para frente e então cedi.

Estão recrutando crianças. E a cada segundo sinto que é minha culpa. Se tivéssemos feito o que eles queriam, não precisariam de mais cobaias, e esses pequenos inocentes estariam livres agora.

Eles trocaram as minhas algemas por outras pulseiras de metal, já me cansei delas. Me deram um macacão azul cobalto e fui obrigada a manter meu cabelo preso.

Nesse momento eu estou na fila do refeitório. Crianças de 8 a 11 anos preenchem esse lugar. Sou a mais velha daqui, aparentemente.

— O que é isso? — perguntei confusa para a "cozinheira" quando percebi que em minha bandeja de plástico estavam apenas algumas cápsulas coloridas.

— Café da manhã. — ri com escárnio.

— Está brincando comigo? — eu estava tão concentrada em começar uma discussão com aquela mulher que quase não percebi que um garotinho de no máximo 9 anos me cutucava para que eu parasse de travar a fila.

— Tudo que você precisa está aí. Proteínas, vitaminas, carboidrato.

— Isso é um absurdo.

— Tia, vai logo! — o mesmo garotinho de antes ainda me cutucava.

Respirei fundo encarando aquelas cápsulas ridículas e saí da fila, procurando um lugar pra mim.

Uma menina, um pouco mais nova do que o garoto da fila, estava sozinha em uma mesa afastada. Seu cabelo era encaracolado, vermelho como o fogo. Fui em sua direção e sentei no mesmo banco em que ela estava, um pouco distante para não intimidá-la.

— Oi. — tentei chamar sua atenção. Mas ela permaneceu de cabeça baixa.

Suspirei e usei uma colher para brincar com as cápsulas.

— Não se preocupe — de repente ouvi a sua voz, olhei para ela e a mesma permanecia cabisbaixa — A vermelha é um pouco amarga. A amarela quase não tem gosto, mas a azuis são doces. — ela se referia às pílulas.

— Qual o seu nome?

Ela se virou relutante para mim e percebi o porquê. Em sua face, uma grande cicatriz que transpassava seu olho esquerdo ganhava destaque.

Clarissa.


Notas Finais


Oi gente!
E aí? O que acharam?
Esse capítulo não foi tãaaaao emocionante assim, às vezes acontece.
Eu espero que tenham gostado! Hoje não tenho muitos avisos para dar haha
Peço desculpas no caso de algum erro gramatical ter me escapado.

É isso. Até a próxima! S2


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