História Cabaret - Capítulo 1


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Categorias Undertale
Personagens Alphys, Asgore Dreemurr, Asriel Dreemurr, Chara, Flowey, Frisk, Grillby, Mettaton, Muffet, Napstablook, Papyrus, Sans, Toriel, Undyne, W. D. Gaster
Tags Cabaré, Chariel, Frans, Undertale
Visualizações 57
Palavras 1.201
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Excuse me sir


Fanfic / Fanfiction Cabaret - Capítulo 1 - Excuse me sir

As conversas altas dos homens já bêbados e o barulho do dinheiro caindo sobre a mesa a deixavam com dor de cabeça. Ainda que estivesse acostumada, trabalhar naquele tipo de ambiente a deixava com a impressão de sujeira.

No palco, algumas das meninas já estavam posicionadas. Com as roupas que quase mal cobriam suas partes íntimas, se seguravam no pau em que fariam o poli dance. As que estavam ali a muito tempo já possuíam fama e por isso tinham semblantes despreocupados. Ganhariam a noite com toda certeza. Era sempre assim. Dançavam e depois eram acompanhadas até os quartos.

– Você parece triste hoje– Diz o menino de cabelos pretos tocando de leve no ombro da garota. Chara se vira para ele que esboça uma expressão preocupada porém ela apenas balança a cabeça negativamente tentando amenizar os sentimentos do amigo.

– Não é nada de mais Mett. Só estou com dor de cabeça. Daqui a pouco passa– Ela desvia os olhos do amigo para olhar em volta. Apesar de estar acostumada, ser a única garçonete do lugar a deixava um pouco receosa. Não podia deixar de notar os olhares dos homens sobre si quando ia servir suas mesas. Ainda que existissem mulheres ali para satisfazê-los, o fruto proibido era sempre mais gostoso.

– Talvez devesse pedir para ir para casa mais cedo.

– Duvido muito que Sans me daria esse prazer– Ela mostra a língua para o amigo que ri– Obrigada por se preocupar, mas estou bem.

Mettaton abre a boca para dizer mais alguma coisa porém o som de copos sendo quebrados chama a atenção de ambos que se viram na direção do barulho. A cena que vêem é totalmente surreal. Dois homens estavam se agarrando pela gola da camisa. Pareciam mais dois galos de briga do que seres humanos. Um deles estava em cima da mesa descontando socos no outro. Ao redor uma pequena multidão já estava se formando, alguns com feições assustadas e outros com semblantes de divertimento.

– Hey, hey– Diz Chara assim que ela e Mettaton conseguem chegar no local da briga e separar os dois. Ela estava com a mão sobre o peitoral do menino para que ele não pudesse avançar enquanto Mett estava ajudando o outro a recuperar o equilíbrio. Ainda que fosse maior do que o menino que o batera, o loiro conseguira fazer muito estrago no mais velho, que possuía cabelos brancos– Posso saber o motivo para essa briga ter começado?

– Ele roubou meu dinheiro– Diz o loiro afastando a franja dos olhos. Apesar dela não estar tão próxima, ainda conseguia sentir o cheiro da bebida em seu hálito. Esse deveria ser a principal causa da briga em primeiro lugar. Havia alguns bêbados que achavam que eram o Simba e podiam ganhar qualquer luta.

– Eu não roubei nada– Se defende o albino passando a mão pelos lábios que sangravam. Chara não pode deixar de perceber que no bolso de seu casaco havia uma caixa de cigarros. Pelo jeito todos que vinham naquele lugar tinham algum tipo de vício. Não era de se espantar– Estávamos jogando, apostando dinheiro. Ele perdeu, eu fico com o dinheiro. Essas são as regras.

– Eu só perdi porque esse filho da puta roubou no jogo– O loiro faz menção de avançar, mas Chara o para com apenas um olhar. Sua mão ainda continuava no mesmo lugar e ela suspirou cansada.

– Quanto você perdeu?– Pergunta ela já atraindo olhares suspeitos de seu amigo. Ele a conhecia muito bem e sabia o que ela estava prestes a fazer.

– 350– Responde ele lambendo os lábios, quase como se lembrasse do sabor do dinheiro e fosse como experimentar um grande pedaço de bolo de chocolate.

– Aqui– Chara pega algumas notas no bolso de seu uniforme e estende para o menino loiro que a encara confuso– Seu reembolso. Agora, não quero mais ver brigas por aqui. Se o gerente ver isso, expulsa vocês dois. E eu duvido muito que queiram isso.

O menino assente com a cabeça e pega o dinheiro. Logo depois se afasta e se joga em uma poltrona qualquer. Aos poucos a platéia começa a se dispersar.

– Mettaton, leve ele para a sala das roupas. Lá tem uma caixa de primeiros socorros, deve dar para tirar um pouco do roxo dos hematomas. Eu vou limpar essa bagunça de copos enquanto isso– Diz ela já se abaixando para recolher os cacos de vidro. Seu amigo concorda lhe esboçando um meio sorriso e saindo logo em seguida em direção a sala dita por ela.

O trabalho em si não era difícil. Apenas tinha que ter o cuidado para não se cortar durante a tarefa. O cheiro da cerveja que havia caído no chão e molhado o vidro porém lhe causava um pouco de ânsias. Mesmo que seu olfato já estivesse acostumado, nunca era algo bom reconhecer aquele cheiro. A lembrava de sua infância e de seu pai miserável. Depois da morte de sua mãe devido a uma terrível doença, era apenas isso que ele conseguia fazer. Logo foi despedido do emprego e cada vez mais o dinheiro da casa ia sumindo rapidamente. Não tardou para que a conta de luz rapidamente fosse cortada assim como a de telefone e a de água. Ela não sabia como havia conseguido sobreviver aquela época.

Estava quase por terminar quando foi interrompida por alguém que pisou nos cacos restantes. Um homem a julgar pelo tamanho do sapato. Olhou para cima confirmando sua suspeita se deparando com o menino de cabelos brancos e olhos cor de caramelo. Possuía um sorriso cínico no rosto e a encarava de um modo intenso. Isso fazia o estômago da menina se revirar.

– Senhor Dreemurr– Diz ela já se levantando com um sorriso esperando que não pareça forçado. A verdade era que Chara detestava servir o garoto. Além de esnobe ele era mulherengo e não perdia uma chance de flertar com ela, ainda que vivesse transando com as dançarinas– Deseja alguma coisa?

– Na verdade sim. Além de poder me chamar de Asriel... – Diz ele se aproximando e colocando a mão em seu ombro enquanto mordia o lábio inferior. Isso quase fez Chara revirar os olhos. Quase– Poderia me dar a honra de me acompanhar até o quarto? Eu prometo que serei gentil, vai ser uma noite inesquecível– A última parte ele sussurra em sua orelha o que a deixa um pouco arrepiada devido a proximidade. Não era um arrepio bom, era quase como um gato quando estranha o outro.

– Perdoe-me mas isso não está dentro de meus serviços. Posso apenas lhe oferecer uma bebida ao algo para comer se desejar– Diz ela tombando a cabeça para o lado e encarando os olhos do menino que parecia desapontado.

– Hum, fica para a próxima– Diz ele dando-lhe uma última piscadela e logo seguindo em direção ao palco das dançarinas que já estavam quase prontas para começar a dança. Logo ela vê a preferida de Asriel, uma menina de cabelos pretos que logo que o vê cruza as pernas e lambe os lábios de forma sedutora.

Chara revira os olhos e se abaixa novamente para terminar o trabalho que havia começado. Não sabia como alguém com tanto dinheiro igual a ele estava fazendo o gastando em um lugar sujo e de baixo calão como esse.



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