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História CAC - A Subida ao Topo - Segunda Temporada. - Capítulo 4


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Notas do Autor


Voltei!
Esse capitulo promete hem!
Espero que curtam e tenham uma boa leitura!

Capítulo 4 - Alimentando ideias proibidas (?)


Eleonor caminha com certa pressa pelos corredores do hospital, estava quase atrasada para a reunião e isso não era nada bom, vira o corredor e chega a sala, adentra soltando um longo suspiro e é recebida pelos olhares repentinos. Pigarreou ajeitando o seu uniforme e indo para o seu lugar a mesa.

-Café? - Um de seus colegas questiona, oferecendo um copo.

-Não obrigada. – Ela só queria terminar aquilo e sair dali, estava aborrecida, acordou sobre barulho de seu irritante vizinho e desde então não conseguiu mais recuperar o bom humor. O Co presidente Ariel pede pra que todos sentem e a mulher percebe um lugar vazio.

-Carlos, ainda falta alguém?

-Falta o Joel.

-Estranho, ele é sempre o primeiro a chegar, não é não?

-É sim.

-Pessoal, ainda falta uma pessoa pra chegar, mas vou lhes adiantando algo... – Ariel começa na ponta da mesa. – Joel foi designado pra uma de nossas filiais, logo o seu cargo aqui será ocupado por... - Nessa hora a porta se abre um homem bem vestido adentra sorridente, com uma maleta na mão e a chave do carro na outra. - Bem na hora!

-Espera... - Eleonor, se ajeita na cadeira e espera que o homem vire, depois de cumprimentar o Co presidente.

-Pessoal, esse é o Apollo Menegal, será o substituto do Joel.

-Só pode ser brincadeira. - Ela deixa escapar, vendo que se trata do maldito homem recém mudado para o lado de sua casa, que a irrita profundamente e que por sinal é o motivo de estar aborrecida a manhã inteira. Todos se levantam pra cumprimentá-lo

-Será um prazer trabalhar com todos vocês, pessoal, pretendo dar o melhor de mim e espero fazer jus ao trabalho. - O homem de cabelos encaracolados e uma pinta no queixo finalmente deixa seu olhar recair sobre a mulher que se encolhe na cadeira involuntariamente, como assim aquele idiota estava agora trabalhando ali? Que porra é essa?! Deixa um meio sorriso irônico sair e se senta, assim como o restante. A reunião ocorre normalmente, sem muitas surpresas, ela não conseguiu falar muito, como de costume, Apollo também não falou tanto, apenas algumas coisas aqui e ali, vez ou outra seus olhares se encontravam e Eleonor sempre o xingava por dentro, chateada. Ela se perguntava se o universo lhe queria pregar peças, pra brincar assim com ela, pondo aquele homem em seu caminho sempre que pode. Suspirava sem vontade, dando-se conta de que viria aquele rosto muito mais agora do que apenas na casa ao lado, fazendo barulho naquela árvore ou com o cachorro. Passou bastante tempo pensando nisso e em como sua vida se tornaria um inferno. Quando Eleonor percebe, todos já estão levantando pra sair, pisca algumas vezes e trata de sair da sala também, sem olhar pra trás, tentaria evitar contato com aquele sujeito por hora.

-Hey! - Ela o ouve chamar e apressa o passo, revirando os olhos. Ele a alcança e sorri. - Eleonor, não é?

-O que você quer? - Ela para de andar, visivelmente incomodada.

-Você estava fugindo de mim?

-Claro que não.

-É uma coincidência, não? Depois de nossas desavenças, acabarmos trabalhando lado ao lado, como colegas!

-Não se anime muito, como conseguiu emprego aqui afinal?

-Eu me mudei pra Prisma Azul por causa desse emprego. - Ele reponde sorrindo – Ariel é um grande amigo da minha família, me disse que surgiria uma vaga de líder de recepção de exames aqui e perguntou se eu não queria.

-Sério? E você é qualificado pra essa função? Sem querer ofender, mas não é pra qualquer um e não me sentiria segura com Ariel dando emprego pros amigos deles apenas por serem... Amigos. - Ela diz com os olhos apertados, tentando intimidá-lo. Apollo dá um passo pra trás e disfarça.

-Claro que sou qualificado, eu fiquei cinco anos trabalhando como gestor de um hospital em Roma.

-Roma? - Ela repete, inclinando a cabeça, com um meio sorriso. - Sério?

-Acha que estou mentindo?

-Acho. - Ela responde dando-lhe as costas. - Te vejo por aí.

-Mas que mulher intrigante. - Ele deixa sair, seguindo o seu caminho perdido em seus pensamentos.

*

-Esses clientes são malucos! – Caio resmunga tirando o seu headset, chateado.

-Não sei o que eles tem hoje, parece que estão atacados pelo demônio.

-Nossa, Soraya, que pesado. – Dona Norma a repreende.

-Ela tá certa, eu estou ficando maluco.

-Precisamos de uma válvula de escape, sabia? Tipo boxe, karatê... – Agora é Diego quem comenta. – Pra desestressar depois de um dia como hoje.

-Que tal academia? – Dran sugere e todos olham pra ela. – Quê?

-É uma boa ideia. – Caio pensa na possibilidade.

-Não vou a academia. – Soraya impõe. – Minha conduta de sedentária me impede.

-Nem eu. – Ariadne completa.

-Conheço uma top. – Thor diz de sua cadeira, sem virar pra conversa.

-Preferimos uma que dê pra todos. – Silvanna responde com um sorriso torto.

-Tem uma próximo ao hospital. – Oliver diz.

-Claro que tem. – Diego resmunga.

-E o preço é acessível. – O outro continua.

-Claro que é.

-Qual o problema com vocês? – Thor questiona e os dois apenas se olham.

-Enfim. Quem é a favor de ir a essa academia hoje? – Dran questiona já levantando a mão, Diego e Oliver a acompanham. Caio olha pra Thor que suspira.

-Hoje não, galera.

-Bom. – Caio levanta a mão, sorrindo.

-Boa sorte. – Soraya volta sua atenção pro computador. – Otários.

*

O lugar não estava cheio, mas pelo menos parecia bom, limpo, chamativo. Caio espera o pessoal terminar no balcão e alcançá-lo.

-Como eu não sabia desse lugar? – Marcela comenta já ao seu lado. – “Aurora” nome diferente pra academia e é tão fofo e acolhedor!

-Fofo?

-Estou feliz por fazermos algo juntos.

-Mas estamos com o pessoal...

-Pois é, juntos! - Ela sorri.

-Vem cá, por que não saímos com o seu pessoal também? Tipo, você não se incomoda em sair apenas com o meu?

-Está monopolizando eles só pra você?

-Aham. – Ele sorri e a beija.

-Eu gosto deles, são boas companhias... Ninguém no meu setor se compara, não tenho vontade de sair com ninguém lá. Não depois que houve cortes.

-Por culpa do CAC.

-Para com isso, eu não culpo o cac pelo o que aconteceu.

-Só você que não. – Ele diz seus olhos recaem sobre a namorada analisando o lugar com um sorriso no rosto. - E você não está mais me ouvindo.

-Hm?

-Nada.

-Querido, eu queria te perguntar uma coisa. - Ela começa enquanto se aquece, ele faz o mesmo. - Você ficaria à vontade se meus pais viessem pra jantar conosco essa semana?

-O quê? - Ele sorri. - Quer que eu conheça o seus pais? Acha que está na hora?

-Nós estamos juntos já à cinco meses, você não acha estar na hora?

-Na verdade não, tem que ser depois de três anos. - Ambos sorriem. - Tá no estatuto do relacionamento, você não leu as letras miúdas?

-Não li não.

-Que coisa feia, Marcela. - Ele faz uma careta pra ela que reage o batendo no braço.

-Eu falo sério, amor... Eles querem conhecer o meu namorado, principalmente o meu pai.

-Opa, opa, isso me cheira à armadilha, devo fugir agora? - Ele deixa sair com um sorriso. - E como fica aquele outro assunto?

-Hm...

-Será hoje e creio que as coisas ficarão um pouco mais difíceis de explicar para os seus pais, não?

-Acho que sim.

-Olha. - Ele se volta pra ela e sorri. - Claro que eu quero conhecer os seus pais, mas vão precisar de mais um tempo pra se acostumarem com a ideia do que vem a seguir. Não acha?

-Vamos então passar por hoje à noite e ver como vai ficar. Eles podem esperar mais um pouco. A propósito, cadê o restante de vocês?

-Hm... Estão com Ariande. - Responde. – Ela arrastou a Dona Norma, Silvanna, Guilherme e Thor pra uma sessão de cinema.

-Ora, ora. - Ela deixa sai sorridente, vendo o namorado pegar os halteres.

*

-Está indo muito bem! – Oliver começa se aproximando de Diego em um dos aparelhos. – Botando os músculos pra trabalhar! Tá massa!

-Obrigado. Você também.

-Tento o quanto posso...

-Imagino. – O oriental responde querendo cortar o assunto, mas o outro não se contém.

-Bicho, por que estamos assim?

-Não começa, estou no meio do meu treino.

-Eu só não entendo por que temos que fingir que nada aconteceu, Diego eu gosto de tu, tatu.

-Para com isso!

-Sabe de uma coisa? Não vou parar não. Sabe por que? Por que, garotão, você amou aquele beijo, está louco pra repetir e é covarde demais pra admitir.

-Você é louco.

-Sim, eu sou. – O rapaz sorri. – E eu sei que você gosta e todo aquele papo de “ foi um erro”... Nem você acredita naquilo.

-Você veio pra cá apenas com o pretexto de me convencer que eu quero você?

-Exato.

-Hunf. – Diego solta o aparelho e respira um pouco, levantando-se e saindo.

-Já terminou com o aparelho? - O rapaz de cabelos longos amarrados em um coque no topo da cabeça questiona, sorrindo.

-Você não notou que isso foi uma saída dramática? - Dran se aproxima com a câmera na mão, sorrindo.

-Por que está filmando?

-É pro meu canal no Youtube, que tal falar algo bem bacana agora?

-Legalize já! - Ele faz um gesto com a mão antes de subir no aparelho.

-Os meus seguidores querem saber o que você conversou com Diego que o deixou irritadinho, se importa de falar?

-Me importo bastante e sabe de outra coisa? Eu acabo de decidir não liberar o uso da minha imagem pra você, tá ligada?

-O quê? Oliver! Você com certeza alavancaria o canal com a sua beleza.

-Olha, ela está me usando por views... Estou tão chocado que farei uma saída dramática. - Ele diz, deixando o aparelho. Dran suspira com um sorriso.

-Filho da mãe...

*

O chuveiro é desligado e a mulher se enxuga, aborrecida pelo longo dia de trabalho, volta pro quarto e se veste. Desce as escadas e constata sua mãe e irmã na cozinha, fazendo vários cupcakes e sujando todo o lugar.

-Eleonor, venha experimentar um! – Lily diz acenando com uma colher de pau na mão.

-Estão tendo bastante trabalho, não é?

-Sobrou bastante ingrediente das coisas do aniversário dela e estamos aproveitando.

-Que interessante. Me dá um aqui. – A mulher se aproxima e recebe um, levando à boca.

-Esse foi eu quem fiz. – A mais nova comenta, o gosto estava realmente bom e isso fez Eleonor questionar a veracidade do que sua irmã disse. – Tá uma delícia!

-Claro que está.

-Hm, filha alguém veio atrás de você, enquanto estava no banho. – A mais velha começa. – Um rapaz muito bonito.

-Ah mãe, não me diga que é o idiota do vizinho...

-Por que não gosta dele? Me parece ser um cara bem legal e atencioso por construir uma casa na árvore pro filho.

-Você acha isso? Que coisa mãe, aquela barulheira toda era irritante.

-Você é muito chata, por isso está solteira.

-Eu estou solteira por que eu quero, minha querida mãe, não preciso de homem me enchendo o saco agora, preciso é de paz. – Ela diz indo pra geladeira – E de sorvete.

-Come mais Cupcake, anda.

-Mãe!

-Você quase não come, parece que só recebe a luz do sol pra se alimentar igual as plantas, como é o nome mesmo? Videossíntese.

-É fotossíntese, mãe...

-O vizinho tá lá na varanda dele. - A mulher espia pela janela.

-Não estou nem aí.

-Não quer nem saber o que ele queria?

-Não.

-Quer sim, admita.

-Caramba, mulher, é você quem tá aí toda curiosa, vai lá perguntar a ele.

-Eu não. – Ela da outra olhada pela janela e sorri, voltando. – Ele olhou pra cá!

-Você tem quantos anos, hem? – A mulher revira os olhos saindo da cozinha.

-Me respeita, sou sua mãe. – A outra diz sorrindo e Eleonor para no meio da sala, iria jogar-se no sofá, mas suas pernas não respondiam. Pegou-se perguntando a razão de Apollo bater em sua porta agora a noite e sua mãe só piorou a situação. Aproximou-se da janela e bufou. O homem estava sentado em uma rede, em sua varanda, parecia olhar as estrelas. Resistiu e suspirou. Pegou suas chaves e seguiu pra porta. Apollo sente uma aproximação e nota ser a mulher vindo em sua direção.

-Boa noite. – Diz. Eleonor estava com os braços cruzados, protegendo-se do frio.

-Boa noite... – Sua voz sai baixa, mas ainda dura. – Minha mãe falou sobre a sua ida lá na minha porta.

-Hm... Sério?

-Queria algo?

-Sente-se ai, me faça companhia nessa noite estrelada.

-Não, obrigada, tá frio...

-Então por que veio até aqui sem um agasalho? Você por acaso decidiu de ultima hora?

-Só me diz logo o que você quer e eu vou embora, sim?

-Você é sempre tão ríspida assim?

-Não me venha com essa, não. – Ela se aproxima mais. – Você sempre foi um idiota comigo, isso é apenas uma reação.

-Quando eu foi idiota contigo? Quando eu briguei com você por estar com celular no volante?

-O sinal estava vermelho.

-Ainda assim, não me arrependo de ter feito aquilo.

-Deveria cuidar da sua vida, isso sim. – Ela diz e ele pensa um pouco. Suspirando. 

-Foi o jeito que eu falei, não foi? Bom, por essa parte eu me desculpo.

-Isso ameniza bastante.

-Minha mulher morreu em um acidente de carro há dois anos. – Ele começa e ela estaca. – Enquanto falava ao telefone comigo...

-Fala sério. – Ela deixa sair e ele nada responde. – E-Eu sinto muito por isso.

-Pois é, daí toda vez que me deparo com a mesma situação, eu...

-Entendi. – Eleonor diz, sentando-se. – Eu não fazia ideia. Desculpe...

-Tudo bem.

-Desde então são só você e seu filho?

-Aham. Aquele maluquinho é tudo o que me restou. Eu faria tudo por ele.

-Eu compreendo. – Ela olha pra casa da árvore, não muito longe de onde estão e deixa um sorriso sair. – Agora vejo um significado na origem de meus pesadelos.

-Nossa, eu lembrei agora quando fui babaca com você. – Ele faz uma careta, lembrando. Ela inclina a cabeça, esperando o restante. – O cocô do meu cachorro...

-Seu filho da mãe, até hoje sinto nojo de lembrar. – Ambos começam a sorrir. – Mas, eu o perdoo, pois depois daquele dia não houve mais nenhum incidente.

-Eu o treinei bem.

-Treinou é? – Mais sorrisos.

-Sabe... – A voz do homem sai baixa e meio rouca. – Devo confessar que fiquei feliz por ter encontrado você no hospital, foi tipo uma surpresa boa... No meio de várias pessoas desconhecidas só tinha o Ariel... Agora tem você.

-Bom. – Ela faz uma careta. – Tenho que confessar algo também, hm.. Eu meio que odiei aquela surpresa.

-O quê? – Ele também faz uma careta, sorrindo.

-Me dá um desconto, naquela hora eu ainda te odiava.

-Nossa, que palavra feia. – Ambos sorriem. – Eu notei que odiou me ver, você estava fugindo de mim.

-Não, eu não estava.

-Estava sim, eu precisei correr pra te alcançar.

-Eu não vou mais negar e também não vou confirmar. – Ambos sorriem e ela suspira, parecendo aliviada. – Você ainda não me contou o que foi fazer lá em casa.

-Ah sim. – Ele se deita na rede, olhando pro céu. – Eu não fui a sua casa.

-Para de graça, Apollo. – Ela sorri.

-Tô falando sério, eu não saí daqui da varanda desde que cheguei. – Ele volta a olhar pra ela. – Eu juro.

-Mas minha mãe disse que... – Ela começa, mas repensa, de cenho franzido. Sorri sem acreditar e lança um olhar pra janela da cozinha da sua casa.

-Acho que alguém queria que você viesse até mim. – Apollo comenta sorrindo. Eleonor se levanta, também sorrindo e suspira, envergonhada.

-Bom, já vou indo então, desculpa o incômodo.

-Que besteira! Foi uma boa companhia. – O homem responde, arrancando um singelo sorriso dela, antes de voltar pra casa.

*

Diego está parado na frente da academia, com o celular na mão, preparando-se pra pedir um veículo por aplicativo quando viu Oliver se aproximar como quem não quer nada.

-A lua está tão linda! – O rapaz de cabelos longos diz ajeitando o coque em sua cabeça.

-Cala a boca. – É só o que o outro responde.

-Por que não foi com os outros?

-Eu me atrasei um pouco no vestiário, aqueles cretinos.

-Me deixaram também... Poderia me dar uma carona?

-Peça o seu próprio carro..

-Meu celular descarregou.

-Sério? Nossa que conveniente, não?

-Aham. – Ele sorri maroto.

-Ok. Mas é melhor que não tente nada.

-Eu não prometo. - Oliver diz e o carro chega. Ambos entram e saem dali. Por alguns minutos o silêncio reina e o oriental o quebra. – Onde você vai ficar?

-Hm. – Ele pigarreia. – Pode me deixar na frente de um posto na esquina da rua Saxon.

-No posto? Posso passar por sua casa.

-N-Não precisa.

-Ok. – Diego franze o cenho e o silêncio volta. Não sabia ao certo o que estava sentindo ali, mas precisava falar algo. – Está calado de repente.

-Eu só não tenho nada a dizer. – Responde com um meio sorriso. – Nada que não pareça inapropriado.

-Aff, Oliver, você sempre é assim?

-Hm?

-Intenso demais, desapegado de tudo algumas vezes e super insistente em outras, você meio que se contradiz, chega a ser surreal.

-Não é a primeira pessoa que diz isso.

-Então isso quer dizer algo, pense nisso. – Diego deixa sair e Oliver deixa um gargalhada sair. O oriental sorri de canto e checa a hora em seu celular, franziu o cenho ao ouvir um fungar ao seu lado. Olha pra Oliver e o mesmo está em prantos, olhando pra fora enquanto chora silenciosamente. – Oliver?

-Hm?

-Está chorando?

-N-não. – Ele fala em meio ao choro.

-Está sim...

-Eu não estou chorando, você está chorando! – Ele esfrega os olhos com rapidez.

-Droga... – Diego suspira. – Não é pra tanto, cara, você encontra outras pessoas por ai.

-Não seja besta, idiota. – Ele continua esfregando os olhos. – Não tem nada haver com você.

-Oh.

-Surpreso pelo fato do mundo não girar ao seu redor? – Oliver diz sorrindo baixo.

-Como você é idiota.

-Eu sei... – Ele deixa sair e suspira vendo o carro passar por uma rotatória com a miniatura do símbolo da cidade. – Eu quero te falar algo...

-Fala.

-Eu meio que... Menti sobre onde eu moro.

-Como assim?

-Eu não consegui um ap pra morar... Eu... To em um galpão nesse mês. Por isso pedi pra me deixar no posto da esquina... Eu sinto vergonha... É só enquanto não sou efetivado de fato no cac...

-Eu imagino... Sinto muito... Você realmente não tem pra onde ir?

-N-não... Na verdade. – Ele pensa. – Minha família sempre foi o meu pai... Ele me odeia agora, eu fiz merda e ele não quer me ver nem pintado de ouro. Imagina só bro, é como se de repente tudo sumisse e você se vê sozinho no mundo, sem ter onde morar. Tendo a certeza de que há uma pessoa que te odeia. Bom... A minha mãe... Ela nunca deixaria que isso acontecesse, mas... – Ele limpa as lágrimas. – Fazer o que né, ela morreu.

-Droga... – Diego suspira, massageando o ombro do rapaz. – Eu sou um idiota mesmo, hm... Oliver, você pode ficar lá em casa.

-Tá brincando, irmão?

-Claro que não. Eu brincar com uma coisa dessas é a mesma coisa que... Não consigo pensar em nenhum trocadilho agora.

-Cara... Não zua não...

-Você pode dormir no meu sofá.

-Cara, obrigado, você me tirou de uma roubada.

-Vamos pegar suas coisas e ir pra casa. Eles então passam pelo galpão e depois de alguns minutos chegam na casa de Diego.

-Irado aí! – Oliver deixa sair ao entrar na casa do rapaz, com sua mala na mão.

-O que você precisa saber: Thor costuma trazer mulheres.

-Legal...

-Ele também é meio... Hm... Não toque nas coisas dele.

-Anotado. Caralho você toca piano?! - O rapaz deixa sair entusiasmado quando vê o órgão no canto. Diego sorri.

-Ainda não, minhas aulas começam amanhã. Ele chegou hoje da casa da minha mãe, as aulas seriam lá, mas achei melhor ser aqui mesmo.

-Massa! Vai poder tocar a música d'as Branquelas.

-Entre outras coisas, sim. - Ambos sorriem e o oriental aponta pro grande sofá branco. - Bom, essa é a sua cama, não coma nada nela, não suje e sem bebidas e drogas ilícitas nessa casa. pode acomodar suas coisas ai, vou buscar edredom e uma toalha pra você.

-Mais uma vez, valeu mesmo Diego. – O rapaz se senta e vê o outro se afastar. Ouve a porta da frente se abrir e Thor dá de cara com um dos novatos no sofá, com um sorriso bobo na cara, acenando de volta. Franze o cenho, sério.

-Por onde entrou, novato?

-Pela porta!

-Hm... Diego?

-Ele foi buscar um edredom e uma toalha pra mim.

-Hm... Vai ficar por aqui?

-Espero que não seja um problema...

-Não, não meu chapa. Não há problemas nessa casa. É uma regra.

-Que bom, que bom.

-Vocês estão se pegando, por acaso? - O loiro questiona inclinando a cabeça.

-Ah, não... Infelizmente. - Oliver se ajeita no sofá, Thor sorri.

-Que coisa não é. O que aconteceu com você?

-É uma longa história. - O rapaz responde sem vontade, o outro apenas acena com a cabeça e começa a andar.

-Não precisa contar não, tá? Perdi o interesse. - Thor diz fazendo o outro sorrir. - Não toque nas minhas coisas.

-Pode deixar!

-Gostei do nosso novo pet. - O loiro diz ao passar por Diego que voltava com as coisas na mão. Oliver se levanta pra pegar a toalha e o outro joga o edredom no sofá.

-Você conhece o Thor, sabe o jeito dele, então nem vou perder meu tempo dizendo pra relevar as idiotices que ele diz. - O oriental diz arrancando um sorriso do outro. - O banheiro é seguindo o corredor à esquerda.

-Valeu. - Oliver acena com a cabeça e com a toalha na mão e uma peça de roupa segue corredor à dentro, analisando a casa. Diego não consegue parar de pensar se o que fez foi a coisa certa, já que não sabe exatamente o que sente pelo rapaz. Mas ele precisava de ajuda, Diego, você tinha que ajudá-lo, então, foi o certo a se fazer.

-Otário, estou saindo, vê se se comporta com o outro lá. - Thor diz passando por ele, que nem percebeu a aproximação.

-Vai voltar pra Ari?

-Não. - Responde ríspido e abre a porta. - E não é da sua conta.

-Grosso. - Diego joga uma almofada antes de Thor fechar a porta e seguir para o carro. Põe uma música e segue rua à dentro, seus pensamentos nos mais variáveis lugares, ia desenhando linhas intermináveis em sua mente, estava indo com certa velocidade, preocupado com a estrada, queria chegar logo em seu destino, mesmo que esteja nervoso. Tremendo. Coberto por inseguranças. Achou que o tempinho de descontração na casa de Ari o deixaria mais de boa, mas aparentemente não adiantou. Suspirou quando constatou ter chegado em seu destino, uma casa modesta, em uma vizinhança calma. Estacionou o veículo, pegou um litro de champanhe e seguiu para a porta, checando a sua última mensagem no celular. Subiu os pequenos degraus e pensou um pouco antes de tocar a campainha. Ajeitou a sua jaqueta preta e passou a mão pelo cabelo, numa tentativa de arruma-lo antes que a porta fosse aberta, mas não teve êxito e Marcela o recebe com um enorme sorriso. Seu rosto corou imediatamente e um minuto de silêncio se fez, pois ele procurava por palavras, mas não conseguia organizá-las em sua mente.

-Adorei a jaqueta! - Ela quebra o silêncio o fazendo sorrir. - Entra.

-Hm, obrigado... Você também está linda. - Thor gira na sala ainda parecendo perdido, ela o abraça.

-Estou tão feliz por estar aqui.

-E-eu também. - Diz e levanta a garrafa. - Trouxe champanhe... Não tem álcool.

-Que coisa boa, o jantar está quase pronto, vou buscar algumas taças, sente-se, fique à vontade. - Ela diz se afastando, Thor esfrega as mãos, ainda tremia e não sabia ao certo o porquê. Sentiu seu coração acelerar quando Caio apareceu na porta da cozinha, sorrindo.

-Thor!

-Caio... - O loiro estende a mão pro outro que se aproxima pra um abraço. - C-como estão as coisas?

- tá nervoso, cara? - O moreno sorri. - Estou terminando de preparar a comida, Marcela já, já volta com as taças. Precisa de algo?

-Por enquanto não, hm, valeu pelo convite.

-Nós que agradecemos por tê-lo aceitado. - Marcela retorna com as taças e o seu enorme sorriso, Thor respira fundo, retribuído, estava agora os três no mesmo cômodo, ele não sabia exatamente como agir, o que fazer, estava prevendo uma noite difícil e desafiadora, se questionava até onde conseguiria ir e tentaria ficar mais calmo. O problema é que aqueles dois o encarando enquanto sorriam não ajudava nem um pouco nessa tarefa. Nem um pouco.

Continua...


Notas Finais


Aeee rapaz
As coisas estão esquentando, não?
Por hoje é só
Quem gostou comenta!
Até a próxima! #Delier.


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