História Caça ao tesouro - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~KonoSubarashi

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol
Tags Açucar, Baekhyun, Chanbaek, Chanyeol, Exo, Exozone, Fluffy, Fofura, Minseok
Visualizações 225
Palavras 7.222
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Fluffy, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oie, como prometido, estou de volta, bem cedo até.

Dessa vez tentei me superar e entrei em um grande desafio que foi escrever algo com mais de 2k e ainda ser 100% fluffy.
Desculpem qualquer coisa, realmente não é minha "zona de conforto".

Essa fic é dedicada a minha amiga/amor maior Nay... Infelizmente ela não pode estar aqui para ler, mas enfim, ela me deu toda essa ideia. Eu te amo, Nay.

Boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo Único


Baekhyun estava confuso, sentado em um banco de praça, enquanto Minseok instalava um microfone e uma câmera em si.

— Minnie, o que está planejando?

— Não é nada demais, apenas fique quietinho, enquanto termino de ajustar tudo.

 

Era complicado ficar quieto com a ansiedade e mistério que cercavam o ambiente. Baekhyun batia o pé esquerdo no chão de forma rápida e balançava os ombros, não imaginava estar nessa situação quando recebeu uma mensagem de seu amigo, também conhecido como Kim Minseok, para se arrumar de forma adequada e encontrá-lo.

 

Baekhyun estava atualmente com 22 anos, cursando serviço social, possuía cabelos pretos e uma paixão mal resolvida pelo melhor amigo de infância, Park Chanyeol. Clichê.

 

Vestiu uma camiseta cinza escrita "we got the leaders" e o desenho de alguns gatos sendo abduzidos, calça preta e tênis all star. Nunca se sabe onde pode acabar indo do nada em plena tarde de um sábado. Encontrou Minseok no parque próximo ao antigo prédio que morava e ali estavam até agora, com um Baekhyun completamente impaciente.

 

— Prontinho, Baekkie, agora podemos ir.

— Por que diabos colocou essas coisas em mim?

— Você vai ver.

 

Minseok saiu puxando Baekhyun, de mãos dadas, o levando até um grande prédio desativado a muito tempo, que por um acaso era a moradia de Baekhyun e Chanyeol quando crianças.

 

Na entrada, Minseok entregou um envelope para Baekhyun e pediu para aproveitar o momento, indo embora e deixando para trás um Baek atordoado.

 

Baekhyun olhou para o prédio deteriorado à frente, olhou em sua volta e depois para o papel em suas mãos, abrindo e dando de cara com uma mensagem de nada mais nada menos que Chanyeol.

 

"Olá, baixinho. Noto que está bem confuso agora, mas tudo será esclarecido brevemente, estou captando seus movimentos e até seus sons, então me mande uns oizinhos, sim?

São dezessete fases, dezessete locais importantes para nós, dezessete momentos. Se prepare, Baekhyun, siga o caminho. Vamos começar uma caça onde o tesouro sou eu. Esta é a primeira carta, a segunda está onde nos encontramos pela primeira vez, você lembra?"

 

— Chan... Você não tem juízo, mas sim, claro que lembro onde nos encontramos pela primeira vez.

 

Baekhyun foi andando calmamente, relembrando quando tinham 5 anos, o início de tudo.

 

"Um pequeno e fofo Baekhyun caminhava em direção à quadra de vôlei de seu prédio, que ficava por trás da construção, quando viu um garoto, aparentemente do seu tamanho, sentado, com as pernas encolhidas e o rosto dentro delas, encostado em uma pilastra, aparentemente chorando.

Baekhyun foi até o garoto, ficando de joelhos e o tocando no ombro, o outro levantou o rosto um tanto assustado, revelando olhos redondos e brilhantes, devido ao choro e orelhinhas protuberantes, não tão divergente de Baekhyun.

 

— Ei, por que está aqui sozinho? — Baekhyun perguntou, sentando ao lado do recém-conhecido.

 

— Eles não deixam eu jogar vôlei com eles, falam que sou muito baixinho — O outro respondeu, apontando com o dedo para a quadra.

 

— Não liga, você é criança como eu, ainda vai crescer muitão e ficar maior do que todos eles — Baekhyun falou, gesticulando com as mãos, levantando o braço até onde podia.

 

— Obrigado — Respondeu enxugando os olhos com as mãozinhas.

 

— Você parece legal, qual o seu nome?

 

— Park Chanyeol, e o seu?

 

 

— Byun Baekhyun

Sorriram um para o outro e deram um aperto de mão, selando assim, uma amizade duradoura"

 

Baekhyun riu da lembrança e realmente, Chanyeol havia ficado maior que todos, com mais de 1,85. O mundo realmente girava.

 

Olhou ao redor e estava ali, na pilastra, onde tudo começou. Pegou a segunda carta em mãos e a leu.

 

"Estou muito feliz por ainda se recordar tão bem de tudo. Quem diria que com 5 anos de idade encontraria alguém tão especial.

 

A terceira carta está onde brincamos pela primeira vez, que dia, não?"

 

Baekhyun sorriu, para variar, e se apressou para chegar no antigo parquinho em um cantinho reservado do local.

 

— Não tem como eu esquecer de como você era um bebê chorão, Chan.

 

" Baekhyun havia descoberto que Chanyeol era seu vizinho. Tinham a mesma idade, apesar de Baek ser mais velho por alguns meses e por isso foi chamar o novo amigo para brincar no parquinho.

 

— Licença Sra. Park, o Chan está?

 

A Sra. Park chamou Chanyeol de bom grado e elogiou Baekhyun pela educação, permitindo a saída do filho, afinal de contas, só estariam nos arredores, dentro do próprio condomínio.

 

Baekhyun e Chanyeol caminharam lado a lado, as vezes trocando olhares e sorrisos, pareciam feitos um para o outro.

 

Quando chegaram ao parquinho começaram a correr, utilizar os brinquedos e montar coisinhas na areia, entre toda essa agitação Chanyeol escorregou e caiu com o joelho no chão, abrindo um berreiro daqueles. Baekhyun se assustou e perguntou ao amigo o que estava acontecendo

 

— O meu joelho ta doendo, Bakkie.

 

Baekhyun se compadeceu do sofrimento alheio

 

— Vem cá, vou dá beijinho para sarar, mamãe sempre faz isso quando me machuco — Falou dirigindo os lábios ao joelho de Chanyeol e recebendo um sorriso em troca.

 

— Obrigado, Baekkie, está melhor.

 

Trocaram mais sorrisos e voltaram a brincar animadamente"

 

Baekhyun já estava extasiado com lembranças tão boas. Pegou a nova carta depositada no antigo parquinho e a abraçou, fechando os olhos e balançando o corpo para lá e para cá. Abrindo logo em seguida.

 

"Eu não chorava tanto assim, isso é uma calúnia, quero provas!

 

Brincadeiras a parte, aquele foi o melhor beijinho que recebi na vida, e olha que era milagroso mesmo.

 

Sem mais delongas, a próxima carta está no nosso cantinho, você sabe"

 

Baekhyun rolou os olhos ao ler isso, era tudo muito fofo, mas dezessete?

 

— Chanyeol, seja lá onde você está, dezessete é um exagero sem tamanho, tinha que ser coisa sua. Não sei se consigo viver até a última.

 

Chanyeol estava acompanhando os passos de Baekhyun pelo celular ali próximo e sorriu. Talvez realmente houvesse exagerado um pouquinho.

Baekhyun se dirigiu para o local e sorriu de lado ao lembrar de um dia em específico.

 

"Baekhyun e Chanyeol estavam com 7 e 6 anos, respectivamente, estudavam em escolas diferentes e por isso passavam a maior parte do tempo juntos, quando estavam em casa. Chanyeol gostaria de contar um segredo para Baekhyun, então saíram procurando por cada lugarzinho entocado. Acharam bom o depósito de vassouras do faxineiro e sorrateiramente se trancaram lá dentro, era escuro e apertado, ou seja, perfeito, ninguém nunca os ouviria ali.

 

— O que você queria falar, Channie?

— E-eu acho que gosto de você.

 

Baekhyun olhou com a boca aberta para o amigo, como se processasse a informação, franzindo a testa e finalmente respondendo.

 

— Eu também gosto de você.

— Não to falando desse gostar. Sinto aqui dentro batendo forte toda vez que estamos assim pertinho, olha — Chanyeol falou pegando uma das mãos de Baekhyun e colocando onde deveria ser a localização do coração.

 

Baekhyun nada disse, apenas pegou a mão livre de Chanyeol e a colocou sobre o seu coração, que batia de forma semelhante.

 

Ambos sorriram um para o outro e se abraçaram."

 

Era engraçado relembrar o quanto eram inocentes e quanto tempo havia passado e não oficializaram nada. Mas Baek sabia, o sentimento estava lá o tempo inteiro.

 

Pegou a quarta carta

 

"Então, queria eu entender já naquela época o que eram aquelas batidas, fomos feitos um para o outro, admita.

 

Lembra quando resolvemos fazer um show? Pois é, adivinha só"

 

Baekhyun murchou a face, colocou as mãos na cintura e suspirou, já estava suado e se perguntando por que Chanyeol não resolveu fazer uma surpresa no League Of Legends, ou qualquer outra coisa que não precisasse sair de casa e andar sem parar. Pelo menos era fofo.

 

Foi para próximo de onde costumava ser a portaria

 

" Chanyeol a algumas semanas andava tentando tocar violão, quando conseguiu arranhar as primeiras notas correu para a casa dos Byun, com a melhor ideia de todas.

 

— Vamos fazer um show, Baek.

 

— Não, Chanyeol, você ta doido? Tenho 8 anos, já sou um homenzinho, não posso ficar pagando mico assim — Baekhyun estufou o peito e levantou o rosto, tentando mostrar o quanto era maduro.

 

— Para com isso, eu também tenho 8 anos, vai deixar de se divertir por causa de um número?

 

Baekhyun refletiu sobre o que o amigo estava falando e fazia sentido.

 

— Vamos nessa.

 

Se acomodaram na portaria e Baekhyun começou a cantar, com um Chanyeol tocando de forma atrapalhada, não durando muito, pois o síndico apareceu, dando uma bronca nos dois e totalmente disposto a entrega-los aos pais.

 

Chanyeol e Baekhyun olharam de forma cúmplice, Chanyeol colocou o instrumento em baixo de um dos braços e ambos correram de mãos dadas para se esconder."

Baekhyun lembrou da bronca que os dois levaram naquele dia, mas na realidade, nem se importaram tanto. Estavam ferrados, mas juntos.

 

Chanyeol sempre foi bobinho e engraçado, enquanto Baekhyun tentava ser sério e consciente até cair na graça do amigo.

 

 

Baek pegou a quinta carta

 

"Eu nasci para tocar instrumentos, eu sei, sou um gênio.

 

Elogios à parte, me ferrar com você era a melhor coisa do mundo, era engraçado.

 

Lembra daquele meu aniversário meio tosco? Então, te darei essa deixa."

 

Baekhyun assumiu uma expressão maléfica e riu alto

 

" — Mãe, eu não posso usar isso, estou fazendo 9 anos, sou quase um adolescente — Chanyeol pedia clemência. Era 27 de novembro, também conhecido como dia do aniversário de Park Chanyeol.

 

A mãe do garoto havia cismado que eles deveriam usar roupas combinadas, uma camisa estampada a foto da família Park, basicamente.

 

Chanyeol achava isso feio e desnecessário. O que Baekhyun pensaria disso?

 

— Vamos lá, filho, mostraremos o quanto nossa família é unida.

 

— E louca, né

 

A Sra. Park olhou de forma mortal para Chanyeol e ele percebeu que não havia mais saída, passaria vergonha em sua própria festa, porém estaria inteiro.

 

Baekhyun rolou no chão, praticamente, de tantas risadas dadas, resultando em um Chan carrancudo, mas nada que alguns beijinhos na bochecha e desculpas não resolvessem."

 

Baekhyun olhou para o pequeno salão de festas e imaginou a cara de Chanyeol no dia em questão.

 

— Sua mãe sempre foi tão excêntrica... — Baekhyun falou, já olhando para a nova carta em mãos.

 

"Olha só, já estamos na sexta, não está sendo tão ruim assim, certo?

 

Não tenho o que comentar (só não quero mesmo), então apenas pulemos para o próximo lugarzinho.

 

Você inventou de parecer adolescente descolado e se deu mal. Boa sorte rs"

 

As bochechas de Baekhyun queimaram ao se lembrar do vexame no qual se tornou seu aniversário de 10 anos.

 

" Era 6 de maio, Baekhyun estava se sentindo o próprio adolescente, então proibiu festinhas como as que costumavam fazer.

 

Pediu para fazer uma festa na piscina. Inicialmente Sra. Byun negou, mas com tanta manhã do filho, acabou cedendo. Chanyeol achava tudo aquilo uma bobagem, gostava das festinhas aconchegantes dentro do próprio apartamento ou um simples bolo com salgados, porém quando Baek colocava algo na cabeça, era complicado de tirar.

 

— Baek, vamos ficar em casa assistindo filmes juntos e comendo, por favor — Chanyeol solicitou um dia antes da dita festa.

 

— Não, Chanyeol, quero fazer algo diferente.

 

E realmente, Baekhyun fez algo diferente.

 

Os "colegas" da escola de Baek convidados quebraram encanamentos, sujaram absurdamente os banheiros e o espaço da piscina, como se não bastasse, Baekhyun enquanto ia chamá-los para cantar os parabéns escorregou na borda da piscina, caindo de forma horrível e molhando toda a roupa vestida. A festa resultou em um Baekhyun choroso, envergonhado e machucado, enquanto Chanyeol segurava sua mão dizendo incontáveis vezes — eu te avisei — mas apesar de tudo, Chanyeol estava ali para apoiar o melhor amigo, seja lá para o que fosse."

 

 

Lá estava o espaço vazio da bendita piscina e carta em sua borda.

 

" Cuidado para não escorregar dessa vez. Para falar a verdade, pensei que morreria de preocupação naquele dia, mesmo não transparecendo.

 

Festas de aniversário a parte... Lembra daquele seu livro preferido? Então."

 

Baekhyun franziu a testa, as pistas estavam começando a ficar difíceis, gostava de tantos livros, mas supunha que era algo de quando tinha 11 anos. Tocou-se do que era e correu.

 

" O não tão pequeno Byun aos 11 anos ganhou seu primeiro livro de Harry Potter, ficou completamente alucinado pelo mundo de fantasias e cismou que receberia brevemente uma carta de Hogwarts.

 

O garoto não conseguia um segundo se quer parar de falar nisso ou fazer piadinhas referentes ao livro. Chanyeol começou a ficar com ciúmes do tal Harry Potter, tinha mais atenção de Baek do que si. Então resolveu começar a ler a série de livros, para pelo menos entender um pouco.

 

Chanyeol se apaixonou pelo universo, tanto quanto Baekhyun, resultando em dois pré-adolescentes trancados, consumindo produtos geeks e cada vez mais fissurados. Quando se deram conta estavam enterrados entre outras sagas, como Percy Jackson, animes, games e mangás. As coisas iriam começar a tomar outro rumo."

 

Baekhyun subiu os degraus do prédio desativado com um certo medo, apesar de aparentemente não ter problemas, não se sentia completamente seguro, mas adentrou e encontrou o lugar onde costumava ser o seu quarto. Construiu tantas memórias ali dentro, principalmente com Chanyeol.

 

— Até hoje espero minha carta de Hogwarts, porém creio que já estou velho para isso, triste. Mas bem que poderíamos ser semideuses, né Channie? — Baekhyun se sentia um pouco idiota em falar sozinho com um microfonezinho, mas a vontade de externar algumas falas era maior.

 

 

" Sua carta de Hogwarts não chegou, mas a minha sim, olha que justo.

 

Faltam apenas 9, sendo a última o grande tesouro, eu, obviamente, então segura as pontas.

 

Lembra quando nossos pais se uniram para esconder nossos valiosos pertences?"

 

Baekhyun balançou a cabeça e sorriu em descrença, aquele bendito dia, foi triste na visão de dois adolescentes de 12 anos.

 

"A Sra. Byun, juntamente com o Sr. e Sra. Park esconderam os mangás e vídeo games de Baekhyun e Chanyeol, reclamando e falando do quanto os dois costumavam sair e correr quando pequenos.

 

Baekhyun e Chanyeol rolavam os olhos e exalavam tédio, quando os adultos entenderiam que é impossível adolescentes se manterem com os mesmos comportamentos de criança?

 

Baekhyun e Chanyeol andaram sem rumo, até o agora maior dor dois, Chanyeol, dar uma ideia genial.

 

— Vamos jogar jogos de tabuleiro, eles não especificaram nada sobre isso.

 

E assim se desenrolou o dia, Baekhyun e Chanyeol brigando e rindo entre si enquanto jogavam monopoly sentados no chão do quarto."

 

Baekhyun sorriu e foi até o apartamento ao lado, encontrando a nova carta. A ideia dos jogos de tabuleiro pegou tanto que ainda hoje todos os sábados se reuniam para fazer isso.

 

"Eu adoro jogos, principalmente de tabuleiro e por sinal sempre dou uma surra em você.

 

Provavelmente você está emburrado e com um grande bico agora, me desculpe

A próxima carta está no nosso cantinho, porém dessa vez com um acontecimento um tantinho especial."

 

Realmente, Baekhyun estava emburrado, porém a última frase escrita por Chanyeol fez seu corpo tremer e o estômago dar uma leve reviravolta... Que dia.

 

Andou dessa vez calmamente, retornando para o depósito de vassouras, aquele lugar significava muito para si, durante o percurso as memórias vieram à tona.

 

" — Baek, preciso te contar um segredo.

Baekhyun a princípio se assustou, o que Chanyeol poderia querer falar? Estaria o amigo com uma namorada?

 

Chanyeol puxou Baekhyun pelo braço até o depósito, também esconderijo particular da dupla. Devido ao tamanho estavam espremidos, realmente haviam crescido em comparação a antes, principalmente Chanyeol, a cada dia mais e mais alto.

 

— Espero que seja algo muito bom, porque estou morrendo de calor e sem espaço — Baekhyun resmungou.

 

Chanyeol estava corado e suando, mais do que o calor do ambiente poderia proporcionar, ao notar isso, Baekhyun se assustou.

 

— Chan, o que houve? Você não vai falar?

 

Chanyeol baixou o olhar e perguntou baixinho

 

— Baek, você já beijou?

 

Baekhyun ficou desconcertado com a pergunta. O que deveria responder? Sim? Não seria legal pagar de inexperiente... Mas, mentir para o melhor amigo?

 

— Não, você já? — Baekhyun também baixou o olhar e o tom de voz ao retornar a pergunta. Internamente, por algum motivo, torcia para a resposta ser recíproca.

 

 

— N-não

 

Baekhyun levantou o rosto, com um sorriso e depois arregalou os olhos por ter agido de forma tão impulsiva.

 

Chanyeol encarou Baekhyun e aos poucos o mais velho normalizou as expressões.

 

Se iniciou uma troca intensa de olhares, então como se estivesse hipnotizado, Baekhyun de forma lenta direcionou os seus lábios aos de Chanyeol. A recepção foi um tanto engraçada, típica de uma cena de primeiro beijo entre adolescentes de 13 anos, Chanyeol estava com os olhos arregalados, sem saber o que fazer. Deveria fechar os olhos? Onde colocaria as mãos? De forma desengonçada e na dúvida, abriu a boca e pediu passagem com a língua, já com olhos fechados e mãos confusas. Baekhyun não estava muito diferente, mas abriu os lábios e permitiu a passagem. Foi uma completa bagunça de saliva e dentes batendo. Quando o beijo se findou, ambos passaram a mão sobre o rosto e riram.

 

— Eu acho que fizemos errado — Chanyeol se pronunciou, finalmente.

 

— Eu também acho, mas dizem que a prática leva há perfeição.

 

Ambos se encararam novamente e só então a ficha caiu do que haviam feito.

 

— B-baek, nossa amizade...?

 

— Continuará a mesma, se você prometer apenas me beijar.

 

— Eu prometo.

 

E cruzaram seus dedos mindinhos."

 

Realmente, ambos cumpriram com a promessa, e claro, a prática levou há perfeição. Baekhyun tinha a plena certeza de que não existia um beijo melhor do que o de Chanyeol, anos se passaram e ele continuava o provocando borboletas no estômago e acelerações cardíacas. Neste exato momento, por exemplo, com apenas uma lembrança e a volta ao local o coração de Baekhyun batia entusiasmado.

 

Lá estava, a décima carta.

 

" Ainda bem que prometi apenas te beijar, não existem lábios mais doces que os seus no mundo, eu tenho certeza. Não me arrependo nem um pouco.

 

Claro, naquele dia foi tudo uma tremenda bagunça, mas quem liga.

 

A partir daquele momento muita coisa mudou, de uma forma boa, mas nosso laço pareceu se fortalecer a cada dia.

 

Então, algum lugar, por acaso, representa bastante nossa junção a partir dos nossos 14 aninhos."

 

Chanyeol estava certo, apesar das brigas, normais em qualquer relação, romântica, familiar ou de amizade, eles só se mantiveram mais e mais juntos.

 

Baekhyun foi até o antigo jardim, agora com a grama seca, porém com uma gigantesca árvore ainda viva.

 

Estava expresso ainda na árvore um coração com as iniciais de Baekhyun e Chanyeol.

 

Baekhyun se aproximou e tocou devagar o pequeno desenho, poderia parecer algo bobo, mas representava um dia marcante.

 

"Chanyeol e Baekhyun estavam sentados lado a lado, aproveitando da sombra de uma grande árvore do jardim, timidamente suas mãos se encontravam, mas naquele dia em específico Baekhyun parecia estranho.

 

— O que foi, Bakkie?

 

— Nada não — Baekhyun respondeu, olhando para suas pernas estendidas no chão.

 

 

— Eu te conheço, me fala o que foi — Chanyeol insistiu.

 

— E-eu ouvi na escola que meninos não podem ficar com meninos, é errado. Você acha que é errado?

 

Chanyeol assumiu uma expressão pensativa e colocou a mão no queixo, fazendo Baekhyun sorrir levemente.

 

— Eu acho que se ficar com um menino te faz bem, não existe certo ou errado, só o que te faz se sentir melhor.

 

Baekhyun olhou para Chanyeol de forma confusa.

 

— Chan, eu não entendi nada.

 

— Eu 'to tentando te dizer que não existe certo, nem errado. Gostar é gostar.

 

— Então se ficássemos juntinhos assim — Baekhyun apertou a mão de Chanyeol entre a sua e encostou mais o corpo no amigo — Não haveria problema?

 

— Você gosta de mim?

 

— Gosto, muito.

 

— Então, não — Ao falar isso, Chanyeol segurou calmamente o queixo de Baekhyun e o beijou, lentamente, passou a acariciar o cabelo do outro conforme o ritmo, quando se separaram, ambos tomaram uma tonalidade rosada nas bochechas, devido a vergonha, depois rindo baixinho um para o outro.

 

— Não existe certo ou errado para amar, Baek, e mesmo que te digam o contrário, eu estarei aqui para lhe provar que amor, é amor de qualquer forma, basta os dois sentirem.

 

Repetiram novamente aquele ato de quando criancinhas, colocando a mão no peito um do outro, para sentir a pulsação do coração.

 

Como forma de demonstração e "celebração" do sentimento, registraram na grande árvore suas letras e um coração, a partir desse dia a relação de Chanyeol e Baekhyun tomou um rumo mais maduro."

 

Baekhyun deixou algumas lágrimas escaparem ao lembrar de um momento tão fofo e ao mesmo tempo fortalecedor, Chanyeol o ensinou sobre amor e como amar, mesmo que alguém os julgasse, mesmo que os pais tivessem sido contra quando notaram o rumo no qual a relação dos, então, amigos havia tomado. Chanyeol fortaleceu Baekhyun, da mesma forma que Baekhyun fortaleceu Chanyeol, um sempre foi o apoio do outro e sempre seriam.

 

Baekhyun enxugou as lágrimas com pressa e pegou a carta em mãos, mas antes falou rapidamente para Chanyeol escuta-lo

 

— Eu te odeio por conseguir fazer eu me emocionar com essas coisinhas.

 

E exatamente por todas essas "coisinhas" Baekhyun permanecia completamente apaixonado por Chanyeol.

 

"Tenho certeza que estava chorando, do jeito que é molinho.

 

Até hoje me lembro da sua carinha ao me perguntar aquilo, era de partir o coração, não sei de onde tirei tanta inspiração com reles 14 anos.

 

Porém, sem mais delongas, eu e você, adolescentes serelepes de 15 anos. O que adolescentes de 15 anos apaixonados fazem? "

 

Baekhyun sacou essa de primeira e correu em direção às escadas novamente, se dirigindo para o antigo quarto de Chanyeol

 

" — Vai, Chan, vai! Continua! — Baekhyun gritava para Chanyeol.

 

— Eu não posso dar engage, Baek, vai ser double kill para eles.

 

— Você não confia no seu suporte, Chan? Eu sou um Deus de Morgana.

 

Como previsto, os dois morreram, Chanyeol começou a reclamar e dizer para reportar o suporte com "calls" terríveis.

 

Sim, Chanyeol e Baekhyun estavam jogando LOL, juntos, porque não existe demonstração de amor maior e melhor que o famoso duo na botlane.

 

Chanyeol ficou emburrado porque perderam o jogo e Baekhyun se sentiu culpado, era uma team fight decisiva, não poderia simplesmente ter metido a cara.

 

— Desculpa

 

— Tudo bem

 

— Não 'ta tudo bem, você ta triste, me desculpa — Baekhyun largou o computador e abraçou o braço de Chanyeol, com o intuito de conseguir atenção.

 

Chanyeol virou o rosto para Baekhyun de forma séria, rindo em seguida do amigo.

 

— Nunca ficaria triste com você por causa de um joguinho, Baekkie — respondeu roubando um selar do outro.

 

Riram conjuntamente baixinho e se abraçaram.

 

— Ei, Baek

 

— Oi — Baek respondeu meio abafado, porque estava com a cara enfiada no peito de Chanyeol.

 

— Quem vai suporte agora sou eu, precisamos ganhar pelo menos uma.

 

Baekhyun se separou de Chanyeol e resmungou baixinho, retornando para o computador."

 

Baekhyun ainda lembrava que o, agora, famoso LOL, naquela época faria apenas dois anos de existência. Tudo havia mudado bastante.

 

Ele e Chanyeol adoravam passar tardes jogando depois da escola, e claro, curtindo um momento juntinhos a maneira deles.

 

Era engraçado como a amizade deles se desenrolou e até hoje não namoravam, quando levantaram essa hipótese não se sentiram prontos, de alguma forma o "rótulo" pesava a relação. Sabe quando duas pessoas se gostam muito, mas optam por curtir o momento entre eles antes de assumir uma relação? Basicamente isso definia a situação de Chanyeol e Baekhyun.

 

Lá estava a 12° carta, no quarto de Chanyeol.

 

"500 anos se passaram e você continua um péssimo suporte

 

Mas juro que você é o adc da minha vida.

 

Então, com 16 belos anos nós fizemos uma bobagem gigantesca, que nos rendeu muito sofrimento no dia anterior, mas pelo menos foi divertido."

 

Dia de sofrimento...? Dessa vez nada vinha na cabeça de Baek, eles sempre foram tão bonzinhos, tirando o fato de terem sido crianças levadas, eram adolescentes tranquilos.

 

— Chan, nós praticamente não saíamos de casa, até hoje, para ser sincero, o que fizemos?

 

Baekhyun recebeu uma mensagem no celular.

 

[14:21] Channie ♡: Quem disse que saímos de casa?

 

Baekhyun leu a mensagem e pensou, pensou, futucando todas as suas possíveis memórias e finalmente, lembrou-se.

 

 

"Chanyeol e Baekhyun ficariam sozinhos por três dias, estavam grandes, então os pais previram que não havia problemas em deixá-los juntos, até porque não faziam muito além de jogar e assistir animes.

 

Ledo engano

 

16 anos é o divisor de águas, você não é mais tão novinho, mas também não é tão velho.

 

Baekhyun teve a melhor ideia do século

 

— Escondi no meu guarda-roupa umas garrafas de soju, vamos beber.

 

— Mas Baek, nós nunca fizemos isso, algo pode dar muito errado.

 

— Somos quase adultos, Chanyeol, precisamos nos divertir e experimentar coisas.

 

Essa conversa toda alegrou Chanyeol um tanto e quando se deram conta, estavam virando a garrafa pelo gargalo e reclamando do quanto o gosto do líquido era ruim, porém continuavam.

 

— Bakkieeee, eu acho que deveríamos parar — Chanyeol estava alterado. Os dois estavam.

 

— Só mais um pouquinho, Chan.

 

Riram muito, trocaram beijos desengonçados, ouviram Britney Spears e Lady Gaga até dizer chega e depois capotaram, no chão da sala. O resultado de tudo isso? Uma boa ressaca, com tudo de ruim que se tem direito.

 

A casa estava uma bagunça, a cabeça dos dois doía para caralho, estavam completamente perdidos.

 

— Chanyeol, acho que exageramos

 

 

— Você jura? — Chanyeol olhou o mais sério possível para Baekhyun. Estavam descabelados e com olheiras, além de cheirando a álcool, se arrastando pela casa, até receberem uma ligação.

 

Era o Sr. Park

 

Baekhyun jogou o telefone nas mãos de Chanyeol e sinalizou um "se vira"

 

— P-pai?

 

— Chanyeol? Você está bem?

 

— Estou ótimo — Falou, fingindo um grande sorriso, mesmo não podendo ser visto.

 

— E o Baek?

 

— Ta de boa aqui, mas qual a causa da ligação?

 

— Ah, sim. Gostaria de informar que estamos voltando agora para casa, mais cedo. Isso não é ótimo?

 

Chanyeol arregalou os olhos e começou a balançar as mãos em desespero, pulando e olhando para Baek desesperado.

 

— Claro, pai, maravilhoso. Agora, eu preciso ir. Tchau — E desligou o telefone sem nem se quer esperar uma resposta em retorno.

 

— O que aconteceu, Chan?

 

— Fodeu, mano, fodeu. Nossos pais estão voltando mais cedo, especificamente agora. Estamos ferrados!

 

O desespero também tomou o corpo de Baekhyun, no qual imediatamente saiu correndo pelo meio da casa para arrumar o que visse pela frente.

 

Nessas horas, até a ressaca foi esquecida e vencida pela adrenalina."

 

Adolescentes ótimos, Baekhyun pensou. Pelo menos ninguém percebeu nada de imediato, poderia ter sido pior. Talvez o mais velho fosse uma má influência as vezes.

 

Baekhyun não conseguia fazer outra coisa além de rir e lembrar de como conseguiu aquelas garrafas com um colega de classe e estocou tudo em casa. Sabia que tomou uma atitude errada, mas naquela época parecia tão certo...

 

Pegou a nova carta no centro da sala do apartamento de Chanyeol

 

" Nós fomos tão inconsequentes... Seu ilegal, cuidado, viu. To brincando.

 

Pelo menos arrumamos a casa a tempo, poderia ter sido pior.

 

17 anos, as coisas já tomaram um rumo diferente, estávamos no último ano da escola e você cismou com o fato de que passaria no exame de admissão da universidade de todo jeito... E conseguiu.

 

Quando você estava pirando eu te levei nesse lugar e tentei te acalmar, lembra?

 

Ps: Sim, estou te tirando de dentro do prédio, boa sorte "

 

Baekhyun bufou pela quinquagésima vez naquele dia, com certeza Chanyeol estava falando de um Mc Donalds próximo ao centro. O problema? Andar mais e mais. Sua camisa cinza já estava molhada e manchada de suor, digníssimo. Aos 16 anos, um pouco antes dos 17 foram obrigados a mudar de moradia. Abelhas procriaram de forma descontrolada e infestaram o imóvel, ameaçando a vida de todos os moradores, por isso o local estava abandonado.

 

"Após o infeliz acontecido os melhores amigos foram separados, Chanyeol para uma casa próxima ao centro e Baekhyun para uma casa próxima ao parque, direções completamente opostas. Devido a distância e o vestibular, Chanyeol e Baekhyun passaram a se encontrar com pouca frequência, e mesmo quando Chanyeol batia a porta do mais velho sempre escutava um "estou estudando, preciso passar", Baekhyun estava fissurado.

 

Chanyeol também estudava para os exames, porém com moderação, ele conhecia seus limites, diferente de Baekhyun.

 

Baekhyun extrapolou todos os seus limites e em um dia de sábado, uma semana antes das provas, saturou, não conseguia assimilar absolutamente nada e a vontade constante de chorar persistia.

 

A mãe de Baekhyun preocupada ligou para Chanyeol, solicitando sua presença para tentar acalmar o filho.

 

— Como o Baek está? — Chanyeol perguntou aflito e ofegante por ter praticamente voado até a casa do Byun.

 

— Chorando de forma incontrolável, no quarto.

 

Chanyeol andou devagar e bateu a porta. Sem resposta.

 

— Bakkie, por favor, abra — Depois de algum tempo insistindo o mais velho abriu a porta, olhou para Chanyeol, virou as costas e se dirigiu para a cama novamente.
Haviam papéis espalhados pelo quarto e Baekhyun estava com os olhos vermelhos.

 

Chanyeol sentou ao lado do amigo e tentou puxar algum assunto, enquanto acariciava o cabelo malcuidado, Baekhyun estava deitado de barriga para baixo, com a cara enfiada no travesseiro.

 

— Bakkie, pare de me ignorar, converse comigo.

 

— Conversar o que? Eu me sinto um lixo, não consigo mais fazer uma questão se quer, o vestibular é próxima semana, eu estou ferrado, muito ferrado.

 

— Você não parou um segundo de estudar o ano inteiro... Inclusive, me deixou até de lado.

Isso tomou Baekhyun em cheio e fez Chanyeol dessa vez se culpar mentalmente

 

— Me perdoa, Baekkie, não quero te deixar pior, me perdoa — Chanyeol começou a falar de forma desesperada.

 

— Até nisso eu falhei, eu que preciso pedir perdão aqui, Chan, eu fui muito egoísta — Baekhyun falou com os olhos cheios d'agua.

 

Chanyeol desculpou Baekhyun e também fez o outro o desculpar, mas ainda eram visíveis o cansaço e a derrota nos olhos de Baekhyun.

 

— Vem, vamos sair — Chanyeol levantou e saiu arrastando Baekhyun, de chinelos, camisa um tanto velhinha e short de tactel, pouco se importando com a aparência do amigo, só queria vê-lo feliz.

 

Quando Baekhyun deu por si, estava no Mc Donalds, com um belo milk-shake de morango em mãos e um Chanyeol o mimando e tentando ao máximo fazer Baekhyun sorrir, sempre levantando aquela autoestima básica.

 

Nesse dia, Baekhyun acabou dormindo na casa de Chanyeol e dessa vez capotou mesmo, graças a um cházinho milagroso do Sr. Park.”

 

Baekhyun estava parado, olhando para a fachada do Mc Donalds, enquanto pensava no quanto ainda pirou no dia da prova e mesmo assim passou, hoje era engraçado pensar nessa situação, mas no dia, foi desesperador.

 

Encontrou enfim no estabelecimento, olhando para um lado e outro, se perguntando para que lado iria, mas uma atendente o fez antes.

 

— Senhor Byun?

— Eu mesmo

— Um senhor chamado Park Chanyeol pediu para entrega-lo isso aqui — Lá estava a 14° carta nas mãos da atendente.

 

Baekhyun agradeceu e pegou de bom grado, se dirigindo para uma das mesas perto do canto da parede.

 

“Oi, baixinho, sei que adora guloseimas, mas não atrase nosso programinha comprando comida aí, te conheço.

 

Hoje em dia, creio eu, que você enxerga o quanto não precisava daquilo tudo, daquela forma, prejudicial, pois afetou você e as pessoas ao seu redor. Afinal de contas, passamos juntos.

 

Porém, admiro bastante sua persistência e foco.

 

Para a nossa próxima lembrança, nós estávamos com dezoito aninhos, fizemos algo maravilhoso no dia do meu aniversário para comemora-lo, juntinhos ♡”

 

Sim, Baekhyun e Chanyeol possuíam muitas lembranças ligadas a aniversários, porque era um dia que faziam algo diferente de comer, dormir e jogar. Se bem que quando Chanyeol fez dezoito os demais amigos sugeriram boates e bares, para “comemorar” a maior idade, mas Chanyeol não queria nada além de uma série, pipoca e Baekhyun, essa seria sua maior festividade.

 

Chanyeol e Baekhyun estavam plenos, estudando na universidade ou deveria dizer desesperados, descobriram a existência de algo pior do que o próprio exame de admissão. Trágico. Então, devido a toda correria diária, livros e trabalhos infinitos, Chanyeol não queria nada além de descanso e o cheirinho bom de Baekhyun junto ao seu corpo. Porém, os demais colegas, incluindo Minseok, não concordavam com isso.

 

Vamos nessa Chanyeol, pare de ser tão chato, o Ensino Médio já acabou — Minseok falou, irritado, os amigos simplesmente não saíam para nada.

 

— Foda-se, me deixa em paz — Chanyeol falou, lendo um livro qualquer essencial para o curso de história.

 

— Para de ler essas coisas, parece o Baek, já já ele irá deslocar a retina de tanto que lê no ônibus.

 

Chanyeol olhou por cima das páginas, de forma ameaçadora para Minseok, ele só queria paz nesse momento.

 

Minseok acabou por insistir uma saída até o maldito dia do aniversário de Chanyeol, junto dele também estava Sehun e Jongdae, colegas de curso de Baekhyun.

 

Quando Chanyeol cruzou uma das entradas da universidade com cabelos tingidos em rosa, todos se levantaram, felizes e com esperanças, pensando “eles mudaram de ideia", no entanto, estavam enganados.

 

Não notaram de primeira, mas Baekhyun havia tingido o cabelo de verde.

 

O “casal” de melhores amigos resolveu representar os padrinhos mágicos, já que ambos gostavam muito do desenho quando crianças e não existiria uma oportunidade melhor.

 

— Nós estamos nos divertindo, Minnie, pare com isso — Chanyeol falou ao notar a face murcha de decepção dos amigos, principalmente de Minseok.

 

— É assim que você trata seus amigos? Com esse tipo de desprezo? Nós que aturamos vocês por tantas semanas, ingratos — Jongdae tomou a frente e falou de forma dramática colocando a mão na testa.

 

— Jong, acho que você deveria fazer teatro — Baekhyun falou, rolando os olhos, uma atitude não muito diferente por parte de Chanyeol.

 

Acabaram marcando o tal rolê em uma boate próxima, mas isso não significava que Chanyeol e Baekhyun não poderiam furar, ninguém prometeu nada.

 

Dito e feito

 

As horas passaram e quando Minseok e Jongdae já estavam com as pernas doendo de tanto esperar Chanyeol e Baekhyun receberam um sinal de vida, finalmente.

 

“Aconteceu um imprevisto. Flw”

Na realidade Baekhyun e Chanyeol estavam sentados juntos na cama do mais novo, com as pernas esticadas e as costas apoiadas no espelho, enquanto disputavam uma grande vasilha de pipoca e maratonavam Diários de um vampiro. Adultos. Mas para Chanyeol, isso pouco importava, era o melhor aniversário da sua vida, Baekhyun estava junto a si, essa era sua melhor forma de comemorar, com o seu amor.”

 

Sr. Park, o Chanyeol está? Baekhyun bateu a porta da casa dos Park’s, pois era o único lugar no qual poderia ir, sendo atendido pelo pai do amigo.

 

O Chanyeol? Ele saiu tem muito tempo, mas mandou te entregar isso aqui, caso aparecesse por aqui O mais velho estendeu um envelope a Baekhyun, lançando um olhar sugestivo.

 

Baekhyun ficou sem jeito, o Sr. Park era uma ótima pessoa, mas sabia exatamente como o deixar envergonhado, principalmente quando o assunto era Park Chanyeol.

 

Finalmente abriu a carta

 

“Estamos tão perto do fim, uma pena.

 

Mentira, tenho certeza que nesse exato momento você só quer me matar e comer meu fígado, canibal.

 

Dessa vez, não irá precisar ir tão longe, apenas solicite ao meu pai a passagem para o sótão. You know boy”

 

Sr. Park, espero que não tenha perdido as chaves do sótão, porque a próxima carta está lá Baekhyun falou com uma expressão decidida.

 

Andaram até lá em silêncio. O pai do mais novo abriu o local, como pedido e se retirou, afinal de contas, não estava entendendo muito bem onde diabos Chanyeol queria chegar com aquilo tudo.

 

Baekhyun entrou um tantinho assustado, pensando no quanto espirraria depois, mas para sua surpresa, o sótão estava impecável e completamente limpo.

 

 

Você lembrou que tenho alergia, Chan, obrigado.

 

“Baekhyun e Chanyeol resolveram fazer algo diferente, naquele verão de derreter epidermes e tédio, tiveram a ideia do século: vasculhar o sótão. Sim, eles estavam atolados de coisas da universidade, mas quem liga, tem dias que simplesmente olha-se para uma pilha gigantesca de papéis e pensa-se: eu não tenho nada para fazer.

 

O problema começou quando abriram a porta e espirrou um bocado de poeira. Baekhyun automaticamente ficou vermelho e espirrando, porém, continuaram a adentrar o cômodo escuro e esquecido com a justificativa de “tá tudo bem, vai passar já”.

 

Encontraram diversos brinquedos velhos de quando eram crianças e além disso alguns álbuns gigantescos com fotos antigas.

 

— Chan, vamos olhar a cara dos seus antepassados

E assim fizeram.

 

Descobriram que Chanyeol havia possuído um tio no qual era praticamente uma cópia sua.

 

— Nossa, até as orelhas de dumbo são iguais — Baekhyun zombou

 

— Se for pelas orelhas, você também é meu parente. Já se olhou no espelho? — Chanyeol retrucou empinando o nariz.

 

Baekhyun riu da atitude infantil do maior, quem os visse não os daria dezenove anos na cara.

 

Continuaram vasculhando os álbuns e encontraram o do casamento dos pais de Chanyeol. Era tudo muito simples, porém maravilhoso.

 

 

 

 Baekhyun parou de passar as páginas e olhou fixamente para o casal, exalando felicidade. De forma involuntária encostou a cabeça no ombro de Chanyeol e suspirou. Era tão lindo.

 

Chanyeol sorriu de lado com a atitude do mais baixo e passou o braço por trás dos seus ombros, começando a fazer uma leve carícia nos cabelos, agora, castanhos e encostando a cabeça em cima da já apoiada, suspirando em seguida.

 

— É lindo, não é? — Chanyeol resolveu quebrar o silêncio

 

— Sim, me pergunto se algum dia vou ter direito a isso tudo... Você sabe... Se nós vamos ter direito...

 

Chanyeol levantou a cabeça e virou o rosto de Baekhyun calmamente em sua direção, logo em seguida lhe selou os lábios.

 

— Nós vamos ter direito para o que quiser, nem que eu junte dinheiro por cinquenta anos e precisemos ir para o Canadá — Chanyeol respondeu com a maior convicção do mundo.

 

Baekhyun sorriu e abraçou Chanyeol, ele era incrível, porém todo tem defeitos e um dos de Baekhyun era ser sincero demais.

 

— Você ‘ta fazendo história e eu serviço social, Chan, talvez cinquenta anos seja pouco, seremos dois fodidos.

 

Quando Chanyeol iria retrucar, desistiu, pois o mais velho desembestou a espirrar com toda a poeira e foram obrigados a sair daquele lugar. “

 

Chanyeol havia deixado a décima-sexta carta em cima do álbum de casamento dos seus pais.

 

“Espero que você esteja juntando dinheiro, porque eu estou.

 

Sua sinceridade as vezes me comove, grosso!

 

 

Ainda temos uma caminhada longa e trabalhosa pela frente, mas aos poucos vamos conquistando nosso espaço, isso é gratificante. Vamos conseguir, Baek.

 

Agora vamos para o local da última carta, olha só. O parque próximo a sua casa é um ótimo lugar para passar um tempo, não acha?”

 

Baekhyun deu graças por finalmente estar quase acabando tudo isso, era lindo e tudo mais, mas seus pés doíam. Existem limites e Chanyeol claramente desconhecia isso.

 

Foi para a parada de ônibus, porque já havia caminhado o bastante. Quando sentou, sentiu o vento batendo em seu rosto e o cabelo acompanhando o embalo, fechou os olhos e lembrou do dia no parque.

 

“Chanyeol gostaria de passar um tempo em algum lugar com Baekhyun, mas a cidade era tão chata. Basicamente as saídas eram óbvias, shopping, cinema, pizzaria, algum parque de diversões... Nada realmente empolgante e diferente.  Baekhyun sugeriu que fossem ao parque próximo a sua casa, de acordo com o mais velho, sempre estava com pouca movimentação.

 

Sem muitas opções, Chanyeol aceitou.

 

Chegando lá, Baekhyun segurou a mão de Chanyeol e o incentivou a andarem de mãos dadas até um banco de madeira sombreado por uma grande árvore. Ficaram em um silêncio gostoso, sentindo o vento em suas faces e o cheiro característico de natureza. Ambos estavam com os olhos fechados e suspiraram, encostando as cabeças.

 

— Eu gosto de estar com você assim, sabe?  — Baekhyun quebrou o silencio.

 

— Sei, eu também gosto — Chanyeol reforçou o estrelaço de mãos entre eles.

 

Poderiam ser ditas milhões de palavras, mas nada mais disseram.

Muitos podem simplesmente não enxergar “nada demais” nesse acontecimento, mas era como estar no paraíso, para os dois.

 

Trocaram um singelo beijo, seguido de sorrisos bobos e bochechas coradas.

 

Baekhyun sentia, Chanyeol estaria consigo sempre.”

 

Baekhyun chegou animado em busca da 17° carta e, claro, Chanyeol, mas para seu desanimo, estava apenas um Minseok sentado no banco, ouvindo música em seus fones de ouvido e balançando os pés no ritmo.

 

Min? Baekhyun chamou, o cutucando no joelho.

 

Minseok abriu os olhos junto de um leve sobressalto e tirou os fones do ouvido.

 

Pelos deuses, Baek, você demorou muito, nunca mais aceito essas ideias loucas do Chanyeol, praticamente perdi meu dia inteiro.

 

Eu também e ainda fiquei andando como um condenado, então, para de reclamar. Onde está o Chanyeol? Cadê a última carta?

 

Tá aqui, toma Minseok tirou o papel do bolso e praticamente jogou nas mãos de Baekhyun, com pressa.

 

— Valeu — o mais novo agradeceu e Minseok foi embora.

 

Olha só, última carta. Pode parecer meio bobo, mas por algum motivo aquele dia nesse parque me fez ter certeza dos meus sentimentos por você (não que existissem muitas dúvidas), foi uma sensação, mais forte, não sei, então significa muito para mim.

 

Dessa vez não farei você ter nenhuma nova lembrança, quero que criemos uma nova nesse momento, olhe para trás”

 

Baekhyun virou o corpo, lentamente, um pouco desconfiado do que Chanyeol havia aprontado dessa vez, mas não era nada extravagante.

 

Chanyeol, agora com cabelos cinzas, trajava uma calça jeans azul, camisa do homem de ferro e um par de tênis comuns, estava com uma caixinha aberta, mostrando um anel em direção a Baekhyun.

 

Para Baekhyun, era o homem mais lindo do mundo, com um sorriso sem igual. Andou em direção a Chanyeol lentamente.

 

— É para mim? — Os olhos de Baekhyun brilhavam, entusiasmado.

 

— Sim, Baek, quer namorar comigo? — Chanyeol finalmente se pronunciou, mas suas bochechas coradas expressavam a vergonha que estava sentindo.

 

— Claro que sim

 

Chanyeol retirou o anel e colocou no dedo de Baekhyun, beijando o local em seguida.

 

Ficaram de mãos dadas, se encarando, e isso, aparentemente, fez Baekhyun sair de todo o transe e atmosfera amorosa.

 

— Que ideia mais sem pé nem cabeça, em? Eu andei muito, você tem noção do quanto rodei como uma barata tonta? Eu estou com fome, cansado, suado e com calos nos pés, que tipo de pedido de namoro é esse? Se passaram dezessete anos, custava fazer um pedido normal, tipo sei lá, me chamando para jantar ou simplesmente batendo a porta da minha casa? — Baekhyun agora estava irritado, mas de uma forma extremamente fofa, na opinião de Chanyeol.

 

— Desculpe, vamos comer alguma coisa, por minha conta e quando chegar na sua casa, farei uma boa massagem em seus pés, tudo bem? — Chanyeol questionou, mantendo o largo sorriso no rosto.

 

Baekhyun poderia estar irritado ou qualquer outra coisa, mas o jeitinho de Chanyeol sempre o desarmaria, então amoleceu os ombros e aceitou a proposta, contanto que Chanyeol o carregasse nos braços, estava tudo bem.

 

Apesar de tudo, ter todas aquelas lembranças fizeram um bem danado para Baekhyun. Chanyeol nasceu para ser de Baekhyun e Baekhyun para ser de Chanyeol.

Chanyeol com certeza era o melhor tesouro de Baekhyun, pois sem ele a vida do mais velho não aconteceria de forma tão agitada e com recordações tão marcantes.  Agora, iriam em busca de novas ações para gerarem mais lembranças boas no futuro, mas quem sabe com uma forma de recordar mais prática, não?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


SIM, MUITO AÇUCARADO.
Achei essa ideia do Chanyeol muito louca, nunca faria e teria a mesma reação do Baekhyun, caso fizessem para mim.

Não entrei muito em detalhes sobre algumas coisas para ter certeza de que seria algo puramente fofo.
O que falar de ChanBael crianças? owwnn
Me contem o que acharam da fic, sério, precios muito da opnião de vocês, é primeira vez que escrevo algo tão longo e tão focado no fluffy. <3

Até a próxima.

Ps: quem quiser conversar comigo, tem meu twitter @epabyun


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