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História Caça e Caçador - Capítulo 3


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Notas do Autor


Obs¹: Ao longo da fanfic esclarecerei alguns pontos que propositalmente deixei suspenso para causar certa curiosidade no leitor e acrescentar um “q” de mistério. Porém, detalhes que compõem o enredo farei questão de mencionar nas observações para que a leitura venha a ficar o mais clara possível.

Obs²: Diferente do anime, utilizei o horoscopo chinês com a representação de cada animal nos personagens em volta da Deusa Celestial (Ten no Megami). Os poderes desses animais os repliquei dos 12 talismãs do desenho de Jackie Chan, mas que, como sempre, fiz algumas adaptações para que se enquadrasse a história.

São eles:
Tigre: Equilíbrio, o controle sobre o bem e o mau do próprio indivíduo.
Coelho: Velocidade, a agilidade nas ações e até na forma de falar.
Dragão: Controle sobre o fogo de modo geral.
Cobra: Invisibilidade.
Cavalo: Poder da cura para si e para aqueles que o mesmo deseja curar.
Carneiro: Projeção astral, permite se projetar para o corpo de outra pessoa ao ponto de controlar até seus sonhos e desejos ocultos.
Macaco: Consegue materializar qualquer coisa em forma de gelo.
Galo: Poder para levitar.
Cão: Pode ouvir os pensamentos alheios.
Porco: Lança raios pelos olhos.
Rato: Dá vida a objetos inanimados.
Touro: Força descomunal.

Obs³: A Deusa Celestial (Ten no Megami) foi uma bruxa de tamanho poder, que não somente adquiriu a magia de todos os elementos, formando o zodíaco, como deu vida a cada um deles, os quais chamou de protetores.

Espero que tenha facilitado a leitura o/

Capítulo 3 - Mais que uma serva.


Fanfic / Fanfiction Caça e Caçador - Capítulo 3 - Mais que uma serva.

Os minutos anteriores que passou tentando tranquilizar-se, não adiantou em nada. Assim que começou a subir os degraus de madeira, seu coração voltou a martelar dentro do peito, até pior do que antes. Era o Adeus a sua liberdade. Lucy poderia acabar com toda aquela angústia, ela tinha conhecimento do que habitava em seu ser, no entanto, prometeu a sua família jamais machucar um ser humano.

Chegando acima, parou encarando o chão, ele lhe parecia bem mais interessante que uma multidão de homens possuídos pela luxuria, mas foi obrigada a olhá-los quando, de forma inesperada seu corpo foi empurrado para frente, e, trôpega, adiantou-se ficando a ponta do palanque sob a mira de todos.

A jovem loira não se deu conta do momento em que o barulho ensurdecedor de vozes ao redor houvera diminuído, de tão distante estava quase inaudível, e somente por ter se deparado com um par de olhos ônix profundos. Estranhamente sentiu-se acolhida por eles, em seu íntimo brotou uma certeza de confiança. Certeza essa que infelizmente durou um curto período de tempo até o erguer da mão do dono daquele olhar no ar.

– “Temos mais um ofertante ali senhores. Alguém dá mais?”. – O leiloeiro instigou, excitante pela quantidade já ofertada.

Ele não passava de mais um. Sua mente balbuciou, tristonha.

...Vendida para o jovem senhor. – As palavras finais foram ditas. Lucy apertou os olhos, contendo as lágrimas. Como foi chegar aquele ponto.

Laxus, seu irmão mais velho, reagiu, e mesmo com as mãos amarradas conseguiu derrubar alguns dos homens que faziam a segurança. Contudo, reforços chegaram e ele foi contido.

– Fujam Lucy... Michelle!! – Conseguiu gritar.

A primeira citada recuou passos assustada com o tumulto. Quando finalmente atendeu ao pedido do irmão, instigada também pela ação da irmã mais nova ao precipitar-se pela lateral, se voltou na direção das escadarias, porém um homem duas vezes seu tamanho impediu sua passagem. Pensando rápido, jogou-se do palanque, pousando belamente como um felino no chão arenoso.

Viu-se na vantagem pela estatura mediana em meio aos homens altos e esguios. Sem perca de tempo, correu abrindo caminho. As travessuras que fazia com seus irmãos e as fugas logo depois que eles descobriam, lhe serviram para alguma coisa no final das contas.

Ainda havia esperança para ela, os deuses ou qualquer outra divindade que as pessoas acreditavam tiveram compaixão de sua vida. Vislumbre de um sorriso se formou nos lábios à medida que focou a rua principal e logo mais adiante um beco no qual poderia atravessar para sair da vista dos seguranças.

Usou de toda a força natural que tinha para percorrer aquela distância, mas foi levada ao chão dolorosamente quando se esbarrou em algo duro semelhante à rocha. Balançou a cabeça atordoada e assim que a ergueu, seu estômago comprimiu. Mirou primeiro o distintivo do governo inglês, depois a farda azul marinho e por fim a carranca do homem que a usava. Era o fim.

(...)

– Ai! – Reclamou, sentindo o metal gélido apertando o pulso direito. Aquele atrevido ouvirá algumas verdades. Murmurou com o rosto queimando em fúria.

Endireitou a pulseira novamente para diminuir a compressão, encarando uma numeração que apareceu com o movimento.

– Número 59? – Lucy assustou-se com a voz ditando o número impresso que acabara de ver. – Ali está ela! – O homem desconhecido, como tantos outros naquele lugar, conduziu com o estender do braço duas mulheres de idades diferentes na direção dela. Enquanto uma não passava dos treze anos a outra aparentava cinco vezes mais.

Encolheu-se diante do olhar analista da senhora mais velha.

Seu semblante mudou ao notar o desconforto da pobre garota. – Vamos querida, a carruagem nos aguarda. – Sua voz suave afastou qualquer sinal de severidade que o rosto enrugado poderia ter.

– Quem é a senhora e para onde vão me levar? – Questionou sem mover-se.

– Explicarei tudo no caminho, agora se apresse ou nos atrasaremos. Precisamos está no casarão dos Dragneels até o jantar. – Batendo palmas, a adolescente de cabelos azuis presos de cada lado da cabeça, com roupas menos formais e mais simples, se colocou atrás de Lucy e a empurrou cuidadosamente na direção da saída.

Franziu o cenho junto a uma careta com a completa obscuridade nos cavalos, no traje do cocheiro e até na cor da carruagem. Não fosse pelo brasão vermelho de um dragão entre alguns pequenos detalhes, seria tudo envolvido pelo preto. O que tinha essa família? Sussurrou.

– Alguém faleceu? – Indagou na inocência, tomando de certa forma para si aquelas palavras. Ela havia morrido desde o momento em que fora pega.

O rosto da elegante senhora se fechou, ao contrário da outra que se segurou para não rir do comentário. – Aconselho escolher bem as palavras quando estiver na presença do jovem mestre, ou terá problemas.

– Jovem mestre?

– Sim! A pessoa que lhe comprou.

Lucy travou, engolindo em seco a resposta. A simples menção nele já a deixava nervosa, para variar da raiva que voltava a mudar a cor de seu rosto.

– E onde ele está? – Se atreveu a perguntar tentando demonstrar o menor interesse possível.

– Tratando questões da família Dragneel. – Era evidente o orgulho que aquela mulher tinha daquele pervertido. – A propósito me chamo Porlyusica, sou a governanta, e essa é Wendy, minha ajudante e uma das criadas.

– Assim como eu?

Ambas se encararam simultaneamente e pareciam conversar através dos olhares.

As mãos da bela jovem foram envoltas pelas da governanta. – Como se chama querida?

– L-Lucy. – Hesitou falar.

– Que belo nome. – A mulher lhe sorriu, um sorriso amável. – Srta. Lucy, alguém deve ter lhe contado a respeito desses leilões e a principal intenção dos compradores. – Os olhos caramelos, agora maiores que o normal, brilharam, marejando. – Infelizmente essa será sua função.

Lucy balançou a cabeça para afastar os pensamentos angustiantes de posteriores abusos, embora já imaginasse.

– Nós lamentamos muito. – Por fim falou a criada, uma voz aguda e calma como sua aparência.

– O casarão dos Dragneels é para onde estamos indo? – Optou por mudar de assunto, olhando pela janela, porém seus olhos mal visualizavam a cidade e seus habitantes, estando eles vagos e perdidos.

– Não! – Por essa resposta ela não esperava. – Faremos uma visita ao doutor. A senhorita precisa de uma avaliação antes de partimos para seu novo lar. – Piscou, ainda processando a gravidade da situação. Na sua concepção de garota virgem, somente abriria as pernas para o tão esperado amado, e apenas para ele.


Notas Finais


Espero que tenham gostado da leitura. Até a próxima o/


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