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História Caça e Caçador - Capítulo 4


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Notas do Autor


Obs¹: Os protetores ao longo dos séculos vêm reencarnado, assim como a própria Deusa Celestial (Ten no Megami), mantendo-se ocultos e cumprindo suas funções de proteção e zelo da mestre. Porém, em meio ao caos dessa batalha, muitos perderam suas memórias ou de pequenos não foram instruídos de seus reais objetivos.

Obs²: Apesar da base ser o século 18, alguns itens como vestimentas de dormir, entre outros pequenos detalhes deixei ao modelo contemporâneo, pois os hábitos desse período, no que pesquisei, são um tanto antiquados para o que pretendo escrever.

Boa leitura o/

Capítulo 4 - Ficando ainda pior.


Fanfic / Fanfiction Caça e Caçador - Capítulo 4 - Ficando ainda pior.

A lua crescente brincava escondendo-se entre as nuvens passageiras daquele céu noturno. Lucy permaneceu observando aquela brincadeira solitária por cerca de minutos desde que fora levada para o seu novo quarto. Não se incomodou em ligar as luzes, tão pouco queria, já que o brilho do astro adentrando pelas janelas o deixava claro suficiente para não esbarrar em nada.

Sua barriga roncou pela enésima vez. Estava faminta! A última refeição que teve foi pela manhã antes do leilão, antes daquele triste momento em que foram grosseiramente arrastados de casa pelos guardas para serem vendidos como escravos no cumprimento da lei por não terem pagado a dívida que se pai contraíra. A última com sua família... Seus olhos lacrimejaram ao pensar no velho pai e nos dois irmãos. Desculpe-me Laxus por não conseguir fugir. Soluçou, limpando os olhos com a barra da cortina.

– Wendy disse que me avisaria quando o jantar estivesse pronto, só que está demorando e minha barriga não consegue aguentar mais. – Alisou a região do estômago.

Cogitou em descer para procurar a criada e tendo sorte achá-la na cozinha. Mataria dois coelhos com uma cajadada só. Caminhou na ponta dos pés, cautelosa, na direção da porta, sua mão não chegando a tocar na maçaneta, logo lembrando-se do traje humilhante que lhe obrigaram a usar após o banho de lavanda e flores orientais. Embora um barulho vindo do corredor, rompendo o silêncio, também tenha somado ao hesito de sair daquele ambiente.

Voltou-se às pressas para perto da janela, o mais distante que lhe permitira chegar da porta.

Vozes alteradas em discordância disputavam qual seria a mais alta, sendo a feminina a mais frequente e enraivecida delas, enquanto passos firmes acompanhados da voz masculina se aproximaram até adentrarem o cômodo onde a loira se encontrava. Ele acendeu as luzes e bateu com força à porta resmungando palavras incompreensíveis para a garota.

Que idioma era aquele?

Foi notória sua surpresa quando percebeu a presença de Lucy no quarto. Puxando o grosso tecido das cortinas que caiam pesadas de cada lado da janela, a garota cobria desesperadamente o corpo seminu. Sabia da proposital insinuação sexual transmitida pela roupa que lhe deram para usar: Uma curta camisola de alça e fino tecido branco, pouco acima das coxas, com decote que lhe realçavam os seios fartos e transpareciam sem pudor os mamilos.

– Não me toque!!! – Afirmou com o pulso disparado pelo nervosismo. As palavras preparadas para quando o visse se esvaindo de sua cabeça.

O belo rapaz bufou afrouxando o colarinho – Não tenho a menor intenção de fazê-lo. – Respondeu de imediato, focando outra parte qualquer do ambiente.

Não querendo, de forma alguma, demostrar, mas ficou chocada com o que acabou de ouvir. – Como disse? – Perguntou, soando mais como uma reclamação do que propriamente uma dúvida. Ela não o atraia? Ele se sentia bom o bastante para ela?... Afastou esses pensamentos com o balançar nada discreto de cabeça. Por que a sensação de rejeição?

– Foi exatamente o que ouviu. Não tocarei na senhorita, e será como as demais criadas dessa casa. – Levou a mão ao cabelo bagunçando-o ainda mais, inquieto. Parecia desconcertado com a situação. – Me antecipei em avisar para a governanta. Contudo, não fugirá de sua função, a senhorita ficará encarregada dos serviços que se referem a mim como roupas, comidas e banho... E somente isso. – Evidenciou as últimas palavras, olhando de soslaio a reação da loira.

É claro que será somente isso! Lançou para o lado as cortinas. E que tom era esse com o qual se referia a minha pessoa, por acaso aparento eu querer mais? Sua vista desceu sobre o jovem a frente, sondando-o: Provavelmente da sua idade, não passando de dois anos mais velho, estatura razoavelmente alta, um bom porte físico que sobressaia até sob as roupas sociais, cabelos bagunçados e olhos perigosos. Nada mal! Concluiu positiva.

Notou com grande espanto igual observação da parte dele, e sem jeito tropeçou nos próprios pés, caindo de bunda no chão.

– Ai! – Resmungou massageando a parte afetada pela queda, rapidamente fechando as pernas constrangida por não estar usando calcinha, a qual fora negado o pedido no recebimento das vestes. Avermelhou-se ainda mais - se é que fosse possível - ao perceber que o rosado a vira tão bem que transparecia em seu rosto enrubescido e queixo caído com a imagem.

Limpou a garganta ruidosamente antes de indagar: – T-Tudo bem?

– Não se aproxime seu pervertido!!! – O alertou, recompondo-se.

Natsu estagnou com o titulo a poucos metros de distância da garota. Rebateria o insulto, não estivesse a mesma levantado outra questão.

– Mas que cheiro é esse? – Indagou, incomodada com o aroma que a cada minuto tomava conta do cômodo.

Não era um odor, muito pelo contrário, o cheiro estava delicioso e não se parecia com as comidas comuns a que estava acostumada. De onde vinha?... De maneira instintiva fechou os olhos inspirando o ar.

O comentário deixou o Dragneel intrigado, cheirando o próprio corpo. – Do que está falando? ­– Questionou, erguendo a sobrancelha um pouco envergonhado.

É ele, sem dúvida! Chegou à conclusão. Mas por quê? Sua mente vagou a procura de respostas coerentes, a boca começando a salivar, e uma remota lembrança lhe tornou a cabeça. Tracker! Seus orbes arregalaram.

Cambaleante, precisou se apoiar no parapeito da janela. Como não percebeu! Seu corpo reagiu exatamente assim quando encontrou com um da primeira vez, ainda criança. Algo dentro de si pulsou em compasso com as batidas do coração. Levou a mão ao peito sentindo quente a região por sob a roupa. Recordou da marca em formato de espiral que carregava consigo naquele lugar de seu corpo. Um selo que sua mãe colocou no intuito de conter seus poderes e lacrar aquele suposto ser que matou o infeliz tracker que cruzou seu caminho antes.

Desde o início sentiu uma singularidade nesse rapaz se comparado a tantos outros no leilão. Sua atração não foi mero acaso, nem uma simples atração física (apesar de sua aparência), estava relacionado à energia dele. Ela a queria saborear...

Mas que droga! Mordeu os lábios impaciente. Se me descobrir nessas condições não poderei me defender. Ele vai me matar!!!


Notas Finais


E então... Deixei curiosos? :)
Espero encontrá-los no próximo capítulo. Até o/


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