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História Caça-níquel - Capítulo 2


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Notas do Autor


então rs aqui estou eu!
a primeira jogada terminada aqui, mas ainda temos dois capítulos pela frente.
espero que gostem porque eu adoro esses três hehe principalmente quando o jongin entra em cena, amém kim jongin.

boa leitura amores <3
ignorem qualquer errinho, quando tiver betada eu jeito aqui, ok?

Capítulo 2 - Jogada inicial: Bad Beat


Acreditar piamente que teria muitas chances com uma crupiê do outro lado da mesa era ser tosco demais. Contudo, o policial Park ficou internamente eufórico quando conseguiu ganhar uma partida. Não importa se ela facilitou — dado o desespero do coitado por só estar com a calça social e cueca, enquanto todo o resto de suas roupas estavam espalhadas pelo chão —, a reação do policial foi de pura vitória quando teve a mão mais valiosa entre os dois. 

Mas, ninguém tinha dito que perderia ao ter o pau pulsando dentro da calça só por assistir ela se desfazer da calcinha. A ideia de que ela estava, agora, sem a peça por debaixo do vestido fez Chanyeol ficar completamente agitado e focado em ganhar mais uma partida. Baekhyun tinha um sorriso divertido no rosto e uma bela visão do peitoral e abdome definido do policial; os ombros largos, a pele dourada, os braços marcados por veias mostrando que ele se empenhava para manter aquele corpo. 

Porém, embora toda aquela diversão fosse bem interessante, o policial Park não tinha deixado de lado a ideia principal de jogarem. Não deixou que ela se aproveitasse tanto do jogo para que tivesse, no fim, Chanyeol pelado. À medida que as cartas eram jogadas, os jogos combinados, ela falava sobre como funcionava o cassino de The Hill. Em certo momento, preferiu não questionar nada. Sabia que alguém que estivesse delatando poderia se perder na própria história quando questionada depois de contá-la por completo. Por isso, deixou que falasse, antes mesmo de tirar a camisa de linho branco. 

— A polícia não conseguirá rastrear o dinheiro que o dono consegue com os jogos aqui, Park. São contas pelo mundo, com nome de pessoas que realmente existem e servem a ele em troca de favores grandes. Como, por exemplo, apoio em campanha durante as épocas de eleições. Não sei te dizer como todo o processo é feito, mas com o tempo que estou aqui, e o que escuto, já te faz saber que o buraco é muito mais fundo do que imagina. — Repuxou os lábios em um sorriso de lado enquanto olhava para as cartas em mão. Chanyeol encarou-a e percebeu que ela parecia se divertir. Talvez estivesse perto de ganhar mais uma rodada, pensou. — Você não irá conseguir nada se usar outras vertentes para a investigação. Não há trabalho escravo ou prostituição. Embora grande parte dos empregados seja mulheres, o que segundo ele é muito melhor porque, bem… É bem claro que somos realmente mais eficazes ao conseguir o que queremos, qualquer coisa que venha a acontecer conosco, seja importunação ou coisas além disso, há no mínimo o banimento daquele jogador na casa. Não preciso dizer o que acontece em casos graves, não é? — Baekhyun ergueu o olhar para encarar os orbes espertos de Chanyeol, erguendo a sobrancelha esperando que ele entendesse em poucas palavras. — Ganhamos bastante também, o suficiente para cumprir todas as tarefas dadas dentro e fora da casa. 

— Se ganham tanto, por que está correndo o risco de perder seu emprego? Principalmente tendo ele em mãos para ganhar mais? — Abaixou as cartas, revelando o momento que ganhou a jogada que a fez se desfazer da calcinha. Sorriu vitorioso, mas ela sequer hesitou para responder; na verdade pareceu soltar um suspiro aliviado quando se viu livre da peça íntima. — Não creio que não seja tão esperta assim — provocou-a e o que obteve em resposta foi uma risada. 

— Policial Park, ainda é tão ingênuo como um adolescente brincando de ser detetive? A partir do momento que estou te contando isso, tenho uma moeda de troca com ele. Uma realmente eficaz. — Ela ergueu os dedos finos para dar ênfase ao que dizia. — Você pode estar com uma escuta, mas ela não servirá como prova quando só poderá ser usada com a permissão de quem está nela. Então, caso você esteja com uma, declaro que eu não permito a gravação de nossa conversa. —  Chanyeol respirou fundo e cruzou os braços, deixando o maior peso do corpo sobre uma perna. Baekhyun aproximou-se um pouco mais, encostando-se na mesa e cruzando as pernas bonitas. — Porém, vocês podem me fazer depor ou algo do tipo. E aí é que eu serei esperta para você, Park. Se ele me der o que quero, posso cometer perjúrio. Se ele me ameaçar colocar para fora ou negar meu pedido, eu deponho. Jogar com cartas fracas não é pra mim. — Chanyeol passou a mão na altura da mandíbula, umedecendo os lábios e não tirando os olhos da mulher ao seu lado. 

— Irá cometer um crime para ter algo que quer? Quem mente perante a justiça para, sei lá… um aumento de salário? Ser sócia de um cassino? — O riso anasalado fez Baekhyun ter a certeza que ele era, sim, muito ingênuo. Levou sua mão até o braço alheio, apertando os músculos suavemente e fazendo-o um carinho. Porém, para o policial Park aquilo mais parecia amaciar a presa antes de dar o bote. 

— Eu faço muitas coisas para conseguir o que quero — disse baixo, afastando-se da mesa e ficando com o corpo perto ao de Chanyeol, erguendo o queixo para deixar seu rosto próximo ao do policial. Seus dedos escorregaram pelo braço musculoso até alcançar a palma da mão grande. 

Olharam-se por um tempo. Analisaram cada detalhe do rosto alheio como se desejassem memorizar quais eram os defeitos e as perfeições. Até que Chanyeol encarou a boca de Baekhyun, os lábios bonitos pintados de vermelhos com uma pintinha graciosa do lado direito, sobre o lábio superior. O peito subia e descia numa respiração controlada, calma. Mas Chanyeol sentia o coração falhando e o corpo correspondendo instantaneamente a tensão que os envolvia. Aproximou um pouco mais o rosto do dela, não pensando que estava arriscando demais fazendo aquilo. Baekhyun desceu o olhar para a boca carnuda do policial, subindo a outra mão pelo peitoral exposto até alcançar o rosto dele, muito satisfeita por sentir a pele quente sob a palma de sua mão no caminho. 

Deu breves tapinhas na bochecha de Chanyeol, abrindo um sorriso divertido e afastando-o para que pudesse voltar ao outro lado da mesa, andando com os quadris movendo suavemente para um lado e para o outro na pura ideia de provocar mais ainda o pobre coitado. 

— Você só ganhou uma partida, não o jogo todo, policial Park. Ou quer mesmo continuar me vendo de vestido? — Colocou os cabelos para trás, tomando a atenção de Chanyeol e sorrindo para ele, que tinha as sobrancelhas juntas e balançava a cabeça para os lados. 

— Você não vale nada. 

— Nunca disse que valia — brincou, voltando a distribuir as cartas com a graciosidade que seu trabalho pedia, mas tinha algo natural naquele ato de curvar o corpo e deixar o decote revelador, ou pegar as cartas com os dedos bonitos de modo a parecer elegante sentar-se àquela mesa e jogar durante a noite toda. 

Mais uma rodada começou e, ainda que não quisesse revelar, estava dando seu melhor para ganhar de Baekhyun. Não sabia ao certo o motivo, talvez para baixar um pouco a bola da mulher e mostrar que ela não era a rainha do mundo como achava, talvez para satisfazer seu ego e deixá-la nua. E até diria que, mesmo que a fizesse ficar assim, se contentaria com uma punheta ao chegar em casa e não a daria o gosto de uma boa foda escondida. Só que, em contrapartida, Baekhyun também era boa o bastante para fazer-lhe perder quantas vezes quisesse. 

O que não foi diferente. Uma Royal Flush batendo a mão de Chanyeol, uma simples Two Pair. Se divertiu em como ele pareceu irritado ao jogar as cartas sobre a mesa e se afastar para rapidamente desabotoar a calça social e a tirar com certa urgência e raiva no ato. Baekhyun se divertia do outro lado da mesa, um sorriso nos lábios, o inferior preso entre os dentes quando viu o volume considerado preso na cueca boxer de cor preta. 

— Satisfeita? — perguntou com o tom tão irritado quanto sua feição. Uau, ele parecia mais gostoso com raiva, pensou consigo mesma. 

O policial ergueu as mãos para mostrar a Baekhyun que a única peça de roupa que cobria sua nudez total era a cueca. Sem sapatos, gravata, nada. Apenas o tecido da boxer preta. 

— Só vou estar satisfeita quando terminarmos a partida, meu bem. — Uma nova rodada se iniciou, com um Chanyeol jogando com um tanto de raiva pela sensação de ela estar em vantagem a todo instante. 

— Qual é, Baekhyun — ralhou, soltando um riso derrotado e olhando para todos os cantos daquela sala. A música continuava tocando como algo a ser prestado atenção além do que se passava na casa, deveria ser a mesma que tocava no cassino todo. Porém, Chanyeol não estava interessado na música ou em qualquer outra coisa que não fosse aquela mulher. — Você ganhou e eu já entendi o que quer. — Ela continuava com o mesmo sorrisinho divertido no rosto, desviando o olhar do homem seminu do outro lado da mesa para as cartas em sua mão. Um ligeiro bico nos lábios vermelhos foi involuntário. Chanyeol ergueu a sobrancelha, pensando que naquele momento seria, quem sabe, o momento de ganhar uma coisinha a mais. — Certo… é nossa última jogada e eu quero apostar outra coisa. 

Baekhyun ergueu os olhos um tanto confusa. Aquele policial parecia um adolescente na puberdade que não sabia se colocava as mãos dentro da cueca ou fazia a lição de casa. A sombra do sorriso anterior já não existia no rosto bonito e Chanyeol passou a explodir por dentro quando percebeu que ela estava um pouco transparente quanto ao que tinha em mãos. Seu físico pareceu desconcentrar a jogadora da casa. 

Agora? Agora mesmo você estava parecendo um cachorro de tanto latir — disse parecendo um pouco irritada. Baekhyun umedeceu os lábios, deixando as cartas viradas na mesa. — Certo, Park. Pelo jeito você tem uma mão muito boa e quer se aproveitar disso. O que quer? — Chanyeol lançou-a um sorrisinho, levando um instante para analisar o corpo escultural marcado pelo vestido. Repetiu o gesto da mulher com as cartas e apontou para o vestido preto que ela vestia em seguida. 

— Você sem esse vestido, um boquete e o nome do dono do cassino — declarou seu desejo. A mulher continuou séria, olhando-o e suavemente erguendo uma das sobrancelhas em um questionamento mudo. Chanyeol percebeu que ela passou a segurar um riso e mexeu nos cabelos negros como se quisesse ponderar a proposta do policial Park. 

— E se eu ganhar? 

— O que quer? — Chanyeol estava cantando vitória desde já. Seu semblante embora fosse meio apático a quem poderia estar comemorando, era possível ver muito claramente o canto dos lábios pouco curvados a declarar uma certa satisfação com o rumo das coisas. — Bem, você já ganhou o jogo em si, só estou feliz com a grande possibilidade de eu ganhar essa. Então pode escolher, princesa. — Baekhyun levou a mão com os dedos finos enfeitados por anéis prateados até a altura do peito, curvando os lábios para baixo como se estivesse surpresa com o modo que foi chamada. 

— Se eu ganhar, você me mostra o que essa boquinha bonita sabe fazer além de ficar falando besteiras. — Ela batucou os dedos sobre as cartas viradas com a face para a mesa. Chanyeol deslizou a língua entre os lábios vagarosamente, sorrindo pequeno em direção a Baekhyun. Assentiu, pegando as cartas e encarando-a segundo antes de virar. 

Um Rei e uma sequência de quatro cartas de divisores de dois no mesmo naipe; um Flush. O sorriso de Chanyeol aumentou e Baekhyun prestou atenção em cada mínimo detalhe do corpo malhado, pensando claramente em como seria montar e sentar nele até não aguentar mais. Riu consigo mesma, virando as cartas e revelando uma Full House. Apontou para Chanyeol, afastando-se da mesa com um sorrisinho no rosto e se divertindo com a expressão de surpresa do policial. 

— Irei pegar uma bebida para nós dois, Park. Espero que não desista logo agora que vou receber um boquete para melhorar minha noite, querido. — Dito isso, Baekhyun abriu as portas e saiu, fechando-as e deixando um Chanyeol meio perdido no meio da sala pouco iluminada. 

Jurava por qualquer entidade que, sem dúvidas, ia ganhar aquela. Não era possível que fosse tão fodido a esse ponto, de perder uma partidinha de pôquer. Tudo bem, só para não ficar pior ainda, tinha a questão de que Baekhyun vivia ali, sabia todas as manhas de todos os jogos. Seria quase impossível ganhar dela quando só teve uns dois ou três contatos com jogos de baralho em toda sua vida. 

Agora teria que… bem, esse não era o maior problema. Transar com aquela mulher era o menor problema de todos, na verdade só pesava porque estava bagunçando todos os seus planos sobre estar no cassino. Não ia sair de mão abanando e talvez tivesse bem mais do que imaginou que teria quando estavam planejando a ação com o chefe Kim. Mas, ainda era frustrante e perigoso. 

Jogou-se no sofá acolchoado de couro preto em um dos cantos da sala. Apoiando o queixo sobre o punho, usando o tempo para prestar atenção nos detalhes do ambiente; o lustre impecável com parte das pequenas luzes acesas, os detalhes dourados das cortinas cor de vinho no que parecia ser janelas grandes por trás delas; as cadeiras dos jogadores arrumadas em um canto da sala para deixar a mesa de jogo livre, um cabideiro e o carpete combinando com as cortinas escuras. Sua arma ainda estava jogada no canto da mesa, intocada desde que Baekhyun a deixou ali. Tornando a ter a imagem dela, buscou alguma lógica para que ela estivesse fazendo aquilo. 

Era difícil acreditar em alguém. Raramente colocava sua mão no fogo e não seria agora que faria isso, pois ela dava todos os motivos possíveis para que não o fizesse. Embora continuasse ouvindo o que Baekhyun dizia, parecia que era tudo uma mentira usada para jogar Chanyeol em uma emboscada. Por outro lado, poderia ser verdade. Seu pai sempre disse que mulheres são ardilosas. Teve motivos para acreditar naquilo durante seus quase quarenta anos de vida. 

Quem sabe Baekhyun não queria vingança por um coração partido ou era amante do dono do casino e queria alguma vantagem para se assegurar? Eram ideias que tinha, mas que se dissiparam ligeiramente quando a mulher adentrou a sala novamente e os seguranças fecharam a porta atrás dela — não olhando para dentro do cômodo e fazendo Chanyeol dar uma leve suspirada de alívio. Não era o cara mais heterossexual da Terra, não gostava de se rotular de nada além do que se dizia respeito a sua profissão, contudo era vergonhoso estar naquela situação. 

Baekhyun tinha um sorriso bonito e vitorioso no rosto. Em uma mão um copo de uísque caprichado e na outra uma taça de martini. Aproximou-se do policial Park com os mesmos passos traiçoeiros que antes, lentos e determinados, as coxas grossas e bonitas sendo alvo do olhar de Chanyeol, assim como os lábios curvados. Baekhyun estendeu o on the rocks para o policial, que o pegou e deu um gole considerado para acalmar o turbilhão de pensamentos que iam desde aquilo ser um problema ao verdadeiro probleminha que estava se formando entre suas pernas só por tê-la mais próximo.

— Foi divertido, Park. Você tem muito potencial para jogar e ganhar muito, mas, bem, você se deixa levar muito fácil por um sorriso bonito e um decote ousadinho — brincou, sentando-se ao lado dele e cruzando as pernas, propositalmente deixando que a fenda do vestido deixasse sua coxa mais a mostra. Chanyeol riu consigo mesmo ao perceber a intenção dela, mordiscando o lábio com força e desviando o olhar para qualquer outro canto da sala. 

Foi inevitável não buscar sentar de um jeito mais confortável quando seu pau já estava dando sinal de vida só por ter aquela filha da puta ao seu lado, com aquele perfume inebriante e toda aquela beleza quase… surreal. Deslizou minimamente o corpo no couro do sofá, afastando um pouco as pernas longas e relaxando um dos braços sobre a coxa depois de coçar a nuca. 

— Você disse que ia me falar mais sobre isso aqui. — Mudou de assunto para o que realmente interessava, erguendo somente o dedo para indicar o ambiente do casino ao que se referia. — Então, eu quero saber. — Ergueu a sobrancelha e virou um pouco o rosto para encarar a mulher que brincava com o palito com azeitonas dentro da bebida. 

Quem tem boca vaia Roma, Park. Pergunte o que quer saber porque eu não vou te falar mais do que é necessário para sua investigação. — Virou o rosto para lançá-lo um pequeno sorriso fingidamente simpático.  

— O dono tem mais casinos pelo país? Ou outros negócios tão lucrativos assim? — questionou-a enquanto observava ela super interessada na azeitona, tanto que logo levou o palito até os lábios bonitos e comeu uma das três. Depois de mastigar várias vezes e aprumar um pouco a postura, Baekhyun respondeu. 

— Sim. Ele é uma pessoa de negócios. Não posso te confirmar se pelo país há outros cassinos, pois não tenho acesso completo às transações financeiras. Porém, digo com toda certeza que ele tem negócios bastante lucrativos por aí, policial Park. — Ela tomou um gole generoso do martini e virou o rosto para encarar o homem de cabelos negros. 

— Quais seriam esses negócios? 

Chanyeol percebeu ela respirar fundo, desviando o olhar e parecendo ligeiramente desconfortável com o assunto. Diminuiu o olhar, começando a acreditar que ela tinha muitos motivos para estar fazendo aquilo. 

— Por exemplo, ele financia a maior quadrilha de tráfico do país. De fato, este cassino não está envolvido com tal negócio, não diretamente. É mais como uma troca de favores, algo como “me avise se estiver algo errado e eu mantenho seus negócios ativos”. — O policial ergueu as sobrancelhas, tomando um gole do uísque e mexendo o copo com gelo em frente aos seus olhos, pensativo. — Ele parece ter muita gente nas mãos, sabe, Park? Mas não usa isso para colocar medo em ninguém. Ele é apenas uma pessoa de negócios. Admiro isso. — Eles se olharam quase que simultaneamente e Baekhyun levou mais uma das azeitonas à boca, tirando-a do palito devagar. 

— Não creio que você admira alguém que trabalha ilegalmente — provocou-a, balançando a cabeça e umedecendo os lábios. Baekhyun soltou um riso anasalado, apontando para a mesa de pôquer em frente a eles, balançando os dedos para chamar a atenção de Chanyeol. 

— Eles sabem do risco que correm, Park. São idiotas alienados pela falsa sensação de poder, de manter-se na liderança do jogo por mais tempo que puder. Não culpo meu chefe por isso. Mas, se quer saber, ele é realmente bom nisso — concluiu dando de ombros. 

— Então você está me dizendo que nenhum dos jogos de todo o cassino são de alguma forma alterados? — Ele ergueu ambas as sobrancelhas, virando-se no sofá para ficar de lado, apoiando um dos braços na parte superior do sofá. Ela curvou os lábios para baixo, negando com a cabeça. 

— Existe uma probabilidade para cada jogo, Park. E, felizmente ou não, a maior probabilidade é de o jogador perder quando ele não sabe o que está fazendo. Eu não precisei trapacear para ganhar de você, isso foi fácil. — Ela sorriu de lado, olhando para as próprias coxas para que Chanyeol também olhasse para elas, e assim ele o fez. — Só bastou te mostrar um pouquinho para você ficar desconcentrado e perder a linha do jogo. E agora está me devendo algo, policial Park. — Se entreolharam novamente, os lábios bonitos da jogadora da casa ostentando um sorriso pequeno e satisfeito por Chanyeol parecer sedento para tocá-la. — Homens como você costumam ter palavra. 

Perigosamente os dedos finos encontraram o rosto do policial, acariciando a bochecha à medida que os rostos se aproximavam mais. Chanyeol encarou a boca bonita, subindo o olhar até mirar os olhos escuros marcados pela maquiagem. Ela tinha um brilho singular neles, algo divertido e sensual. Os dedos de Baekhyun foram aos lábios cheios, acariciando-os com certa admiração. 

— Deveria me mostrar do que essa boca é capaz de fazer comigo — sussurrou devagar, fazendo-o deixar o copo com um gole de uísque sobre o braço do sofá e guiar os dedos longos e grossos para sua coxa. 

Inicialmente tocou-a com certa hesitação, quase como se testasse se ela gostaria daquilo ou não. Porém, Baekhyun nada fez, deixando que o calor da palma da mão de Chanyeol fervesse contra sua pele ao mesmo tempo que continuava com a carícia nos lábios cheinhos. As respirações chocavam-se e o homem sentia uma sede avassaladora de experimentar o gosto do martini nos lábios de Baekhyun e a textura deles sobre os seus. 

Parecendo entender bem e até compartilhar daquela necessidade, a crupiê deslizou os dedos pela mandíbula marcada de Chanyeol, os anéis roçando na pele ligeiramente áspera pela barba recém feita. O policial encheu a mão com a carne macia, apertando com força e só relaxando-a do aperto quando Baekhyun aproximou mais o rosto e suspirou próximo a boca de Chanyeol. 

— Tudo que me mandam fazer, eu faço bem feito — murmurou, subindo os dedos e adentrando por debaixo do tecido do vestido. Observou-a repuxar o lábio em um sorriso, pouco tempo antes de mordiscar o lábio inferior de Chanyeol e puxá-lo devagar, deixando que escapasse de seus maus tratos. 

— Isso é interessante — continuou naquela conversa baixa. Ergueu o olhar para encarar Chanyeol, escorregando os dedos pelo pescoço alheio, descendo mais até alcançar o peitoral forte. — Por que não me mostra? 

Não deixou que ele respondesse com palavras, estava cansada de conversa fiada, necessitava ir direto ao ponto o quanto antes; e isso significava que ele deveria mostrar o que aquela boquinha poderia fazer em sua buceta. Quando ele aproximou a boca da sua na vontade de receber um beijo, afastou o corpo, levantando do sofá e tomando o último gole do martini, deixando a taça sobre a mesa de pôquer. Encarou-o com um pequeno sorriso no rosto, divertindo-se com o olhar que ele a lançava, meio perdido, meio raivoso por ter o largado no sofá quando ele se segurou na ideia de foder consigo ali mesmo. Baekhyun umedeceu os lábios, ficando de costas para Chanyeol e levando os dedos para o zíper na parte lateral do vestido. Desceu-o devagar, tirando cada braço com vagareza, sabendo muito bem que o policial prestava atenção nos detalhes, captando até mesmo o arrepiar dos pelos de Baekhyun quando o vestido deslizou pelas coxas e o corpo ficou livre para que o calor da sala a tocasse. 

Chanyeol engoliu em seco, sentindo a respiração pesada contra a caixa torácica em um alerta para a destruição que ela estava fazendo em sua cabeça só mostrando o quanto era maravilhosa e gostosa. Baekhyun afastou o vestido para o lado com o pé, colocando os cabelos para trás e olhando sobre o ombro para o policial, que pressionou os dedos tanto no couro do sofá quanto na própria coxa, sentindo-se hipnotizado a acariciar cada centímetro da pele exposta e dar uma atenção especial à bunda. O pau já estava em riste dentro da cueca preta, vergonhosamente mostrando que não conseguia controlar-se — e não queria imaginar que era por ser ela, e sim porque era homem e a própria natureza o fazia perder as estribeiras com qualquer mínimo gesto sensual (tosco, tsc!)

Não se torturou mais, o tempo que estava longe de sentir o gosto de Baekhyun já era doloroso demais. Deixou o copo sobre o braço do sofá e seus passos marcaram com lentidão o caminho até envolver a cintura fina com as mãos grandes e apertar com força o suficiente para ela erguer o olhar para o seu e suspirar enquanto empinava o quadril e encostava o corpo no seu. Chanyeol fechou os olhos ao aproximar o rosto do pescoço dela, aspirando o perfume dos cabelos longos e da pele alheia, guardando na memória e tendo a certeza que não esqueceria que ela tinha as notas do perigo. Mordiscou o lóbulo da orelha, soltando devagar, em seguida descendo os lábios para a curva do pescoço e depositando beijos molhados devagar ao passo que suas mãos deslizavam pela lateral do corpo esbelto, seguindo para a frente para acariciar a barriga e, por fim, alcançar os seios fartos com ambas as mãos, envolvendo eles em uma massagem lenta e tortuosa, que fez Baekhyun fechar os olhos e soltar o ar por entre os lábios pintados. 

Chanyeol sentia-se mais excitado a cada instante que tocava a crupiê. A pele dela era irresistivelmente macia e sensível ao mínimo toque. Como a deixaria quando caísse de boca onde ela queria? Sorriu anasalado ao imaginá-la desesperada, acariciando os mamilos eriçados com os polegares e roçando o pau na bunda empinada devagarinho. 

— Tão duro… e grande — sussurrou Baekhyun, sorrindo meio torpe com aquelas provocações. Virou um pouco o rosto para olhá-lo de canto. — Tão excitado com tão pouco — disse no mesmo tom arrastado, rebolando devagar no quadril de Chanyeol, que grunhiu contra seus cabelos, apertando seus peitos com força a fim de descontar o pulsar que o pau deu ao sentir os movimentos dela se tornarem mais empenhados. 

— Eu sei que ficou molhada só por me ver sem camisa, Baekhyun, não tenha vergonha de admitir — murmurou com a voz rouca, fazendo a crupiê forçar a bunda em seu pau e apertar os dedos sobre a mesa de pôquer. — Nenhum homem aguentaria te ver assim sem ficar duro. Isso é quase um elogio. — Baekhyun deitou a cabeça na altura do ombro de Chanyeol e soltou uma risada enviesada antes de apertar o lábio inferior entre os dentes para controlar os barulhos satisfatórios que queriam escapar por gostar do carinho que ele fazia em seus seios. 

— Se quer me chamar de gostosa, basta dizer que sou gostosa. — Ela se virou naquele abraço, ficando cara a cara com Chanyeol, as mãos de dedos bonitos pousando no peitoral alheio antes de subir para os ombros. Olhou-o nos olhos, depois encarou a boca cheinha. — Porque eu sei que sou e não preciso de um homem excitado para isso, policial Park. — Ele sorriu, descendo as mãos grandes pelas costas da jogadora até apertar a cintura com força. — Por que não mantém essa boca ocupada, hum? O nosso acordo não foi conversa fiada, Chanyeol — falou com a voz carregada de desejo, sentindo o corpo esquentar só com o aperto e carícia em sua cintura, de um jeito dominador. 

Seria um prazer ao policial manter a boca ocupada em Baekhyun. Mas, ela manter a boca próximo a sua era um teste de resistência para não a beijar e borrar o batom vermelho. Segurou-a pelo queixo com uma delicadeza que poderia contradizer a tensão sexual que estava entre eles; fez ela erguer o rosto para lhe encarar. 

— Eu quero beijar você — revelou sua vontade com uma voz tão profunda que fez um arrepio passar pela espinha de Baekhyun. Ela engoliu em seco, anulando a distância das bocas para selar os lábios de Chanyeol devagar, afastando-se quando ele ia dar corda a um beijo mais profundo. Deu um sorriso ladino, as pálpebras pesando a fechar ao sentir a mão de Chanyeol descer por suas costas. — Não faz isso comigo…

— Se me chupar bem gostoso, quem sabe eu deixo você me beijar? — Sorriu maior, passando a língua entre os lábios e mordendo o inferior em seguida. 

Chanyeol afastou-se um pouco, umedecendo os lábios meio incrédulo por estar caindo naquele joguinho de alguém que nem conhecia. Contudo, do jeito que estava, com um pau duro no meio das pernas e louco para tocar Baekhyun como ela queria, não tinha outra saída a não ser seguir a maré. Baekhyun deslizou as mãos pelo peitoral marcado de Chanyeol, aproveitando para acariciar os mamilos arrepiados antes de se desfazer dos saltos. O policial ajudou-a a sentar sobre a mesa, não se afastando quando ela já estava sobre o móvel. Nada dizia para não beijar o corpo de Baekhyun, então aproveitaria disso o quanto quisesse. 

Abraçou a cintura fina com o braço esquerdo, Baekhyun, por sua vez, apoiou as mãos na mesa de pôquer, deixando o corpo à mercê dos desejos do policial atraente. Só bastou os lábios cheios de Chanyeol tocarem a pele de seu pescoço novamente para que sentisse o corpo todo arrepiar — era um toque cheio de malícia e desejo, um beijo molhado que ele distribuía por todo o pescoço e, tortuosamente lento, descia para o busto e depois subia para arrastar os dentes pelas clavículas. A mão livre alisou desde a coxa aos peitos de Baekhyun, envolvendo o esquerdo para a boca encontrar o bico logo depois, sugando devagar. A crupiê soltou um suspiro deleitoso, fechando os olhos e deitando a cabeça para trás. Sentia-se tão quente e molhada que provavelmente não ia conseguir manter a paciência por muito tempo. 

Mas, apesar da agonia que tomava conta do seu corpo, sentir a boca dele ali era maravilhoso. Chanyeol empenhava-se em chupar seu peito como se fosse a coisa mais deliciosa do mundo; quando afastava a boca, os lábios avermelhados molhados de saliva, era para ver sua obra de arte — o bico eriçado e tomando um tom avermelhado por causa dos maus tratos. Baekhyun levou uma das mãos aos cabelos de Chanyeol, acariciando-os e erguendo a cabeça para vê-lo dar a mesma atenção ao outro mamilo, mordiscando, fazendo a crupiê suspirar mais alto e ficar mais excitada. 

O policial Park sentiu a excitação de Baekhyun nos próprios dedos — quando ergueu o olhar para os olhos dela e arrastou a mão pela barriga bem devagar, fazendo-a abrir as pernas e apoiar os pés na beira da mesa de pôquer. Chanyeol acariciou abaixo do umbigo, arrastando as unhas curtas somente para vê-la movendo o quadril para frente em uma palpável necessidade de que ele fosse direto ao ponto. Sem tirar os olhos de Baekhyun, continuou a depositar beijos molhados pelos peitos fartos, por entre eles, e desceu os dedos pelo monte de Vênus, sorrindo quando observou as pálpebras alheias tremerem ao descer os dedos para acariciar toda a vulva. Baekhyun segurou os cabelos de Chanyeol com força, movendo os quadris para ter mais contato. 

— Park, faz isso de uma vez — sussurrou as palavras em meio a um suspiro pesado. Mordeu o lábio inferior com força, levando a mão dos cabelos de Chanyeol para sua buceta, acariciando-se ao passo que o policial acariciava a virilha, apertando a parte interna da coxa de Baekhyun pela provocação que ela dava vida. — Quero que sinta com a boca — segredou, afastando os lábios maiores com os dedos para mostrar como estava molhada. 

E, caralho, estava tão molhadinha que Chanyeol sentiu a boca salivar ao descer o olhar para o que ela fazia. Chegava a melar os lábios maiores e, para piorar o que causava no policial, Baekhyun passou a se alisar, espalhando a lubrificação, mostrando-se para Chanyeol. O primeiro gemido veio baixinho, mais como uma sensação de alívio por estar se dando aquilo, quando passou a massagear o clitóris devagar. 

Porra, Chanyeol ia enlouquecer. Era tentador continuar a assisti-la se masturbando daquele jeito, mas era mais tentador ainda a vontade de cair de boca. Afastou a mão da crupiê, que voltou a se apoiar na mesa para deixar o policial fazer o que quisesse. E, dessa vez, ele não tardou a continuar a acariciar o canto sensível, sentindo-o cada vez mais duro sob seus dedos à medida que estimulava mais. 

Voltou a boca para os seios de Baekhyun como se aquela fosse a combinação perfeita para seu desejo, resultando na respiração descompassada por parte dela, em suspiros que se tornaram rapidamente em gemidos baixos quando Chanyeol fazia mais rápido. Todavia, tanto ele quanto Baekhyun queriam mais. Quando ela já estava toda à mercê do que fazia, não demorou mais um segundo para arrastar a língua pelo clitóris, sorrindo ao que Baekhyun gemeu satisfeita com o contato. Uma das mãos da jogadora da casa enfiou-se pelos cabelos já bagunçados de Chanyeol, acariciando a fim de estimular ele a continuar brincando com a língua ali, não tão rápido, nem tão devagar. 

O gosto dela era maravilhoso; tomava conta de sua boca e fazia-lhe ter mais vontade de buscar mais da lubrificação direto na entradinha. As mãos grandes acariciavam a parte interna das coxas, apertando com força e ajudando a manter as pernas abertas. Com os polegares, passou a fazer carinho nos lábios maiores, passando a mamar no grelinho de Baekhyun, intercalando com lambidinhas na parte mais sensível dele. 

Ela, por sua vez, não conseguia controlar como a respiração ficava cada vez mais descompassada, os dedos apertavam e puxavam o cabelo de Chanyeol, que a deixava no limite. Só com aquela boquinha, Baekhyun sentia-se muito perto de ter um delicioso orgasmo, mas o policial continuava brincando e isso era gostoso demais. Pelo menos, estava tirando a vantagem certa daquela situação. Nada era melhor que terminar o dia com alguém entre suas pernas, dando-lhe o que merecia. 

Deitou o tronco na mesa e o policial não tardou em abraçá-la pelos quadris e envolver o que conseguia da buceta com a boca, fazendo Baekhyun gemer um pouco mais alto que os suspiros de antes. A língua subia e descia na entrada da vagina, vez ou outra entrando e sentindo o quanto ela era quente e macia. Caralho. Chanyeol sentia o pau pulsar e babar a cueca, e só estava experimentando do gosto dela, de como ela estava ficando cada vez mais molhada em sua língua. Os dedos finos puxavam seus cabelos, vez ou outra os quadris se moviam em busca de mais contato. Afastou a boca só para ver o quanto ela estava vermelhinha e dura, brilhando com a mistura de saliva e pré-gozo. 

— Park… não para até eu gozar — quase grunhiu as palavras, puxando os cabelos para forçar ele de volta entre suas pernas. 

Chanyeol apenas sorriu, levando uma das mãos até a buceta de Baekhyun, dando tapinhas bem sobre o clitóris, fazendo ela prender um gemido na garganta e se contorcer sobre a mesa, revirando os olhos e soltando os cabelos do policial para apertar os próprios seios. A boca cheinha distribuía mordidinhas por entre as coxas, enquanto intercalava uma massagem lenta e deliciosa naquele ponto sensível e voltava com os tapas leves para provocá-la. 

Mas não demorou muito a voltar para onde queria, e era mais satisfatório ouvi-la gemer enquanto usava a boca para deixar Baekhyun próximo do orgasmo. Ele usava bem a língua, e como usava… A crupiê fechou os olhos com um sorriso satisfeito nos lábios bonitos, arrastando as unhas por sua barriga, arrepiando-se toda. Estava cada vez mais perto, e, odiava admitir isso, mas Chanyeol sabia bem como deixar tudo mais avassalador. Levou as mãos até a boca, a fim de abafar os gemidos que estavam tomando um ritmo descontrolado. 

A sensação era maravilhosa, porra. Seus olhos reviraram por debaixo das pálpebras, as unhas fincaram na bochecha. Mais um pouco e iria gozar como estava querendo desde o começo daquele jogo. Porém, Chanyeol parou de usar a língua e a boca em sua buceta, levantando o rosto e arrastando a língua até o umbigo de Baekhyun, que grunhiu, tentando acalmar a própria respiração. 

— Senta na minha cara — pediu o policial com a voz grossa, pesada, causando arrepios por Baekhyun. Impossível não se afetar com uma voz daquelas pedindo algo assim. Ela riu, passando a língua entre os lábios. 

— Pedindo assim, fica impossível de negar, Park — murmurou, erguendo o tronco, mas sem precisar se levantar por completo, pois facilmente Chanyeol a pegou no colo, colocando as pernas grossas ao redor de sua cintura. 

Apertou a mão que envolvia a coxa de Baekhyun, olhando-a um pouquinho mais alta por estar em seu colo, com os cabelos não mais tão alinhados quanto antes, mas os olhos pareciam tão cortantes e perigosos como quando observou-a no bar. Um sorrisinho brincava na boca fina, os rostos próximos demais. Chanyeol sentia uma vontade absurda de beijá-la, mas gostava de como a sede aumentava com ela não mostrando-se nem um pouco solícita a dar-lhe isso. Era injusto afirmar que Baekhyun não estava tentada a sentir seu gosto naquela boca bonita do policial Park, então colocou a língua para fora, arrastando-a do queixo à boca cheinha, sorrindo ao notar ele entreabrindo os lábios para envolver sua língua, em vão. 

As mãos de Baekhyun deslizavam pelos ombros largos de Chanyeol, sentindo-o descer com beijos molhados por seu pescoço, busto, até voltar aos seios, passando a língua bem devagar em cada mamilo eriçado, fazendo Baekhyun suspirar deleitosa com a carícia. Foi até o sofá, colocando-a no chão para se ajustar deitado. Não que isso fosse surpreendente, afinal era inegável a beleza do policial, mas Baekhyun facilmente passaria algum tempo admirando o corpo forte deitado em seu sofá, ansioso para sentir sua buceta de novo. E era óbvio que o daria isso, com o maior prazer, aliás. 

Colocou os cabelos para um único lado, subindo no sofá e com os joelhos de cada lado da cabeça de Chanyeol. Olhou para baixo, vendo-o claramente ansioso para sentir seu gosto de novo. Era tão fácil deixá-los naquela situação. As mãos grandes encheram-se da carne de sua bunda e subiram para suas costas, fazendo-lhe sentar com vontade na boca de Chanyeol, que a recebeu de boca aberta, voltando a mamar Baekhyun como ela merecia, deixando que rebolasse em sua língua, cada vez mais fora de controle, gemendo baixinho e segurando o orgasmo o máximo que podia. 

Filho da puta. Ele usava a língua, os lábios, as mãos em sua bunda e costas, tudo a fim de atiçar mais. E conseguia. Jogou a cabeça para trás, um sorriso malicioso nos lábios de Baekhyun, a vista nublada, mas os olhos brilhavam em desejo. Se apoiou com as mãos na barriga de Chanyeol quando sentiu as pernas tremendo, o baixo-ventre formigando. Não aguentava mais. Amava quando caiam de boca em sua buceta e faziam gostoso. Baekhyun jurava de pés juntos que nada era melhor que um boquete. Se deixou levar pela sensação, até ser completamente abraçada pelo orgasmo, fechando um pouco as pernas, mas sendo impedida pelas mãos de Chanyeol. E o maldito, sentindo seu corpo trêmulo, ainda enfiou a língua, sentindo o gosto de Baekhyun mais forte, mais gostoso. 

Porra — xingou a crupiê, tentando controlar a respiração, passando a língua entre os lábios meio secos por estar com a boca aberta por um tempinho. Chanyeol ainda beijava os lábios da buceta de Baekhyun com certa devoção, pronto para gozar com qualquer pequeno estímulo no pau duro dentro da cueca. — Seria um prazer continuar com sua boquinha aí, policial Park. — Arrastou a voz preguiçosa, ajeitando a postura para acariciar os cabelos escuros de Chanyeol com seus dedos bonitos, olhando-o de cima. — Mas já dediquei tempo demais a você, não acha? — Gemeu entrecortado quando ele ousou deslizar a língua até seu clitóris. Soltou um riso, levantando o quadril para sair de cima dele. 

A muito contragosto, vale lembrar, principalmente quando viu a boca cheinha avermelhada por se dedicar tanto a lhe dar prazer. Riu, passando os dedos ao redor dos lábios como se quisesse limpar algo, encarando Chanyeol, que lambeu a própria boca e olhou para a ereção coberta pela cueca escura. Quase sentiu pena do estado que ele se encontrava. Em outra ocasião, quem sabe não devolvesse o favor na mesma medida, no entanto, vestiu-se, observando os movimentos do policial ao abaixar a cueca o suficiente para a ereção potente saltar para fora, e em seguida começar a se masturbar lentamente. 

Fechou o vestido, passando os dedos nos cabelos escuros para arrumá-los como podia. Calçou os saltos para assim pegar a arma do policial, aproximando-se do sofá e estendendo-a na direção do dono. Chanyeol parou o que fazia para olhá-la. 

— Você não vai me deixar na mão, vai? — perguntou com a voz rouca e Baekhyun ergueu um pouco o queixo com um sorrisinho no rosto. 

— Não deveria? Eu ganhei na mesa, Park — respondeu-o, erguendo a sobrancelha ao que ele pegou a arma e deixou-a jogada no estofado escuro enquanto levantava. A diferença de altura fez Baekhyun erguer a cabeça, mas passou o olhar por todo o corpo malhado do policial. Gostoso. 

— Tem certeza que vai negar? — Chanyeol ergueu a sobrancelha. O pau doía pedindo por alívio o quanto antes. 

— A não ser que me dê motivos para não fazer isso — murmurou, a mão espalmando no meio do peitoral de Chanyeol para impedir que ele desse mais um passo e a encurralasse. Já estava em uma saia justa demais. 

Mas, claro, isso dependia do ponto de vista. Afinal, aquilo estava sendo um jogo muito antes de Chanyeol olhar em seu rosto. E Baekhyun sabia muito mais das regras e como jogar do que o policial. 

Depois daquela bagunça que o tesão estava causando em si e fazendo-lhe pensar com a cabeça de baixo, Chanyeol se arrependeria. Seu trabalho era simples e nunca andou em uma corda bamba como aquela por causa de um rabo de saia. Só que, caralho, não tinha como pensar direito com o gosto dela na boca, o cheiro, a mão quente em seu peito, e em como ela era linda. 

— Te dou o que você quiser — sussurrou tão baixo que duvidou se ela havia escutado, mas pelo sorriso mais satisfeito no rosto bonito, havia escutado e adorado. A mão grande cobriu a de Baekhyun, descendo-a pela barriga definida até chegar no volume meio coberto pelo tecido. — Só dá um jeito nisso aqui. 

Baekhyun apertou, anulando um pouco mais a distância entre eles, colocando o caralho e as bolas de Chanyeol para fora da cueca. Quente, duro e molhado. Passou a língua sobre o lábio superior e aproximou-se mais. Não havia distância além do espaço para que pudesse mover a mão livremente. Baekhyun beijou a bochecha de Chanyeol bem devagar, os olhos pintados mirando o sofá de couro preto, a arma no meio dele inofensiva perto do perigo de quem a olhava. 

— Você é um homem e tanto, Park — segregou, os lábios sendo repuxados em um sorriso de lado. Acariciou as bolas pesadas e voltou para envolver o pau de Chanyeol, masturbando bem devagar. — E me surpreende, não são muitos que conseguem isso, você entende? — Ele tremia, a respiração começava a se descontrolar com a punheta lenta, mas tão boa. — Eu pressuponho que não veio apenas para saber como funcionam as coisas, estou certa? — Subiu a mão livre pelas costas largas e um pouco úmidas de suor, arrastando as unhas sem muita força, tornando a punheta mais urgente gradativamente. — Quando será? 

Sua pergunta soou tão sensual para o assunto que tentava puxar no meio da bagunça que Chanyeol se tornava. Suspirou rendida próximo ao ouvido do policial, apertando a glande com força para voltar aos movimentos. Chanyeol estava com a mente nublada, só conseguia sentir e sentir. Estava sensível depois de ter chupado uma buceta, nem quando já passou noites ficando com um bom de cama. Revirou os olhos ao sentir língua de Baekhyun deslizar por sua orelha. Molhou mais ainda com pré-gozo. 

— Querem um dia que seja possível pegar os maiores jogadores… — Quase se engasgou com o gemido na garganta quando Baekhyun passou a masturbar apenas a glande úmida de pré-gozo. Chanyeol fechou os olhos e enfiou o rosto no pescoço da crupiê, perdido no perfume dela. — Sabe qual é? — Quase gaguejou, enfiando os dedos por entre os cabelos de Baekhyun, puxando levemente. 

Ela não parava com o movimento dos dedos sobre o pau teso de Chanyeol, deixava-o cada vez mais entregue com aquilo, até o sentia pulsar em sua mão. Mordiscou o lóbulo da orelha alheia, descendo com alguns beijos pelo pescoço. 

— Não, querido — murmurou, apertando o caralho de Chanyeol entre os dedos e sorrindo com a reação dele, um gemido mais alto. — Mas sempre sou informada antes de ele marcar. — Voltou a encarar o policial, que estava uma completa bagunça por conta do prazer do momento. Sorriu de lado, os dedos descendo para as bolas, massageando e voltando para punhetar o pau todo. — Confia em mim para ser sua informante? — perguntou-o com um tom brincalhão, pois era óbvio que Chanyeol não confiaria. 

O policial passou a mover o quadril bem devagar, fodendo a mão de Baekhyun sem tirar os olhos do rosto bonito. Riu soprado, puxando com um pouco mais de força os cabelos escuros. 

— Eu não confio em nada que venha de você, ainda não entendeu? — pontuou, encarando a boca de Baekhyun e aproximando mais o rosto. 

— Como eu disse, não deveria, mas tenho as melhores das intenções quando estou querendo salvar a minha pele. — Aproximou mais o rosto, tornando a punheta mais rápida, fazendo-o parar com os movimentos do quadril para tomar controle da situação. Aproximou um pouco mais, sentia a respiração dele batendo em seu rosto. — E, queira ou não, pularei fora quando vier atrás, mas — sussurrou, mordendo o lábio inferior com força e depositando um selinho nos lábios de Chanyeol —, talvez eu esteja com vontade de repetir o que fizemos. — A mão livre subiu pelo peitoral para o pescoço do policial, arranhando-o antes de segurar com um pouco mais de força. — Você não quer? — perguntou tão inocente que Chanyeol acreditou naquela sinceridade por alguns segundos. Mas o olhar felino a entregava. 

Porém, a verdade era que não haveria tanto problemas assim, afinal a rota era em sua direção. Ela poderia mentir, mas… Urgh, não aguentava mais se segurar, estava a ponto de gozar e ela não diminuía o ritmo, junto a mão em seu pescoço e a boca próxima a sua. Baekhyun mentindo ou não, não confiaria totalmente em uma informação assim, independente de quem viesse. Segurou o rosto de Baekhyun com uma das mãos, acariciando a bochecha com o polegar. 

— Eu só vou te dar meu número e mais nada. Se quiser ser minha informante, mesmo sabendo que eu estou pouco me fodendo para o que tenha a dizer, tudo bem — murmurou com um pouco de dificuldade por conta da respiração descompassada, tornando seu toque no rosto de Baekhyun mais firme, consequentemente aproximando os rostos um pouco mais. A boca dela estava próxima e estava fazendo-o beirar a insanidade. 

A crupiê abriu os lábios bonitos, colocando a língua para fora sem desviar o olhar do policial, embalando-o na sensação crescente de orgasmo, no barulho molhado da punheta apertada que o fazia. Deslizou vagarosamente a língua do queixo até a boca de Chanyeol, sorrindo com os lábios muito próximos quando ele não conseguiu segurar o gemido rouco e alto e inibir por mais tempo o orgasmo. Gozou em jatos quentes e espessos na mão da mulher, que não parou o movimento de seus dedos, espalhando a porra por todo caralho teso e sensível. Chanyeol sentia o corpo em combustão, sofrendo explosões seguidas de explosões com ela prolongando seu prazer daquela forma. Tanto que teve de dar passos para trás, levando-a junto, para que se apoiasse na mesa de pôquer. 

O olhar de Baekhyun era profundo, bagunçando mais ainda sua sanidade e destruindo o controle que jurava ter sobre seus sentidos. Ela desceu os dedos melados para as bolas de Chanyeol, massageando suavemente e com cuidado, o que fez mais um ou dois jatos fracos de gozo escaparem pela fenda. Seus dedos grossos se enfiaram por baixo dos cabelos negros de Baekhyun, puxando-a sem muita delicadeza para um beijo profundo, com as línguas se explorando e os lábios se maltratando. Não estava alucinando, ela gemeu em deleite com o toque, tremendo em seus braços e entregando-se ao beijo, mesmo que ele não tenha demorado tanto e logo a mão alheia estivesse espalmada em seu peito de novo, afastando-o ao passo que também afastava a outra mão da intimidade dele. 

— Você disse que faria tudo que eu quisesse se eu te desse isso — sussurrou com a voz um pouco fraca, precisando respirar fundo para continuar. — Saia — mandou, recebendo um olhar reprovador de Chanyeol, que respirava ofegante e tentava se prender novamente ao motivo de ter ido até aquele cassino. — Se for um homem de palavra, policial Park, deixará seu número com a barwoman que nos serviu. — Seus olhos encontraram os de Chanyeol, escuros e densos com a tensão que abraçava os dois. Contudo, não permaneceu por muito tempo naquela troca de olhar, saindo do campo de visão do policial para ir até a única porta sem ser a principal da sala de jogo. 

Ele reparou-a movendo os quadris ao entrar no toalete, acendendo apenas uma das luzes para lavar as mãos. Olhou ao redor. O cassino funcionava a todo vapor fora da sala particular e sentia-se com um torpor adormecendo o corpo. Estava com ódio por sentir vontade de implorar para continuar ficando com a crupiê, porém, nada fez para alimentar essa vontade. Vestiu-se antes que ela voltasse para a sala, e quando Baekhyun apareceu novamente, guardava a arma no coldre, abotoando o blazer logo em seguida. 

Não disse nada, e não queria dar brechas para os joguinhos da crupiê. Muito menos para se colocar em uma situação mais difícil do que já estava. Porém, não deixou que ela abrisse a porta para sair da sala de pôquer, aproximando seu corpo por trás e colando o peitoral nas costas de Baekhyun, que precisou apoiar-se com ambas as mãos sobre a madeira escura, sentindo um arrepio por todo corpo com a presença do policial, as mãos grandes em sua cintura e barriga, mantendo-a colada a ele. Engoliu em seco quando sentiu a mão pousada em sua cintura subir para sua nuca, segurando em seus cabelos e movendo sua cabeça com facilidade para deitá-la um pouco para o lado. 

Chanyeol a encarou de perto, os lábios finos, os olhos pequenos e bonitos, o pequeno e quase imperceptível sinal sobre o lábio superior, as bochechas borradas pelo calor do momento. Olhou-a nos olhos, procurando respostas para perguntas que colocariam em risco sua missão, se as dissesse. Tentou resistir mais um pouco, mas o olhar dela era hipnotizante e declarava algo que Chanyeol acreditava que Baekhyun não queria pôr em palavras. Envolveu a boca alheia em um beijo lento e superficial, apenas um toque com a intuição de aprofundar, mas não o fez, soltou os cabelos negros e longos, se afastando dois passos para trás para ela abrir as portas e sair da sala. 

Chanyeol lambeu os lábios, passando a mão sobre eles antes de também sair. Olhando-a se afastar, percebeu-a arrumar o vestido no corpo bonito, passando os dedos nos cabelos e parando no bar para ser servida com uma dose dupla de uísque. Ergueu a sobrancelha quando a barwoman loira olhou-o próximo a porta da sala de pôquer e em seguida voltou a falar algo com a crupiê. O policial olhou ao redor, a movimentação parecia mais tumultuada, o auge da noite e do dinheiro circulando. Não precisou demorar em sua análise para avistar Jongin, que tentava arrumar os cabelos de todos os jeitos e se desfazer de algo sobre os lábios carnudos. 

Quando voltou a olhar para o canto do bar, Baekhyun já não estava mais lá e a barwoman parecia ocupada preparando uma bebida para um jogador. Chanyeol passou a língua entre os lábios, jurando sentir os resquícios da mulher por ali, quase ficando louco novamente, mas preferiu ir até o bar e pedir outra dose de uísque. Não demorou muito para Jongin aproximar-se com um pequeno sorriso no rosto. 

— Como estava sendo seu trabalho? — perguntou Chanyeol, olhando de canto de olho para a loira que o serviu e se manteve entre os dois, ocupando-se em enxugar os copos e fechar a garrafa de uísque. 

Muito bom — arrastou um pouco a voz, ajeitando a gravata e desistindo de arrumar os cabelos. Passou os dedos novamente pela boca e, com a expressão séria, Chanyeol ergueu a sobrancelha antes de beber. — Não me diga que estava passeando pelo cassino a noite toda, Park. — Aproximou-se do parceiro, segurando num dos lados do terno. — Você cheira a mulher. — Sorriu pequeno, afastando-se e pedindo o mesmo que Chanyeol para a barwoman loira, que olhou para Jongin com um pequeno sorriso antes de servi-lo. 

Jongin também cheirava, a perfume feminino e a sexo. Por um momento pensou que o melhor era se desfazer daquilo chegando em casa e acabar com ele na cama, mas estava exausto e a crupiê impregnava seus pensamentos e seu paladar — ainda que ele, realmente, só tivesse gosto de uísque agora. 

Não terminou a dose, e ao deixar o copo na bancada, a loira de cabelos presos e lábios cheios colocou um bloco pequeno de papel e uma caneta dourada próximo ao seu braço. Chanyeol olhou-a e não ponderou uma segunda vez, anotando seu número e entregando para a mulher, que arrancou a folha e colocou por entre o decote de sua roupa escura, fazendo proibidamente Chanyeol olhar para os seios alheios. Comprimiu os lábios, batendo no ombro de Jongin e passando por ele. 

— Temos que ir — avisou, caminhando para fora do cassino e sendo seguido por Jongin. 



 

O caso estava sendo apurado dia após dia depois das informações que os policiais obtiveram, omitindo o que fizeram para tê-las. Contudo, Chanyeol a todo momento frisou que não poderiam confiar cegamente naquelas informações e o motivo era a mulher que não saiu de seus pensamentos desde que se infiltrou no cassino. Todas as noites, deitava a cabeça no travesseiro e lutava para não enfiar a mão dentro da calça e bater uma imaginando-a nua de novo, rebolando em sua cara, deixando-lhe sentir seu cheiro e gosto novamente, e depois em seu colo, dando-o o que não pôde ter naquela noite.

Foder Jongin embaçava essa vontade, mas não a resolvia, sentiu-se insano ao pensar, por uma fração de segundos, se tivesse os dois, perdendo o controle e fazendo o moreno tremer de tanto prazer em uma cama de motel. 

Passou quase três semanas até ter o primeiro contato pela crupiê. Era uma simples mensagem, que para muitos não teria significado algum: “6/8 21h”. Chanyeol ergueu a sobrancelha ao ler a mensagem, pensando se confiaria no que ela dizia. No entanto, a equipe não tinha muito além que uns nomes que jogavam. Por isso, Kim Junmyeon ponderou, mas tendeu a aceitar, passando bons minutos encarando Chanyeol em uma insinuação silenciosa sobre o que tinha feito para receber uma informação tão valiosa. 

Pretendiam invadir o cassino três dias depois da data enviada, porém, seguiram a informação e, às oito horas, chegaram ao território de The Hill com reforços. Chanyeol sentia-se excitado para concluir o caso e ter um mérito a ser honrado. No entanto, deveria prender-se ao sentido que dizia que algo estava errado desde o momento que Baekhyun sorriu em sua direção. 

O furgão preto da polícia estacionou em frente ao casarão, sendo acompanhado por duas viaturas. Junmyeon fora o primeiro a descer do automóvel, enfiando os dedos em seu sobretudo e olhando ao redor, em seguida, batendo na altura da janela onde seus dois detetives estavam. 

Jongin estalou a língua, sendo o primeiro a sair, soltando um riso fracassado quando reparou a mansão completamente sem sinal de alguma habitação. Chanyeol olhava pela janela, os olhos queimando em fúria por ter sido enganado. Abriu a porta do furgão com força, pulando para fora e recebendo um olhar repreendedor de Junmyeon, que se aproximou e bateu em seu ombro. 

— E você disse que sabia o que estava fazendo, não é? — dizia com um tom irônico e raivoso. Chanyeol comprimiu os lábios, enfiando as mãos no bolso do sobretudo grosso que vestia, ignorando a respiração condensando-se em frente ao seu rosto quando passou por Junmyeon e Jongin. 

O casarão estava vazio. Nenhuma luz dava sinal de que tinha alguém dentro, nenhum carro nas redondezas, e tinha quase certeza que todo o cassino fora desmontado por dentro. 

— Porra! — grunhiu, chocando o punho contra a porta grande e de madeira escura. Olhou para trás e Junmyeon já ordenava que as viaturas fizessem o retorno, e quando iria voltar para o furgão, afinal havia perdido todo seu caso pela droga de um rabo de saia, o celular vibrou contra o bolso do sobretudo. 

Os dedos enluvados buscaram o aparelho, identificando em seguida uma chamada com número privado. Passou a língua pelos lábios, olhando ao redor e tentando achar algum sinal de que alguém estava os vigiando, afinal, haviam chegado antes do que o que ela informou. Atendeu, passando o olhar por Jongin, que ergueu o queixo, também tendo noção de que haviam desviado do real motivo de terem ido ao cassino. 

É muito mais fácil enganar um homem quando ele está fascinado por alguém, sabia? — A voz feminina soou graciosa, fazendo Chanyeol sentir um arrepio subir pelas costas e o corpo todo tencionar em raiva e desejo. Imaginou-a aproximando-se com um pequeno sorriso, tendo que engolir em seco, apertando os olhos com força. 

Você é a dona, filha da puta — rosnou as palavras com tanta fúria que fez a mulher soltar um muxoxo satisfeito e um riso soprado do outro lado da linha. 

Uau — soprou. Chanyeol se amaldiçoou por querer deslizar suas mãos pelo corpo alheio, deixando-a dizer que havia perdido a rodada, mas mesmo assim merecia o prêmio por ter sido bom em perder. — Como você é inteligente, policial Park. — Riu novamente e ele mordeu o lábio inferior com força, encarando o moreno que estava a poucos metros de distância de si. 

— Eu vou te encontrar — ameaçou com a voz grossa e ela soltou um barulho de compreensão — e fazer você pagar por ter me enganado. 

Estarei aguardando ansiosamente pelo segundo round, Park. — A ligação fora desligada e Chanyeol sentiu a voz bonita ecoar por sua mente como um lembrete de seu fracasso. 

Afastou o celular da orelha, olhando para ele e depois para Jongin, que ergueu a sobrancelha e acenou para darem o fora dali. Chanyeol bufou, enfiando o celular no bolso, mas por muito pouco não o estourou no chão. 

 Se não estivesse cego pelo que a crupiê tinha feito consigo, querendo esconder cartas e burlar o jogo, notaria que tudo sempre esteve claro como água. Contudo, nem mesmo após isso seria capaz de entender as regras e como se joga, não quando Baekhyun estava no comando. 

Após desligar a ligação, Baekhyun abriu um pequeno sorriso, tirando a garrafa de champanhe do balde de gelo na mesa ao lado da poltrona que estava sentada, e enfiando o celular no lugar. Umedeceu os lábios, erguendo o olhar na direção da mulher loira de lábios carnudos e gloss vermelho que rodava uma pequena caixa dourada de cigarros entre os dedos. Umedecendo os lábios, pegou o Montecristo No.2 e colocou-o entre os lábios, tragando e desviando o olhar da loira para a tela do notebook a sua frente. 

No entanto, Sunmi não deixou que continuasse em seu momento de massagear o ego através do desespero do policial Park e fechou o notebook, erguendo a sobrancelha e acenando para a porta com a cabeça. 

Não demoraram para saírem do quarto luxuoso de hotel, seguindo até o estacionamento. Baekhyun enfiou uma das mãos no bolso do casaco felpudo, tirando o charuto de entre os lábios com a outra e se encolhendo. Entrou no carro preto assim como as outras duas, e com a janela entreaberta assistiu o rapaz de cabelos curtos efetuar o pagamento ao chinês informante das investigações. Engoliu em seco, erguendo um pouco o queixo e soltando a fumaça pelo nariz devagar depois de tragar outra vez.  

— Conseguiu o que queria? — Sunmi perguntou, olhando para Baekhyun pelo retrovisor. 

Sim e não, poderia respondê-la dessa forma. Mas o que tinha por hora era o suficiente para seus planos darem certo, mesmo tendo que mudar um pouco o rumo das coisas. Chanyeol era bom, seu parceiro também, mas Baekhyun sempre daria um jeito de ser melhor. 

— O que acha? — Olhou para o retrovisor, encarando-a com um quase imperceptível sorriso no rosto. — Uma pena ter que ficar sem aquela boquinha por um tempo. — Umedeceu os lábios sem tirar os olhos de Sunmi, que ligou o carro. 

— Você sempre diz: negócios em primeiro lugar, homens em último — disse Chanmi sentada no banco do passageiro, à sua frente; ela tinha um tom divertido, como sempre, e fez Sunmi e Baekhyun rirem soprado. — Conheço alguns que podem fazer você esquecer esse policialzinho em três tempos, querida. — A crupiê balançou a cabeça para os lados, diminuindo o olhar e desviando a atenção para o homem todo de preto, que acenou para que seguissem para fora do estacionamento, antes de colocar o capacete. 

— Os dois são úteis pra mim, meu bem. — Fora a última coisa que disse antes de voltar sua atenção para o Montecristo No.2 e ignorar por um momento a conversa de suas amigas sobre Las Vegas, negócios e homens. Nessa mesma sequência.



Bad Beat: O jogador perde com a mão favorita, num lance de azar.


Notas Finais


mereço tapas na cara? beijos? abraços? hehehe
até mais amores <3


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