História Caça-Pesadelos - Capítulo 5


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Caçador, Combate, Drama, Luta, Mona, Original, Shounen
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Palavras 1.013
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Romance e Novela, Shounen, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Esse capítulo sairá um pouco do núcleo da Mona.

Capítulo 5 - "Que tal Sixel?"


Que gosto salgado. Mas ainda não sinto dor. Mesmo após ter me apossado desse corpo, ainda não consigo ter aquela sensação de dor. A dor que esse corpo sentia antes era imensa, mas eu não a sinto novamente. Ela era tão prazerosa.
Esse corpo sangra, como todos os outros, mas o meu é especial. Da minha boca, um líquido negro transborda. Cuspo ele todo num barril. Com mais essa quantia vai ser o suficiente pra fazer mais "funcionários". Devo agradecer a este homem, digo, ao homem que sou agora. Marco. Um grande traficante.
Desde que ele começou com esse negócio eu o acompanho. Tudo o que eu sei desse mundo vem dele.
Mas, hoje! HOJE! AMANHÃ! DEPOIS DE AMANHÃ! NÃO SEREI MAIS DEPENDENTE DESSA CARNE!
Por quê?
Porque ela me pertence!
Coloco um dos cigarros que faço na minha boca.
Do meu cotovelo sai uma gosma que cria uma espécie de terceiro braço. Meu braço de verdade. É tão bom vê-lo. Mas eu seria denunciado por qualquer um que me visse. E que conseguisse escapar.
BWAHAHAHAHA!
Dou um estalo com os dedos da minha mão. Suas garras criam uma faísca que, ao entrarem em contato com o cigarro, criou uma chama em sua ponta. Ela sumiu instantes depois, igual ao meu braço.
Pego o meu telefone no bolso para fazer uma chamada. Toca uma música de elevador durante a a chamada. O cheiro dos dois corpos mofando na minha sala eram magníficos. Mesmo estando escuro, eu sabia onde eles estavam. E também era perfeito a forma que os dois gritavam. Guerra? Fome? Eram de qual mesmo?
"Alô, Señor. Está pronto?"
"Sim. São quatro barris que eu preparei. Eles devem durar pra produção de duas semanas."
"Ok. Irei buscá-los agora mesmo."
Ouço passos calmos vindo para a minha sala, com a ressalto do salto. Seriam finos ou quadrados? Segundo o que Marco tinha como suas diretrizes, saltos eram coisas para mulheres usarem. Obviamente eu não iria usá-los. Tenho que manter a identidade dele o máximo possível. Mas esse cara é muito exótico.
Duas batidas na porta.
Sento na cadeira do meu lado. Era uma daquelas que o Marco normalmente sentava nos bares.
"Entre."
A luz do corredor invadiu o quarto, revelando o meu quarto sujo, com mofo e restos de comida por todo lado. Os quatro barris estavam no meio, todos juntos. Com certa dificuldade, ele podia ver dois corpos falecidos em algum canto escuro, cheio de grandes mordidas por todo o corpo.
"Olha só o que temos aqui. Posso ficar com eles?"
O homem de saltos quadrados me perguntou. Seu rosto mostrava nobreza e virilidade, seu corpo era definido. E pensar que ele era obeso...
"Fique à vontade, Parlante. Sentir o sabor da carne ainda é algo estranho pra mim."
"Obrigado pela refeição."
Ele se aproximou dos dois corpos. Sua mandíbula escureceu e abriu num tamanho que seria impossível para qualquer humano. Só que ele já não era humano a um bom tempo. Num movimento, ele engoliu os dois cadáveres.
O cheirinho deles ainda vai ficar aqui por um tempo. Ainda bem.
Sua boca voltou ao normal. Ele foi pro outro canto da sala e pegou quatro tampas de ferro. Em seguida, se aproximou dos barris.
"Hoje você está mais calado. Finalmente ascendeu?"
Ele me perguntou. Antes mesmo que eu pudesse responder, ele tacou as quatro tampas pra cima. Das suas costas, surgiram quatro braços gigantescos que, numa velocidade absurda, pegaram essas tampas e as enfiaram nos barris. Logo depois começou a socá-las furiosamente.
"AAAAAAAAAAAAAAAAAH!"
"Foi logo antes daqueles dois aparecerem aqui. São eles que nos caçam?"
Os barris foram devidamente tampados.
"Magnífico."
Ele passou uma mão humana em seus cabelo sedoso e o jogou de lado.
"Finalmente, seja bem-vindo ao meu mundo. Pessoas como aquelas vêm atrás de nós sem parar. A percepção deles em relação a nós é muito alta, foi por isso que eu acabei me escondendo naquela casa. Foi lá onde Marco me salvou."
Cuspo pro lado.
"E você não sente raiva de mim por ter matado ele?"
Ele cuspiu no exato lugar que eu acertei.
"Nos últimos dias que eu acompanhei Cláudio, eu vi uma frase que até hoje consigo me lembrar as exatas circunstâncias em que ela foi dita."

Os enormes braços que saíam das suas costas pegaram os barris com os dedos, eles eram o suficiente para fazer isso. Então, se virou de costas.
"As pessoas só morrem quando são esquecidas. As lembranças do Cláudio estão comigo, assim como as lembranças do Marco estão com você. Por isso eu não guardarei rancor, Señor. Mas se nós morrermos, voltarei do inferno pra nos matar de novo."
"Tudo bem. Aceitarei o fato, Parlante."
Ele deu uns passos pra frente, mas parecia com dúvida do que faria pra passar da porta.
E sério, codinomes espanhóis? Talvez eu mude isso. Eu também preciso me dar um nome. A consciência de Marco não voltará mais a este mundo, por mais que seu corpo e suas memórias permaneçam comigo.
"Que tal Sixel?"
"Oi?"
"Diga-me, Parlante. Sixel é um bom nome?"
"Depende para o que ele serve. Mas em si, ele é muito chamativo. Causaria impacto e reconhecimento a todos que o ouvissem. Além de ser único."
"Perfeito. Fale pra todos me chamarem de... Sixel. Señor é muito batido."
"Certo, Sixel."
"Tem alguma maneira que você gostaria de ser chamado?"
"Parlante está bom."
Ele passou pela porta e seus braços quebraram a parede.
"Eu arrumo isso depois. Colocar uma porta de ferro aqui, lâminas dificilmente cortam isso. Descanse, Sixel. Quanto mais tempo você ficar nesse mundo, você fica mais próximo de atingir a sua verdadeira forma, assim, mostrando seu verdadeiro poder."
Ele voltou a andar pelo corredor. O som dos seus saltos voltaram a ecoar pelo corredor. Só o Parlante e o Joker têm permissão para andar por esse corredor, além de mim é claro.
Os dois mais fieis desse tráfico, fico feliz de estar do lado deles.
Enfim, hora de passar para a segunda etapa para a dominação.


Notas Finais


PAN PAN PAN! O Antagonista aparece! Ou seria os antagonistas? É isso. Espero que tenham gostado. Adios.


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