História Caçado - Capítulo 1


Escrita por: e desconstruct

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Alternative Universe, Jikook!mention, Lobisomem, Lobo, Long-fic, Menção Jikook, Sobrenatural, Sope, Taegi, Taeseok, Taeyoonseok, Universo Alternativo, V-hope, Vsuga, Vyoonseok, Yoongi!jornalista, Yoonseok, Yoontaeseok
Visualizações 224
Palavras 2.485
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Fantasia, Ficção, Lemon, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Slash, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Canibalismo, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, unicórnios >.<
Olha que surpresa. Já faz 84 anos. 84 anos sem postar uma — o que, Brasil? — uma longfic, é isso mesmo.
Bom, eu não deveria estar postando isso (ter ansiedade não é fácil), mas espero que dêem muito amor a essa Taeyoonseok sobrenatural huhu
É slow uptade, porque é uma história bem difícil e um campo bem inexplorado pra mim que não tenho experiência nisso, mas os capítulos serão grandes a partir desse.

Boa leitura :3

Capítulo 1 - Instigado


Fanfic / Fanfiction Caçado - Capítulo 1 - Instigado

Em meio à mata fechada, um aspirante à jornalista utilizava a lanterna de seu celular para iluminar o caminho. Apesar de ser dia, as árvores não permitiam tão bem a passagem de luz quanto deveriam. Era como se até mesmo a luz solar fugisse das sombras da floresta macabra.

Nessas condições, era mais do que óbvio que um jovem de pouco mais de vinte anos possuiria o corpo arrepiado com o quanto o ambiente enganava seus sentidos. Estaria perdido?

Mas qual seria seu objetivo em um local possuído pela natureza e sombrio de tal maneira? Para isso, teremos que voltar um pouco no tempo.

 

Um mês antes...

 

O som estrondoso da pilha gigante de papéis ecoou em sua mente, fazendo-o levar as mãos às têmporas na tentativa falha de diminuir a dor. Com um suspiro, pegou a primeira folha na pilha, já sentindo que seu dia não seria nada fácil.

— O que é isso? — franziu o cenho ao ler as primeiras informações. Seu chefe, senhor Shin, apoiou-se no monitor de seu computador, encarando-o seriamente.

— O que você acha? Você me pediu ontem uma boa matéria para seu trabalho de conclusão da faculdade de jornalismo, bem, aqui está — indicou a pilha com um movimento de mãos.

Yoongi, o jovem estagiário, analisou algumas das folhas e chegou à conclusão de que não havia muitas informações além de diversos casos de assassinatos no mesmo padrão espalhados pelo país. As fotos lhe deram nojo de tão grotescas.

— O senhor quer que eu investigue o maior serial killer da atualidade? Não há muito sobre isso, e eu sou só um estagiário.

Senhor Shin deu de ombros. O jornal precisava fazer uma matéria sobre isso, completa e detalhada antes que outro jornal conseguisse o mesmo. Ninguém estava disposto a fazê-lo, tamanha era a dificuldade, então por que não usar um estagiário universitário como bode expiatório?

— Você quer ser jornalista investigativo ou não quer? Eu te dei a matéria perfeita para que mostre o seu valor, seja mais agradecido.

Yoongi suspirou, arrependido. Claro que queria essa matéria, na verdade o caso já lhe chamava a atenção há meses, estava somente cansado, mas faria de tudo para achar as respostas. Quem sabe até não conseguiria uma honraria da polícia por lhes dar pistas essenciais? Seria genial.

— Está certo, obrigado, senhor Shin. Vou dar meu melhor — e pela primeira vez em seu cansativo dia, o Min sorriu.

— Hum — e sem mais nem uma palavra, o mais velho se retirou, caminhando em direção à sua sala, com aquele ar pesado que deixava qualquer funcionário tenso apenas por dividirem o mesmo ar.

Yoongi não encontrava-se assim, como os outros funcionários ao redor, por um único motivo — estava confiante. Já não se importava mais com a dor da cabeça, a qual com o tempo sumiu por completo.

Estalou os dedos e o pescoço para se preparar. Seria um longo trabalho, mas com certeza muito satisfatório.

 

[...]

 

— Qual era sua relação com a senhorita Son? — o jovem recolheu a xícara de chá, a qual estava sobre a mesa de centro, oferecida por sua anfitriã.

Após dias de investigação, Yoongi chegou até a casa de uma conhecida de uma vítima antiga, uma americana intercambista. Claro que sabia que ela e Park Sooyoung, a moça à sua frente, eram melhores amigas, por isso estava ali, contudo não deixaria de perguntar.

— Convivemos por pouco tempo, mas Hannah se tornou minha grande amiga em pouco tempo — a jovem morena tomou um gole de seu chá, cruzando as pernas. — Eu já morava aqui quando ela chegou há pouco mais de um ano, uma estrangeira cheia de sonhos — soltou um suspiro pesado.

“Eu meio que já me acostumei a estar sozinha novamente, mas me pergunto todos os dias o que pode ter acontecido e nunca chego à uma conclusão plausível.”

— Eu entendo — ajeitou a armação do óculos no nariz e logo voltou a anotar cada informação em seu bloco de notas. — Por quanto tempo viveram juntas?

— Por volta de cinco a seis meses. Ela era muito comunicativa, então não demorou para que nos conhecêssemos bem.

Bingo! Yoongi sorriu internamente, sabendo que havia encontrado sua mina de ouro para o caso. Sooyoung era a única ligação entre a vítima, já que toda a família da mesma estava nos Estados Unidos. O loiro tinha um bom pressentimento, algo que lhe dizia que tiraria uma informação importante dali.

A verdade é que o caso era um completo caos. As vítimas não tinham uma única ligação, ninguém sabia onde as mesmas haviam desaparecido, os últimos lugares onde foram vistas não lhe diziam nada… Porém não desistiria.

Sooyoung era sua última esperança, a última peça que faltava. Se ela não lhe dissesse algo, podia dar adeus ao seu estágio e ao trabalho de conclusão de curso.

— Você sabe o que ela veio fazer na Coréia? — não parecia ser uma pergunta importante, por isso Sooyoung até o olhou de maneira confusa, mas Yoongi precisava de todas as informações possíveis, encontrar um padrão, um trunfo, qualquer coisa era primordial para o caso.

— Ahn… Bem, ela tinha interesse nas grandes empresas de entretenimento. Ela cursava administração e queria se aprofundar na área, ela era ótima nisso — tomou mais um gole de chá e deixou a xícara sobre a mesa.

Não, não parecia ser uma informação relevante, cada vítima tinha uma ocupação diferente, personalidades diferentes… Nada se encaixava.

— Senhorita Park, você se lembra do dia em que sua amiga desapareceu?

— Como assim? — a jovem estava ligeiramente confusa, uma das sobrancelhas erguida.

— Como ela estava nesse dia? Havia algo de estranho?

— É, acho que sim. Hannah estava um pouco estranha alguns dias antes, parecia ansiosa para algo, mas ela não me disse, o que estranhei, já que me contava tudo. E no dia estava tudo pior… Sabe, ela ficava nervosa quando eu perguntava.

— Você tem alguma opinião sobre isso? Acha que aconteceu algo para que ela estivesse assim?

Sooyoung negou com a cabeça. — Não tenho ideia. Começou de repente e foi piorando à cada dia.

— Sabe se ela estava se encontrando com alguém ou coisa parecida?

— Não, ela estava bem focada na carreira e principalmente em aprender o idioma.

Yoongi soprou um suspiro já sem saber o que fazer. Nem a polícia tinha muitas informações. Nenhum corpo foi achado, mas sempre encontravam quantidade suficiente de sangue para deduzir a morte e às vezes até algumas partes do corpo.

Parecia ser algo feito por animais.

As hipóteses da polícia eram rituais satânicos ou apenas alguém sádico ao ponto de oferecer os sequestrados a animais, talvez lobos, já que os cortes dos membros antes mencionados indicavam isso.

— Obrigado pelo seu tempo — Yoongi nem se deu ao trabalho de forçar um sorriso, sua frustração era visível e seu emprego e futuro já eram.

— Espera — antes que pudesse terminar de se levantar, Sooyoung o impediu, o olhar esperançoso. Sabia que ele não era da polícia, somente um jornalista, talvez… — Você quer encontrar o culpado dessa atrocidade ou é só pro seu trabalho?

Yoongi não conseguia tirar os olhos da face alheia, no entanto foi capaz de visualizar as mãos trêmulas da moça de esguelha. No início, era sim essa a questão, porém nos últimos dias estava tão envolvido no caso, entrevistou tantas pessoas que amavam as vítimas, que acabou se apegando realmente à ideia de pegar o assassino e entregar as provas que conseguisse à polícia.

Queria o cara atrás das grades a qualquer custo.

— Quero que isso pare. Agora, isso só depende de você, senhorita Park.

 

[...]

 

O suor escorria por sua pele. Corria. Tudo para que chegasse o mais rápido possível em seu destino e, como não tinha carro, esse era o único jeito.  Yoongi adentrou a delegacia e foi até o balcão, no qual foi atendido por um policial visivelmente entediado e sonolento.

— Eu… — respirou fundo, tentando recuperar o fôlego. Yoongi não era um dos mais atléticos, digamos assim. — Preciso falar com o delegado ou o responsável pelo caso Wolf.

O policial sorriu de maneira debochada. — Não ficou sabendo? O caso está encerrado.

— O quê? — Yoongi arregalou os olhos. Não era possível.

— Foi um lobo faminto próximo à floresta.

— Mas isso não faz sentido…

As vítimas desapareceram em locais diferentes e o sangue aparecia na floresta. A não ser que esse lobo fosse altamente evoluído a ponto de fazer tal plano.

— Sinto muito — de fato, o policial não parecia sentir muito.

— Não vai me deixar falar com eles?

— Não temos tempo para bobagens.

Yoongi negou com a cabeça e deu as costas para o homem. Era óbvio que a polícia só não queria perder seu tempo com um caso tão complicado. Se era assim, então resolveria sozinho, nem que para isso tivesse que se entregar como sacrifício para deixar pistas óbvias para a polícia. Se esse fosse o único jeito de chamar a atenção deles, assim faria.

 

[...]

 

Com maestria, seus dedos se moviam por sobre o teclado de seu computador pessoal. Encerrou o programa, certificando-se de fazer uma cópia de segurança. Não era para menos, ali estava guardado todas as suas descobertas até então.

Fez cópias da única e mais preciosa evidência que poderia ter — o diário de Hannah Webber.

Em uma rápida leitura, Yoongi foi capaz de compreender que a vítima estava investigando o caso. O motivo não estava claro, porém ela havia juntado maravilhosas conclusões dignas de um gênio. Não havia muito coisa, mas o suficiente.

Hannah estava seguindo o provável caminho feito pelas vítimas, e cada passo que faria no dia em questão foi metodicamente anotado no pequeno caderno entregue a Yoongi por sua colega de quarto, a qual não teve coragem de abrir por si só.

E o Min seguiria esse caminho.

Verificou se o celular estava devidamente carregado — pois a floresta era escura, portanto andar sem iluminação artificial seria suicídio —, deixou o diário sobre a CPU para ser facilmente achado pelos investigadores e deixou o apartamento com sua câmera profissional pendurada no pescoço.

Nas ruas pouco movimentadas de Daegu, Min Yoongi caminhou com o peito estufado em decisão. A questão não era mais um trabalho de conclusão de curso, nem mesmo manter seu emprego no jornal da cidade pequena e pacata. Tudo se tornou insignificante comparado às vidas que estavam em jogo, que estavam em suas mãos.

Tratava-se de algo muito maior, que dependia somente de Yoongi.

Já era quase noite quando pisou a terra fofa, os últimos raios de Sol já sumiam no horizonte, porém não era possível vislumbra-los de onde estava. A vegetação não possibilitava tal coisa. Pode parecer loucura, mas Hannah frisou que à noite era o momento de ação do tal assassino.

Apenas o som de animais, principalmente o canto dos pássaros, e seus passos nas raízes e folhas secas eram ouvidos. Yoongi tirou o celular do bolso e ligou a lanterna do mesmo. Conforme adentrava a mata fechada, o breu piorava.

Foi quando a ficha do Min caiu. O perigo no qual havia se metido… Não tinha volta. Apertou os lábios, sentindo o coração falhar uma batida. As silhuetas pareciam querer lhe pregar peças, porém não cairia, seria firme e iria até o fim.

Dentre os diversos sons, algo diferente chamou-lhe a atenção. Olhou em volta em busca de uma movimentação diferente do vento sobre as folhas. Como resposta, visualizou um vulto negro pelo canto do olho e virou o corpo imediatamente em sua direção. As folhas se moviam de forma diferente naquele local. Algo definitivamente passou por ali.

E não era humano.

Yoongi engoliu em seco, a pupila movendo-se nervosamente sem saber onde se focar. Uma gota pingou nas folhas secas. Não era chuva, era suor.

— Isso não está certo — por um momento, questionou-se se era sua voz soando no ambiente, mas não. Era uma voz tranquila e rouca com um tom de preocupação entre as árvores.

Yoongi desligou a luz do celular e o guardou, aproximando-se do movimento à frente. Havia duas pessoas entre as árvores, dois jovens com idade próxima à sua. Conseguia vê-los entre os diversos galhos que os separavam. Até pensou em pedir ajuda, mas seria muita loucura. Não havia coisa boa ali.

— É claro — essa sim o fez estremecer e quase pular de susto. Era uma voz potente e irritada. A voz de alguém que perdeu o controle da situação e não sabia o que fazer. — Eles invadem o nosso espaço, atraem atenção pra nós. Logo vamos estar muito fodidos por causa desses filhos da puta.

— Precisamos de um novo plano.

De repente, não havia mais conversa. Yoongi só entendeu o que aconteceu, quando se viu frente à frente à criatura, seus olhos se arregalaram e o corpo travou onde estava. Claramente não havia como se defender, posto que o Min estava no chão à essa altura, completamente coberto pelo ser feroz.

Pelos dentes afiados escorriam saliva e era possível ver sangue entre os mesmos. O monstro pesava muito mais que ele, tinha certeza disso, e tinha mais de dois metros e meio de altura, talvez três. Não parou para contar.

Seus dentes aproximaram-se do rosto de Yoongi, forçando-o a fechar os olhos para não ver o estrago que seria feito. O loiro esperou, esperou e esperou.

Mas nada veio.

Após um longo tempo, na própria concepção, abriu os olhos e deixou que a realidade se chorasse em sua mente. Como um mecanismo de liga e desliga, os sons ao redor voltaram a ser ouvidos.

Sentou-se na grama e afastou-se o máximo que pôde da confusão sanguinária. Viu-se perdido ao roçar as costas em raízes altas e não haver mais para onde ir. O jeito era assistir.

Dois monstros contra um aparentemente muito mais feroz e irritado ou talvez apenas faminto. Não importava. Parecia que estava assistindo a um filme de terror, mas uma sensação muito pior.

Não podia ser real.

Yoongi fechou os olhos com força, pedindo internamente que quando os abrisse novamente tudo sumisse e estivesse em casa, à salvo, com uma xícara de chocolate quente, em mais um de seus momentos de devaneio.

Seria bom demais para ser verdade e por isso não era. Ao focar os globos oculares novamente na cena, ela havia mudado.

Encolheu o corpo o máximo que pôde, como se isso fosse capaz de fazer o monstro mudar de ideia e ir embora. Talvez, ele visse a deprimência do garoto magricela e assustado, quem sabe.

Mas algo ainda mais surreal aconteceu. Em frente aos seus olhos, conforme o corpo monstruoso se abaixava em sua direção, retorcia-se e mudava de aparência. Então, Yoongi notou que não estava se abaixando, e sim encolhendo, tomando uma forma completamente diferente.

Isso era demais para sua mente. Novamente o dispositivo de liga e desliga entrou em ação.

Yoongi não foi capaz de visualizar o rosto que encontrava-se há centímetros do seu; era apenas um borrão em meio à escuridão.

— Vamos leva-lo pra alcatéia — foi a última coisa que ouviu antes de seu cérebro dar curto e apagar por completo. E nem ao menos fez sentido.


Notas Finais


Dedico essa ficzinha a Maria que eu não sei o user porque muda toda hora e já me perdi. Foi ela, leitora antiga que virou amiga e filha, que me pediu uma Taeyoonseok sobrenatural. Eu não tinha muita fé em fazer, mas aí pá! Um dia eu tava ouvindo Haunted do Evanescence e a ideia veio. Essa música de plotar com música e ouvir música o tempo todo não é fácil. Ai mi sóri, mundo.
Bem, espero do fundo do coração que seja do agrado de vocês. Ando bem frustrada com minhas fics e só espero poder melhorar (três verbos juntos wow).

Amo vocês, beijon :3


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