História Caçador de Aberrações - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Caçador De Demonios, Mitologia, Sobrenatural, Violencia
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Palavras 1.536
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Poesias, Romance e Novela, Seinen, Sobrenatural, Terror e Horror, Violência
Avisos: Canibalismo, Drogas, Estupro, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Mais uma vez cá estou com mais um capítulo. Apesar de estar me dedicando a outra Fanfiction eu arrumarei tempo para esta também, e qualquer feedback que me derem da história será muito bom. Aqui está o capítulo dois.

Capítulo 2 - O Fantasma dos Sabás Passados


Fanfic / Fanfiction Caçador de Aberrações - Capítulo 2 - O Fantasma dos Sabás Passados

 

Duas garotas estavam caminhando pela Rainbow Bridge de Odaiba, eram 21h. Ayaka e Hitomi eram namoradas a mais de um ano e estavam ansiosas para chegar ao centro da passarela de pedestres, que foi cenário do primeiro encontro delas.

Ayaka era uma linda colegial de cabelos compridos e dourados, uma menina vaidosa e bem cuidada. Já Hitomi era uma Headbanger com roupas de couro parecidas com a do Rob Halford do Judas Priest, cabelo preto com um corte degrade sempre bem feito, com um corpo magrinho bem definido. Elas eram muito diferentes, mas combinavam até nisso.

 

Enquanto caminhavam de mãos dadas pela passarela, Hitomi contava para Ayaka sobre como estava feliz delas estarem fazendo aniversário de namoro, e como ela havia deixado a vida dela mais alegre. Ayaka por sua vez só conseguia corresponder com sorrisos tímidos.

- Consegue lembrar-se daquele dia Ayaka?

- E como esquecer daquilo? Estava chovendo e você me ajudou com o guarda chuva, foi tão gentil.

- Fiquei surpresa com uma garota de farda correndo na chuva naquela hora, tinha que fazer alguma coisa.

- Você sempre se importa mais com os outros do que contigo mesma né Hitomi?

- É, acho que sim.

- Isso é o seu lado fofo falando mais alto – Ayaka Beijou o rosto da namorada, que só ficou quietinha, corando completamente.

As duas foram caminhando até o exato local onde se conheceram, e então se encostaram à grade de segurança para conversar melhor, observando os barcos imensos que passavam de baixo daquela estrutura de metal colossal.

- Hitomi, você já ouviu falar de Lamashtu?

- Quem? Fala do Demônio feminino da mitologia Suméria? – Estranhou a pergunta repentina da Ayaka, que parecia dispersa, olhando a água em movimento.

- Sim, essa Lamashtu. A deusa maligna que na mitologia dos mesopotâmicos se alimenta de bebês humanos recém-nascidos.

- Mas por que esse assunto logo agora?

- É que eu tenho que te contar uma coisa. Uma coisa muito importante...

 

A pausa que a Ayaka deu fez Hitomi gelar a espinha. A loira parecia inquieta, e sua voz um tanto séria demais, até para ela, e então Hitomi decidiu prestar atenção mesmo não fazendo o menor sentido.

- Vamos, me conte, eu sou sua namorada. Eu tô aqui pra ouvir você sempre.

- Hitomi, Ayaka não é o meu nome verdadeiro.

Uma aura densa e propositalmente negativa tomou aquela conversa. Como assim o nome dela não era Ayaka? Então Hitomi tentou levar na brincadeira.

- Hahaha e o meu nome é Dra. Harleen Quinzel. Ah vamos Ayaka, para com isso...

- Eu não estou mentindo! – Uma voz masculina e feminina sibilou ao mesmo tempo na fala da loira, era um som macabro como de um filme de terror. – Eu não me chamo Ayaka. Hitomi, eu sou Lamashtu, aquilo que os sumérios chamavam de deusa diabólica.

Um arrepio terrível percorreu o corpo da Hitomi, que ficou petrificada. O que ela estava dizendo? O que era aquela voz grotesca? Mas como assim? A garota olhou para os lados e viu que não havia ninguém transitando na passarela naquela hora, e então perguntou.

- Se você é mesmo quem diz, por que está justo aqui comigo? O que quer de mim?

 

Nesse momento, a garota loira começou ter reações grotescas como berrar e tentar rasgar a própria roupa, e conseguiu fácil. Uma fumaça negra envolveu todo o seu corpo e um cheiro forte de enxofre se espalhou pelo lugar, Hitomi mal podia acreditar em seus olhos.

Da névoa escura brotou uma criatura enorme e peluda, com cabeça de Leoa negra e dentes de Burro. Seus pés eram de avestruz e possuía um tronco humano de pele azulada, com seios murchos que caíam até a barriga flácida e redonda, e, além disto, em suas mãos, trazia enormes cobras enroladas entre os dedos. A besta devia ter uns três metros de altura.

 

Hitomi só conseguia tremer, sentindo um pânico de morte rasgar o seu coração e garganta, seus olhos doíam com aquela visão. Logo Ayaka que sempre cuidou dela e lhe dizia palavras doces, agora havia se transformado em uma criatura dessas que as pessoas adoram nas missas negras.

A besta por sua vez, respondeu a pergunta feita por ela.

 

- Sua Mãe era uma adoradora nos meus altares, e tudo o que aquela porca depravada fez foi se aproveitar das benesses que eu lhe dei, do meu poder. Mas ela foi uma má agradecida – A fera investiu em direção a garota, que tentava recuar a cada tentativa de aproximação.

- Mas Minha Mãe era Cristã... Isso é impossível!

- Hahaha sua tola, sua Mãe cultuava inúmeras entidades fora mim mesma, eu era sua preferida. Mas, ela me ofereceu o sacrifício supremo que seria você ainda bebê, em troca de sucesso profissional e na vida amorosa. Eu fiz tudo dar certo para ela! Mas ela te escondeu de mim esses anos todos... Mas ninguém pode escapar do mal muito tempo, pessoas oferecidas ao mal são como velas no escuro para nós!

 

- Foda-se! Eu não quero acreditar em merda alguma do que você diz! – Hitomi gritou antes que a fera viesse tentar devora-la, e pulou da ponte sem pensar em mais nada.

A garota caiu rápido, mas antes que pudesse gritar, ela foi salva por uma mão amiga. Ela abriu os olhos e viu um garoto de boné vermelho e usando um moletom cinza segurando sua mão, enquanto ela estava pendurada no vazio.

 

Ele a puxou de volta para a passarela, a que ficava logo abaixo da que ela pulou. De imediato ela notou a bolsa de tacos de golfe com várias Katanas ali, cordões brancos com cabeças brancas sem vida penduradas ao moletom do garoto, que devia ter três ou quatro anos a menos que ela.

- Q-quem é você? Como teve forças pra me ajudar?

- Isso não é importante. Agora você tem que sair daqui, pois Lamashtu vai vir atrás da sua presa.

- Eu não entendo. Lamashtu só devora bebês na mitologia... Por que ela me quer?

- Não ouviu a explicação que ela deu? Hitomi, você foi um bebê sacrificado aos deuses pagãos e foi salva no ultimo instante. Você ainda é uma oferenda e corre perigo.

 

- Meu Deus do céu... O que está acontec... – Hitomi desmaiou ali mesmo, e então o jovem misterioso a pôs deitada próxima de uma viga de ferro.

Antes que ele pudesse pensar em alguma coisa, o demônio se materializou ali onde eles estavam, e com voz ameaçadora lhe disse.

- A devolva!

- Mas eu não a tomei de você. Eu não a quero, eu quero você!

- O que quer dizer com isso? É apenas um garoto portando armas brancas, o que acha que pode fazer?

- Eu tenho apenas um objetivo, que é o de destruir qualquer monstro igual a você que tem prazer em destruir vidas humanas. O mundo não precisa de vocês.

- Irei te matar, e depois levarei a garota.

 

Seguiu-se um combate selvagem na ponte, onde a besta desferia golpes com suas patas e gerava ventanias poderosas, mas o garoto era rápido em escapar deles. Quando o demônio de deu conta, uma ferida mortal apareceu no seu peito e ela ia até sua garganta, nem se quer teve tempo de revidar.

O garoto estava ali diante dela, que ensanguentada e tentando tapar a ferida caiu de joelhos já sem forças.

- O que é você? Quem é você? Como um menino pode ferir uma divindade? Por um acaso és um enviado da luz?

- Não há nada de luz em mim, assim como não há nada de divino em você – Disse ele curto e grosso ao inimigo ferido. – Nós humanos é quem somos bobos de por nossa fé em seres como você, que se dizem deuses. Não existe nada como um deus, pelo menos não no mundo material.

O demônio, ao ouvir aquelas palavras proferiu palavras malditas em sua língua, e começou a se corroer de dentro para fora, explodindo numa enorme mancha de enxofre com sangue no chão da passarela.

 

O garoto levou a menina até o outro lado da ponte e sentou-se com ela em um ponto de ônibus. Em alguns minutos a gótica acordou e viu o rapazinho lá ao seu lado, e depois de apalpar o corpo para ver se estava inteira, comentou.

- Garoto onde está o monstro? Para onde foi?

- Para o inferno.

- Como assim? Você o matou?

- Sim.

- Nossa... É inacreditável.

- Mas acredite, agora está segura. Não vai ter que ficar com medo, mas tenho uma recomendação a fazer.

- E qual é? – Ela olhou meio assustada para ele.

- Escolha bem suas namoradas.

Ela acabou rindo do que ele disse, mas não saberia explicar por quê. Talvez fosse a sua forma séria e sarcástica de ser.

O garoto se levantou com as mãos dentro do moletom, e saiu caminhando pela rua vazia. Hitomi queria agradecê-lo, mas justamente nessa hora o ônibus que levava para seu bairro passava por ali. Será que ele sabia? É difícil dizer.

Ela então voltou segura para casa, e apesar não conseguia esquecer o olhar predatório daquele demônio, também não se esqueceu do rosto do seu herói sem nome.  

 


Notas Finais


Terminei aqui e tô cansadaço, mas feliz. Bom, espero que tenham gostado.


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