História Caçadoras da Coroa - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Lendas Urbanas
Personagens Personagens Originais
Visualizações 6
Palavras 1.779
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense
Avisos: Adultério, Canibalismo, Heterossexualidade, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Notas do Autor


Se puderem favoritar, comentar e/ou compartilhar agradeceríamos muito!! :3

Capítulo 5 - Capítulo V


Fanfic / Fanfiction Caçadoras da Coroa - Capítulo 5 - Capítulo V

Fomos até o estábulo e lá encontramos o oficial responsável sobre os cavalos. Ele nos orientou até os animais que usaríamos, o primeiro foi o de Lia, um garanhão negro de pelos brilhantes, alto e forte, claro que Lia se apaixonou na hora. Lemos uma placa que estava presa a porta de madeira em frente onde o nome Apolo dava lugar. Minhas expectativas apenas aumentaram! Será que vou receber um branco? Ou de pelagem marrom? 

Passamos por duas baias e paramos, olhei para a escritura da baia: Ártemis. 

“Espere... O meu é uma égua?!” 

Olhei para dentro do recinto repleto de fenômeno e vi uma égua dormindo com a cabeça dentro do recipiente onde ficava a comida. Ela era toda manchada nas cores branca e marrom. 

-Não posso acreditar... Eu vou ter que montar em uma vaca marrom?!- 

A égua acorda por conta do alto som de minha voz e curiosamente se direciona a nós. 

-Meu Santo Rei! Ela é linda. - Disse Lia ao começar a fazer carinho em sua cabeça até descer ao em seu focinho. Então a égua bufou e a água contida em suas narinas veio em minha direção, sujando meu rosto e a parte superior de minha roupa. 

Minha irmã começa a rir, curvando seu corpo com as mãos na barriga enquanto tento me limpar e me aproximo da égua relinchando.

-Eu não gosto de você.- Concluo dando as costas para ambas.

 

*QUEBRA DE TEMPO* 

 

 Os levamos pelas rédeas até a saída da Sede, prendemos algumas bolsas em suas laterais e o resto colocamos em nossas mochilas, e por fim, montamos e partimos em direção à Moldávia. Me pergunto se os caçadores que devemos encontrar na floresta serão como alguns convencidos com os quais já tive de lidar. 

Estávamos cavalgando a alguns minutos e o cenário de casas e palácios dava lugar às árvores enguias, deixando de fato a cidade e entrando na floresta. O som de passadores e o balançar das folhas com o vento traziam pura harmonia junto à luz alaranjada do sol. 

Por um segundo, eu e minha irmã paramos para apreciar o lugar, e quando voltei minha atenção novamente, Ártemis não movia um só músculo. 

-Vaca, ANDA!- Eu disse batendo minhas pernas nas laterais de seu corpo. -Espere!- 

Minha irmã dá meia volta e se aproxima novamente. 

-Astra, você lembrou de alimenta-la depois que deixamos a Sede?- 

-Ela já não deveria estar alimentada?- Questionei irritada. 

Lia revira os olhos e retira uma grande e bela maçã de sua bolsa, dando em seguida para Ártemis, que logo volta a caminhar satisfeita. 

 

*QUEBRA DE TEMPO* 

 

Ao adentrar mais a floresta, a mata se tornou fechada, o que nos traz a sensação de que podemos ser atacadas a qualquer momento. Encontramos uma pequena clareira que parecia pertencer a um antigo acampamento, e já que a noite começara a cair, decidimos parar e desencasar. Sentamos em frente à clareira acesa enquanto esperávamos a carne de servo que compramos na cidade assar.  

-Aqui Astra, eu demorei um pouco mais para terminar esse... É pela formatura. Mas antes tarde do que nunca.- Disse Lia me entregando algo enrolado em uma capa de pano. 

Peguei e desenrolei a capa, revelando um machado de lâmina dupla prateado e no topo de seu cabo um espinho dourado. Havia também uma adaga prateada mediana. Nela, trepadeiras esculpidas em alto relevo saem da ponta do cabo até penetrarem a parte central da lâmina, onde o nome Astra D. tinha sido gravado. 

-Você prometeu o machado, mas a adaga... É muito bonita. Obrigada irmã.- Agradeci contente. 

-Bom, como você havia me prometido um presente, também te trouxe um.- Eu disse entregando o item desconhecido. 

Ela desamarra a pequena corda que o prende e abre o embrulho de papel. O diário em branco com capa de couro marrom, os detalhes em suas extremidades e a trava de segurança prateadas fez seus olhos brilharem.

-Agora você pode anotar suas ideias e invenções em um lugar seguro.- 

Nós alimentamos com a carne assada e começamos a revezar os turnos para passar a noite. Lia ficou com o primeiro, então dormi por algumas horas e levantei-me para o meu. 

Apenas a luz das chamas de nossa pequena clareira impede que fiquemos completamente envolvidas pela escuridão que assombra a floresta. Ao fundo, sons de animais de grande porte e folhas e galhos secos se quebrando, e em particular, o de uma coruja solitária que me incomoda profundamente. 

“Torça para que eu não te encontre.. E esses insetos? Não acredito que Lia... O que é isso? Acabaram de me picar?”

 

*QUEBRA DE TEMPO*

 

-Astra! - Acordei aos gritos e sendo chacoalhada. 

-Mas... - Sem entender, tento me lembrar do que havia acontecido e explicar. 

-Você adormeceu e nossa comida sumiu. Santo Rei... o pó de ouro e prata que uso nas invenções estavam naquela bolsa também. - Disse Lia ao revirar uma das bolsas. 

Passo os dedos por minha nuca e puxo uma pequena agulha prateada. Sua ponta possuía um apoio vermelho em espiral. Mostro-a para Lia logo em seguida. 

“Acho que descobri o que aconteceu.” 

Investigamos a área em que ficamos e ao sul de nosso acampamento seguiam dois grandes pares de pegadas. 

“Com certeza homens.” 

-Sabemos que são inexperientes, deixaram os rastros evidentes. - Disse minha irmã apagando a clareira com pisões. 

-Fazíamos melhor que isso aos quatorze anos. - Ri ajudando a guardar nossas coisas e desamarrando os cavalos. 

Montamos nos mesmos e seguimos os rastros durante pelo menos meia hora, até que nos deparamos com rastros de sangue que nos guiaram à dois corpos mau vestidos, esquartejados e mutilados. Paramos por alguns minutos e deixamos Ártemis e Apolo descansarem enquanto investigávamos. As pegadas pareciam ser deles, mas não encontramos identificação ou nenhum pertence em seus corpos, inclusive os que nos foram roubados.

-Encontrei as partes que faltavam. - 

-Onde? - Perguntei olhando ao redor. 

Lia aponta para uma árvore à esquerda dos corpos, onde duas cabeças e alguns membros estavam presos entre galhos e folhas, como se tivessem siso atingidos por uma explosão. 

-Mas o que aconteceu aqui? - Perguntei espantada. 

-Não faço ideia, vamos sair daqui antes que esse cheiro atraia alguma coisa. - 

Aceno com a cabeça em concordância e continuamos nossa viagem. Percebo que Lia encara a paisagem a sua frente pensativa, provavelmente pensando que não sobreviveremos por muito tempo sem comida. 

-Diga irmã. - 

-Teremos que começar a caçar, eu havia comprado o suficiente para não precisarmos disso tão cedo. Aqueles desgraçados... -

-E o seu pó? - Perguntei.

-Se não acharmos nossas coisas, terei que arranjar um jeito de comprar na próxima cidade. - Respondeu desapontada. 

Lia desce de Apolo entregando-me suas rédeas. Colocando o dedo indicador à frente dos lábios, indica para que fiquemos a distância e em silêncio. Andando calmamente, a vejo se afastar alguns metros e a procura de algum animal. Avistei um coelho cinza entre alguns arbustos e apontei para que o capturasse. Se abaixando, minha irmã posiciona a besta para atirar mirando cuidadosamente. Uma flecha é disparada e o acerta em cheio. Ao chegar até o corpo caído, Lia o suspende pelas patas traseiras, arrancando a flecha que atravessava sua cabeça através do olho esquerdo. 

Levanto minhas mãos em comemoração e quando estava pronta para ir em sua direção, ela acena para que não nos movamos. Fico confusa por um instante e vejo um cervo distraído. 

“Mas que sorte!” 

Com o coelho pendurado ao ombro, Lia joga uma pequena pedra na direção oposta, desviando a atenção do animal e disparando uma flecha em seu pescoço. 

-ISSO! - Gritou da correndo até o mesmo. 

Desço e me aproximo, ajudando a cortar sua carne e recolhê-la em seguida. Me ponho de pé e me afasto alguns metros, indo em direção aos cavalos para deixar a carne. Olho para trás e ambas estávamos sorridentes, até que percebo uma movimentação estranha atrás dela. 

“Espera um minuto... Aquilo é..”

-Lia, eu vou falar e você vai se mexer bem devagar... Tem um leopardo atrás de você. - 

Nos entreolharmos e através de um sinal compreendi que devia para copia-la.

Ela deslizou lentamente o corpo do coelho que se localizava em seu ombro para o chão. Fiz o mesmo com a carne de servo que segurava. Entretanto, não conseguia desviar minha atenção do leopardo-das-neves que se aproximava mais a cada segundo. 

-Astra, olha pra mim. - Seus lábios se moveram sem emitir som algum. 

Através de seus gestos manuais novamente entendi sua mensagem de imediato. 

“Eu vou correr até ai e você pega a besta.” 

Então ela iniciou a contagem. 

1... 2... 3! 

Lia correu em minha direção e deslizou por baixo de mim, jogando a besta para cima. Peguei-a no ar e a posicionei para atirar. Ao se levantar atrás de mim, minha irmã pega uma de suas flechas reserva e a encaixa na besta. Ela puxa a flecha e o fio que a prende para trás, deixando-a pronta para o disparo. Puxo o gatilho d o acerto no ombro direito. Ele cambaleia mas não é o suficiente para detê-lo.

O felino volta a correr em minha direção e sou jogada no chão com o impacto. Encaixo a besta em sua boca, na tentativa de afastá-lo. A grossa saliva escorre pelo meu rosto, enquanto a estrutura de madeira e ferro da arma começa a ruir. 

-LIA!! - 

Lia pega um galho de pontas afiadas, partindo-o no meio com o joelho e correndo em direção ao felino. Montada em suas costas, ela tenta perfurar as laterais de seu pescoço, mas é jogada no chão quando ele se ergue repentinamente. Neste momento, a fera se livra da besta que se encontrava em sua boca, deixando-a vir ao meu encontro. Eu desvio rolando para o lado. 

Quando volto a fitar o felino, noto duas flechas cravadas em seu peito. Olho para trás e, de relance, vejo um homem encapuzado segundando um arco e direcionando-o ao leopardo, quando sinto algo peludo e pesado cair sobre minhas costas, tampando completamente minha visão. Não consigo inspirar e começo a sentir extrema pressão nos pulmões. 

-LIA!! Tira essa coisa peluda de cima de mim! Não estou conseguindo respirar! - 

Até que o animal é retirado pelo atirador e finalmente puxo o ar aliviada. 

Agora olhando mais atentamente noto que há um segundo rapaz também encapuzado ajudando minha irmã a levantar-se. Ambos vestidos com o uniforme da Coroa. 

O caçador a minha frente me estende a mão e quando me pus de pé, o mesmo deslizou o capuz para trás, revelando belos olhos cor de mel, cabelos castanho escuro um tanto desengonçados e uma barba bem aparada. 

-Você está bem? - Questionou a voz rouca e grave. 

 


Notas Finais




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