História Caçadores da morte - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Bruxaria, Bruxas, Caçadores, Ciumes, Dinheiro, Magia, Medo, Mercenarios, Mistério, Morte, Romance, Segredos, Sobrenatural
Visualizações 9
Palavras 5.043
Terminada Não
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Esse é o primeiro capítulo, espero que gostem.❤

Capítulo 1 - Caçadores da morte


Hoje era o grande dia,o dia de escolher os caçadores da morte,eu não estou nervosa,mesmo com a notícia de que Tom o mito, aquele que nunca errou um tiro, o único homem que conheceu a única bruxa do clã realeza Margharet Jourdemayne , capaz de reviver os mortos e prever o futuro estaria no torneio e que com certeza ele ganharia.
Termino de me arrumar, visto minha roupa que sempre é da cor preta, um short de couro e uma bota, me olho no reflexo do espelho, vejo meu rosto pálido,passo meus dedos entre meus cabelos pretos e cacheados e faço um rabo de cavalo, pego meu coldre com minhas facas e adagas ungidas com água benta.
Saio de casa e ando até ao local do torneio, oque era a praça pública da cidade,o sol havia acabado de nascer, estava lindo. Chego até a entrada da praça onde estava as arenas, observo os candidatos, tem alguns homens que está na cara de que não sabe nem segurar uma arma, umas garotas que nem deve saber a diferença entre uma faca e uma adaga.
Vou até a barraca onde deveria ser feita as inscrições, passo por algumas pessoas que estão no caminho e todos me encaram, não sei se me olham por medo ou respeito. Tem um garoto em uma mesa aparentemente ele que faz as inscrições.
-Alizon não é? -O garoto me olha sorrindo.
-Sim sou eu. -Dou um sorriso. -Onde assino? -Pergunto me referindo a ficha de inscrição.
-Assina nesse guardanapo. -Ele pega o guardanapo do seu sanduíche e me entrega.
-Estou me referindo a ficha.
-Ah, me perdoe. -O garoto fica todo sem jeito e começa a procurar a folha,enquanto isso observo outros participantes que pareciam falar de mim.
-Achei. -Depois de alguns minutos o garoto acha a ficha e me entrega, e eu preencho.
-Boa sorte! Estou torcendo por você. - "Torcendo pela minha morte você quis dizer?!" Penso e guardo pra mim, eu não queria parecer mais grossa.
-Obrigada! -Dou um sorriso falso e ando para arena.
A competição é dividida em duas partes,primeiro o participante luta contra bruxas até a morte, brincadeira, ele pode desistir antes delas te matar e a segunda e última parte o participante luta contra um caçador e uma bruxa, sim a bruxa tentará matar os dois caçadores e o caçador a bruxa e o outro caçador.
Tem mais ou menos uns 30 caçadores, que na minha opinião não passam de mercenários, e todos os participantes se dividiram em arenas.
Alguns minutos se passam e as batalhas começam, eu participo da segunda rodada o que dá tempo de sobra para tomar um gole de Whisky que eu sempre levo no meu cantil, abro, tomo um pouco e me sento em um banco de madeira que fica de frente a uma das arenas.
-Beber para disputar? - Olho para o lado e uma garota me encara. -Sim e daí? -Respondo seca. -Não tem medo de se distrair? -Ela parece preocupada. -Eu não posso me dar esse luxo. -Ela sorri e continua a observar a luta. Uma garota que é conhecida como Danger venceu sua primeira luta, eu, ela e o tão famoso Tom somos os favoritos.
Tem muitas arenas espalhadas pela praça, que é enorme, então escolhi a mais perto da entrada para lutar e também ver as lutas. A platéia vai a loucura a cada golpe da Danger, ela é realmente muito boa.
As bruxas são controladas por chips que é implatado para pesquisas, são bruxas que foram capturadas para estudos, ou vingança, para dificultar o participante tem que escolher entre armas de fogo ou armas brancas, sendo que se as balas acabarem só resta o combate corpo a corpo. A Danger usa uma Katana, mas lhe falta mais preparo no combate corpo a corpo.
-"Danger corta a cabeça do demônio em um golpe." -O locutor da arena avisa.
-"Agora com vocês:Alizon! -Ouço ele dizer meu nome e sinto meu coração errar a batida, respiro fundo, bebo o último gole que restava do meu Whisky, deixo minha bolsa na mesa onde fica os jurados e subo na arena, olho em volta e vejo a platéia gritar, alguns gritam ao meu favor, outros contra, mas todos que estão aqui querem ver sangue. A bruxa é colocada na arena ainda presa, o juiz entra e verifica minhas facas, se eu usar alguma arma de fogo eu sou desclassificada, já que na ficha de inscrição coloquei que usaria armas brancas.
-Está pronta? -O Juiz pergunta. -Balanço a cabeça que sim, olho fixamente para os olhos da bruxa e dou um sorriso meio psicótico. O juiz solta a bruxa, ela vem correndo loucamente em minha direção e segura em meu pescoço me presionando contra a grade da arena, tiro a faca do meu coldre e enfio em sua barriga, a bruxa era muito forte, e para matar uma precisa acertar seu coração ou cabeça com facas ou balas de prata ungidas com água benta, se for em outro local ela morre se não for retirado o objeto. Quando a faca entra em sua barriga ela me solta, a faca fazia queimar, caio no chão tentando recuperar meu ar, me levanto tonta, e quando consigo o equilíbrio, corro pra cima dela e acerto um chute em sua cabeça, fazendo a bruxa cair no chão, ando até perto dela e com ela ainda no chão pego a faca e começo a esfaquear seu corpo e dando repetidos golpes em seu coração. O Juiz entra na arena e me manda parar, pois ela já estava morta, me levanto, pego minha faca e saio da arena, indo em direção ao local onde os ganhadores da primeira rodada ficam. Entro no local e percebo que é um bar, opa maravilha. Tem alguns homens e poucas mulheres, ao total umas 20 pessoas, acho que o resto deve ter desistido ou morreu.
Muitas pessoas entraram no torneio por conta do prêmio que é muito alto, a cada bruxa morta é mais ou menos 50 moedas de ouro, dependendo do nivel de perigosidade, se ela é muito conhecida, poderosa e temida. A bruxa mais procurada era Margharet Jourdemayne, ela tinha o dom de reviver pessoas e prever o futuro e isso dava medo a população, pois temem que ela possa trazer os seres sobrenaturais que já foram mortas, e matando ela não iremos correr esse risco. Pelos bares de Dark Hills corre a lenda que Margharet havia tido um bebê que teria herdado o poder de não morrer pelas mãos de caçadores e bruxas, mas não é nada certo, e isso amedrontava ainda mais na população, porque se isso for verdade ninguém sabe o tamanho do poder desse bebê e nem do que ele será capaz de fazer quando crescer.
Chego ao balcão do bar e peço um Whisky, e continuo esperando os resultados, eu já havia passado da primeira etapa e presumo que pelo número de pessoas que estão vivas, só falta mais uma luta para a grande final, que deveria ter 4 participantes. -Um Whisky por favor. -Me sento na cadeira do balcão. -Lutou muito bem pra quem está sobre efeito do álcool. -A mesma garota que havia mandado eu parar de beber novamente vem falar comigo. -Se eu não tivesse bebido não teria ganhado. -Olho pra ela e solto um suspiro fundo. -Então o Whisky é seu poder? -Ela me pergunta curiosa, da um sorriso e senta na cadeira ao meu lado. -Whisky é meu velho amigo. -O garçom coloca o copo em cima do balcão e eu deixo uma moeda de ouro para pagar, viro o copo bebendo todo o líquido. -Não tem medo de ficar doente? -Ela me pergunta e antes de eu responder ouço meu nome:"Alizon é sua vez, venha enfrentar uma bruxa de frilo." -Agora é minha vez. -Sorrio, deixo o copo e saio andando em direção a arena.
As bruxas de Frilo são muito rápidas e a que eu vou enfrentar não deve ser diferente. Chego na arena e vejo a bruxa, ela pula de um lado para outro, parecia ter espinhos no pé. Entro na arena e espero ela ser colocada, e ouço o locutor falar:"Danger, Tom e Henrik já estão na final,agora resta saber se a final será trio ou uma dupla." Se eu perder a luta, a final vai ser duas bruxas contra os três finalistas, então eu preciso ganhar, eu queria lutar contra o Tom na final, só pra acabar com sua fama. A bruxa entra na arena toda descontrolada, o juiz segura as bruxas com correntes e coleiras e mantém elas com o chip para que elas não usem magia, se por acaso saírem da linha eles dão choques nelas.

-Está pronta? -Ele me pergunta. -Eu ja nasci pronta. -Respondo e logo em seguida ele solta a bruxa e sai da arena ela começa a correr pela grade da arena, enquanto eu fico parada observando,ela pula no centro da arena e vem em minha direção, dando chutes e socos que eu desvio e agora começo a revidar, tiro minha adaga do coldre e corro em direção a grade, subo por cima da bruxa, caio em sua frente e enfio a adaga no seu peito, vejo ela não se mexer e ando em sua direção para pegar a adaga, me abaixo e é quando ela se levanta rápido, tira a adaga do seu peito que foi atingido no lado direito, não provocando sua morte e enfia em minha barriga, sinto a lamina adentrar por dentro do meu corpo e dou alguns passos para trás, caindo no chão, puxo a adaga e jogo no chão,o sangue começa a sair pelo corte, minha visão fica turva, a bruxa vem em minha direção, me segura pelo cabelo e me joga no outro lado da arena, tento me levantar, mas o corte doi muito, ela pega a adaga do chão e vem em minha direção. -Nem que seja a última coisa que eu faça. -Falo alto e ela enconsta perto de mim, dou um chute em sua perna, fazendo quebrar, me levanto com dificuldade segurando na grade, passo a mão na minha barriga vejo o sangue minha mão e passo em minha língua, eu sentia que aquilo me deixava mais forte. A bruxa se contorce de dor, tomo minha adaga de sua mão e enfio no meio da sua testa, com toda força que ainda me resta, ela fecha os olhos e começa a secar, tenho agora a certeza de que ela morreu, caio no chão desmaiando.
Abro meus olhos e a primeira pessoa que vejo é a garota que preocupa com meu teor de álcool no sangue. -Você está bem? -Ela me pergunta terminando de limpar o corte que já está suturado.
-Ai! Sim estou. -Sinto arder quando ela pasa a gaze no corte e tento me levantar. -Calma aí, ainda falta 20 minutos para a batalha final. -Então eu ganhei? - Acho que pelo jeito eu desmaiei, e acho também que não me lembro de quase nada. -Você não lembra? Ela morreu, com uma facada daquela quem não morreria. -Ela sorri pra mim, apesar de ter errado e ser uma adaga e não uma faca ela é muito angelical, toda cuidada e feminina, tinha cabelos meio enrolados e castanhos, alta, olhos pretos e um corpo magro e delicado. -Qual seu nome? -Eu pergunto. -Me chamo Ambry. Você nem precisa me dizer o seu, todos te conhece, você é uma lenda Alizon. -Sorrio pra ela que também retribui. -Obrigada Ambry. -Olho e não vejo meu cantil. - Cadê meu Cantil? -Ela sai até um criado mudo, olho ao redor e percebo que estou no hospital da cidade. -Aqui está. -Ela me entrega. -Coloquei Whisky nele, ele estava vazio.-Seguro ele e balanço. -Obrigada,acho que já está na minha hora. -Você vai lutar contra a Danger, tenha cuidado.-Não seria dessa vez que eu iria desbancar o Tom, mas tudo bem, deixa pra próxima. Me levanto sem esboçar nenhuma reação e visto minha blusa. -Terei cuidado. -Desço da maca e ando em direção a porta e ela segura em meu braço. -Acerta o lado direito dela, ela não tem bons reflexos nesse lado, por conta de que uma bruxa queimou seu olho direito. -Sorrio em forma de agradecimento e saio andando em direção a arena. Caramba ela era estranha, tanta preocupação com o fato de eu ganhar esse torneio, talvez ela é uma fã, mas encher o cantil foi desnecessário, pego ele e derramo o Whisky no gramado, eu nunca bebo nada que pessoas desconhecidas me dá, ainda mais de uma garota que conheci hoje.
Chego na escada da arena e olho Danger me olhando fixamente aparentemente querendo me intimidar, ela é menor que eu, mais ou menos 1,65, cabelos pretos e lisos, estava feito um rabo de cavalo igual ao meu. Encaro ela também, nenhum olhar nunca me intimidou, entro na arena e ando olhando pra ela, penso apenas na luta e que nada pode me distrair. O juiz manda ficarmos na nossa posição, pois ele vai colocar a bruxa na arena,Danger fica de um lado da arena, e eu no outro, a bruxa entra na arena ainda amarrada, o juiz se aproxima do centro. -Só abro o portão quando a bruxa estiver morta e uma de vocês duas vivas. -A única regra do torneio nessa última etapa é não usar arma de fogo. Seguro minha faca que esta no coldre, pois antes do juiz autorizar não se pode empunhar a nenhuma arma. Ele sai da arena e autoriza o começo da luta e solta a bruxa, tiro as facas do coldre colocando uma em cada mão e corro em direção a bruxa.
Danger também corre para mata-la e segura no pescoço dela, penso se devo confiar nela e ajudar a matar a bruxa ou se mato ela. E antes de eu enfiar a faca no coração da bruxa ela da um chute na costa de Danger, fazendo ela se soltar, acerto a faca na sua sua barriga e levanto a outra mão para acertar seu coração com a faca, Danger me puxa pelo cabelo. - Eu ia matar ela sua idiota. -Falo quando ela me joga no chão. -E depois? Ia me matar? -Ela vira as costas anda em direção a bruxa que está no chão e parece se sentir dor, dou uma rasteira em Danger fazendo ela cair. -Eu ia inverter as ordens, mas posso te matar agora. -Ela se levanta e tira sua katana que estava presa em suas costas e anda em minha direção para me atacar e dar um golpe, e esquivo mas a ponta da lâmina ainda passa na altura da minha costela. Me viro rapidamente e vejo a bruxa em pé, ela segura em meu braço e com a outra mão bate minha cabeça contra grade da arena, com repetidos movimentos um corte se abre e vejo sangue escorrer. Com uma das facas que eu estava segurando faço um corte em seu braço, fazendo sair muito sangue, a bruxa cai e eu rapidamente subo nela e enfio a faca em seu coração, ela fica cinza tendo a comprovação que ela morreu, me levanto e Danger me ataca com sua katana e dessa vez desvio completamente, percebo que ela já está cansada e não aguenta mais o peso da katana, que tinha quase seu tamanho, ela vem em minha direção e me prende contra a grade, seguro na lâmina da katana que está na direção do meu pescoço. Começo a sentir dor e minha mão a sangrar, por conta da força que estou fazendo. Dou um chute forte em sua barriga, Danger cai no chão, corro e pego sua espada,vejo a marca de uma serpente gravada no cabo e jogo pro lado de fora da arena. -Vadia eu vou te matar. -Ela diz, se levanta e corre em minha direção, guardo uma das minhas facas no coldre e seguro em seu pescoço apertando forte. -Não posso esperar por isso. -Ela tira um canivete de dentro do seu bolso e enfia em mim, no mesmo local onde a bruxa havia me esfaqueado na primeira luta, sinto a lâmina entrar na minha barriga fazendo sangrar, solto seu pescoço, ela tira o canivete e vou descendo pela grade, pressiono o corte fazendo o sangue escorrer entre meus dedos, ela da um chute em meu rosto, e eu caio no chão, ela se aproxima de mim e se abaixa. - Quais são suas últimas palavras? - Fecho meus olhos e tenho flashs da minha vida de quando eu era criança, vejo meu pai me ensinando a lutar, e todas as lembranças que eu tinha da minha família antes da tragédia acontecer,lembro do que Ambry havia dito:"Acerta o lado direito dela, ela não tem bons reflexos nesse lado." E passo um dedo com sangue em minha boca, apoio minha mão no chão e dou um chute no lado direito de sua cabeça, ela se desequilibra e cai no chão, rapidamente subo nela e dou um soco em seu olho esquerdo, tiro a faca do coldre e enfio em sua barriga, ela geme de dor.-Desiste Danger, se não vou te matar. -Eu não vou desistir Alizon, eu vou ganhar essa luta. -Tiro a faca da barriga dela e passo pela sua garganta que começa a sangra. -Você vai morrer se não desistir. -Ela segura minha mão não deixando eu passar mais faca e com sua outra mão ela bate 3 vezes no chão da arena. O juiz entra e me tira de cima dela, eu deito no chão e vejo o sangue sair de dentro da minha barriga.
Acordo e percebo que estou novamente no hospital da cidade, eu estou apenas de sutiã, os cortes estão aparentemente suturados e com curativos. Ambry aparece e vem em minha direção. -Hey vencedora, acordou. - Você trabalha aqui? -Pergunto. -É uma longa história. -Ela desconversa. -Bom de qualquer jeito obrigada. -Agradeço, tento me levantar e percebo que estou tomando soro. -Pra quê isso? -Pergunto tentando tirar os esparadrapos. -Não! não! -Ela segura minha mão. - Você perdeu muito sangue, precisa se recuperar. -Reviro os olhos e me sento na maca, passo a mão no coldre e não vejo minhas facas e adagas. -Onde está minhas facas? -Eu retirei para que pudesse descansar mais confortável. -Por favor, não faça isso de novo. -Olho pra ela que até um criado mudo, abre uma gaveta e me devolve as facas, que ja estavam limpas. - Desculpa, não quis ser chata. -Tudo bem. -Seguro as facas que estavam limpas e guardo no coldre. -Você que limpou? -Pergunto olhando pra ela. -Sim, foi eu. -Para limpar uma faca dessa tem que ter muita habilidade...-Ela não responde nada, acho muito estranho toda sua preocupação e cuidado mas não falo nada, vejo o soro pingar suas últimas gotas, ela sai da sala e logo em seguida volta trazendo uma bandeja com alguns esparadrapos e pomadas. -Você já está liberada. -Me levanto da maca e sorrio. - Agora é hora de matar. -Digo isso fazendo referência a caça as bruxas que eu irei enfrentar. -Tenha cuidado Alizon, a floresta é bem mais perigosa do que o torneio. -Como sabe disso? Ninguém nunca foi a floresta, ou se foi não conseguiu voltar. -Temos que limpar os cortes antes de você ir. -Ela não responde e muda totalmente de assunto. -Por que você diz as coisas pela metade? - Pergunto olhando fixamente em seus olhos. -Porque é o necessário que deve saber. -Caramba, cada vez eu estava mais confusa. Não respondo nada a ela, me sento maca novamente e levanto minha blusa, ela começa a limpar os cortes ja suturados e passar umas pomadas que estavam em umas vasilhas. -Está doendo? -Ela pergunta. -Um pouco, só quando movimento o braço. -Você deveria repousar. -Não posso. -Então deixe o outro caçador fazer o trabalho pesado. -Putz, eu havia esquecido disso, quem foi o outro caçador? -Tom. Ele venceu também-Comprimo os lábios. -É, ele era o favorito nem me surpreendeu. -Caramba, eu não Conheço, mesmo ele sendo tão temido. -Ela sorri e balança a cabeça. -Agora vocês vão ter todo tempo do mundo para se conhecerem, ele tem fama de não ser cavalheiro, então não tenho certeza de que ele ficará com o trabalho pesado, mas tente se poupar e se cuidar. -Sorrio meio falso. -Por que tanta preocupação comigo? - Ela da uma risada deboche. -Garota, esse é o meu trabalho, me preocupo com meus pacientes, ta achando que por que te tratei bem é por que estou escondendo algo? -Sinto que ela havia ficado nervosa com a minha observação. -Não disse que está escondendo algo. -Eu retruco. - E não estou, e já esta na sua hora não está? -Levanto da maca e arrumo minha roupa. -Sim, está, obrigada Ambry. -Ela sorri. -Até mais ver Alizon e cuidado com a bebida. - Sorrio e saio da sala,cruzo o corredor e ouço alguém chamar meu nome . -Alizon! -Me viro e vejo um homem. -Sim, oque deseja? -Espero que esteja bem e preparada, por que hoje antes do entardecer a floresta é toda sua. -Já nasci preparada e você quem é? -Olho pra ele e cruzo os braços. -Sou o prefeito da cidade, queria conversar com você antes de começar a caça, onde seria um bom lugar pra conversar? -Eu estou indo encher meu cantil, se quiser podemos conversar em um bar. - Ele balança a cabeça negando e eu fico sem entender. -Bar é muito movimentado, quero um lugar calmo e sossegado para falar desses assuntos, podemos ir para minha casa se você concordar. -O convite me parece estranho, mas pensando bem tem uma lógica. -O outro caçador vai estar la também não é? Já que é um assunto em comum entre nós. -Ele sorri. -Sim, claro, vamos? - Tudo bem então. -Ele abre caminho e andamos até a saída do hospital, a casa dele era do outro lado da rua, o centro da cidade era um tanto pequeno, as coisas são próximas umas das outras, a casa parecia também ser uma prefeitura.
Chegamos em sua casa, eu nunca havia entrado lá, era muito linda e luxuosa, logo na entrada tem uma sala com um bar. -Fique a vontade, pode se sentar. -Olho em volta e me sento, a empregada cruza a porta da sala e vai até ele. -Deseja algo senhor? -Não, só apareça aqui quando eu chamar. -Ela acena com a cabeça e sai. -Quer um Whisky? -Sim claro. -Aceito o Whisky, mesmo que eu não vá beber. O prefeito coloca a bebida em dois copos e me entrega um. -Então Alizon, está preparada para oque vai enfrentar? -Ele se aproxima e se senta ao meu lado no sofá. -Como eu já disse, eu nasci preparada. -Ele coloca sua mão sobre a minha. -Você não acha perigoso? -Puxo minha mão que estava debaixo da dele e seguro na faca que está no meu coldre. -Existe coisas mais perigosas, se é que o senhor me entende. -Então você é do tipo durona? -Olho séria pra ele. -Cadê o outro caçador? Era para nós três estar aqui. -Tom foi resolver algumas coisas para nossa comemoração. -Mas o senhor tem empregada pra isso. -Você! Me chame de você. -Eu não estou gostando do rumo que nossa conversa está tomando. -Ele sorri. -Mas eu quero que tenhamos intimidade, você é tão linda, me disseram que era muito bonita, tive que ver com meus próprios olhos para ter certeza de que era verdade, não acha que deveria seguir outra profissão? Eu poderia te ajudar a ser o que quisesse, ter oque sempre sonhou. -Ele bebe o Whisky que estava no copo e o deixa em cima de uma mesinha de centro, passa uma mão em meu rosto e logo segura forte em meu braço, com a outra mão ele apalpa meu seio por cima da blusa. -Eu não imagino esse rostinho lindo matando alguém. -Ele vem se deitando em cima de mim e quando sinto sua mão em meu seio, tiro uma das minhas facas e enfio em sua mão. -Acho melhor ir tirando suas patas imundas de cima de mim. -Puxo a faca, a mão dele começa a sangrar e me levanto do sofá. -Você está cometendo um grande erro garota. Eu posso mandar te matar ou posso tirar de você a chance de ser a caçadora da morte. -Realmente ele tem poder para fazer isso tudo, mas eu não vou me submeter a ficar com ele. -Sim, você pode, mas quais serão seus motivos? Oque vai dizer a sua esposa? Vai dizer que tentou me molestar e vai me matar porque eu neguei! Pensa bem, eu mato bruxas, acha que eu não mataria seus capangas? E depois? Vai escolher um caçador qualquer para ocupar meu lugar e "proteger" sua cidade. Ou simplesmente, eu posso te matar agora e ninguém da nenhuma explicação. -Ele se levanta do sofá e segura em minha mão. -Eu só estava brincando com você Alizon, venha até meu escritório para falar sobre a caça. -Ele anda até a estante abre uma gaveta, pega um pano branco, enrola na mão para estancar o sangue. Eu não sei se devo ir com ele até o escritório, poderia ser uma armadilha. -Chama sua mulher, ela também tem que dar a sua opinião sobre o assunto. -Alizon não preci... -Interrompo ele e cruzo os braços. -Chama ela. -Ele balança a cabeça. -Só um momento. -Ele sai por uma porta que parecia dar ao restante da casa. Enquanto isso me sento no sofá e fico admirando o copo de Whisky e como eu quero e preciso beber algo alcoólico, alguns minutos se passam e a primeira dama aparece na entrada da porta da sala, ela é bonita, cabelo curto, loiro, aparentemente uns 30 anos de vida. -Alizon?! -Ela se aproxima e estende a mão. -Prazer senhora. -Estendo a mão para cumprimenta-la também. -Me chame apenas de Mary, acho que agora você irá defender a nossa cidade, não necessita de formalidades. -Como quiser Mary. -Sorrio. -Vamos até o escritório do meu marido. -Ela anda até uma porta de madeira avermelhada toda vernizada e muito bonita. Mary abre a porta e eu entro, o escritório é lindo, tudo em madeira, veludo vermelho e preto. -Alizon aqui começa sua jornada, quando assinar o contrato saiba que só poderá sair da floresta com todas as bruxas mortas e principalmente as líderes dos seus clãs. -Ela anda até uma estante toda em vidro e tira uma caixinha pequena e dourada, parecia uma bússola e me entrega. -Isso é um medidor de magia. -Eu abro a caixinha. -Está vendo? A marca de magia está alta. -O medidor de magia era redondo, tem um ponteiro vermelho que fica tremendo no nome magic. -Quando as bruxas começar a morrer o ponteiro irá andar até o nível human. Atrás, tem o contador de bruxas mortas, para quando terminar você receber sua recompensa. -Continuo calada ouvindo suas orientações. Ela anda até a mesa e pega uma mochila de couro que estava em cima e abre. -Tem algumas facas, balas , armas e um saco com moedas, sobrou espaço para que você coloque algumas roupas. -Posso levar outra bolsa comigo? -Se eu fosse você, não levaria tanto peso. -Eu fico pensando, que tanto mistérios regem a floresta de Dark Hills?! -Mary tira do bolso da mochila uma bússola. -Espero que saiba usar. -Perfeitamente. -Sorrio. -Bom, aqui tem um cantil para água, e ao longo do tempo vocês dormirão em barracas. Vocês precisarão de cavalos para se locomover na floresta. Você já tem um não é mesmo? Pode ir com ele. -Eu amo muito meu cavalo, não tenho certeza de que vou leva-lo, mas se eu não levar ele não terá quem cuide dele, então é melhor leva-lo. -Sim, ele vai comigo. -Então acho que as instruções acabaram. -Ela anda até atrás da mesa abre uma gaveta e tira de dentro uma folha com uma caneta. -Assine! Bem, se você concordou com os termos é claro. -Olho pra ela, pego a caneta e assino sem nem pensar muito. -Alguma pergunta? -Não deveria ter um mapa da floresta? -Ninguém tem o mapa da floresta, é impossível. Mais alguma? -Muitas! Eu penso. -Não. -Então acho que já pode ir para o ponto de encontro. -Ponto de encontro? Eu pergunto sem entender. -Sim, a entrada da floresta é o local onde você vai encontrar o outro caçador. -Ela me entrega a mochila. -Boa sorte Alizon. -Nunca precisei de sorte, mas obrigada Mary. -Ela sorri gentil. Eu pego a mochila e saio do escritório e logo depois da casa, vou andando até a minha casa conversando comigo mesma. -Esse Tom deve ser um velho chato e carrancudo, até imagino o quão chato ele deve ser, toda sua experiência e fama devem ter sido adquiridas ao longo de uns 60 anos.
Alguns minutos se passam e já estou em casa, vou até meu armário e pego algumas roupas, botas e meu sobretudo, termino de arrumar minhas coisas, coloco meu colar que a minha mãe havia deixado para me proteger no pescoço ele é feito por um rubi raro que dizem ser encatado, pego minhas facas, balas, adagas e minha arma coloco na mochila e saio com ela para o quintal, vejo Fenrir comendo seu feno, seu pelo preto chegava a brilhar. -Pego sua cela e preparo tudo para montar. Subo nele e vou em direção ao ponto de encontro.
Chego no local, desço do cavalo e lá está uma placa escrito:"Floresta de Dark Hills não ultrapasse." Olho para os lados e não vejo ninguém, então presumo que o Tom já deve ter entrado, puxo Fenrir pela corda e entro na floresta, tem muitas árvores por todos lados e é muito bonito, ouço um barulho e paro de andar, o barulho parece passos. -Quem está ai? -Tiro a faca do coldre e começo a andar de costas, novamente um barulho, só que dessa vez é de galhos de árvores quebrando, olho para cima e não vejo nada, respiro fundo e quando me viro, um homem sai de trás de uma das árvores e da 3 tiros na cabeça de aparentemente uma bruxa, que cai morta no chão.
-Era pra ter me esperado na entrada garota. -Olho pra ele imóvel. -Quem é você?



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...