1. Spirit Fanfics >
  2. Caçadores de Demônios: Contra-Ataque >
  3. Prólogo

História Caçadores de Demônios: Contra-Ataque - Capítulo 1


Escrita por:


Capítulo 1 - Prólogo


Muzan Kitsubutsuji estava verdadeiramente irritado. Com a descoberta da suposta "cura", novamente sentia-se ameaçado por um mero "Oni novato". Já havia sido desnecessário o aparecimento da já falecida Nezuko, e agora aparecia outra para lhe atrapalhar? Era revoltante. Muzan não gostava de sentir-se ameaçado; era uma sensação nada reconfortante. Mas, assim como fazia toda vez que alguém ameaçava roubar o seu trono, ele já tinha formulado o seu plano para derrotar aquele novo inimigo. 

As ameaças eram mortas, assim como alvos responsáveis por fazê-las. Nos mil anos que existira, sempre fora assim. As coisas não mudariam agora que uma criança supostamente era capaz de curar os Onis. Aquilo não era uma doença, era um dom. Muzan Kitsubutsuji não aceitaria que tratassem aquilo como uma mera "doença"; não aceitaria que não conseguissem ver a beleza dos demônios. Mais belos que os seres humanos. Para quem achava que para toda doença havia uma cura, estavam completamente enganados; porque não estavam doentes. 

— É uma honra ter sido chamado por ti, caro líder. — Seus pensamentos desapareceram com a voz de um de seus subordinados. Todos os chamados haviam finalmente chegado. — Para o que desejas nossa presença?

— Espero que todos os presentes saibam dos rumores sobre o meio-a-meio. Estão dizendo que ele é a vacina que impede o meu vírus de entrar no sangue das pessoas. — Era visível o tom de voz irritado. Nenhum subordinado ousava dizer algo ou demonstrar qualquer expressão; Muzan era imprevisível, e respondê-lo poderia ocasionar em morte. — Sei que é inaceitável para mim, e para vocês, que nos tratem com tamanho desrespeito. Quero que encontrem a criança. 

— Entendemos os seus motivos, líder. Mas porque chamais a nós, e não aos doze lunares? — Um dos presentes tivera a coragem de perguntar. Os outros sequer se mexeram; qualquer movimento podia ser perigoso. Mas todos pensavam sobre o quão abusado ele havia sido por perguntar aquilo; podia parecer algo mínimo, mas não se tratando de Muzan.

— Excelente pergunta, meu caro. — O Kitsubutsuji não deixava de se surpreender quando se atreviam a lhe perguntar coisas daquelas; às vezes se irritava, às vezes não. Naquele momento, não estava irritado. A pergunta havia sido boa, e apenas fizera com que a atenção do líder fosse levada para o corajoso Oni. — Não quero Hashiras atrapalhando, como ocorreu anos atrás, com Nezuko. Por isso, eles estarão encarregados de manter eles ocupados, enquanto vocês irão procurar o meio-a-meio. A habilidade que darei a vocês, com meu sangue, farei com que os chame de Six Demons Sun. Sintam-se honrados, pois serão os primeiros que farei poderem andar sob a luz do sol. 

Eles não puderam conter as expressões surpresas em seus rostos; Muzan havia deixado aquela habilidade, desde o começo, somente para ele. Havia a tomado e escondido, não permitindo que qualquer um tivesse algo que pudesse ameaçá-lo. Mas, naquele momento, sentia-se tão ameaçado ao ponto de dividi-la com o seu sangue. Oh… aquela tamanha ironia era emocionante para os presentes, que sabiam que, embora outros também fossem procurar pelo meio-a-meio, teriam vantagem; vantagem por poderem lutar durante o dia. 

— O que fazemos quando o encontrarmos, líder? — Outra pergunta do mesmo demônio. Muzan o achava interessante; ele não tinha medo. Mas não ter medo não era bom. O líder sabia que teria de cuidar dele depois; usá-lo e depois jogá-lo fora

Matem-no. — Foi a última coisa que disse antes de dividir a habilidade esperada por muitos - senão todos - demônios.

A habilidade de não morrer com os raios solares. 

(...)

Takeshi Kurihara estava encolhido atrás de Kanao Kamado. Após o sufoco de mais cedo, havia ficado assustado. A mulher segurava a mão dele, para mostrar que estava ali, enquanto o guiava até a mansão borboleta. Ela podia tê-lo ensinado à respiração do inseto e tentado o preparar para o que estaria por vir, mas faziam somente alguns longos meses. Ele ainda não estava pronto para enfrentar os Onis; não tinha técnica o suficiente. Por isso, no momento, ela buscava pelo marido. 

Ele pegava e anotava informações sobre exterminadores com um corvo, assentindo com a cabeça diversas vezes enquanto pensava sobre próximos passos e onde enviar determinado. Kanao sabia que devia ser estressante; até tentava ajudá-lo, mas Tanjiro era impossível. O trabalho dele era dele, e estava tudo bem ele se virar para fazê-lo. Aproximou-se do homem de cabelo e olhos carmesim, rapidamente chamando a sua atenção.

— Kanao… e o Tsuguko. Aconteceu alguma coisa? — Indagou preocupado, visto que percebia na feição do mais novo que ele parecia assustado. A sua esposa, por outro lado, mantinha-se inabalável. Mas algo em sua expressão revelava preocupação; e Tanjiro sabia que coisa boa não viria daquilo.

— Preciso que você chame os outros Hashiras para uma reunião. — Pediu. O homem, mesmo sem entender os motivos presentes naquilo, aceitou. Sabia que Kanao não pediria uma reunião sem motivos; algo estava acontecendo.

E, dias depois, lá estavam eles. Todos os pilares em frente à mansão borboleta, atual local onde residia o líder dos Hashiras. Totalizando sete com Kanao, três deles se tratavam de exterminadores próximos do líder. Outro deles estava no ramo à mais tempo, e tinha o respeito do Kamado. Os outros três podiam ser considerados novatos; não fazia muito tempo que haviam conseguido o cargo. Ao contrário de todas as reuniões, Tanjiro nada disse. O poder da fala estava com sua esposa. 

— Sei que ficaram sabendo, mas encontrei um meio humano e meio Oni perambulando pelas nossas áreas. Após confirmar que estava sozinho, o treinei e fiz dele meu Tsuguko. — Enquanto se explicava, a expressão de uma das Hashiras parecera alterar-se para culpada. Algum envolvimento ela tinha com aquilo? — Sei que ouviram as notícias de que ele seria um ser único e poderia curar Onis. Mas os boatos me foram confirmados quando fomos atacados, e descobri que aparentemente subordinados de Muzan estão atrás dele. 

Os olhos surpresos de Tanjiro pensavam o mesmo que os outros seis Hashiras. Eles se entreolharam, certos do que aquele Tsuguko de Kanao poderia ser para a humanidade. A cura. O responsável por acabar com o caos e exterminar o vírus. O exterminador e demônio, misturado em um só. Era a ponte que ligava os dois mundos; ao mesmo tempo que poderia partir metade e impedi-los de se encontrarem novamente. Era a chance do contra-ataque.

Não demorou para Tanjiro decidir que o Oni deveria ser protegido, mas que a prioridade era encontrar Muzan e, inicialmente, dar a cura para ele. Assim, outros demônios não poderiam ser criados, e eles não se multiplicaram mais. Depois, restaria aos exterminadores finalizarem com os restantes ou curá-los; e somente aquilo demoraria anos. Por isso decidiu que os Hashiras, mais experientes, cuidariam da pior parte; capturar Muzan Kitsubutsuji. Enquanto isso, outro grupo protegeria Takeshi Kurihara e estavam encarregados de descobrir como aquela "cura" funcionaria. 

— Mas você faz ideia de quem irá colocá-lo sob cuidados? — Kanao, preocupada com o seu protegido, indagou. A mente de Tanjiro, automaticamente, partiu para dois anos atrás; o ano em que um milagre acontecera.

Eu sei exatamente quem serão eles. — Afirmou antes de dispensar todos, pedindo para que voltassem ao trabalho. 

Aquela chance… com certeza não seria desperdiçada.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...