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História Caçadores do Vaticano - Capítulo 1


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Notas do Autor


Olá pessoas, desenvolvi esse plot numa aula da faculdade, valorizem meu conhecimento perdido em Saneamento para produzir essa fic hein kkkkk
Apreciem e comentem.

Nas notas finais terá as explicações dos termos em destaque.

Boa Leitura!!

Capítulo 1 - Transformação


Período Meiji - 1870

Província de Wakayama

 

Indra Otsutsuki, era um homem rico recém chegado a província na época, foi tratar de negócios com os nobres da região, logo que o vira Sakura sentiu seu coração pulsar mais forte e como não era prometida a ninguém ainda, seu pai viu uma grande oportunidade de casar uma filha caçula com um grande homem. Mesmo relutando, Indra se viu obrigado a noivar-se com a jovem.

Não fora difícil se apaixonar por ela, uma jovem um pouco mais nova que ele, conhecedora dos bons modos e das tradições japonesas, sabe tocar koto*, tem a caligrafia perfeita, veste-se elegantemente, anda como se flutuasse tamanha a graciosidade dos movimentos, além de ser extremamente carinhosa, educada e acima de tudo determinada, pois estava estudando ervas medicinais com a senhora anciã. Impossível seria resistir àqueles olhos verdes dados pelos deuses, o cabelo comprido e negro mostrava o cuidado que lhe era destinado, a pele pálida denunciava a timidez sempre que ele lhe elogiava. Perfeita era a palavra que Indra usava para definir a futura esposa.

Para a jovem, se encantar a primeira vista pelo forasteiro não foi estranho. Os trajes negros, bem como os olhos e os cabelos contrastavam com a pele alva e os lábios róseos. Extremamente inteligente ela notou, já que ele era tão jovem e tratava de negócios sendo tão bem sucedido. Sempre que vinha a sua casa para conversar com seu pai, escutava por detrás das paredes finas a voz com timbre grave pronunciar as palavras corretamente. Calado e muito observador, seu pai lhe dissera um dia ao elogiá-lo por horas e ela constatou que era verdade. Quando soube que seu pai havia lhe dado como esposa e que ele havia aceito, quase entrou em colapso tamanha alegria afinal, casaria com um homem lindíssimo, rico, inteligente, de poucas palavras e romântico. Como poderia ser mais feliz? Inari-sama* lhe abençoou grandemente.

Como viajava com frequência, Indra não ficava muito em Wakayama*, isso aumentava a saudade que ambos sentiam um do outro. Então sempre que estava de passagem ficava dois dias para desfrutar da companhia da noiva. O casamento seria realizado em breve, já que não era fácil viajar até Okinawa* ou trazer toda sua família de lá, então tudo estava sendo planejado minuciosamente.

Era final de tarde, o casal passeava ao longo do rio Kinokawa* admirando a primavera e o fato de tudo estar colorido, os pássaros cantavam, o orvalho deixava um cheirinho gostoso durante as manhãs, o vento soprava as nuvens e espalhava as pétalas das cerejeiras e ameixeiras ao longo do curso do rio, tudo contribuía para que o cenário fosse lindo durante todos os períodos do dia e naquele momento não era diferente.

 

 - Indra-kun, acha que teremos bebês com a cor dos meus olhos?

- Espero que sim, pois sempre que olhá-los verá a linda cor que eu vejo sempre que olho pra você.

- Então eu espero que eles se pareçam com você. Pele, nariz, cabelo...

- Não diga coisas assim, Sakura!

- Você diz coisas assim sempre, ora.

- Mas eu posso dizer. Você é exatamente como eu descrevo. – olhou para a mulher ao seu lado.

- Então eu também vou elogiá-lo.

- Como está a organização da cerimônia? – mudou de assunto.

- Gostaria mesmo de falar sobre isso. Estamos esperando só mais algumas coisas que meu pai encomendou dos mercadores, creio que no próximo mês poderemos nos casar. – sorriu.

- Perfeito, então assim que chegar em casa organizarei a viagem da minha família. – sorriu minimamente.

- Espero que sua mãe goste de mim. – olhou para os pés

- Ela irá te adorar, garanto. – lhe tocou os dedos suavemente.

- Espero que sim. – disse esperançosa.

- Hm. Acho que está ficando tarde é melhor voltarmos ou seu pai desfaz o nosso casamento se desconfiar de algo.

- Tsc, concordo. Mas antes, um beijo.

- Muito interesseira, Otsutsuki-san. – seu coração sentiu um calor gostoso ao ouvi-lo lhe chamar por seu sobrenome.

- Pelo meu marido eu sempre terei interesse, Otsutsuki-san.

- Vamos, minha flor.

 

 

Caminhando lado a lado, seguiam o caminho de volta para a mansão Haruno quando um barulho entre as árvores e uma revoada de pássaros chamou a atenção do rapaz. Uma jovem cruzou a frente de ambos, correndo em disparada e atravessando a pequena ponte sobre o rio.

- Fujam, eles vão nos matar. – gritou enquanto corria.

 

Indra se colocou à frente de Sakura, poucos instantes depois dois homens saltando dos galhos das árvores e pousaram na frente do casal.

 

- O que é isso? – perguntou ela.

- Fique atrás de mim. Quem são vocês? – disse Indra.

- Olha isso Kisame, teremos uma bela refeição essa noite.

- Acho que o conde ficaria feliz se levássemos a bela moça.

- Deixem-na em paz. – o moreno falou alto.

- Indra. – a morena o repreendeu.

- O rapaz quer salvar a amada, isso realmente poderia tocar o meu coração, caso eu tivesse um, não é mesmo Kakuzu?

 

De repente o homem por nome de Kisame, desembainhou sua katana e ameaçou Indra.

 

- Entregue a moça.

- Sakura, assim que eu disser você vai. – sussurrou para a noiva – Eu jamais a entregarei. – respondeu.

- Então eu a pegarei.

 

Mostrando agora os caninos proeminentes, o outro homem apareceu atrás de Sakura em um piscar de olhos, retirando-a da proteção de Indra e a prendendo com força em seus braços.

 

- Largue-a!

- Agora ela será do nosso conde.

- Jamais permitirei que a levem. Criatura maligna.

- Nós somos vampiros, criança.

- V-Vampiros? – Sakura perguntou.

- Exatamente, bela flor. Mordemos belos pescoços e nos alimentamos de sangue, vermelho e quente, até não sobrar nada no corpo.

- Não ousem mordê-la. – disse estupefato pela descoberta – Eu mato vocês!

- Nos mata? Você nem sabe como fazer isso. – desdenhou Kisame.

- Sakura, não tenha medo, eu vou salvar você. – disse para que ela ouvisse.

- Indra-kun, eu amo você. – declarou-se.

- Eu também. – retribuiu.

- Tão românticos, que fazem minhas entranhas se revirarem. – Kakuzu falou enquanto girava os olhos.

- Vamos acabar logo com isso. – Kisame ordenou.

 

Nesse momento Kakuzu puxou Sakura consigo, Indra se assustou mas conseguiu se defender do golpe da espada de Kisame, abaixando-se no último instante. Com um pouco de areia do leito do rio em mãos, Indra atacou os olhos de seu inimigo, conseguindo derrubar o homem com um golpe dado com uma pedra que agarrou em sequência, devido a força que o homem caiu no chão, sua espada foi de encontro ao corpo da mulher, cravando-se na costela direita. Os olhos negros se arregalaram assim que se deu conta do acontecido. A cor rubra logo tomou conta das vestes de Sakura, respirar era difícil e logo o sabor ferroso tomou conta de seu paladar.

 

- Ela não pode morrer. – disse Kizame, ainda com a mão na cabeça se levantando – Morda.

- Não! – Indra caminhou em direção a amada mas foi em vão.

Kakuzu cravou as presas no pescoço de Sakura, logo uma lágrima solitária percorreu seu rosto pálido. Foi deixada no chão onde veneno contido na saliva lhe anestesiava ao mesmo tempo que a transformava.

A última imagem que vira foi de seu amado no chão, olhando para si enquanto aqueles dois animais se alimentavam de sua vitalidade, com isso seus olhos se fecharam e apenas ruídos e alguns gritos foram ouvidos.

Não sonhara com nada, simplesmente acordou em algum lugar diferente de sua casa, completamente assustada, levou a mão direita sobre o local onde antes houvera um ferimento e nada doía.

 

- Vejo que acordou. Está tudo bem? – uma mulher apareceu abrindo um pouco da porta e entrando no quarto.

- Sim, eu acho. – se analisou um pouco – Onde estou e quem é você?

- Você está no norte de Wakayama, na residência do clã Nara, eu sou Temari Nara. Uma vampira assim como você. – explicou por alto.

- Eu? Onde está Indra? Eu preciso vê-lo... Eu... – se desesperou com a informação.

- Eu lamento, mas Otsutsuki-san... – desviou o olhar e não completou a frase.

 

Sakura entendeu. Seu grande amor fora morto por aqueles vampiros. Lembrou-se então do olhar dele antes que ela mesma desmaiasse. Ele sabia que morreria, mas mesmo assim tentou protege-la.

 

- Se você é uma deles, por qual motivo está me ajudando? – indagou confusa.

- Nosso clã trabalha combatendo os vampiros que ferem os humanos, somos guiados pela igreja do ocidente, somos caçadores do Vaticano. – explicou. 


Notas Finais


O que acharam do casal?
Teorias?

Koto: é um instrumento musical de cordas dedilhadas, composto de uma caixa de ressonância com diversas cordas, semelhante a uma grande cítara, possui cerca de 1,80m. Atualmente é o mais popular dentre os instrumentos musicais tradicionais japoneses.


Inari: https://cacadoresdelendas.com.br/japao/inari-divindade-da-prosperidade-no-japao/

Wakayama: https://pt.wikipedia.org/wiki/Wakayama_(prefeitura)

Okinawa: é uma prefeitura japonesa formada por mais de 150 ilhas no Mar da China Oriental entre Taiwan e Japão continental. Ela é conhecida por seu clima tropical, pelas praias amplas e pelos recifes de corais.


Rio Kinokawa: é um rio na província de Nara e Wakayama, no Japão. É chamado rio Yoshino em Nara. Tem 136 km de extensão e uma bacia hidrográfica de 1.660 km²


Por último, comecei uma outra história a pouco tempo dêem uma lida o link.
https://www.spiritfanfiction.com/historia/kakitsubata--a-mafia-18399281

Tá na aba "Histórias" têm outros títulos tbm, aproveitem.

Agora tenho um Instagram e vou postar sempre que for atualizar, e haverão alguns spoilers também. O user é @sayuri.hatake não tem erro!

Arigatou!


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