História Cacos de vidro - Capítulo 19


Escrita por: ~

Postado
Categorias Red Velvet
Personagens Irene, Joy, Seulgi, Wendy, Yeri
Tags Drama, Irene, Kpop, Kyuhyun, Mistério, Prostituição, Red Velvet, Romance, Seulgi, Seulrene
Visualizações 110
Palavras 2.352
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), FemmeSlash, Mistério, Orange, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi bebês!!! FINALMENTE CHEGAMOS A 200+ FAVSSSSSSSSSS /Comemora
Obrigada, estou realmente feliz!!!
Outra coisa: nós chegamos em um ponto da história onde o relacionamento SeulRene FINALMENTE vai se desenvolver melhor :)
Tive que postar apenas metade do capítulo porque ficou enorme /sofre
se tiver QUALQUER dúvida, por favor, pergunte
as vezes tenho medo de não ser clara o suficiente com o enredo :<
enfim, espero que gostem <3 beijinhos meus anjos

Capítulo 19 - Promessas


Fanfic / Fanfiction Cacos de vidro - Capítulo 19 - Promessas

Os dedos de Joohyun apertaram os da mais nova com firmeza. Não para machuca-la, mais sim para ter algum contato físico com sua amada saeng. Afinal, era a primeira vez nas últimas horas que poderia estar a tocando e recebendo o toque de volta. Mesmo que sua face estivesse coberta com ataduras pós cirúrgicas, repleta com de marcas com coloração intensa e inchaço, estava acordada; naquele momento, apenas isso bastava. Yerim sorriu, ignorou a dor que sentiu ao mover o rosto, e sussurrou — Não se preocupe comigo, unnie — pediu — O importante agora é decidir o que fazer. 

A prostituta correspondeu ao sorriso da garota. Estava feliz, completamente feliz. Além da recém declaração de amor que a Kang tinha feito mais cedo, agora estava ali, conversando com a Kim mais nova. Os momentos de tensão vividos antes não tinham mais peso. Não quando os médicos disseram que o rosto de Yerim voltaria a ser perfeito, sem nenhuma cicatriz ou complicação futura. A cirurgia fora um sucesso. Restava apenas se preocupar no que faria em relação a escola, com certeza não deixaria de lado o que fizeram com a Kim. Joohyun não comentou tal pensamento, somente o que aconteceu de bom consigo.

— Vou procurar outro trabalho, saeng. Sei como vai ser difícil, já que não tenho estudos — respondeu. Mesmo que se estivesse arrependida de ter parado de ir à escola, não tinha como voltar no tempo e tomar outras decisões; por isso, e por querer continuar com o clima agradável, manteve um sorriso no rosto — Mas estou confiante! Vou dar o melhor de mim para sairmos da boate. 

— Então estão mesmo em um relacionamento sério? — a Kim se conteve para não alargar o sorriso ainda mais, e alisou os dedos da prostituta, em um terno carinho — Estou tão feliz por você! 

— Estamos! — exclamou empolgada — Até parece um sonho, sabe? — o olhar da prostituta se perdeu em meio ao nada, e de forma involuntária, suspirou. A expressão estava tão serena, que quem não a conhecesse, poderia deduzir que sua vida era completamente calma, e sem grandes obstáculos. 

— Passou da hora do seu pesadelo acabar! — Yerim exclamou e diminuiu o tom de voz para completar o raciocínio — Aliás, eu sempre soube que era lésbica.

A gargalhada de Joohyun se espalhou pelo quarto, e a Kim a acompanhou. Milhares de questionamentos passavam pela mente da prostituta, assim como Yerim tinha os próprios. A curiosidade obviamente se fazia presente, tinham assuntos a tratar, e principalmente, pontos a esclarecer. Mas não naquele momento. Não quando estavam tão felizes apenas pelo fato da cirurgia ter ido tão bem. Dialogar sobre o namoro da Bae era muito mais viável do que comentar sobre qualquer melancolia. 

Quando Sooyoung chegou na porta do quarto, o clima leve foi levado pela temida melancolia. O rosto da mulher estava coberto por lágrimas, como se tivesse sido banhado por uma intensa chuva. Embora um sorriso estivesse presente, era possível notar um resíduo de tristeza presente dentro da loira — Y-Yerim! — a voz chorosa apenas confirmou a suposição feita por Joohyun e a mais nova.

Joohyun sorriu para a Kim, como se dissesse "está tudo bem". Yerim entendeu a mensagem, sempre entenderia. Não era preciso se comunicar com a prostituta usando palavras, não quando se conheciam tão bem e eram tão próximas. Se afastou da cama, e caminhou até a porta, para ajudar Sooyoung a caminhar. Mesmo que as muletas estivessem ali, a loira ainda não se acostumura com os novos objetos. 

A prostituta as deixou sozinhas, para que tivesse privacidade e encontrou a Kang na recepção. A morena conversava com alguém, e pelo tom de voz baixo e expressão, Joohyun deduziu quem fosse. Por um momento, sua felicidade se virou para ódio. Agora poderia sentir ciúmes, ganhara tal direito no instante em que Seulgi a pediu em namoro. Mas se conteve. Confiava na Kang, a confiança era mais do que o suficiente para ouvir suas palavras antes de armar qualquer discussão. 

Se aproximou da mais alta, e tocou o ombro da morena, para que sua presença fosse notada. Seulgi se despediu da pessoa com quem falava, e ergueu-se — Demorei? — a prostituta questionou.

— Não, pensei até que ficaria lá por mais tempo — respondeu — Ela te contou quem a machucou? — quis saber. A primeira pergunta que lhe veio na mente fora outra: "Ela está bem?". Mas pensou melhor. Não tinha sentido perguntar algo assim, já sabia a resposta. Fisicamente, Yerim poderia estar cheia de machucados, poderia até mesmo demorar para se recuperar completamente, no entanto, estava bem, considerando tudo o que lhe acontecera. Emocionalmente era nítido que não. Quem ficaria bem depois de ter sido agredida por colegas da escola? 

— Não conversamos sobre isso — Joohyun começou a andar até a atendente, e se certificou de que Seulgi a acompanhava ao lado antes de prosseguir — Precisarei ir com calma. Acho que seria melhor abordar o assunto quando ela estivesse recuperada. 

A morena respondeu com um breve "concordo", e assim que chegaram no balcão, Joohyun questionou sobre a alta de Yerim — Ela poderá ir para casa hoje — informou a funcionária.

 

×××

 

— Vocês podem ficar no meu apartamento, Bae — Seulgi comentou. Seu tom de voz era casual, tão casual e tranquilo que Joohyun estranhou, parecia forçado — Amanhã eu pego as roupas na boate. Não precisamos ir agora. 

A prostituta suspirou, e contou até dez em sua mente. Seulgi conseguia ser realmente teimosa quando queria. Já tinha perdido as contas de quantas vezes a mesma proposta fora feita, tantas que nem mesmo contar os números estava ajudando a Bae a relevar tal coisa — Seulgi...— deu uma pausa proposital para aveludar o timbre e massageou as têmporas, em uma tentativa falha de relaxar — Vamos ficar bem na casa da Sooyoung — garantiu à morena — Além disso, eu quero procurar um emprego amanhã mesmo, você sabe. 

Seulgi suspirou derrotada, e estacionou o veículo próximo a boate. Retirou o cinto, e esperou que a prostituta fizesse o mesmo. Quando viu a ação ser feita, abriu a porta e trancou o carro. Estendeu uma das mãos, para que Joohyun pudesse a pegar, e riu quando a mulher a encarou confusa — Está com medo que nos vejam andar de mãos dadas? — questionou. 

— N-Não é isso — a Bae se xingou mentalmente por ter gaguejado e prosseguiu — É que...não costumamos andar assim, sabe? Com essa proximidade toda.

A mais alta sorriu. Em sua mente, nada lhe parecia mais adorável do que ver Joohyun assim, tão sem graça. Não conseguia se quer pensar em alguém mais fofa do que a mais velha — É diferente agora — explicou. Seus dedos encontraram os da Bae, e se apertaram ali. A forma delicada como o contato foi feito foi tanta, que a prostituta se derreteu internamente — Você é a minha namorada! Quero que se sinta uma verdadeira princesa — a destra da Kang conduziu a alheia até os próprios lábios, e ali, depositou um selar terno — A minha princesa. Quero te tratar da forma que eu sempre quis, e que você merece. 

Os olhos de Joohyun coçaram para empurrar as teimosas lágrima para fora. Porém por sorte, seu sorriso foi mais rápido e se abriu como nunca se abrira antes. Estava radiante, completamente diferente de todos os sorrisos que tinha dado até então. Era uma das poucas — se não primeira — vez que sorria com tanto gosto e felicidade depois que entrara na vida da prostituição. A Bae estava feliz, verdadeiramente feliz. Mesmo que tivesse o mundo em cima de si, e várias coisas a resolver, a partir do momento em que Seulgi se dispôs a lhe estender a mão — não por piedade, como a Bae costumava pensar — para estar consigo, ao seu lado, a prostituta se permitiu ter uma nova perspectiva da vida. 

Uma vida em que não estaria mais tão sozinha, porque além de Yerim e suas amigas, agora sua namorada estava consigo — No meu coração, você tomou o lugar do príncipe — Joohyun brincou e apertou os dedos da morena — Eu vou retribuir tudo que fizer por mim. 

Seulgi se aproveitou de ter a mão da mais velha completamente envolvida a sua, e a puxou para si. Quando o corpo magro e delicado se teve em frente ao seu, selou a testa de Joohyun delicadamente. O contato era tão delicado e doce que fez o coração da mais baixa acelerar. As borboletas que nunca acordaram em sua adolescência agora pareciam preencher cada mínimo espaço de si com calorosos sentimentos. A primavera aflorava em seu estômago, e cada pétala da estação deixava ali uma sensação peculiar. 

A sensação de saber que era correspondida. 

Caminharam até o portão principal da boate, e Joohyun se surpreendeu ao ver a enorme fila presente ali. Pessoas de todos os tipos esperavam para entrar no estabelecimento. Algumas mais bem vestidas que outras, umas acompanhadas, outras sozinhas. O que todas tinham em comum era a ansiedade, que de tão grande, estava estampada no rosto de cada um. Por ser funcionária, a prostituta simplesmente passou pelo segurança junto a Seulgi. 

Comentários de mau gosto foram ouvidos pelas duas, e ignorados. Não tinham motivo para dar atenção a ninguém ali. Coisas como: "Quero contratar as duas hoje!", ou "quanto é a hora?" não as ofenderia. Não quando Seulgi tinha consciência da condição de Joohyun como prostituta. Sabia perfeitamente o quanto a mulher abominava o trabalho que exercia. Era nítido que a Bae desejava sair do mundo podre que entrara. 

Subiram as escadas do prostibulo as pressas, e quando chegaram no quarto, Joohyun logo tratou de fechar a porta. Puxou uma mala que estava embaixo da cama, abriu o zíper e passou o objeto à Seulgi — Ali estão as roupas da Yerim — apontou para um determinado local — No meio tem uma pasta com todos os documentos dela — explicou — Coloca dentro da mala também.

A Kang concordou com a cabeça, e começou a dobrar — de forma desajeitada — as peças. Detestava não ser jeitosa para essas coisas. Joohyun por outro lado, era tão organizava que causava uma certa pontada de inveja na namorada. 

— Por que tenho a sensação de que não está me contando alguma coisa? 

Joohyun que até então apenas organizava as vestes, fitou Seulgi. A mais nova estava certa, procurar por um emprego não era o único motivo pelo qual Joohyun queria tirar suas coisas da boate as pressas. A questão no entanto era se deveria ou não comentar com a Kang. Embora não estivesse acostumada a desabafar, agora tinha que ser diferente, afinal a morena expôs parte dos problemas que tinha com a família e Joohyun continuava a ser um mistério. 

Concluiu que seria melhor ser sincera, e lhe dizer a verdade. Seu namoro só daria certo assim — A senhora Kim ameaçou levar Yerim para casa a força — respondeu com a voz claramente carregada de desgosto — E essa...mulher a expulsou de casa assim que soube da sexualidade dela. 

— Que coisa horrível de se fazer com a própria filha...— Seulgi suspirou baixo, e fitou a namorada, como se procurasse nela um autocontrole. Não poderia se deixar levar pelas próprias lembranças — Mas por que não pode ficar na minha casa? 

— A Jéssica tem seu endereço. Seria o primeiro lugar que iriam procurar — argumentou — Além disso, eu prometi para Sooyoung que ficaríamos lá. Tenho assuntos a debater com ela.

— Hm...— a morena concordou com a cabeça, e voltou a dobrar as roupas — É, faz sentido. Já sabe o que vai fazer em relação a escola?

— Vou processar — a Bae deu um sorriso triste e retirou as madeixas falsas. Ajeitou os fios dentro do compartimento transparente e a ajeitou na mala — Se ela tivesse me contado, eu teria a tirado de lá o mais rápido possível. 

— Não vê que faz a mesma coisa, Bae? — Seulgi disse com a voz magoada — Está sempre escondendo os próprios sentimentos de todos, inclusive de mim. 

O sentimento de culpa atingiu a mais baixa. Odiava saber que Seulgi estava certa. Odiava mais ainda a si mesma por ter dificuldade em se expressar, mas desejava mudar isso, precisava — Tentarei me abrir mais, prometo. 

A Kang sorriu ao ouvir a resposta da prostituta — Eu estarei com você, não precisa aguentar nada sozinha. Serei o seu apoio. 

 

×××

 

— Amanhã vou começar a procurar um emprego também. Estou farta do Kyuhyun e preciso pagar as despesas do hospital — Seulgi comentou enquanto alisava os fios de Joohyun — Espero que consiga achar algo melhor que o seu trabalho atual logo. 

— Vamos conseguir — a Bae respondeu, e lhe ofereceu um sorriso confiante. Acreditava que aquela era uma nova fase de sua vida, uma fase onde teria finalmente sua esperada felicidade — Mas ainda não entendi direito. O Kyuhyun do nada te ofereceu um acordo dizendo que só precisava fingir ser namorada dele?

— Sim — a Kang concordou — Pelo que entendi, ele precisava ter um relacionamento para conseguir tomar posse da empresa do pai dele.

— Empresa do que? — a sobrancelha da mais velha se ergueu. Estava curiosa quanto a isso, mesmo que não fosse de sua conta ou se quer lhe afetasse em algo. 

— De entretenimento — explicou — Não sei o motivo dele ter seguido a carreira como ortopedista se queria viver como empresário. Enfim, não vamos mais falar dele. Por que acha que quem machucou Yerim quis te conhece e quis te atingir? — questionou.

— Encontraram um bilhete na roupa dela dizendo que eu era a próxima — passou os braços pelo pescoço de Seulgi, e a abraçou como pode, afinal a diferença de altura era considerável — E estava escrito Baechu. Só quem me conheceria iria se referir a mim dessa maneira.

— Isso é realmente estranho — a Kang concordou — Com certeza não foi um simples acaso. 



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