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História Cada um de nós é um universo - Capítulo 1


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Notas do Autor


oi majuju, como está você? bom,,,,,, depois de tanto enrolar, enfim pude terminar essa estória super bobinha e simples, depois de tanto apagar e escrever de novo aisjsuhs
eu espero que você goste, é o mínimo que posso fazer por tudo que anda fazendo por mim :(

Capítulo 1 - Único.


E, pela última vez naquela semana, Jeongin chegou em casa após a meia-noite; praticamente chutou suas coisas para o cantinho da sala e jogou-se no sofá, fechando os olhos ao sentir suas costas relaxarem no estofado.

Quase chorou ao fazer uma reprise do seu dia: se atrasou ao sair de casa para trabalhar e, quando enfim chegou na empresa de jogos, acabou tendo um copo de café manchando seu terno; seu chefe brigou consigo ao errar uma mínima coisa; não comeu nada por estar praticamente atrasado para a faculdade e, antes de entrar em sua casa, tomou chuva ao se esquecer do seu guarda-chuva na empresa.

Levantou-se e foi até seu quarto, tirando a roupa manchada e a deixando no cesto de roupas sujas no banheiro, onde tomou um longo banho. Teria que sair de casa aquela hora para comprar alguma coisa e comer, então se apressou e logo estava fora de casa, dessa vez com um guarda-chuva, e com roupas quentes. 

Seguiu para a loja de conveniência que tinha a umas duas ruas da sua, o que poderia ser meio perigoso, isso se topasse com alguém de coração ruim. Por sorte, teve que correr pela chuva ter ficado mais forte e não se preocupou com alguém o seguindo. Apenas chegou na lojinha, abrindo a porta de vidro e sentindo um ar quente ficar em conflito com o ar gelado.

Havia apenas ele ali devido ao horário, isso sem contar o garoto que estava no caixa, um grande conhecido seu.

Jeong, o que faz aqui tão tarde? ─ Minho questionou assim que o mais novo entrou no estabelecimento. 

Quando pegou alguns pacotes de macarrão instantâneo e refrigerante e colocou em cima do balcão do caixa, pôde suspirar.

O trabalho está… um tanto difícil.  Acho que não estou conseguindo lidar com ele e com a faculdade. 

As olheiras de Jeongin denunciavam o quão cansado estava, mesmo confessando para si mesmo que estava tudo bem e que não deveria se preocupar. 

Minho ia responder, porém a porta de vidro se abriu, tocando o sininho de entrada. Era um rapaz trajado de preto, dos pés a cabeça. Estava todo molhado pela chuva e protegia um cachorrinho embaixo de seus braços.

Quando viu Jeongin e Minho o encarando, ele desviou o olhar, meio envergonhado por ter molhado a entrada da loja.

Oh, boa noite. ─ Minho fez seu papel de funcionário, passando as compras de Jeongin. ─ Aqui, cinco mil wons, Jeong.

O Yang o pagou, segurando a sacola com as compras e, sorrindo para o Lee, saiu da loja, parando ao ver a tempestade. Mesmo de guarda-chuva, não quis arriscar ir com aquele temporal, afinal, não dava para enxergar nada pela neblina e poderia cair em algum buraco por ali. 

Não soube quanto tempo se passou, só reparou que estava ali há minutos quando o mesmo garoto que entrou ensopado na loja saiu dela, com uma sacolinha em mãos.

Jeongin encarou ele e seu cachorrinho; ambos tremiam de frio e Jeongin não saberia dizer se estavam voltando para casa ou correndo dela, já que o garoto tinha alguns machucados pelo rosto e suas roupas não eram adequadas para aquele tempo. 

Percebeu que estava o encarando quando o viu avançar para a chuva, porém, colocou o guarda-chuva em cima de sua cabeça, automaticamente. O rapaz estancou no lugar e encarou o acastanhado, ficando o olhando por um tempo.  

Você está bem? ─ o Yang perguntou ao reparar que o garoto não se mexia. 

Não questionou no sentido físico, já que era óbvio o frio que o garoto estava passando, e sim no sentido emocional.

S-sim… eu acho. ─ a voz baixa do garoto denunciou o choro que havia engolido. Jeongin sentiu uma sensação quente no lado esquerdo de seu peito. 

Está indo 'pra sua casa? 

O desconhecido o encarou, sem demora, seus olhos se encheram d'água e ele se segurou muito para não chorar novamente. Negou com a cabeça segundos depois.

Jeongin logo sacou.

Você não tem 'pra onde ir, não é? ─ perguntou baixinho, ainda segurando o guarda-chuva para proteger o menino. Mordeu os lábios ao vê-lo negar com a cabeça novamente.

 Jeongin pensou por um tempo. O garoto estava machucado, não tinha roupas adequadas para o tempo frio e seu cachorrinho estava sendo protegido por sua camisa. Provavelmente havia sido expulso de casa, já que a pergunta feita anteriormente mexeu consigo. 

Jeongin tem um coração bom e, definitivamente,  não ia deixar o garoto sozinho, passando frio e fome na rua. Ele também não parecia ser ruim; só estava psicologicamente abalado.

Segure o guarda-chuva, por favor. Espere aqui, rapidinho. Eu já volto. ─ ditou, rapidamente, vendo o garoto segurar o objeto e olhá-lo curioso. 

Voltou para dentro da loja, notando o olhar de Minho sobre si. Foi andando rapidamente por alguns corredores, segurando uma cestinha em mãos. Pegava coisas para fazer alguma comida para o menino desconhecido, afinal, não tinha nada em sua casa. Pela manhã planejava ir até o supermercado.

Pagou Minho rapidamente, alegando que explicaria tudo depois, quando tivesse tempo e estivesse mais calmo. Apenas segurou as compras em uma única mão e saiu da loja, sorrindo fraquinho ao vê-lo ainda ali. 

Olha… comprei comida e pretendo fazer à você. Juro que não irei te matar nem nada do tipo, você é bem maior que eu. ─ riu, feliz ao ver o menino dar uma risada baixinha. ─ Não posso te deixar na rua nesse horário, posso te levar 'pra minha casa? 

O garoto ficou surpreso, sem reação ao pedido. Não esperava encontrar uma alma boa depois do que passou em sua casa.

Muito obrigado. ─ foi tudo o que conseguiu dizer, sinceramente. 

Jeongin sorriu para si, pronto para ir até sua casa. Porém, logo parou e percebeu um mínimo detalhe. 

Toma. ─ tirou sua jaqueta e a entregou para o garoto. Estava com uma blusa de mangas compridas, então não se importou em dar a veste para o garoto. ─ Você está tremendo. Aceite. 

E, com a ajuda de Jeongin para segurar o cachorrinho e o guarda-chuva, o garoto conseguiu colocar a jaqueta, a qual ficou na medida certa em si. 

Juntos, passaram a caminhar em um silêncio confortante. Jeongin carregava as compras e o guarda-chuva, enquanto o outro garoto protegia o filhote do frio. Não conversaram nada no caminho, já que a chuva estava bem forte, tanto que até Jeongin nem percebeu ter chegado em sua casa.

Entraram na residência, secando-se no hall de entrada. O garoto ficou meio acanhado, mas Jeongin tratou de puxá-lo até seu quarto, pouco se importando com a molhadeira que faziam. 

Juntou uma muda de roupas quentes para o outro e entregou para si, que deu seu cachorrinho para que Jeongin cuidasse.

Leve o tempo que quiser no banho, enquanto isso, vou ver se tenho ração 'pra dar ao seu cachorrinho. 

Eu não tenho nem como te agradecer. ─ suspirou, coçando a nuca envergonhado. ─ Aliás, eu fui até a lojinha para gastar meus últimos wons num saco de ração para Kkami…

Jeongin admirou-se com o quão atencioso era o menino. Mesmo com frio e fome, não ligou em comprar ração para seu cachorrinho. 

Me dizendo seu nome já é o bastante. ─ sorriu.  

Até esqueci disso… ─ riram juntos, construindo um clima confortável. ─ Me chamo Hwang Hyunjin.

Jeongin ficou maravilhado com o sorriso de Hyunjin, logo retribuindo o sorriso e começando a fazer um carinho nos pelos de Kkami. 

E eu sou Yang Jeongin. 

E, após terem feito as devidas apresentações, Jeongin saiu de seu quarto para dar a ração a Kkami e poder preparar algo para ambos comerem. 

×

Era três horas da manhã quando os dois terminaram de comer. Hyunjin não deixava de agradecer Jeongin pelo gesto bondoso de o acolher mesmo sem conhecê-lo e, Jeongin, como forma de pedir o agradecimento, questionou sobre o porquê Hyunjin estava fora de casa.

Descobriu que o pai o expulsou de casa após perder a mãe. Hyunjin sempre apanhou do pai quando este chegava bêbado em casa e, para defender a própria mãe, se colocava a frente para defendê-la. Por azar, a progenitora do rapaz acabou falecendo por uma doença nos últimos dias, o que fez Jeongin querer cuidar de Hyunjin mais ainda.

Quando terminou de contar o que aconteceu, Hyunjin se pôs a chorar, sendo rapidamente abraçado por Jeongin para lhe dar um ombro amigo.

Ei, você não precisa voltar para sua antiga casa e nem continuar a viver numa prisão como era antes! Você tem uma nova casa, um novo amigo e uma nova vida para começar. ─ Jeongin secou as lágrimas de Hyunjin com seus polegares, sorrindo gentil para si. Como estavam sentados no chão da sala de estar, Kkami veio pulando até seu dono e se deitou em seu colo. ─ E também um filho para cuidar. A partir de hoje, irei estar te apoiando e te protegendo de tudo, ok? Você sempre poderá contar comigo até para coisas bestas...

Hyunjin sorriu, acariciando Kkami enquanto encarava Jeongin. 

Sabe, quando minha mãe morreu, pedi à ela que me enviasse um anjo para cuidar de mim enquanto estivesse preso ao meu pai, e acho que é por isso que nossos caminhos se cruzaram. ─ Hyunjin comentou, tomando a liberdade de entrelaçar sua mão com a de Jeongin. ─ Eu cheguei até a pensar em desistir. 

O Yang, perdido em pensamentos, abraçou o Hwang de lado, dando um ombro amigo para ele chorar. 

Eu costumo dizer que cada um de nós é um universo… ─ o menor começou, segurando o rosto de Hyunjin com as mãos.  ─ Você tem seus próprios planetas, suas luas, suas estrelas, Hyun, então não deixe de viver sua vida nunca, nem pelo seu pai, nem por ninguém. Você precisa continuar sorrindo para que seu próprio sol nasça, precisa continuar olhando a si mesmo para que seus olhos, onde estrelas estão presentes, brilhem. Precisa viver para que seu universo continue se expandindo e conhecendo novas histórias. 

Era claro o quão rápido haviam criado um laço forte e um mundinho apenas deles. Hyunjin não teve vergonha em abraçar fortemente Jeongin e, no meio do ato, poder sussurrar para si o primeiro de muitos atos e palavras carinhosas e de agradecimento, as quais, com o tempo, virariam palavras de amor e carinho.

Espero que o meu universo continue se expandindo para que eu ainda possa conhecer o seu próprio. Quem sabe assim eu conheça o lado bom da vida, com você,  Innie.


Notas Finais


foi isso kkjjsdjksd

amo muito você e sempre estarei aqui por ti, hm?

[obrigada @stanproduce pela capa :((]


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