História Caelenebris - Evaporação - Capítulo 54


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Categorias Histórias Originais
Visualizações 22
Palavras 2.508
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Luta, Magia, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência
Avisos: Álcool, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Adivinha quem tomou vergonha na cara e voltou??? Isso mesmo: euuuu
Não vou nem perder meu tempo explicando, até porque foi a falta dele que me fez demorar, masss eu já quero deixar minhas sinceras desculpas e avisar que vou dar meu máximo pra voltar a postar semanalmente.
De qualquer forma, as férias estão chegando e eu vou poder encher o saco de vocês com milhões de notificações logo logo 😁
Um capítulo bem fofinho pra me redimir ❤

Capítulo 54 - Esse Serzinho Sabe Das Coisas


Se eu sabia o que estava fazendo? Absolutamente não. Se fazia alguma diferença? Também não.

Meu coração disparou um segundo antes que eu decidisse acabar com o espaço entre nós. Assim que juntei nossos lábios, Nate levou uma das mãos ao meu rosto, afastando o cabelo dali e prendendo a mecha atrás da orelha. Em seguida, ele desceu a mão por minhas costas, parando em minha cintura. Correspondi levando as minhas mãos ao cabelo dele e como resposta senti uma leve pressão logo acima do quadril.

Ele aprofundou o beijo, me permitindo sentir o sabor suave de menta por sua boca e imaginar como diabos um ser conseguia ter hálito de menta em plena madrugada.

Ele subiu uma das mãos para o meu cabelo, puxando de leve ali e me arrancando um suspiro. Senti que meu coração poderia parar a qualquer instante enquanto Nathaniel brincava com minha boca e distribuía carícias pelas minhas costas.

Mais alguns momentos e fomos obrigados a nós separar pela falta de ar, ofegantes. Meus pulmões reclamavam, meu corpo parecia em chamas e eu não tinha dúvidas de que meu rosto estava vermelho como um pimentão.

Desviei o olhar para baixo, ao mesmo tempo em que ele fez o mesmo.

O silêncio estava começando a ficar desconfortável e eu estava prestes a quebrá-lo quando ouvi passos apressados seguidos de uma voz conhecida.

- Kate? – Os passos se aproximaram e eu não respondi, xingando mentalmente ao perceber que estava ferrada. – Merda, Katherine! – Ouvi a voz de Jason de atrás do banco. – Eu... eu achei que tivesse acontecido alguma coisa, que droga. – Ouvi ele respirar fundo e me virei para trás. – Nathaniel, você perdeu o juízo? – Ele voltou a se irritar e por um segundo, sabe-se lá porquê, eu gelei pensando que ele talvez tivesse presenciado a cena anterior. – Tá chovendo aqui fora, ela estava com febre, você sabe! – Relaxei instantaneamente ao perceber que não se tratava daquilo.

- Ei, cara, calma. – Nate levantou as mãos como se estivesse se rendendo quando virou para trás. – Começou agora, a gente nem tinha percebido.

- Com você depois eu converso. – Jason lançou um olhar irritado para Nate e se voltou para mim. – Levanta, Kate.

- Jason, para com isso... – Reclamei, começando a sentir um pingos de chuva engrossarem. – Eu tô bem.

Nate parecia que ia dizer alguma coisa, mas Jason lhe lançou outro olhar, dessa vez ainda mais autoritário e ele se calou.

Jason voltou a me encarar e cruzou os braços, esperando. Bufei e resolvi fazer o que ele tinha pedido, mas não sem antes revirar os olhos.

Levantei, me sentindo meio tonta, mas não falei nada, se não ia levar mais esporro ainda.

- Vai indo de volta pro quarto. – Jason pediu. – Tem água do lado da cama. – Ele acrescentou, mais calmo.

Assenti e andei até ele antes de seguir meu caminho de volta para a enfermaria, me aproximando o suficiente para sussurrar em seu ouvido.

- Pega leve com ele, eu precisava me distrair um pouco, tá tudo bem. – Falei baixinho.

Ele continuou a me olhar sério e eu dei de ombros, continuando em direção à janela que tínhamos deixado aberta.

Mal deram tempo para que eu me afastasse e já começaram a discussão. Minha mente parecia saber que o melhor para mim era não escutar nada daquilo, porque me distraiu de tal forma que realmente não ouvi nada do que disseram.

Não vou negar, tive um pouco de dificuldade de pular janela, me sentia meio fraca, mas no final deu tudo certo.

Já dentro do quarto, tomei a água do copo que estava mesmo ao lado da cama e me deitei, pela primeira vez na noite me tocando do quão frio estava.

Graças aos céus eu estava suficientemente longe da confusão e não ouvia o que diziam.

Fechei os olhos e tentei pegar no sono, mas foi mais difícil que de costume. As cenas dos dois incêndios rondavam minha mente de forma que eu achei que fosse enlouquecer antes de adormecer.

Felizmente ou infelizmente, Jason apareceu antes. Não que eu tivesse notado de imediato, porque não notei, mas senti o colchão afundar um pouco do outro lado e foi o suficiente, ainda que eu não tivesse aberto os olhos.

Nenhum de nós disse nada, apesar de ter certeza que ele sabia que eu estava acordada. Não sei quanto tempo se passou, mas o silêncio estava desconfortável e assim permaneceu até que eu conseguisse dormir.

***

- Ei, ei, tá tudo bem, acorda... – Ouvi Jason dizer por trás dos meus ombros ao mesmo tempo em que acordei, arfando.

Minha respiração estava totalmente desregulada e, enquanto eu me sentava na cama, me dei conta de que estava chorando. Respirei fundo algumas vezes, olhando em volta até obrigar meu cérebro a acreditar que nada estava pegando fogo e tinha sido só um pesadelo.

- Melhor? – Jason perguntou, preocupado, enquanto levava a mão até minha testa para verificar a temperatura, sem perguntar nada sobre meu surto anterior.

- Acho que sim. – Suspirei, tentando me distrair do sonho.

- Você tá quente, melhor tomar remédio pra não piorar. – Ele não esperou que eu respondesse e levantou para buscar o bendito comprimido na gaveta do criado-mudo, junto com o restante da água ao lado da cama.

Engoli o remédio, mesmo a contragosto, e me encolhi de volta nas cobertas, observando Jason se deitar de novo em seguida.

Olhando pela janela, ainda estava escuro, o que significava que eu provavelmente tinha dormido apenas alguns minutos.

Ouvi a respiração de Jason se regular ao meu lado e tentei pegar no sono novamente por mais algum tempo, mas toda vez que eu fechava os olhos aquelas lembranças tomavam conta da minha cabeça e era como se eu tivesse três anos de idade de novo.

As lágrimas que começaram a escorrer pelos meus olhos não pediram permissão e logo meu rosto estava todo encharcado. Os calafrios que se seguiram completaram o quadro de impotência em relação àquelas lembranças e sensações.

Eu provavelmente não estava em condições de disfarçar o choro naquele momento, já que segundos depois Jason me abraçou por trás e beijou minha bochecha, como se dissesse que estava tudo bem.

Me virei de frente para ele, tentando conter os soluços.

- Desculpa, eu te acordei, de novo. – Me desculpei, sem graça.

Ele revirou os olhos e ignorou minha conclusão.

- Eu fiz alguma coisa? – Ele perguntou, preocupado.

Por um segundo eu tive vontade de rir. Era engraçado que ele não fizesse ideia do motivo pelo qual eu me encontrava naquele estado. E era fofo que ele se preocupasse com a possibilidade de ser ele a razão.

Mas foi realmente só um segundo, já que no seguinte as lembranças voltaram para me incomodar.

- O fogo... – Eu comecei a explicar, mas ele me cortou.

- Droga, desculpa, eu sei. – Ele se repreendeu por não ter percebido antes. – Sinto muito, loirinha. – Ele colocou meu cabelo atrás da orelha.

- Tudo bem, tem muito tempo desde a última vez. – Me esforcei para lhe dar um meio sorriso.

- Eu ia te perguntar se estava tudo bem quanto à isso, mas eu me estressei com o sem noção do Nathaniel e... – Foi a minha vez de interromper.

- Por falar nisso, o que foi aquilo? – Juro que tentei ficar brava novamente, mas não deu muito certo.

- Eu que pergunto. – Devolveu ele. – Madrugada, frio, você passando mal... – Ele começou a listar os fatores desfavoráveis à minha escapada pela janela e eu novamente interrompi.

- Qual é, Meyer, você não é exatamente um exemplo de responsabilidade...

- Quando se trata de você, sim. – Ele rebateu.

- Falou o cara que me levou pro telhado do hospital. – Argumentei.

- A questão é: eu sei o que eu faço, você e o Nate não. – Continuou ele.

- A questão é: ciúmes. De novo. – Concluí, sorrindo vitoriosamente.

- Na verdade, não importa a questão, porque eu te fiz rir em menos de dois minutos de conversa e você parecia estar chorando quando encontrei você e o Nate lá fora. Então podemos concluir que não tem necessidade de sair de madrugada com Nathaniel para se distrair. – Foi a vez dele de sorrir.

Idiota, eu estava realmente sorrindo sem perceber.

- Na próxima vez a gente te chama, pode deixar. – Teimei, lhe lançando uma piscadinha em seguida.

Secretamente me perguntei se a reação dele seria a mesma caso ele soubesse do beijo. Não que eu fosse contar para descobrir, eu ainda não sabia exatamente o que pensar quanto àquilo.

Ele revirou os olhos de novo, mas não disse nada.

- Sabe da Beatrice? – De repente a pergunta me ocorreu.

- Não e nem quero. – Respondeu ele.

- Nossa, que evolução. – Brinquei.

- Um serzinho irritante me fez perceber que não é com a Rosalina que o Romeu termina. – Ele disse.

- Esse serzinho sabe das coisas. – Brinquei para acabarmos os dois rindo em seguida.

- Você deveria tentar dormir de novo. – Sugeriu ele. – Se você acordar, eu vou estar aqui. Amanhã vai ser cansativo. – Ele pareceu refletir e depois concertou. – Quer dizer, hoje.

Refleti por um momento e então me lembrei de algo que havia acontecido já fazia um tempo.

- Tudo bem. – Concordei. – Mas você me deve uma música, lembra?

Ele pareceu confuso inicialmente, mas depois pareceu entender. Eu me referia ao hospital, quando finalizamos a briga com a condição de que ele cantasse para mim. O que ainda não tinha acontecido.

- Droga, pensei que você tivesse esquecido. – Lamentou ele de brincadeira. – O que você quer?

- O que você quiser cantar pra mim. – Dei de ombros.

Ele pareceu pensar por um momento enquanto me olhava nos olhos, depois sorriu para o nada e começou:

- Talk to me softly

There's something in your eyes

Don't hang your head in sorrow

And, please, don't cry

Um sorriso escapou de meus lábios involuntariamente quando percebi que se tratava de Don´t Cry, do Guns. Eu me atrevia a dizer que era minha música favorita. E, de alguma forma, eu estava descobrindo que conseguia gostar ainda mais dela na voz de Jason.

- I know how you feel inside

I've been there before

Something is changing inside you

And don't you know

Ele encarou o teto do quarto enquanto cantava baixinho e eu, timidamente, me aproximei um pouco mais, quase involuntariamente. Ele sorriu meio de lado e me puxou definitivamente para perto. Escondi o rosto na curva de seu pescoço sem pensar muito no que estava fazendo, caso contrário, me repreenderia até o inferno. Quase que imediatamente seu cheiro fez o caminho até o meu cérebro e eu me peguei pensando no quão bom aquilo era. Era levemente amadeirado, mas não chegava nem perto das fragrâncias de perfumes masculinos. Era mais como se ele viesse usando um por tanto tempo que agora o tivesse incorporado em proporções bem menores. O que era simplesmente perfeito.

- Don't you cry tonight

I still love you, baby

Don't you cry tonight

Uma de suas mãos foi parar em meu cabelo, fazendo carinho ali enquanto eu fechava os olhos e praticamente absorvia cada verso cantado.

- Don't you cry tonight

There's a heaven above you, baby

And don't you cry tonight

Ele continuou, com a voz rouca, como alguém que acabou de acordar e, puta merda, eu poderia morrer naquele momento. Por um segundo, me vejo aleatoriamente à cabeça o fato de que Jason tinha conseguido ferrar minha cabeça tanto quanto Nate naquele beijo, a diferença era que ele não estava nem tentando, o que era completamente insano.

Que merda está acontecendo com você, Katherine? Me repreendi mentalmente. Eu provavelmente estava começando a surtar. Ele é meu melhor amigo, só isso. 

- Give me a whisper

And give me a sign

Give me a kiss before

You tell me goodbye

Confesso que estaria mentindo se dissesse que aquela estrofe não acabou comigo. A forma como cantou as palavras meio sussurradas, somadas à rouquidão, o fato de estar praticamente cantando ao meu ouvido e ter descido a mão para a minha nuca fez minha temperatura corporal aumentar uns quarenta graus. Droga, droga, droga.

- Don't you take it so hard now

And, please, don't take it so bad

I'll still be thinking of you

And the times we had, baby

Como esperado, sua voz falhou da melhor forma possível na prolongação do último verso. Àquela altura eu tinha quase certeza que ele podia ouvir meus batimentos cardíacos, mas eu estava suficientemente fora de mim para não me importar.

Okay, esse desgraçado me paga. O que tem de errado comigo? Isso definitivamente não devia estar acontecendo.

- Don't you cry tonight

Don't you cry tonight

Don't you cry tonight

There's a heaven above you, baby

And don't you cry tonight

Chegava a ser ridícula de tão patética a facilidade que ele tinha de fazer meu coração acelerar. Eu não fazia a menor ideia de que diabos tinha de errado com a minha cabeça. E também não fazia ideia de por que diabos sua voz, seu cheiro, sua mão brincando com meu cabelo e qualquer outra besteira relacionada àquele momento parecia tão certo. Talvez eu esteja passando mal. Considerei.

- And, please, remember

That I never lied

And, please, remember

How I felt inside now, honey

Desisti de tentar entender. Talvez, pelo menos daquela vez, eu devesse dizer a mim mesma que não importava o que estava acontecendo. Eu me sentia bem e não tinha nada de errado naquilo. Ele só está cuidando de mim, que nem a gente sempre fez.

- You gotta make it your own way

But you'll be alright now, sugar

You'll feel better tomorrow

Come the morning light now, baby

Respirei fundo, sentindo seus dedos fazendo carinho na minha cabeça e ouvindo sua voz sussurrar minha música favorita. Eu me sentia completamente segura ali e incrivelmente confortável, apesar de sentir meu corpo em chamas e o coração disparar aleatoriamente. Pela primeira vez, até minha parte racional parou de tentar entender alguma coisa. No dia seguinte eu tinha certeza que eu riria da minha cara por estar inventando essas paranóias.

- Don't you cry tonight

Don't you cry tonight

Don't you cry tonight

There's a heaven above you, baby

Ele foi abaixando o tom de voz cada vez mais e eu fui relaxando simultaneamente. Suas mãos desceram para as minhas costas, desenhando coisas aleatórias por cima da minha blusa.

- Don't you cry, don't you ever cry

Don't you cry tonight

Baby, maybe someday

Don't you cry, don't you ever cry

Don't you cry tonight

Aproveitei os últimos segundos da última estrofe e só então voltei a me tocar que eu ainda estava extremamente cansada. Bem, era isso que acontecia quando se acordava no meio da madrugada por causa de pesadelos reais de mais, nenhuma novidade.

Jason parou as carícias nas minhas costas e passou um de seus braços ao meu redor, – eu poderia apostar que por impulso, - enquanto subia a outra mão para voltar a fazer carinho no meu cabelo. Eu já sentia minha consciência indo embora enquanto minha mente pesava e então eu apaguei, mais leve que nas últimas vezes.


Notas Finais


Então, né... KATHERINE, MIGA SUA LOKA, SE DECIDE 😂😂😂
Tô só aqui pensando na reação do Jason se algum dia ele souber desse beijo 💭😂😂
Desculpa ae, não sou muito boa escrevendo essas coisas fofinhas, mas eu juro que tô tentando! 😂
Ah, Don't Cry é minha fav mesmo, super recomendo vocês ouvirem, tá?
Eu realmente não sei se esse capítulo está uma bosta porque eu acabei de terminar de escrever e eu estou com sono de mais pra ter alguma opinião, amanhã eu vou ler e se estiver ruim de mais eu reescrevo, juro de dedinho
NÃO DESISTAM DE MIM, EU TÔ VIVA
Me digam aí como está, pra eu saber se vou ter que reescrever mesmo (não é zoa)
Saudadesssss de vocêssss
Beijosss


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