História Café - Capítulo 1


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Midoriya Izuku (Deku), Shouto Todoroki
Tags Fluffy, Romance, Shortfic, Tododeku
Visualizações 68
Palavras 761
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Um coração palpitante, para dois


Um coração palpitante, para dois.

 

Midoriya trabalhava meio período na cafeteria do centro, uma das mais famosas quando se tratava de estabelecimentos temáticos. Não era um Hard Rock Café, nem chegaria aos pés de uma marca tão famosa mundialmente, mas era bem acolhida e querida pelos fãs de Beatles ou de um bom café caprichoso.

O garoto não ouvia a banda em si, mas sabia que o ambiente era amigável o suficiente para não tratar do trabalho como um martírio até a noite, qual chegaria em casa para descansar o suficiente para conseguir ir bem nas aulas do pré-vestibular no dia seguinte. Midoriya tinha além do desejo de ser efetivado no novo emprego, também queria dar o melhor no atendimento, assim conseguindo manter a grana extra para ajudar nas despesas que sozinha a sua mãe não consiga manter mais.

 Após um mês de trabalho árduo e muitos elogios dos clientes, visto o atendimento do rapaz ser sempre com um sorriso no rosto, não tardou para conseguir ficar com a vaga e respirar aliviado com a notícia. Mesmo que na cafeteria o movimento tivesse diminuído pela chuva torrencial da tarde, o jovem percebeu que aquele cliente em especial sempre estava sentado na mesma mesa todo os dias da semana. Parecia ser alguém de classe alta, as roupas eram “chiques” na visão de Midoriya, pois raramente o via sem uma camisa turtle neck e o reconhecia por tal estilo.  

Nunca tinha o atendido, apesar de sempre estar presente no seu turno.

O rapaz parecia avoado abraçado com a bandeja olhando em direção ao cliente misterioso, os olhos bicolores foram em sua direção quando levou a caneca fumegante até os lábios, aquilo fez o coração do atendente tremer de um modo estranho, tanto que derrubou o adereço que tinha nos braços causando um ruído que assustou o supervisor do dia.

Midoriya ficou sem graça, nem mesmo teve coragem de olhar em direção do moço outra vez.

Sentiu-se horrível com o que provocou chamando a atenção dos poucos clientes, por isso pediu para limpar alguma coisa na área dos funcionários para até que vergonha passasse. Claro, não era para tanto, mas o rapaz parecia não se acalmar fácil com o fato de ter falhado com a qualidade de seu serviço por uma distração boba.

“Ei, Deku.” Kirishima apareceu na copa onde Midoriya ainda limpava afobado. “Já deu a sua hora, não demore muito porque a chuva está engrossando e parece que não vai parar cedo. E sobre aquilo de mais cedo, não precisa se preocupar!”

“Mas... Eu não quero perder esse emprego! Eu preciso prestar mais atenção nas coisas, não sei onde colocar a cara.”

“Calado!” Kirishima estendeu a mão para o rapaz levantar do chão que encerava com afinco e entre um riso, disse. “Você é o melhor funcionário daqui! E sempre será! Agora, anda de chororô e vamos para casa.”

“Você é o melhor chefe! Certo, eu compreendo agora. Não vou me cobrar tanto.”

 

O rapaz se preparava para sair o mais rápido possível e conseguir chegar na estação de ônibus antes que a chuva aumentasse, não tinha levado o guarda-chuva na mochila para a sua má sorte. Antes que passe pela porta da saída, Kirishima o chamou para entregar algo.

“Um cliente insistiu para te entregar essa gorjeta, achei estranho porque ele já tinha pago o café com a gorjeta para o outro atendente. Bem, aqui está.”

“Qual cliente? Um do cabelo vermelho e branco? De olhos de cores diferentes? Aquele?”

“Sim! Você o conhece? É o escritor que sempre está por aqui. Nunca conversei com ele mais que isso, então não sei dizer se a intenção dele é boa ou má.”

“De qualquer forma, eu não acho justo receber por algo que não fiz. Amanhã vou devolver a gorjeta pra ele.”

Isso era de fato algo estranho demais pra Midoriya digerir, o que aquele rapaz misterioso queria com essa gorjeta repentina? Ainda era um valor generoso, não era normal pagar tanto para alguém que nada fez em troca.

Sabia que não dormiria bem pensando no dinheiro e ficou tão disperso a caminho da estação que só se deu conta que a chuva iria cair violentamente outra vez quando os pingos lhe molharam no rosto. Mal deu tempo de encontrar um lugar para se abrigar, não era nada bom perder o ônibus do horário que pegava sempre, o segundo viria tão lotado que não teria condições de subir apropriadamente sem ficar todo amassado.

Mas Midoriya não esperava que alguém apareceria para oferecer uma carona debaixo de seu guarda-chuva até a estação.



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