História Café 93 - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Café, Romance
Visualizações 3
Palavras 816
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi gente. Estou de volta. Acho que esse capitulo ficou um pouco curto mas é isso que temos para hoje!

Capítulo 3 - Interessante


Fanfic / Fanfiction Café 93 - Capítulo 3 - Interessante

Eu permaneci boquiaberto encarando a criatura na minha frente. Ela se levantou do sofá e veio nos cumprimentar com uma expressão alegre. Eu sentia meu suor escorrer pelo corpo a medida que ela se aproximava.

                Felipe apertou a mão dela, se apresentando meio sem jeito. Quando chegou a minha vez, ela me encarou com certo divertimento nos olhos. Estendi minha mão, pronto para finalmente me apresentar a pessoa que perseguia com olhares durante um mês.

                -Sou Guilherme Souza.

                -Muito prazer –ela disse, sorrindo.

                Os minutos que se seguiram, com nós quatro sentados no sofá da sala de jogos, falando sobre coisas triviais do dia a dia, passaram como um borrão na minha mente.

                Eu não sei o que falei, que expressão mantinha em meu rosto ou se em algum momento disse algo que fizesse sentido.

                Permaneci como um semimorto, bebericando meu copo de refrigerante até que senti uma mão macia tocar levemente meu braço, gerando uma corrente elétrica pelo meu corpo.

                -Desculpe –a ouvi dizer –mas eu o conheço de algum lugar?

                Olhei para o outro canto da sala, onde Leticia e Felipe jogavam vídeo game. Então olhei novamente para a garota furacão.... digo, Amanda, e pensei um pouco antes de responder. Se eu dissesse que a conhecia do café ela acharia que eu era um perseguidor? Mas ela tinha conhecido meu rosto, então seria normal que eu também reconhecesse o dela... certo? Pensei em mentir, mas achei que não ia ser justo com a iniciativa dela de puxar conversa, portanto, optei pela verdade.

                -Acho que sim. Por acaso você frequenta o Café 93?

                Arregalando os olhos, ela estalou os dedos, como se tivesse acabado de descobrir a resposta para um enigma crucial.

                -Claro! É isso! Você é o cara que também toma café da manhã lá todos os dias, certo?

                Não pude deixar de sentir algo se aquecer no meu peito ao saber que ela havia notado minha singela existência.

                -Sou eu! E você é a garota eclética que sempre está fazendo algo novo.

                -Culpada –ela deu de ombros –É que ando aprendendo tantas técnicas novas na faculdade... tenho que testar tudo.

                Fiquei aliviado pela conversa estar fluindo bem e não me contive em perguntar:

                -Que faculdade você faz?

                -Artes –Claro que sim. Estava escrito na testa dela, mas eu tive que confirmar –E você?

                -Farmácia. Não é tão interessante quanto artes, acredito.

                -Bobagem. Eu acho que desenvolver formulas químicas para criação de medicamentos é tão interessante quanto jogar tinta em um quadro. Aliás, qual sua definição de interessante?

                Fiquei um pouco desconcertado com a sua pergunta. Não era o tipo de coisa que se perguntava a alguém no processo de conhecimento. Normalmente as pessoas perguntariam onde nasci, quantos anos eu tinha ou algo do tipo. Foi quando me lembrei... Amanda Schmidt não era como as outras pessoas.

                -Não sei... –eu disse sinceramente –Nunca pensei sobre isso. Talvez algo que chame a atenção. Algo diferente.

                -É... acho que em sua maioria,  as coisas interessantes são diferentes...

                Ela pareceu chateada com a minha conclusão. Tentei deixar para lá, mas o silencio que se seguiu me deixou inquieto.

                -Qual a SUA definição de interessante? –perguntei.

                Os olhos dela brilhavam quando ela virou o rosto na minha direção. Parecia pedir permissão para falar o que estava em seu coração e viu meu silencio como uma deixa.

                -Eu acho... que tudo em que você para e presta atenção se torna interessante. Por exemplo, a fumaça que expele do café. A forma como ela sobe em espiral, criando desenhos no ar... isso é interessante. E não é algo tão anormal. Só é algo escondido. Eu acho que o interessante está nas entrelinhas.

                Após esse diálogo, fomos convidados a jogar vídeo game com os outros. No decorrer da noite nós comemos bastante, jogamos sinuca e pebolim e rimos bastante. Mas não voltei a falar diretamente com Amanda.

                Por volta de 1h da manhã a festa acabou e Felipe e eu fomos embora. Ele dormiu na minha casa e ficou me perturbando a madrugada inteira com perguntas sobre o que eu e Amanda havíamos conversado.

                Não disse um ‘a’ se quer, o que deixou o meu amigo ainda mais irritado. Ele acabou vencido pelo cansaço e dormiu abraçado em uma almofada do sofá. Eu logo o segui e me entreguei nos braços de Morfeu.

                Na manhã seguinte, acordei cedo. Felipe estava babando o seu próprio pijama e eu tive que tirar uma foto daquela cena.

                Sem nada para fazer, resolvi preparar uma xicara de café. Quando fui toma-la, no entanto, parei por um tempo e observei um fiapo de fumaça se dissipar no ar em forma de espiral. Os formatos variados que ela ia adquirindo eram tão belos. Como eu nunca tinha parado para reparar naquilo antes?

                Em certo momento, tive a impressão de que a fumaça formou um coração. Não sei se fora real ou imaginação, mas fora... no mínimo... interessante...

                


Notas Finais


Obrigada por lerem mais um capitulo! Foi isso!


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