História Café 93 - Capítulo 7


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Café, Romance
Visualizações 2
Palavras 704
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi gente, voltei! Desculpem a demora. Espero que curtam esse novo capitulo!

Capítulo 7 - Não tão obscuro assim


Fanfic / Fanfiction Café 93 - Capítulo 7 - Não tão obscuro assim

Na segunda de manhã eu estava morto. Felipe havia me convencido a jogar um pouco na noite anterior e perdi a noção do tempo, de modo que já era madrugada antes que eu percebesse. Acordei super atrasado pois ignorei o primeiro despertador então não consegui parar no Café. Uma parte do meu cérebro quis me matar por perder a primeira chance de tomar o café da manhã com Amanda... mas pior ainda... perder a chance de tomar ao menos uma xícara de café...

O resultado foi meu caderno coberto de baba já que eu capotei nele no meio de uma das aulas teóricas.

                Resolvi parar na cantina da faculdade antes da aula do laboratório ou eu poderia acabar explodindo alguma coisa. Estava na fila para pegar um expresso quando uma mão tocou o meu ombro.

                -Ei, que cara de sono é essa?

                Amanda parecia um raio de luz... o completo oposto de mim naquele momento.

                -Ei... e aí? –minha voz parecia um violino desafinado.

                -Wow... você tá praticamente um sonâmbulo. Foi por isso que não apareceu no Café hoje? –era um delírio meu por causa do sono ou ela estava chateada por eu não ter aparecido?

                -Acordei atrasado... sinto muito.

                -Tudo bem. É melhor tomar o café logo... seria péssimo se você caísse e batesse com a cara no chão, hahaha.

                Dei uma risada fraca. Ela se foi e eu recarreguei as energias com um enorme copo de cafeína!

                No almoço eu já estava completamente recuperado enquanto comia um dos pedaços de pizza que o Felipe trouxera. Mesmo assim, tomei um susto maior do que o normal quando o meu celular tocou.

                -Ah... porque esse toque tá tão alto?

                Felipe riu de mim.

                -Você tá parecendo um vovô rabugento reclamando do volume. Vai dormir, vagabundo.

                -Vou assim que chegar em casa, panaca.

                Me levantei do banco e atendi o telefone.

                -Rola de você me ajudar hoje? –perguntou Gean antes mesmo que eu dissesse ‘alô’.

                -A cara de pau acordou firme hoje, hein?

                -Cala a boca. Você me deve uma por estar saindo com a minha estagiaria e nem me contar nada.

                -Primeiro: não estou saindo com a Amanda. Ela é amiga da Leti o que a torna indiretamente minha amiga também. Segundo: não vou aí hoje nem se você me oferecer um milhão de reais.

                -Afe! Porque?

                -Estou morto. Assim que eu chegar em casa vou hibernar pelos próximos 6 meses.

                -Ah! Você é um saco. Agora vou ter que carregar as coisas sozinha.

                -É seu trabalho. Se vira.

                Estava quase desligando quando ela gritou.

                -Espera!!! Não foi só por isso que eu liguei!

                -O que foi?

                -É... bem... –ela estava hesitando. Quase nunca hesitava... o que me dava uma pista sobre o assunto que ela queria discutir –Me ligaram... eles disseram que ela está meio mal... querem que a gente vá visita-la... fazê-la rir um pouco, se acalmar...

                Eu suspirei fundo. Não me imaginava fazendo outra visita... não depois das tragédias que haviam sido as duas últimas.

                -Não sei... eu preciso estudar... tenho prova semana que vem...

                -Guilherme! Isso é importante. Sei que ainda está chateado pelas últimas vezes, mas...

                -Só me dê um tempo para pensar, ok? Agora preciso desligar. O almoço vai acabar logo.

                -Certo... quando decidir me ligue de volta.

                Eu desliguei e voltei a me sentar no banco, ao lado de Felipe. Ele não disse nada pois sabia do que se tratava. Só ele e Leticia sabiam. Nunca contei a mais ninguém...

                Não era um segredo tão obscuro, não me leve a mal... mas de certa forma, as pessoas ficariam com pena de mim se soubessem... ou me olhariam torto... ambas me fariam sentir mal. Eu não precisava, não queria nem iria contar para mais ninguém.

                De qualquer forma, ainda não tinha certeza se eu iria vê-la ou não. A ultima visita havia sido a um ano e meio. Geanevive a visitava com mais frequência, mas eu não tinha coragem. Ela não era a pessoa que eu amava mais de qualquer forma. Era só o corpo... a alma havia se perdido...

                E ir até lá....

                               Vê-la daquele jeito....

                                               Só me faria sentir pior...

                                                               Me faria lembrar de quem ela era...

                                                                               Sem me fazer esquecer quem ela havia se tornado...

                


Notas Finais


E foi isso! Ficaram curiosos? O que vocês acham que é esse segredo? Para descobrir... só lendo o restante kkk


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