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História Café Amargo - Capítulo 3


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Notas do Autor


Boa leitura!!! ♡

Capítulo 3 - Surpresa na faculdade


Café Amargo

Surpresa na faculdade

*

Hinata neste momento observava os flocos de neve caindo de maneira lenta, na verdade, tudo estava devagar ao seu redor. Novamente ele tinha desaparecido. As orbes tiraram a atenção da janela para poder reler pela milésima vez naquele dia o título do livro que aquele lindo e arrogante motoboy tinha lhe emprestado e seu desânimo ficava ainda maior ao notar que nem ao menos sabia o nome dele.

Uma mão feminina colocou uma xícara de café quente na frente do rosto gélido de Hinata, e logo se sentou na frente da garota.

— Está pensando nele de novo? — perguntou Konan suspirando.

— O quê? Não, jamais… 

A dona dos fios lilases apenas soltou uma risada em tom de deboche.

— Então porque sempre que olha pra droga desse livro, você fica com cara de cachorro abandonado? Tá na sua cara Hina. — disse retirando a literatura da mesa e guardando na bolsa de Hinata.

— Não estou apaixonada por ele, eu já disse. 

— Você está obcecada por ele, é diferente. Parece uma psicopata olhando pra todos os clientes que não sejam ele com cara de cú. 

Um suspiro alto foi ouvido dentro do estabelecimento fechado, Hinata realmente deveria estar obcecada pelo motoqueiro gostosão. Ela estava envergonhada.

— Eu pensei que sei lá, ele viria buscar e eu poderia pedir o número do telefone dele. — Sussurrou a morena.

— Hey, mas não tem problema nenhum nisso. — Tentou a confortar. — Hina, se esse livro é importante pra ele… é porque ele vai voltar pra buscar, ok? Tenha paciência e não fique chateada com isso, é tudo o que eu te peço. — Hinata olhou para Konan que pegou em sua mão e sorriu com o coração mais leve, ela era sortuda demais por ter alguém como Konan ao seu lado.

— Obrigada.

[...]

O Uchiha estava incomodado com a luz acesa do corredor, e o barulho da TV alta vindo da sala, e incomodado por Konan estar fazendo sabe-se sei lá o que ao invés de estar dormindo ao seu lado. Iria descobrir. Jogou a coberta com brutalidade para o lado, sentando-se na cama e calçando os chinelos de maneira apressada levantando-se.

Obito calculava cada passo que dava apenas para não alarmar Konan, parecia um idiota mas queria pega-lá de surpresa. Ao chegar no final do corredor, pode ver a silhueta feminina fuçando o celular de maneira atenta. Será que ela estava vendo pornô? Eles tinham acabado de transar, não precisava assistir aquilo agora e se ela quisesse mais era só pedir, o Obitoconda não iria reclamar.

O moreno se abaixou atrás do sofá vermelho e ergueu apenas a cabeça para poder ter uma visão mais ampla do celular da companheira, mas seu queixo foi ao chão, não, não, não. E sem nem ao menos pensar direito nos seus futuros movimentos, arrancou o aparelho da mão de Konan para conseguir ver se estava sonhando ou não.

— Que porra é essa? — indagou deslizando a tela pra baixo.

— Obito, me devolve agora. — a mulher pulava na tentativa fracassada de recuperar o celular. — Não é o que você está pensando.

— O que eu pensaria? Minha namorada vendo foto de um homem baixinho e quase pelado. — vociferou irritado enquanto apertava o celular. — Eu sabia… sabia…

Konan estava intrigada, não entendia nada.

— Sabia o quê?

— Que você não iria se contentar com meu pau por muito tempo, e iria atrás de outros corpos pra se satisfazer. Caralho, puta que pariu… o que esse anão tem que eu não tenho? Cabelo liso? Eu posso fazer uma progressiva se é o que quer. — O Uchiha dizia de maneira rápida confundindo Konan. — E-eu… posso tentar comprar um libigel para tentar aumentar o Obitoconda. 

A garota arregalou os olhos assustada, se ela quase não aguentava do tamanho normal, imagina se crescesse. Ela queria fazer ele calar a boca, mas ele não parava por um minutinho sequer.

— Kon- — arregalou os olhos ao sentir os lábios da amada cobrindo os seus, e finalmente a calmaria voltou ao seu peito. O beijo dela era sempre tão delicado e a boca era tão doce quanto mel, mas novamente ficou amargo quando ela se afastou.

— Tá mais calmo? — perguntou guiando o moreno até a poltrona e sorriu aliviada ao ver ele assentir. — Primeiro, não estou vendo fotos desse cara porque eu o quero, é pra ajudar a Hina, segundo, ele é sim gostoso pra caralho. — Obito fez uma carranca enorme cruzando os fortes braços. — mas ele não é mais que você, terceiro, você é tudo o que eu preciso, quarto, pelo amor de Kami não vá de maneira alguma passar libigel no seu pau não quero ter a visão de três bolas na hora do boquete ou ter que chupar duas cabeças. — Ao pensar naquilo Konan ficou levemente enjoada e Obito coçou a nuca envergonhado. — e quinto… eu amo você. — sussurrou com as bochechas rosadas e logo arregalou os olhos tampando a própria boca, nenhum dos dois nunca haviam falado essa palavrinha antes e Konan agora se sentia idiota por revelar seus verdadeiros sentimentos primeiro. — Quer dizer…

— Eu também te amo, meu amor. — Obito a surpreendeu com um abraço apertado enquanto a puxava para seu colo. — Eu nunca te disse porque prefiro demonstrar todo meu amor com ações e não com palavras. — Sussurrou a dando um beijo no canto do cangote. — Mas posso começar a me declarar a partir de agora. 

Konan não conseguia dizer muitas coisas, estava super pensativa no que o futuro pai dos seus filhos estava dizendo. Ele a amava. Apertou o punho tentando segurar as lágrimas com a cabeça baixa, ao notar isso Obito se desesperou.

— E-eu disse algo errado? 

— Não, é que… — ela olhou para o Uchiha e sorriu. — Nenhum homem que eu gostei, disse que me amava. — sussurrou apoiando a cabeça no peitoral dele. — Obrigada por isso, meu amor. — Obito naquele momento estava fervendo de vergonha, ele apostava que dava para fritar um ovo em seu rosto, estava tão vermelho e quente que só faltava a fumaça sair de suas orelhas.

— B-bem, e porque… ver foto de um homem baixinho ajudaria a Hinata? — mudou de assunto para tentar aliviar e seu rosto voltar ao tom normal.

— Ela está literalmente apaixonada por um cara que apareceu na cafeteria umas… duas vezes na semana, e ela nem sabe o nome dele. — ligou o aparelho de novo para analisar as fotos. — Eu só o vi uma única vez, mas lembro bem do rosto dele.

— Calma, a Hinata… aquela garota irritadinha que nunca deu ou namorou alguém está apaixonada por um cara? Estamos falando da mesma Hinata?

— Por íncrivel que pareça, sim. Aquela garota que teve o coração quebrado por alguém vinte anos mais velho que ela, está apaixonada. — Konan não podia negar estava animada. — Mas eu consegui achar ele, depois de cinco horas. — Obito arqueou a sobrancelha se perguntando como ela tinha feito isso e a mulher notou. — No livro estava duas iniciais L.A então ao menos que isso fosse a sigla de Los Angeles, deveria ser o nome dele. Fiz uma lista com sobrenomes japoneses que começam com A e achei o Ackerman, e logo lembrei que anotei o nome dele no copo antes de sair… Levi Ackerman. — A garota sorriu de maneira triunfante e orgulhosa de si mesma, enquanto o queixo do moreno foi ao chão.

— Já pensou em seguir a carreira do FBI?

[...]

— Naruto, seu café vai esfriar. — Avisou Hinata do balcão tentando chamar a atenção do loiro que não tirava o olhar do celular. — NARUTO. — gritou irritada agora tendo a atenção não só do Uzumaki, mas também de todos os presentes.

— Calma Hina-Chan, é uma questão de vida ou morte. — ele se aproximou pegando o café. 

— Ela não vai te ligar seu imbecil, já faz três dias e ela não deu resposta. — murmurou Hinata, passando um pano no balcão.

— O que você tem em? Está mais chata que o normal, eu sou seu melhor amigo mano, pode dizer. 

O sorrisinho debochado que Hinata deu, fez o loiro estremecer.

— Você era meu melhor amigo, até ser padrinho de casamento do amor da minha vida e ele não 'tava casando comigo. — falou mais brava que o de costume, jogando o pano em cima dos ombros.

— O que eu podia fazer? Era minha tia, ela me obrigou a ser padrinho do Madara. Eu não tenho culpa. — tentou explicar ficando na frente da morena. — Mei é uma bruxa quando quer, e ela queria ser.

— Não se importe com ela Naruto, ela está irritada com umas parada aí. — Konan disse saindo do vestiário amarrando o avental e deu uma risada gostosa ao ver a cara de bunda que Hinata estava fazendo. — Não me olhe assim, tenho uma surpresa. — A Hyuuga franziu o cenho enquanto Konan lhe dava um papel. — Eu descobri o nome dele. — Sussurrou no ouvido da amiga que arregalou os olhos.

— O nome de quem? — perguntou Naruto.

— Do boy que ela quer, ela está obcecada por ele… espero que seja algo saudável. — Provocou Konan, mas Hinata não estava se importando, o nome do dono do seu corpo era mais interessante.

— Konan, a palavra “obcecado” em si, já não é saudável. Só de pensar na Hina-chan perseguindo ele por aí me dá arrepios. — O loiro abraçou o próprio tremendo e logo olhou para o relógio. — Caralho, Hinata… falta cinco minutos pra aula do Asuma-sensei. 

— Puta que pariu. — sussurrou Hinata voltando a si e guardando o papel dentro do bolso. — Eu te amo, em? — A Hyuuga disse abraçando Konan. — Obrigada sua linda.

— Tá, tá… me agradeça depois me levando pra comer, agora vai. — Apontou para a porta e logo viu a morena atravessar a porta ligeiramente com Naruto a puxando. 

— Desculpe. — murmurou Hinata ao praticamente esbarrar em uma pessoa na saída e sem nem olhar para trás entrou rapidamente em um táxi com o amigo.

— Tsc… — estalou a língua não percebendo a pessoa que tinha sujado seu lindo sapato recém-comprado. Andou até o caixa. — Café preto sem açúcar. — pediu olhando ao redor, a procura de dois olhos lavanda.

— V-você é ele. — Konan sussurrou surpresa e logo se arrependeu ao ver o olhar torto do homem. — Q-quer dizer, minha amiga estava te procurando. — tentou explicar.

— Essa amiga, é uma morena bonitona com olhos claros? — indagou tirando o dinheiro da carteira.

— Então você acha ela bonita? — sorriu de maneira maliciosa, pegando o dinheiro e o guardando dentro da gaveta.

— Tsc… que irritante. — murmurou. — Preciso falar com ela, aquela pirralha está aqui?

— Ela acabou de sair, foi pra faculdade. — respondeu indo preparar o café que o Ackerman havia pedido. — O campus começa a duas quadras daqui, prédio cinco e a sala é a nove. — Entregou o café para o homem que nem agradeceu e saiu da cafeteria. — Não existe mais educação? Um obrigado já estava bom. — disse a si mesma com um bico.

[...]

A aula de Asuma sempre era assim, um verdadeiro saco! E aquele cheiro de cigarro era insuportável, ele não parava de fumar nem pra dar aula… Hinata já estava querendo chamar o leãozinho do Proerd, porque já estava suspeitando que aquilo era maconha, o odor estava deixando a todos daquela sala completamente loucos.

Olhou de soslaio para Naruto, que nesse momento estava rindo sozinho, parecia alguém dopado. Revirou os olhos, o Uzumaki era doido de nascença, ele aparentava ser um drogado desde os seus primeiros dias de vida. Ela se deixou alongar um pouquinho, super ansiosa pra que aquela aula acabasse de uma vez por todas. Preferia mil vezes a aula do Kakashi, ele poderia ser chato também… mas era gostoso, ela simplesmente adorava quando fazia calor e ele desabotoava os dois primeiros botões da camisa.

— Bem, quero que na próxima aula apresentem os trabalhos feitos. — Asuma disse tirando o cigarro da boca e olhando para Naruto. — Principalmente você, Uzumaki, você não vai escapar dessa vez. 

O loiro apenas estalou os dedos com um sorrisinho pra lá de cínico.

— Pode deixar, Sensei.

Dito isso Asuma apenas murmurou “liberados” e se mandou para fora da sala assim que viu a coordenadora Kurenai passar pelos corredores. É, todos sabiam que eles tinham um caso, assim como Konan e Obito… apesar que as alunas não acreditavam que ela conseguiria ficar com alguém tão “lindo”.

— Vamos voltar pra cafeteria, Hina-chan? Quero sofrer mais um pouco enquanto bebo café. 

— Posso te mandar algumas músicas da Adele depois, são pura sofrência. — a Hyuuga riu baixinho, guardando os cadernos na bolsa. — Não posso ir porque prometi que ia fazer um bolo pra Hana, tenho que ir pra casa.

— Posso te lev- — Naruto foi cortado por duas garotas eufóricas.

— Hinata, você nunca disse pra gente que tinha um namorado. — falaram animadas. — Ele é tão lindo.

— Oi? Namorado? Quê?

— Você tem um namorado e nunca me contou, sua vagabunda? — Naruto a empurrou para o lado.

— E-eu não tenho. Aonde ele está? — questionou para as duas garotas que apenas apontaram para o corredor. Hinata deu passos lentos para fora da sala e seus olhos arregalaram-se, seu coração parou de bater por um momento e as borboletas começaram a dançar no seu estômago. Era ele.

— Pirralha, vai ficar só me olhando? — Curto e grosso. — Demorou demais, essas garotas idiotas não param de pedir meu número. — murmurou.

— O que faz aqui? — Um ponto para Hinata, ela não gaguejou. 

— Vim buscar meu livro. Ele está aí com você? 

Hinata suspirou envergonhada.

— Eu deixei em casa, não sabia que você… viria aqui. — sussurrou. — Como descobriu onde eu estudava?

— Sua amiga chata e pervertida me disse. — Seu olhar intenso vagou pelas curvas da garota, e apenas estalou a língua. — Eu te levo até em casa e você me entrega o livro. — E sem dizer mais nada, começou a andar até a saída sem esperar a resposta da morena que estava paralisada e perplexa.

— O que você 'tá esperando sua idiota, vai. — O Uzumaki gritou fazendo a Hyuuga ter um choque de realidade e correr atrás de Levi.

[...]

Apertou os cadernos contra o peito e mordeu o lábio inferior, demonstrando seu nervosismo. Estavam andando a uns quinze minutos e não trocaram uma palavra desde então, será que ela deveria puxar conversa? Ele não parecia ser do tipo que gosta de interagir com alguém.

— P-por que você… não apareceu antes? 

— Estava ocupado demais. — disse sem mover o olhar para a garota ao lado. — Por quê? Ficou preocupada? 

— Não, não… apenas queria entregar logo o livro. — tentou se explicar, torcendo para não embolar as palavras, mas logo ouviu uma risada melódica vindo de Levi. — O que foi?

— Você é fofa, pirralha. 

Hinata virou o olhar para baixo mais que depressa, tentando não demonstrar a vergonha. Quem chama alguém de fofa hoje em dia? Pelo menos não a chamou de gostosa.

— Chegamos. — disse Hinata timidamente parando em frente ao portão do prédio e abriu a bolsa vasculhando a procura das chaves. — Você espera aqui, que eu… desço com o livro. — viu o Ackerman assentir mas se surpreendeu ao ver que o livro estava em sua bolsa. — Tsc… ele estava o tempo todo aqui. — sussurrou entregando a literatura para o moreno. — Me perdoe te fazer vir até minha casa.

— Não se preocupe. — disse enquanto alisava a capa do livro, e depois enfiou a mão no bolso tirando um cartão. — Tome, meu número. — esticou para a mulher que pegou sem entender. — Pra caso você precisar do livro novamente, Hinata. — Depois disso apenas fez um aceno com a cabeça e se pôs a ir para o outro lado da rua.

Hinata não conseguia descrever o que sentia nesse momento, um misto de sentimentos bons, alegria, ansiedade e novamente as borboletas voltaram ao seu estômago, a quanto tempo não se sentia assim por um homem? Desde a época do colegial? Nem percebeu direito quando começou a sorrir de maneira abobada.

Mas calma aí… Como ele descobriu seu nome? 


Notas Finais


Espero que tenham gostado desse capítulo curtinho, prometo que voltarei com um maior no próximo ❤

O capítulo teve um pouco mais de foco na Konan e Obito, maas prometo que no próximo nosso Levi irá aparecer bem mais e com surpresas <3

Capítulo revisado e betado pela @BeccaHatakke, obrigada meu amor ❤
Eu estava super insegura pelo capítulo, mas graças a Becca, ele foi postado ❤ AMO DEMAIS

Próxima atualização será Cores e Temperos, ok?

Até a próxima atualização, bye! 💕


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