História Café com Amor - Capítulo 10


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Categorias Justin Bieber
Personagens Justin Bieber
Tags Drama, Fanfic, Justin Bieber, Romance
Visualizações 135
Palavras 1.780
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 10 - Dez


Fanfic / Fanfiction Café com Amor - Capítulo 10 - Dez

Elena

— Suponho que você tenha se divertido — Mamãe insinuou.

Era domingo de manhã e eu havia acabado de sentar à mesa da cozinha. Olivia ainda dormia no andar de cima.

— Sim, foi legal — falei. — Nós… nos divertimos.

— E…?

— E… nada.

— Você chegou bem tarde para quem não fez nada.

— Não era tão tarde assim. Eu acordei cedo, isso seria impossível se tivesse chegado tão tarde — soltei uma risada. — E por que você está tão curiosa?

— Só quero saber se ainda terei um empregado no trabalho.

— Não vejo por que não teria.

— Então foi tudo bem?

Dessa vez, deixei a pergunta no ar por um momento ao me lembrar de rápidos flashes da noite anterior. Mexendo meu café, ergui o olhar para minha mãe que fitava com uma expressão divertida.

— Sim. Foi tudo bem.

Minha mente ficou em modo repetitivo a manhã inteira, me distraindo com cada segundo que passei na companhia de Justin na noite passada. Ajudei na cozinha como podia, e quando Olivia acordou, nós fomos arrumar as coisas do lado de fora para o almoço.

O céu estava claro, e as calçadas estavam repletas de mesas, cadeiras e churrasqueiras de toda a vizinhança. Como toda vez em um ano, a nossa rua estava bem movimentada, com crianças, pais e amigos até o fim do quarteirão. Senhor Carmel e Jane, sua filha, eram nossas vizinhos de longa data e se juntaram à nós, trazendo mais comidas e bebidas.

Organizei a bagunça que tínhamos feito na cozinha, colocando os pratos e tigelas no lava-louças junto com uma quantidade de detergente. Um baixo e calmo ronronar soou assim que apertei botão. Olhei entre as cortinas da janela, sentindo meu coração martelar em peito no mesmo instante. Justin cumprimentava minha mãe e a todos, havia acabado de chegar. Imediatamente me apressei até a porta da frente. Olivia o puxou pela mão e subiu os degraus, correndo na frente logo em seguida.

— Devagar, sem correr — falei, segurando a porta, mas ela nem me ouviu.

Quando seu olhar caiu sobre mim, Justin se deteve, pisando no último degrau e parando ali.

— Oi — ele disse.

— Você veio — eu sorri, nervosa e envergonhada.

— Você disse que eu poderia vir.

Fiz um aceno de cabeça, voltando para dentro.

— Entra.

Justin me seguiu, enfiando as mãos nos bolsos e olhando ao redor da sala novamente.

— Desculpe por não trazer nada — ele disse. — Eu não sei exatamente como isso funciona.

Balancei a cabeça, ainda nervosa.

— Não precisava trazer alguma coisa.

Mamãe entrou por um instante, retirando uma torta que tinha feito do forno e fazendo algum comentário. Ele respondeu, mas eu não conseguia prestar atenção no que ela falava. Não conseguia prestar atenção em mais nada, só nele.

Justin percebeu e olhou pra mim. Virei de costas para ele, sentindo meu rosto ficar vermelho. Abri um dos armários, pegando mais um prato, copo e talheres para levar para ele. Quando ela saiu, a cozinha ficou silenciosa por quase um minuto inteiro.

Vi ele se aproximar, com alguns passos contidos. Vi também o seu sorriso quando se encostou no balcão ao meu lado.

— O que foi? — ele perguntou.

— Nada — respondi.

Olhei para ele.

O meu “nada” era tudo, só que muito bem disfarçado.

Como se fosse a coisa mais natural do mundo, Justin passou um braço por minha cintura e se inclinou para beijar o meu rosto. Olivia voltou e ele se afastou. Ela puxou ele lá pra fora e eu fiquei sozinha, parada por um instante.

A minha pele ainda pinicava onde os lábios dele haviam tocado, e eu não conseguir parar de sorrir e me sentir aliviada por ele não poder ver isso.

Comemos hambúrgueres grelhados e ficamos a tarde toda na varanda. Justin conversava com os nossos vizinhos, com minha mãe e brincava com Olivia. Havia momentos que pareciam ter quase a intensidade da minha adolescência inteira e eu me derretia por isso. Apesar de ficar super atenta a qualquer movimento vindo da minha mãe, eu me esquecia facilmente de qualquer coisa quando ele pegava na minha mão por debaixo da mesa, e deslizava os dedos entre os meus de maneira tranquila. Justin percebeu o que eu estava fazendo e me senti agradecida por sua decisão de também agir discretamente, e por não ter importado nem um pouco a ele. Para o meu alívio, ele também continuou a tratar Olivia exatamente como antes.

— Deixa eu te levar até em casa — falei, somente para que ele ouvisse.

— Você sabe que não precisa.

Havia acabado de dizer que iria embora. Estava tarde. Pelo menos para ele, por ter que voltar caminhando. Olivia tinha pedido para ele esperar e entrou por um instante, em busca de alguma coisa. O observei durante um tempo, sentindo uma vontade súbita de relembrar o gosto do que tínhamos feito na noite passada.

— Por favor — insisti.

Deslizei carinhosamente o polegar por sua pele e ele apertou nossas mãos entrelaçadas.

Justin me olhou e por fim, sorriu fraco.

— Está bem.

Olivia voltou, trazendo um bichinho antigo de pelúcia e o entregou.

— Aqui — ela disse. — Você acha que ela vai gostar?

Ele riu fraco, olhando o bichinho.

— Amanhã mesmo eu te conto. Eu juro.

Esperei ele se despedir de todos e avisei minha mãe que logo voltaria. Ela dividiu o olhar entre mim e Justin, se divertindo com suas segundas intenções, apesar de nem saber o por quê.

Dirigi para o caminho já conhecido, e ele não falou muito e nem segurou a minha mão outra vez, mas não era ruim. Pela primeira vez, o silêncio entre nós dois tinha um novo significado. Não sei se ele sabia qual era, mas eu não fazia a mínima ideia por mais que estivesse gostando.

Diminuí a velocidade até parar assim que cheguei no fim da rua de terra. Justin saiu e assobiou para o cachorro, que rapidamente levantou para correr em direção às árvores. Era como se tivesse sido liberada do seu posto de aguardo e agora estivesse livre para fazer o que quisesse.

Desliguei o carro e fechei a porta. Fora os sons de insetos, o silêncio era cortante no ambiente. Sem prolongar, Justin veio até mim e me beijou.

Minha respiração ficou presa e eu demorei um pouco para reagir do jeito que devia, envolvendo seu pescoço com as mãos perdidas e lhe beijando um tanto nervosa no começo.

Era indescritível. Não no sentido de surpreendente, mas sim no sentido de novo. Estar com ele, depois de tudo o que havia acontecido entre nós dois, depois de tanto tempo sozinha… era como uma primeira vez, era uma novidade pra mim.

Meu estômago revirava em agitação. Então aquelas eram as famosas borboletas? Bom, Justin cuidou muito bem delas, juntando e guardando todas num único potinho. Elas se acalmaram e eu também, correspondendo o beijo com mais calma à medida em que ele equilibrava o toque dos nossos lábios com delicadeza e intensidade.

Foi difícil deixar sua boca, principalmente depois de anos sem beijar um homem. Eu estava redescobrindo as sensações e elas eram as melhores.

— Você não contou a ela? — ele perguntou, ainda me abraçando. — Não contou a sua mãe?

— Não. Você se importa?

— Não, claro que não. Quero dizer… — ele balançou a cabeça, rindo fraco. — Quando ela souber, ainda vou ter um emprego?

Dei uma risadinha.

— Vai. Ela gosta de você.

— Gosta?

— Gosta.

— E você?

A falta da minha resposta fez ele analisar o meu rosto com afeto. Acompanhei seus olhos. Eram lindos.

— Deus... — ele produziu um riso tímido antes de balançar a cabeça, desviando o olhar para as árvores. — Você me deixa nervoso.

— Eu não estou fazendo nada — falei.

— Acredite, você está fazendo muita coisa. — Ele se aproximou, encostando nossos narizes, enquanto seus lábios esbarravam nos meus.

Suas mãos envolveram livremente o meu rosto e as minhas se fecharam em seus pulsos. Ele tinha voltado a aprofundar o beijo quando um estrondo alto ecoou pelo céu como um trovão. Fogos de artifício. Faíscas prateadas desceram como chuva e eu sorri. Outro subiu, explodindo em cores que ainda não se distinguiam.

Ainda tinha algumas horas até anoitecer, e eu podia dizer que era um Dia da Independência especial.

— Tenho que ir. Olivia gosta de assistir os fogos comigo — falei, segurando suas mãos. — Vejo você amanhã?

Ele assentiu. Ajeitou meu cabelo delicadamente, me olhando o tempo todo.

— Até mais — selei nossos lábios.

— Até.

Dei um passo, dois, três, até virar e voltar para o carro. Engatei a marcha e dei uma rápida olhada para trás, recuando lentamente. O vi caminhar até a entrada da casa. Subiu os degraus e assobiou novamente. A cadelinha voltou correndo, procurando por ele ao redor e entrou pela fresta da porta que ele ainda segurava, esperando. Coloquei o cinto e dei partida.

A cidade estava praticamente vazia e sossegada. Dirigi de volta pra casa e cheguei a tempo de impedir que minha mãe arrumasse tudo sozinha. Nos despedimos de Jane e Senhor Carmel e entramos, porém muitas outras famílias continuaram a comemoração do lado de fora. Mais alguns fogos estouraram no céu assim que fechei a porta.

Quando terminamos de lavar toda a louça e guardar as sobras, mamãe foi direto para o seu quarto, nos dando boa noite. Eu sabia que mesmo ela aproveitando comigo e Olivia, ainda sentia bastante pela falta do meu pai em momentos como esses. Momentos de família. Como quando tínhamos ele e Ren aqui.

Não queria chateá-la, então não a impedi de ir descansar e só perguntei se estava tudo bem. Ela sorriu e deu um beijo em nós duas antes de subir.

Meu irmão até ligou naquela noite, um pouco mais tarde. Perguntou como nós estávamos e falou sobre como tinha sido o feriado por Dallas. Olivia grudou o rosto no meu para ouvir a conversa e não parou quieta quando percebeu que era ele. Quando lhe passei o celular, ela lhe contou tudo. Falou sobre o nosso dia, sobre o almoço, sentindo-se orgulhosa por deixar claro que havia comido dois hambúrgueres e havia tomado sorvete colorido que Jane tinha trago.

Assim que desliguei, nós subimos. Ela escovou os dentes e vestiu o pijama, e nós pegamos todos os travesseiros e o cobertor da cama dela e levamos para o meu quarto. Cercamos a minha cama, deixando tudo bem macio, e ficamos olhando pela janela, esperando. Em menos de uma hora, as explosões começaram.

Ela falou sobre as cores e me perguntou coisas até começar a ficar sonolenta. A apertei em meus braços, beijando seu cabelo, e desliguei o abajur. Continuamos daquele jeito até ela pegar no sono.

Olhei pela janela, para as últimas explosões de luz ao longe, e fechei os olhos.

Seria bobo demais pensar em quantos incêndios os fogos de artifício podem causar?



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