História Café, Depressão e Agência de Detetives - Capítulo 1


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Categorias Bungou Stray Dogs
Personagens Atsushi Nakajima, Osamu Dazai
Visualizações 29
Palavras 952
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia)
Avisos: Suicídio
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Medo do que cometar aqui.

Capítulo 1 - "Vai ficar tudo bem, Dazai-san."


Longe da Máfia do Porto, longe das pessoas ruins, ele achava que tudo finalmente se resolveria. A Agência De Detetives tornou-se seu refúgio particular, ele se sentia bem rodeado daquelas pessoas. Mas por que o sentimento de suicídio continuava presente depois de tudo? Por consequência,  se torturava quase todos os dias pela depressão que achava ter superado. 

"Tentativas de suicido indolores e rápidas", pensava isso em quase todos os lugares que fosse. O passado assombrado pela morte de Odasaku talvez fosse um dos milhares de motivos para tirar sua vida. Não via sentido em viver, parecia que tudo havia perdido seu valor: achava-se sem amigos verdadeiros, a escrita não significava tanto quanto antes, a Agência começou a machucá-lo (e acreditava que fosse culpa da sua existência ali).

Fugia do trabalho várias vezes para espairecer a cabeça debaixo d'água corrente de um rio próximo. Kunikida sempre tinha que buscá-lo, já irritado com tudo. Atsushi ficava preocupado com o colega entretanto não sabia o que fazer para contê-lo. E o resto? Osamu acreditava que estavam ocupados demais para se preocupar com a sua depressão. "Não quero incomodá-los", pensava, assim acontecia as tentativas de suicídio inesperadas.

Já era o quarto dia sem ter ido trabalhar. Dazai estava deitado de mal jeito no sofá de seu apartamento enquanto encarava a tela escura de seu celular, esperando que algo inesperado acontecesse e pudesse fazê-lo desistir pelo anseio da morte. Bebia de uma xícara de café quente onde refletia seu reflexo pálido, sem vida. Parecia um cadáver. 

Estava cansado de tudo isso. Estava cansado dessa vida improdutiva. Estava cansado de não possuir ânimo para mais nada. Estava cansado de nada mais possuir valor. Estava cansado das vozes dizendo: você incomoda à todos só pelo fato de estar vivo. Tire sua vida! 

Estava cansado.

Muito. 

Cansado. 

"Trim".

Um barulho delicado, mas com um enorme significado. Vinha da porta do apartamento, era a campainha. Dazai pouco se importou com sua aparência ou quem era e foi abrir a porta para Atsushi que aguardava um tanto receoso. 

"Posso entrar?" Pediu com sua timidez cotidiana. Parecia não se importar  com a aparência do maior que possuía um olhar mórbido. O mesmo aventou positivo com a cabeça, e sem pestanejar, Nakajima adentrou no local. 

"Dazai... Precisamos conversar." Ditou sério, algo um tanto raro da parte do albino. Osamu voltara a deitar-se molenga no sofá da mesma cor que seu ilustre casaco jogado no tapete marrom. "Eu me preocupo com você. Bem... Todos nós. Por isso... Você não poderia se abrir nem um pouquinho..."

"Atsushi" interrompeu mais sério ainda. "Eu sou um caso perdido." Se auto castigou, colocando o braço sob seus olhos. Parecia querer dormir para que aquilo tudo passasse.

"Isso não é verdade!" Rebateu certo de sua resposta. "Quando eu estava à beira da morte você apareceu e me ajudou! Se não fosse por você, eu já estaria a seis palmos debaixo da terra." O bom senso que ainda restou do moreno quase definhando teve que concordar. "A Agência se preocupa muito com você! Principalmente... a besta fera do Kunikida-san...". Osamu não conseguiu conter a pequena risada pela comparação feita por Nakajima. 

Talvez aquele garoto magro, mais medroso que um gato em dia de chuva, fosse a única pessoa (depois de Odasaku) que pudesse fazê-lo sentir algo pela vida novamente.

"Você me deu todos aqueles conselhos, lembra? Por que não os usa com você mesmo?". A idéia nunca pareceu que funcionaria com o mais velho, por isso, não punha em prática. Dazai era um poço de hipocrisia sem fim. "Eu sei como você sente, sei que é horrível essa sensação, e sei que você não merece passar por isso." O outro seria capaz se rir por essa frase, acreditava com todas as forças que realmente merecia passar por isso. 

"Eu mereço." Afirmou, falando finalmente depois de seu longo silêncio. "Eu com certeza mereço." E se auto julgou novamente. 

Num pulo, Atsushi aparece chacoalhando os ombros molengas de Dazai que dava pouca bola para todo o sermão. Enquanto o menor fazia isso, o mesmo rebatia tudo o que Osamu dizia contra si mesmo. 

Nakajima se importava muito com o seu companheiro. Muito mesmo.

Até que finalmente depois de todo o esforço feito pelo pequeno tigre, uma faísca de esperança pôde nascer no pequeno coração destroçado do enfaixado. Começou a ouvi-lo com a atenção que merecia, e talvez acreditava que deveria seguir os conselhos de Atsushi. 

"Tire um tempo pra você! Focado em superar a sua depressão. Viaje, peça férias da Agência, sei lá. Mas tire esse tempo só para você, e lute para acabar com isso... Eu me sinto péssimo em vê-lo assim." E esse pouco mais de trinta palavras saídas pela boca de Nakajima fora capaz de tocar o mais íntimo do moreno, que não pode conter pequenas lágrimas, rápidas e silenciosas, correndo pelo seu rosto. "Então se esforce. Por mim, pela Agência, por você...!".

O tigre aproveitou e enxugou um pouco das lágrimas com o polegar. Uma colher de doce de leite se tornava amarga se comparada ao abraço que Nakajima deu em seu veterano que retribuiu sem hesitar.

"Vai ficar tudo bem, Dazai-san." E essa foi a última frase dita por Atsushi depois que Osamu se deu conta que não poderia mais deixar a situação do jeito que estava. 

"Eu... Eu vou me curar." Disse com a voz embargada pelas lágrimas muito tempo contidas. "Por você, pela Agência, por mim. E-eu... Prometo!".

E aquele juramento, feito num simples sofá bege, foi capaz de acabar com parte desse sentimento mal do moreno. Agora o resto estava com ele, e se iria se esforçar ao máximo para cumprir com sua palavra.



Notas Finais


Tô meio insegura do que dizer aqui. Mas... Basicamente e coloquei tudo o que estava acontecendo comigo nessa One, é, difícil, mas eu prometi à mim mesma que vou superar a depressão. Por isso posso acabar ficando fora bom um loooooongo tempo daqui.
Amo meu Atsushi.

Muuuito obrigada pra quem leu até aqui.


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