História Café Doce Amargo - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Jikook, Lemon, Mpreg, Namjin, Políamor, Romance, Taegi, Taeseok, Taeyoonseok, Universo Alternativo, Yaoi, Yoonjin
Visualizações 71
Palavras 3.591
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Espero que gostem do capítulo <3

Boa leitura ~

Capítulo 14 - Desejo Iminente


Fanfic / Fanfiction Café Doce Amargo - Capítulo 14 - Desejo Iminente

 

 

 

“Os desejos humanos são infindáveis.

 São como a sede de um homem que bebe água salgada,

não se satisfaz e a sua sede apenas aumenta”.

~ * ~

~ Textos Budistas ~

 

 

 

 

SEOKJIN

 

 

 

 

Eu não sabia exatamente o que estava acontecendo comigo, contudo, de uma forma completamente nova e incoerente, Kim Namjoon, ao que parecia, estava destruindo as barreiras que havia à minha volta, que com tanto esforço e renúncia eu mesmo havia erguido. Minha fortaleza estava aos poucos desmoronando, e isso era completamente assustador! Pela primeira vez em anos, eu estava com medo, sentia-me insignificantemente banal e insuficiente perto dele.

Engoli em seco, em seguida respirei profundamente. Meus músculos estavam tensos. Eu estava hesitante. Dizer que meus passos eram mais cadenciados que de costume e que, naquele momento, eu movia-me como uma lesma poderia ser eufemismo. Minha caminhada para fora daquele banheiro parecia estar ocorrendo em câmera lenta, como se, de alguma forma, eu pudesse impedir o inevitável mais um pouco.

Reprimi a estranha vontade de suspirar ao antever sua presença esmagadoramente perturbadora e instigante e mordi os lábios ansiosamente. Kim Namjoon parecia exercer um poder gravitacional que estava me puxando em sua direção.

Mas eu não podia deixar que ele aproximasse demais.

Eu não queria que tudo saísse novamente do meu controle.

E Talvez eu apenas estivesse sentindo um pouco de medo de gostar dele mais do que deveria...

Balancei negativamente minha cabeça para minha atitude extremamente infantil e ultrapassei de uma vez o corredor, logo em seguida adentrei à pequena cozinha, encontrando o responsável pela minha apreensão em seguida.

Deixei que um pequeno sorriso adornasse meus lábios ao presenciar a cena a minha frente. Namjoon murmurava palavras ininteligíveis e zangadas, enquanto parecia lutar contra uma simples frigideira e mantinha uma distância razoável dessa inimiga mortífera.

Fiquei em silêncio por um minuto ou dois, apenas admirando-o ocultamente. Ele, definitivamente, era alguém inteiramente utópico, sua masculinidade exacerbada parecia não combinar com nada daquilo, aquela cena diante de mim, tão meramente casual, parecia-lhe extremamente errada, e ao mesmo tempo completamente certa.

Percebei que Kim Namjoon era um absoluto enigma, como uma equação difícil de ser solucionada, porém não completamente impossível. Seu sorriso e seus atos afáveis eram responsáveis por quebrar o paradigma que o cercava, e seu porte atlético e sensual faziam parte apenas de um detalhe banal e anteposto. Ele lembrava-me algo quase feérico... angélico.

Recordei-me ligeiramente que o havia chamado de anjo noite passada, e eu não poderia deixar de concordar com o meu eu-bêbado. Afinal, Namjoon realmente parecia um anjo com seu sorriso doce, sua pele banhada pelo sol e sua aura brilhante... Ah, e aquelas covinhas, céus!

Por Deus, Kim Namjoon, o que você está fazendo comigo?! Como consegue inevitavelmente fazer-me sentir como se estivesse à deriva? Por que rouba minha consciência e preenche meus pensamentos com sua imagem indissolúvel? Como pode me fazer delirar de tal forma que esqueço o tempo e o espaço?

Droga! Namjoon estava esmagando meus pensamentos, dominando-os sem nenhum pudor ou arrependimento... E ele nem ao menos tinha consciência de tal fato. Pigarrei tentando afastar tais pensamentos, e, involuntariamente, acabei chamando sua atenção no processo.

Namjoon parou imediatamente o que estava fazendo e encarou-me um tanto quanto assustado, suas bochechas estavam levemente coradas.

Reprimi um suspiro.

— Desculpe pela demora — falei em um quase sussurro, um pouco tímido, sorrindo minimante em seguida.

Namjoon sorriu de volta.

— Tudo bem!

Dirigi-me até a pequena bancada americana e coloquei as mãos sobre o mármore frio, ficando em silêncio. Eu não sabia exatamente como me portar diante daquele clima estranho que nos cercava.

— Vai ajudar na sua possível dor de cabeça — Namjoon falou colocando um copo de água a minha frente acompanhando de uma aspirina.

— Obrigado! — disse razoavelmente aliviado por finalmente ter a chance de acabar com aquele pulsar irritante nas minhas têmporas. Tomei a aspirina sobre o olhar vigilante dele. O silencio fez-se mais uma vez presente, mas percebi que, com o decorrer dos minutos, ele não era mais tão estranho, de alguma forma era até agradável.

— Café? — Namjoon ofereceu erguendo a própria caneca.

Meneei a cabeça positivamente.

— Seria muito bom! — exclamei um pouco eufórico, e repreendi-me por isso, sentindo-me confusamente deslocado.

Logo depois, Namjoon trouxe uma xícara e depositou um pouco do líquido composto de cafeína na mesma. Senti o cheiro característico exalar pela cozinha, e respirei fundo absorvendo-o. Talvez um pouco de café fosse tudo que eu precisasse afinal para colocar meus pensamentos em ordem e dissipar toda aquela inercia opressora.

— Não espere muito de mim — Ele alertou — Esse café deve estar horrível, mesmo a máquina tendo sido responsável pela maior parte do trabalho — acrescentou divertido, mas um pouco sem jeito. — Cá entre nós, eu sou um verdadeiro desastre — segredou, o tom de voz uma oitava mais baixa.

Sorri condescendente.

— Não está tão ruim, parece bebível — retruquei, posteriormente dei um leve gole no café, provando-o. O que fora provavelmente uma má ideia. Comprimi os lábios e engoli com um pouco de dificuldade, sentindo minha garganta travar devido o amargor excessivo da bebida. — Talvez só falte um pouco de açúcar — aconselhei tossindo um pouco.

— E bom censo! — Namjoon lamentou mordendo o lábio, completamente mortificado. Desviei rapidamente minha atenção dos seus lábios, sentindo meu rosto ruborizar. — Acho que os ovos mexidos não devem estar muito diferentes também. — Ele suspirou olhando desolado para a frigideira. — Eu nunca deveria chegar perto de uma cozinha na vida! — Namjoon conjecturou e estendeu um copo de água em minha direção, o qual foi prontamente aceito.

Observei seu semblante carregado em aborrecimento e constatei que aquela era uma ótima oportunidade de retribuir o que ele fizera por mim na noite passada. Após beber metade da água presente no copo, o deixei sobre a bancada e a contornei, parando ao seu lado.

— Eu posso tentar?

— Fique a vontade! — Namjoon falou francamente.

Lancei um rápido sorriso em sua direção e comecei a movimentar-se aleatoriamente pela cozinha em busca de ingredientes. Abri a geladeira e retirei de lá uma pequena barra de chocolate meio amargo, leite e essência de baunilha.

— Tem canela? — perguntei distraído colocando os ingredientes ao lado da cafeteira. Minha intenção era reaproveitar o café feito por Namjoon e deixá-lo um pouco mais digerível.

— Só um minuto... — Namjoon falou e um instante depois trouxe um potinho de canela até mim. Sorri por sobre o ombro logo voltando minha atenção para o que eu estava fazendo.

Peguei duas canetas que estavam dispostas ao lado da cafeteira, e coloquei um pouco do café, que ainda estava razoavelmente quente, em ambas. Em seguida quebrei alguns pedaços do chocolate e joguei dentro delas, assim como um pouco de canela e algumas gotas da essência de baunilha.

Franzi o cenho, sentindo que faltava algo, e esquadrinhei o ambiente a minha volta, encontrando um segundo depois o que estava procurando. Açúcar! Segurei o recipiente e acrescentei um pouco mais de duas colheres de sobremesa em cada caneca, mexendo o conteúdo.

Para finalizar, dilui um pouco da bebida concentrada com uma boa quantidade de leite, que aqueci rapidamente no micro-ondas. Gradativamente a bebida tomou uma coloração levemente amarronzada, completamente contrária ao antigo tom escuro de alguns instantes atrás.

Voilà! — gracejei ao colocar ambas as bebidas na bancada, em frente a Kim Namjoon, sentindo-me orgulhoso do meu trabalho. Mordi o lábio esperando a opinião dele, um tanto quanto inseguro, admito.

Namjoon ergueu uma sobrancelha, em dúvida, e pegou a caneca levando-a calmamente a boca. Observei-o dá um leve gole na bebida e aguardei pacientemente, prendendo a respiração.

— Uau! — Ele exclamou. Respirei fundo e reprimi um revirar de olhos para a sua reação exagerada, mas estranhamente peguei-me sorrindo abertamente ao ouvir sua aprovação. — Isso está ótimo!

Dei de ombros, tentando parecer indiferente.

— É receita de família — ditei calmamente contornado a bancada e sentando-me ao seu lado.

O vi arregalar os olhos.

— Sério?! — Ele parecia um pouco dramático naquele momento, como se o fato de eu estar dividindo uma receita de família fosse algo extraordinário, especial.

Engoli em seco.

— Não! — retratei-me rapidamente, sorrindo. — Faz parte de uma das minhas receitas particulares de noites de insônia — admiti um pouco encabulado. Passar noites em claro estudando ou em plantão no hospital davam-me ideias culinárias peculiares para ser sincero.

— Você poderia montar seu próprio negócio — Ele contrapôs divertido.

Seguei a caneca em minhas mãos, levando-a até meus lábios, porém parei para fita-lo em descrença.

— Nossa, essa é uma ótima ideia — presumi meio irônico. — Existiria uma grande quantidade de cafeína a minha disposição!

— E você acabaria sofrendo uma overdose — Namjoon emendou sarcástico.

Comprimi os olhos em sua direção.

— Pois é! — assenti. — Sou meio louco compulsivo por café mesmo, sendo assim iria à falência na primeira semana — dei de ombros. — Além disso, sou um pouco possessivo com minhas criações. — argumentei categoricamente e dei o primeiro gole no café, e reprimi um gemido de satisfação ao sentir a bebida morna descer pela minha garganta irritada, era uma sensação deveras tranquilizadora, quase como se minhas energias renovando-se gradualmente.

— Devo me sentir lisonjeado então? — Namjoon indagou conspiratório.

O encarei por quase um minuto inteiro, depois deixei a caneca repousada sobre o mármore mais uma vez.

— Interprete como um pedido de desculpas... — limpei a garganta. — Por ontem à noite... — apertei os lábios firmemente antes de prosseguir. — Sinto muito pelo meu comportamento!

Namjoon também deixou a caneca de lado, e sorriu minimamente.

— Não precisa me agradecer, Seokjin — Ele anunciou com um tom de voz ponderado. De relance, percebi que nossas mãos sobre a bancada fria estavam razoavelmente perto, e desejei poder tocá-lo, sentir o calor do seu toque, mas contive-me.

— É claro que preciso — contrapus rapidamente e suspirei profundamente. — Obrigada por cuidar de mim ontem à noite — sorri e quase bati-me ao notar que minha voz saíra um pouco embargada. — Você foi um verdadeiro gentleman, Kim Namjoon.

— Eu fiz o que qualquer um faria.

— Não! — neguei rapidamente. — Você é diferente — acrescentei em um sussurro. — Ninguém seria tão benevolente assim, não seja modesto — afirmei convicto, e vi um traço de concordância em seu semblante. Ele sabia que eu estava certo, eu tive sorte de encontrá-lo noite passada. Se não fosse ele eu nem sei o que teria acontecido comigo. Engoli em seco. Na verdade eu sabia exatamente o que teria acontecido. Estremeci. — Você aceitou cuidar de alguém que mal conhecia sem esperar nada em troca, isso é admirável!

Abaixei a cabeça, evitando seu provável julgamento. Pisquei rapidamente tentando dissipar a umidade dos meus olhos. Seria tão patético chorar ali, na frente dele, e parecer tão fraco e frágil. Pigarreei procurando desfazer-me do bolo que estava preso na minha garganta, sufocando-me inesperadamente.

— Acho que agi com um pouco de egoísmo — Namjoon admitiu em um tom de voz razoavelmente sério, forçando-me a encará-lo. Fitei-o confuso. — Eu queria cuidar de você — senti os dedos da minha mão direita serem envolvidos por uma quentura leve, e olhei para baixo meio hipnotizado ao observar sua mão entrelaçada na minha. Meu coração pulsou rapidamente, meio descompassado. — Você parecia tão frágil... — acrescentou. Arfei audivelmente e franzi o cenho. Aquilo simplesmente me desarmou. — Desculpe-me, não deveria ter colocado dessa forma. — ele pareceu notar o quanto suas palavras haviam mexido comigo, e fez menção de afastar sua mão da minha. — Eu...

Inclinei a cabeça para o lado.

— Eu não costumo beber muito, sabe?! — comecei ignorando o fato de estar tremendo levemente e segurei a mão dele firmemente, quase como se ela fosse uma espécie de tábua de salvação para mim, um mero náufrago de sentimentos excessivos e utópicos. — Noite passada foi minha quarta ou quinta experiência talvez... e bem catastrófica, sejamos sinceros... — sorri amarelo, e Namjoon apertou minha mão de volta. — Quando você quer muito esquecer algo que lhe faz mal acaba cometendo erros. — falei um pouco melancólico. Passei a língua pelos lábios secos umedecendo-os displicentemente. Namjoon iniciou uma leve carícia no dorso da minha mão com o polegar. Meu corpo foi acometido por um arrepio de afabilidade e fechei os olhos por um segundo reabrindo-os em seguida, encontrando os seus penetrantes. — É fácil se perder no caminho mesmo tentando se encontrar.

— Faz parte da natureza humana errar tentando acerta, Seokjin. — Namjoon acrescentou de forma condescendente, sua voz um mero sussurro. Nossas mãos naquele momento pareciam completar-se intrinsecamente. — Assim como desejar aquilo que não pode ter...

Nossos olhos estavam vidrados um no outro. Somente naquele momento que percebi que estávamos razoavelmente próximos, anuídos, como se um imã puxássemos de encontro um ao outro, inconscientemente.

Namjoon... — sussurrei, minha respiração levemente alterada. — Eu me lembro do beijo — confessei e engoli em seco fixando minha atenção em seus lábios atraentes. Declarei espontaneamente: — Eu gostei!

Poucos centímetro nos separavam e nossos hálitos mesclavam-se moderadamente.

— Não é uma boa ideia — Namjoon ditou, mas não afastou-se de mim, pelo contrário, deixou que o pequeno espaço que nos separava tornasse-se ainda mais limitado e inclinou-se em minha direção.

— Está querendo convencer a si mesmo? — provoquei murmurante e rocei meu nariz no seu suavemente, segurando-me para não dissolver aquela ínfima distância e beijá-lo de uma vez.

Namjoon suspirou.

— O que você está fazendo comigo? — investigou encarando-me fixamente. Sorri capciosamente e levei minha mão esquerda até sua bochecha, resvalando meu polegar pela sua pele quente. Dane-se! Minha mente gritou e em seguida deixei os poucos centímetros que nos separava para trás e encostei meus lábios nos seus.

No entanto, nosso momento fora bruscamente quebrado e meu corpo rapidamente afastado.

— Porra! — Namjoon urrou e eu olhei incrédulo pensando por um momento que havia sido descaradamente rejeitado, e algo dentro de mim, quebrou-se instantaneamente. Orgulho talvez?! Porém, ele prosseguia praguejando e notei, no instante seguinte, que ele parecia sentir dor enquanto examinava a camisa, que ostentava uma grande mancha marrom-clara. — Desculpe-me por isso — ele falou em tom mortificado, o rosto ruborizado.

— Droga! — exclamei vendo uma boa quantidade de café derramado sobre o mármore, assim como uma pequena poça no chão. Xinguei-me ao avistar a caneca, que até alguns minutos atrás estivera em minhas mãos, tombada na bancada. — A culpa foi minha, eu que me distrai — falei atropeladamente, sentindo-me completamente responsável pelo seu pequeno acidente doméstico. Analisei a situação rapidamente e adotei uma postura um pouco mais profissional. — Tire a camisa!

— O quê?! — Namjoon olhou-me espantado.

Revirei os olhos. O que eu parecia? Um lobo em pele de cordeiro que se aproveitaria da situação?

— Eu preciso examinar a queimadura — esclareci, mas ele não pareceu muito convencido. — Eu faço medicina, Namjoon, na verdade estou em meu primeiro ano de residência — acrescentei calmamente. — Eu sei o que estou fazendo, então... — suspirei. — Você poderia colaborar, por favor? — Eu solicitei taxativo, e fui prontamente atendido. — Está ardendo? — inquiri analítico, tocando o possível local da lesão e observando que não havia nenhuma vermelhidão no local. A pele sob meus dedos parecia quente, mas não devido ao café que ali caíra.

Sorri e suspirei aliviado, mas travei a respiração e deixei o sorriso morrer logo em seguida ao permitir que meus olhos correrem pelos seus músculos salientes e firmes, absorvendo aquela beleza digna de um deus olimpiano.

— Não muito. — Namjoon afirmou. — Acho que foi apenas superficial — acrescentou alheio a minha inércia.

Meus olhos estavam vidrados no peitoral exposto de Kim Namjoon. Aquela pele dourada e aqueles bíceps levemente definidos estavam dando-me ideias nada castas, arrancando-me a sanidade gradativamente.

— Está perfeito! — declarei engolindo em seco.

Ele pareceu notar finalmente que era descaradamente analisado e sorriu com as bochechas coradas. Mordi o lábio inferior, constrangido, mas nem um pouco a fim de desviar o olhar daquele Adônis sexy.

— Seokjin? — Ele sussurrou indagativamente rente ao meu rosto, o hálito quente, cáustico. Namjoon fez menção em se afastar, contudo em um movimento quase involuntário, levei minha mão até seu rosto, delineando-o levemente, gravando cada detalhe. — Seokjin?! — seu chamado pareceu-me um aviso, ao qual ignorei.

Suspirei internamente. Ele era simplesmente lindo! Constatei minuciosamente explorando-o, procurando decorar cada traço seu, cada detalhe que o compunha, cada músculo do seu corpo forte e atraente.

Meu dedo contornou seu lábio inferior, que parecia-me tão convidativo, de forma pericial e ouvi-o arfar. Meu corpo arrepiou-se em expectativa e meus pensamentos anuviaram ligeiramente.

Desejei estar sonhando naquele momento, porém aquilo era real e eu estava ciente da vibração que nos envolvia, uma espécie de prelúdio. O calor do seu corpo chamava-me silenciosamente... E eu estava disposto a caminhar em direção ao desconhecido, jogar-me em seus encantos e ceder à cobiça.

Ah, e esse, definitivamente, era o grande problema com o desejo que me sobrepujava naquele momento: sua ânsia não tinha limites. A vontade multiplicava-se com afinco e precisa ser aplacada imediatamente.

Eu sabia que não deveria fazer o que estava pensando, porém, eu era apenas um ser egoísta e mimado que estava disposto a puxá-lo em direção a mim, atraí-lo sem pudor. Afinal eu o queria e, sem pensar nas consequências...

O beijei.

Fora apenas um encostar de lábios no início, e o toque quente e áspero dos seus lábios nos meus diluiu qualquer pensamento coerente transformando-o em algo insípido e incompreensível. E quando meus lábios finalmente ousaram mover-se sobre os seus, senti como se a gravidade tivesse sido roubada do ambiente inesperadamente.  Eu estava flutuando.

Ponderei por um ínfimo instante, considerando cessar com aquele ato inebriante, mesmo que este não fosse realmente minha pretensão. Então senti sua língua delineando calmamente meu lábio inferior, sugando-o em seguida e todo e qualquer pensamento coerente dissipou-se.

Arfei e entreabri os lábios, em expectativa silenciosa e ávida. Em seguida senti a textura da língua dele em contato com a minha — úmida e quente —, deslizando no interior da minha boca, percorrendo cada centímetro da mesma.

Ah, aquele beijo era simplesmente maravilhoso! O gosto de Namjoon misturava-se ao amargo do café e o doce do chocolate, ressaltando o leve sabor exótico da canela, e descobri rapidamente que aquela era a minha mistura preferida. Um perfeito café doce amargo!

Deslizei minhas mãos do seu peitoral rígido e bem desenhado, transferindo-as para seu pescoço e enlacei os meus braços ali, aproveitando completamente aquele ósculo eletrizante.

Eu senti como se estivesse tendo uma experiência quase sobrenatural com aquele beijo. Minhas pernas ficaram bambas e meu coração disparou descontroladamente, era quase como se eu tivesse sido transportado para outro plano. Aquela sensação extasiante tornou-se a coisa mais transcendental que eu já havia experimentado até então.

— Seokjin, não! — Namjoon separou nossos lábios abruptamente, claramente tentando colocar um pouco de juízo em minha cabeça.

— Namjoon, sim! — afirmei taxativo e sorri sensualmente. Mordi o lábio inferior, puxando-o novamente para perto de mim, ávido por prová-lo mais um pouco, o tempo que me fosse possível.

Encaramo-nos fixamente, de forma febril, por longos segundos silenciosos.

E então ele sorriu. Ah, aquele sorriso fora apenas uma fagulha lúgubre que deixou-me completamente desnorteado. E o seu olhar? Céus era tão intenso e predatório, mas ao mesmo tempo completamente divino. Como eu poderia não compará-lo a um anjo? Namjoon estava arrebatando-me inteiramente!

Inesperadamente, Kim Namjoon segurou firmemente em minha cintura e colou nossos corpos, transferindo todo o calor de sua pele para a minha. Um instante depois entendi que não existia apenas minha vontade imperativa ali, ele também fora drasticamente afetado.  Um arrepio percorreu minha nuca e logo depois transpassou por todo o meu corpo no momento em que nossos lábios se tocaram mais uma vez, em um beijo terno e calmo.

Nossos lábios colados causavam um frenesi instigante e o ósculo progredia gradativamente para algo mais profundo, aquecendo-nos perigosamente. Enlacei meus dedos entre os fios dos cabelos dele, repuxando-os levemente em deleite, ouvindo-o arfar por entre o beijo.

Gemi baixinho ao ter meu lábio inferior mordiscado e logo em seguida sugado. Para quem não queria que aquele beijo prosseguisse, Kim Namjoon parecia bem animado! Avaliei e sorri absorvendo a excitação daquele momento, aproveitando ao máximo o abraço ferrenho nos unia.

Respirar pericia-me algo banal, mas inoportunamente necessário. Namjoon finalizou nosso beijo com pequenos selares nos meus lábios, que formigavam famintos, a procura de mais contato.

Logo depois, ele colocou a testa dele na minha, e nossas respiração desreguladas tornaram-se uníssonas, enquanto mantínhamos nossos olhares presos um no outro, inquebravelmente.

No entanto, aquele momento memorável e mágico fora bruscamente interrompido.

— Namjoon você... — Kim Taehyung estava parado nos encarando com uma grande interrogação estampada no rosto. — Acho que entrei no apartamento errado — ele riu secamente e piscou os olhos. — O que diabos Kim Seokjin está fazendo aqui?! No nosso apartamento? Desde quanto vocês se conhecem? — indagou atropeladamente a ninguém em particular enquanto fuzilava-me com os olhos. Ele definitivamente não parecia feliz em me ver ali, e pela marca arroxeada em seu pescoço eu podia presumir bem o porquê. No entanto, para ser sincero, eu também não estava nada contente com sua presença intercepta e abrupta. — Alguém pode falar alguma coisa?! — rugiu entredentes.

 

 

 


Notas Finais


Ahhhhh!
O que acharam desse capítulo? É Namjin, p*r*a! Kkkkkkk
E esse Tae irritado atrapalhando o casal? Sei não, mas segura que vem treta! Kkkkkkk


Até o próximo capítulo!


Ah, gente, eu criei um grupo no whatss para os meus leitores! Vamos amigar!!! kkkkk ;)
Link -> https://chat.whatsapp.com/5GjeiRLd8jDL2W7EavPyzx

Por favor, não me deixem no vácuo rsrsrs

Bjss!!


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