História Café e Paixão - Capítulo 5


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Categorias Orgulho e Paixão
Personagens Afrânio Cavalcante, Aurélio Cavalcante, Camilo Sampaio Bittencourt, Ema Cavalcante, Jane Benedito, Julieta Sampaio Bittencourt "Rainha do Café", Susana Adonato, Xavier Vida
Tags Aurieta, Gabrieladuarte, Julietaeaurélio, Marcelofaria
Visualizações 597
Palavras 2.509
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Literatura Feminina, Poesias, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá gente, bem nesse capitulo vocês descobrirão coisinhas sobre Julieta que não existem na novela, apesar de prezar pelas características essenciais da personagem, na fic ela se mostrará mais vivaz em alguns aspectos. Há uma nova personagem, a mencionei no primeiro capitulo, talvez não lembrem pois não comentei muito sobre ela. É Catharina, escolhi a Leandra Leal pra representar, porque acho ela muito fofinha kkk.

Capítulo 5 - O Meu Amor


Fanfic / Fanfiction Café e Paixão - Capítulo 5 - O Meu Amor

Depois daquele fatídico dia a dama de preto não conseguia tirar um certo par de olhos de sua mente, parece que os cortejos de Aurélio Cavalcante estavam fazendo falta a rainha do café. Foram anos e anos de luto e agora de uma forma tão inesperada aquele homem lhe dá as forças necessárias para realizar um desejo contido de ser feliz sem armaduras, mas isso lhe assustava, a rainha tinha medo do seu próprio eu de ser fraca e deixar-se guiar pela força de um sentimento que poderia aprisiona-la. Apesar de seu medo ela é determinada e vai ao encontro da uma sensação de liberdade que as águas da cachoeira lhe a haviam proporcionado.

Eram cinco horas da manhã quando Julieta passou em sua cozinha e fez um verdadeiro arrastão, até umas cenouras pegou para soberano. Foi com o vestido mais leve que tinha o vento não precisou desfazer seu penteado estava de cabelos parcialmente soltos, ainda de preto.

Como por obra do destino que estava sem sombra de dúvidas empenhado em uni-los Aurélio estava lá, refletindo sobre a vida e claro entre seus assuntos a difícil mulher tinha se tornado o principal, sim, depois de tudo o que ela fez o jovem senhor estava arriado os quatro pneus. Tinha um livro e um violão para lhe fazer companhia. Olhando para a capa do livro falava com ele como se falasse com uma pessoa. A viúva chegou silenciosa e não foi notada pelo cavalheiro, ficou surpresa e feliz ao vê-lo ali.

- Olha Julieta, você me fez muito mal sabe, eu deveria odiá-la o único problema é que eu simplesmente não consigo, até por que fez tudo dentro da lei, depois de tudo eu lembro do teu olhar e vejo algo mais além do que você me mostra, eu definitivamente não posso nem quero odiá-la. Ainda mais depois de vê-la dançar tão leve naquele baile, , aqui nessas águas, ô céus, que visão, teu corpo é a visão do paraíso (ruborizou ao ouvir aquelas palavras de raiva e vergonha por ele tê-la visto tão exposta)  ...

- Como disse? (diz em um grito)

- Julieta? (Aurélio levanta espantado)

- Como o senhor teve a coragem? Eu jamais vou perdoa-lo por essa afronta, seu descabido, insolente (Ela vira-se para ir embora, mas ele a interrompe).

- Julieta espere, por favor (chega mais perto dela, tão perto que conseguia sentir seu perfume, a rainha fecha os olhos ao sentir o calor de Aurélio). Por favor não vá embora (ele diz com uma voz rouca que deixa sem reação).

- E por que eu deveria ficar (diz tentando ficar calma).

- Por que não ficar? (Aurélio põe as mãos na cintura da dama e a trás para si, seu nariz percorre os cabelos dela e ele inala todo o perfume possível, afastando as madeixas dá beijinhos em seu pescoço suas mãos descem para as pernas e Julieta ofega)

- O que pretende?

- Fazer com que você sinta todo o desejo que eu estou sentindo.

- Pare com isso imedia... ( As mãos de Aurélio subiram para os seios de Julieta e ela senti uma forte onda de calor percorrendo todo seu corpo, não queria que ele parasse, ele era delicado e muito sensual isso a fazia perder a razão, ele os aperta enquanto beija-lhe o pescoço, calmamente Aurélio tente abrir o fechecler do vestido, mas ao sentir ela reage)

- PARE (Ela se afasta ofegante e olha para ele).

- Por que nega? Você me deseja. Eu sei isso não se finge, você vibrou nos meus braços.

- O senhor tem o ego muito inflado (diz tentado se recompor).

- Negue que me deseja, diga olhando nos meus.

- Eu não o desejo(disse olhando firmemente seus rostos eram separados por alguns centímetro).

- E se eu te beijar, não sentirá nada se eu beijar você? (Julieta se perde olhando para os lábios convidativos e ele não perde a oportunidade, a beija suas bocas se encaixam perfeitamente, o beijo começa lento, Aurélio puxa delicadamente sua nuca a trazendo pra perto, com a outra mão puxa sua cintura, ela ofega com o ato, ele vai da boca para o pescoço, rendida aquele prazer, ela deixa-se beijar, ele aproveita o momento e desce as mãos para seu bumbum o aperta, quase em um ato involuntário Julieta desfaz o nó da gravata e abre lentamente os botões de sua camisa, em alguns segundos a camisa está no chão, a dama passa as mão delicadamente pelos braços músculos dele, o volume nas calças de Aurélio já é notório, ele põe suas mãos no flechecler da rainha novamente, mas são interrompidos)

- Julieta (era um grito que vinha de longe, uma voz feminina) Julieta, Julieta você está ai?

- Não pode ser (um sorriso brotou em seu rosto) Vista-se homem.

- Pra você é fácil dizer (diz pegando sua blusa e gravata) fez o que quis comigo.

- Ora, não seja atrevido e que esteja bem claro que o aconteceu aqui não se repetirá jamais, foi um momento de fraqueza(diz indo-se)

- Esteja certa que em seus momentos de fraqueza estarei ao seu lado (falou um pouco alto, pois ela já estava longe, foi-se o ignorando, mas por dentro não conseguia negar a felicidade estava explodindo, era algo tão inusitado e tão bom ela estava se rendendo aos poucos)

Vai em busca da voz que a chama.

- Catarinaa, me diga que não estou sonhando e é você mesma (diz olhando para os lados)

- Buu (Surgue atrás de Julieta)

- Catarinaa minha irmãa (abraça-a fortemente) Meu Deus, você está linda, como cresceu, como pode em apenas cinco anos crescer tanto?

Catarina era uma alma alegre era o oposto de Julieta tinha cabelos loiros e cacheados, vestia um rosa claro condizente com sua forma de ser, serenamente feliz.  Apesar de seus trinta anos fisicamente parecia ter vinte, já sua mente era dominada ainda por uma criança de quinze anos.

- Pois sim, já que você não se dignou a ir me visitar nesses últimos anos, a montanha veio a Maomé.

- Você sabe o quanto estou atarefada, mas nunca deixei de te enviar cartas.

- Cartas para mim não bastam, minha irmã confesso que vim pensando em encontra-la um pouco diferente, está tão jovial, sorridente.

- Ah é mesmo, então vamos ficar aqui no meio do nada conversando?

- Desviando do assunto Julietinha?

- O cavalo onde você colocou (Catarina não segurou o riso). Deixe de ser boboca, vamos (Caminham até onde estão os cavalos)

- Está ao lado do seu, fui até a mansão e Petúlia me disse que havia saído e provavelmente estaria nas redondezas na fazenda, mas foi uma sorte tê-la encontrado, o que fazia em um lugar tão afastado?

- Não faça perguntas impertinentes e vamos (Subiram nos seus cavalos)

- Não pense que vai se safar irmãzinha vou tirar todas as informações que preciso.

- Humhum, vamos fazer o seguinte se ganhas de mim em uma corrida te conto tudo e mais um pouco.

- Aceito o desafio.

- Mas se eu ganhar quero saber de todos os seus affair dos últimos anos.

- Engraçado, creio que nosso assunto será o mesmo independentemente de quem ganhe.

- Deixe de conversa afiada e vamos logo com isso. (deixam os cavalos alinhados) Preparar, apontar, fogo...

Saíram em disparada pelos vastos campos do vale, dessa vez a vencedora foi Julieta deixando Catarina muito chateada.

- Não dona Julieta, não vale você roubou.

- Haha, não aceitar a derrota é muito feio minha irmãzinha.

Entram em casa e são atacadas por Suzana.

- Julieta minha querida, onde estavam, já estava ficando preocupada

- Não vejo motivos Suzana, vamos Catarina me acompanhe até o escritório.

- Sim capitã Julieta (põe a mão na cabeça como se fosse um tenente).

- Pare de brincadeira criança, vou acabar lhe dando uma boa sova.

Quando as irmãs saem Suzana despeja seu veneno.

- Viu como estava Julieta, Petulia? Cabelos soltos, leve, sempre com a linguinha bem afiada, mas está diferente, isso não me parece bom.

- Madama devia se preocupar com o lordezinho que está cada vez mais encantado com a camponesa.

Julieta senta-se em uma poltrona de frente para o sofá que Catharina está.

- Vamos, o que espera para me contar suas aventuras românticas sua espevitada.

- Que você nos sirva um bom vinho, há coisas que só estando um pouco alterada, assim digamos para conseguir contar.

- Haha, quer dizer que você foi até os finalmentes com Armando (pegou o vinho e serviu duas taças).

- Sim fui, assim como com Júlio, Alfredo, Rodolfo...

- Enfim, com toda a população masculina da França.

- Não seja exagerada, muito melhor que ficar como você amargando a vida por alguém que já morreu. Meu casamento com o falecido foi horrível, assim como o seu, ele me era infiel, me batia e outras coisas mais, foi um verdadeiro inferno. Papai foi cruel com nós duas (fala com olhar distante, mas logo volta a sua postura radiante). Porém isso não me impede de desfrutar a vida, sair, ver gente, bailar, para isso o dito cujo serviu, me deixou bastante dinheiro, uma recompensa pelos malditos anos que passei ao seu lado, não vale mais que minha desgraça, mas do limão façamos limonada.

- Não sabe como a admiro por sua fibra e coragem, mas não me interessam os affair.

- Então apaixone-se.

- Está louca? Nunca ouvi tamanho absurdo.

- Ora Julieta, existem homens bons.

- Me diga ao menos um.

- Bem eu não procuro homens bons eles são raros, vou pela facilidade, procuro homens apaixonados, calorosos, intensos, mas tenho certeza que se procurar bem achará um, na verdade pelos seus olhos vejo que já o tem, conte-me, quem é?

- Viemos aqui falar sobre sua vida, não sobre ...

- Aha, então existe alguém na vida da Rainha do Café?

- Claro que não.

- Não tente mentir pra mim ainda te conheço com a palpa da minha mão.

- Está bem (Catharina soltou um pequeno gritinho). Controle-se e não se anime, não é um romance, é apenas um petulante que anda me cortejando.

- Isso é obvio você é cortejada em todos os lugares, a diferença desta vez é que você está cedendo.

- Pare de fazer especulações menina (mesmo Catharina tendo trinta anos Julieta ainda a tratava como a criança de cinco que era quando casou-se com Osório).

- Julieta pare com enrolação e confesse seu caso de amor.

- Não é amor.

- Paixão?

- Não é nada e você tem o dom de me tirar do sério (esvazia o copo de vinho que estava em suas mãos). Nos beijamos, três vezes, quando você chegou estávamos a ponto de ...

- Não posso acreditar (ajoelhou-se) diga-me que não estou sonhando. A rainha do Café está apaixonada (gritou).

- Cale-se Catharina (diz em meio a riso).

- Obrigado meu Deus, minhas suplicas em orações foram atendidas, mil vezes obrigada! (a mais velha solta uma gargalhada) Só posso estar em um devaneio, quando foi a última vez que a vi rir assim minha irmã? (segura suas mãos)

- Se bem me lembro quando nasceu  Helene, sua filha, minha petit. Onde está, estou louca para vê-la.

- Não senhora, só ira ver sua petit quando terminar de me contar tudinho, chega de me martirizar Julieta.

- O que quer saber ainda?

- (Puxando-a para o chão olhando no fundo dos seus olhos) O que sentiu?

- Não me olhe assim (diz vermelha). Senti um calor, minhas pernas bambeando, senti uma vontade incontrolável de me entregar a ele, ali no meio do nada. Ele é delicado e tão apaixonado, me diz coisas tão bonitas, parece uma criança inocente e pura, (falou romântica, mas mudou de tom ao lembrar da “desfeita” de Aurélio) ahh não, ele também é um atrevido. Você não vai acreditar... Ele me desenhou, depois de ter a audácia de me ver em trajes íntimos.

- O que? (falou de olhos arregalados)

- Sim, estava me banhando em uma cachoeira aqui do Vale ele viu a cena e me desenhou.

- O pobre nem sequer teve culpa, deve ter ficado hipnotizado com sua beleza.

- Não seja boba.

- Já olhou-se no espelho? É uma mulher cheia de curvas atraente para qualquer homem que desejar ter e a única boba aqui é você, me trata como se fosse criança, mas o seu comportamento é ainda mais infantil que o meu. Está se privando de um sentimento por uma experiência do passado, eu sei o quanto é difícil esquecer todas as atrocidades que aquele monstro lhe fez, mas melhor estar acompanhada, com a união de duas forças fica mais fácil vencer a guerra.

- Não preciso de homens para vencer minhas guerras. Me basto e me sobro.

- Você como mulher religiosa que é deveria ler mais Eclesiastes. Assim diz a palavra do senhor “E, se dois dormirem juntos, vão manter-se aquecidos. Como, porém, manter-se aquecido sozinho? Um homem sozinho pode ser vencido, mas dois conseguem defender-se.”

Catharina havia conseguido deixa-la sem argumentos, as viúvas tão diferentes se davam muito bem, eram complementares. Passaram horas conversando, foi uma manhã agitada que logo virou tarde, quando já estavam alegrinhas Julieta deu um basta dizendo “Mal chega e já me leva ao caminho da perdição criança? Vamos quero ver minha petit”. “Antes vamos ao seu piano”. A jovem loira arrastava Julieta pelas escadas até chegarem a estufa onde estava o piano e a Catharina começou a tocar alegremente e a cantar...

 

 

O meu amor tem um jeito manso que é só seu

E que me deixa louca quando me beija a boca

A minha pele toda fica arrepiada

E me beija com calma e fundo

Até minh'alma se sentir beijada

 

O meu amor tem um jeito manso que é só seu

Que rouba os meus sentidos, viola os meus ouvidos

Com tantos segredos lindos e indecentes

Depois brinca comigo, ri do meu umbigo

E me crava os dentes

 

Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz

Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz

 

- Atrevida!

- Cante comigo, canta melhor que eu.

 

O meu amor tem um jeito manso que é só seu

Que me deixa maluca, quando me roça a nuca

E quase me machuca com a barba mal feita

E de pousar as coxas entre as minhas coxas

Quando ele se deita

 

O meu amor tem um jeito manso que é só seu

De me fazer rodeios, de me beijar os seios

Me beijar o ventre e me deixar em brasa

Desfruta do meu corpo como se o meu corpo

Fosse a sua casa

 

Eu sou sua menina, viu? E ele é o meu rapaz

Meu corpo é testemunha do bem que ele me faz

 

- Ai se papai nos visse, nos daria uma boa sova por cantar essas indecências (diz gargalhando). Mal chega e já me leva ao caminho da perdição criança? Vamos quero ver minha petit.

- Você ainda não viu nada!


Notas Finais


E aí gostaram da Catharina? Adorei escrever sobre ela kkk, o que vocês estão achando de por essa músicas mais "atuais" na fic, fica sem nexo ou é massa?

Obs: Link da música no piano e cantada

https://www.youtube.com/watch?v=Kvn1AQZBCPw

https://www.youtube.com/watch?v=0MrSQ7eljxY


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