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História Cafeteria Burket's - Capítulo 20


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Notas do Autor


Boa leitura 🌹

Capítulo 20 - Um garoto com amor


Fanfic / Fanfiction Cafeteria Burket's - Capítulo 20 - Um garoto com amor


Jungkook nunca se sentiu tão extremamente nervoso com algo quanto naquele momento, em seus vinte e seis anos de idade. Na verdade,  ele já havia sim ficado muito nervoso com um certo acontecimento em especial — seu primeiro beijo. Mas isso havia acontecido há tanto tempo atrás, que ele quase não lembrava do que sentira no dia em questão.

Agora, parado ao lado de fora do portão da casa de Haeyon, Jungkook sentia que estava sufocando. As ruas pareciam pistas de corrida que ele teve de percorrer com rapidez em um curto espaço de tempo, ato que parecia ter tragado todo o ar existente em seus pulmões. O sol encontrava-se escondido por entre as nuvens esbranquiçadas, e não haviam tantos raios solares incidindo àquela manhã consideravelmente calma para um domingo.

O de fios castanhos continuou parado onde estava. Já havia enviado uma mensagem de texto a Hae, antes de sair do carro, avisando que havia chegado, e agora ele apenas a aguardava surgir através da porta de sua própria residência. Enquanto o fazia, Jungkook sentia a palma de suas mãos suando frio, a garganta secava gradativamente a cada três segundos e uma forte sensação de claustrofobia o atingia, como se houvessem paredes grossas na região, as quais pareciam estar se fechando com uma rapidez assustadora ao seu redor.

"Fique calmo, Jungkook. Isso não é o fim do mundo. Pense em coisas boas, pense em Haeyon".

Jungkook respirou fundo, dizendo a si mesmo que agora não era a hora exata para deixar o nervosismo lhe dominar. Afinal, ele deveria agir como o homem responsável e maduro que desejava pedir permissão dos pais de Haeyon para que pudesse namorá-la formalmente — sim, Jungkook ainda era o tipo de rapaz que fazia questão daquilo, uma vez que seus pais agiam da mesma maneira, anos atrás, e ele também havia sido criado assim —, e naquele momento a última coisa que queria era parecer desconcertado, bobo, sem saber o que fazer.

Jeon nunca imaginou que pudesse passar por aquela situação, e sentia-se como um adolescente, conhecendo os pais da garota que gostava — ainda que ela fosse uma mulher adulta, não exatamente uma garota — pela primeira vez.

Apertando as pálpebras rapidamente entre si, Jungkook respirou fundo, esvaiu o ar por entre os lábios com lentidão, como se o ato o fizesse acalmar-se minimamente, de alguma forma. Em seguida, a mão direita migrou automaticamente até as madeixas castanhas do rapaz, os dedos formando uma espécie de escova improvisada, passando-os em toda a extensão de seus fios a fim de mantê-los em seu devido lugar.

Ele não era o tipo que costumava carregar espelhos no bolso da calça jeans, ou em compartimentos do próprio carro — apesar do automóvel ser equipado com um espelho retrovisor interno e dois externos. Entretanto, naquele instante, o jovem desejou realmente ter um item como aquele, consigo. Assim, certamente não estaria tão inseguro sobre estar completamente apresentável ou não.

Céus, ele estava tão preocupado que tudo pudesse sair perfeitamente bem, como imaginara até então, que no fundo Jungkook tinha total certeza de que talvez fosse exatamente aquilo que estava lhe deixando nervoso: o maldito perfeccionismo que o acompanhou a vida toda, o sentimento, por vezes fútil, de tentar fazer com que todas as suas ações pudessem ser ridiculamente perfeitas de um qualquer modo.

E se ele continuasse agindo assim? E se isso o fizesse estragar tudo?

Se preocupar de mais, e fazer de menos certamente poderia colocar tudo a perder. E aquele era um risco que Jungkook não queria correr.

— Oi — disse Haeyon, o cumprimentando assim que abriu a fechadura do portão.

Jeon piscou um pouco as pálpebras, percebendo a presença dela ali pela primeira vez. Estava tão atônito que sequer notara a Kang esticando o braço para entrelaçar seus dedos nos dele, puxando-o para a área interna da casa. Ela com certeza já deveria imaginar o quão nervoso ele estava apenas por visualizar a expressão de susto em sua face.

— Oi — respondeu Jeon, sorrindo fechado. — Você está diferente.

Haeyon franziu o cenho. Ela não sabia ao certo como deveria  interpretar a frase dita por Jeon.

— Você não está nada mal. Eu acho. Tá tudo bem?

Hae uniu as sobrancelhas entre si, formando linhas irregulares em sua testa devido a fronte franzida. Os olhos castanhos sondaram Jungkook por um instante e ele sorriu amarelo, diferentemente de como fazia em momentos como aquele, onde o maior apenas retribuía ao sorriso que lhe era lançado automaticamente, de forma intensa, deixando irradiar de seu interior todos os sentimentos que tinha por Haeyon.

Mas, agora, não era como se Jeon pudesse simplesmente pensar em seus atos com coerência e coesão.

Jungkook respirou fundo antes de respondê-la, as íris castanhas um tanto opacas.

— Tô um pouco nervoso. Mas não é nada que eu não possa lidar por você.

Haeyon sorriu ao ouvir tais palavras, justamente quando os passos de ambos começaram a diminuir de velocidade, assim que chegaram à porta que oferecia entrada para a sala de estar.

Estar diante da única coisa que o separava do "monstro aquático" conhecido como "Senhor Kang", era algo assustador, fazia Jungkook suar frio e cogitar mil e um acontecimentos negativos quando colocasse os pés definitivamente em algum lugar lá dentro.

A Kang levou as mãos até a maçaneta da porta, e antes que ela finalmente viesse a abrí-la, Jungkook pôde discenir com facilidade o distante de som de uma gargalhada infantil e passos rápidos ecoando provavelmente no ambiente principal.

"Pobre Jeon Jungkook", pensou Haeyon, secretamente. Se sofresse de problemas cardíacos, com certeza já teria caído duro no chão há minutos atrás.

Ela nunca o tinha visto daquele jeito desde que conseguia se lembrar, e saber que ele estava meio — ou na verdade muito — nervoso com o momento em questão, não era tão agradável quanto parecia.

Hae suspirou, ainda segurando a maçaneta da porta fechada. Em seguida, mirou os olhos castanhos em direção aos do próprio Jeon. A mão livre elevou-se um pouco apenas para tocar-lhe o ombro, apertando levemente a pele por baixo da camiseta xadrez. Sua expressão suavizou-se por alguns instantes e ela tentou lhe transpassar a sensação de calmaria e reconforto, tentando fazê-lo sentir-se mais seguro de si. Que ela estava ali e os dois estavam juntos nessa.

— Não precisa ficar assim — disse ela,  sorrindo gentilmente de lábios encostados. — Meus pais não são monstros de sete cabeças pra você ter medo deles. Quer dizer, minha mãe é um amor de pessoa mas você tem que se preocupar mais com o meu pai. Saiba que se você falar alguma coisa errada, o mínimo que ele pode fazer é te colocar pra fora de casa. Fora isso, acho que vão se dar bem. Pense em como seria conhecer o namorado da sua filha.

"Minha filha não vai namorar antes dos trinta e cinco anos", pensou Jungkook internamente, porém havia guardado a idéia apenas para si mesmo, as palavras que Haeyon verbalizara ecoaram em sua mente de repente.

— O mínimo? — Jeon ergueu as sobrancelhas, atônito. — E o que seria pior que isso?

— Nem queira saber... — Hae respondeu rapidamente, preparando-se para girar a maçaneta.

O coração de Jungkook martelava suas próprias costelas, de tão forte que batia em seu peito.

— Você está me assustando de propósito, Kang Haeyon? — Uniu as sobrancelhas e a Kang riu.

— Eu? — As mãos de Hae formaram um arco acima do peito e ela franziu o cenho automaticamente. Jeon podia afirmar que Haeyon escondia um meio sorriso. — Como pode achar que eu seria capaz de uma coisa dessas? Claro que não. Só estou te deixando preparado para qualquer coisa. Nunca se sabe.

Haeyon sorriu amigavelmente para Jungkook, que acabou devolvendo ao sorriso que lhe foi lançado agora na mesma intensidade que ela. Aquele simples ato por parte da mulher à sua frente apenas servia como um estopim para que ele viesse a entender o quanto ela era importante.  E o quanto aquele momento também deveria ser não somente para ele. Mas para o futuro dos dois.

— Vamos lá? — Jungkook fez um movimento rápido com as sobrancelhas, como se dissesse "estou pronto", porque estava, de fato.

No segundo seguinte, o de fios castanhos visualizou a cena dos dedos de Hae girando a maçaneta para o lado direito em um verdadeiro borrão. Em seguida, a porta foi aberta e a mão livre que segurava seu pulso esquerdo acabou puxando-o para dentro da residência, finalmente e, então, Jeon Jungkook estava na sala de estar da família Kang, mais especificamente em frente a mãe e a irmã de Haeyon.

A senhora Kang possuía os mesmos traços faciais da filha mais velha. Jungkook surpreendeu-se com a genética de ambas, por um momento, porque se colocadas lado a lado, ninguém afirmaria que as duas eram mãe e filha, e sim irmãs.

A mulher mais velha lançou um sorriso gentil ao maior, enquanto aproximava-se cada vez mais de onde ele estava, ao lado de Hae. Ela já havia soltado-se dele e agora tratava de apresentar os dois formalmente pela primeira vez.

— Sei que vocês dois já se conhecem, mas, mãe, este é Jeon Jungkook.

Jungkook reverenciou a senhora Kang, entregando-lhe o buquê de lírios brancos em suas mãos, o qual ele havia esquecido completamente que estava ali consigo.

— Boa noite, senhora — saudou,  embolando-se com as palavras. A senhora Kang enrijeceu a testa, fitando-o como se ele tivesse dito a maior bobagem de todos os tempos, para ela. E, bem, ele havia, de qualquer modo. Estava tão nervoso que havia trocado os pés pelas mãos. — Digo, bom dia. Eu lhe trouxe isso. É para a casa.

Os cantos dos lábios da mulher se curvaram grandiosamente em um sorriso vivaz, e ela logo recebeu os lírios nas mãos do futuro genro, balançando a cabeça para agradecer a gentileza do mais novo. Em seguida, caminhou até a mesa, colocando as flores que lhe foram dadas em um jarro de vidro translúcido.

Quando a mãe afastou-se completamente, Haeyon gesticulou até o sofá, a fim de que Jungkook pudesse sentar-se corretamente e esperar a vez de conhecer o pai de Hae, o qual coincidentemente não havia aparecido até então.

Assim que suas costas recostaram-se no espaldar almofadado, Haeyon inclinou-se até o de fios castanhos, curiosa.

— Como você sabe que minha mãe gosta de lírios brancos?

Jungkook franziu o cenho, dando de ombros.

— Eu não sei. Só pesquisei na internet sobre qual tipo de flores deve-se dar para a mãe de uma namorada.

A Kang deixou uma gargalhada baixa escapar através de seus lábios, sentada ao lado dele no sofá. Não era por maldade ou coisa parecida, no fim das contas. Afinal, Jungkook havia acertado em cheio no "presente" para a sua mãe — Haeyon sabia melhor do qualquer outra pessoa, o quanto ela amava lírios brancos —, e a observação dele com relação a pesquisa feita na internet havia sido curiosa, porém singela.

Ele conseguia ser tão puro, às vezes...

— Você é uma comédia — disse Hae, meneando a cabeça. — Me contrate quando abrir um teatro.

Haeyon sorriu internamente. Estava feliz por ver que Jeon estava se esforçando, apesar de tudo. Ela sabia o quanto aquele momento era importante para ele, já que a iniciativa havia partido do próprio Jungkook. E aquilo era algo que os dois enfrentariam juntos, como o verdadeiro casal que ambos gostariam de ser.

— Papai. — Haeyon sorriu para o homem alto e robusto que surgia no corredor onde localizavam-se os quartos.

E pronto. Bastou apenas um olhar do homem caminhando até a sala de estar, para Jungkook sentir como se alguém tivesse acabado de deslizar um cubo de gelo na linha de sua coluna.

— Olá. — Foi a única coisa que o senhor Kang disse ao chegar à frente dos dois.

Haeyon levantou-se do sofá naturalmente, e Jungkook fez o mesmo por puro instinto.

Ele não sabia ao certo o que fazia. Se apenas reverenciava o pai de Haeyon em cumprimento, apertava-lhe a mão ou falava logo tudo de uma vez.

Jungkook estava confuso, e estremeceu da cabeça aos pés quando o senhor Kang fixou os olhos nos dele, como se estivesse analisando-o em silêncio.

— O-lá. Eu sou Jeon Jungkook. É um prazer conhecê-lo.

O jovem balançou a cabeça, praguejando-se por gaguejar durante um certo instante. E curvou-se minimamente para cumprimentar ao homem mais velho, os cabelos castanhos recaindo ao redor da face conforme ele retornava à posição inicial.

— Eu já ouvi falar muito de você. — A voz do homem era firme e grossa, e ele não exibia qualquer expressão de afeto e sequer sorria. Isso acabou fazendo com que Jungkook viesse a se sentir ainda mais tenso. — Mas ainda achei que fosse mais... velho. Sente-se.

Haeyon e os dois sentaram-se ao sofá, enquanto a senhora Kang retirava alguma coisa do forno, com a ajuda de Ha Na. O pai estava sentado a frente de ambos, os olhos grandes mirando cada mínimo movimento executado por Jungkook — que não eram muitos, para falar a verdade.

O de fios castanhos estava com o coração descompassado e era como se o orgão estivesse batendo com toda a força possível em sua garganta, prestes a saltar pela boca.

Ele não sabia dizer em qual sentido o senhor Kang referiu-se à sua aparência. Mas esperava que ele não viesse a considerá-lo aparentemente imaturo ou coisa assim — embora estivesse longe de ser completamente experiente em certos assuntos.

Ocorria com frequência sempre que alguém o conhecia mais a fundo, como naquele instante. As pessoas pareciam esperar um Jeon Jungkook de pose mais séria, vinte e quatro horas dedicado ao trabalho, talvez sem qualquer sentimento. O estereótipo de CEO frio e calculista que existia por aí — embora sua função não fosse bem aquela. Mas, na verdade, Jungkook era muito diferente de como a maioria das pessoas o enxergava: por vezes, era como se ele fosse um garotinho preso no corpo de um homem adulto, com sentimentos de um menino de oito anos, e não de alguém com quase trinta.

— Haeyon, filha, vá ver se sua mãe precisa de ajuda — disse ele novamente, gesticulando para a filha ao lado de Jeon.

Haeyon sorriu amarelo, unindo as sobrancelhas em desconfiança.

— Acho que ela não precisa — respondeu a Kang mais nova, outra vez.

— Vá ver. Por favor.

O homem piscou os olhos de uma forma que a fez compreender seriamente o que ele realmente queria ao pedir para que ela fosse juntar-se a mãe e Ha Na.

O senhor Kang queria alguns minutos livres com Jungkook. Talvez para que pudessem ter uma "conversa de homem para homem", como o pai havia feito anos atrás, com Kim Namjoon — embora com o ex-namorado a situação tenha sido ainda mais tensa e constrangedora.

— Tudo bem. Eu volto logo.

Haeyon assentiu positivamente, dizendo aquilo mais para Jungkook, do que para o próprio pai.

Conforme distanciava-se da sala de estar, a expressão de susto no rosto de Jeon tornava-se extremamente perceptível de segundo a segundo. Era como se ele estivesse prestes a gritar a qualquer momento.

— Então você é o rapaz que está tentando se engraçar com a minha filha — questionou o homem novamente, embora aquela fosse uma pergunta retórica. Os olhos de Jungkook arregalaram-se um pouco e ele engoliu em seco de repente, pensando no que dizer.

O senhor Kang era extremamente intimidador. Mas Jungkook não o julgava, em todo o caso. Afinal, ele também gostaria de ser um pai intimidador em momentos como esse, o tipo que causa medo nos garotos por aí, que os mantém longe, de certa forma.

— Eu gosto da sua filha, sim, senhor Kang. Haeyon é a pessoa mais incrível que já conheci e por isso eu estou aqui. Quero que saiba que estou disposto a ter algo totalmente sério com ela.

Por fora ele estava calmo, mas por dentro o jovem era um furacão. Ele nem ao menos percebeu quando as palavras simplesmente começaram a escapar de seus lábios.

— Ela é incrível apenas por ser uma mulher — corrigiu o senhor Kang, olhos ainda mirando os do mais novo. — E saiba que Haeyon é minha primogênita, e por isso eu não vou permitir que ela se magoe novamente em outro relacionamento. Nós não estamos aqui para impedir que ela namore quem quiser. Afinal, Hae é adulta. Mas eu só quero que esteja ciente de que caso eu saiba que você fez a minha princesa chorar, quem vai chorar será você rapaz, entendeu?

— Eu jamais faria algo para magoá-la, senhor. Acredite — disse Jungkook, esforçando-se para não gaguejar novamente.

O senhor Kang balançou a cabeça, brincando com a língua na área interna da bochecha.

— Minha filha é uma pessoa muito sensível, rapaz. Ela tenta ser durona, forte de vez em sempre, e finge que não sente quando algo a chateia, mas ela sente, e muito. Se você fizer alguma coisa errada, que desagrade a Haeyon, ela não vai te contar. Você tem que ficar atento aos sinais, entendeu? Tem que saber exatamente o momento certo para se desculpar, porque se a minha filha está triste, eu fico irritado. E se eu ficar irritado porque a minha filha está triste, o culpado será você, entendeu? Garanto que você não vai querer me ver irritado, rapaz.

Jungkook balançou a cabeça insistentes vezes a fim de deixar claro que havia entendido o recado dado pelo pai de Haeyon.

Ele sabia que nunca faria nada que pudesse magoar os sentimentos dela, porque Hae era incrível demais para ser tratada de maneira fútil, desmerecida. Jungkook sabia que ela deveria ser tratada como a verdadeira "mulher maravilha" que era.

A maior vontade do senhor Kang, como pai, era que Haeyon pudesse encontrar alguém que a fizesse esquecer das tristezas do passado, maus momentos e todas as coisas ruins que ela já teve de passar. Seu desejo era fazer com que ela pudesse ser realmente feliz, ao lado de alguém que a merecia, que estivesse ao seu lado quando ela mais precisase.

E apesar de ainda ser cedo para aquilo, e de que o senhor Kang jamais admiria isso em voz alta — principalmente para o rapaz a sua frente —, algo lhe dizia que havia encontrado a pessoa certa para aquilo bem diante de seus olhos, na pele do jovem Jeon Jungkook.


Notas Finais


Último capítulo será postado na segunda 🌹


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