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História Cafeteria Paranormal - Capítulo 6


Escrita por: e Elementalysta


Notas do Autor


O capítulo de hoje será diferente, ele terá o foco em duas pessoas. Obviamente, isso fez com que o tamanho do capítulo fosse maior do que o dos outros. Espero que gostem.

Capítulo 6 - Thiago Fritz e Elizabeth Webber


Fanfic / Fanfiction Cafeteria Paranormal - Capítulo 6 - Thiago Fritz e Elizabeth Webber

 Os dois velhinhos iriam ter um dia romântico. 

 Thiago acordara cedo, tinha de fazer suas coisas cedo para que ficasse seu dia com sua amada Liz não fosse interrompido. Ele fez carinho em Perguinho, o salsicinha que ele e Liz adotaram de um falecido amigo de Liz, que ainda dormia. Colocou ração para o cachorrinho e então foi preparar a própria comida. Thiago nunca fora muito bom na cozinha, nem mesmo quando jovem, mas Liz lhe ensinou o básico: torrada, omelete e bacon, a comida não ficava tão boa quando era a Liz que fazia, mas dava pro gasto.

Enquanto Thiago fritava os ovos, sentiu algo envolvendo sua cintura.

- Bom dia, meu querido – disse Liz, sonolenta, apoiando sua cabeça nas costas de Thiago.

- Bom dia, minha queridíssima.

- Deixa eu assumir isso aqui, você não é muito bom com a frigideira.

- Tudo bem. Vou preparar café.

 Liz pegou mais dois ovos e quebrou-os sobre a frigideira, depois adicionou o bacon. Thiago pegou a cafeteira e começou a preparar o café. Por alguns momentos tudo o que se ouvia era a frigideira estalando e o café sendo coado. Passado um tempo, tudo estava pronto, Thiago pegou dois pratos e deu um para a Liz, então, ambos pegaram seu café da manhã e se sentaram à mesa.

 - Você cozinha muito bem, minha linda esposa – disse Thiago depois de comer o omelete.

 - Obrigado, meu lindo marido – Liz disse sorrindo.

 - Então – disse Liz depois de um tempinho -, é hoje, né ?

 - Sim. O nosso dia.

 - Correto. Nem pense em estragar esse dia se não eu acabo com você.

 - Nem pensaria em fazer isso, minha vida.

 - Ótimo. O que vai fazer agora de manhã ?

 - Pagar a conta de água e dar de comer aos pombos em frente à cafeteria, e você ?

 - Vou comprar algumas coisas para o nosso encontrinho.

 - Perfeito.

 Eles ficaram quietos até terminarem de comer, Thiago levou os pratos à pia e os lavou. Depois disso, Liz foi para a sala assistir jornal, ela adorava fazer isso, talvez ela essência de ex-médica que ainda havia nela. Thiago foi para o quarto escolher a roupa que usaria para sair, seria algo simples, mas nem por isso ele iria sair todo desleixado. Tendo escolhido a roupa, Thiago pegou um pouco de pão e colocou numa vasilha dentro de uma sacola.

 - Estou saindo, meu amor.

 - Se cuida, meu querido, não esquece a bengala.

 - Tá na mão, chefia. Te amo.

 - Boa! Também te amo.

 Thiago saiu do apartamento e rumou para a lotérica para pagar a conta de água, a bengala numa das mãos e a sacola com o pão na outra.

 Como o momento especial entre Thiago e Liz seria à noite, Thiago não se importaria em demorar na rua. Primeiro ele iria na lotérica pagar a conta de água. Incrível como mesmo às 08:40 a lotérica já apresentava algumas pessoas, a maioria era da faixa etária do Thiago. A fila estava grandinha, mas isso seria bom, Thiago poderia ficar revendo suas memórias da época de jornalista: Thiago era do tipo que ia atrás da notícia e tentava fazer o possível pra consegui-la. Chegada a sua vez, Thiago pagou a conta, a atendente era simpática, então foi para a cafeteria. Lá, ele resolveu comprar algo, havia tomado café antes de sair, mas o café de lá era sempre bem vindo.

 - Bom dia. Um degolificada, por favor – disse Thiago ao atendente de longos cabelos.

 - Certo. Qual o sabor do bolo ?

 - Hmmm coco!

 - Para viagem ou comer aqui ?

 - Viagem.

 - Tudo certo. Deu R$ 30 reais.

 - Aqui.

 - Obrigado, aguarde na fila de retirada.

 - Tenha um ótimo dia, filho – Thiago disse quando se virava para entrar na outra fila.

 - Obrigado, senhor – o atendente respondeu e sorriu.

 Thiago gostou do atendente, apesar da cara de sono, parecia um bom rapaz, esforçado quando necessário. A cafeteria estava com algumas pessoas, mas isso não fez com que o tempo na fila parecesse uma eternidade.

 - Bom dia! Qual o seu nome, senhor ?

 - “Thiago”, querida.

 - Certinho – a atendente disse devagar enquanto escrevia. – Prontinho. Aqui está o seu café e o seu bolo.

 - Obrigado, meu anjinho.

 Thiago olhou para o café e viu que havia um sorriso desenhado ao lado de seu nome, isso deixou ele feliz então ele sorriu para atendente, a atendente sorriu de volta. Thiago gostou do sorrio da atendente, era alegre, cheio de felicidade.

 Thiago se sentou em um dos bancos que havia em frente à cafeteria. Apesar da cafeteria ser um local bem limpo e bem cuidado, costuma pousar bastante pombo na frente dela e ele e Liz gostam de jogar pão pros pombos comerem. Thiago deixou o café e a embalagem ao seu lado e tirou o pão que carregava, foi tirando de pedaços em pedaços e jogando aos pombos, tomando um gole ou outro do café. Tempo foi e tempo veio, uma hora, saiu um jovem de moletom verde, ele olhava de um lado para o outro.

 - Algum problema, filho ? – perguntou Thiago em voz alta para que o rapaz lhe ouvisse.

 - Hum ? Ah, bem, eu tô um pouco... confuso.

 - Sente-se – Thiago bateu no lado vazio do banco -. Talvez eu possa lhe ajudar.

 - Certo – o rapaz se sentou rápido, estava agitado.

 - Pode começar me contando porquê tem tanta agitação – Thiago bebeu um gole de seu café.

 - Certo... eu sou gay...

 - Começou bem... – mais um gole.

 - Obrigado... eu quero ter um segundo encontro com o cara que eu tô saindo, mas eu não sei aonde levar ele!

 - Aonde você levou ele no primeiro encontro ?

 - Cinema, depois comemos no McDonalds.

 - Hmm... – Thiago bebeu mais um gole do seu café, ele realmente gostava daquele café. – Vocês tem gostos em comum ?

 - Nós dois gostamos de tecnologia e... quadrinhos!

 - Bem, você pode levar ele em alguma lan house ou numa livra nerd que tem em alguns shoppings.

 - São boas sugestões! – Samuel levantou, agora sua agitação se tornou empolgação. – Obrigado, vovô!

 - De nada, meu querido. Se divirta bem com o seu namorado!

 Samuel deu um joinha e sorriu, então, virou a rua. Thiago se sentia ainda mais contente, estava fazendo as pessoas terem muitos sorrisos. Ele já estava terminando seu café e se lembrou que também tinha um bolo, resolveu comer ali mesmo, a vista seria do gramado, aonde os pombos pousam e a rua, mesmo sendo algo simples, Thiago gostava.

 O bolo de coco estava muito bom, o foco da cafeteria podia até ser os cafés, mas eles também mandavam muito bem nos bolos. Já estava perto de 12:00, ele gostava de ficar lá parado revivendo as memórias de quando mais novo. Thiago começou a se preparar para ir para casa quando alguém o chamou.

 - Thiago ? – disse um homem negro com cabelo liso na altura dos ombros, ele usava uma camisa de manga comprida listrada roxa e branca, e uma calça jeans preta.

 - Hugo ?

 - É você mesmo, Thiagão!

 - Pô, meu querido, há quanto tempo! – Thiago se levantou e deu um abraço apertado em Hugo.

 - Nunca mais tinha te visto, Thiago. Velho é assim mesmo, aposenta e some da vista dos outros ?

 Ele e Hugo deram risada.

 - Foi tu que não se mudou também. Oh, senta aí, bora bater um papo, tu pode ?

 - Posso, posso.

 Thiago e Hugo se sentaram. Hugo era um antigo amigo de Thiago da época de jornalista, quando Thiago se mudou, acabou perdendo contato com Hugo. Eles eram bem amigos, brigaram poucas vezes e nenhuma por um motivo sério.

 Papo veio, papo foi. Apenas Deus sabe por quanto tempo aqueles dois ficaram ali conversando e dando boas risadas.

 - Eita, porra! Já são 15:00! – disse Hugo ao olhar o relógio.

 - Caralho, sério ? Agorinha era 12:00!

 - Pô, Thiagão, foi muito bom te rever, cara, mas eu tenho que ir. Tenho um encontro essa noite com meu parceiro, 3 anos de casamento.

 - Suave, irmão. E parabéns pelos 3 anos, sempre gostei do Rodrigo, tu e ele fazem uma ótima dupla.

 - Brigado, brigado. Deixa eu ir se não ele me mata! Ah! Deixa eu te passar meu número, pra gente conversar as vezes.

 - Verdade, passa aí que eu gostei do papo que a gente teve.

 Tendo pego o número de Hugo e se despedido, Thiago resolveu voltar para casa, podia passar o resto do tempo até o encontro dormindo.

 Enquanto Thiago esteve fora, Liz foi no mercado comprar algumas coisas pro momento importante entra eles. Como a ida ao mercado tinha sido rápida, Liz resolveu dar uma passada no hospital que trabalhou, por sorte ele era até que perto de onde ela mora atualmente, um bilhete pregado à porta da geladeira avisava aonde ela estaria caso Thiago voltasse enquanto ela estivesse fora.

  Liz foi uma grande cirurgiã, apesar de não ter desenvolvido nenhuma técnica nova ou ter tido nenhuma ideia brilhante, ela apenas era boa em muitas áreas, se um cirurgião cardíaco ou neuro estivesse fora quando um procedimento relativamente fácil precisava ser feito, a Dr. Webber o fazia tranquilamente.

 Ela foi dando uma olhando nos pacientes, a princípio alguns médicos se irritaram com uma velha querendo dizer o que fazer, eles se calaram quando alguns residentes perceberam que aquela era Elizabeth Webber, a meta de muitos.

 A ida no hospital foi boa, Liz deu algumas dicas para médicos e residentes, ela até participou de uma cirurgia de transplante de rins, agora era voltar para casa, já eram quase 15:30.

 Thiago chegou e Perguinho pulou animado para recebe-lo. Thiago brincou com Perguinho, ele adorava aquele salsicinha, ele viu o bilhete na geladeira e sabia que Liz deveria estar se divertindo e até fazendo o mesmo que ele: relembrando memórias do trabalho.

 Para passar o tempo, Thiago assistiu um pouco de Sherlock, ele sabia que muito difícil chegar naquele nível, mas gostava de ver.

 Tempo vai, tempo vem, Liz já estava em casa.

 - Olá, minha querida – disse Thiago deitado no sofá com Perguinho sobre a barriga. – Como foi a sua tarde ?

 - Olá, donos do meu coração, meu dia foi ótimo. Participei de uma cirurgia.

 - Que legal. Eu reencontrei o Hugo.

 - Que bom. Como ele está ?

 - Tá ótimo. Tá fazendo 3 anos de casado com o Rodrigo.

 - Olha só! O Rodrigo é um cara bem legal. Tô feliz por eles.

 - Eu também. Já são 16:10, o nosso encontro é só às 20:00, topa um soninho ?

 - Topo sim, mas antes vamo ver um pouco desse Sherlock aí.

 - Só vem, neném.

 Liz se aconchegou com Thiago e Perguinho, então ficaram lá vendo Sherlock por 2 horas. Depois disso foram pra cama pra poder passarem o resto do tempo.

 20:00 marcava o alarme que Thiago e Liz tinham colocado para acordarem no horário.

 - Levanta Thiago – disse Liz sonolenta.

 - Levanta você primeiro...

 - Tá bem... mas eu vou te puxar...

 - Obrigado...

 Depois de um pouco de resistência, Liz e Thiago saíram da cama e foram tomar banho juntos para se arrumarem. Já limpos, vestiram suas roupas: Thiago vestiu seu pijama de coelhinhos e uma bermuda tactel; Liz vestiu seu pijama de cachorrinhos (salsicinhas, é claro) e um shorts que ela usava pra dormir.

 Você deve estar pensando: “pera, pijama ? Que encontro vai ser esse ?” Bem, simples: noite de filmes! Bem, quando se é idoso, programinhas mais simples passam a ser mais interessante do que as festas ou lugares super lotados que os jovens costumam ir.

 Estava tudo preparado: pipoca com manteiga, coca-cola, uma caixa de bombons e barras de chocolate para comer durante o filme; Perguinho também estava com seu pijaminha de goiabinhas, Perguinho adorava goiabas; e o filme já estava preparado. Qual seria o filme ? Gigantes de Aço! Admita, robôs caindo na porrada com um toque de drama familiar é uma ótima pedida para qualquer idade.

 - Bora, Thiagão!

 - Tô indo, Liz!

 - Vamo ver essas latas se socando!

 E assim foram: assistiram, vibraram, comeram, fizeram carinho no Perguinho e mais algumas coisas.

 - Thiago... esse filme é impecável.

 - Concordo totalmente.

 - Agora – Liz se sentou no sofá -, hora de dormir.

 - Sem dúvidas, tô caindo de sono.

 - Velho é assim.

 - Nossa, se eu soubesse que seria assim eu não teria envelhecido. Pelo menos eu estou ao lado da minha querida e amada velinha Elizabeth – Thiago se sentou, abraçou e beijou a bochecha de Liz.

 - Também estou feliz por tê-lo ao meu lado, meu querido velhinho Thiago – ela dizia sorrindo.

 Thiago e Liz deram um selinho e algumas risadas, então, se aprontaram para poderem dormir.

 O dia de ambos havia sido bem legal: reviveram memórias boas e divertidas de quando eram mais jovens, deram risadas gostosas e fizeram pessoas darem muitos sorrisos. Agora, iriam descansar, juntos, Thiago e Liz, duas pessoas que se completam e complementam, ambos encontravam o conforto e calma que precisavam em seu parceiro.

 - Boa noite, Liz. Eu te amo.

 - Boa noite, Thiago. Eu te amo.

 E assim dormiram tranquilamente e de corações alegres.



Notas Finais


Caso alguém venha perguntar, os dois só tomaram banho. Apenas banho.


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