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História Caídos - Capítulo 2


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Capítulo 2 - Capítulo Um


O mar na minha opinião sempre foi a coisa mais bonita no mundo, minha relação com o ele começou ainda muito pequena, morava em Nice na Riviera francesa, convivia com o mar na porta de casa, quando meus pais me mandaram para um colégio interno na Califórnia, o que mais gostei foi o mar.

Todos os dias na parte da tarde pegava minha prancha de Stand Up Paddle e ia para o mar, remava até bem longe da praia, me deitava na prancha e assistia o por do sol, para mim essa é a melhor parte do meu dia, a melhor sensação da minha vida, a calma, o lugar bonito, o silêncio, tudo isso me fazia sentir no paraíso. 

E só voltava quando a noite começava a despontar no horizonte. 

Remei para a praia novamente, de longe já pude ver que tinha alguém lá, quando cheguei perto pude ver que era um rapaz, ele estava deitado na areia olhando para o céu, quando cheguei perto ele levantou se sentando.

- Estava te analisando. - Ele disse descaradamente - Não pude deixar de notar tanto sua calma quanto sua beleza. 

- Não sei se você sabe, mas Stalkear as pessoas é feio. - Disse saindo da água. 

Olhei bem para ele, cabelos na altura do queixo, olhos verdes, vestido todo de preto, parecia ter saio diretamente de um show de rock. O que o tornava completamente incompatível com o ambiente. Cheroline era um lugar solar, com pessoas alegres e vestidos floridos, mas não tinha como negar que ele com era sexy. 

Mas o ar de desprezo e superioridade no rosto indicava que ele era um conquistador, um cara que sabe que é belo e usa isso a seu favor.

- Estava apenas admirando a beleza da paisagem, é algum crime? - Ele disse dando um sorrisinho malicioso.

- Não, então pode ficar a vontade. - Disse saindo.

- Ei, espera, - ele disse vindo atrás de mim - ainda não me apresentei.

Continuei andando.

- Não precisa.

- Eu insisto. - Disse ele ao parar na minha frente, impedindo que eu o ignorasse - Cameron Briel, mas pode me chamar de Cam.

- Você é muito insistente para meu gosto. - Disse ignorando sua mãe estendida, até parece que eu facilitaria pro lado dele. - Sophia Thorne. 

- Sophia. - Ele repetiu meu nome como se tivesse saboreando as letras, nunca ouvi meu nome ser dito de forma tão lasciva. - Bonito nome.

- Obrigado.

- É sempre um prazer elogiar alguém tão bonita. - Mais uma vez aquele sorriso, até parece que eu vou cair nessa, como se eu nunca tivesse conhecido homens como ele. 

Desviei dele e continuei seguindo meu caminho, mas ele veio atrás, caminhando ao meu lado, como se fossemos velhos amigos, ele parecia muito relaxado. 

- Nunca te vi aqui, é aluno novo?

- Sim, comecei hoje, e olha a sorte que eu tive.

- Que sorte?

- Te conhecei bem no primeiro dia, agora já tenho uma amiga. - Tive que rir depois dessa, quem esse cara pensava que era?  - Por que está rindo?

- Você achar que já é meu amigo, é hilario.

Ele levou a mão ao coração dramaticamente. 

- Deus disse que devemos ajudar o próximo, estou te pedindo ajuda para me enturmar, vai negar ajuda a mim?

- Que pena que não sou religiosa. - Ele riu.

- Tão bonita e tão fria, - ele disse fingindo estar magoado - vocês mulheres maltratam nós homens.

Olhei para ele por um momento, mas não aguentei e tive que rir, ele era tão mortalmente idiota que começou uma dança hilária como as sobrancelhas. 

- Tá bom.

- Tá bom o que?

- Aceito ser sua amiga, mas você tem que parar com essas cantadas, não vou cair nelas, conheço seu tipo.

- Agora fiquei ofendido, que tipo?

- Que acha que pode conseguir tudo que quiser só porque é bonito.

Só percebi meu erro quando ele sorriu ladino, mas já era tarde demais para voltar com minhas palavras, o máximo que podia fazer era fingir não ter notado nada. 

- Você me acha bonito?

Infelizmente eu corei. 

- Vai se ferrar, até parece que você não sabe disso. 

- Você tem razão, sou realmente bonito. - Bufei irritada com sua soberba - Mas eu prometo não te cantar mais, nem mais uma palavras sobre sua encantadora existência. 

Até parasse que eu acreditaria em sua promessa. 

- Então, você é um normal, ou um dos "gênios"? 

- Um dos gênios. - Ele respondeu rindo - Mas senti um leve sarcasmo em suas palavras, ou foi impressão minha?

- Desculpe, mas nem todos aqueles alunos me parecem geniais, alguns parecem amebas, sem contar que alguns são bem mal educados - Respondi sincera. 

A escola é dividida entre alunos que se intitulam gênios e os normais, temos aulas diferentes, em prédios separados, e só cruzamos nossos caminhos quando somos forçados. Alguns deles parecem uns idiotas, minha opinião é que tem alguma coisa errada aí, ou os pais deles pagaram muito bem para eles entrarem na turma especial.

- Você tem toda razão, e você é de qual turma?

- Felizmente não sou tão inteligente assim, sou da turma normal. - Disse começando a andar de novo - Acho que nossa amizade não vai dar certo, nossas turmas não se misturam.

- Lógico que vai. - Fingi que não ouvi e continuei andando, pelo menos ele não veio mais atrás. 

A praia ficava em uma parte baixa da propriedade, como acesso por uma escada, e quando cheguei lá em cima olhei para a praia e ele estava em pé na beira do mar fitando o horizonte. E com os últimos raios de luz sumindo no horizonte ele parecia uma divindade, parecia sobrenatural

Com certeza não é um tipo que eu deveria me meter.


Notas Finais


Desculpem pelos possíveis erros ortográficos


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