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História Caindo Por Você - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Já tem um tempo que eu queria postar isso, mas queria ter pelo menos a maioria dos capítulos terminados antes de postar, pra não precisar me apressar tanto em escrever.

Infelizmente estou com bloqueio criativo em um dos capítulos, e achei melhor postar isso logo antes que eu desista.

É isto, espero que gostem <3

Capítulo 1 - (Re)início;


Foi em um sábado a noite que eles dois se encontraram.

 Jongdae havia trabalhado até tarde na noite anterior em um design para o produto do novo cliente da empresa em que trabalhava. Infelizmente, para ele, aproveitar o talento no desenho e se tornar designer estava sendo bem mais cansativo do que parecia. Ele estava completamente exausto.

 E como se não bastasse ir dormir de madrugada — porque chegou em casa tarde e só conseguiu descansar quando a casa estava devidamente arrumada —, após quatro miseráveis horas de sono Jongdeok, seu irmão mais velho, havia o ligado para perguntar se podia cuidar de seus filhos durante o dia enquanto ele e a esposa iam para uma reunião de última hora.

 Não era como se ele fosse negar cuidar daqueles pestinhas, então deu adeus ao sono que pretendia durar até de tarde e levantou da cama para esperar que eles chegassem.

 Ele só teve tempo de se arrepender da ideia quando duas crianças de cinco anos estavam fazendo bagunça em seu apartamento. Quando deu cinco horas da tarde e ele estava sozinho novamente, só conseguiu sentir alívio em saber que iria poder descansar.

 Infelizmente, para ele, o destino parecia estar muito focado em não deixá-lo dormir, porque pediu comida e o entregador não pôde subir até seu andar. De protesto, saiu do apartamento usando pijamas e xingando seja lá quem era o novo porteiro que com certeza estava querendo atrasar o seu momento de descanso.

 E estava tão imerso em seu leve sentimento de raiva que não percebeu que tinha alguém no meio do corredor e acabou esbarrando em suas costas. Quase reclamou com a pessoa, mas perdeu qualquer palavra que fosse falar assim que levantou a cabeça e viu em quem tinha esbarrado.

 — Me desculpe, eu realmente não estava prestando atenção. — Conseguiu falar, de um modo estúpido depois de ter passado mais tempo que o necessário só olhando para aquele cara.

 — Tudo bem, eu também não deveria estar no meio do caminho. — Ele sorriu de um jeito que quase fez Jongdae desmaiar e estendeu a mão. — Sou Chanyeol, a propósito.

 O toque parecia quase familiar, uma sensação estranhamente confortável que fez Jongdae sorrir também.

 — Jongdae. E é um prazer conhecê-lo. 

 Uma terceira pessoa chamando seu nome fez o pequeno momento que estavam tendo ser estragado. No entanto foi suficiente para lembrar de todas as suas horas de sono perdida e do quanto ele realmente queria comer alguma coisa, mas estava com preguiça de preparar algo.

 Depois de gaguejar uma desculpa, ele se afastou de Chanyeol e foi até o entregador de pizza. Chanyeol ainda estava por ali quando ele passou para ir ao elevador e voltar para o apartamento. Acenou com a cabeça para ele.

 — Bem... — Jongdae parou quando o ouviu falando. — Estou me mudando essa semana, quem sabe podemos nos esbarrar de novo no corredor?

 Uma risada foi a primeira resposta que ele teve, seguida de um sorriso grande demais para ser dirigido a alguém que acabou de conhecer.

 — Com certeza nós podemos.

    ━━━━━━━✦✗✦━━━━━━━━

 Havia só um problema em tentar convencer seus amigos, Junmyeon e Minseok, de que não estava se sentindo atraído pelo novo vizinho: Jongdae realmente não queria fazer isso. 

 Já tinham se passado seis dias desde o seu esbarrão em Chanyeol, e três desde que eles eram oficialmente vizinhos. Chanyeol era legal. Jongdae chegou em casa um dia durante a tarde e lá estava ele, acenando com um sorriso no rosto enquanto ajudava a levar os próprios móveis até o apartamento ao lado. O apartamento ao lado. Nem tinha passado pela cabeça dele o fato de o apartamento ao lado estava vazio, muito menos que Chanyeol podeia morar lá.

 Ele também tinha um gato e um cachorro. Jongdae só descobriu isso quando um gato se esgueirou por sua janela, então teve que ir bater na porta ao lado da sua para devolver, foi quando viu o cachorro. Os nomes eram Moka e Toben. E Jongdae resistiu a vontade que tinha de perguntar o motivo de o nome do gato ser o nome de um tipo de café. Principalmente porque era fofo, e porque de um jeito estranho combinava muito.

 Chanyeol parecia alguém com quem ele gostaria de passar mais tempo.  Ele tinha aquele ar de homem faria uma bagunça com a cabeça de qualquer um, porque ele conseguia parecer atraente demais usando e fazendo qualquer coisa. Pelo menos é exatamente assim que ele parece nas fotos do Instagram. Mas Jongdae estava jurava que apenas encontrou o perfil por acaso e foi ver as fotos por curiosidade.

 — Você acabou de dizer que ele é atraente, qual é o seu problema? — Junmyeon soltou, incrédulo com o quão difícil Jongdae poderia ser, uma hora dizendo que Chanyeol era atraente e depois, que não estava atraído por ele.

 — Nos conhecemos há uma semana, como eu posso estar atraído por ele? Só falamos algumas vezes, isso seria ridículo! 

 — Jongdae, nós dois te conhecemos muito bem. — Começou Minseok, com aquela voz calma que não enganava mais ninguém ali. — E você é a pessoa mais trouxa daqui. Seria capaz de se apaixonar por alguém só de essa pessoa te trazer comida.

 Revirou os olhos, completamente incrédulo. Fazia um ano desde que ele tinha terminado com Yifan, um chinês que tinha um restaurante por ali. Ganhar comida de graça era um dos lados bons de namorar o dono de um restaurante, claro, e até hoje seus maravilhosos amigos faziam brincadeira consigo, dizendo que foi um dos motivos que o fez namorar com ele por dois anos.

 Não que eles estivessem muito errados sobre isso, porque no último mês do relacionamento foi essa parte que Jongdae mais considerou antes de terminar. Mas esse estava longe de ser o motivo de eles terem durado dois anos. Yifan era todo legal e gentil, Jongdae estaria namorando com ele numa boa até hoje, se não fosse o fato de que eles não se gostavam mais.

 — Então vocês estão dizendo que eu deveria ter alguma coisa com o cara que se mudou para o apartamento ao lado há três dias? — Pousou a xícara quase vazia com capuccino devagar em cima da mesa.

 Por incrível que pareça, as sextas a noite não eram os dias mais movimentados da cafeteria em que ele e os amigos costumavam ir. A conversa ao redor deles estava agradável, tornava o local mais aconchegante. 

 — Ter algo, não. Mas chamar ele para sair, talvez? — Minseok deu aquele olhar de quem quer falar mais do que está realmente falando, e Jongdae sabia que ele estava insinuando algo mais que uma saída. Mas ele estava certo, não custava nada sair com Chanyeol.

 Só que antes alguém teria que pedir. E Jongdae tinha uma péssima impressão de que teria que ser ele.

 O resto da sexta havia sido tranquilo. Não trabalhar até tarde tinha suas vantagens. O cliente — que Jongdae descobriu ser uma hamburgueria nova que precisava de uma logo, porque aparentemente o trabalho de designer gráfico do Kim era muito versátil — havia gostado dos desenhos, e ele já tinha adiantado alguns outros durante a semana. O que significava que não tinha tanta coisa para o resto da sexta, e o fim de semana estava livre de estresse.

 Dormiu cedo naquela noite, o que era sinceramente algo raro, porque mesmo quando não trabalhava, ficava até madrugada assistindo alguma coisa, e passou boa parte da manhã do sábado na cama. Não estava a fim de levantar, nem de ir para algum lugar com Minseok e Junmyeon. E ainda estava remoendo o que os dois disseram sobre chamar Chanyeol para sair.

 Jongdae estava longe de ser tímido. Ele só era mais na dele na primeira vista, mas bastava conhecer alguém que começava a se soltar, puxar assunto e tudo, porque ele realmente gosta de conversar com as pessoas. Mas ele não conhecia Chanyeol. O que era um empecilho e tanto na sua ideia de chamá-lo para sair.

 Outra coisa mais que importante a se citar é que ele se sentia ridículo em agir como um adolescente que queria falar com a pessoa que gostava. E estava agindo exatamente assim.

 A prova disso foi como agiu quando alguém bateu em sua porta, perto da hora do almoço, e lá estava Chanyeol, com o sorriso que podia jurar ser possível ver todos os dentes e um pedaço de torta nas mãos. Enquanto Jongdae estava indeciso sobre olhar para aquele homem em sua frente ou se lamentar por ainda estar usando pijamas maiores que seu corpo.

 — Não quero ser chato, mas minha mãe passou aqui de manhã e a gente meio que fez uma torta. — Chanyeol começou a falar antes mesmo de ser questionado, Jongdae só pôde se encostar na porta e sorrir. — E aí ela disse pra eu ser um bom vizinho e dar um pedaço pelo menos para alguém, e você é o único vizinho que eu conheço até agora.

 — Não sei exatamente como devo me sentir sobre isso. — Na verdade ele sabia sim, e sua barriga também, porque sentiu um friozinho de animação quando soube que seu vizinho lembrou dele. — Talvez deveria pedir para você entrar?

 Chanyeol pareceu pensar sobre algo, com um sorriso brincalhão enquanto lhe entregava o pedaço de torta. Era de limão. Jongdae adorava torta de limão.

 — Ah, não sei, sabe? A gente nem se trombou no corredor uma segunda vez, entrar na sua casa sem isso parece até uma ousadia.

 — Então quem sabe podemos nos esbarrar em algum lugar por aí? — Certo, aquela era sua deixa.

 — Quem sabe amanhã a noite no restaurante da outra rua?

 Ou talvez não. Chanyeol claramente parecia melhor que ele com esse tipo de coisa.

 — Por mim parece ótimo.

 Apenas esperou estar sozinho novamente, para poder fechar a porta e surtar, como a boa pessoa emocionada que era.

 E ele com certeza não gostava de agir como um adolescente gostando de alguém, mas ele passou a noite e a manhã pensando sobre como convidar Chanyeol para sair, e no final ele mesmo fez isso. E isso só podia significar que qualquer coisa que ele estivesse sentindo na última semana era provavelmente recíproca.

 Era nisso que ele estava pensando enquanto comia a torta que foi lhe dada de presente. Tinha um gosto estranhamente familiar, que deixou Jongdae perplexo por alguns segundos, e isso aconteceu nos pedaços que se seguiram também.

 Só que a sensação de pânico veio em seguida, quando percebeu que em todos os seus vinte e cinco anos de vida, ele absolutamente nunca havia saído com um desconhecido. Sempre conhecia alguém por pelo menos um mês antes de chamar para sair. Era a coisa segura a se fazer, e nunca afetou em nada nenhum relacionamento que já teve.

 Mas até agora todas as suas interações com Chanyeol foram um esbarrão no corredor do prédio, alguns olhares quando ele estava se mudando e uma torta de limão — uma torta de limão muito boa.

 Nem se deu ao trabalho de ao menos trocar de roupa quando, quase no fim da tarde, pediu para Junmyeon e Minseok. Precisou que os dois lhe dessem uma bronca para fazer isso quando chegaram, e nem se sentiu envergonhado, porque a preocupação estava em níveis extremos. Não gostava de Chanyeol. Pelo menos não ainda. Porém não podia mais negar que de alguma forma estava atraído por ele. Não queria que fosse um encontro ruim.

 Eles deveriam ajudar com sua pequena crise, mas tudo que Jongdae conseguiu foi um discurso sobre como ele estava exagerando e um Minseok perguntando se a torta estava boa, porque aparentemente era só isso que importava no momento.

Felizmente nada disso pareceu um grande caso quando estava sozinho e um papelzinho deslizou por debaixo da porta, com um número e um horário. E então não tinha muita coisa para se preocupar, além do quão ansioso estava para domingo a noite.


Notas Finais


Espero que tenham gostado ,-,

Vou tentar postar uma vez por semana, nas terças. A história não tem muitos capítulos, então imagino que consigo terminar tudo e postar sem atrasar nada.

Tenham paciência comigo.

Até a próxima semana :3


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