História Caixa Cortante - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amizade, Amor, Demonios, Dor, Fantasmas, Gay, Horror, Inveja, Medo, Suicida, Suícidio, Survival, Suspense, Terror, Tortura, Traição, Universo Alternativo, Violencia, Visual Novel, Yaoi
Visualizações 30
Palavras 2.881
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Comédia, Crossover, Drabble, Drabs, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Fantasia, FemmeSlash, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Harem, Hentai, Lemon, LGBT, Lírica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Musical (Songfic), Orange, Poesias, Policial, Romance e Novela, Saga, Seinen, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Slash, Sobrenatural, Steampunk, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Vamos ao segundo capítulo então ^^
Voltei para atualizar rápido porque né, estou sem nadinha para fazer hauahah

Espero muito que gostem^^ e desculpem qualquer erro no capítulo :3

Capítulo 2 - Tragédias Previstas

Capítulo 2 - Tragédias Previstas


Fanfic / Fanfiction Caixa Cortante - Capítulo 2 - Tragédias Previstas

Grandes tragédias já foram previstas por alguém?
Você não viu a sua liberdade ser vendida?
Coisas ruins sempre se parecem ótimas no início, não acredita?
Ate Lucifer foi um anjo, ele caiu e isso, você viu, você... não viu?

É quase meio dia, está bastante frio lá fora, aqui dentro eu continuo a arquivar no computador os processos, que enchem as gavetas das várias estantes empoeiradas desta sala pequena, sentado em minha mesa, a frente, o meu companheiro de trabalho está, exercendo a mesma tarefa.

Ela se aproxima de mim, ficando a frente da minha mesa, bonita como sempre e bem arrumada, praticamente joga sobre a mesa alguns papéis, sei que esses não são processos a serem arquivados, minha demissão, algo que eu já esperava, não pensei que eu fosse ser mandado embora tão rápido, talvez na próxima semana ou no mês que vem mas... não hoje.

Começo a ler tendo sobre mim o olhar dela, parada a minha frente, impaciente, bufou e cruzou os braços.

- Você já sabe o que diz ai, apenas assine logo. - estende sua mão com uma caneta, a pego, ainda sem olhá-la. - Poderá terminar o que tem a fazer depois, agora assine pois amanhã não voltará para esse escritório. -

- Eu não achei que isso fosse acontecer hoje. - falo ao assinar próximo ao pé da folha, entrego uma a ela, juntamente com a caneta, permaneço com a cópia em cima da minha mesa, ao lado do retrato de Janne.

- Sinto muito amigo. - fala levantando-se, o olhei e fiz o mesmo, após pegar o papel em minha mesa e a foto de Janne.

- Eu que sinto muito, amigo? - questino soltando o nó apertado da gravata em meu pescoço. - Quem te enganou na resposta? - caminho até a porta e deixo o local, sem bater a mesma, calmamente.

Já no carro, pensando em como eu e minha filha ficaremos agora que não tenho mais trabalho, dirijo devagar rumo ao pequeno hotel, meu celular toca então rapidamente o atendo, ao desligar a chamada, começo logo a traçar outra rota, pois agora tenho outro destino.

Após alguns minutos dirigindo chego na pequena escola, a ligação da diretora me deixou um pouco preocupado então a passos rápidos caminho a direção da escola, onde ao me aproximar vejo Janne, sentada a frente da diretora, em silêncio como sempre.

Bato algumas vezes na porta de vidro, a vejo fazer sinal para entrar, assim que faço me sento ao lado de minha filha.

- Boa tarde Vincent. - estende a mão e eu rapidamente a aperto, sorrindo gentilmente.

- Acredito que a Janne deveria estar tendo aula agora, não? - a vejo assentir, levando seu olhar para a garotinha ao meu lado, sem virar seu pescoço, apenas os olhos por trás de seus óculos.

- Sim mas tivemos que retirar a sua filha da sala por ter feito um aluno chorar. - olho para Janne, a mesma não retribui o gesto. - Janne estava contando histórias de terror para outro aluno e quando eu perguntei o motivo, disse apenas que contou a ele o que o amigo imaginário dele pediu a ela para dizer. -

- Sim... entendo e peço desculpas pelo que Janne disse em sala, não vai voltar a acontecer. -

- Não vai mesmo acontecer. - fala e pega em sua mesa um papel, o passa sobre a mesma para mim. - Essa é uma suspensão, gostaria que você assinasse para deixar claro que conversamos e que está ciente do ocorrido. -

- Suspensão? - me surpreendo um pouco pois não acho que seja motivo para tanto, leio o papel, vejo que Janne ficará um dia sem ir a escola.

- Vincent, talvez você não tenha entendido a gravidade do assunto, a sua filha disse ao novo colega que a mãe dele morreria pois o fantasma do ex-marido dela ainda está com eles e deseja se vingar. - a ouço explicar enquanto assino a suspensão. - Não sei de onde ela tirou isso mas se me permite dar um conselho, talvez não seja prudente contar histórias assustadoras ou deixar que a Janne veja filmes assustadores pois tem apenas nove anos, ela é apenas uma criança. -

- Eu sei bem a idade que minha filha tem. - me levanto, olhando para Janne mas ela continua olhando para a diretora, ainda sentada. - Eu não deixo ela assistir filmes assustadores, apenas desenhos e programas adequados a idade dela. -

- Sim, entendo mas é bom ficar de olho pois espero que isso não volte acontecer... - diz ao se levantar, olhando para Janne, que continua retribuindo o gesto fixamente.

- Janne vamos. - toco seu ombro então ela se levanta, devagar e ainda olhando para a mulher a sua frente, em silêncio. - Peço desculpas novamente. - estendo a mão para a diretora que logo a aperta.

Deixo a escola acompanhado por Janne, que entrou no carro ainda sem dizer uma palavra sequer, a olho algumas vezes enquanto dirigo, imaginando o motivo pelo qual ela tenha assustado outro aluno, minha filha nunca fez isso antes ou nada parecido.

- Acho que não preciso nem perguntar como foi o seu dia na escola hoje, não? - pergunto ao estacionar o carro no estacionamento apertado do prédio.

- Você já sabe a resposta pai. - abre a porta do carro, faço o mesmo e encontro o estacionamento, escuro e vazio como sempre.

- Porque você o assustou? - questiono pegando sua mão, começamos subir as escadas juntos.

- Eu disse o que o amigo dele pediu para dizer. - me olha, interrompendo seus passos na escada, retibuo o gesto durante alguns segundos.

- De você que amigo está falando? - pergunto ao me sentar no degrau da escada.

- Do amigo imaginário dele. - Janne ajeita sua franja para o lado.

- Não tem nenhum amigo imaginário Janne, você tem nove anos, já não tem idade para acreditar nessas coisas filha. - pego a mão dela e me levanto. - Mesmo que continue a acreditar, acho que não devia dizer isso aos seus colegas da escola. -

- O menino novo tem sim pai, é um homem alto, bonito e está sempre ao lado dele. - comenta voltando a subir as escadas ao meu lado.

- Você deve ter imaginado isso Janne, não existe amigo imaginário nenhum. -

- Existe sim, o tio James tinha vários, sempre que ele nos visitava eu ficava me perguntando se você também os via. - a olhei por alguns segundos, resolvo ficar em silêncio.

Ao chegar no terceiro andar avisto alguns móveis no corredor e a porta a frente do meu apartamento aberta, estranho, esse prédio está quase caindo, não tem muitos moradores aqui, me aproximo da porta e pego a chave em meu bolso, ao girar a mesma no buraco da fechadura, algo me faz arrepiar por completo, uma voz.

- Olá menininha. - me viro e o vejo sorrir, olhando Janne com uma flor branca e pequena estendida para a mesma.

- Fique longe dele Janne. - abraço minha filha e a puxo para mim.

Os cabelos loiros dele, o mesmo olhar assassino, seu sorriso se desfez após algum tempo me olhando em silêncio, como esse maldito monstro me encontrou?

- Calma, eu sei o que você deve estar pensando. - diz colocando as mãos no bolso da blusa. - Sei perfeitamente que você pensa que sou outra pessoa. -

- É, você é igual ao meu tio James. - Janne diz tendo logo um sorriso dele.

Ainda olhando para ele, assustado, empurro lentamente a porta atrás de mim com um dos pés, assim que a mesma se abre, pego Janne apressadamente nos braços e entro em minha casa após, fecho rapidamente a porta com chave.

- Eu não sou o meu irmão, o que você conheceu e cresceu com ele. - o ouço bater na porta algumas vezes, me afasto lentamente, olhando assustado para a mesma. - Eu estou aqui para falar com você, por isso me mudei para este lugar! -

- Pai me solta. - coloco Janne no chão, até então a abraçava forte. - Ele não é o tio James. -

- É ele Janne... temos que sair daqui. - falo e caminho rápido até o quarto de Janne. - Coloque essas roupas na sua mochila. - pego no guarda-roupas, alguma peças e as coloco em cima da cama dela apressadamente.

- Pai ele não tem amigos, está sozinho, eu te disse que o tio James tem milhares de amigos imaginários que o acompanham em todos os lugares. - Janne diz abrindo sua mochila lentamente. - Esse homem é igual a ele mas não é o tio. -

- Rápido Janne, rápido! Precisamos sair daqui hoje mesmo! - começo a colocar as roupas na mochila dela, sem dobrar nada.

- É maluquice pai mas se não não acredita em mim, pode ir e ver você mesmo, na testa dele não tem nenhuma tatuagem. - interrompo bruscamente o que faço, olho para minha filha, que retribui o gesto em silêncio.

Como pude esquecer aquela tatuagem literalmente insana? Meu irmão tem a palavra "Insane" em letras grandes na testa.

- É verdade... - me sento na cama lentamente. - Eu fiquei tão assustado que acabei não vendo se ele tinha algo escrito na testa. -

- Eu vi. - Janne diz se sentando ao meu lado, pega minha mão e a segura. - Ele não tem tatuagem na testa pai. -

Após algum tempo pensando no temor que meu irmão me faz sentir, me levanto e sigo até a cozinha, Janne ao banheiro, começo a preparar algo para o almoço e enquanto faço, sinto a cicatriz em meu pescoço queimar, mesmo assim continuo o que estou fazendo.

Ao terminar, Janne se juntou a mim para almoçar, calada como sempre, se senta a minha frente e me observa, fumar e almoçar ao mesmo tempo.

- Você está nervoso de novo? - questiona cruzando os tralheres sobre o prato vazio na mesa.

- Não filha. - forço um sorriso, tenho certeza que não consegui passar firmeza nenhuma para ela.

- Aconteceu alguma coisa no seu trabalho pai? -

- Não, foi tudo normal. - apago o cigarro no cinzeiro em cima e mesa, sigo almoçando lentamente enquanto penso se devo ir para longe novamente.

Quero ir para algum lugar onde ninguém que queira nos machucar encontre a gente, Janne permaneceu me olhando fixamente, ela sempre foi assim, quieta e silenciosa, parece querer guardar seus pensamentos.

- Pode assistir desenhos se você quiser. - falo ao tocar meu pescoço com uma das mãos, o local ainda está quente, ardendo muito. - Você já terminou de almoçar então pode assistir. -

- Não quero assistir desenhos. - se leavanta com seu parto e o coloca na pia. - Você quer me dizer alguma coisa? -

Quase solto o garfo e a faca que estão em minhas mãos, eu realmente quero dizer algo a Janne mas como ela pode saber disso a ponto de perguntar, antes que eu diga algo.

- Não filha... quero dizer, sim, eu quero. - me levanto após terminar a refeição, deixo o prato sobre a pia. - Você não pode ficar assustando os outros alunos da escola, se você pensa que existem amigos imaginários, tudo bem, mas não conte isso aos outros alunos. -

- Eu só falei o que me pediram para dizer. - se senta novamente. - Se você quiser posso ficar em silêncio. -

- Não quero que fique em silêncio, quero que converse com os outros alunos, sorria e faça muitos amigos. - ao me aproximar, me sento ao lado dela. - Só não diga nada que te peçam para dizer, não assuste ninguém filha. - sorri para ela.

- Tudo bem. - a vejo sorrir, ao se levantar. - Podemos falar com o irmão do tio James? -

- Definitivamente não! - me levanto rapidamente a olhando, Janne se vira e deixa a cozinha em silêncio.

O dia passou rápido enquanto eu me torturo, buscando entender como alguém da minha familia me encontrou, como ele pode ser tão parecido com o James e se eles são irmãos gêmeos, porque meus pais não me disserem nada?

Após terminarmos de jantar na sala, assistindo, me levanto para levar os pratos a cozinha mas no caminho até a mesma, especificamente no corredor, sinto o frio aumentar ainda mais, a temperatura no corredor pareceu cair de um segundo para o outro.

Observo atentamente o corredor escuro devido a noite já ter caído, sigo até a cozinha lentamente, paro na porta e estico a mão até o interruptor, acendo a luz e levo um susto grande ao ver um copo, simplesmente estourar em cima da pia.

Ouço Janne gritar me chamando da sala, me aproximo da pia procurando em minha mente uma resposta lógica para o copo ter estourado sozinho, não encontro nenhuma, coloco os pratos na pia, me viro para a porta encontro Janne, parada no corredor.

- Pai vamos ficar na sala. - diz calmamente, sem entrar na cozinha.

- Sim, vamos. - falo e me aproximo para desligar a luz da cozinha.

- Não desligue a luz. -

- Porque não filha? - questiono ao assentir, deixo então a cozinha ao lado de Janne.

- Porque a mulher loira está na cozinha. - responde ao se sentar no sofá, faço o mesmo, a olhando.

- Janne, eu já disse que não existem amigos imaginários. - sorri acendendo um cigarro.

- Ela não é uma amiga. - fala e se levanta, deixa a sala caminhando devagar, após algum tempo retorna com um caderno nas mãos. - Eu fiz um desenho dela. - abre o caderno e o vira para mim, o pego e começo a observar atentamente.

O desenho mostra uma mulher com cabelos louros e longos, uma arma ao lado e a expressão de tristeza em seu rosto.

- Porque ela está usando um vestido de noiva? - pergunto ainda observando o desenho.

- Porque queria se casar. - responde Janne pegando o caderno novamente.

- Quem disse isso pra você? - a olhando me levanto devagar.

- Foi a mulher loira pai. - se levanta novamente e deixa a sala, faço o mesmo.

Sigo até a porta da cozinha, novamente no corredor, sinto a temperatura cair brusavamente, ajeito o capuz da blusa em minha cabeça e entro na cozinha devagar, olhando tudo atentamente.

Com uma vassoura e pá, junto os cacos do copo que se quebrou magicamente, terminava quando vi Janne na porta da cozinha.

- Pai vamos ficar na sala. - diz novamente sem entrar na cozinha.

- Espera, eu já estou indo, só vou varrer os cacos do chão. - falo apressando mais o serviço, Janne então entra na cozinha devagar, apenas de meias.

- Vamos agora pai. - pega minha mão e a puxa. - Vem comigo... - faz força me puxando.

- Tá certo, depois eu limpo isso. - encosto a vassoura na pia, juntamente com a pá e sigo até a sala, onde nos sentamos juntos.

- Janne, posso perguntar uma coisa? - a vejo assentir, ainda olhando para a televisão. - O que essa mulher loira quer? -

- Se vingar. - arregalo os olhos ao ouvir a resposta de minha pergunta, após alguns segundos sorri.

Janne tem nove anos, tem a imaginação muito fértil, exatamente como todas as crianças normais, deve ser apenas brincadeira dela.

- Se eu mostrar que ela está na cozinha você vai acreditar? - me olha seria, desfaço o sorriso rapidamente.

- Para de bobagem Janne. - falo me levantando devagar, escuto algumas batidas na porta, sigo pelo corredor frio.

- Pai. - ouço Janne me chamar, me viro um pouco antes de passar pela porta da cozinha, onde havia deixado a luz acesa.

- O que? - vejo minha filha apontar para a frente.

- Ela está na porta da cozinha. - responde Janne, me viro e não vejo ninguém, a luz da cozinha se apaga, sinto então meu coração acelerar.

As batidas na porta me chamam atenção novamente então caminho rápido até a mesma e a abro, ao ver ele volto a sentir meu pescoço queimar.

- Posso conversar com você? - questiona fazendo meu corpo todo arrepiar, sua voz é idêntica a de James. - Estou aqui apenas por isso, não quero machucar ninguém mas eu preciso de ajuda e sei que somos irmãos. -

Janne se aproxima lentamente, ficando ao meu lado, olha para o homem parecido com outro já conhecido por ela, ele faz o mesmo, se curva e toca a bochecha dela.

- Eu sou seu tio sabia? - sorri para Janne, que assentiu timidamente.

- Porque você não tem amigos imaginários como o seu irmão? - pego a mão de Janne devagar.

- Não fale com ele Janne, nos deixe em paz por favor! - fecho a porta com chave rapidamente, ouço ele bater na porta.

- Vincent, eu já sei que somos irmãos, estive procurando você para conversar! -

Fico parado, assim com Janne escutando as batidas na porta, em silêncio, volto a recordar aquele que me fez mal no passado, a cicatriz em meu pescoço então passar a arder bastante.

Notas Finais


Obrigado por lerem ^^ espero que tenham gostado e.. bjinhos de escuridão 😘❤❤


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