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História Cake - Capítulo 3


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Capítulo 3 - Tag, you're it


Fanfic / Fanfiction Cake - Capítulo 3 - Tag, you're it

Era uma adorável coincidência que Kyle Broflovski fizesse aniversário no dia 1 de novembro e, eventualmente, sua família festejasse com uma de suas grandiosíssimas e gloriosas festas que costumavam fazer. Estava tudo preparado: a decoração, o buffet, os fotógrafos e os convidados que vagarosamente chegavam. Tinha até uma maldita banda. 
Pip havia particularmente adorado o arranjo de tulipas brancas no balcão da cozinha. As fitou por sólidos quarenta segundos. O fez lembrar de um igual que costumava ter na entrada da antiga padaria dos tios. Pessoas iam e vinham pelo cômodo, numa aglomeração que detestava mas aprendeu a tolerar depois de alguns meses tendo que passar pela mesma situação. Estava pensativo, de braços cruzados esperando que fosse chamado ou algo do tipo. Damien também estava em profundo tédio. Nesses momentos costumava brincar com seus piercings usando a língua, mas como estava sem eles por exigência dos seus superiores, apenas jogava a cabeça para trás e soltava longos suspiros num intervalo de cinquenta segundos. 
Um Kyle ocupado e perturbado entrou no cômodo, andando de um lado para o outro sempre que seu nome era chamado. Adorava atenção mas aquilo era a sua morte. Queria aproveitar a festa, receber seus convidados com seus sapatos que valiam mais que os apartamentos de Phillip e Damien juntos, e se sentar com os seus favoritos. Mas não conseguia se focar em nada. Sua cabeça estava bem longe dali. Clyde, Bebe e Tammy andavam atrás dele como se fossem seu rabo (Damien estranhou que Craig não estivesse junto) e parecia o agoniar ainda mais. 
Desde a noite anterior tentava ligar para o namorado, mas sempre caía na caixa postal. Ele não entendia, e estava tão preocupado quanto chateado – supreendentemente – Stan nunca fizera nada parecido antes. Não em datas importantes como esta. Não parava de olhar para o aparelho nas mãos esperando desesperadamente em que ligasse. Algo que nós sabemos que jamais aconteceria, ele só não sabia disso ainda. 
— Não deveria se preocupar tanto. Ele some ás vezes, você sabe — Bebe disse e Kyle parou de andar, virando-se para ela. 
— Não na merda do meu aniversário — controlou-se para não gritar, e então, ficou apenas chateado — Ele nunca faria isso — parecia que estava prestes a desabar. 
— Ei, é o Stan. Ele pode aparecer a qualquer momento. Por que não relaxa e aproveita a festa? — Clyde estava digitando alguma coisa no celular quando começou a falar, mas então o guardou e sorriu adoravelmente. Conseguiu acalma-lo o suficiente para que aceitasse a taça que Clyde o ofereceu, pegando-a do balcão. 
Não obstante, antes que bebericasse da bebida, seus olhos encontraram algo que com muita dificuldade reconheceu: um loiro de cabelos amarrados para trás em um rabo-de-cavalo e sua franja – já grande – para trás da orelha, deixando seu rosto mais nítido do que nunca. Além da ausência dos óculos de grau. Ao seu lado, Damien Thorn sem os seus piercings, o que era estranho demais para Kyle. O ruivo bateu o pé até eles, tão furioso quanto confuso (bem, agora sim isso faz algum sentido). Ao notarem sua presença, um o olhou com indiferença e então fungou, o outro; sorriu, embora fosse um sorriso cansado. 
— Que merda os dois estão fazendo aqui? — Indagou, entredentes. 
— Oi, Broflovski. Feliz aniversário. — Damien disse, soando tão indiferente quanto sarcástico. 
— O que estão fazendo aqui? — Insistiu, impaciente.   
— Trabalhando — Pip abriu minimamente os braços para exibir o uniforme da empresa para quem trabalhava. E não estava mentindo, recebeu o aviso de que trabalharia na casa dos Broflovski em 1 de novembro há algumas semanas. Já Damien, trabalhava há um mês. — Sabe, nem todo mundo nasce em berço de ouro — enquanto dizia, recebeu uma bandeja de taças com champanhe nas mãos, assim como Damien ao seu lado. 
— Se nos der licença...  — Damien disse, passando pelo aniversariante e Pip o acompanhou. 
Enquanto caminhavam para fora da cozinha, Clyde sussurrou algo no ouvido de Kyle que o fez cair em realização. Broflovski chamou pelo nome de Pip antes que este atravessasse o batente, o loiro virou-se de maneira quase presunçosa e olhou para Damien, dizendo-o apenas com uma rápida troca de olhares para que pudesse ir. Foi até Kyle. 
— Sim? — Kyle desviou o olhar rapidamente antes de dizer algo. 
— Vi você e Stan deixando a festa noite passada — fez um pequeno esforço para dizer tais palavras — Sabe onde esse idiota se meteu? 
Se quer me passar a ideia de que vocês realmente terminaram, por que está tão incomodado com a ausência dele, idiota? 
— Ah, bem — deixou a bandeja sobre o balcão, descansando as mãos — Ele me levou à um restaurante na beira da estrada, mas não pediu nada. Parecia meio nervoso até, tentei fazer ele dizer o que estava acontecendo. Era estranho. Ele dizia coisas como “isso é ridículo”, apenas para ele mesmo. Era como se eu nem estivesse ali. Mas ele foi adorável e me pagou um sanduíche de- 
— Dá para ir direto ao ponto? — Pediu. Pip suspirou. 
— Não aconteceu muito depois disso — deu de ombros — Alguém ligou. O telefone estava sobre a mesa e eu acidentalmente li o nome — pensou por um momento — uma tal de Wendy — a expressão de Kyle se fechou drasticamente. 
— Você tem certeza? 
— Foi o que os meus olhos viram, Senhor. 
— E depois? 
— Depois ele me levou pra casa... — pensou novamente — Se desculpou pela péssima noite e foi embora. 
— Certo, valeu. 
Pip ficou quieto por um momento e então perguntou: 
— Se não se importa que eu pergunte: por que está tão incomodado por ele não estar aqui ou atendendo suas ligações, se ele me disse que vocês não estão mais juntos? 
Pip fez a pergunta a fim de matar uma outra curiosidade. 
Kyle semicerrou os olhos gradativamente, e depois suspirou, cansado. 
— Olha, a gente nunca terminou, tá bom? Isso tudo foi uma só uma brincadeira pra zoar com a tua cara — Pip achou engraçado que usasse a palavra “brincadeira”, dada a forma em que aquela noite acabara. De qualquer forma, matara sua curiosidade. Ele simplesmente assentiu com a cabeça, conformado e sem qualquer surpresa em sua expressão com o que ouvira. 
— Bem, parece que não deu muito certo, não é mesmo? — Tentou conter seu tom de deboche, mas Kyle notou a sutileza — Para todos os efeitos: disponha, Senhor. — Referiu-se ao agradecimento de momentos atrás. 
— Para de me chamar assim — Pip riu graciosamente.   
— Claro. Aproveite a festa, Kyle — tomou a bandeja em mãos mais uma vez e enfim atravessou a porta da cozinha. Clyde, Bebe e Tammy (ou o rabo, como Damien prefere chamar) foram de encontro a ele. 
— O que ele disse? — A loira perguntou, curiosa. 
— Disse que Wendy ligou pra ele, e depois ele... sumiu. Não sei o que pensar — pegou o celular do bolso para conferir novamente — Não faz sentido que eles tenham alguma coisa, Wendy o odeia e eu me certifiquei disso. 
— Nunca se sabe — Clyde comentou, enfiando três salgadinhos na boca de uma única vez. 
— Odeia tanto que aquela vadia deve ter matado ele — Tammy disse, deixando escapar uma risada esquisita. Kyle pensou por um instante e considerou a possibilidade, mas ignorou logo depois. Tentou ligar para ele mais uma vez, e novamente caiu na caixa postal 
— O que aconteceu contigo? A gente tinha um plano, você fura e some por um dia inteiro! Que merda, Stan — Suspirou fundo — Liguei pros seus pais, eles também estão preocupados. Não mais do que eu, mas estão. E sei que andou conversando com a Wendy, seja lá o que estiver aprontando a gente conversa sobre mais tarde. Agora eu só quero você aqui, se não aparecer considere-se um homem morto — Desligou. Devolveu o celular para o bolso e finalmente bebeu da taça que Clyde lhe dera mais cedo. 
O resto da noite ocorreu (quase) bem. Kyle fez um esforço para aproveitar seu momento e os convidados pareciam satisfeitos com a recepção. 
Stan, obviamente, não compareceu. 
Kyle decidiu naquele momento que terminaria com Stan na manhã seguinte. Claro, sabia que este voltaria rastejando para ele como sempre fazia. E quem sabe, depois de um charme, ele o aceitaria de volta. Era como funcionavam. 
Por volta das onze e cinquenta e sete da noite Clyde lhe ofereceu outra bebida e às meia-noite e cinco Kyle retornou à cozinha em exaustão. Estava cansado ainda tão cedo. Estranhou que a cozinha estivesse, pela primeira vez naquela noite, vazia. Alguns garçons haviam deixado o espaço assim que chegara. Precisava ficar sozinho por um momento. Cada pequeno som, por mais razoável que fosse, martelava em seu crânio.  Seu estomago doía de maneira incomum, causando um enorme desconforto. 
Houveram duas leves batidas na porta dos fundos. Kyle franziu o cenho, respirando com dificuldade. A dor se aliviava no intervalo de alguns minutos. Conseguiu caminhar até a porta e abri-la, encontrando uma bela caixa deixada sem rastros. Nem tão grande, nem pequena demais, azul marinho com um perfeito laço vermelho em cima. O ruivo a carregou para dentro após analisar em volta, procurando por alguém, embora não tenha encontrado nada. 
No topo da caixa, entre os dois lados do adorável laço, havia um pequeno bilhete no qual havia o nome da pessoa responsável pelo conteúdo da caixa. Kyle reconheceu a caligrafia muito bem, a caligrafia de Stan Marsh, que apenas assinava seu nome. 
Havia algo de suspeito sobre aquela caixa, você deve imaginar. Stan não costumava fazer esse tipo de coisa. Kyle fitou a caixa por alguns segundos mais antes de desfazer o belo laço e remover a tampa com alguns detalhes adoráveis. Dentro da caixa havia um bolo. Era branco, coberto por uma pasta americana tão bem modelada que fazia o parecer perfeito. Tão simétrico. Em cima dizia: “Feliz aniversário, Kyle” com letra cursiva e havia um pequeno coração de pasta vermelha abaixo.  Sem dúvida alguma, era a letra de Stan. 
Espera, Stan sabe cozinhar? 
Mais uma vez, tentou ligar para o rapaz, deixando mais uma mensagem em sua caixa postal. 
— Se você acha que um bolo vai me deixar menos furioso com você, você passou muito longe, idiota. Eu espero que você- — o sermão foi interrompido por uma trava no sistema de Kyle no momento em que a dor no estomago voltou, dessa vez um pouco mais forte do que na última. Perdeu os sentidos por alguns instantes, ao recuperar as forças, fechou os olhos e concluiu: — Conversamos amanhã — e encerrou a mensagem. 
A dor voltou a perder força e Bebe entrou na cozinha, preocupada. A expressão aliviou ao ver a figura ruiva no cômodo. 
— Poxa, te procurei por toda parte. O que faz aqui? — Kyle não respondeu, ofegava olhando para o bolo a sua frente como se fosse algo de outro mundo — O que houve? — Notou o bolo — De onde veio isso? É lindo, mas achei que seu bolo fosse maior — se aproximou. 
— Não — o ruivo disse — Stan me enviou isso, aparentemente — apontou para o bilhete no balcão. 
— Sério? Um bolo? — Perguntou retoricamente, desapontada. 
— Não sei o que deu nele. 
— Alguém disse bolo? — Clyde apareceu de repente, entusiasmado como sempre — Hey, por que essas caras tristes na frente de um bolo? — Brincou, jogando o cabelo para o lado como Justin Bieber em 2009 — É pequeno demais. 
— Stan mandou — respondeu Bebe. 
— Oh... — pegou o bilhete de cima do balcão e o virou — “Desculpe por não aparecer, aproveite o bolo. Tenho uma surpresa pra você. Eu te amo” — leu — O que estamos esperando? 
Uma surpresa. 
Um anel, talvez. Não. Stan disse que casaríamos quando terminássemos a faculdade, não o colegial. 
Clyde pegava uma espátula para partir o bolo. 
Por outro lado, o que os impedia de passar os próximos anos noivos? Talvez estivesse pensando demais sobre isso. Poderia ser ingressos para um show da Lady Gaga no próximo mês. 
— Espera — Kyle interviu, antes que Clyde partisse o bolo ao meio — Eu faço isso. Se tem uma surpresa deve ser pra mim — o garoto de suéter vermelho deu de ombros e lhe entregou a espátula. 
— Minha mãe tá ligando — Disse Bebe, pedindo licença e saindo pelos fundos para atender o celular. 
Assim que a loira saiu pela porta, Kyle voltou a atenção para o bolo. O cortou ao meio, depois removendo uma fatia mediana e a colocando sobre um pires liso de porcelana. No bolo, não havia nada demais. Quer dizer, estava fofo e parecia ótimo. A primeira camada era feita de chocolate e a segunda, de morango. Entre elas, um recheio de tom avermelhado que Kyle nunca vira antes escorria. Cereja talvez. 
— Não tem nada aqui — resmungou. 
— Você só cortou uma fatia — Clyde murmurou — E se não se importa, posso te ajudar a comer tudo... — seus dedos ligeiros tentaram se aproximar do bolo, mas Kyle lhe deu um leve tapa nas costas da mão, que o fez recuar imediatamente. 
— Jesus, Kyle — reclamou, massageando a mão. 
— Eu ainda não provei. Não é à toa que você foi considerado o segundo mais gordo da turma — sem usar talher (algo raro, devo acrescentar), Kyle simplesmente levou a fatia à boca, abocanhando um pedaço grande. Deu algumas mastigadas e torceu o nariz, fazendo uma careta azeda. Sua mão foi automaticamente ao estômago. 
— Você tá bem? — Clyde perguntou, preocupado. 
— Sim, tô. Mais ou menos — fechou os olhos e respirou fundo, voltando lentamente ao estado anterior — Isso é bom — provou mais um pedaço. 
— Bem que você podia compartilhar, né? — Resmungou, mas Kyle não ouviu. 
Seus dentes colidiram com algo que ele não conseguiu identificar, mas certamente não deveria haver em um bolo. Espantado, cuspiu em sua mão o que quer que fosse. Mas não podia ser. Dentes? Como poderia haver dentes na massa? Kyle passou a língua pelos seus para se certificar de que não era um deles. Estava tudo em ordem. Então, como poderia? Isso é sério? Provavelmente eram falsos. Mas Stan não faria uma péssima brincadeira dessas. 
O ruivo, um tanto paranoico para Clyde, enfiou ambas mãos no bolo como um animal, destroçando-o, reduzindo-o em migalhas. Os dentes de repente eram apenas pequenos detalhes. Haviam dedos, orelhas, unhas arrancadas e globos oculares azuis que Kyle reconheceria em qualquer lugar. Eram reais de mais. E eram de Stan, Kyle conhecia bem cada pedaço do corpo do seu ex namorado. 
Mas como?! 
Ele estava prestes a gritar, mas a dor voltou com tanta força que achou que fosse morrer. Em seguida, o enjoo. Olhou em desespero para Clyde com os olhos cheios de lágrimas, este parecia genuinamente confuso, sem saber o que fazer. E Kyle correu, murmurando e chorando abafado pela mão como se ela fosse segurar o que queria desesperadamente sair de Kyle. Chegando próximo a entrada do banheiro, para o qual corria desvairadamente, foi levado ao chão com força ao colidir com alguém no caminho. Olhou para cima ainda com a visão borrado, conseguindo identificar Tweek, a figura loira o encarava de volta com um intrigante desprezo no olhar. Piscou lentamente, e voltou o olhar para o corredor pelo qual prosseguiu, desaparecendo na curva. 
Kyle não conseguiu segurar o vômito por muito tempo e o fez ali mesmo. Mal conseguia respirar com tanta substância líquida deixando seu corpo sem pedir permissão. Era possível alguém pôr tanto para fora de uma vez assim? Ele estava apavorado. Quando seu estômago não havia mais nada para rejeitar, começou a pôr sangue para fora. Seu rosto estava vermelho e suava como um dos jogadores do time de futebol. A sensação corrosiva percorrendo a garganta se intensificou, e então o ruivo rastejou até a porta do banheiro. Manteve os lábios selados por um momento, talvez para cessar o derramamento de sangue, mas precisava respirar. 
Com as mãos sujas de sangue, tentou se erguer encostado na parede usando o pouco de força que ainda lhe restava, só mais alguns dolorosos passos e conseguiria alcançar a maçaneta. A abriu com uma patética dificuldade – seus dedos melados de sangue dificultaram o trabalho -. Ao abrir a porta, uma alucinação da sua frágil cabeça confusa, uma insanidade. Estava completamente louco ou nada mais simplesmente fazia sentido. Mesmo com as luzes apagadas, Kyle notou as grande e brilhantes orbes de Pip fixadas nas suas com provocação enquanto gemia e ofegava de puro prazer pela foda que recebia de quem, de primeiro momento, Kyle imaginou ser Stan. Havia algo tão real no que imaginou ter visto, que voltou a vomitar o sangue que jorrava de dentro de si mais uma vez. Olhando com mais atenção, era Damien, que sorria no seu reflexo no espelho, igualmente a Pip. Sobre a pia de mármore que parecia resistente o bastante para os dois, Pip segurava o tecido da roupa do outro com firmeza. 
Broflovski, atormentado o bastante por tudo o que ocorreu nos últimos minutos, insistiu em tentar deixar o corredor. Procurar por ajuda onde todos comemoravam mais um ano de sua vida. E Clyde apareceu no momento em que se virou, como uma miragem. Segurou seu corpo enfraquecido com força, imobilizando-o em um abraço firme fazendo-os derraparem até o chão. Kyle não entedia e tudo o que Clyde emitia era um tranquilizante “shh” suave em seu ouvido. 
— Precisa me tirar daqui — disse entre tossidas de sangue — O Stan... ele- 
— Tá tudo bem — Tudo bem? 
— Não, Clyde... você precisa me ajudar. 
— Não, Kyle. Eu não vou te ajudar. 
— O... o quê? 
— Você está morrendo, eu sinto muito. Não posso fazer nada. 
— Do que tá falando? — A expressão no seu rosto era de completo horror. Precisou fazer uma pausa entre as palavras, não conseguia mais formula-las normalmente. 
— Não fui claro o bastante? Eu literalmente disse que você está morrendo — Kyle tossiu e mais sangue veio, seu rosto estava tão vermelho quanto seu cabelo — Estou apenas fazendo jus a todas as vezes em que me chamou de inútil, então não espere minha ajuda — Broflovski tentou sair de seus braços, mas não tinha mais forças para isto — Também disse que eu iria morrer sozinho cercados por todos que me odeiam. História engraçada — riu como se lembrasse de uma piada — Talvez eu até morra, mas você também vai — forçou Kyle a virar o rosto para o final do corredor. Tweek, Butters, Damien e Pip estavam no final do corredor, de plateia para o show — Bem, aposto que sua lista de haters não dá pra contar nos dedos, mas esses fizeram questão de preparar o espetáculo — Kyle já não suportava mais. Seus sentidos foram morrendo, um por um, ele já não lutava mais e a respiração se tornava cada vez mais fraca — Dê um oi para o Stan por mim — disse e Kyle deu seu último suspiro. 
Todos deixaram o corredor e voltaram para a festa como se nada tivesse acontecido. Clyde, por sua vez, firmou o abraço que dava no cadáver de Kyle – embora enojado com tanto sangue – pôs a sua melhor expressão de desespero no rosto e berrou por ajuda, aos prantos. 



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