História Calafrio (ABO) (Vkook-Taekook) - Capítulo 19


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Blackpink, Got7
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Visualizações 84
Palavras 1.009
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Sci-Fi, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Cross-dresser, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 19 - Capítulo 19


TAEHYUNG • 22°C


O dia seguinte estava bom demais para a estação, bonito demais para se ir à escola, mas eu não poderia faltar um segundo dia sem contar com uma desculpa muito boa. Não que eu fosse me atrasar muito nos estudos, mas parecia que, se você passa muito tempo sem faltar à escola, as pessoas tendem a notar quando você o faz. Jin já tinha telefonado duas vezes, deixando um recado ameaçador dizendo que eu escolhera um péssimo dia para matar aula, Kim Taehyung! Jimin não tinha ligado desde a nossa discussão no corredor, portanto achei que aquilo queria dizer que não estávamos nos falando.


Jungkook me levou para a escola dirigindo o carro novo enquanto eu me livrava depressa do dever de casa de inglês que não tinha feito na véspera. Assim que ele estacionou eu abri a porta, deixando entrar uma rajada de ar anormalmente quente para aquela época do ano. Ele virou o rosto para a porta aberta, os olhos quase fechados.


— Adoro esse tempo, me sinto tão eu.  Observando-o se aquecer ao sol, o inverno parecia a um milhão de quilômetros de distância, e eu não podia imaginá-lo me deixando. Queria memorizar a linha incerta de seu nariz para sonhar com ela durante o dia. Por um momento senti uma pontada irracional de culpa por meus sentimentos por Jungkook estarem substituindo os que havia tido pelo meu lobo — até me lembrar de que ele era o meu lobo. Mais uma vez, tive a estranha sensação do chão se abrindo debaixo dos meus pés ao pensar na existência de Jungkook, imediatamente seguida de alívio. Minha obsessão era tão... confortável agora. A única coisa que precisaria explicar aos meus amigos era de onde meu novo namorado tinha aparecido.


— Acho que preciso ir — falei. — Não quero.  Os olhos de Jungkook se abriram e me encararam:


— Vou estar aqui quando você voltar, prometo. — E acrescentou, muito formal: — Posso usar seu carro? Gostaria de ver se Beck ainda está humano e, caso não esteja, se a casa tem energia.

Assenti, mas parte de mim esperava que a casa de Beck estivesse sem luz. Eu meio que queria Jungkook de volta à minha cama, onde poderia impedi-lo de desaparecer como o sonho que era. Desci do carro com minha mochila.


— Não me arranje nenhuma multa, campeão.   Quando cheguei na frente do carro, Jungkook desceu o vidro.


— Ei!


— Que foi?


— Vem cá, Taehyung — disse ele, tímido. Sorri pelo jeito como ele disse meu nome e voltei à janela, sorrindo mais ainda quando percebi oque ele queria. Seu beijo cuidadoso não me enganou; assim que abri ligeiramente os lábios, ele suspirou e recuou.


— Vou fazer você se atrasar.   Abri um largo sorriso. Eu estava nas nuvens.


— Vai estar aqui às três da tarde?


— Eu não perderia isso por nada.   


Fiquei observando ele sair do estacionamento, já sentindo o longo dia de aula se arrastar à minha frente.Um caderno bateu no meu braço.


— Quem era?!


Me virei para Jin e tentei pensar em algo mais fácil do que a verdade.


— Meu carona!... 


Jin não insistiu no assunto, principalmente porque já estava pensando em outra coisa. Agarrou meu braço e começou a me puxar em direção à escola. Com certeza, com certeza haveria algum tipo de recompensa eterna me esperando por ter ido à escola num dia deslumbrante como aquele, estando Jungkook no meu carro. Jin me puxou pelo braço para que eu prestasse atenção.


— Taehyung. Acorda. Tinha um lobo perto da escola ontem. No estacionamento. Todo o mundo oviu quando a aula acabou.


— O quê?


Virei a cabeça e olhei para trás, para o estacionamento, tentando imaginar um lobo entre os carros. Os poucos e esparsos pinheiros que contornavam o lugar não se ligavam com o Bosque da Fronteira; o lobo teria precisado cruzar várias ruas e centenas de metros para chegar até ali.


— Como ele era?   Jin me deu um olhar estranho.


— O lobo?   Fiz que sim.


— Como um lobo. Cinzento. — Jin percebeu meu ar desapontado e deu de ombros. — Não sei, Taehyung. Cinza-azulado? Com arranhões grandes e sujos no lombo. Parecia ter escapado sem muita dificuldade.


Então era Jae. Tinha que ser.


— Deve ter sido um caos total — eu disse.


— É, você devia estar aqui, menino-lobo. Sério. Ninguém se machucou, graças a Deus, mas Jimin surtou. A escola toda surtou. Isabel ficou totalmente histérica e fez uma cena tremenda. — Ele apertou meu braço.


— Aliás, por que você não atendeu o telefone?


Entramos na escola; as portas estavam escancaradas, para deixar entrar o ar perfumado.


— Sem bateria.


Jin fez uma careta e falou mais alto para ser ouvida apesar do barulho dos alunos nos corredores.


— Mas então, você está doente? Nunca pensei que viveria para ver você faltar à aula. Primeiro você não aparece, depois animais ferozes ficam perambulando pelo estacionamento... achei que o mundo fosse acabar. Só faltou chover sangue.


— Acho que peguei algum vírus desses que duram um dia.


— Ai, será que eu não deveria encostar em você?   Mas, em vez de se afastar, Jin bateu o ombro contra o meu, sorrindo com malícia. Dei uma risada e o empurrei de volta, e nisso vi Isabel Im. Meu sorriso murchou. Ela estava apoiada na parede, perto de um dos bebedouros, os ombros caídos para a frente. No início achei que estava olhando para o celular, mas depois percebi que ela não tinha nada nas mãos e que simplesmente olhava para baixo. Se ela não fosse uma rainha de gelo, eu teria achado que ela estava chorando. Me perguntei se deveria ir falar com ela. Como se lesse meus pensamentos, Isabel olhou para cima e seus olhos, tão parecidos com os de Jae, encontraram os meus. Pude ler neles o desafio: Está olhando o quê, hein?


Virei depressa o rosto e continuei andando com Jin, mas com a desconfortável sensação deque havia coisas a serem ditas.


Notas Finais


Até á próxima 💜😅


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