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História Califórnia 93 (BTS) - Capítulo 3


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Capítulo 3 - "Jantando Com Meu Chefe"


*3° Capítulo.*

<° Olívia Taylor On>

— Por favor... Eu posso explicar... Só me de mais uma chance, uma única chance! — O desespero toma conta de mim, eu estou em prantos, em um estado deplorável. Esse estágio é tudo para mim. Em soluços abraço Jimin, o agarro rápido e ferozmente, como uma garotinha em apuros enterrando meu rosto em seu peito. — Por favor...!

Nem uma reação vêm da parte de Park Jimin durante todo esse tempo, como se eu estivesse me agarrando a uma pedra. Me pergunto como um ser humano consegue ser assim, tão frio, cruel e grosseiro.

Minha vontade é de sumir, que cena ridícula é essa que eu estou me prestando a passar? Já posso ver o rosto de decepção da minha mãe e meu pai por ter perdido minha vaga preciosa.

Me afasto dele incapaz de olhá-lo. Sinto meu rosto praticamente queimar por conta da força que estou fazendo para não chorar mais. Cabisbaixa. Pego minha mochila plantada no meio do cômodo e ando em direção a porta, limpo meu rosto com as palmas das mãos.

— Olívia... — Ele suspira fundo e me segura pelo braço de forma delicada, como se tivesse virado um anjo de uma hora para outra. Faz um gesto para me sentar, assim faço. Em movimentos rápidos ele me serve um copo com água. — Eu só quero que você seja a melhor! Arrisquei minhas expectativas em você! No primeiro dia que te vi, coloquei todas as minhas esperanças em você.... — Arrisco olhá-lo com o rosto ainda a queimar, agora tinha em seu olhar compaixão e sinceridade, como eu disse, parece um anjo. Jimin se abaixa, ficando agachado, em minha frente e posiciona sua mão sobre uma dela que se mantém agarrada ao copo. — Peço-lhe desculpas pela minha grosseria.

— Não, a culpa é toda minha! — Na verdade é culpa da Agnes, né!? Até uma lesma seria mais rápida que ela! — Eu prometo que se você me der mais uma chance e-...

— Eu lhe darei todas as chances se possíveis! — Dispara. Um clima estranho se propaga pela sala junto ao silêncio dele e de mim. Noto que ele fica constrangido, então darei um jeito de cortar o insignificante clima pesado.

— Aa-a-ah, eu acho que é melhor eu ir agora. — Dou um sorriso amarelo. Jimin se levanta ajeitando a postura e colocando as mãos para trás, todo prepotente.

— Negativo! Você irá jantar comigo hoje, é o mínimo que posso fazer, e ai' de você se recusar. — Ele fala sério, me fazendo engolir em seco discretamente.

— Tenho outra escolha? — Deixo o copo em cima da mesa e me levanto.

— É... Não! — Ele sorri pegando a chave do carro. Eu nunca o vi sorrindo antes como está sorrindo agora. Park Jimin é sempre tão sério que fico feliz por presenciar esse momento.

[°°°]

Meu celular toca, fico envergonhada pelo toque ridículo do meu aparelho invadir o restaurante inteiro fazendo que todos me olhem.

— Aah, eu preciso atender. — Aponto para o celular.

— Sim, por favor! — Ele toma um gole do seu vinho.

— Com licença. — Atendo o celular sem ao menos notar quem era no outro lado da linha.

<° Chamada On>

— CADÊ VOCÊ?? — Embora esteja sussurrando, reconheci que era Agnes na lata' e que ainda por cima está aborrecida.

— Agnes!? — Sussurrei de volta.

— Não, é a Beyoncé!

— Ah, vai se ferrar, vou desligar! — Percebi que Jimin estava fixado com os olhos em mim.

— NÃO, ESPERA! — Ela falou tão alto que provavelmente vou ter problemas nos tímpanos futuramente. Ela respira fundo e continua com o tom lento e baixo. — Minha querida, como marca com a equipe do seu trabalho da faculdade em casa SEM estar aqui???

— MEU DEUS! O trabalho da sexta que vem... Tinha esquecido. Eles ainda estão aí?

— Na verdade não, só o TaeHyung, o resto desistiu de esperar você!

— TaeHyung!? — Olho rápido para Jimin.

— Sim, TaeHyung ainda está aqui, e ele tá preocupado com o trabalho!

— Não posso sair daqui agora... — Dou uma pausa olhando Jimin sorrateiramente. — Estou jantando com meu chefe. — Sussurro em um tom audível somente a Agnes. Vejo Jimin lamber seus lábios.

— Credo, que delícia.

— Para de ser idiota! — Não evito um sorriso bobo que acabo formando sigilosamente. — Diz para TaeHyung esperar eu voltar, ou sei lá... Manda ele ir embora caso eu esteja demorando demais, beijos!

<° Chamada Off>

— Algum problema com esse tal de TaeHyung, minha querida? — Ele ergue uma de suas sobrancelhas e deixa sua taça de vinho que já está vazia sobre a mesa de panos finos, caros e extravagantemente lindos.

Minha "Querida", sorrio e pego o cardápio.

— Não, não, nem um.... O único problema são os preços absurdos dessas comidas daqui, nossa que desnecessário! — Falo boquiaberta. Indignada como horror dos preços. — Não tenho dinheiro nem para pagar essa água com limão que estou bebendo! — Pego o copo e ergo em minha frente o balançando levemente.

— Que isso? — Ele faz um gesto de ofendido com o que acabei de falar e logo depois ele sorri. — A conta é toda minha, ficará por minha responsabilidade. Eu que lhe convidei, se você quiser comer tudo que esse restaurante pode oferecer, pode comer! Quero que fiquei à vontade!

[°Califórnia, 20:43, Apartamento N°93]


<°Agnes Kimberly On>

Eu estou na cozinha andando de um lado para o outro igual a uma barata tonta, pensando em uma forma gentil de falar para Taehyung que Olívia estava em um jantar com outro, enquanto ele está aqui à mais de 3 horas esperando por ela.

Mesmo eu tendo um amor platônico por Taehyung, eu seria incapaz de estragar o relacionamento dos dois. Não sou esse tipo de amiga. Então estou disposta a esconder meus sentimentos em prol da felicidade de Olívia e Taehyung.

Porém, o que mais parte o meu coração é saber que ela simplesmente só se diverte com o afeto de Taehyung e que na primeira oportunidade que tivesse trocaria ele pelo tal Min Yoongi. O menino da faculdade que não dá bola pra ela.

— Desse jeito vai acabar criando um buraco no chão. — Olho para ele assustada, mas não consigo evitar o sorriso bobo. Como ele é lindo!

— Tá aí à muito tempo?

— Não, não.... só que você demorou tanto que eu resolvi ver como você estava. O filme acabou e você nem apareceu. Você não acreditaria se eu dissesse quem matou Georgia Collins! — TaeHyung diz empolgado. Fazia pouco tempo que ele e eu havíamos sido apresentados, mas desde o primeiro dia que vi percebi nossos gostos em comum.

Sempre que vinha visitar Olívia, ele tirava um tempinho para mim, para falar sobre livros, filmes e até mesmo culinária. Somos bons amigos agora e tenho que me contentar com isso.

— Ah, não! Não quero saber! — Ele ri também e faz uma careta.

— Derick, aquele que era figurante. — Taehyung revira os olhos.

— Mais que merda! — Falo decepcionada pelo final do filme.

— Também achei. — Faz uma pausa e olha para o teto como se estivesse esquecido de algo, mas logo volta a continuar. — E Olívia? Falou com ela?

Viro de costas para ele dando um soco no balcão. Olívia, Olívia, Olívia... Respiro fundo e vou em direção ao frigobar.

— Sim. — Soou frio e ríspido demais a forma a qual falei. Pego uma lata de refrigerante, abro e tomo um gole ajeitando minha postura.

— E então? — Ele se encosta no balcão tentando ver meu rosto. — Ela está bem?

— Ah, sim... Ela está ótima! — Finalmente olho para Taehyung. Sua cara aparenta mais um enorme e expressivo ponto de interrogação do que qualquer outra coisa.

O que eu estou fazendo? Eu irei estragar tudo se abrir a boca. Que tipo de amiga eu sou? Apesar de tudo, Olívia não merece isso! Deixo a lata no balcão e olho para o chão meio atordoada procurando palavras. — Mas só está ocupada em um jantar, de negócios com o chefe dela. — Falo baixo a última parte, mas foi o suficiente para Taehyung ouvir e surpreendentemente mudar de tom na voz.

— E IRIA ME DEIXAR FAZENDO PAPEL DE TROUXA POR MAIS QUANTO TEMPO, AGNES??? — Ainda de cabeça baixa fecho meus olhos. Parece que iria me bater. Fico em silêncio. — Argh... Vem! — Ele segura meu braço e vai me puxando pela sala até eu recuar.

— O que pensa que está fazendo???

— Eu vou até lá, e você vai comigo! Pega a chave do carro! — Eu estou incrédula com o que acabei de ouvir. Por um momento achei que tudo fosse uma grande piada, mas notei que realmente não é.

— PRIMEIRO: Quer ir lá? Pega a chave do carro e vai! Não vou dá' uma de motorista particular; — Com os braço cruzados eu me aproximo dele, o olhando olho a olho, estou irritada pela grosseria. — SEGUNDO: Eu não faço a mínima idéia de onde é o restaurante que eles estão; — Paro e dou uma respirada. Devo estar como um pimentão vermelho quase indo ao roxo, estou falando tão rápido que parecia uma metralhadora. Preciso respirar. — E terceiro: Você é paranóico!



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