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História Call me Dad - Chanlix. - Capítulo 11


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Notas do Autor


Salve CONSAGRADOS

Capítulo 11 - Capítulo XI


— Ei cara! Quanto tempo! — Chan abriu o sorriso, assim que virou em direção a voz, que para si era bem mais do que conhecida.

Felix se sentia desconfortável. Se aproximou sorrateiramente e tirou seu filho adormecido dos braços fortes do Bang, que ao seus olhos, não deu a mínima, e foi dar um toque de mãos com o outro rapaz.

— Finalmente você achou seu estilo, Bambam! — Bang brincou, dando soquinhos no braço fino do amigo antigo.

— Nós éramos adolescentes, passar vergonha era nosso dever! — Riu alto, e o Lee mais novo se remexeu, mudando a posição da cabeça no ombro de Felix. — Não sabia que tinha voltado pra cá. — o rapaz magro comentou, hora ou outra desviando o olhar para Felix impaciente e querendo sair de fininho para ir pra casa.

— Voltei recentemente. — Chris justificou, suspirando e relembrando que estava acompanhado. — Lembra do Felix?

— E como esquecer? — respondeu, com uma pitada de veneno entre cada sílaba. — Achei que vocês tivessem terminado, sabe... — Usou os dois indicadores para simular chifrinhos na cabeça.

Aquilo era extremamente ofensivo vindo especialmente daquela pessoa.

— E terminamos. — a voz grossa de Felix foi ouvida pela primeira vez naquela conversa.

Bang ficou um pouco sem graça e incomodado com o modo que ele frisou o término.

— Resolveram ficar só na amizade então? — Indagou, abrindo um sorriso claramente com segundas intenções - só percebidas pelo Lee.

— Acredito que vocês queiram conversar, então eu já vou indo. — O mais baixo colocou o melhor sorriso no rosto e deu as costas, tentando sair rapidamente.

— Ei Lix, espera! — Ouviu a voz do outro, mas ignorou.

Felix sentiu ser segurado pelos ombros, o fazendo parar automaticamente para não machucar seu bebê.

— O que? — virou irritado.

— Eu vou te levar pra casa, espera aqui.

— Chan, sério, não precisa, você já fez muito por hoje.

— Eu vou te levar em casa, larga a mão de ser teimoso. — afirmou e voltou para o amigo, onde trocaram os números de celulares.

Felix assim que viu que Bang já voltava a fazer o caminho para o estacionamento, começou a andar na frente.

Quando chegaram no carro que estava estacionado no sub solo Christopher resolveu abrir a boca para confrontar.

— A noite estava tão boa, por que está agindo assim? — perguntou destravando o carro, no qual Felix entrou na parte de trás.

— Estava perfeita demais, lógico que algo tinha que dar errado. — murmurou baixo, mas Chan ouviu.

— Olha, Felix. Eu tô tentando, eu juro que eu tô tentando. — Falou, já ficando nervoso e tentando se controlar, afinal ele estava dirigindo. — Se você se sente tão desconfortável comigo você não precisava ter vindo, eu sou adulto também, posso cuidar dele por algumas horas!

— Não é como se você tivesse me fazendo ficar desconfortável. — respondeu, tentando manter sinceridade e calmaria na voz.

— Então foi por causa do Bambam? Felix, já se passaram anos daquilo!

— Como se só porque passou anos eu não tivesse mais um par de chifres em cima da minha cabeça!

— Eu nunca te traí! Ele era meu melhor amigo, não é mais, inclusive por causa do seu ciúme. Você sabe que eu nunca te trairia! — parou o carro no sinal vermelho.

— Eu sei, é? Então por que seu melhor amigo queria te prejudicar insinuando um chifre? — questionou irritado, dando a tacada mestra.

— Também não é assim! Eu e o Bambam ficamos também, uma vez! — contou, fazendo o número um com o dedo indicador. — Mas já havíamos terminado! Você também mal conheceu o estagiário e já está morando com ele!

— Você anda vigiando a minha casa? — soltou um riso nasal forçado e irônico. — E está insinuando algo com o Yang?

— Estou errado?

— Está!

— Então bingo. Ambos estamos errados em relação a essas duas pessoas.

— Ah, então você quer comparar o Jeongin com o crápula do Bambam? Ele tentou nos separar milhões de vezes! Só você não enxergava isso! O Jeongin pelo menos nunca meteu galho em ninguém! — gruniu irritado, pegando o seu casaco no banco ao lado do que estava sentado com o filho no colo e cobrindo a criança.

— Mas ele só ficou comigo quando realmente tínhamos terminado! Porra Felix, tenta entender! — falou num tom mais alto e Sechan se remexeu, acordando.

— Exato. — colocou a mão na maçaneta da porta assim que o carro parou em frente ao prédio que o Lee morava. — Nós terminamos, Christopher. — abriu a porta e fechou com o pé, correndo para a parte coberta na portaria do prédio, pouco se importando se suas costas eram molhadas pelos fortes e grossos pingos de chuva que caia naquele momento, o importante era manter seu pequeno precioso quente e seco.

Quando se acobertou, tratou de ir logo até o elevador e apertão o botão.

— Felix. — Bang chamou, se colocando ao lado dele.

— Olha Chan, na boa. Eu não vou impedir você se tentar fazer o seu papel. Mas eu também não vou aceitar qualquer coisa. — deixou claro, vendo as portas de metais se abrirem.

— Me escuta! Por favor!

— Vai embora, Chris, já está tarde. — Murmurou, vendo a figura de Bang sumir assim que as portas de fecharam.

Felix entrou no apartamento bastante molhado, encontrando Jeongin esparramado no sofá enquanto assistia um filme aleatório.

— Já voltou hyung?

— Já. — resmungou cabisbaixo.

— E como foi? — perguntou se levantando e pegando Sechan que voltava a dormir no colo do mais novo.

— Estava perfeito, mas acabou de um jeito péssimo. — contou.

— Vai tomar um banho enquanto eu coloco ele na cama, aí você me conta tudo.

[...]

Bang passava a mão nos cabelos recém tingidos de loiro com um pouco de ódio e tristeza.

Estava frustado por tudo o que aconteceu de ruim quando basicamente tudo estava bom e dando certo.

Voltou para o carro em passos rápidos, também não queria se molhar muito.

Arrancou com o carro rapidamente e dirigiu para a casa de seus país, onde estava ficando temporariamente.

Bang pouco se importava com o perigo que estava correndo quando alcançou a velocidade de 60km por hora, ainda mais numa pista molhada e sob forte chuva, contudo, chegou em casa em total segurança, mas ainda sim, irritado.

Bateu a porta com força e apertou o botão do alarme após trancar o carro. Abriu a porta largando seus sapatos sem se importar em colocá-los no lugar.

Encontrou seu pai sentado na poltrona da enorme sala com óculos no rosto e um livro nas mãos, sendo iluminado por um abajur chique no canto esquerdo.

— O que tanto te irrita? — Jack perguntou sem desviar os olhos das páginas amareladas.

— Como sabe que eu estou irritado?

— Você parece um touro. Não para de bufar. Conte o que aconteceu. — colocou o marca página no livro e fechou a capa fazendo aquele típico estalo alto.

— Sai com o Felix e nosso filho hoje. — disse se esticando no sofá. — Assistimos rei leão, brincamos no fliperama e também comemos na praça de alimentação. Estava tudo indo muito bem e tal, aí eu encontrei o Bambam. Era pra tudo continuar bem mas o Felix surtou.

— Surtou como?

— Sei lá! Ele só surtou! Eu realmente não entendo o porquê, pai, ele disse que eu traí ele mas eu não fiz isso! Mas parece que ele não quer entender...

— Com base no que ele acha isso?

— O Bambam para provocar insinuou mas ainda sim.

— Isso já está plantado na cabeça dele. Felix nunca gostou desse garoto.

— E sem motivo!

— Tem certeza que foi sem motivo, filho?

— O que quer dizer com isso?

— Nada. Apenas espere até amanhã e vá pedir desculpa para ele. Antes que seja tarde e ele não deixe mais você se aproximar da criança.

— Mas isso é um direito meu!

— Você é um vice presidente, Channie, deve saber como funciona.

— Que?

— Legalmente você não é o pai do garoto. Não está registrado como tal. E se continuar vacilando não consiga isso.

— Mas não quer dizer que ...

— Estou indo dormir, boa noite. — deu um beijo na testa do filho mesmo contra protesto do mesmo e foi para o quarto, não notando a esposa escondida atrás de uma das pernas rente a sala.

— Então você descobriu. — Jéssica apareceu.

— Descobri o que?

— Sobre o garoto.

— Você sabia também? — a mulher concordou com a cabeça. — E por que não me contou?

— Porque eu não quero aquele pirralho na minha família, ainda mais estragando a sua vida. Você já tem 25 anos, muito novo para filhos.

— Mas ainda sim fiz um. É minha responsabilidade e meu dever.

— Segundo a lei não é sua responsabilidade. — usou o mesmo jogo do marido e saiu deixando Christopher sozinho.


Notas Finais




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