História Call Out My Name - Capítulo 6


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Jhope, Jimin, Jin, Jungkook, Originais, Rapmonster, Suga, Yaoi
Visualizações 19
Palavras 1.785
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishoujo, Bishounen, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Esporte, Famí­lia, FemmeSlash, Festa, Ficção Adolescente, Fluffy, Harem, Hentai, Lemon, LGBT, Mistério, Orange, Romance e Novela, Saga, Seinen, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Slash, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Espero que gostem e não se esqueçam de comentar ♥
Boa leitura! ♥

Capítulo 6 - Uma Pequena Flor Nascida No Caos


Fanfic / Fanfiction Call Out My Name - Capítulo 6 - Uma Pequena Flor Nascida No Caos

                                                             ~Yoongi’s POV~

 

 

Passaram-se duas semanas desde que toda a confusão no parque havia acontecido.

Todos sabiam que a mãe de Taehyung estava pagando alguns inspetores para ficar de olho neles, e garantir que não chegassem perto de mim, mas mesmo assim eles se arriscavam. Então eu apenas saía de perto. Não porque eu não queria falar com eles, mas porque eu não queria criar ainda mais problemas na vida deles.

Nunca pensei que isso seria possível, e nunca quis que isso acontecesse, mas naquele momento eu era o bode expiatório.

Há duas semanas eu estava sozinho em todos os lugares, há duas semanas eu me sentia cada dia mais triste e solitário, há duas semanas Jin implicava comigo e com cada um dos outros sempre que podia, há duas semanas eu tinha que fingir não ver meus amigos quando passava por eles, e quando eles tentavam falar comigo, eu simplesmente ignorava ou saía de perto, há duas semanas eu me sentia a beira de um colapso, e nesse exato momento eu estava perdendo meu emprego.

 

- Como isso é possível? – Gritava, enquanto eu permanecia calado e ouvindo só metade das palavras, depois de sair dos meus pensamentos. – Eu não acredito que tinha um marginal trabalhando para mim! Eu não acredito que me deixei ser enganado por você!

- Desculpe não ter avisado antes. – A mãe de Taehyung tinha um olhar frio e de satisfação no rosto. – Mas eu descobri a pouco que esse garoto trabalhava aqui.

- Muito obrigado, senhora! – Meu chefe olhou para ela. – Graças a você eu estou podendo demiti-lo antes de algo acontecer a minha loja!

 

A mãe de Taehyung apenas inclinou a cabeça como uma reverência para ele, deu as costas e foi em direção a porta, mas parou e em seguida olhou para mim e deu um sorriso diabólico.

Depois de ouvir mais muitos gritos, fui expulso da loja e minhas coisas foram jogadas na calçada. Recolhi todas elas e fui andando lentamente em direção ao parque. Não podia chegar àquela hora em casa, mesmo que fosse tarde.

Poucos segundos depois começou a chover.

 

- Ótimo! – Falei para mim mesmo. – Isso está parecendo um dorama clichê! Tão ridículo! – Suspirei. – Mas pelo menos minha vida podia pular para a parte do dorama em que tudo dá certo.

 

Enquanto algumas pessoas corriam por causa da chuva, eu permanecia quase me arrastando pelas ruas, e sentindo que minha vida ia afundar cada vez mais.

Entrei no parque e ele naturalmente estava vazio, e as últimas pessoas saíam de lá correndo, ou andando apressado com seus guarda-chuvas. Continuava andando calmamente, mas minha mente e meu coração estavam uma bagunça. Meus pensamentos se embolavam, como se fossem várias pessoas discutindo coisas diferentes ao mesmo tempo, e meu coração doía como se a solidão que eu sentia o apertasse cada vez mais.

Finalmente cheguei a um dos bancos de madeira e em seguida me sentei. Assim que senti meu corpo relaxar, eu comecei a chorar incontrolavelmente. Chorei tudo o que eu havia guardado para mim durante aquelas duas semanas, e talvez durante toda minha vida. Quanto mais eu chorava, mais minha cabeça doía, e ao mesmo tempo em que sentia uma sensação de alívio, uma sensação de dor aumentava.

E lá estava eu. Sem amigos, sem emprego, acusado de ser um delinquente, sentado sozinho em um parque vazio em plenas 00:30h, e chorando enquanto ficava cada segundo mais encharcado pela chuva. Resumidamente, eu era um completo ferrado na vida.

 

- O que eu fiz para merecer isso? – Falei para mim mesmo. – Que porra foi que eu fiz? – Gritei.

- Sinceramente? – Me assustei quando ouvi uma voz ao meu lado de repente. – Você não fez absolutamente nada, Yoongi!

 

Olhei para o lado e lá estava Jenna. Com roupas de frio, e segurando um guarda-chuva rosa, parada de pé próxima ao banco onde eu estava sentado. Meu coração acelerou e eu me calei, permanecendo apenas olhando para ela durante alguns segundos, mas depois olhando para baixo.

 

- Vá embora, Jenna! – Suspirei.

- Não, eu não irei embora! – Se sentou ao meu lado, mesmo o banco estando molhado. – Eu vou ficar bem aqui com você! – Chegou perto de mim e dividiu o guarda chuva.

- Fala sério, Jenna! – Ri de deboche. – Você nem ao menos gosta de mim, quer mesmo fazer isso por pena? Simplesmente saia daqui antes que arrume um problema para você!

- Fala sério, Yoongi! Até tentando ser ignorante você demonstra preocupação com os outros!

- Que preocupação, Jenna? – Não conseguia levantar o rosto e olhar diretamente para ela. – Apenas vá embora e me deixe em paz!

- Por que deveria?

- Porque eu sou um merda, um delinquente, um sem emprego, e alguém que quer ficar aqui sozinho na chuva até morrer de frio! – Respirei fundo para não voltar a chorar exageradamente, embora lágrimas já escorressem por meu rosto, se misturando a chuva.

- Você não é nada disso e sabe disso! – Segurou em meu queixo e me obrigou a olhar para ela. – Você na verdade é muito ao contrário disso, mas por ser tão protetor e por causa de uma pessoa injusta, você está parecendo ruim. Não deixe que uma bruxa igual a mãe de Taehyung faça você acreditar que é uma coisa que na verdade não é.

- Como sabia que eu estava aqui?

- Eu estava com fome e também não aguentava mais querer saber como você estava e não poder, e o fato de que você me ignorava em todo lugar, e ignorava os bilhetes que deixava para você. – Suspirou. – Então fui até a loja, mas quando cheguei na porta, a mãe de Taehyung estava lá parada ao lado de um homem, enquanto você estava parado de cabeça baixa na frente deles. O homem parecia gritar e a mãe do Taehyung parecia se divertir com tudo aquilo.

- É... – Suspirei. – A mãe de Taehyung descobriu onde eu trabalhava e foi lá falar para meu chefe o que aconteceu aquele dia, e é claro, aumentou a história e quase até inocentou Jin. Então fez ele acreditar que sou um delinquente problemático.

- Sinto muito! – Colocou a mão em meu ombro. – Sabia que era algo ruim, mas não pude ouvir. Quando a mãe de Taehyung estava saindo, eu corri e me escondi atrás das lixeiras, quando eu finalmente saí, vi você do lado de fora e suas coisas sendo jogadas na rua. Então esperei você dar uma distância, e vim te seguindo silenciosamente até aqui.

 

Apenas fiquei em silêncio olhando para Jenna. Achava que ela de fato não ligava para mim, mas ao ouvi-la dizer que precisava saber como eu estava, me senti tocado. Não sei em qual momento tinha acontecido, mas sabia que eu gostava tanto de Jenna, e olhando para ela eu só conseguia pensar em como seria bom poder andar com ela todos os dias.

 

- Sabe Yoongi... – Finalmente quebrou o silêncio. – Você pode não se lembrar de mim, mas eu me lembro de você muito bem.

- Olhei para ela confuso. – Do que você está falando?

- Um ano atrás você participou de um campeonato de soletração como jurado. Lembra?

- Parei para pensar um pouco e finalmente me lembrei. – Havia esquecido disso, mas parando para pensar, foi um dia realmente engraçado e bom.

- Então... – Suspirou. – Eu estudava naquele Colégio e fui uma das participantes. Eu vi quando você chegou, e era pra ter sido uma das alunas a recepcionar os jurados e explicar como tudo funcionaria, mas você me deixou tão envergonhada só por estar ali, que não consegui entrar na sala e eu mandei outra pessoa em meu lugar.

- Ri. – Você não parece o tipo eu... No caso muito tímida.

- Pois é! – Riu também. – Meus professores haviam colocado muita fé de que eu iria ganhar aquele concurso, mas quando subi no palco, simplesmente não conseguia controlar o nervosismo em ter você me olhando, e acabei falando seu nome ao invés do meu próprio nome, depois disso saí correndo do palco envergonhada, e por isso fui desclassificada antes de soletrar qualquer coisa.

- Era você? – Estava chocado. – Quando você chegou aqui eu tinha certeza de já ter te visto! – Ri. – Então foi isso!

- Sacudiu a cabeça envergonhada. – Não que eu acredite nessas coisas, mas... – Respirou fundo. – Acho que foi meio que paixão a primeira vista, porque depois daquele dia, eu passei todos os dias pensando em você, e depois que descobri de que Colégio você era, me matei de estudar para esse ano fazer a prova e conseguir a bolsa de estudos de qualquer maneira, apenas para poder reencontrar você.

 

Ao ouvir aquilo senti meu coração errar as batidas e minha mente se bagunçar ainda mais. Não podia acreditar no que eu estava ouvindo, e não sabia o que dizer. Na verdade eu sabia o que deveria dizer, mas precisava de coragem. Então contei até cinco mentalmente, respirei fundo e usei meus quinze segundos de falta de vergonha para falar.

 

- Aquele dia eu tinha eu fiquei encantado com você desde o primeiro segundo em que você colocou os pés no palco. Mas fiquei com vergonha de perguntar qual era seu nome real, então apenas fui embora de lá com você no pensamento, mas sem fazer à mínima ideia de quem era você.

- Jenna sorriu. – E qual sua opinião sobre mim agora?

- Senti meu rosto pegar fogo, apesar de todo frio que estava sentindo. – Que você está ainda mais linda e adorável, e que eu tenho certeza que também sou apaixonado por você!

 

Jenna pareceu tão chocada quanto eu, então também ficou em silêncio e me olhando.

Então acho que é nesse momento que o dorama clichê tem uma parte boa para aliviar a vida horrível do protagonista. Ele recebe uma declaração da amada, e finalmente consegue se declarar também. E tudo isso depois de descobrirem o que um sentiu pelo outro na primeira vez que se encontraram tempos atrás. Talvez o terrível dorama da minha vida não fosse tão terrível assim.

Talvez aquele frio estivesse encolhendo meu cérebro e diminuindo minha vergonha, pois depois de admitir meus sentimentos por Jenna tão abertamente, eu simplesmente a puxei para mim e a beijei, tendo o beijo retribuído segundos depois.

Jenna largou o guarda chuva e colocou seus braços em volta de meu pescoço, ficando mais próxima de mim.

Agora éramos um clichê completo: estávamos à noite sentados em um parque, debaixo de chuva e nos beijando. E naquele momento o beijo me fez esquecer toda a solidão que me machucava durante todos aqueles dias. E mesmo estando a noite e mesmo com a chuva forte que caía do céu, eu sentia que por um momento o sol tinha voltado a brilhar em mim.


Notas Finais


Comentem o que acharam ♥
Até o próximo capítulo!
Kisses!~♥


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